6 meses depois...

Uma semana antes do Natal.

- Bella POV:

3 dias. Será que era o suficiente?

Não, acho que não. Minha menstruação nunca foi regulada, cada mês vinha num dia diferente.

Me olhei no espelho do banheiro do meu trabalho e percebi pequenas mudanças no meu corpo. Eu nunca tinha ficado grávida e nunca tinha conversado com alguém que já esteve grávida, mas eu li na internet que a gente sente quando isso acontece.

Levantei minha blusa e olhei minha barriga. Plana e magra como sempre.

Bufei de frustração.

6 meses de tentativas e nada de gravidez.

Essa era a palavra que me definia nesse momento...frustrada.

Apertei meus seios que estavam maiores e doloridos, mas isso também podia ser sintoma de menstruação iminente.

Bufei mais uma vez.

Meu trabalho estava uma loucura, assim como o de Edward. Só nos víamos a noite e mal tínhamos tempo pra uma rapidinha, mas todo dia nós "treinávamos um bebê".

A edição de natal da Vogue é a edição mais importante, é especial, a edição que sempre tem a melhor capa, as melhores modelos ou celebridades, matérias e etc.

O movimento na Yellow também aumenta no natal, já que todo mundo quer fazer propaganda do seu negócio. Segundo Edward as datas comemorativas são as que eles mais lucram. Meu marido, coitado, mal tinha tempo pra respirar ou quase sempre estava sendo sugado até a alma por seu pai.

Olhei meu quadril um pouco aumentado e me lembrei da dificuldade pra fechar minha saia essa manhã, porque estava apertada.

É, quadril aumentado não é sintoma de menstruação! – pensei.

Aquele único pensamento me deu esperança e eu sai do banheiro com um destino. Uma farmácia.

Eu esperava sinceramente que 3 dias de atraso fossem suficiente.

- Vamos almoçar? – Alice veio ao meu encontro.

- Não vou almoçar hoje, não me sinto bem. – o que não era mentira. Eu realmente não estava normal.

- Avisou Edward? – ela perguntou.

- Vou ligar pra ele. – fui até minha sala e peguei minha bolsa.

Quando sai do prédio da Vogue eu liguei pra Edward.

- Oi amor. – ele atendeu.

- Oi Ed. Não vou almoçar hoje. – disse simplesmente.

- Por quê? Ainda esta mal? – ele quis saber.

- Sim, mas também tenho uma coisa pra resolver. – eu disse. – Nos vemos em casa, ok?

- Ok. Te amo! – ele disse.

- Também te amo! – desliguei e entrei na farmácia.

Fui até a prateleira e peguei um teste de gravidez. Li a caixinha pra ver se era possível fazê-lo com qualquer urina do dia e paguei por ela.

A ansiedade me consumia e eu não ia conseguir agüentar até chegar na Vogue, quem dirá em casa.

Entrei em um restaurante chinês que a gente costumava ir juntos e me sentei. Pedi um frango xadrez e uma coca light.

Avisei ao garçom que ia ao banheiro enquanto o pedido não ficava pronto.

Coloquei minha bolsa na bancada e peguei a caixinha. A abri e instantaneamente fiz xixi naquele tão conhecido bastão branco, nos últimos meses ele tem sido meu companheiro de frustração.

Vamos, por favor! Positivo. Positivo. Positivo. – Eu repetia como um mantra.

Esperei os três mais longos minutos da minha vida e peguei o bastão.

Um pauzinho...Negativo.

Joguei o bastão com raiva no lixo.

Eu estava com raiva de mim!

Será que eu tinha algum problema pra engravidar? Será que era tão difícil assim? Não era só colocar os bichinhos lá dentro? Qual a dificuldade! Qual é!

Me recompus. Ajeitei minha saia, engoli o choro, peguei minha bolsa e sai do banheiro.

Sentei a mesa esperando meu pedido e depois de poucos minutos chegou, mas quando eu olhei pro prato meu estômago embrulho.

Voltei praticamente correndo pro banheiro e vomitei todo o meu café da manhã.

Urgh! Eu detesto vomitar!

Pedi ao garçom que embalasse o frango xadrez porque iria levá-lo, não tinha condições de comê-lo agora. Paguei por ele e voltei pra Vogue.

Ainda era hora do almoço e o andar estava vazio.

Ouvi batidas na minha porta e mandei que entrasse.

- Oi. – era Edward lindo como sempre, num dos seus ternos de grife.

- Oi. – forcei um sorriso.

- O que houve Bee? Por que essa carinha? – ele afagou meu rosto.

Não consegui mais segurar e comecei a chorar.

- Eu...eu...pensei que estivesse...grá-grávida Edward, mas deu negativo. – chorei contra seu peito.

- Meu amor, temos que ter paciência. – ele disse alisando meus cabelos. – Essa sua ansiedade não ajuda Bella.

Ele repetiu as palavras da minha ginecologista quando fomos nela mês passado.

- Ah Edward, eu estou tão frustrada. – falei cansada – Eu juro que se não quiséssemos ter filho eu já estava na sexta gestação. – ele riu – E agora eu quero um e não consigo.

- Hey! Vamos continuar tentando, ok? Uma hora eu sei que ele vai chegar. – ele finalmente me beijou.

Ficamos na minha sala durante todo o horário de almoço e como ele tinha deixado de almoçar por minha causa, dividimos o frango xadrez e a coca. Que graças a Deus eu consegui comer, porque estava faminta.

Edward foi embora e me deixou sozinha e triste.

Kate entrou na minha sala.

- O que ouve B? – ela perguntou. Minhas amigas me conhecem muito bem.

- Achei que estivesse grávida. – dei de ombros.

- Outro negativo? – Alice perguntou entrando na sala. Eu assenti com lágrimas nos olhos. – Não fica assim minha amiga, não era a hora. – ela alisou minha mão em cima do meu joelho – Mas ela vai chegar...e quando chegar ele vai ser o bebê mais amado da América.

Alice e suas tentativas de me colocar pra cima.

- Obrigada! – pedi fazendo um carinho no seu rosto. – Não sei o que eu faria sem vocês. – sorri pra Kate.

- Ahhhhhh vamos dar um abraço duplo Kate. – Alice se levantou e as duas me abraçaram.

O dia foi maçante. Eu estava exausta meu corpo doía e o enjôo não me largava. Eu só podia estar doente.

Durante toda a semana antes do natal eu passei mal. Náuseas, vômitos, tonturas e pra completar eu estava viciada em suco de maça e sexo – não, eu não estou reclamando. Edward abasteceu a geladeira com garrafas que pareciam mais galões de 10 litros e pra saciar meu desejo pelo sexo me satisfazia todas as noites.

Naquela semana eu comi horrores e estava tudo se acumulando nos meus quadris. Eu não entendia como uma pessoa que vomita praticamente umas 5 vezes por dia pode engordar ao invés de emagrecer. Edward apenas dizia que eu estava gostosa, mas sei que ele estava sendo gentil ao disfarçar por eu estar engordando.

Eu e Edward estávamos trabalhando como dois condenados, mas mesmo assim nos amávamos todos os dias, segundo ele pra garantir nosso herdeiro, apenas pra isso, sei...

Combinamos que iríamos todos pra casa de Esme no natal, mas dessa vez tinha um adicional, meu pai e minha mãe viriam, ou seja, minha felicidade seria completa.

Na sexta-feira fomos fazer compras depois do trabalho. Fazia um frio da porra em NY e eu realmente precisava de roupas, já que minhas calças e meus vestidos justos não cabiam mais em mim.

Ficamos horas andando pela 5ª avenida. Comprei meias novas, uma bota de cano baixo, um vestido e lingerie pro natal. Depois eu faria as compras pra virada do ano.

- Café? – Kate perguntou animada.

Eu e Alice assentimos e nós fomos ao Birch. Tomei macchiato, Kate chá e Alice café preto puro. Devia ser proibido uma pessoa elétrica como Alice beber café puro.

Pagamos pelo café e quando estava me levantando pra sairmos do Birch uma tonteira violenta me alcançou.

Parei no meio do caminho, ficando meio curvada, meio levantada e me apoiei na mesa. Tudo rodava e eu não tinha noção nem da onde estava. Ao longe ouvia a voz de Kate e Alice falando comigo chamando meu nome. Ouvi algumas louças serem quebradas e então apaguei.

Pelo que me pareceu horas eu fiquei apagada.

- Bella? Bella? – era a voz de Alice.

- Merda! Edward não atende Alice. – Kate disse exasperada.

- Não...não...ligue pra...ele Kate. – falei com a voz fraca.

- Ela acordou. – uma voz desconhecida falou.

- Já chamei a emergência. – outra voz desconhecida.

Sentia um rastro quente na minha mão e me parecia ser a mão de alguém.

- Vai ficar tudo bem Bella, fica calma. – Kate disse alisando meu rosto.

Minha cabeça estava no colo de Alice.

Quando recobrei totalmente minha consciência vi paramédicos ao meu lado. Um me furava e colocava o soro e o outro parecia medir minha pressão.

- Ela teve uma queda brusca de pressão. – disse um deles. – Vamos levá-la ao hospital, sua pressão ainda está bem baixa. Ela precisa ser medicada.

- Ok. – Alice disse – Kate continue tentando falar com Edward.

- Não! – quase gritei – Não fale com ele. Não é nada gente!

Não é nada, mas estavam me colocando numa maca. Revirei os olhos.

- Bella... – eu interrompi Alice.

- Promete que vocês não vão incomodá-lo? – pedi.

- Mas e se for algo grave. – Kate perguntou com um tom nítido de preocupação.

- Se for algo grave eu mesmo conto...se for só a pressão ele não precisa se preocupar. – eu disse.

Elas se entreolharam e fizeram uma careta.

- Prometem? – perguntei de novo.

- Prometemos. – responderam em uníssono.

- Confio em vocês. – eu disse descansando a cabeça na maca.

- Podemos ir com ela? – Kate perguntou.

- Apenas uma. Estamos a levando pro Lennox – o paramédico disse.

- Vai você, eu vou no meu carro. – Kate disse a Alice.

E ela prontamente entrou comigo na ambulância. Eu apaguei.

Quando acordei já era noite. Abri meus olhos e vi Alice e Kate cochichando no sofá. Elas tinham um sorriso enorme no rosto e se eu não tivesse tão debilitada sorriria também.

- Hey! – as chamei.

- Olá Bella adormecida. – Kate me olhou – Como está?

- Enjoada. – respondi – Que horas são ? – quis saber.

- 8 da noite. – Alice respondeu.

- Eu tenho que ir embora. Edward...ele vai chegar em casa e... – falei nervosa.

- Hey! Calma... – Alice pegou minha mão – Nós ligamos pra ele... – a olhei furiosa – Calma, ok? Apenas avisamos ele que iríamos demorar. Hoje é sexta os rapazes estão lá...

- E alem do mais o que aconteceu com você...só você pode contar a ele. – ela piscou o olho pra mim.

Meu Deus! Será que era grave? Será que iam descobrir que eu não podia ter filhos?

O barulho da porta abrindo me tirou dos meus pensamentos.

- Boa Noite Sra. Cullen. – um homem jovem me cumprimentou.

- Er...boa noite! – respondi – Eu preciso ir! – supliquei a ele.

- Logo você irá. – ele deu uns tapinhas no meu joelho. – Bom, você teve uma queda de pressão, o que no seu estado é normal, descobrimos que sua pressão já é naturalmente baixa e na gravidez é normal cair mais ainda. Você tomou soro e glicose, como certeza está se sentindo melhor, então acho que já está de alta. – ele sorriu e eu o olhava atônita. – Só recomendo que não ande por muito tempo sozinha por ai, sua pressão pode cair novamente e você pode não ter a sorte de ter suas amigas por perto. – ele pausou e escrever alguma coisa numa prancheta. – Então é isso...alta e estar sempre acompanhada.

Depois que ele terminou a sua chuva de letras e palavras...eu percebi que escutei uma única palavra...Gravidez.

- Vo-você dis-se gravidez? – perguntei saindo do meu estado de choque.

Ele olhou pra Kate e Alice e elas sorriram.

- Sim, a senhora está grávida Isabella. Exatas 10 semanas. – ele sorriu de novo – Parabéns, suas amigas me falaram o quanto deseja o bebê.

Minha ficha caiu.

- Meu Deus! MEU DEUS! Isso é...ow...eu preciso ir! Eu tenho que contar a... – tentei me levantar da cama, mas fiquei tonta.

- Devagar Isabella, não quer ficar aqui por mais dois, quer? – o médico me perguntou – Garanto que tem alguém ansioso por essa noticia em casa.

Eu me sentei na cama e abaixei a cabeça pra tontura passar.

- Isso é normal, ok? – ele me disse – Quando for se levantar, esteja deitada ou sentada, sempre faça bem de vagar pra sua pressão não cair. – ele afagou meu ombro. – Bom, tenho, mas um paciente pra ver...boa noite meninas...e parabéns mais uma vez Sra. Cullen.

Foi ele fechar a porta que Alice e Kate começaram a gritar.

- OMG! OMG! OMG! – Alice repetia.

- Eu falei que era você quem tinha que contar isso a ele. – Kate disse parando na minha frente.

Eu estava em choque.

Porra! Eu estava grávida! Esperando um filho do homem da minha vida. Fruto do nosso amor. Comecei a entender o mal estar que eu senti a semana inteira e todos os outros sinais de gravidez, mas que eu não liguei por causa daquele estúpido bastão idiota.

Um silêncio reinou no quarto. Eu levantei o rosto e fitei Alice e Kate com uma cara apreensiva.

- Não está feliz? – Alice perguntou com cautela e olhou pra Kate.

- Não...quer dizer sim...eu acho que minha ficha não caiu. – sorri largamente – Eu jurava que não podia ter filhos e agora isso... – pousei as mãos na minha barriga – É surreal...eu...eu...preciso ir pra casa...tenho que contar a Edward.

Fui pro banheiro e não sei como, mas em 2 minutos estava vestida.

Fomos no carro de Kate até meu apartamento.

- Porque você não faz uma surpresa pra ele? – Alice disse – Sei lá, amanhã é natal, dá a ele a noticia de presente.

- Com certeza ele vai amar! – Kate disse.

Chegamos em casa e eles jogavam poker.

Me sentei no seu colo e colei meus lábios nos dele num beijo faminto, urgente e cheio de amor.

Pude ouvir os "ow" "ew" e "ecas" a nossa volta, mas eu não me importei. Minha felicidade não cabia no peito.

Comi alguma coisa e fui tomar um banho de banheira.

- O que foi aquilo lá em baixo? – Edward perguntou animado entrando no banheiro.

- Estou feliz e fui beijar meu marido, não pode? – bati os cílios.

- Sempre. – ele sorriu – Eles já foram...falaram alguma coisa sobre precisarmos ficar sozinhos.

Pensei nas palavras de Alice. Eu queria muito contar pra ele...agora, pra falar a verdade, mas achei que uma surpresa seria melhor.

- Não quer tomar um banho Sr. Cullen. – segurei a sua coxa.

Ele já estava se despindo.

- Me ame Edward! – pedi enquanto ele tirava sua boca do meu sexo. – Faça amor comigo!

- Eu já te amo amor, mais que isso e eu não vou mais caber em mim. – ele disse antes de me invadir e me levar a loucura num orgasmo alucinante. Logo depois ele se derramou em mim.

Deitamos e eu só pensava no que faria amanhã. Tive uma vaga ideia de uma coisa parecida que eu vi num comercial de margarina.

Acordei no dia seguinte e a primeira coisa que eu fiz foi vomitar.

Urgh! Com certeza a única coisa que eu odiaria na gravidez.

Tomei um banho e me olhei nua no espelho. Podia jurar que já via uma protuberância na minha barriga. Examinei meus seios com cautela e percebi como eles estavam fartos e super doloridos.

Me lembrei imediatamente que tinha que marcar uma consulta com minha ginecologista.

- Eu gosto deles assim! – dei um pulo de susto. – Desculpe não queria te assustar.

- Tudo bem! – peguei meu roupão e ia vestindo, mas ele me parou.

- Você está tão linda. Tão...gostosa. – ele me abraçou por trás e encheu suas mãos com meus seios. – Eles estão ainda mais perfeitos. – falou beliscando meus mamilos.

Aquilo estava me levando a loucura, mas eu precisava fazer umas comprinhas pra dar meu presente de natal a ele.

- Edward... – o chamei e ele murmurou um "uhm?" contra a pele do meu pescoço – Eu...tenho que sair, por favor?

- Ok, mas a noite você é minha. – ele bateu na minha bunda.

Fui até o closet e coloquei uma roupa.

Me despedi de Edward e sai. Liguei pra Alice e ela disse que era pra eu passar no seu apartamento e pegá-la, já que ela iria comigo.

As compras demoraram a tarde toda e eu aproveitei pra comprar mais alguns presentes.

Quando cheguei em casa preparei algo pra que eu e Edward comessemos e fomos nos arrumar.

Coloquei minha lingerie e a roupa que havia comprado ontem.

Peguei minha bolsa, meu sobretudo, minhas luvas e estava pronta.

Edward mais uma vez me ajudou com as sacolas de presentes.

Quando chegamos lá meus pais já estavam na sala. Nossos amigos chegaram logo depois que nós chegamos.

Jantamos animados, a todo tempo conversávamos a mesa. O jantar estava divino, como tudo que Esme faz ou comanda.

Trocamos presentes como no natal passado e esse ano Edward me deu três pares de Louboutin, que ele sabia que eu queria. Um exagero, porque os três pares devem ter custado meu salário.

- Quero que você venha a um lugar comigo. – disse no seu ouvido.

Ele pousou sua taça de vinho na mesa de centro e avisamos a todos que íamos sair. Ele me ajudou a colocar o casaco e eu calcei as luvas. Ele fez o mesmo.

- Aonde vamos? – ele perguntou.

- Você vai ver! – falei.

Quando chegamos ao Rockefeller ele ficou impressionado, talvez se perguntando porque eu estava fazendo o que ele fez comigo há 1 ano atrás.

- Vamos patinar hoje? – ele quis saber.

- Não, está muito frio! – menti. Na verdade eu não sabia se eu podia por conta do bebê. – Vamos sentar ali.

Eu apontei o mesmo banquinho que ele me pediu em casamento. Ele sorriu e se sentou, me puxando pro seu colo.

- O que estamos fazendo aqui? – ele perguntou confuso.

- Eu queria dar o seu presente de natal, e como ela... – apontei pra enorme arvore - ...é testemunha do nosso amor, eu achei que aqui seria perfeito.

Ele me deu um beijo demorado e carinhoso.

Eu puxei a caixa da sacola e dei a ele.

Era uma caixa média verde claro com uma fita dourada e lilás.

Ele me olhou confuso e abriu.

Dentro tinha um teste de gravidez positivo (que eu fiz antes de sairmos da casa de sua mãe), uma foto da ultrassom que eu fiz no hospital ontem e um conjunto de tricô pra bebês, era um casaquinho, sapatinhos e uma touca, os três minúsculos e na cor rosa. E por último um bilhete que escrevi pra ele.

Depois que ele tirou tudo da caixa me olhou com os olhos arregalados e marejados.

- Meu Deus! Você...está... – o cortei.

- Grávida...10 semana. – disse animada – Descobri ontem, eu queria te contar, mas decidi fazer uma surpresa.

- Meu Deus! – ele colocou a caixa no banco e se levantou comigo no colo. – Meu amor...você está me fazendo o homem mais feliz...eu...eu...te amo...tanto...muito... – o cortei beijando seus lábios.

Ele quebrou o beijo e me colocou no chão. Abriu me sobretudo e começou a beijar minha barriga.

- Como eu não percebi! – ele disse segurando meu rosto. – Estava na minha cara...os enjôos, seu seios...oh meu amor, me desculpe!

Ele me beijou com um sorriso nos lábios. Parecia um menino brincando na chuva.

- Bella eu te amo! – ele beijava cada pedaço do meu rosto. – Te amo! Te amo! TE AMO! TE AMO! – ele começou a gritar e eu ria dele.

A felicidade dele encheu meu peito de alegria, estávamos juntos compartilhando a mesma felicidade.

- ESSA MULHER...MINHA ESPOSA...VAI ME DAR UM FILHO! – ele gritou pra que todos na praça ouvisse.

Todos nos olharam e bateram palmas pro nosso amor.

- Leia o bilhete! – falei pra ele e nos sentamos de novo.

Ele pegou e abriu o pequeno pedaço de papel.

"Meu amor, sei que prometemos fazer isso juntos, mas não tive opção.

Estamos grávidos e eu amo você!

Bee"

- Ah Bella eu te amo tanto! – ele disse alisando meu rosto.

- Vamos, precisamos contar a todos a novidade. – eu disse puxando ele.

O caminho de volta ao tríplex dos seus pais nós fizemos de mãos dadas. Hora ou outra nos abraçávamos e ele acariciava minha barriga.

Quando chegamos á contamos a novidade e parecia que todos iam explodir de felicidade, assim como nós. Carlisle até abriu um Dom Perigon pra comemorarmos.

- Vamos pra casa! – Edward disse me passando meu casaco.

- Já? Mas... – ele me cortou.

- Preciso fazer amor com você pela primeira vez. – ele sussurrou no meu ouvido.

Eu tive um deja-vu de 1 ano atrás, quando ficamos noivos.

- Primeira vez? – mordi os lábios.

- Sim, ainda não fiz amor com a minha esposa grávida. – ele me beijou.

Quando chegamos em casa nos amamos calmamente, Edward me tratava como se eu fosse quebrar e mesmo assim me proporcionou um dos melhores orgasmos da minha vida.

- Eu te amo Bella! – Edward me disse enquanto beijava minha barriga nua. – Eu também te amo bebê. To doido pra te conhecer...espero que você se pareça com a sua mãe.

- Não senhor! Tem que se parecer com você. Você é lindo e eu sou simples demais. – dei de ombros.

- Não senhora, Sra. Cullen, você é perfeita. – ele me beijou.

- Perfeita? – provoquei.

- Perfeita pra mim! – ele voltou a beijar e acariciar minha barriga. – E será uma mãe perfeita também.

- Tomara...não faço a mínima ideia de como cuidar de um bebê. – falei nervosa.

- Se acostume Isabella, porque esse será apenas o primeiro dos nossos filhos.

E foi...tempos depois ele cumpriu sua promessa.

De uma aposta saiu um amor e de um amor? Uma família.