Sangue real

Sangue real

Nota: Os personagens de Inuyasha não me pertencem.

8: Filho..


Quatro meses….há já quatro meses que vivemos abertamente nosso amor. Sinto que este amor me trará dor, no entanto não sou capaz de o recusar. Tantos anos sofrendo, sinto que devo agarrar esta esperança de felicidade que o destino me oferece. Pode que seja a minha última oportunidade de ser feliz. Talvez eu possa ter uma vida humana, por mais limitada que seja…

Além disso, agora tenho mais uma razão para viver, o meu filho...fruto do amor que sinto por ele, por aquele que foi capaz de reencontrar a minha alma.

"Kagome? Kagome? Me estás escutando?"

" Ah?"

" Acaso estás dormindo acordada?"

" Perdão. Estava distraída. De que falávamos mesmo?"

" Ah! Que vou fazer contigo? Estávamos falando do seu filho com Inuyasha. Não podes manter essa situação secreta por muito mais tempo. Ele merece saber, além disso deveis casar-vos antes que seja evidente o teu estado…"

"Casar? Mas sou unicamente uma servente e…"

"Mas de que estás falando Kagome? Tu esperas um filho dele, um filho que um dia será herdeiro destas terras… É que acaso não havias pensado nisto?"

Herdeiro…Realmente é lógico, que inocente fui ao pensar que as coisas permaneceriam para sempre na sombra. Necessito falar com Inuyasha contar lhe a verdade.

" Sango?"

" Sim?"

"Se não me estivesses apoiando não sei se conseguiria manejar esta situação."

"Tonta, sou tua amiga, não é verdade?"

Kagome… Não sei bem a razão mas sinto que te devo proteger.

" Agora vai falar com ele, já esperaste tempo demais."

" Obrigada."

" Lorde Inuyasha?"

" Sim?"

" O senhor, seu pai pede por sua presença na biblioteca."

" Sabes o motivo, Ayame?"

" Não senhor."

" Entendo, podes retirar-te."

" Com sua licença."

Pai…Será que descobriste? Hum não deve ser isso, preciso manter-me calmo.

Toc toc

"Pode entrar."

" Mandou-me chamar?"

" Inuyasha senta-te, precisamos conversar seriamente."

A biblioteca era um lugar amplo e geralmente bastante iluminado, no entanto devido ao entardecer encontrava-se escurecido. Detalhadamente, o jovem observou aquele que lhe havia educado. Era um homem de poucas palavras, sério, directo e da sua forma uma pessoa cuidadosa. O passar dos anos e os sucessivos problemas haviam-lhe causado algumas rugas, mas mesmo assim era um homem de bom porte. De qualquer forma, qualquer que fosse o assunto da conversa iminente seria algo desgastante.

" De que se trata?"

" Imagino que tu, meu filho, tenhas já uma ideia do que se trata."- Afirmou o mais velho encarando por primeira vez o seu interlocutor.

" Na verdade não."

" Muito bem. Meu filho, desejo saber quando pretendes casar-te."

"Na verdade eu não sei. Creio que não encontrei a pessoa certa para dar esse passo."

" Em tempos como estes o amor não é necessariamente um requisito para um casamento, se é isso a que te referes. Na verdade, poucos são aqueles que tem o prazer de o conhecer…"

" Mas pai eu…"

" Calado. Ainda não terminei."

" Perdão."

" Continuando. Poucos são os que conhecessem o significado do amor. Assim sendo, os que o encontram tem o dever de lutar por ele, não o fazer é covardia. Agora meu filho o que quero saber é se realmente terás coragem de enfrentar aquilo que o destino preparou para ti. Realmente, ainda não encontras-te a pessoa certa?"

" Pai eu…"

" Pensa nisso, seriamente. Agora podes ir. As tuas acções mostrar-me-ão a resposta ao que necessito saber."


Bem espero k apreciem a leitura( embora o capitulo seja bastante pequeno), e desculpem a demora...
obrigada :P Até á proxima