HUGO E MONICA
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.:. CAPÍTULO 4 .:.
PREPARATIVOS
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"Oi! Chegamos!", Monica ouviu chamarem da porta, "Uau! Casa limpa, comida feita! Bom trabalho, Monica!", disse uma das garotas que chegaram se sentando à mesa e se servindo do jantar.
"Sim, sim. Mas a senhorita devia ter é dormido, né?", disse a outra se servindo de água.
"Não se preocupe, Mel, eu dormi o suficiente", respondeu Monica rindo, "E não me olhe com esta cara, Kate, que eu não tapeei na faxina não, só não tava tão suja quanto a gente imaginava", completou Monica dando uma piscadela cúmplice para a amiga. A verdade é que Monica havia tido uma pequena grande ajuda de sua varinha.
Acho que este é um momento apropriado para usar meus poderes especiais e abrir um parêntese. Durante seu tempo em Hogwarts, Monica se tornou amiga – e, por algumas semanas, um pouco mais que amigo – de um rapaz chamado Phillip Potter. Caso estejam pensando algo na linha de "Potter! É parente de Harry Potter então!", podem perder a esperança. O pai de Phillip se chama Henry e é trouxa, sua mãe Sandy, e é bruxa. Dito isso, preciso contar que apesar da amizade deles não ter sobrevivido ao fim da escola, a amizade que ela construiu com a irmã de Phillip, Kate, continua firme e forte até hoje. Fato é que Kate não é bruxa, mas não se sabe dizer se ela é um aborto ou não, afinal seu pai é trouxa... Só que pelo fato de sua mãe ser bruxa e seus dois irmãos também, Kate sabe muito sobre as duas realidades. Quando Monica terminou Hogwarts, ela e Kate resolveram morar em Londres juntas.
Dois anos atrás, uma prima de Kate, nossa prezada Melanie Black, a Mel, conseguiu um emprego num restaurante badalado da capital inglesa e pediu socorro à prima, precisava de um lugar para morar por uns tempos. No início Monica e Kate ficaram receosas, pois Mel era trouxa e nunca teve qualquer contato com bruxaria, então Monica precisaria renunciar o uso de magia em casa, mas as contas e os baixos salários falaram mais alto – era sempre melhor dividir as contas por três. Monica descobriu que não era tão difícil assim, afinal seus horários em casa raramente coincidiam com os de Mel e além disso já estava acostumada a não usar magia sempre que estava com sua família.
Parêntese fechado, voltemos à conversa delas com nossa prezada protagonista.
"Sei...", disse Kate, "Mas me conta, planos pra noite de folga?"
"Vou numa festa", respondeu Monica colocando mais um pouco de salada no prato.
"Que festa?", perguntou Kate, sempre curiosa.
"Uma aí... Nem sei o nome. Um carinha passou vendendo ingresso e eu comprei. Melhor do que ficar em casa estudando mais uma vez..."
"Sim, sim. Vais sozinha?", insistiu Kate.
"Se tudo der certo, não", com essa afirmação Mel passou a prestar atenção à conversa e diante dos olhares das amigas, Monica continuou, "Pera, conheci um carinha hoje pela manhã. Tomamos café juntos e depois meio que convidei ele pra ir na festa comigo, mas ele não disse se vai ou não".
"Sério? Sério, sério? Uau! E vais usar o quê?", perguntou Mel empolgada.
"Não pensei ainda", a verdade é que Monica havia passado as últimas horas tentando encontrar uma roupa, mas não havia conseguido decidir nada. Mas ela nunca admitiria isso.
"Assim que acabarmos de jantar, a gente te ajuda a decidir a roupa", disse Mel, voltando a jantar.
"Sim, mas em troca tu vais ter que nos dar a ficha completa do rapaz!", acresceu Kate.
"Eu posso muito bem me vestir sozinha, sabiam?"
"Não duvido", respondeu Kate, "Mas a gente tá morrendo de curiosidade e não vais conseguir sair de casa sem contar tudinho pra gente". Monica riu, aquela seria uma noite divertida.
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No mesmo momento em que esta cena se desenrolava, nosso prezado Hugo chegava em casa após um dia intenso de trabalho. Foi diretamente ao seu quarto e tirou rapidamente a roupa. Naquele momento, tudo que ele queria era um bom banho relaxante na banheira, então se dirigiu ao banheiro.
"Uau! Cuequinha branca no corredor!", riu Rose subindo as escadas.
"Cala a boca, Rose", disse Hugo ficando vermelho e fechando rapidamente a porta do banheiro atrás de si. Se dirigiu à banheira e ligou a torneira. Em questão de minutos a banheira já estava cheia e ele se livrou das últimas peças de roupa que vestia e mergulhou na água quente. Sentia cada fibra dos seus músculos relaxarem e então os acontecimentos daquela manhã voltaram à sua mente. Monica parecia uma garota divertida e das duas uma, ou não notou que ele era mais novo que ela, ou então não se importava com isso. E ela o tinha convidado pra ir numa festa com ela... "Mas eu não vou", repetia em sua mente, "Sabe-se lá quem vai nessa festa... Eu, hein!". Ficou com estes pensamentos, repetindo seu mantra de "Eu não vou na festa" até que sua mãe bateu na porta o tirando de seu transe.
"Filho? Tá tudo bem aí?"
"Tudo certo, mãe! Já to saindo!", respondeu Hugo. Foi então notou que a água já estava fria e se perguntou quanto tempo que ele havia ficado ali trancado. Mesmo assim saiu preguiçosamente da banheira. Se secou levemente e saiu enrolado na toalha, indo diretamente ao seu quarto.
"Ficas ainda mais bonito com essa toalha rosa do que com a cueca branca, maninho".
"Que tás fazendo no meu quarto, posso saber?", disse Hugo com o rosto completamente vermelho ao ver que a irmã estava sentada na cama dele.
"Não precisa ficar vermelho, Hugo. Não é como se eu fosse uma tarada que estivesse te perseguindo, né. Além disso já te vi com muito menos roupa do que tás agora", riu Rose.
"Não me venha com essa história de 'já troquei tuas fraldas' pra cima de mim", disse ficando ainda mais vermelho, "E o que tás fazendo no meu quarto afinal?"
"Mamãe pediu pra eu buscar tuas roupas, chatolino!", disse Rose e depois mostrou a língua pra ele, "Vais numa festa hoje é?"
"Quem te disse que eu vou em uma festa?", perguntou confuso.
"Eu achei esse convite no teu bolso", respondeu ela dando de ombros, "Já perguntasse pra mamãe o que ela acha disso?"
"Bem, não preciso perguntar nada porque eu não vou".
"Se tu não vais porque então comprasse o convite, hein?"
"Rose, deixa de ser enxerida e sai pra eu poder me vestir?", disse Hugo pegando o convite da mão da irmã.
"Parece até o convite que...", disse Rose pegando o convite de volta, "Pera, é o convite que o velho Henry Flint tava vendendo!". Antes que me pergunte, devo explicar que todo mundo que tenha estudado nos últimos três anos em Hogwarts conhece o Henry Flint, em seu terceiro ano ele se tornou estranhamente popular. Com isso eu quero dizer que ele se tornou popular por ser estranho, se é que me entendem... Bem, de volta ao quarto do Hugo.
"Sim, eu sei que é", disse Hugo pegando de volta o convite e tirando do alcance de sua irmã.
"Não acredito que vais numa festa que aquele maluco ache legal!"
"Eu já disse que não vou, Rose! A guria que tava tomando café na minha mesa comprou dele e deixou um convite comigo, mas eu avisei pra ela que ele não bate bem da cabeça! Agora será que eu posso colocar minha maldita roupa?!"
"Ok, estressadinho!", disse Rose pegando a pilha de roupas de Hugo e se dirigindo para a porta, "Esperemos que tua amiguinha tenha acreditado em ti... Deve ter todo o tipo de doido nessa festa".
Assim que Rose fechou a porta atrás de si, Hugo soltou a toalha e colocou a primeira roupa que viu no guarda-roupa. Pensava no que Rose disse enquanto secava o cabelo sentado em sua cama e de repente se deu conta de três coisas:
1) Monica não acreditou nele, ela realmente achava que o velho Henry Flint pudesse ser uma pessoa normal;
2) Ela iria à essa festa; e
3) Se ele não fosse, ela iria ficar lá sozinha com um bando de malucos.
"Eu preciso ir nessa festa", disse se levantando e buscando rapidamente uma roupa decente no guarda-roupa, "Só preciso descobrir como vou fazer pra chegar lá..."
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N.A.: Ae! Finalmente uma atualização! Acho que gostei desse capítulo... Bem, agora é pensar no próximo. Alguém tem alguma sugestão sobre o que pode acontecer na festa?
A propósito, sabiam que podem fazer uma autora feliz deixando um comentário naquela caixinha branca solitária que aparece quando vocês apertam aquele botãozinho verde ali em baixo?
Beijos! E obrigada por lerem!
