Autora: Lab Girl
Beta: MLSP
Categoria: Bones, B&B, 5ª temporada, BIPTHC!9 BIPTHC!38 BIPTHC!44 NFF, romance, humor
Advertências: Nehnuma
Classificação: PG-13
Spoilers: menções a acontecimentos dos episódios 4x24, 4x25, 5x1 e 5x4
Capítulo: 2/?
Status: Em andamento

Sumário: Os adultos costumam complicar as coisas mais simples. É por isso que Parker faz uma pequena intervenção para resolver um probleminha que o está atrapalhando a conseguir algo que ele quer muito.


"E quando misturamos os dois... voilá!" Max Keenan exclamou quando uma pequena fumaça escapou do recipiente de vidro, enchendo o ar do laboratório.

"Legal!" Parker sorriu, feliz com o resultado do experimento.

Max também sorriu para o garoto, satisfeito.

De repente, Parker ficou sério. E fez uma pergunta que não tinha nada a ver com ciência.

"Max! Você sabe por que a doutora Bones não pode ser a namorada do papai?"

Aquela era uma pergunta difícil. E Max soube que nem todos os seus anos de conhecimento científico facilitariam uma resposta. Por isso, decidiu valer-se dos seus anos de conhecimento humano.

"Sabe, Parker... às vezes, quando os adultos não têm problemas, eles tendem a inventá-los."

"Existe algum experimento para não crescer?" o menino perguntou, parecendo preocupado.

Max riu com gosto.

"Seria bom se existisse, huh?" o homem afagou os cabelos do garoto. "Mas seria melhor ainda se existisse um experimento capaz de fazer os adultos pararem de inventar problemas onde eles não existem."

"Seria uma boa um experimento que me desse um irmãozinho" Parker disse, as mãos correndo sobre o balcão onde tubos de ensaios cheios de líquidos coloridos borbulhavam.

"Um irmãozinho?" Max perguntou, repentinamente mais interessado.

"Eu não entendo por que ninguém quer me dar um. A mamãe disse que eu já sou o bastante pra ela. E o meu papai disse que não pode porque ele não tem uma namorada" o garotinho fez um muxoxo. "Será que você não pode pedir pra Bones namorar o meu pai e daí eles me dão um irmãozinho?"

Os olhos de Parker pareceram se acender diante da ideia, e o garoto fitou Max com um misto de alegria e esperança.

E Max Keenan definitivamente não era o tipo que gostava de desfazer esperanças infantis. Além do que, secretamente, achava que já estava mais do que na hora de sua filha se dar conta de algumas coisas.

"Você me disse que conversou com seu pai sobre isso e não deu certo" Max observou, meditando sua ideia, brincando com ela em sua mente um pouco, antes de passá-la ao garoto.

"Hum-hum" Parker murmurou, acenando com a cabeça.

"Então... por que não tenta diretamente com a minha filha?"

"Mas ela me disse uma vez que não podia ser a namorada do papai" Parker fez um ligeiro beicinho desanimado. "Só que eu acho isso uma besteira!" o garoto bufou, dando de ombros.

"Quer saber? Eu também acho!" Max apertou os ombros do menino carinhosamente. "E se eu bem conheço a Tempe, ela só precisa de alguém que mostre isso a ela."

"Quem?" Parker o olhou, esperançoso.

Max sorriu abertamente.

"Eu?" o menino perguntou, surpreso.

"Acho que você é o mais recomendado pra botar um pouco de juízo naquela cabecinha dura" o homem sorriu.

"Hmmm..." Parker parecia pensar, ainda um pouco incerto.

"Sabe, Parker... às vezes os adultos só precisam de um empurrãozinho" Max piscou.

"Acho que eu entendi" o menino disse, um dedo no queixo.

Max sorriu ante a expressão do garotinho, como se estivesse juntando peças em sua cabeça infantil. E ele sabia que muitas vezes a simplicidade de uma criança era o que bastava para se resolver uma questão.

"Acho que a Tempe complica muito as coisas. Mas você pode simplificar para ela. Não sei se sabe, mas ela é uma garota muito inteligente."

"Ela é a menina mais inteligente e mais legal que eu conheço" Parker sorriu. "E ela é incrível! É por isso que eu gosto dela. A Bones seria a namorada ideal pro papai."

"Eu também acho" Max sorriu, juntando-se ao menino. "Mas, como eu ia dizendo... ela é muito inteligente, mas às vezes isso a atrapalha. Porque ela acaba complicando demais as coisas, sabe?"

Parker franziu as sobrancelhas.

"Acontece toda vez que ela começa a falar difícil" Max sussurrou, conspiratório.

"Ah!" Parker exclamou, finalmente entendendo o que o mais velho queria dizer. "É, ela às vezes fala umas coisas que não dá pra entender muito bem."

"Isso é porque a cabecinha dela está sempre trabalhando... pensando demais. Então, talvez ela só precise de alguém que mostre as coisas simples, que ela não consegue entender sozinha."

"Acho que é como o meu pai faz comigo quando eu não entendo as regras do futebol, e ele me mostra como eu devo lançar a bola sem fazer faltas."

"Exato" Max riu.

"Então é isso!" Parker exclamou, como se tivesse acabado de descobrir a fórmula que o levaria a um resultado muito esperado. "Eu tenho que explicar como funcionam as coisas pra Bones, e então ela vai poder namorar o papai e eu vou poder ter um irmãozinho!"

Max riu com gosto, afagando os cabelos do pequeno.

Os olhos do homem se ergueram a tempo de ver a figura de Seeley Booth entrando no laboratório, vestido em seu terno escuro, um pequeno sorriso no rosto.

"Papai!" Parker exclamou assim que o viu. "Olha só o que o Max e eu fizemos."

O garoto apontava, excitado, para o experimento sobre o balcão.

"Que legal, amigão" Booth sorriu para o filho, apertando de leve o ombro do menino.

"O Max é muito bom! Agora eu sei como a Bones sabe tanta coisa" Parker disse.

"É verdade, eu ensinei a ela boa parte do que ela sabe" Max murmurou, orgulhoso.

"É, em especial a parte de ser uma pessoa modesta" Booth sorriu, mostrando os dentes.

"Ora, Booth. A modéstia é um disfarce para os que não sabem lidar com o próprio talento."

"Já vi que isso é hereditário" o agente revirou os olhos. "Bom, vamos lá, amigão. Vamos andando. Sua mãe está esperando você pra jantar."

"Ok" Parker disse, pegando a mochila sobre um canto do balcão. "Tchau, Max!"

"Até a próxima, Parker" Max acenou com um sorriso.

"Ah, e obrigado!" o menino exclamou, acenando, animado, quase ao pé das escadas.

Max apenas piscou para o pequeno garoto, e sorriu, vendo um Booth bem confuso observar a interação entre eles. Ah, se o pai de Parker soubesse em que consistia aquela pequena conspiração...!

~..~

...Continua...