_ _ Robin _ _
E na saída da sala...
- Ai, Robin! Foi maravilhoso!
- Você gostou mesmo?
- Claro! Amei! Foi glorioso!
Essas últimas palavras de Roberta tocaram fundo o coração de Robin, mas de um jeito triste, como se estivessem partindo-o em mil pedaços. Ele fica paralisado.
- Me desculpe, falei algo errado? – pergunta ela, sem entender muito bem a situação.
- Não, não! – ele "se toca" e "acorda para o mundo". – Não disse nada de mais!
- Não parece, mas, então tá!
- Você quer ir a mais algum lugar? – pergunta ele, tentando parecer animado.
- Com você, eu iria a qualquer lugar, mas... É que estou um pouco cansada! – ela faz uma carinha de gato do Shrek – Me leva pra casa?
- Claro, minha loira!
Então saíram do cinema, pegaram a moto, e foram em direção a casa de Roberta.
Ela morava em uma casa grande, bonita, com jardins enfeitados, com muitas flores e árvores; por fora a casa possuía portas bastante grandes e muitas janelas, todas com sobrados. A casa era de cor amarelo-bebê com as portas, janelas, sobrados e telhados em um tom de marrom não muito forte. Chegando ao portão da casa, Roberta aperta um botãozinho azul de um pequeno controle preto que acabara de sacar de seu bolso. O portão rapidamente se abre e eles entram. O quintal era um pouco grande, mas chegaram à porta frontal em questão de segundos. Ouvindo o barulho de algum automóvel parando em frente à porta de entrada, Gregório se levanta do sofá em que estava sentado assistindo a televisão, e foi abrir a porta para receber quem chegava.
- Ah! Oi, Roberta! – começou ele.
- Oi, Greg! Esse é o Robin, meu amigo. Robin, esse é o Greg, meu irmão.
- Prazer! – disse Robin, estendendo sua mão para um cumprimento.
- O prazer é todo meu, Robin! – responde Greg, também estendendo a mão para retribuí-lo. – Entrem, por favor! Então, você é o "bonitão" de que a Rô passou a tarde falando? – Robin cora.
- Greg, quieto, por favor!
- Calei!
- O que você andou fazendo enquanto eu estava fora, Greg?
- Er... Nada de mais, Rô! Vendo uns filmes, ligando pra umas amigas suas...
- AMIGAS MINHAS? Humpf! E que tipo de filme você estava assistindo? – ela pergunta como quem não quer nada. Mas quando ele ia começar a responder, ela continua: - Não, nem responda!
- Ok, eu vou deixar vocês conversarem um pouco. Eu preciso mesmo ir pra casa.
- Ah, mas já, Robin?
- Sim, Roberta. Desculpe-me, mas eu devo ir.
- Tá bom, mas eu vou com você até lá fora, posso?
- Claro!
Chegaram à moto e:
- Boa noite, Robin! - Boa noite, Roberta! Roberta se encaminha para beijá-lo. Seus lábios estavam a apenas menos de três centímetros aos de Robin, quando ela caiu em si, parou e recuou.
- Ai, me perdoa, Robin!
- Tudo bem. Muito obrigada pela noite! – respondeu ele.
- Eu que agradeço! – ela se empolga um pouco.
- Eu já vou indo então. Tchau Roberta! Tchau Gregório! – grita Robin, colocando o capacete sobre a cabeça.
- Tchau! – responderam eles em coro.
- Entrando! – diz Greg. – Caramba, menina, que bola fora, hein! Assim você não desencalha nunca, minha vida! – diz ele, abraçando-a.
- Poupe-me, Greg. Por favor, poupe-me.
