- Mas tá, voltando ao assunto, eu já posso ir pro meu quarto agora? – pergunta ela, com uma cara de "já terminou?".
- Não, sente-se aqui, por favor.
Ele segura o braço dela, e a conduz até uma cadeira próxima. Ela apenas o olha desconfiante e se senta.
- O que você quer?
- Conversar, só isso. – ele respondeu.
- OK, então. Pode começar. Estou lhe ouvindo perfeitamente.
- Que bom. Estelar, querida. Você sabe muito bem que lhe admiro muito, tanto como garota quanto como super-heroína, não sabe?
- Sei.
- Sabe também que gosto muito de você, tu és minha melhor amiga!
- Sei disso também.
- Pois então. Não sei se você soube, mas eu também saí com uma garota. – Estelar se acomoda na cadeira em que estava sentada, querendo se intrometer na fala dele, mas ele não permitiu. – Sim, fui um tolo em lhe fazer todas aquelas perguntas, e creio que tu queras satisfações minhas também, não?
- Pois, se você quiser, eu aceito.
- Só um instante.
Robin levantou-se, foi em direção à porta e travou-a.
- Por que você fez isso? – perguntou Estelar.
Ele não respondeu rapidamente. Antes de fazê-lo, sentou-se e tirou a máscara, revelando seus olhos azuis à Estelar.
- Por que você fez isso? – perguntou ela novamente.
- Porque eu precisava conversar contigo sendo que você olhasse nos meus olhos.
- Robin, você não precisava ter feito isso! Eu confio em ti! Confio no que você fala mesmo ser olhar em teus olhos! Sei muito bem que você se sente... digamos que desconfortável sem a máscara.
- Estelar, eu sei o que estou fazendo.
- Tudo bem, então.
- A garota com quem eu saí hoje, chamava-se Roberta. Confesso pra você que o meu caso foi pior que o seu.
- Por que?
- Porque ao menos você já conhecia o garoto, o tal Diego. Eu conheci Roberta nesta tarde.
- Mentira! – surpreende-se ela.
- Verdade. O pior é que é verdade! Reconheço que hoje andei cometendo as maiores burradas da minha vida. Primeiro, desconfio de você; depois, termino tudo entre a gente; aí, conheço do nada uma garota, a convido para ir ao cinema e tal, e quando a deixo na porta de casa, ainda por cima quase nos beijamos (me perdoe, eu quero ser sincero); e quando te encontro de novo, grito com você como se eu tivesse total autoridade sobre ti. Fui um completo idiota, concorda?
- Bom... O pior é que sim...
- Estelar, foi pra isso que tirei a máscara: quero que olhe nos meus olhos agora, tá legal?
- Sim – responde ela, obedecendo.
- Me responda com sinceridade: você me perdoa por eu ser um completo idiota?
- Robin, você não é um completo idiota, você apenas agiu como um!
- Me responda o que perguntei, por favor – pediu ele, com toda a calma e paciência do mundo, olhando fixamente nos olhos dela.
- Sim, Robin. Eu te perdoo.
- Ah, muito obrigado. Era tudo o que eu precisava ouvir agora.
- A propósito, Robin, a parte do "quase beijo" eu não vou dar muita importância, não.
- Por que? Houve isso com vocês lá também?
- Na realidade não, mas quando fomos ao parque de diversões, fomos à roda-gigante. Pensei em você do momento que entramos ao que saímos. Lembrei de todos os momentos que passamos juntos, os tristes e inclusive os felizes – as lágrimas começam a molhar-lhe o rosto – enfim, todos os momentos juntos que tivemos até ontem!
- Calma, minha querida, não chore. – Robin lhe seca as lágrimas do rosto e lhe abraça – não precisa ficar assim.
- Robin, você sabe que eu te amo, não sabe?
- Com certeza eu sei! Eu te amo muito também!
- Robin, você me perdoa?
- Perdoo sim, meu amor.
- Tanto a parte da tarde de hoje quanto a parte do Miguel?
- Minha linda, esqueça esse garoto. Mas se ele chegar perto de ti novamente, pode escrever o que estou te dizendo, ele vai abaixar aquele nariz empinado dele, nunca mais vai se achar o machão, o homem dono do mundo!
Estelar acha engraçado o que Robin diz, mas começa a ficar sonolenta.
- Robin, eu estou com sono.
- Quer que eu te leve até o seu quarto?
- Mas antes me conte uma coisa: tá tudo bem entre a gente?
Robin olha diretamente nos olhos dela.
- Por mim está. O que você acha?
- Ah, eu acho que sim também...
- Então está!
- Mas tipo, amigos?
- Estelar, a gente acabou de fazer as pazes. Você acha que já dá pra voltarmos até ao namoro?
- Eu não sei. A gente pode conversar sobre isso amanhã?
- Claro que sim. Quer que eu te acompanhe até o seu quarto?
- Só até a porta dele.
- Tranquilo.
Então, Robin a acompanha até a porta de seu quarto para lhe desejar boa noite quando, por um lado querendo, por outro como um reflexo involuntário, beija-a como nunca a havia beijado antes. Na mente de Estelar, se passava tudo o que havia acontecido durante a tarde e a conversa que tiveram há pouco tempo e ao mesmo tempo o quanto ela o amava, o quanto ele lhe era o garoto mais perfeito, mais confiável, mais amigo, carinhoso, lindo, enfim, o único que lhe amava realmente, embora vários já estivessem "de olho" nela.
Ela poderia ficar ali para sempre, abraçando-o e beijando-o, que só o que poderia lhe faltar seria o ar.
Sentia-se no paraíso. No melhor dos dias de sua vida. Nada mais lhe fazia falta. Estava ótima, muito melhor do que jamais se sentira.
Tudo estava no mais perfeito possível, quando Estelar abre os olhos e descobre que tudo não passava de um sonho. Estava em seu quarto, deitada em sua cama; fechou os olhos e reabriu-os varias vezes.
Ela não conhecia Diego, ela não tinha celular.
Estava bastante atordoada com tudo o que havia sonhado.
Sentou-se e começou a pensar e repensar em tudo.
Logo, ouviu a voz de Robin, seu amado namorado, chamando-a ao outro lado da porta.
- Sim, Robin?
- Eu posso entrar?
- Por favor.
Robin entra no quarto devagar e acende a luz.
- Bom dia, minha linda. Tudo bem?
- Bom dia. Eu estou bem sim. Bom... agora acredito que mais ou menos... estou um pouco atordoada...
- O que houve? – pergunta ele, sentando-se ao seu lado.
- Tive um sonho muito estranho... bom, eu creio que tenha sido um sonho. Robin, você conhece alguma "Roberta"?
- Não, nenhuma. Por quê?
- E você não foi ao cinema ontem?
- Não, Estelar. Ontem assistimos à um filme aqui na Torre mesmo, nós cinco. Por quê?
Estelar resume curtamente seu sonho à Robin. Ele não tem muito o quê responde-la, por isso houve atentamente todo o sonho.
- Uou... mas tudo isso foi um sonho, Estel. Eu não conheço nenhuma Roberta.
- Bem... eu conheço o Diego, esse mesmo com o qual eu sonhei.
- Tudo bem, não tem problema.
- Ah, que bom!
- Fica tranquila, OK?
- OK, então me abrace.
Ficaram alguns poucos minutos ali, abraçados, eternizando aquele abraço com alguns beijos ao pescoço.
- Come on, baby. Wake up! Levante-se e troque de roupa, porque passaremos uma tarde super divertida, tenho alguns planos pra nós dois.
- Huum... e por acaso poderia eu saber quais são esses planos?
- Um cinema, um parque, um restaurante, quem sabe...
- OK! – responde ela, erguendo as mãos, como um sinal de rendição. Robin ri.
- Te espero lá na sala então. Beijos.
- Beijos! – ele a beija novamente e sai.
"Ufa" pensa ela, "que susto que eu levei!".
Ela se levanta e se arruma para sair, somente pensando nele. Estava realmente apaixonada.

[N/A] = OK, fanfic terminada, mais uma missão cumprida. quem gostou deixa review, e quem não gostou deixa também, se não for pedir muito. mas comentem, por favor!
Muito obrigada a todos vocês, leitores. Amei muito isso
Beijos pra todos :*