Capítulo 11

Descobertos

Louis Áquila estava próxima da piscina aos beijos com ninguém menos que Ronald Weasley.

Harry e Hermione ficaram surpresos com a cena que presenciaram.

Quando Louis e Ronald se separaram Harry tirou o pen drive o jogando na cama.

- Merda. – sussurrou transtornado.

- Harry eu... – tentou dizer Hermione sem saber direito que o que falar.

- Vadia! – falou raivoso se referindo a Louis, jogando um vaso de vidro com flores contra as parede. O barulho do vidro se espatifando assustou Hermione.

- Você ficou louco? – perguntou se aproximando dele e tomada pela raiva o segura pelo colarinho. – Estou cansada dos seus acessos de raiva Potter. Você nem ao menos sabe o motivo da sua queridinha ter beijado o Weasley, e se você ainda não percebeu finalmente temos uma pista por onde começar. Ronald Weasley pode ser a peça chave desse quebra-cabeça, ele pode saber ou até mesmo ser o assassino. Então a partir de amanhã iremos nos aproximar mais do Weasley e você vai deixar de ser tão estressadinho e vai fazer o seu trabalho direito, entendeu? Ou será que vou ter que soletrar?

- Entendi. – falou ríspido tirando a mão dela da sua gola e se afasta.

- Que bom. – falou fria se acalmando. – Se você não estiver mais calmo amanhã não fale com o Weasley, deixe comigo, entendeu?

- Chega Hermione! Eu entendi ok? Vou me comportar profissionalmente, não deixarei que as minhas emoções sejam mais fortes. – fala pondo um fim ao assunto.

- Vou dormir. Boa noite! – disse Hermione indo para o seu lado da cama.

Hermione já tinha pegado no sono quando Harry se deitou na cama para dormir. Hermione parecia tão serena, tão calma enquanto dormia. Mais bela como nunca pensou Harry antes de fechar os olhos e embarcar num sono sem sonhos.

XXX

No dia seguinte logo após acordarem Harry e Hermione discutiram algum tempo sobre como iriam chegar ao Weasley, decidiram por fim irem tomar café da manhã e se ele estivesse lá iriam ter uma conversa discreta e tentariam arrancar alguma coisa, seguiriam tal discrição até certo ponto, se não obtiverem muitas informações só então iriam contar ocultando alguns fatos a verdade, claro que só quando tivessem a certeza de que ele não poderia reagir de alguma forma.

Antes de descerem para tomar café, Hermione ligou para Demitri pedindo todas as informações possíveis de Ronald Weasley.

Não demorou muito, após Harry e Hermione estarem sentados, Ronald apareceu. Não precisaram ir até ele, ele foi até eles.

- Bom dia! Posso me sentar com vocês? – perguntou já se sentando.

- Já se sentou. – falou Harry de mau humor.

- Não ligue Sr. Weasley, meu marido é de um bom humor inigualável. – disse irônica.

Ronald riu e Harry nada disse.

- Bem... Como vão as coisas Weasley? – perguntou Harry puxando assunto.

- Estão bem. – respondeu monossilabamente.

- Desculpe a curiosidade, mas em que ramo trabalha? – pergunta Hermione.

- Sou engenheiro, estamos com uma grande obra pelas redondezas. Por isso estou tanto tempo hospedado no hotel. – falou confiante.

- Interessante. Meu marido é empresário e eu uma designer de moda. – disse bebendo um gole do seu cappuccino

- Casado Weasley? – perguntou Potter.

- Eu estava prestes a me casar, mas minha futura mulher morreu em um acidente de carro. Desde então não penso em um relacionamento sério tão cedo.

- Lamento. – disse Hermione.

- Mas já passou, não posso me lamuriar pelo resto da minha vida.

- Está certo, por mais difícil que seja tem que seguir em frente.

Ficaram em silêncio por breves minutos.

- Você não é francês certo? – perguntou Harry curioso. – Seu inglês é perfeito.

- Nasci em Londres, morei até os meus 18 anos lá, depois vim para França. Estudei me formei e consegui um ótimo emprego. Volto para Londres apenas no natal para rever a minha família.

- Falando em família, já estou com saudades da minha. Sou americana, fui para Londres em pequeno trabalho temporário, mas acabei me apaixonando pelo Jensen. Vejam só, agora estou casada, uma cidadão londrina, em lua de mel em Paris. Isso em menos de um ano. –disse rindo. Harry apertou sua mão com um sorriso encantador direcionado a ela.

- Bela história. Tenho que me retirar agora, nos vemos mais tarde. – falou Rony se levantando.

- Vamos combinar uma hora apenas nós dois. – disse Harry.

- Claro Watson.

- Apenas Jensen, por favor.

- Digo o mesmo, apenas Ronald, de preferência Rony.

Se despediram com cordialidade e Rony tomou o seu rumo.

- Tem algo que ele ainda esconde. – falou Harry logo Ronald não estava mais as vistas.

- Com certeza. Vou ligar para Demitri, e pedir a ficha completa de Ronald Weasley, procurarei também sobre ele no computador, talvez tenha alguma coisa do nosso famoso engenheiro. – disse.

- E eu vou organizar em pastas o que temos até agora. – falou Harry. – Vejo você mais tarde.

- Vai para onde? Pelo que eu saiba, não precisa ir muito longe para organizar pastas. – falou curiosa.

- Preciso de espaço para pensar Emma, tenho um bom dia querida esposa. – falou beijando o seu rosto.

- Terei meu amor. – falou com um sorriso irônico se retirando para o seu quarto.

XXX

Hermione revia os poucos dados que conseguira de Ronald Weasley até agora, e para o seu espanto tudo se encaixava. Talvez ele realmente estivesse falando a verdade, talvez ele só tivera um caso com Louis e nada mais. Tantos talvez a irritava, nada era concreto. A porta do quarto foi aberta abruptamente, ela se assustou de inicio, mas se acalmou ao perceber que era apenas Harry.

- Seja mais delicado com a coitada da porta, ela não tem culpa das suas frustrações. – falou com um sorriso amargo.

- As minhas frustrações são muitas Hermione, se quiser me ajudar a aliviar algumas. –disse com segundas intenções.

- Seu grosso nojento. – falou com um gesto de nojo. Harry riu irônico.

- O que achou sobre o Weasley? – perguntou mudando de assunto e se sentando ao seu lado.

- tudo que ele disse até agora Weasley, 30 anos. Nasceu em Londres, veio para a França à estudo, formado em engenharia. Trabalha numa grande empresa e está em um trabalho longo. A única coisa que não bate, é sobre essa ex-noiva dele, não encontrei nada nos registros. – disse Hermione.

- Mais alguma coisa que deixou escapar? – perguntou.

- O principal é isso, olhe a ficha dele se quiser. Filho de Arthur Weasley e Molly Weasley, dois irmãos. Considerado aluno exemplar. – disse lhe entregando o documento com os dados pessoais de Rony.

- Harry. – falou hesitante depois de alguns minutos de silêncio. – Eu acho que a tal noiva que ele falou era Louis.

- Eu também imaginei isso. – disse sem demonstrar emoções.

- Ele está escondendo algo, isso é óbvio. Mas não creio que ele esteja envolvido nos assassinatos, acho que ele sabe de alguma coisa que Louis sabia.

- Pode ser. Vamos rever o caso desde o início? – falou mostrando as pastas.

- Vamos lá.

- Tudo bem. Sabemos que Elisa Sheldon era amiga de Rose Di Calafiori, ambas morreram pela ou a mando da mesma pessoa. – fala Harry.

- Elisa estava tendo um caso com um homem misterioso. Suponhamos que esse homem misterioso tenha alguma coisa haver com o assassino, ou seja o assassino. Elisa soube de algo assustador, e contou para a sua melhor amiga. Ele matou Elisa e depois matou Rose, fez com que parecesse obra de um seria killer, o que devido as circunstâncias não é.– continuou Hermione.

- Exatamente. E Sthefany Lens foi morta por testemunhar a morte de Rose. E quanto a John Bonner é meio óbvio. Foi encontrado caixas de armas e drogas em um esconderijo dentro da sua casa, deve ter feito algo que ameaçasse o assassino, e este o matou. Novamente fez com que parecesse obra de um serial killer. Incluindo as letras que formam a palavra ENIGMA. Já a Louis foi morta por descobrir a atividade e a identidade do assassino. – concluiu Harry.

- Tudo isso nos leva a Elisa, é sobre a vida dela que deveríamos estar vasculhando. Mas não, estamos em Paris, a procurara de um homem se intitulado Enigma, sendo que as suas vitimas foram em Londres. – falou alterada.

- Demitri está cuidando do caso em Londres, qualquer descoberta ele nos avisa, como no caso do John ele se comunicou comigo hoje e falou sobre as armas e as drogas. – disse.

- Sim, ele falou comigo também. Eu só estou cansada. Quero a minha casa, verificar se o meu adorável carro não está destruído graças aos cuidados da minha irmã. – disse suspirando. – É, preciso de umas longas férias, coisa que eu nunca fiz desde que entrei nesse ramo.

- Eu também Hermione, mas devemos nos manter concentrados na missão. Vamos descobrir quem está por trás de tudo isso, e ele pagará por tudo que fez. – falou Harry decidido. Hermione riu. – Por que está rindo? – perguntou sem entender.

- É que é estranho, ver que eu é que estou descontrolada e você calmo. – disse. Harry a acompanhou nas risadas. Ela estava certa.

- Tenho que admitir. Você está certa. – disse a fitando e se aproximando cada vez mais.

- Sempre estou. – falou num sussurro, a voz lhe faltava. Como já estavam tão perto.

Seus lábios se aproximaram. Envolvendo a cintura da morena Harry a beijou, Hermione não hesitou e correspondeu ao beijo ardente. Tomada pela razão e pela magooa da noite passada ela interrompeu o beijo e se afastou.

- Hermione eu...

- Não fala nada. – disse de costas para ele tentando se recuperar. – Não posso e não quero me envolver desse jeito com você. Você está apaixonado por outra Potter, e não quero competir com alguém morta. – disse assumindo uma postura fria.

Harry permaneceu em silêncio. Esse silêncio a encheu de tristeza. Por um breve momento ralmente pensou que ele iria dizer que estava apaixonada por ele.

- Vou... Sair um pouco. – disse pegando a bolsa e se retirando do quarto.

Oh, como estava cansada. Não da missão em si, mas de Harry. Ele a desgastava aos poucos. Quando não estavam brigando estavam se beijando. Atração, luxúria, desejo? Não, era algo mais. Estava apaixonada, uma paixão que nunca seria correspondida, ele amava outra que já estava morta. Isso doía.

XXX

Apaixonado. Será? Harry Potter estava confuso, não era uma simples atração que nutria por Hermione Granger, era paixão, amor. Mas será que realmente era verdade tais sentimentos? E o que sentia pela Louis? Não existe mais? Oh, como odiava perguntas não respondidas.

Louis o traiu com Ronald Weasley. Isso o magoava, mas não o abalou tanto quanto um dia imaginara. Louis era passado, Hermione presente. Desejava a morena como nunca desejou ninguém, a queria para si. Mas será que seria coisa de uma só noite? Isso o intrigava. A queria, mas também não queria magoá-la. Era mesmo amor, fato. Só faltava ele se convencer e se dar a chance de amar e ser amado.

XXX

Ronald Weasley andava nervoso de um lado para o outro do aposento. O que será que aqueles dois queriam? Estavam fazendo perguntas demais. Sabiam de alguma coisa sobre Louis, e ele teria que descobrir. Mas como? Será que teria que tomar decisões drásticas?

Sua vida mudara de cabeça para baixo desde que conheceu ela. Antes era só um homem qualquer e agora estava envolvida em tamanha confusão. E se o matassem? Havia uma grande chance, e ele sabia. Teria que fugir dali o mais rápido possível, mas antes teria que saber o que aqueles dois sabiam.

XXX

Hermione sentou-se numa cadeira qualquer do bar, anoitecera e ainda não teve coragem de voltar ao seu quarto. Estava tão entretida em seus pensamentos que não viu quando um ruivo se sentou ao seu lado.

- Olá Emma. –falou Rony um pouco nervoso.

- Como vai Ronald? – pergunta estranhando o nervosismo dele, algo bom dali não viria.

- Nada bem. – disse. – E você?

- Não é um dos meus melhores dias. – confessou.

- Emma. – sussurrou o nome dela de modo enigmático. Ele ficou em pé, se aproximando cada vez mais. – Ou será Rose? Marie? Quem sabe Kathe? Me diga, qual é o seu verdadeiro nome? – sussurrou em seu ouvido.

Hermione ficou surpresa, mas não demonstrou tão aflição.

- Emma. O que você está fazendo?– falou com um falso desentendimento.

- Muito convincente. Que tal irmos conversar um pouco no meu quarto? – disse juntando os corpos ainda mais.

Hermione estremeceu ao sentir o cano da arma em suas costas por baixo do seu casaco. Tentou se manter calma, mas não era fácil. Só ficou um pouco mais calma, ao perceber que as mãos de Rony tremiam, puro sinal de nervosismo. Ele nunca matou alguém, isso a acalmou. E a postura fria que sempre adotou em situações de perigo retornou.

- Vamos. Ande. – falou a empurrando levemente.

Sem contestar ela o seguiu.

O quarto onde Ronald estava hospedado era no quinto andar. Em segundos chegaram lá. Mais nervoso ainda ele a levou até a cama.

- Não se mexe! – ordenou apontando a arma para ela e jogando um celular na cama.

- Ronald... Rony, pense no que está fazendo, você não é assim... – inutilmente tentou persuadi-lo.

- CALE A BOCA! VOCÊ NÂO SABE NADA SOBRE MIM! – gritou passando as mãos nos cabelos. – Anda. Pega o celular, ligue para o seu marido e diga para ele vir imediatamente ao vigésimo terceiro quarto, quinto andar. RÁPIDO!

- Como quiser. – disse lhe lançando um olhar frio. Discou o número. – Chamando. – falou ao olhar interrogativo do ruivo.

- Jensen querido!... Eu estou bem... Quero que venha ao vigésimo terceiro quarto, quinto andar... Sem mais perguntas, você vai adorar a surpresa... Tchau! – desligou. - Feito. – disse jogando o celular no chão.

- Muito abusada você. – falou entre dentes.

XXX

Harry estava preocupado com Hermione, ela ainda não voltara. Talvez devesse procurá-la.

Pegou o casaco, mas parou ao chegar na porta. Suspirou e voltou a se sentar na poltrona, não a pressionaria. Ela precisava de tempo, e assim seria.

Minutos depois o telefone tocou.

- Alô Hermione onde você... O que está acontecendo?... Mais... Ok, estarei aí. – desliga o telefone e o seu aperta. Hermione estava em perigo. Ele não podia deixá-la sozinha.

Pegou duas armas, vestiu o casaco e saiu.

Em poucos minutos chegou ao quarto. A porta estava destrancada, abriu-a num estouro. Como imaginara ela estava em perigo. Ronald estava sentado ao lado de Hermione com uma arma apontada para a cabeça da morena. Por instinto Harry pegou a arma e apontou para Rony.

- Olá Jensen! – falou Rony . – Agora larga a arma, senão ela morre.

Sem hesitar ele soltou a arma no chão e colocou as mãos para o alto.

- Agora teremos uma conversinha. Quem vocês são e para quem trabalham?

XXX

N/A: Olá! Feliz ano novo à todos. Desculpem a demora, realmente eu não iria retornar a escrever essa fic, mas mudei de idéia, não quero deixar nada inacabado. Me desculpem, e aos poucos que ainda acompanham a fic, ela terá mais 4 ou 5 capítulos. Não demorarei mais tanto tempo para atualizá-la, então espero que acompanhem até o final.

Agradecimentos:

Faninha: Obrigada pela review. Tbm amo esse casal *-* Desculpe a demora. BeijOOs ;*

Maria Elisa Bezerra: Finalmente postei, desculpe a demora. Beijinhos ;*