Capítulo 12
A última peça
- Olá Jensen! – falou Rony . – Agora larga a arma, senão ela morre.
Sem hesitar ele soltou a arma no chão e colocou as mãos para o alto.
- Agora teremos uma conversinha. Quem vocês são e para quem trabalham?
- Já dissemos. Sou Emma e ele é meu marido Jensen, estamos de lua de mel e... – tentou falar, mas foi interrompida por um ruivo raivoso.
- PARA DE MENTIR! Vocês trabalham para ele, não é? Vocês querem me matar, é por causa do pen drive não é? Claro que é. Vocês querem me matar, MAS EU NÂO VOU MORRER! – falou desesperado, o suor descia pela sua testa, lágrimas enchiam os seus olhos.
Harry e Hermione ficaram surpresos, do que ele estava falando?
- Nós não sabemos do que está falando. – fala Hermione perdida.
Ronald apenas balançava a cabeça negativamente, segurando cada vez mais firme a arma.
- Nós somos agentes, e estamos procurando um assassino perigoso. – revelou Harry por fim, afinal Ronald Weasley era apenas um civil que cometeu a burrice de se envolver com pessoas perigosas, pelo menos era isso que Harry concluiu no momento.
- É mentira, você está mentindo. – fala Ronald sem se deixar convencer.
- Olha Ronald, nós somos 'amigos'. Acho que você conheceu Lois Áquila, certo? – perguntou Hermione com o objetivo de destraí-lo.
E deu certo, num breve descuido. Ronald olhou para ela sem entender, as emoções vieram à tona. E quando deu por si, estava com uma arma apontada para a sua cabeça.
- Largue a arma Weasley. – falou Harry. – É mesmo um Amador, pensou mesmo que eu só estivesse com uma arma? – completou sarcástico.
Rony não respondeu, apenas permaneceu de cabeça baixa.
Hermione pegou a arma caída do chão e ordenou para que Rony se sentasse.
- Me matem logo de uma vez, seus malditos filhos da puta. – rosnou irado.
- Mais educação Weasley. – disse Harry, fingindo ter se afetado.
- Se quiséssemos te matar, já teríamos feitos. – disse Hermione com as mãos na têmpora, estava cansada. – Realmente somos agentes e estamos aqui para conseguir alguma pista do assassinato de Lois Áquila e mais cinco pessoas. E você vai falar tudo que sabe, agora! – ordenou.
- Eu... Eu... – hesita, realmente estava começando a confiar naquelas pessoas. – Eu quero proteção.
- E terá, assim que colaborar conosco. – disse Harry.
- Tudo bem então. Tudo começou, ah dá pra tirar essa arma da minha cara? – falou nervoso pelo cano de metal estar tão perto.
- Que seja, agora fale. – falou o moreno guardando a arma.
- Tudo começou quando conheci uma mulher, que se intitulava Alice Benes. Nos apaixonamos e ela me contou tudo. Falou que seu nome era na verdade Louis, do seu trabalho e que estava ali à procura de um pen drive. Nesse pen drive, contêm nomes de gente muito importante, como ministros, senadores, governadores, chefes de departamento de polícia, gente grande mesmo. Envolvida com o tráfico de armas e drogas pelo mundo todo. E um dos cabeças dessa 'quadrilha' era um suposto assassino serial. Então é lógico que foi deduzido que esse' serial killer' matou pessoas que sabiam ou estavam envolvidas com a lista do pen drive. Se isso cair nas mãos da imprensa, seria o fim, e teriam que abrir um inquérito contra os nomes da lista.
- Isso é maior do que eu pensava. – resmungou Harry processando os dados.
- E onde está o pen drive? – perguntou Hermione.
- Esse é o problema. Louis não sabia, por isso ela voltou a Londres. Precisava de mais pessoas de confiança no caso. Ela falou em um tal de Harry Potter, que por sinal era namorado dela. – falou fazendo uma careta. – Ela voltou para Londres para terminar com ele e falar o que sabia.
Hermione olhou para Harry esperando alguma reação, mas não obteve nenhuma.
- Ok, se o que diz é verdade. Precisamos tomar muitas cautelas. – fala Hermione pensando em algo.
- Primeiro vamos atrás desse pen drive. Você tem alguma pista Ronald? – perguntou Harry.
- Na verdade tenho sim, quando Louis voltou para Londres. Procurei pelo pen drive, e achei um homem chamado Charles Withney, fui até a sua residência só que ninguém atendeu. Depois quando soube que Louis estava morta, desisti de procurar por qualquer coisa.
- E o que esse Charles Withney sabe? – indagou Harry.
- Bom... Charles é um senhor de 64 anos, serviu as forças aéreas por 20 anos, depois trabalhou no mesmo lugar que Louis por 10 anos. Já aposentado, se mudou para paris em 2002. Ele é amigo de Jason Áquila, creio que vocês conhecem. – Harry e Hermione balançaram positivamente a cabeça. – Pode ser que ele tenha alguma pista sobre o pen drive. Bem... Isso é tudo que sei.
- Ótimo, quero o endereço de Charles. – disse Hermione. – Eu e Jensen iremos até este lugar, e quero que você não saia desse quarto para a sua própria segurança.
- Não acho que devemos confiar nele assim Emma, vai que ele está mentindo, não devemos deixá-lo sozinho. – pondera Harry.
- Ele não está mentindo, e se tentar fugir eu mesmo vou atrás dele e o matarei. – disse simplesmente deixando Harry e Rony de olhos arregalados. Só podia ser um blefe, cogitou Harry. Hermione não seria capaz de fazer mal a ninguém... Ou será que seria?
- Com certeza não irei fugir, e o que falo é mais pura verdade. – falou Ronald. – Mas por que vocês continuam a usar nomes falsos? – completou curioso.
- Porque não diremos nossa verdadeira identidade a você, não é por mal. – disse Harry.
- Entendo. – suspirou contrariado. Levantou-se e pegou um pequeno papel, onde continha o endereço de Charles Withney, entregando assim para Hermione . – Aqui está.
- Obrigada Ronald. Você está nos ajudando, e muito. – disse Hermione. - Até mais tarde. – completou puxando Harry pelo braço, saíram do quarto deixando Rony sentado na cama. O ruivo estava arrasado por toda a confusão em que se meteu. Por vezes preferia nunca ter conhecido Louis, apenas por vezes. Pois ele a amou.
XXX
Harry e Hermione foram direto para o endereço em que Ronald os indicou. Trocaram poucas palavras no trajeto até lá. Hermione desejava perguntar se ele estava bem, mas tinha receio,medo. Já Harry queria abraçá-la e dizer que tudo ia terminar bem, mas também teve medo. Medo um do outro, medo do desejo que os atormentavam.
- É aqui. – falou Harry olhando para a velha casa.
- Vamos. – disse apertando a campainha que por sinal estava estragada, bateu na porta insistemente.
Passou por cerca de cinco minutos até um velho senhor atender a porta.
- O que vocês querem? – perguntou um tanto rude, raramente recebia visitas, boa coisa não era.
- Charles Withney? – perguntou Harry, o senhor balançou positivamente a cabeça. – Acho que o senhor conhece Jason Áquila. – falou direto.
Charles abriu espaço para eles entrarem.
- Sentem-se. – ordenou fechando a porta desconfiado. – Diga meus jovens, o que vieram fazer aqui?
Harry e Hermione sentaram-se num sofá empoleirado, acompanhados por Charles.
- Seremos diretos,estamos aqui á trabalho... – começou a falar Hermione, mas foi interrompida por Charles.
- Eu já sei o que querem. Sabia que mais cedo, ou mais tarde viriam aqui. É sobre o pen drive, certo?
- Sim, você sabe algo sobre isso? – indagou Harry espantado com a situação.
- Sei sim meu jovem. Sei até demais. – falou misterioso. – Eu tinha um amigo, mais novo que eu, chamado Sean Keys. Numa de suas missões, ele encontrou por acaso um pen drive com várias informações crucias. Informações que envolvem gente grande, desesperado ele veio pedir ajuda para mim. Pensamos em enviar para as autoridades, mas sabendo que tem gente da própria policia nessa lista. Pensamos em enviar para a imprensa. Quando Sean, estava indo enviar o pen drive, curiosamente ele foi assaltado e morto. Sabiam que ele tinha achado o pen drive e o mataram, porém não sabiam que eu tinha me envolvido e feito uma cópia da lista para mim. Mas depois de ver Sean morto, pela primeira vez na minha vida tive medo. Sean era como um filho para mim, o filho que nunca tive, e vê-lo morrer foi doloroso demais. Assim que chegue em Paris deixei o meu pen drive com a lista embaixo de um anjo com as asas quebradas em uma igreja.
- E que igreja é esta? – perguntou Hermione curiosa.
- Numa qualquer, esqueci o nome, a que fica perto do museu do Louvre, é essa sim. – falou divagando em seus pensamentos.
- E por que está nos contando tudo isto, sem nem ao menos saber os nossos nomes? – perguntou Harry desconfiado.
- Porque estou cansado disso tudo. Quero que encontrem de uma vez e façam o que tive medo de fazer. E além do mais, se vocês estivessem envolvidos com a lista, não teriam mencionado Jason Áquila, agora se me dêem licença tenho que sair para jogar xadrez. – falou subindo escada a cima, deixando claro que não responderia mais nenhuma pergunta.
- É ele me convenceu. – disse Hermione indo até a porta. – Você não vem? – completou ao ver o moreno estático no mesmo lugar.
- Claro. – disse saindo de sua perplexidade ante aos fatos descobertos.
Ambos voltaram ao hotel em um profundo silêncio. Estavam analisando os fatos, tudo que ocorreu. Estavam perto de solucionar o caso, finalmente tudo iria acabar... Ou não.
XXX
- O que faremos agora? – perguntou Hermione quando chegaram ao quarto. Claro que antes tinham conferido se Ronald continuava no mesmo lugar, ficaram surpresos ao vê-lo assistindo um filme de romance com lágrimas nos olhos. Ele apenas disse que era para passar o tempo e os mandou embora,pois queria terminar de assistir o filme em paz.
- Bem... Amanhã posso ir atrás do pen drive, enquanto você fala com Demitri e fica de olho no Weasley. – fala jogando a jaqueta em qualquer canto e guardando as armas.
- Porque você sempre fica com a melhor parte? Não é justo. – disse emburrada, pegando uma camisola e indo ao banheiro tomar um bom banho.
- Não, não! O banheiro é meu! – disse Harry correndo até o banheiro, mas Hermione foi mais rápida e fechou a porta na cara de Harry, literalmente.
- Ganheeeeeeeei! – cantarola de dentro do banheiro, deixando Harry emburrado.
- Ganhou, ganhou. – resmunga indo tomar um copo de café forte.
Hermione demorou exatamente meia hora no seu banho, demorou um pouco mais apenas de pirraça. Ainda emburrado Harry toma o seu banho em dez minutos e quando sai Hermione já estava deitada, e como de costume lendo um livro.
Harry só havia colocado apenas um short confortável, o que Hermione reparou imediatamente. "Isso só pode ser provocação." Pensa voltando à atenção para o seu livro.
- Querida esposa, você poderia, por favor, apagar a luz, pois estou muito cansado e pretendo dormir. – falou com uma pitada de sarcasmo na voz.
- Claro amorzinho – disse irônica, deixando o livro de lado, e apagando as luzes.
Viraram de lado um para o outro e fecharam os olhos. Mas ambos não conseguiam dormir. Hermione rolou de lado para o outro, tentando encontrar o sono.
- Dá pra parar de se mexer? – resmunga Harry, virando de lado encarando Hermione.
- Não enche Potter, eu não estou conseguindo dormir.
- Isso eu já percebi. Por que não consegui dormir? – indagou sem mais o sarcasmo na voz, estava preocupado.
- Eu não sei. – sussurrou fechando os olhos, enquanto ele a admirava. – Minha irmã sempre diz que eu penso demais, deve ser isso. Estou pensando demais, pensando no pen drive, pensando no assassino, pensando em Ronald Weasley e na arma em contato com a minha pele. Eu acho que... Tive medo. – completou estremecendo um pouco.
Harry afagou os seus cabelos, ela estranhou o toque, mas não o impeliu. Estava tão bom, tão seguro.
- Tive medo de te perder. – confessou, fazendo Hermione abrir os olhos e encará-lo. Estavam muito mais próximos, praticamente colados uns no outro.
- Por quê? – indagou confusa.
- Eu não sei. – sussurrou beijando suavemente os seus lábios.
- Isso não é certo, você não me ama. Ainda ama a morta. – falou ressentida.
- Não Hermione. Ela é passado e você é presente. Demorou, mas finalmente entendi isso. Pensei que morreria se algo de ruim lhe acontecesse hoje. – disse beijando o pescoço da morena.
- Oh Harry. – falou extasiada com a caricia. – Eu...
- Shhhh. Não fale nada apenas me deixe amá-la. – falou a fitando intensamente.
- Eu não posso. – falou, mas seus a enganavam. O desejo estava explicito nos olhos castanhos.
- Hermione, não agüento mais um minuto sequer sem tê-la. Seu olhar mostra o quanto me deseja também. – disse beijando o seu colo.
- Oh, te desejo como nunca desejei ninguém. Mas isso é tão... Precipitado, fora dos meus planos. – disse arranhando levemente as costas do moreno.
- Isso a assustada, eu sei, mas nem tudo está premeditado Mione. Às vezes apenas devemos nos deixar levar. – disse beijando-a, um beijo lento, de entrega.
- Me faça sua Harry Potter. – falou ofegante.
XXX
N/A: Quem quer me matar levanta a mão o/. Hoho, sei que fui um pouquinho má, parando nessa parte, maaaaaaaaaaas fazer oq, só assim pra ver se vocês comentam - -'
O que acharam do capitulo? Muita coisa foi revelada nesse cap, muita coisa mesmo. A fic já está na sua reta final, mais três capitulos provavelmente, onde vcs descobriram que é o assassino e qual vai ser o final pro Harry e pra Mi.
Reviews para o next cap sair!
Gabrielknowles: Obrigada por comentar, espero que tenha gostado do capitulo ;)
