N/A: Aí está o capítulo 1 finalmente e bem... ainda não vai matar muito a curiosidade de vocês sobre o título, o presente ou a sinopse, mas chegaremos lá. xD
Agradeço a Lise que betou essa história e pitacou no texto. o/
Muito obrigada também a quem deixou review no cap anterior: Haylay, Nanda, Kolly, Pam, flashbutterfly, Honey G e Honey Be (uia, parecia parceria =D), Vira-Tempo, Lailis, Chibi e a Lise de novo. Espero que vocês gostem desse cap novo.
Capítulo I
Fada dos Dentes
Estavam vários Weasley, alguns Grangers e apenas um Potter reunidos na sala de estar da Toca, que parecia ter se expandido para aquela ocasião. Uma enorme árvore de natal enfeitada com muitos objetos, comuns e mágicos, tinha a atenção de todos os presentes, sentados em volta dela e aguardando o momento mais esperado da noite: a troca dos presentes. Após uma enorme quantidade de papéis coloridos sendo rasgados, algumas risadas, surpresas, agradecimentos e muita bagunça (em que um novo brinquedo das Gemialidades Weasley provocou duas explosões, sendo uma de gritos da Sra. Weasley, ralhando com George sem parar), o Sr. Weasley pediu a atenção de todos.
- Bem, eu gostaria de presentear o meu filho Ron e sua namorada Hermione, quem sabe um dia, esposa...
- Pai! – clamou o filho, com as orelhas da cor dos cabelos. Hermione segurou sua mão, mas suas bochechas haviam corado também.
- É algo diferente e bem...
- Mais diferente do que uma ave oca e de borracha? – perguntou Georrge, segurando seu presente um tanto insatisfeito – Apesar de que um ajuste aqui e ali e...
- Shhh, George. Não interrompa! – foi a vez de Ginny reclamar, trocando olhares com Harry que estava sentado ao seu lado.
- Eu só peço que me perdoem por não ter dado isso antes.
Antes que George pudesse fazer outro comentário, Charlie tapou sua boca com a mão e piscou para a irmã, que retribuiu o gesto. Todos ficaram em silêncio, intrigados. Percy cochichou algo com a mãe antes que o Sr. Weasley tomasse fôlego para começar a contar.
- Há precisamente 15 anos atrás, nossa família planejava uma grande viagem para passar as festas de fim de ano na casa da tia Muriel. Tudo corria bem até que...
FLASHBACK
- Ron! Você está pronto? – entrei em seu quarto e quase berrei. Havia pergaminhos para todos os lados, rabiscados, rasgados, picados. As roupas amassadas e emboladas, todas jogadas em diferentes cantos do aposento, sem contar as que estavam penduradas no lustre. Alguns brinquedos estavam no caminho e me fizeram tropeçar ao tentar chegar a uma pilha de cobertores amontoados na cama, onde Ron provavelmente estava escondido. – Ron! O que v... Ai! – uma aranha enorme passou correndo pelos meus pés, fazendo-me tropeçar pela segunda vez.
- Ahhhhhhhh! – berrou a pilha de cobertores – PAI!
- O que?
- Cadê ela?
- Estou, só... – apanhei a varinha e transfigurei a aranha de volta para a forma de um inocente ursinho de pelúcia.
Levantei e ouvi o lamento de um assustado Ron por baixo das várias camadas de pano. Daí pra frente foi uma enorme confusão. Molly entrou no quarto e quase desmaiou, tamanha bagunça que Ron havia feito ao tentar escapar da aranha. Logo, os nomes dos gêmeos foram mencionados e uma gritaria se prosseguiu.
- ONDE VOCÊS APRENDERAM ISSO? VOCÊS NÃO PODEM PRATICAR MAGIA AINDA! ELE PODIA TER MORRIDO! PODIA TER SIDO ENVENENADO! PODIA TER PERDIDO UM BRAÇO.
A cada possibilidade que Molly mencionava, Ron se encolhia mais atrás de mim e, a cada sílaba, Fred e George se encolhiam contra a parede.
- EU NÃO DEVERIA NEM LEVAR VOCÊS COM A GENTE – Sorrisos idênticos formaram-se nos rostos dos gêmeos, o que não passou despercebido por Molly – AHÁ! ENTÃO É ISSO QUE QUERIAM, NÉ? MAS VOU LEVAR SIM, TÁ? E PIOR, VOCÊS VÃO TER QUE AJUDAR A TIA MURIEL A COZINHAR A CEIA DE NATAL! E SEM MAGIA!
- Mas, mãe...
- NADA DE "MAS, MÃE"... VOCÊS FORAM UNS IRRESPONSÁVEIS E TERRÍVEIS COM O POBRE DO RONIQUINHO E...
- Molly, posso sugerir algo? – às vezes eu tinha receio de interromper, mas isso com certeza nos salvaria de um enorme atraso até a estação de trem.
- O que, Arthur?
- Como o mais prejudicado aqui foi o Ron, que tal deixar que ele escolha o melhor castigo?
- Ele tem apenas três anos.
- Quase quatro. – disse Ron num resmungo baixo.
- Bem, acho que ele saberá escolher algo apropriado.
- Ok, Roniquinho. Como você quer que a mamãe castigue essas duas pestes que você chama de irmãos e eu de filhos?
- Acho que... Não precisa de castigo. – Molly agachou emocionada e já ia apertar suas bochechas – Mas posso pedir um presente adiantado?
- Claro, querido. O que você quiser.
- Eu queria ficar aqui na Toca este Natal.
- O QUE? – exclamaram os gêmeos e Molly ao mesmo tempo.
- É que o meu dente vai cair e a fada dos dentes não vai conseguir me encontrar para dar o galeão se eu estiver na casa da tia Muriel.
- Fada dos dentes? – repetiu Molly desconfiada, então ergueu a cabeça e me encarou. – Arthur?
- Minha nossa! Olha a hora, nós vamos perder o trem.
- Arthur, de onde você tirou...?
- Molly, querida, vocês vão se atrasar... Que tal eu ficar aqui com o Ron? Já que ele não pode ficar sozinho e ele pediu pra ficar na Toca de presente quando você disse que ele podia pedir o que ele quisesse e você não pode negar e também não pode deixar de ir, afinal, seria uma enorme desfeita com a tia Muriel já que havíamos planejado isso há meses, e bem, será melhor se você for ao invés de mim porque ela é a sua tia e não a minha e por isso...
- Arthur! – me calei, olhando-a com receio – Respire. – obedeci e para minha surpresa, ela não parecia tão aborrecida quanto eu esperava.
- Então? – retomei, sorrindo nervosamente.
- Fred, George. Levem as malas e avisem Percy para pegar Ginny que ainda está no berço. – ela abraçou Ron – Ah, querido. Feliz Natal! Vou sentir saudades.
Os gêmeos já haviam saído do cômodo, reclamando com os seus botões enquanto Percy aparecia na escada, segurando Ginny com cautela e conseguindo ao mesmo tempo ler um pequeno livro de bolso. Molly se levantou e me deu um beijo no rosto.
- Falamos sobre essa tal fada do dente quando eu voltar. – ela apontou o dedo para mim - E pelo amor de Merlin, Arthur. Não leve Ron para algum lugar de t... Bem, não tire ele daqui. Cuidado, por favor, e não fique...
- Molly, querida. Eu dou conta dele, é um só. – repliquei, um pouco ofendido - Estou mais preocupado com você cuidando dos demais sozinha.
- Está mesmo? – ela levantou uma sobrancelha.
- Não, acho que não.
- Então feliz natal. Vejo você e meu presente quando voltar.
- Claro. – de repente, algo me ocorreu – Claro, claro... Até!
E quando Molly e os demais finalmente partiram pela lareira da sala se estar, eu me virei para Ron e notei um sorriso amarelo em seus lábios antes de eu o mandar arrumar o seu quarto. Sentei-me numa poltrona, pensando em quantas coisas eu teria de fazer até o fim das festas de final de ano e nenhum dos meus pensamentos me fez sorrir. Bom, talvez um deles tenha me animado.
Teaser: Próximo capítulo: "O Dente Que Não Caía"
Curiosas?
