0.8 – Passado Presente
~James's POV~
Eu ficava impressionado com o quanto Bella tinha ciúme daquele carro. Sério, o que custava me deixar dar uma voltinha? Poxa. Ela compra uma máquina dessas e espera que eu ande somente como carona? Está certo.
Tinha de admitir que ela fizera uma bela escolha. Claro. Bella era Bella: sempre tomava as melhores decisões.
Confesso que não pensei que ela fosse aceitar de primeira quando a convidei para vir para Forks. Eu já sabia a história dela com Carlisle de trás para frente. E sabia também qual a intensidade do ódio que ela nutria pelo homem.
Eu tinha medo por Bella. Medo que ela fizesse alguma besteira contra Carlisle que acabasse colocando a vida dela em perigo. E quando a estranha "ligação" dela com Edward apareceu, meu medo aumentou e eu comecei a achar uma péssima idéia nos mudarmos para Forks.
Realmente, foi uma péssima idéia. Até eu reencontrar Victória.
Depois que peguei o carro de Bella emprestado, parti sem rumo, apenas aproveitando para dirigir aquela máquina, em uma das raras oportunidades que Bella me deixava usar o carro. Acabei indo até Port Angeles. O caminho era tão conhecido – quando eu ficava entediado de ficar dentro de casa, eu sempre corria até lá – que eu o fiz quase sem perceber.
Deixei passar, pelo menos por enquanto, o fato de o carro estar impregnado com o cheiro de Edward. Tentei não me preocupar com o porquê de Bella estar me escondendo algo.
Aproveitando que o tempo estava fechado, desci do carro e fui dar uma volta pela cidade. Eram raras as ocasiões que Port Angeles ficava vazia. Sempre havia turistas demais. E as vezes era bom andar sem que muitas mulheres ficassem me lançando olhares tentadores. Não que eu não gostasse, mas também era bom ficar tranqüilo as vezes.
Estava parado em frente à vitrine do Sexy Shop, quando senti um cheiro familiar por ali. Não. Não poderia ser.
Primeiramente, eu me recusei a acreditar. Convenci a mim mesmo que era apenas o efeito das roupas do Sexy Shop trazendo, involuntariamente, lembranças de um outro tempo.
— Vai mesmo ignorar minha presença aqui? — alguém sussurrou ao meu ouvido. Virei de costas e lá estava ela.
Victoria estava parada com as mãos na cintura, sorrindo maravilhosamente para mim. Eu não sabia que sentia tanta falta dessa mulher. Eu quase havia esquecido o quanto ela era linda.
— Victoria! — gritei.
(N/A: Só para constar que Victoria aqui é Rachelle Lefreve. Recuso imitações.)
Nos abraçamos longamente, eu sentindo cada pedaço do seu corpo tocar no meu. Ok, eu também havia esquecido o quanto Victoria era... quente. Eu sei que o trocadilho é horrível, mas na falta de uma palavra melhor...
— Ah, James, eu senti tanto a sua falta! — ela exclamou em meu ouvido, apertando ainda mais seu corpo de encontro ao meu.
— Eu também senti sua falta — confessei em seu ouvido, sentindo o cheiro de seus cabelos que eu tanto amava.
Eu não sei como pude ficar tanto tempo longe dela. Parece que só agora que estávamos juntos é que eu tinha a dimensão do quanto ela era importante para mim.
Victoria me soltou e eu fiquei surpreso com o que vi em seu rosto. Era dor. Sua expressão estava sombria.
— James, sei que nunca conversamos desde que... — ela hesitou e eu, subitamente, entendi o motivo do desconcerto. — Desde que tudo aquilo aconteceu. Mas eu quero que saiba que se eu pudesse voltar no tempo e...
Interrompi o jorro de palavras pegando-a pela nuca e colando nossos lábios com violência. Pouco me importava os motivos dela. Eu sabia tudo que ela queria me dizer. Eu sabia que Victoria jamais faria aquilo por vontade própria. Não precisava ouvir desculpas. Eu não queria desculpas.
E ao sentir sua língua na minha, seu gosto, o melhor que havia no mundo, no meu, eu percebi que só havia uma coisa que eu queria naquele momento: ela.
— Não importa — sussurrei entre beijos. Suas mãos seguravam meu rosto e ela depositava um beijo em cada lugar que conseguia alcançar. — Eu não quero suas desculpas. Quero apenas que seja minha. Pelo menos mais essa vez.
Ela parou de me beijar e sorriu radiante.
— É o que eu mais quero.
Ela me puxou pelo braço, conduzindo-nos em uma velocidade quase anormal, para um humano que visse a cena, em uma direção desconhecida. Percebi que nos afastávamos cada vez mais do centro da cidade, indo em uma direção que eu pouco freqüentava de Port Angeles.
— Aonde...? — comecei a pergunta, mas me calei no instante em que descobri onde estávamos.
Naquela parte da cidade, só havia galpões e mais galpões, muitos deles abandonados há anos. Victoria entrara num deles, me puxando pela mão. Mas aquele ali de abandonado não tinha nada.
Era praticamente uma casa ali dentro. Ou um quarto. Havia uma cama com dossel, uma cômoda e vários acessórios pessoais espalhados no centro do lugar, que não era tão grande por dentro quanto parecia por fora.
— Victoria, você mora aqui? – perguntei incrédulo.
Ela sentou na beirada da cama, me puxando sentar ao seu lado.
— Sim. Depois que nos separamos no Alasca, eu passei algum tempo vivendo como nômade. Então, há pouco tempo decidi manter residência fixa aqui — ela respondeu, enquanto tirava as botas e o casaco. — Achei que seria inútil comprar uma casa, já que eu não pretendo ficar morando aqui. Encontrei esse espaço e achei que ele seria perfeito. — ela concluiu, olhando ao redor.
Percebi que seus olhos estavam do vermelho mais vivo que eu havia visto ficarem. Sinal de que ela se alimentara há pouco tempo. E com sangue humano.
Peguei uma de suas mãos entre as minhas e beijei a palma. Levantei a cabeça a tempo de encontrar seus olhos fixos em meu rosto, analisando meus olhos. Vi uma certa surpresa em seu olhar ao encontrar minha íris cor de topázio. Mas a surpresa logo se desfez. Ela não esperaria menos do que isso de mim.
— Não vamos falar sobre isso agora, tudo bem? — falei, assim que percebi que ela estava prestes a tocar no assunto de nossa "dieta". — Não acho que precisamos de palavras agora.
Seu rosto se abriu em um sorriso maravilhoso, enquanto ela rapidamente pulava em meu colo, sentando de frente para mim, com uma perna de cada lado de meu corpo. Seus braços entrelaçaram em meu pescoço e seus lábios encontraram os meus.
No inicio, o beijo foi lento, carinhoso, contendo toda a saudade que sentíamos. Mas, quando se tratava do meu relacionamento com Victoria, não havia nada de "lento" ou "carinhoso". Essas eram palavras que não combinavam conosco. Ainda mais agora, que eu tinha a mesma velocidade e força que ela. Definitivamente, não.
Peguei-a pela cintura, revertendo nossas posições e deitando nossos corpos na cama. Levei uma das mãos até a sua blusa, arrancando-a com violência de seu corpo, deixando o sutiã de renda preto à mostra.
Ao mesmo tempo, ela tirava minhas calças e minha blusa com cuidado. Pelo menos ela teve decência de lembrar que eu tinha que voltar para casa, não podia voltar sem roupa.
Em menos de um minuto, ela já usava apenas a calcinha e o sutiã, enquanto eu vestia apenas uma cueca boxer. Eu devorava sua boca com voracidade, enquanto suas mãos percorriam minhas costas sem pudor.
Inverti a posição de nossos corpos, fazendo-a ficar por cima de mim, sentada exatamente onde se encontrava meu membro excitado. O lugar que ela mais gostava no mundo, segundo eu lembrava.
Ela tirou o próprio sutiã, expondo seus seios perfeitos para mim, enquanto eu alisava suas coxas. Ela começou a acariciar os mamilos já excitados com as duas mãos, mordendo os lábios, fazendo meu membro pulsar sob a cueca.
— Victoria... — gemi descontrolado.
— Sim, querido? — ela respondeu, a voz rouca de excitação.
Os reflexos de Victoria eram tão bons quanto os meus, mas ela não previu o que eu fiz a seguir.
Peguei seu corpo pela cintura, levantando da cama e carregando-a até a parede mais próxima. Prensei seu corpo ali com o meu, quase fazendo a parede ceder sob a pressão.
Levei uma das mãos até seus seios, acariciando o mamilo quase com violência, arrancando um urro de sua garganta. Victoria agarrou meus cabelos com força, puxando meus lábios para os seus. Suas pernas trançaram em meus quadris, enquanto eu rasgava sua calcinha, e ela a minha cueca. Finalmente estávamos livres dos últimos empecilhos.
Não perdi tempo em penetrá-la em um só impulso, colocando tudo e depois tirando, somente para voltar a enterrar com força. Victoria cravou as unhas em meus ombros, mexendo o corpo desesperadamente em volta de meu membro.
Forcei ainda mais suas costas na parede, bombando com força para dentro dela, enquanto chupava seu pescoço com volúpia. Victoria gemia palavras incompreensíveis até para mim, mas vez por outra eu conseguia distinguir meu nome entre elas.
Com um último impulso, senti seu corpo se contrair em torno do meu, ao mesmo tempo em que eu me libertava totalmente dentro dela.
Senti seus braços amolecerem em torno do meu pescoço, seus lábios procurando os meus. Ela poderia não ser a mesma Victoria de quando a conheci, mas continuava com os mesmos gestos, reagindo do mesmo modo, talvez mais intensamente, aos meus toques.
Ainda sem sair de dentro dela, conduzi-nos de volta para a cama, sentando na beirada e deixando-a aberta por cima de mim.
Ficamos abraçados, nos beijando, eu sem vontade nenhuma de interromper o nosso contato. E ela parecia pensar a mesma coisa.
— Fique aqui comigo — ela pediu, quando eu finalmente saí de dentro dela e deitei seu corpo na cama, começando a recolher minhas roupas.
— Não posso, querida. Bella deve estar preocupada. — Victoria bufou. — Não comigo, com o carro.
— Ra rá. Posso saber o que você faz aqui com ela? Por acaso estão juntos agora? — ela perguntou acusadora.
— Não — respondi simplesmente, enquanto vestia a calça e a blusa. — Apenas resolvermos nos mudar para Forks. Como amigos, nada demais.
— Sei — ela respondeu, parecendo não acreditar em nada do que eu dizia.
— Olha só, parece que alguém aqui está com ciúmes — falei, cruzando os braços.
Ela não respondeu. Bem, já dizia o ditado, mais velho do que Bella e Carlisle juntos: quem cala, consente.
Subi na cama, andando de joelhos até onde ela estava, com as costas apoiadas no espelho da cama. Sentei em suas pernas e olhei profundamente em seus olhos.
— Não precisa ter ciúmes, querida. Eu nunca me interessei verdadeiramente por alguém desde que você se foi. Bella e eu somos amigos. E só — afirmei, acariciando seu rosto.
Um vestígio de sorriso apareceu em seu rosto, enquanto ela entrelaçava seus dedos nos meus que acariciavam seu rosto.
— Promete que não vão sumir?
— Prometo. Eu virei aqui novamente procurá-la — prometi. — Desde que você também prometa que não vai fugir de mim.
Ela sorriu e eu tomei aquilo como um sim.
Trocamos mais algumas carícias e eu finalmente criei forças para sair de perto dela e voltar para casa.
Eu não contaria tudo à Bella. Claro que ela sentiria o cheiro de Victoria em mim, eu não ia fugir tão fácil das perguntas. Mas eu ia omitir os detalhes. Talvez até mentir, pois eu sabia que Bella ia pedir para eu me afastar de Victoria. Algo que eu não estava disposto a fazer tão fácil assim.
(N/A: Gostaram da surpresa? Pois é. A idéia de um POV do James surgiu no Orkut. O povo falou, eu gostei da idéia... E aí está.
Mas a opinião de vocês também é muito importante. Preciso dos reviews para saber o que vocês acharam da idéia de um POV do James.
E tem mais: no Orkut surgiu uma idéia de POV do Edward. O que acham? Vocês gostariam de ver a história pelo POV dele, ou está bom só pelo POV da Bella mesmo?
Mandem a opinião de vocês, amores, preciso saber. o/
Beijos.)
