14 – Descoberta

Na segunda-feira, os ensaios para a peça teatral começariam. Todos no colégio se sentiam ansiosos e o ensaio era motivo de conversa em todas as partes.

E, por falar em conversa, Edward não queria mesmo saber de retomar qualquer assunto comigo. Ele sequer estava me dirigindo a palavra, a não ser que fosse estritamente necessário.

O mais estranho de tudo é que eu não me sentia particularmente mal por isso. Apesar de achar que deveria pedir desculpas, não achava que fosse a única culpada. Edward estava sendo imaturo e eu o faria enxergar isso, mas na hora certa.

Por enquanto, as perguntas e respostas sobre a vida um do outro haviam parado. Ele me dizia "bom dia" e permanecia o resto da aula calado, me fazendo resistir bravamente ao impulso de tocá-lo para saber o que estava pensando.

O que estava me fazendo resistir era o fato de que ensaiaríamos juntos depois da aula, e ali ele não poderia deixar de me dirigir a palavra.

Ao final da aula de Educação Física, Edward saiu do ginásio sem esperar, apesar de saber que iríamos para o mesmo lugar. Não me importei com isso, trocando de roupa calmamente e guardando a mochila no carro enquanto ia para o teatro da escola.

James e Angela já estavam lá, e o resto dos "atores" da peça chegava junto comigo. A professora - Sra. Samuels, pelo que eu havia descoberto - estava à porta, controlando quem entrava e saía, tentando impedir alguns curiosos de assistir ao ensaio.

Eu só não sabia para quê todo esse suspense, afinal, Romeu e Julieta não era algo que se poderia chamar exatamente de inédito.

Quando todos já haviam chegado, ela trancou a entrada do teatro e mandou que todos ficassem na plateia, pois tinha algumas informações a dar antes de começarmos os ensaios.

Sentei ao lado de James e Angela, ao lado esquerdo do corredor central que passava no auditório, enquanto Edward, sozinho, sentou algumas fileira afastado, no lado direito.

― Pessoal, primeiramente, gostaria de agradecer a todos por estarem aqui. Essa é a primeira vez que a Forks High School tem um projeto sério de teatro e é muito bom vê-los participando ― a professora falou, no palco, fazendo uma pausa, olhando cada um dos rostos enquanto esperava suas palavras fazerem efeito. ― Falando propriamente sobre a peça, tenho uma boa e uma má notícia. A boa é que a peça será encurtada . Muitas cenas serão cortadas e daremos mais enfoque ao casal principal. ― Ela olhou para mim e depois para Edward. ― A má notícia é: temos menos de um mês para ensaiar.

Bem, como eu já sabia toda a peça de cabeça, bem como James e Edward, nenhum dos três reclamou. Mas, para o resto dos alunos aquela fora realmente uma má notícia, tanto que as reclamações quase não deixaram que a professora prosseguisse.

― Eu sei, é pouco tempo e eu concordo com vocês ― ela falou, tentando acalmar a todos. ― Mas esse foi o prazo dado pela escola e eu não posso discordar deles. Sinto muito, mas vamos ter que nos virar com esse tempo.

― Professora ― uma voz anasalada se fez ouvir na primeira fileira ―, quanto aos ensaios, com que frequência vamos ensaiar?

― Boa pergunta, Lauren ― a Sra. Samuels retrucou, sorrindo para ela. ― Os ensaios serão todos os dias, depois da aula. Sinto muito também por prendê-los aqui todos os dias, mas não há outra alternativa.

Mais alguns burburinhos de alunos inconformados se sucedeu, enquanto James me acotovelava nas costelas.

― O que acha disso? ― ele perguntou, passando as mãos preguiçosamente pelos cabelos.

― Não acho nada. O que eu posso fazer? ― retruquei. ― Me meti nessa roubada quando decidi vir com você para essa cidade, agora eu que aguente as consequências.

― Está arrependida de ter vindo para Forks, Bella? ― A pergunta não saiu da boca de James.

Olhei para o lado direito, na direção de Edward, que me encarava com uma sobrancelha erguida, o cotovelo direito apoiado no braço da cadeira, sustentando a cabeça.

― Pensei que não estivesse falando comigo ― respondi, também erguendo uma sobrancelha.

― Eu estou falando com você ― ele retrucou, talvez rápido demais.

Continuei encarando-o de onde estava, esperando parecer desafiadora o suficiente para fazê-lo vir até mim, mas ele apenas desviou o olhar.

― Bella? Edward? Podem vir até aqui? ― a Sra. Samuels pediu, falando mais alto, se sobrepondo ao burburinho.

Levantei de onde estava, andando até o palco sem lançar um olhar sequer a "Romeu", seguindo-o com a visão periférica.

― Como vocês já devem estar esperando, vou exigir de vocês dois muito mais do que dos outros ― a professora falou, assim que subimos ao palco e ficamos lado a lado, de frente para ela. Os outros alunos pareciam estar inconscientes daquela conversa particular. ― Vocês ensaiarão junto com os outros, mas eles terão duas horas de ensaio. Vocês, por outro lado, ficarão mais duas horas aqui depois que todos terminarem, ensaiando sozinhos, já que tem mais falas e mais cenas do que todos os outros.

― Todos os dias? ― Edward perguntou e eu quase ouvi alguma satisfação em sua voz.

― Todos os dias, se não se importarem ― a sra. Samuels retrucou, olhando para mim.

― Por mim, tudo bem ― falei, suspirando. ― Se é durante um mês, apenas, acho que posso fazer esse esforço.

― Já decoraram suas falas? ― ela perguntou, olhando para nós dois.

― Sim ― respondemos juntos.

Ela sorriu para nós, parecendo muito satisfeita, até aliviada, e nos dispensou para voltarmos aos nossos lugares.

Enquanto eu sentava, ela ligou o microfone e pediu silêncio.

― Como já faz quase uma semana que todos sabem seus papeis, gostaria de saber aqui quem já decorou suas falas. ― Não achei necessário levantar a mão, já que havia acabado de responder essa pergunta. Porém, além de James ― obviamente ―, apenas Lauren havia decorado suas falas. ― Muito bem, isso vai nos atrasar um pouco.

Então a professora se dispôs a distribuir o roteiro da peça a cada um, pedindo encarecidamente que todos lessem e fizessem o máximo de esforço para decorar pelo menos parte de suas falas para o dia seguinte.

Mesmo eu e Edward já sabendo as falas, ela deu um roteiro a cada um, apenas para sabermos quais partes da peça original seriam cortadas e podermos acompanhar os outros.

Todos foram dispensados e, enquanto eu saía com James e Ângela do auditório, a sra. Samuels se despedia de todos à porta. Porém, quando foi a minha vez de passar pela porta para sair, ela me deteve, pedindo que esperasse alguns minutos. Quando Edward passou, ela fez o mesmo com ele.

Assim que todos haviam saído, ela pediu a mim e a Edward para segui-la, enquanto explicava o que tinha em mente.

― Bella, já que você e Edward são os principais da peça e já sabem suas falas, por que não começam logo a ensaiar hoje? Não precisam ficar quatro horas, acho que apenas duas horas de ensaio será o suficiente ― ela sugeriu, olhando de soslaio para mim.

Olhei interrogativamente para Edward, e ele assentiu brevemente com a cabeça.

― Tudo bem, podemos ficar ― respondi.

― Perfeito! ― a professora pulou, virando de frente para nós e batendo palmas. Ela parou de andar e sorriu tão empolgada que eu não tive como não retribuir. ― Já que vocês demonstraram total sintonia ao ensaiarem o primeiro beijo de Julieta, o que acham de ensaiar logo a cena da sacada?

― Mas não temos uma sacada ― respondi, me sentindo idiota ao declarar o óbvio.

― Vocês não precisam de uma, por enquanto, mas amanhã prometo que improvisarei algo ― ela respondeu, voltando a andar até o palco. ― Agora subam que eu vou arrumá-los em cena.

Fizemos o que ela pediu e, assim que estávamos posicionados ― eu me sentindo ridícula por Edward estar ajoelhado, olhando para mim de baixo para cima ― a professora saiu do palco e sentou-se na primeira fileira da plateia, gritando "ação" para que começássemos.

Pela primeira vez desde que subimos ali, encarei Edward nos olhos e ele parecia tão concentrado em mim que eu quase perdi o foco do pensamento. Procurei rapidamente a fala de Julieta em minha mente e fechei os olhos para me concentrar.

Quando abri os olhos, tentei imaginar que éramos apenas eu e Edward ali.

― Só ri das cicatrizes quem feridas nunca sofreu no corpo ― Edward disse, iniciando o diálogo de Romeu e Julieta. ― Mas silêncio! Que luz se escoa agora da janela? Será Julieta o sol daquele Oriente? Surge, formoso sol, e mata a lua cheia de inveja, que se mostra pálida e doente de tristeza, por ter visto que, como serva, és mais formosa do que ela. ― Seus olhos ardiam em mim, sua voz transmitindo tanta emoção quanto Romeu poderia ter feito. ― Deixa, pois, de servi-la; ela é invejosa. Somente os tolos usam sua túnica de vestal, verde e doente; joga-a fora.

― Corta ― a professora falou e eu e Edward nos sobressaltamos. ― Acho que podemos pular esse diálogo silencioso de Romeu, Edward. Vamos direto para quando Julieta começa a respondê-lo.

Edward não parecia concordar muito com a idéia, mas, mesmo assim, fez o que ela disse.

― Vede como ela apóia o rosto à mão. Ah! Se eu fosse uma luva dessa mão, para poder tocar naquela face! ― Edward declamou.

― Ai de mim!

― Oh! Falou! Fala de novo, anjo brilhante ― Edward levantou, dando um passo em minha direção ―, porque és tão glorioso para esta noite, sobre a minha fronte, como o emissário alado das alturas ser poderia para os olhos brancos e revirados dos mortais atônitos, que, para vê-lo, se reviram, quando montado passa nas ociosas nuvens e veleja no seio do ar sereno.

― Romeu, Romeu! Ah! Porque és tu, Romeu? Renega o pai, despoja-te do nome ― baixei a cabeça, lançando um olhar triste ao chão ―; ou então, se não quiseres, jura ao menos que amor me tens, porque um Capuleto deixarei de ser logo.

Nessa parte, Romeu e Julieta não deveriam estar se vendo. Como, porém, aqui não tínhamos uma sacada e não estava escuro, começamos a improvisar do nosso jeito. E, já que a sra. Samuels não mandou parar, continuamos.

― Meu inimigo é apenas o teu nome ― falei, ainda olhando para o chão. Não pude deixar de perceber o quão verdadeiras soavam aquelas palavras, não para Romeu e Julieta, mas para Bella e Edward. ― Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome?

Quase sorri enquanto pronunciava esta frase. O encaixe era perfeito demais.

― O que chamamos rosa, sob uma outra designação, teria igual perfume. ― Levantei a cabeça e os olhos escuros de Edward me queimavam. Ali, eu percebi que ele também havia visto o quanto aquilo se aplicava a nós dois. ― Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira.

Vi um vestígio do sorriso torto de Edward aparecer por trás da sua máscara perfeita de Romeu e quase sorri também. Mas ele rapidamente se recompôs e, tomando minha mão na sua ― mais uma desviada do roteiro ― pronunciou sua fala seguinte.

― Sim, aceito tua palavra. Dá-me o nome apenas de amor e ficarei rebatizado. ― O toque de Edward me permitia ouvir seus pensamentos. E o que eu estava ouvindo ali quase me fez derreter e seus braços, mesmo que aquilo seria algo que eu com certeza [i]não[/i] faria. ― De agora em diante, não serei Romeu.

― Quem és tu que, encoberto pela noite, entras em meu segredo?

― Corta! ― a sra. Samuels falou e Edward me soltou. Foi como se uma agulha fina estourasse a bolha fina em que ele havia me prendido durante aqueles segundos em que éramos Romeu e Julieta. ― Vamos pular essa parte. Já que vocês fizeram essa adaptação da peça, não teremos uma sacada nessa parte. Edward, pule direto para a jura de amor.

― Com todo o prazer ― ele murmurou para que somente eu ouvisse.

Respirei fundo algumas vezes, tentando dissipar da mente os pensamentos de Edward enquanto pronunciava aquelas falas. Voltamos às nossas posições.

― Senhora, juro pela santa lua, que aclareia de prata as belas frontes de todas essas árvores frutíferas...

― Não jures pela lua ― disse, apertando levemente a mão de Edward. Seus pensamentos estavam totalmente longe dali. Mas eu não estava fora deles. ―, essa inconstante, que seu contorno circular altera todos os meses, porque não párea que teu amor também, é assim mudável.

― Por que devo jurar? ― A resposta que Edward deu à própria fala em seus pensamentos quase me fez cair na gargalhada.

"Por meu pai?" ele pensou.

― Não jures nada, ou jura, se o quiseres, por ti mesmo, por tua nobre pessoa, que é o objeto de minha idolatria. Assim te creio ― respondi a fala de Julieta.

― Se o amor sincero deste coração...

― Para! ― interrompi, carregando nas emoções de Julieta. ― não jures; muito embora sejas toda a minha alegria, não me alegra a aliança desta noite; irrefletida foi por demais, precipitada, súbita, tal qual como o relâmpago...

O celular da professora tocou e ela deu um grito tão assustado, que eu parei a fala no meio. Me pedindo mil desculpas, ela se afastou para o final da platéia para atender.

Olhei para Edward e um sorriso aberto, cínico, despontava em seus lábios, tirando o pouco fôlego de que eu não precisava.

Ergui uma sobrancelha e ele sorriu mais ainda.

― Vamos lá, Bella, não me diga que isso aqui não estava virando um diálogo pessoal ― ele disse, cruzando os braços arrogantemente.

Bem, eu não tinha como discordar nesse ponto, então simplesmente fiquei calada.

― Você admite ― ele concluiu, voltando a sorrir.

― Você parecia tão mal humorado antes do ensaio. O que aconteceu para fazê-lo sorrir tanto? ― perguntei, entrando no jogo da provocação.

― Acho que você não precisa de uma resposta ― ele disse, erguendo uma sobrancelha exatamente como eu havia feito.

― E é você quem diz do que eu preciso?

― Eu sei uma coisa que você precisa ― ele retrucou, um sorriso e um olhar que eu nunca havia visto nele.

― Como...?

― Meninos ― a professora disse, se aproximando do palco com o celular em mãos, interrompendo a resposta de Edward ―, vamos ter que parar por aqui, hoje. Tive um pequeno imprevisto. Espero que entendam.

― Claro, professora, sem problemas ― respondi, aliviada por estar liberada do ensaio desnecessário.

― Posso pedir um pequeno favor? Aliás, posso confiar em vocês? ― ela perguntou, quase implorando. Eu e Edward nos olhamos e demos de ombro para ela. ― Gostaria que continuassem o ensaio. Pelo menos por mais uma hora. Fiquem com o roteiro em mãos e sigam-no, por favor.

Suspirei, sentindo pena da sra. Samuels. Ela estava realmente desesperada com essa peça. E eu queria poder contar a ela que eu e Edward não precisávamos de ensaios.

― Tudo bem, pode ficar tranqüila. Nós vamos continuar o ensaio ― Edward respondeu por mim.

― Obrigada, meninos ― a professora respondeu, largando o celular dentro da bolsa e colocando-a no ombro. ― Vejo vocês amanhã, no mesmo horário. Juízo! ― E ela já havia saído do teatro, deixando eu e Edward sozinhos.

Virei de frente para ele, que me encarava com o cenho franzido.

― O que foi?

― Você é tão bonita, Isabella. Por que não nos encontramos antes?

― Oh, não, essa conversa para cima de mim? Quantos aninhos você acha que eu tenho? ― respondi, ao que ele sorriu cinicamente. ― Vamos embora, o último fecha a porta.

Me dirigi à escada para descer do palco, mas Edward me deteve, segurando meu pulso.

― Espera. Podemos conversar? ― ele disse e, pela primeira vez no dia, ele parecia temeroso da minha resposta.

Encarei seus olhos negros, me fitando com incerteza e tive um impulso súbito.

(Música: You and I – Scorpions)

Tão rápido quanto eu poderia, envolvi seu pescoço em meus braços e moldei meus lábios aos seus. No primeiro momento, ele não correspondeu e eu achei que havia perdido. Mas logo seus braços envolveram minha cintura e seus lábios se abriram para receber minha língua, ávida por sentir cada pedaço de sabor daquela boca.

"I lose control because of you, babe

I lose control when you look at me this"

Eu perco o controle por sua cause, querido

Eu perco o controle quando você me olha deste jeito

Suas mãos moldaram-se ao contorno da base da minha coluna, me puxando para mais perto de si. Seus músculo se retesaram ao sentir meu corpo encontrar o seu e eu deixei um gemido escapar ao sentir seu sexo encontrar meu ventre.

Senti meu corpo sendo conduzido para trás, logo encontrando a parede em minhas costas. As mãos de Edward encontraram a barra da minha blusa e qualquer hesitação que ele pudesse ter foi por água abaixo quando eu agarrei com força os cabelos de sua nuca; suas mãos infiltraram em minha blusa, tocando a pele com dedos quentes, me deixando ainda mais desejosa de tê-lo.

― Tem certeza? ― Edward disse, de repente parando de me beijar.

― Não faça perguntas difíceis agora ― respondi, sem fôlego, voltando e beijá-lo.

Dessa vez, ele não teve pudor algum em me tocar. Sua mão, que esteve acariciando minha barriga, subiu até o seio esquerdo, cobrindo-o por cima do sutiã. Mordi seu lábio, soltando um gemido abafado ao senti-lo pressionar sua excitação de encontro ao meu sexo quente.

A outra mão de Edward subiu por dentro da blusa, seguindo o caminho do seio direito.

Eu não sabia dizer pelo que estava mais excitada. Se por seus toques, ou por seus pensamentos. Pensamentos esses nada puros sobre nós e sobre o que ele pretendia fazer comigo.

― Não! ― respondi a um pensamento seu. ― Não faça isso, eu vou ter que sair desse auditório depois, não posso sair nua daqui!

De repente, toda a excitação que eu havia visto em seus olhos se transformou em dúvida. O cenho de Edward franziu e ele retirou a mão de meus seios.

― Você... ― Era a primeira vez que eu o via ficar sem palavras. Foi, então, que percebi a dimensão do que havia acabado de fazer. ― Você respondeu... ao meu... ― a palavra parecia relutar a sair ― pensamento?

― Não! ― neguei, rápido demais para soar verdadeira. ― Quer dizer, eu percebi o que você estava prestes a fazer.

― Você não poderia ter percebido, pois eu não ia fazer. Rasgar a sua blusa foi uma idéia que passou pela minha cabeça, mas eu não pretendia realmente colocá-la em prática ― ele retrucou, ficando ainda mais intrigado.

― Eu... eu... imaginei que você pudesse estar com vontade de fazer isso, foi só ― tentei argumentar, mas nós dois sabíamos que eu era péssima em mentir para Edward.

― Bella, me conte o que está acontecendo aqui. Agora ― ele ordenou, e não havia mais qualquer vestígio de humor, desejo ou carinho em sua voz.

Eu estava encrencada.

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(N/A: Holaaa, gente. o/

Demorou, mas saiu, né?

Eu sei, eu sei, parei numa parte tensa, beleza. Não se preocupem, postarei o quanto antes...

E talvez no próximo capítulo vocês tenham uma surpresa.

Beijos, e não se esqueçam das reviews, por obséquio. :DD)