15 – Sem Reservas

Com as mãos apoiadas atrás do corpo, eu estava sentada no palco de madeira do teatro da escola. Edward estava de pé, andando de um lado para o outro atrás de mim, enquanto eu tentava explicar o pouco que sabia sobre o que havia acontecido.

― Desde a primeira vez? ― ele repetiu o que eu havia dito. ― E por que você não me contou nada?

― Você acreditaria? ― devolvi, lançando a ele um olhar cortante. ― Isso não é normal, Edward. Nem James acha que seja.

― James também sabe disso? ― ele retrucou, aumentando um pouco o tom de voz.

― Provavelmente, Alice também sabe ― ponderei, defendendo James.

― Claro que sabe ― Edward concluiu, mais para si mesmo do que para mim.

Ficamos em um silêncio que era quebrado apenas pelo som suave de seus passos nervosos. Eu podia ouvi-lo até mesmo passar a mão pelos cabelos já um tanto desalinhados.

Estava extremamente agradecida por ele não estar percebendo o quanto eu ainda estava quente por seus toques. Ou o quanto aquele calor me preenchia quando seus pensamentos ecoavam em mim.

Edward sentou-se ao meu lado.

― Tudo o que eu sei é que isso é estranho demais. Acredite, gostaria de ter muito mais coisas para lhe dizer, mas sei tanto quanto você sobre isso ― tentei confortá-lo, pois ele parecia a beira de uma explosão.

― Qual a teoria de James sobre isso? ― ele perguntou, ignorando o que eu havia dito.

― Ele acha que isso pode acontecer porque fomos transformados pela mesma pessoa ― Edward bufou. ― Você tem uma teoria melhor? ― insisti, começando a perder a paciência.

― E você nunca pensou em pesquisar nada sobre isso?

― Claro, porque eu não tenho nada melhor para fazer ― ironizei, cruzando os braços.

Voltamos a ficar em silêncio, mas desta vez eu não estava mais disposta a conversas ou explicações. Era muito fácil para Edward descobrir tudo e querer que todos os esclarecimentos fossem dados de bandeja a ele.

Levantei e desci do palco, olhando para Edward apenas quando já estava perto da saída do teatro.

― Se você quer saber o que está acontecendo, vá você mesmo atrás das respostas ― joguei, saindo e batendo a porta atrás de mim.

Dirigi para casa absorta aquele dia, me amaldiçoando a cada cinco minutos por ser tão idiota.

Afinal, Edward nunca ia descobrir se eu não tivesse dado a pista.

Cheguei em casa e fui direto para o banheiro, não me incomodando em procurar James, largando as roupas pelo meio do caminho no quarto.

Deixei meu corpo relaxar sob a água gelada do chuveiro, mas que para mim parecia à temperatura normal, evitando pensar no que viria a seguir. Porque eu sabia que Edward não ia esquecer essa história. E tampouco me deixaria esquecer.

#

Era quarta-feira. Depois de ensaiar as primeiras cenas da peça, Edward sentou ao meu lado na platéia.

Julieta não tinha nenhuma cena nos momentos iniciais, então naquele dia, bem como no dia anterior, onde foram ensaiadas as mesmas cenas, eu apenas assisti aos ensaios. Edward e eu ensaiaríamos depois nossas cenas juntos.

No dia anterior, ele não tocou no assunto de segunda feira. Ensaiamos normalmente, como se ele não tivesse me encostado na parede de trás do palco, ou como se nada de anormal sempre acontecesse entre nós dois.

E foi também no dia anterior que a professora deu a notícia da semana: às quartas-feiras, eu e ele teríamos que ensaiar sozinhos, pois ela devia sair mais cedo para levar o filho para as aulas de piano.

Edward rosnou com a notícia, recebendo meu melhor olhar "você sabe ser idiota" em troca.

― Ok, está bom por hoje ― a professora anunciou, dispensando a todos. Menos a mim e Edward, claro. ― Bella, Edward, ensaiem bastante, amanhã vou ver o que vocês já sabem.

― Pode deixar ― respondi, amarga.

Todos saíram do teatro ― não sem Lauren me lançar um olhar mortal que eu não sabia exatamente o motivo ― me deixando sozinha com Romeu.

― Vejo você amanhã ― anunciei, levantando da platéia.

― Acho que não ― Edward retrucou, correndo até a porta do teatro e trancando.

Observei estupefata enquanto ele tirava a chave e a guardava no bolso da calça jeans. Procurei seus olhos e eles me encaravam com intensidade, aquele já familiar sorriso torto brotando nos lábios perfeitos.

― O que você pensa que está fazendo? ― inquiri, sentindo a raiva crescer em mim.

― Quero conversar com você ― ele respondeu, calmamente.

― Mas eu não quero conversar com você agora ― retruquei, cruzando os braços.

― Vamos ver se eu não convenço você do contrário. ― E, sem dizer, mais nada, um de seus braços envolveu minha cintura, prensando-me de encontro ao seu corpo, colando nossos lábios em um beijo violento.

Demorei um segundo para entender o que havia acontecido. Quando caí em si e percebi o que estava acontecendo, mordi a boca de Edward, que me soltou em menos de um segundo.

― Você está louca? ― ele perguntou, levando a mão aos lábios no lugar em que eu havia mordido.

― Eu é quem deveria estar fazendo essa pergunta. Quem você pensa que eu sou para me agarrar a hora que quiser? ― quase gritei, tremendo de raiva.

― Você quis também, Bella. Eu apenas queria terminar o que começamos segunda feira.

Não consegui passar imune a essa. A lembrança dos amassos atrás do palco ainda era muito forte para que eu conseguisse ignorar as sensações que aquilo me trazia.

Edward deve ter percebido, pois, ao me ver sem resposta, ele voltou a se aproximar.

― Por que você foge? Não vê que é inevitável?

Dei-lhe as costas. Não sabia exatamente do que ele estava falando, mas odiava a palavra "inevitável". Eu estava sendo impulsiva demais com ele. Estava fazendo tudo errado, não dava ouvidos à razão.

Com Edward, eu acabava me deixando levar pelo desejo. E não sabia até que ponto isso poderia ser bom.

― Bella? ― ele chamou e eu virei de costas, percebendo que sua voz havia se distanciando.

Edward estava sentado à beira do palco e, com o indicador, fez um gesto para que eu sentasse ao seu lado.

Empertiguei os ombros e andei até ele, sentando ao seu lado.

― O quê, exatamente é inevitável? ― perguntei, olhando em seus olhos.

― Essa conexão que nós temos. Você pode tentar fugir, esquecer, ou fingir que não existe. Mas ― ele se aproximou mais até que nossos braços estivessem a um centímetro do contato ― sempre que me tocar, sempre que estiver perto de mim, vai sentir isso. ― E ele fez um movimento mínimo com o braço, permitindo que nossas peles se tocassem e o calor irradiasse a partir daquele ponto para todas as partes do meu corpo.

Edward prendeu meu olhar com o seu e eu não precisava estar lendo seus pensamentos para entender o que ele queria naquela hora.

Pois era exatamente o mesmo que eu queria.

Uma de suas mãos prendeu minha nuca, levando meus lábios de encontro aos seus. O toque do beijo molhado só fez aumentar mais o calor, o desejo, todas as sensações que Edward causava em mim. E eu queria mais daquilo.

Correspondi com urgência ao beijo, agarrando seus cabelos da nuca com força e sentindo inclusive alguns fios soltarem em meus dedos.

Edward levou a outra mão à minha cintura, agarrando-a com força e me puxando de encontro a ele. Como estávamos de lado, o gesto me deixou um pouco torta. Encontrei um meio de resolver a situação, mas sabia que se o fizesse não teria mais volta.

O problema é que eu não estava mais pensando em voltar atrás.

Ainda com sua mão em minha cintura, me apoiei em um joelho e coloquei uma perna de cada lado de seu corpo, sentando exatamente sobre o seu sexo. Um fato: se eu não fosse vampira, não teria conseguido fazer tudo isso perfeitamente sem descolar nossos lábios ou sem usar as mãos para me apoiar.

Edward levou as duas mãos à minha cintura, descendo mais à medida que eu intensificava o beijo, terminando por colocar uma mão em cada nádega. Soltei um gemido de desejo em sua boca, ao que ele respondeu apertando as mãos em minha bunda, e devorando meus lábios com mais vigor.

Percebi que estávamos mudando de posição e parei de beijá-lo. Procurei seus olhos e o desejo era evidente na íris que já começava a se tingir de vermelho.

Ele deitou completamente no palco, me deixando livre em cima de seu corpo. Minhas mãos desceram até seu tórax e eu comecei a desabotoar a camisa preta que ele usava. Para meu total espanto, com uma de suas mãos ele segurou as minhas duas, interrompendo o que eu estava fazendo.

― Mas o que...? ― comecei a protestar, mas ele não deixou.

― Eu conheço você um pouco. Não quero que se arrependa depois. Quero que fique consciente que tudo o que acontecer aqui vai ser porque nós dois queremos ― ele disse, seriamente.

― Se me conhecesse de verdade, ia saber que eu não faço nada do que vá me arrepender depois ― retruquei gravemente. Suavizei um pouco a voz e sorri. ― Não tenha medo, Edward. Eu ainda vou querer você amanhã.

Ele sorriu de volta e soltou minhas mãos, me deixando voltar ao meu trabalho de despi-lo.

Quando, finalmente, abri todos os botões, voltei a olhá-lo nos olhos. Ele encarava meu rosto com uma admiração quase divinal, como se nunca tivesse visto nada igual. Um sorriso bobo brincava em seus lábios. Aquela visão me fez derrubar qualquer dúvida que eu pudesse ter ainda.

Deixei sua blusa cair ao lado de seu corpo. Eu nunca havia visto nenhuma parte por baixo da roupa de Edward. E agora eu entendia tudo o que estivera perdendo.

Seus músculos eram definidos exatamente nos lugares certos, sem exageros. Do jeito exato que eu gostava. Sua pele era marfim, da mais perfeita cor e textura.

Desci as mãos, devagar, até o cós de sua calça jeans, mas ele me deteve.

― Minha vez de brincar um pouco ― ele sussurrou e apenas inverteu as posições de nossos corpos, me deitando com cuidado no chão de madeira do palco.

Sua mão, habilidosa, tocou a barra da blusa de tecido leve que eu usava, levantando-a com tanta reverência que tudo que eu conseguia fazer era sorrir, mais e mais, a cada mínimo toque de sua pele na minha enquanto ele removia a blusa, expondo o sutiã de renda branca.

Ele deitou sobre mim, não se preocupando em me esmagar com seu peso, pois é óbvio que não conseguiria, o toque da pele de seu tórax com o meu aumentando ainda mais o calor que nos consumia.

Seus lábios encontraram os meus e a urgência de outrora havia sumido. Ali havia apenas carinho... amor, talvez.

Ele tornou a levantar, sentando sobre minhas pernas e abrindo minha calça com cuidado. Eu gostava da maneira como ele me tratava, com tanto respeito e adoração, mas aquela lentidão era demasiadamente torturosa para o meu sexo quente que implorava para ter algo tocando-o urgentemente.

O que tornava a tortura ainda pior era saber, a cada vez que Edward me tocava, o que ele estava pensando. E ele estava pensando exatamente em aliviar meu sofrimento.

Quando eu estava apenas de lingerie, Edward tirou a própria calça jeans, revelando uma boxer – por que não seria? – também branca. Ele sorriu para mim, deitando ao meu lado no chão de madeira e puxando meu corpo para cima do seu.

― Eu não pensei que chegaríamos até aqui ― falei, olhando em seus olhos.

― Pois eu sabia que era exatamente aqui que chegaríamos ― ele devolveu, me puxando de encontro a si e cobrindo meus lábios com os seus.

Se algum dia eu já achei o poder de ler a mente de Edward uma penitência, hoje eu não poderia ter nada melhor a meu favor. Seus pensamentos impuros, inebriados pelo desejo, vinham a minha mente cada vez que ele me tocava, aumentando ainda mais a vontade tê-lo para mim.

Suas mãos habilidosas abriram o fecho traseiro do meu sutiã, tirando-o com habilidade, fazendo os mamilos túrgidos tocarem o tórax de Edward. Aquilo provocou prazer tanto em mim quanto nele, e eu não resisti ao impulso de rebolar em cima de seu sexo totalmente excitado. Sua mão desceu até a minha calcinha e, dessa vez, ele não teve a paciência de tirá-la com cuidado. Pelo contrário, Edward não perdeu tempo em arrancar a pequena peça de pano branca, me deixando totalmente nua em cima de seu corpo.

Por seus pensamentos eu conseguia perceber que meu sexo molhado escorria e ele conseguia sentir meus sulcos molhando seu membro excitado. Ele desceu os lábios que estavam devorando minha boca para o meu pescoço, chupando-o com volúpia, me fazendo ver as estrelas mais distantes. Mais uma vez, não resisti a rebolar em cima dele.

Acontece que dessa vez eu estava completamente nua, e o que separava nossos membros era apenas a cueca dele.

Edward rosnou em meu pescoço e em sua mente eu percebi o que já deveria ter feito há muito tempo.

Levei a mão que acariciava sua nuca até a cueca boxer e arranquei-a em menos de um segundo. Duas reações se seguiram a isso: um gemido de Edward, pois quando a cueca boxer saiu, seu membro tocou exatamente no meu clitóris; e um urro meu, pois aquele toque só serviu para levar embora qualquer sanidade que eu ainda pudesse conservar.

Edward voltou a inverter nossas posições, depositando meu corpo nu no chão, cobrindo-me com o seu. Depois de mais um beijo violento, senti seu corpo se erguer um pouco e, com um braço apoiando seu peso, Edward começar a forçar minha entrada ensopada com seu membro duro e pulsante.

Abri um pouco mais as pernas para recebê-lo, querendo gritar para que ele fosse mais rápido antes que eu entrasse em combustão espontânea a qualquer segundo.

Mas ele não parecia nem um pouco disposto a ir rápido. Edward entrou só com a cabecinha, retirando, apenas para entrar novamente, desta vez indo até a metade.

Tive vontade de gritar para ele que eu não era virgem, que ele fosse rápido e com força, mas achei que iria parecer um tanto desesperada se cedesse a esse impulso.

Edward segurou meu olhar com o seu e, enquanto eu estava perdida naquela iris vermelha, ele me penetrou totalmente, enterrando seu membro duro e grande com força, até o final. Cravei minhas unhas em seu ombro, e, antes mesmo que eu gritasse, seus lábios voltaram a cobrir os meus.

Beijei-o com toda a fúria do desejo que eu sentia, fazendo-o começar os movimentos de vai e vem que eu tanto ansiava. Agarrei seus cabelos com uma das mãos, descendo a outra até uma de suas nádegas e apertando-a com força.

A sincronia entre nós era tão perfeita que, com esse simples gesto, ele entendeu o que eu queria: nós não tínhamos supervelocidade apenas para correr. Eu queria que ele usasse a dele e foi exatamente o que ele fez.

Em uma velocidade um pouco mais alta para os humanos, mas que ainda era baixa para nós, ele começou a entrar e sair, firmando o aperto em minha cintura para que eu me mantivesse sob seu controle. Sua boca encontrou meu pescoço e ele sugou com força, fazendo os primeiros tremores começarem a me dominar.

Quando percebeu que eu estava chegando lá, Edward diminuiu o ritmo e voltou a me olhar nos olhos.

― Diga, Bella ― ele murmurou, o desejo transbordando em suas palavras. ― Diga quem vai te fazer ter um orgasmo hoje.

― Você? ― respondi, quase insana pelo orgasmo que estava prestes a me dominar.

Para minha frustração, Edward diminuiu ainda mais o ritmo.

― Não. Diga. Quem sou eu? ― ele insistiu, me olhando com um sorriso safado torturante.

― Edward ― eu disse e ele voltou a acelerar. ― Edward. ― eu repeti.

Mantendo um ritmo gostoso, só nosso, Edward nos fez chegar juntos ao orgasmo, murmurando meu nome incontáveis vezes em meu ouvido enquanto libertava todo seu líquido dentro de mim.

Ainda sentia meu sexo formigar quando Edward saiu de mim, deitando ao meu lado no chão de madeira.

Eu sabia, tanto quanto ele, que ambos estavam prontos para a próxima rodada. Sabia, aliás, que poderíamos ficar ali, fazendo sexo, sem cansar, por dias e dias. A única coisa que poderia nos fazer parar era a sede.

Mas, falando por mim, eu poderia ficar semanas sem me alimentar.

― Nunca pensei que a nossa primeira vez seria no chão ― ele comentou.

― E desde quando alguma coisa é normal, se tratando de Bella e Edward? ― retruquei, encarando o teto.

Ele riu e procurou minha mão direita, entrelaçando-a na sua. Seu polegar fazia círculos nas costas da minha mão enquanto seus pensamentos vagavam por tudo o que havia acontecido... e o que ele pretendia que acontecesse.

Como se parecesse lembrar o que aquele toque significava, ele sorriu e pensou em uma frase.

― Não seja bobo. Eu estive lendo tudo o que você pensou, esse tempo todo ― respondi, sorrindo também.

― Isso é estranho... Mas é legal, de uma certa forma.

Edward era bipolar, isso é um fato.

― Como assim legal? ― perguntei, franzindo o cenho para o teto.

― Acho que isso é parte da sincronia que nós temos, Bella. De você sempre saber o que eu quero... e vice-versa ― ele explicou.

Apoiei o corpo de lado em um cotovelo, encarando-o.

― Você não sabe mesmo o que quer, não é? Uma hora quer respostas, agora já está gostando ― eu disse e ele sorriu.

― Você faz isso comigo. ― Ele me olhou e seus olhos vermelhos estavam sinceros. ― Confunde meus pensamentos, meus sentidos. Meus sentimentos. ― Ele imitou minha posição, apoiando o corpo de lado. ― Eu não faço idéia de porque isso acontece. Mas não quero que isso acabe.

― Talvez, eu também não queira ― admiti sorrindo.

Edward aproximou-se para me beijar, mas eu recuei.

― O que? ― ele perguntou, a decepção tão sincera cobrindo seu rosto, quase me fazendo voltar atrás.

― Você sabe que se começarmos novamente, não vamos conseguir parar hoje. E não seria nada legal alguém chegar e nos encontrar aqui ― expliquei.

― Eu estou com a chave ― ele anunciou, procurando a chave nos bolsos da calça jeans largada a um canto.

― Mas o zelador do prédio deve ter a chave também e ― peguei o celular dentro do bolso da minha calça jogada para o outro lado ― já passa das 20h. A qualquer hora ele chega.

Edward concordou com um aceno de cabeça.

Nos vestimos rapidamente ― ele tentando ignorar o fato de eu estar sem calcinha, e eu ignorando que ele estava sem cueca ―, nos preocupando em não deixar qualquer vestígio nosso por ali. Desligamos as luzes e trancamos o teatro, andando juntos para a secretaria.

― Como foram os ensaios? ― a secretária perguntou a Edward enquanto ele devolvia a chave do teatro.

― Bastante produtivos ― ele respondeu e eu mordi os lábios para não acabar caindo na gargalhada e me denunciando.

― Quer que eu o deixe em casa? ― perguntei a ele quando estávamos no estacionamento, vazio, exceto pelo meu Vanquish.

― Não, eu vou com você até a Reserva. ― Ergui uma sobrancelha e ele sorriu. ― A não ser que você não me queira por lá.

― Nenhuma objeção quanto a isso ― retruquei, desativando o alarme do carro e indicando que ele entrasse.

Mantivemos uma conversa tranqüila durante a pequena viagem. Como ele não estava falando comigo direito nos dias anteriores, as perguntas do nosso jogo estavam acumuladas e nós nos revezávamos para perguntar. Os temas eram neutros, bobos, como a cor preferida ou o melhor lugar do mundo.

― A Noruega, Bella? E por quê? ― ele franziu o cenho para mim.

― Eu já estive lá. É um lugar lindo. E é o melhor lugar do mundo para se viver. ― Ele continuava me olhando incrédulo. ― O sol da meia noite. Lá é um dos países que acontece. É simplesmente maravilhoso.

― Ah. Certo. Isso é algo que eu sempre desejei ver ― ele concordou.

― Quem sabe um dia eu não mostro a você? Já pensou em ser nômade? ― sugeri.

― Não. Não sei se seria boa idéia.

Chegamos a minha casa e eu desliguei o motor do carro, saindo ao mesmo tempo que Edward. Ele deu a volta na frente do veículo, vindo ao meu encontro.

― Se incomoda se eu ficar um pouco? ― ele pediu.

― Não mesmo. Quer entrar?

― Acho que estamos bem aqui. ― Ele se encostou no carro, puxando-me pela cintura e me abraçando. ― Eu adoro o seu cheiro. Já disse isso? ― E aspirou fortemente a curva do meu pescoço.

― Acho que já. Mas eu não me incomodaria se dissesse mais vezes ― respondi, sorrindo em seu pescoço.

― Aliás, eu gosto de tudo em você. ― Eu vi quando ele se lembrou de algo. ― Bem, não de tudo, eu acho.

― Não vou mais tentar mudar você. Não enquanto você não queira ― confortei-o.

Ficamos algum tempo abraçados naquela posição, como se o tempo não estivesse passando, ou como se não nos importássemos com isso.

E, para falar a verdade, eu realmente não estava me importando.

Edward teve um pensamento inusitado e eu não pude deixar de rir.

― O que foi? ― ele perguntou. Antes que eu respondesse, ele lembrou que eu lia seus pensamentos e sorriu sem jeito. ― Ah. Hum. Foi só uma idéia, você sabe.

― Foi a segunda melhor idéia que você teve hoje ― anunciei.

Meus braços envolviam seu pescoço, nossos rostos estavam frente a frente e eu amei ver o sorriso magnífico que ele abriu quando eu aceitei sua idéia.

― James não vai se incomodar? ― ele ponderou.

― A casa também é minha, Edward. E você está oficialmente convidado para dormir aqui hoje.

Seu sorriso se alargou e ele me beijou, daquele jeito que só ele sabia fazer.

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(N/A: Olááá! Então, amores, gostaram? Espero que sim, porque...

Bem, tenho um aviso muito chato a dar. Seguinte:

Vou ter que suspender a fic por algum tempo. Vocês estão percebendo que eu estou demorando demais para postar e isso não é negligência da minha parte. É falta de tempo mesmo.

Não sei se já mencionei aqui, mas estou fazendo vestibular para medicina e a Universidade do meu estado adotou o Enem. A prova está super perto e meu tempo de internet vai ficar mais curto ainda.

Entendam que eu poderia simplesmente sumir... Acreditem, seria mais fácil. Eu vou sentir mais falta de JLM do que vocês. Mas, não, estou dando uma satisfação porque eu não sou nenhuma irresponsável de deixar ninguém na mão.

Mas as postagens já têm data para voltar: dia 19 de Dezembro é minha última prova, então dia 26/12 [após o Natal] eu volto a postar normalmente. Até lá, já estarei de férias, então vou me dedicar inteiramente a minha fic querida. *-*

E, não pensem que vou deixar vocês sem nada: dia 24/10, dêem uma passada aqui no meu perfil... Terei uma surpresa ótima!

Conto com a compreensão de todas...

Eu não abandonarei JLM! Não mesmo!

Beijos, até mais.)