18 – Aprendendo a Ceder
Edward e eu estávamos sentados no telhado. James havia saído para nos dar um pouco de privacidade e eu resolvi mostrar nosso canto "secreto" a Edward. A situação com Alec estava me preocupando, mas no momento havia coisas mais importantes em minha mente.
Eu tinha que confrontá-lo. Apesar de estar apaixonada por Edward, eu não podia deixar passar o fato de sempre ter achado errado o que ele estava fazendo, bebendo o sangue de pessoas inocentes. Por mais que ele não as matasse, aquilo ainda era errado.
Um vez, eu e James cogitamos o que eu faria caso me envolvesse realmente com Edward. Se eu conseguiria passar por cima do fato de ele beber sangue humano. Bem, agora eu tinha uma resposta.
― Precisamos conversar sobre uma coisa ― falei, de repente.
Ele estava sentado com as pernas encolhidas, o braço em volta delas. Eu estava em posição de Buda, fingindo concentração em algum ponto distante da praia.
― O quê? ― ele perguntou, embora eu suspeitasse que ele sabia do que íamos falar.
― Escute, Edward ― comecei, chamando sua atenção para mim. Seus olhos procuraram meu rosto e uma ruga se formou em sua testa quando ele viu minha expressão. ― Eu não queria pressioná-lo. Não queria tentar mudar você. Mas preciso que entenda uma coisa. ― Fiz uma pausa, esperando que ele falasse algo, mas ele continuou em silêncio. Suspirei antes de continuar. ― O fato de você continuar bebendo sangue humano me incomoda profundamente. Pior: o fato de você fazer isso enquanto transa com uma humana qualquer não apenas me enoja; eu me sinto traída, suja, como se fosse eu mesma a fazer isso.
Ele respirou fundo. Era visível que Edward estava se controlando para não explodir ou algo do tipo. Eu sabia que o estava forçando, mas já havia pensado bastante no assunto e chegado à conclusão que, uma hora ou outra, teríamos que falar sobre isso. Pois a nossa relação, simplesmente, não podia continuar enquanto ele continuasse fazendo aquilo que eu repugnei durante toda a minha existência vampira.
Ele respirou fundo. Era visível que Edward estava se controlando para não explodir ou algo do tipo. Eu sabia que o estava forçando, mas já havia pensado bastante no assunto e chegado à conclusão que, uma hora ou outra, teríamos que falar sobre isso. Pois a nossa relação, simplesmente, não podia continuar enquanto ele continuasse fazendo aquilo que eu repugnei durante toda a minha existência vampira.
― Bella, eu não ia falar isso a você enquanto não tivesse algo de concreto ― ele começou, passando as mãos nos cabelos revoltos. ― Mas Alice está procurando duas pessoas que podem acabar com essa guerra entre você e Carlisle. Ou melhor, duas pessoas que podem me dar provas de quem está falando a verdade, afinal.
― Quem poderia ser? ― perguntei, incrédula que isso pudesse acontecer.
― Carmem e Eleazar ― ele respondeu, como se aquilo fosse óbvio.
E ele tinha razão. Isso, realmente, era óbvio. Se havia duas pessoas que sabiam da verdade sobre a briga entre Carlisle e eu, estes eram Carmem e Eleazar. Se Alice realmente conseguisse falar com eles, os dois poderiam esclarecer a verdade. Então Edward veria que eu estava certa o tempo todo.
Aquilo, porém, não resolvia todos os nossos problemas.
― E quando você constatar que eu estou falando a verdade? O que vai fazer? ― perguntei, por mais que temesse sua resposta.
Meu medo era ele dizer que ia continuar vivendo com Carlisle, independente da verdade. Mas não foi o que ele disse.
― Se a verdade está com você, eu não sei se sou capaz de perdoar Carlisle. ― A amargura transparecia em sua voz. ― Eu sempre achei que era um monstro, Bella. Carlisle sempre me fez achar que beber sangue humano era o certo. Quando você entrou em minha vida, porém, eu percebi que muito do que acreditava poderia estar errado. Inclusive isso.
Um sorriso sincero brotou em meus lábios. Aquilo era mais do que perfeito. Edward se dispondo a acreditar em mim. Querendo enxergar o que estava errado.
― O quão perto Alice está de encontrá-los? ― perguntei, sem esconder a excitação na voz.
― Não muito ― ele respondeu, parecendo triste com isso. ― A última vez que eles foram vistos, estavam na Argentina. Ninguém sabe para onde eles foram ou para onde vão.
― E como vocês estão fazendo para localizá-los?
― Alice conseguiu alguns contatos de Carlisle. ― Bufei e ele se apressou a explicar. ― Ele não sabe disso. Estamos contatando todos que conhecemos na América do Sul, qualquer pista deles já nos serve.
― Acho que talvez Tanya possa saber de algo ― cogitei. ― Eles costumavam ser muito amigos das Denali.
― Posso perguntar algo que me intriga? ― ele falou, de repente virando de frente para mim.
― Claro.
― Como você foi morar com as Denali? Como conheceu e foi morar com elas? ― ele falou, estudando meu rosto.
― Através de Carmem e Eleazar. Depois que os conheci, eles me ajudaram nessa dieta vegetariana por algum tempo, que foi o período em que fui totalmente nômade, e depois me apresentaram às Denali ― falei. ― Passamos algum tempo com elas, durante o qual fui convidada a me juntar ao Clã. Relutei um pouco, mas acabei aceitando. Carmem e Eleazar partiram, enquanto eu fiquei com Kate, Tanya e Irina.
― E você ficou com elas quanto tempo antes de partir?
― Bem, na verdade, nunca passei muito tempo em casa. Gastava a maior parte do meu tempo viajando, até vir para Forks. ― Lembrei da última viagem que havia feito, para Moscou, e senti uma pontada de saudade. ― Na verdade, já estou com saudades de estar em movimento.
― Você acha que eu conseguiria me adaptar a ser nômade? ― ele perguntou, com um entonação estranha na voz.
― Não é algo difícil. Eu, particularmente, gosto bastante. ― Desviei meus olhos, que estavam na praia, para os seus. Sua íris era do mais puro vermelho. ― Por que está me perguntando isso?
― Por nada. ― Seus olhos deixaram os meus e se prenderam em algum ponto às minhas costas. ― Se Carlisle estiver errado e eu acabar saindo da casa dele, vou precisar arrumar um jeito de viver. Não tenho outro lugar para ficar, então, acho que terei que ser nômade.
― Quem está dizendo que você não tem um lugar para ficar? ― soltei, sem nem mesmo pensar no que estava dizendo.
Ele voltou os olhos para mim, erguendo uma sobrancelha, e deu uma risada.
― Aposto que em dois minutos você vai se arrepender de ter dito isso ― ele adivinhou, baixando os olhos para suas mãos cruzadas.
Não respondi àquele comentário, apenas seguindo o ditado do "quem cala, consente". Não é que eu não quisesse Edward por perto, nem nada disso, era apenas que eu não sabia se estava preparada para morar com outro homem assim, como um casal. James era diferente. Nós éramos como irmãos.
― De qualquer forma, eu vou ajudá-lo. ― Seu rosto estava com uma expressão diferente, algo que eu não consegui identificar a princípio. ― Mas, agora, eu acho que não deveríamos nos preocupar com isso.
― E por que não? ― ele perguntou, deslizando seus dedos quentes em minha coxa, subindo perigosamente para minha virilha.
― Porque ― comecei a responder, lançando meus braços ao redor de seu pescoço e infiltrando as duas mãos em seus cabelos ― tenho coisas melhores a fazer com você agora.
― Como o quê, por exemplo? ― ele falou, pontuando a pergunta com um beijo rápido em meus lábios.
― Deixe que eu mostre a você ― respondi simplesmente, puxando seu rosto de encontro ao meu e recebendo seus lábios com os meus entreabertos.
Nossas bocas se tocaram com um carinho contido há dias, uma saudade que não havia sido expressa em palavras e que nenhum dos dois parecia saber que estava ali. A carícia de seus lábios nos meus era quente, convidativa, gentil e sedutora. Sua boca se fechou sobre meu lábio inferior, sugando-o de leve, fazendo uma corrente de excitação percorrer meu corpo em questão de segundos.
Suas mãos subiram para minhas costas, puxando a ponta de meus cabelos sutilmente, ao contrário de meus dedos, que não tinham nada de gentis arranhando seu couro cabeludo. Sua língua quente e habilidosa pediu passagem entre meus lábios, procurando a minha com avidez e desejo. Quando nossos paladares se encontraram, nosso resto de controle se foi e, em um gesto tão rápido que apenas para nós seria possível, ele deitou meu corpo sobre o telhado, ficando por cima de mim e passando a percorrer meus pontos mais sensíveis com suas mãos.
Antes que eu pudesse prever ou protestar – meu desejo estava nublando qualquer pensamentos que eu pudesse captar dele – minha blusa foi rasgada e o pedaço de pano jogado para um ponto qualquer que eu não tive tempo de captar. Olhei para Edward e uma expressão inédita para mim preenchia seu rosto. Perigo.
Seus olhos vermelhos perscrutavam meu colo exposto com a minúcia com que um predador estuda a presa. Os lábios de Edward estavam entreabertos, vermelhos, e sua respiração saia entrecortada. A língua dele saiu ameaçadora da boca, umedecendo sensualmente os lábios e o canto da boca. Apenas um adjetivo me vinha à mente para descrevê-lo àquela hora, e era o último que eu esperava usar com Edward. Perigoso.
Aquilo, ao invés de me afastar ou causar medo, provocou o inesperado. Tesão. Desejo. Senti meu corpo esquentar como há muito não sentia, até mesmo como nem julgava ser possível, dado que eu estava morta. Ele estava sentado exatamente sobre meu sexo, que estava cada vez mais úmido, de forma que, quando eu ondulei meu corpo procurando algum atrito, nossos sexos se friccionaram de forma enlouquecedora, fazendo um arfar escapar de meus lábios.
Meu sutiã teve o mesmo destino da blusa e, sem dispensar sequer mais uma olhada para mim, Edward caiu de boca em meus seios assim que eles se encontraram expostos, arrancando um pequeno grito de minha garganta. Sua língua fazia o contorno do mamilo esquerdo enquanto suas mãos estimulavam – mais ainda - o direito. Seus lábios sugaram meu seio com força, prendendo o mamilo entre os dentes, causando uma sensação gostosa e, ao mesmo tempo, dolorida. Quando a boca de Edward saiu do seio esquerdo para o direito, tudo em que eu conseguia pensar era em seus lábios chupando meu seio com uma volúpia arrebatadora, que dispensava qualquer pensamento coerente.
Minhas mãos estavam a ponto de arrancar seus cabelos, enquanto eu me contorcia sob ele. Tateei por suas costas, apertando os músculos contraídos entre meus dedos, arranhando com força sua pele quando um chupão particularmente forte seu em meu seio provocou um barulho alto de sugação.
Seus lábios deixaram meus seios, subindo por meu pescoço com beijos molhados e mordidas quase fortes. Quando sua boca encontrou a minha, nos beijamos com tanta força e violência, que era como se o mundo pudesse acabar a qualquer instante e tudo que queríamos era estar nos beijando quando isso acontecesse.
Minhas mãos desceram rápidas de suas costas, parando no cós de sua calça e tirando-a, amaldiçoando-o por não poder rasgar aquela peça e poupar tempo. Por outro lado, eu não via problema em ele voltar para casa sem camisa, então, simplesmente rasguei o pano, jogando-o assim como ele fizera com minha blusa.
Edward agora estava apenas de cueca e, quando eu fiz menção de libertar seu membro, ele deteve minha mão, deixando minha boca por alguns segundos apenas para lançar um olhar carrancudo para a minha calça jeans. Mas, bem, quem disse que eu queria ele dentro de mim agora?
― Não é aí que eu quero você agora ― expliquei, arrancando sua boxer antes que ele pudesse replicar. ― Me deixe sentir seu gosto, e depois você terá tempo para fazer o que quiser.
Vi uma resposta se formar em seus lábios e ser esquecida quando eu, provocadoramente, umedeci os meus com a ponta da língua. Suas duas sobrancelhas se ergueram quando a compreensão do que eu queria fazer finalmente atingiu-o e um sorriso cínico brotou em seus lábios.
Ele colocou uma perna de cada lado do meu corpo, se apoiando sobre os joelhos. Uma de suas mãos foi parar em seu membro, começando a masturbá-lo com uma lentidão exagerada, enquanto seus olhos capturavam os meus em uma hipnose que só ele sabia fazer.
― É isso que você quer? ― ele perguntou, batendo em minha barriga com seu membro endurecido.
― Uhum ― foi só o que consegui responder, sentindo minha boca se encher de veneno apenas por pensar em tê-lo em meus lábios. ― Oh, você é tão cavalheiro... Por que não o traz aqui para mim? ― sugeri, erguendo uma sobrancelha para ele.
Sua boca, mais uma vez, se curvou naquele sorriso cínico, enquanto ele, ainda com um joelho de cada lado do meu corpo, se aproximava de meus lábios. Quando seu membro estava perto do meu rosto, ousei olhar seu rosto. Seus dentes mordiam o lábio inferior e seus olhos vermelhos estavam coberto de desejo. Aquele era o último incentivo que eu precisava.
Apoiando minhas mãos em suas coxas, puxei seu sexo de encontro à minha boca, cobrindo-o primeiramente por inteiro. Senti o corpo de Edward se contrair ao toque de minha boca em seu membro e, quando minhas unhas se enterraram em sua carne para movê-lo ao meu ritmo, suas mãos foram para os meus cabelos, puxando-os com mais força do que eu já o havia visto usar comigo.
Comecei a mover minha boca sobre seu membro, chupando-o com uma lentidão exagerada, apenas para provocá-lo um pouco mais. Quando cheguei à "cabeça", soltei-o com uma chupada um pouco forte, terminando com um estalido. Suas mãos continuavam em minha cabeça, sua respiração ofegantes chegando ao meu rosto, quando, mais uma vez, eu caí de boca em seu membro. Dessa vez, eu não precisei guiá-lo.
Seus quadris se movimentavam de encontro à minha boca, suas mãos usando minha cabeça como apoio. Ele estava no comando. Ele estava ditando o ritmo com o qual eu deveria chupá-lo. E, apesar de Edward ser particularmente maior do que eu estava acostumada, eu conseguia engoli-lo por inteiro, arrancando dele gemidos quando encostava em minha garganta.
Edward se movia em um "vai-e-vem" gostoso, não muito devagar, nem muito rápido, o que me permitia saboreá-lo e, ao mesmo tempo, dar-lhe todo o prazer que conseguia. Quando eu usei os dentes para arranhá-lo de leve, ele aumentou o ritmo das estocadas em minha boca, e eu senti suas coxas se contraírem sob minhas mãos, prenunciando o orgasmo.
Senti seu olhar descendo ao meu e percebi que havia uma pergunta em seus olhos. Vasculhei por algo em seus pensamentos e encontrei o que ele estava perguntando.
"Quer que eu saia?"
Demorei um segundo para entender o que ele perguntava. Pois bem, Edward estava muito enganado se pensava que eu o deixaria gozar fora.
Dei uma piscadela marota para ele, sorrindo com seu membro em minha boca, esperando que ele tivesse entendido minha resposta. Quando seu corpo começou a se contrair mais violentamente, eu soube que ele havia entendido, pois seu líquido começou a ser derramado todo em minha boca. Capturei seus olhos, exigindo que ele olhasse enquanto eu o sugava por inteiro, chupando até a última gota do que ele tinha para me oferecer.
Dando mais algumas lambidas, retirei minha boca dele, fazendo aquele mesmo estalido de sucção quando meus lábios deixaram de tocá-lo. Ele deitou ao meu lado, me puxando rapidamente para cima de seu corpo.
― Eu já disse hoje o quanto você é perfeita? ― ele perguntou, colocando uma mecha de meu cabelo atrás da orelha.
― Deixe para dizer isso quando eu tiver terminado com você ― respondi, cobrindo meus lábios com os seus.
Dessa vez, começamos já acelerados, sem tempo para carinho ou amor. O que havia ali era puro desejo e uma vontade louca de saciar o tempo que estivemos separados.
Era quase como se estivéssemos esperando a existência toda por aquele momento.
Suas mãos procuraram minhas nádegas, não perdendo tempo em apertá-las com força, friccionando nossos sexos de uma maneira absurdamente sensual. O membro dele já se encontrava totalmente preparado e eu sentia o líquido escorrendo por minha entrada, tamanho era o estado de excitação em que eu me encontrava.
Sem perder mais tempo, Edward inverteu a posição de nossos corpos, ficando por cima apenas para me penetrar lentamente, indo até a metade e tirando tudo, apenas para entrar um pouco mais e sair novamente. Quando ele entrou outra vez, foi enterrando tudo, até o fundo, minhas unhas cravando fortemente em seu pescoço e meus lábios mordendo os seus sem delicadeza. Meus mamilos túmidos roçavam em seu tórax e, quando ele se deu conta do quanto aquela fricção me excitava, levou uma das mãos até um seio, massageando a carne com uma habilidade perturbadora.
― Rápido ― balbuciei, ansiosa por vê-lo alcançar o ritmo que eu queria.
Sem qualquer palavra, ele aumentou o ritmo das estocadas, apoiando uma das mãos na lateral do meu corpo para manter o equilíbrio. Alcançando aquela velocidade que era só nossa, ele estocou fundo e com força, fazendo meu sexo se contrair em torno de seu membro, quando sentia um orgasmo poderoso se espalhando por mim. Vi quando seus olhos se apertaram e, com uma palavra em uma língua que – espantosamente - eu não conhecia, seu líquido se derramou dentro de mim, me dando uma sensação de completa felicidade por tê-lo feito gozar pela segunda vez na noite.
Edward deixou seu corpo cair sobre o meu – uma das vantagens de eu ser vampira, ou não teria suportado seu peso – enquanto se deixava dominar pelos últimos espasmos do orgasmo.
Sua boca imediatamente procurou meu pescoço, começando a traçar uma linha de beijos molhados até a minha boca. Sua língua encontrou a minha sem pressa e eu ri quando vi o que ele iria fazer.
Edward inverteu a posição de nossos corpos, ficando sentado comigo por cima, em seu colo, nossos sexos ainda inteiramente conectados.
― Me mostre o que você tem, Isabella.
Eu nunca gostei de ouvir meu nome inteiro. Mas, ouvindo-o sair sensualmente da boca de Edward, tudo em que eu conseguia pensar era em ser dele. E nada mais importava àquela noite.
Meus lábios foram parar em seu pescoço, mordendo e sugando sensualmente, enquanto suas mãos procuravam meus seios violentamente. Ficamos naquela dança de provocação por um bom tempo, usando apenas língua e dentes, até que eu senti seu membro completamente endurecido dentro de mim.
Fiz um movimento pequeno com os quadris e suas mãos imediatamente desceram para minha cintura. Agora eram seus lábios que procuravam meu pescoço, fazendo-me jogar a cabeça para trás em deleite, apenas aproveitando aquele calor anormal que emanava do contato de nossos corpos. Suas mãos começaram a movimentar meus quadris em torno dele, arrancando um gemido meu quando seus dentes apertaram a pele fina de meu pescoço, quase como se ele quisesse mesmo ferir a pele.
No meio de toda a nossa luxúria, captei um fio de pensamento seu e lembrei de algo que ele havia me dito.
"Sangue". Ele pensou, mordendo minha pele com mais força.
Sangue. Essa era a única coisa que eu não dava a ele. E, bem, eu sabia que quando parasse para pensar nisso depois, talvez eu me arrependesse. Mas agora não era hora de pensar. Só o que eu conseguia sentir era a sensualidade do que seria Edward tirando sangue de mim ali, durante o sexo.
― Morda ― ordenei, puxando seus cabelos para manter sua cabeça perto do meu pescoço.
Senti uma breve hesitação da sua parte, um pensamento rápido lhe ocorrendo, sumindo com a mesma velocidade que apareceu.
"Nós vamos nos arrepender disso depois."
Mas, quando seus dentes arranharam a pele do meu pescoço, uma coisa melhor ainda lhe ocorreu. Um grunhido deixou minha garganta ante àquela idéia perfeita. A oportunidade estava ali.
― Faça isso ― ordenei novamente, puxando seus cabelos para que ele voltasse a me olhar nos olhos. ― O sangue flui melhor na virilha. Faça isso.
Um brilho momentâneo passou em seu olhar, rapidamente sendo substituído por aquela expressão perigosa que eu havia visto antes. Ele desconectou nossos sexos, deitando meu corpo gentilmente no telhado e se ajoelhando ao meu lado. Uma de suas mãos se apoiou em minha coxa, enquanto a outra foi parar em meu sexo. E, então, sem qualquer aviso, sua boca desceu até a artéria que passava ao lado esquerdo da minha virilha, seus dentes afiados rasgando a carne.
Edward começou a sugar o sangue que passava ali, ao mesmo tempo que seus dedos maravilhosos trabalhavam em meu clitóris. Tive que cravar minhas mãos no telhado ao lado do meu corpo, para conseguir manter algum controle. Eu quase não sentia a dor causada pela sucção, apenas o prazer de suas mãos em meu sexo. E, quando dois de seus dedos me adentraram, um grito escapou de meus lábios, enquanto ele começava a bombar para dentro de mim.
Seus dedos pareciam alcançar todas as minhas terminações nervosas de uma vez, enquanto eu sentia o sangue sendo drenado do meu corpo. Ousei erguer um pouco a cabeça e a cena que eu vi quase me fez gozar em dois segundos. Eu podia ver a mão de Edward sumindo em meu sexo, enquanto seus lábios vermelhos se fechavam em torno de um ponto específico em minha virilha. Se eu não estivesse sentindo meu sangue saindo, poderia jurar que ele estava apenas depositando um beijo naquele lugar.
Quando seus movimentos dentro de mim ficaram mais fortes, deixei meu corpo cair novamente, apenas murmurando palavras incompreensíveis e gemendo seu nome loucamente, sentindo meu corpo se contrair todo em tornos de seus dedos, um orgasmo potente me atingindo. Assim que meu corpo começou a relaxar, Edward deu uma última sugada, passando a língua no local para fechar a ferida.
Ele levantou a cabeça para procurar meus olhos e eu não sei o que ele viu ali, mas isso o fez abrir um sorriso magnífico. Edward voltou a deitar sobre mim, cobrindo minha boca com a sua.
Quando nossas línguas se tocaram, eu não estava preparada para aquilo.
Sim, pois sua boca ainda tinha gosto de sangue e eu pude sentir aquilo em minha língua. Mesmo sendo meu sangue, o sabor parecia diferente para mim, diferente do sangue que eu vinha bebendo há séculos. Era um gosto poderoso, convidativo. Eu queria mais daquilo.
Edward sentiu quando eu acelerei o beijo, sugando sem cuidado sua boca com a minha, querendo aproveitar qualquer gota de sangue que ainda pudesse estar ali dentro. Suas mãos percorrendo a lateral do meu corpo também não me ajudaram a recobrar a racionalidade. Tudo em que eu pensava era naquele gosto.
Beijei-o até que não houvesse mais vestígio algum daquele gosto em nosso beijo. Quando nosso lábios se deixaram, vi seus lábios extremamente vermelhos e inchados pelo beijo, sentindo que os meus deveriam estar da mesma maneira.
― Isso foi... ― comecei.
― Fantástico ― ele concluiu.
― E errado ― completei.
Nada mais foi dito por alguns instantes. Minha parte racional apenas dizia que eu havia feito tudo errado, me deixando levar pelo desejo. Mas a parte passional dizia que não havia nada de errado, que aquilo tinha dado prazer a nós dois e era isso que importava. Por enquanto, eu não sabia qual parte era a mais correta.
Entramos em casa e passamos o resto da noite sentados na biblioteca conversando sobre assuntos banais. Edward estava tentando me desviar dos assuntos sérios, dizendo que nós passávamos pouco tempo a sós e que deveríamos apenas aproveitar aquele momento juntos. Eu estava concordando com ele apenas porque eu mesma não queria pressioná-lo novamente. Não depois do que havíamos acabado de fazer no telhado.
― Posso fazer uma pergunta? ― eu falei.
Eu estava sentada no sofá e ele deitado, a cabeça em meu colo, enquanto eu acariciava seus cabelos macios.
― Claro. Tecnicamente, nosso jogo ainda está valendo ― ele respondeu, com um sorriso torto adorável.
― Se eu o convidasse para vir comigo e James quando formos caçar, você viria? ― falei tão rápido que um ouvido humano com certeza teria dificuldade para acompanhar.
Edward suspirou, o sorriso imediatamente sumindo de seu rosto e uma expressão atormentada dando lugar à tranqüila.
― Não estou pedindo para você caçar conosco ― apressei-me a explicar, antes que ele pensasse que eu estava pressionando a algo. ― Apenas para vir e olhar. Ver como nós fazemos. Prometo não forçá-lo a nada que você não queira.
Ele ficou um tempo pensando, tempo este que eu parei de tocá-lo. Não queria saber que tipo de pensamentos ele poderia estar tendo àquela hora. Eles provavelmente não me interessavam, ou até mesmo me machucariam.
― Eu vou ― ele respondeu, finalmente. ― Não acho que vá mudar algo do que eu penso sobre esse tipo de dieta, mas não custa nada matar essa curiosidade.
― Você tem curiosidade sobre o quê, exatamente? ― perguntei, confusa.
― Sobre ver você caçando algum bicho feroz ― ele falou, sem titubear. ― Deve ser sexy.
Não pude deixar de rir, revirando os olhos e dando um tapa leve em sua testa.
― Vou combinar com James para irmos nesse final de semana.
Assim, quando as aulas terminaram na sexta-feira, James ficou encarregado de avisar à professora que nem eu, nem ele, nem Edward ensaiaríamos naquele dia. Ela, como esperávamos, não ficou nada feliz com a notícia, mas James usou todo o seu poder "persuasivo" para convencê-la.
Edward ficou particularmente curioso com isso. Mas apenas quando estávamos no meu carro, indo para Great Rocks Wilderness, é que ele teve oportunidade de perguntar. Eu estava dirigindo, James ao meu lado e Edward no banco de trás – para sua total frustração.
― Como assim, "persuasão"? ― ele fez as aspas no ar.
― Eu posso convencê-la do que eu quero. A menos que ela perceba o que eu estou fazendo ― James explicou. ― E, para falar a verdade, é mais útil com os humanos. Os vampiros quase sempre percebem quando tento fazer isso.
― Não é tão legal ― completei, recebendo um olhar carrancudo de James. Pisquei de lado para ele e ele bagunçou meu cabelo.
(N/A: I Love You 5 – Never Shout Never)
Conversamos animados a viagem inteira, falando sobre coisas banais, como a escola e os adolescentes bobos de lá, e coisas sérias, como Victoria e Alec. James, eu percebi, estava tentando evitar esse assunto e eu fiquei agradecida. Assim que o clima ficava tenso e a conversa pesada demais, ele e Edward logo engatavam discussões sobre beisebol ou qualquer outro esporte.
Quando uma música animada começou a tocar no rádio, James aumentou o volume, sorrindo para Edward.
― Eu deixo você cantar essa ― ele disse para Edward e eu vi quando ele meneou a cabeça em minha direção.
― I Love you one, two, three, shooby-doo* ― Edward realmente cantou e eu não consegui reprimir a gargalhada. ― I love you four, that's more than I can afford.**― Senti seus olhos me procurando no retrovisor e quando eu realmente olhei para ele, meu sorriso aumentou mais ainda. ― And I can tell, someday that I'm gonna say the truth, I love you Five.***
A música por si só era engraçada, mas ver Edward interpretando-a tão fortemente me fazia rir mais do que qualquer outra coisa. Ele segurava um microfone imaginário em frente à boca, apontando para mim sempre que a música falava "you".
― I've been walking around trying to figure out why I am feelings that I'm feeling now**** ― ele piscou para mim quando terminou essa frase e eu revirei os olhos, ainda sorrindo.
Para meu azar, James se juntou a ele, e os dois começaram a cantar alto, interpretando como se eles próprios fossem da banda.
― I love you five!***** ― os dois gritaram, quando a música acabou, batendo palmas e rindo como dois adolescentes.
― O que eu faço com vocês dois? ― perguntei, mais para mim mesma do que esperando resposta.
― Depois de toda essa declaração de amor? Você deveria nos amar, apenas isso ― James respondeu, me olhando como se eu fosse alguma retardada, mas ainda rindo.
Estava prestes a dizer "eu já amo vocês", mas me detive a tempo de cometer essa besteira. James poderia não estar levando aquilo tão a sério, mas teria outras implicações para Edward. Mordi o lábio, evitando falar qualquer coisa, e voltei a dirigir em silêncio, perdida em meus próprios pensamentos.
Chegamos a Great Rocks Wilderness antes de amanhecer. Montamos uma barraca escondida atrás de algumas árvores, apenas para que pudéssemos trocar de roupa com privacidade quando fosse preciso.
Eu havia ido àquele lugar apenas uma vez com James. Eu gostava dali. Por ser um lugar particularmente perigoso para os humanos, por causa dos ursos selvagens, era tranqüilo, silencioso. E a diferença do ar das montanhas para o ar da cidade era claramente sentida por qualquer um.
Assim que armamos a barraca, obviamente distanciada do ponto onde os ursos se concentravam, deixamos nossos pertences e começamos a correr para a nossa caça.
Quando senti o cheiro dos primeiros ursos, a sede queimou minha garganta. Eu nunca havia ficado tão necessitada de sangue. Não que estivesse algum tempo sem caçar, mas quando Edward me sugou ele consumiu mais do que deveria, deixando pouco para minhas reservas. Seria preciso, no mínimo, dois ursos para me saciar.
Seguimos a trilha que os ursos deixavam, ficando cada vez mais longe do ponto que havíamos partido. Quando o cheiro começou a ficar mais forte e nossa audição apurada captou alguns sons característicos, diminuímos a velocidade, quase fazendo Edward, que corria atrás de nós, colidir com meu corpo.
― Cuidado ― murmurei para ele, lançando-lhe um meio sorriso.
Espreitamos por trás de algumas árvores. Quatro ursos, dois adultos e dois filhotes, brincavam ali perto, totalmente alheios à nossa presença. Eu e James nos olhamos e, com um aceno de cabeça dele, eu o segui para mais perto de nossa presa.
― Fique aqui ― ordenei a Edward, apenas mexendo os lábios, sem emitir som algum.
Andei fazendo o mínimo de barulho, atrás de James, com o corpo um pouco curvado, pronta para atacar a qualquer instante. Conseguimos cercar os ursos, ficando cada um de um lado, sem que eles nos notassem. Apenas mexendo os lábios, contei até três, pulando em cima do urso maior, ao mesmo tempo em que James atacava o outro adulto. Cravei os dentes na garganta do meu urso, cortando uma artéria que eu sabia que o mataria na hora.
James já havia matado o seu e lutava com os dois filhotes. Quando pensei em ajudá-lo, ele conseguiu matar um deles, levando menos de meio minuto para cuidar do outro.
Ele olhou para mim, dando aquele sorriso cínico, e olhando para suas roupas rasgadas. A calça jeans tinha um rasgão enorme na coxa, a blusa era apenas um trapo enrolado em seu corpo. Quanto à mim, estava apenas com o cabelo bagunçado e um rasgão pequeno na parte da frente da roupa, expondo minha barriga.
― Por que eu sempre consigo voltar menos rasgada que você? ― perguntei, sem deixar de sorrir.
― Porque você não se diverte como eu ― ele respondeu. Então, olhou para a chacina à nossa frente e de novo para mim. Minha boca estava cheia de veneno, a sede em minha garganta pedindo por aquele sangue fresco. ― Bon apèttit, mon amour― ele falou, com uma reverência galante.
Sem perder mais tempo, deixei a sede me dominar, avançando no urso que havia matado primeiro e achando o ponto exato onde o sangue fluía com mais facilidade em seu pescoço. A circulação estava fraca, me fazendo ter que sugá-lo com um pouco de força, uma sensação incrível me dominando quando seu sangue entrou em contato com minha garganta.
Acabou mais rápido do que esperava e eu ainda não estava totalmente saciada. Passei para um dos ursos menores, sugando-o tão rápido quanto o outro. Quando acabei, a sede havia passado, me deixando satisfeita e com um sorriso no rosto.
Só então lembrei que Edward estava por ali, assistindo a tudo. Procurei-o no ponto onde o havia deixado, mas ele não estava mais lá. Qual não foi minha surpresa ao encontrá-lo perto de James, enquanto James explicava algo que eu me apressei a acompanhar.
― ... só um pouco de força. Não sugue de uma vez ou vai acabar se engasgando ― James falou e eu mal podia acreditar no que estava ouvindo.
― James, eu sei sugar sangue de alguém, ok? Seja uma pessoa ou um animal ― Edward respondeu pacientemente, olhando para o outro urso pequeno, o único que ainda possuía algum sangue. Não era um olhar faminto, tampouco de nojo. Era um olhar esperançoso, enigmático. ― Vou tentar.
Senti minha boca abrir-se em um "o", mas não falei nada. Apenas parei e observei até onde aquilo poderia ir. Edward abaixou-se ao lado do urso, apoiando suas mãos no pescoço do animal e colocando a boca no ponto exato em que deveria ser. Supus apenas que James o havia dito para sugar ali. Ele rasgou a pele com os dentes, começando a sugar devagar quando a artéria estava livre. Quando o sangue entrou em contato com seus lábios, ele levantou a cabeça e fez uma careta para James.
― Vamos lá, não é tão ruim assim ― James zombou, abanando as mãos.
― É o pior sangue que eu já provei ― Edward respondeu, vendo um pouco de sangue jorrar do pescoço do animal.
― Você consegue ― falei, e ele virou rapidamente a cabeça em minha direção, deixando um sorriso torto escapar quando seus olhos encontraram os meus. ― Não é tão difícil. Eu estou aqui.
Ele deu um suspiro, voltando a encarar o ponto onde o sangue começava a parar de jorrar. Voltando a cravar seus dentes no pescoço do animal, ouvi quando o sangue dele começou a ser drenado para dentro de Edward, ouvi-o engolir com algum esforço a princípio, mas logo ele pareceu se acostumar com o gosto diferente e engoliu como se fosse sangue normal. Apesar da dificuldade, Edward secou o animal tão rápido quanto eu, soltando o corpo inerte apenas quando não restou mais nenhuma gota de sangue.
Ele ficou de pé, ainda olhando para o animal. Quando levantou a cabeça, um sorriso genuíno de felicidade estampava seu rosto, e ele me olhava como se dissesse "hey, eu consigo fazer isso!". Sorri de volta para ele, tentando transmitir o quanto me deixava feliz saber que ele havia tentado e, o melhor de tudo, havia conseguido.
Ficamos mais um dia nas montanhas, apenas aproveitando para estar um pouco longe dos humanos e fora da cidade. Era bom poder correr, poder fazer as coisas no nosso tempo, sem nos importarmos com o sol ou em sermos vistos.
Quando voltamos para casa, domingo antes de amanhecer, meu celular tocou. Um número que de fora do país estava ligando e, estranhando, atendi à ligação, curiosa.
― Alô? ― falei, apreensiva, mordendo o lábio.
― Isabella Swan?― uma voz de homem, com sotaque italiano, bradou em meus ouvidos e eu congelei.
Por sorte, James foi quem voltou dirigindo, ou eu provavelmente bateria o carro em alguma árvore na estrada.
― Sou eu ― respondi, olhando alarmada para James e Edward, que me encaravam com o cenho franzido.
― Ah, lembra de mim, Isabella? ― A voz perguntou, mas não me deu tempo para responder. ― Claro que você lembra. Como poderia esquecer?
― Aro ― falei, simplesmente, fazendo sinal para que Edward e James não fizessem barulho. "Preste atenção na estrada" avisei a James, apenas mexendo os lábios.
― Sim, sim. Como tem passado, minha Bella? ― ele perguntou, e eu odiei ouvir meu apelido acompanhando daquele pronome possessivo saindo de seus lábios.
― O que você quer?― perguntei, sem paciência para brincadeiras e joguinhos.
― Não seja mal educada, Bella ― ele respondeu, rindo forçadamente. ― Bem, mas já que você insiste, quero apenas avisar que estou mandando alguém à Forks. Caso você encontre com ele, não diga que não avisei.
― Por quê? O que você quer aqui? ― bradei, temendo ouvir a confirmação do que estava pensando.
― Vou apenas checar algo, minha Bella. Cuide-se. Quem não deve, não teme ― ele respondeu, mais uma vez dando aquela risada falsa no final da frase.
― Quem vem para cá? ― inquiri, mas é claro que já sabia a resposta.
― Ia mandar Jane, mas Alec insistiu para ir no lugar dela. Parece que ele está com saudades de sua beleza, Isabella ― ele respondeu ironicamente.
― Tenho certeza que sim ― murmurei, ácida.
― Até logo, Isabella. Tenha cuidado. Gosto muito de você.
― Adeus, Aro ― falei, desligando o telefone.
Ficamos em silêncio no carro, durante o qual eu fechei os olhos e recostei a cabeça no banco. Não era possível. Se Aro ligou para mim, Alec só poderia ter uma coisa para vir checar em Forks. Victoria havia cumprido sua promessa. Ela havia nos entregado aos Volturi.
Só o que eu queria saber era como ela havia feito isso tão rapidamente. Ninguém, até onde eu sabia, tinha o telefone de Aro ou algo do tipo.
― James ― falei, quebrando o silêncio ―, Victoria tinha algum tipo de contato dos Volturi?
― Até onde eu sei, não ― ele respondeu, sem desviar o olhar da estrada.
― Ela foi rápida ― comentei, coçando o queixo. ― Ir a Itália, conseguir convencer Aro, mandar Alec ao Alaska e depois para Forks, tudo isso em alguns dias... Realmente rápida.
― Acho que Victoria não foi à Itália ― Edward, para minha surpresa, foi quem falou. Virei de lado no banco para olhá-lo, sentado no banco, atrás de James. ― Ela podia não ter o contato dos Volturi, mas certamente Carlisle o possuía.
― Carlisle? ― eu e James falamos juntos, ele lançando um rápido olhar desesperado para mim.
― Como Carlisle entra nessa história, Edward? ― falei, histericamente, sentindo meus olhos se arregalarem.
― Bem, eu não contei a você, mas, certo dia, quando cheguei em casa da escola, senti um cheiro diferente. Não era algo habitual, mas, mesmo assim, eu sabia que me era familiar ― ele falou, com o cenho franzido, como se estivesse mesmo se lembrando do cheiro. ― Então, lembrei do dia que Victoria foi até a escola e viu James com Angela. Eu havia sentido o cheiro dela àquele dia. Era ela. Ela havia estado em nossa casa. ― Ele passou as mãos pelos cabelos e sua expressão era a de quem estava confessando algo vergonhoso. ― Perguntei à Alice e ela confirmou que uma mulher de cabelos vermelhos havia conversado com Carlisle. Alice não sabia o conteúdo da conversa, mas ouviu o nome de James e de Angela sendo tocado.
A essa altura, James soltou um palavrão alto, pisando com mais força no acelerador, quase chegando ao máximo de velocidade atingido pelo meu carro.
― James, meu carro, acalme-se ― ordenei e ele pareceu perceber o que estava fazendo.
― Tentei pressionar Carlisle, mas é óbvio que ele não me falou nada ― Edward continuou. ― Jasper me disse que havia lido as emoções da visitante e tudo que ele mais conseguia sentir nela era ódio; ciúme; rejeição.
― Carlisle a ajudou a contatar os Volturi ― concluí, externando em voz alta o que sabia que todos estavam pensando. ― E eu nem preciso de adivinhação para saber porque ele faria isso. ― Olhei para James e ele assentiu, com os olhos presos na estrada. ― Ele sabe que atingindo você, ele atinge a mim, que confrontar você é como confrontar a mim. E que eu não vou deixar isso barato.
― Você não vai fazer nada, por enquanto, Bella ― James alertou, anormalmente sério. ― Não vou deixar que você se meta em briga com Carlisle agora.
― Mas ele está nos ferrando, James, você não vê? ― protestei, passando uma mão furiosa pelos cabelos.
― Sim, mas é isso o que ele quer: que você fique com raiva e vá confrontá-lo. Vai mesmo jogar o jogo dele, Bella? ― James aconselhou, incrivelmente mantendo a calma.
― Ele tem razão, Bella ― Edward concordou. ― O que Carlisle quer agora é que você vá confrontá-lo. Ele realmente fez isso para atingir você. Tudo o que ele quer é um motivo, por menor que seja, para fazer você ser a vilã da história. E nós dois sabemos que isso não é verdade.
Olhei para ele e seus olhos transpareciam tanta sinceridade, tanta calma, que eu instantaneamente engoli toda a raiva que estava sentindo. Meu corpo pareceu relaxar e minha mente afastou um pouco a imagem de Carlisle para o subconsciente.
Minha real preocupação agora era a visita de Alec. Eu tinha que proteger Angela e James, mas não sabia como. Só esperava conseguir fazer isso.
*Eu amo você uma, duas, três, shooby-doo
**Eu amo você quatro, isso é mais do que poso pagar
***E eu posso dizer, algum dia eu direi a verdade, eu amo você cinco
****Eu tenho andado por aí tentando entender por que eu estou sentindo tudo isto que estou sentindo agora
*****Eu amo você cinco!
(N/A: Oláá, pessoas.
Só lembrando que a fic já está acabando...
Pretendo fazer um bônus da fic, então, gostaria de saber em qual POV vocês gostariam desse bônus.
A) James
B) Ângela
C) Alice
D) Carlisle
E) Edward.
Opinem, por favor!
Beijos.)
