Traduzido por Nanda Lemos

Revisado por Carol Barbosa

Revisado por Vivian

Capítulo Dezesseis

Bree trouxe para Bella um longo vestido rosa pêssego, que parecia ser composto de dezenas de camadas de tecido. Pequenas rosas decoravam os ombros com rastros de tecido que fluíam até o chão na parte de trás para depois se juntar sobre a saia que se espalhava por trás dela enquanto andava. Bella gritou quando o viu. Bree não ficou tão chocada dessa vez, mas ainda assim saiu rapidamente, sacudindo a cabeça.

Bella parecia uma princesa de contos de fadas nele. Edward pessoalmente achou que Esme exagerou um pouco no quesito "doce e inocente", mas ela era uma especialista em projetar a imagem adequada para uma situação em particular. Bella pareceria jovem e angelical no meio dos amigos cansados de Esme com seus vestidos sensuais e ousados .

Rose escovou o cabelo de Bella para cima de sua cabeça, prendendo com um pente de pérolas e enfeites à esquerda deixando o outro lado solto para enquadrar seu rosto. Ela fez a maquiagem de Bella também - e teve que voltar a fazer depois que saiu da sala por um momento e voltou para encontrar uma Bella alegre a pintar o rosto com várias cores. Ela finalmente saiu de seu quarto, quando Rose terminou e Edward ficou atordoado e sem palavras por sua beleza. Ela usava uma gargantilha de pérolas, emprestada de Esme. Ela abaixou a cabeça, um pouco tímida, e perguntou: "Bella bonita?"

Foi preciso mais um momento para Edward conseguir falar. "Bella está muito bonita. Você está linda, querida."

Ela sorriu e ele ficou surpreso de novo. Ela estudou Edward, já vestido com seu terno preto e disse: "Edwurr muito bonito." Ela passou a mão pelo seu rosto e ele a pegou para pressionar um beijo na palma da mão enquanto olhava profundamente em seus olhos.

Jacob sorriu para si mesmo e foi se vestir. Uma vez que eles fossem com isso, ele estaria ocupado por um tempo.

Eles chegaram a La Push por volta das nove e Edward gemeu quando viu o tamanho da multidão. Os convites para festas de Esme Cullen eram altamente cobiçados e contavam com os ricos e poderosos, bem como celebridades e socialites. (Ela era seletiva; Fama e fortuna sozinhos não garantiam um convite. Havia uma certa jovem herdeira e famosa que Esme se recusou a convidar por causa de seu comportamento grosseiro e escandaloso). Os meios de comunicação sempre se reuniam para esses eventos, tirando fotos dos participantes enquanto entravam no local, subiam em árvores próximas para tentar obter imagens das janelas, subornavam funcionários para tirar fotografias do interior, e era por isso que Esme preferia ter seus próprios funcionários atendendo aos clientes em vez dos empregados do restaurante.

Ninguém prestou atenção ao Rabbit enquanto ele se arrastava em direção ao restaurante, fazendo justamente o que tinham planejado. Bella estava sentada no colo de Edward no banco do passageiro e ela esticou o pescoço curiosa para olhar os flashes das câmeras e gritos da multidão que impediam a passagem para porta da frente do restaurante. Rose e Emmett estavam amassados no banco de trás. Rose era a "acompanhante" do Jacob para a noite, vestida com um vestido preto bastante modesto que de alguma forma ela conseguiu tornar ousado e sexy. Houve um clique quando Emmett verificou sua arma, pela terceira vez desde que tinham deixado o apartamento.

"Quer parar de brincar com essa coisa?"Rose reclamou.

"Desculpe, Rosie. Estou nervoso".

"Tudo vai ficar bem", disse Rose, e não foi dirigido apenas a Emmett. Edward e Jacob estavam tão tensos quanto prostitutas em uma igreja.

Jacob dirigiu para a parte de trás do restaurante, como tinha sido combinado e estacionou em uma garagem ao lado, onde havia uma placa anunciando que era para ser usado apenas por convidados e havia um guarda para fazer cumprir essa regra. Ele só deixou-os passar, quando foi apresentado um convite, que felizmente, Rose lembrou de guardar dentro de sua bolsa. Passaram por uma passagem coberta que levava ao restaurante murado nas laterais por plantas espessas e coberto com um teto de lona listrado.

Bella olhou ao redor, enquanto caminhavam, excitação brilhando em seus olhos. Ela segurou a mão de Edward enquanto faziam o caminho para o portão de ferro forjado. Eles mostraram o convite novamente e o portão foi aberto.

Eles entraram em um belo jardim, iluminado com centenas de fios de pequenas luzes brancas, entrelaçadas na folhagem. No centro tinha sido colocada uma pista de dança e um pequeno quarteto de músicos por trás de uma tela de arbustos serrado em seus instrumentos. Bella suspirou baixinho."bonito!"

"Querida, bem na hora", Esme disse. Ela usava um vestido azul escuro que varria o chão atrás dela como um trem, sutilmente semelhante ao de Bella. Safiras brilhavam em seu pescoço e orelhas. Ela beijou Edward e Bella e depois entrelaçou o braço no de sua nora. "Há tantas pessoas ansiosas para conhecê-la, Bella."

Ao som dessa palavra-chave, Bella recitou: "Eu sou Bella. Prazer em conhecê-lo."

"Condicionamento pavloviano*, "Edward suspirou. Esme deu-lhe um olhar de reprovação e levou Bella para longe em direção a um pequeno grupo de mulheres que estavam próximas de uma fonte. Ele esperava que Bella não decidisse pular e mergulhar nela. Rose seguiu-os, uma sombra em silêncio, ignorada pelos festeiros como sendo socialmente insignificante, portanto, não valendo a pena gastar o seu tempo.

(*A mesma coisa que: reflexos condicionados)

Edward sentou-se num banco de ferro forjado em um canto do jardim, meio escondido atrás de um arbusto e uma estátua de mármore de Eros e Psique.

"Você quer uma cerveja?" Perguntou Jacob.

Edward balançou a cabeça.
"Eu já volto. Fome?"

"Não, obrigado."

"Eu sim", disse Emmett. "Você fica bem aqui por um minuto, Edward?"

"Claro."

Emmett e Jacob se dirigiram para o bar e buffet.

Perto da porta de entrada para o restaurante, Edward viu Paul, bonito e arrumadinho em um terno bem costurado. Ele estava falando em voz baixa com um dos funcionários. Era Ângela, uma de suas faxineiras. Embora ela limpasse sua casa, Edward raramente via Esme treinando o pessoal, parte de seu trabalho era permanecer o mais invisível e discreta possível. Ângela teria feito isso de qualquer maneira. Ela era quase tão tímida e desajeitada quanto Edward e por isso ele sempre se sentiu próximo a ela.

Ela corou com algo que Paul disse, mas sorriu quando abaixou a cabeça. Paul notou que Edward estava olhando em sua direção e levantou sua bebida em saudação. Edward lhe deu um aceno de cabeça e um sorriso.

Bella riu e seus olhos procuraram por ela. Sua risada era um som que sempre iluminava seu coração e o fazia sorrir também. Ela estava em um pequeno grupo de mulheres bajuladoras, uma das quais Edward vagamente reconhecia como esposa de um político. Um senador ou algo assim. Ele estava tentando lembrar-se quando ouviu seu nome sendo sussurrado atrás dele.

Ele virou-se no banco e viu Tanya encolher os ombros sob uma das jaquetas brancas usadas pelos garçons. Embaixo dela,usava um micro vestido vermelho brilhante que entrava em contraste com seu bronzeado a fazendo parecer ainda mais laranja do que o habitual. "Olá", ela sussurrou com os lábios cobertos de gloss vermelho brilhante.

Como ele já tinha achado isso sedutor? Agora, a visão dela só dava repulsa nele. "O que está fazendo aqui?"

"Eu tenho um presente para você", disse ela e levou o punho fechado na direção dele.

"Não, obrigado. Eu não acho que deveria aceitar presentes de você, Tanya. Não é apropriado."

Um flash de irritação cruzou seu rosto. "Basta pegar, Edward."

Ele suspirou e estendeu a própria mão. Ela deixou cair algo na palma da mão. Era uma cruz de prata em uma corrente. "Você segue uma religião, ou algo assim?"

Para sua surpresa, ela se ajoelhou sob as pernas e estendeu a mão para o zíper. "Isso é apenas parte do seu presente", ela murmurou, olhando-o por debaixo dos cílios.

Ele bateu na mão dela e levantou do banco. "O que acha que está fazendo, Tanya? Sou casado com Bella."
Ela pareceu surpresa com sua recusa. Ele largou a cruz na grama na frente dela e se afastou. Ela pegou-o pelo braço para impedi-lo de ir embora. "Por favor, Edward! Basta colocar a cruz."

"Não." Ele viu Emmett emergir do restaurante e fez um gesto para ele. Os olhos de Emmett se arregalaram, deixando cair o prato cheio que se quebrou sobre os blocos de pedra com um som parecido de tiros. Antes mesmo de atingir o chão, ele estava correndo na direção de Edward. Cada par de olhos no jardim o seguia. Edward fechou os olhos e lutou contra a vontade de se esconder.

"Afaste-se do Sr. Cullen." Emmett ordenou a Tanya. "Deixe-o agora , antes que eu chame a polícia."

"Edward, por favor, basta colocar a cruz!" Ela tentou pressioná-la em sua mão, mas Edward se afastou e ela caiu entre as pedras do calçamento e desapareceu em baixo no piso. Tanya deixou escapar um pequeno som de consternação.

Edward se perguntava o por que ela queria que ele colocasse a cruz e quando percebeu ele riu. Claro, ela pensou que assim que ele tocasse a cruz - ou melhor ainda, a colocasse, o feitiço de Bella sobre ele seria quebrado e ela poderia facilmente seduzi-lo e fazer seu caminho de volta para sua vida.

"Tanya," ele disse calmamente. Ele chegou mais perto para não ser ouvido. "Eu a amo. Você entendeu? Eu amo minha esposa, não por causa do que ela é, mas por causa de quem ela é."

"Isso não é verdade", Tanya sussurrou de volta. "Edward, ela tem você sob um feitiço." Era muito mais fácil para ela acreditar que ele estava enfeitiçado ao invés da simples - e dolorosa - verdade que ele preferia outra mulher.

Esme agora estava do seu lado. Seus olhos brilhavam de raiva. "Você não foi convidada", disse ela, e sua voz era fria como o ártico. "Você vai embora. Imediatamente."

Bella, ao lado de Esme, assistia a este pequeno drama com atenção. Tanya enfiou a mão na bolsa e sacou um frasco de vidro que parecia um dos que havia no laboratório de ciências da universidade. Ela tirou a rolha com um movimento rápido e jogou o conteúdo no rosto de Bella .

Suspiros foram ouvidos. Emmett correu para frente e agarrou Tanya, ao mesmo tempo que Esme avançou em direção a Bella e freneticamente usou sua manga para limpar o fluido. Rose arrancou o frasco de suas mãos e cheirou.

"É só água", disse Esme rapidamente depois que as pessoas começaram a oferecer lenços umedecidos e toalhas de mão. "Só água, graças a Deus."

"Água benta", Tanya anunciou com um sorriso triunfante, que lentamente desapareceu, quando percebeu que a única reação de Bella era confusão.

"O que... foda-se." Jacob tinha acabado de voltar do bar e agora estava à beira da pista de dança, de boca aberta com o espetáculo e um copo de cerveja quente na mão.

"Chamem a polícia", Esme pediu. "Esta mulher agrediu minha nora e eu a quero presa."

"Espere! Não! Por favor, eu vou! "Tanya chorou. Bella não tinha derretido ou seja lá o que ela esperava, e ela aparentemente não tinha considerado que poderia ser presa.

"Invasão e agressão", Emmett entoou enquanto discava em seu telefone celular.

"Espera, era apenas... uma brincadeira!" ela se virou para Edward, pânico torcendo suas feições. "Edward, por favor, não deixe que façam isso!"

Edward pegou o telefone da mão de Emmett , assim que o despachante policial atendeu. Ele olhou diretamente nos olhos de Tanya quando ele disse, "Eu gostaria de relatar uma agressão de um invasor."

Ela tentou correr, mas Emmett a agarrou pelo braço e segurou-a no lugar. Ela chorou, implorou e soluçou enquanto brigava inutilmente contra o aperto de Emmett. Os convidados olharam para ela e sussurravam por trás de suas mãos.

A polícia chegou em poucos minutos. Eles pegaram as declarações de Esme e Edward, e aceitou que Bella falava pouco Inglês. Edward disse a ela na língua quéchua o que a polícia queria que ela falasse e Bella apontou para Tanya."Ela fez Bella molhado!"

O oficial, sufocando um sorriso, disse que era suficiente por agora.

Tanya foi algemada e escoltada do restaurante até as viaturas estacionadas logo a frente. Eles podiam ver os flashes daquela distância e os sons fracos das perguntas que eram gritadas.

"Por favor todos, a diversão continua", disse Esme e fez um gesto para que os músicos começassem a tocar novamente. "Seria uma lástima deixar essa tolice estragar a nossa noite."

"Mãe, eu vou levar Bella para casa", disse Edward em voz baixa.

Esme ficou desapontada, mas entendeu. "Tudo bem, querido. Obrigado por trazê-la hoje à noite. Mesmo que tenha sido por pouco tempo, saiu tudo como eu esperava."

Edward estreitou os olhos. "Mãe, eu notei que você não ficou muito surpresa ao vê-la."

Esme arqueou uma sobrancelha. "Talvez eu simplesmente esperasse que ela fizesse papel de ridícula em público, o que impediria que qualquer declaração sua para a imprensa fosse levada a sério. "

"Obrigado pela diversão", disse Bella e Esme sorriu e beijou sua bochecha.

"Emmett, Rose? Uma palavra , por favor?"

No carro, Jacob perguntou a Rose e Emmett o que Esme queria.

Foi Emmett quem respondeu. "Ela nos obrigou a não deixar você sozinho. Honestamente, Edward, eu pensei que era seguro. Quer dizer, eu vi os seguranças em todas as portas. Nunca imaginei que Tanya iria invadir a festa. Mas eu acho que esse é o tipo de coisas que eu deveria esperar e protegê-lo contra. Mas parecia que sua mãe meio que esperava por isso. Sinto muito, Edward."

"Água benta", Rose murmurou e balançou a cabeça. "Jesus. Sinto muito. Eu honestamente não achava que precisava ficar perto de vocês, porque Tanya poderia jogar algo em Bella. Eu não nasci para este negócio de guarda-costas."


Eram três e meia quando Edward entrou na cozinha para pegar um copo de água. Ele parou quando viu que as cortinas que cobriam as janelas do chão ao teto, estavam abertas;eles a deixavam fechadas por medo de Bella se queimar, se ela saísse do quarto antes do pôr-do-sol.

Jacob estava sentado em uma das poltronas, seu olhar a vista da cidade. Ele tinha uma garrafa de uísque sobre a mesa ao lado dele e Edward fechou os olhos por um momento. Por mais que Jacob adorasse cerveja, ele raramente consumia o suficiente para ficar bêbado e Edward poderia contar nos dedos de só uma mão o número de vezes que ele tinha visto Jacob tomar bebidas destiladas. Ele já tinha confessado a Edward que ele se preocupava que o alcoolismo do seu pai pudesse ser hereditário e por isso ele era muito, muito cuidadoso. Algo devia o estar incomodando profundamente.

Edward se aproximou e sentou-se na outra cadeira. Serviu-se de um pouco de uísque e saboreou o buquê antes de tomar um gole.

"Hey", disse Jacob. "O que você está fazendo acordado?"

"Sede".

Jacob deu-lhe um leve sorriso e acenou com a cabeça para o copo de Edward. "Isso não vai ajudar."

"Você parece mesmo sedento."

"Sim". Jacob pousou o copo vazio com um baque. "Não está ajudando com o meu problema também."

Edward tomou outro gole e esperou.

"A audiência é amanhã ", disse Jacob.

Edward tinha esquecido.

Jacob passou a mão sobre o rosto. "Não que isso realmente importe de uma forma ou de outra. Minha carreira está fodida."

"Eles não têm provas suficientes para justificar uma punição."
"Não foi isso que eu quis dizer. Eu quis dizer que eu nunca vou ser capaz de cavar novamente. Mesmo se eu for reintegrado, não é como uma exoneraçã haver manchetes de primeira página da forma como em "Tomb Raider". Minha reputação está na merda. Ninguém vai emitir licenças para mim. Eles vão pensar que eu só estou sendo afastado por falta de provas, não porque sou inocente. E o pior é que eu não sou. Eu realmente mereço ser demitido."

Edward não sabia o que dizer. Ele nunca tinha sido o que consola, dá falsas esperanças.

"Bella valeu a pena, depois de tudo," disse Jacob brandamente. "Para vê-lo feliz assim... eu teria desistido de muito mais. "Ele serviu outra bebida, mas Edward deslizou seu copo para longe.

"Eu acho que você já teve o bastante, Jake."

"Você provavelmente está certo."

"Vamos. Vamos para a cama. Você precisa dormir pelo menos um pouco antes da audiência."

Jacob se levantou e cambaleou como se seus joelhos não fossem sustentá-lo. Edward agarrou seu braço para firmá-lo. "Wow! Bebi mais do que eu esperava."

Edward manteve seu aperto no braço de Jacob, enquanto caminhavam lentamente pelo corredor. Jacob usava a parede como suporte para seu outro lado. "Sinto muito sobre isso."

Edward encolheu os ombros. Ele abriu a porta de Jacob e levou-o até a cama, onde Jacob deixou-se cair na diagonal, ignorando totalmente os travesseiros.

Ele tirou os sapatos de Jacob. "Quer um travesseiro?", perguntou ele.

Mas Jacob não respondeu. Apenas soltou um pequeno ronco. Edward deu a volta no outro lado da cama e ergueu a cabeça de Jacob para dobrar um travesseiro por baixo. E puxou a parte do cobertor que estava solta para cobri-lo. Acendeu uma das lâmpadas na área de sala de estar para que Jacob não tropeçasse se fosse ao banheiro. O que era muito possível, já que todas as vezes que chegou bêbado, Jacob passou a metade da noite passando mal. Só esperava que a bebida estivesse fora do seu sistema antes da audiência de amanhã de manhã.

Às sete horas da manhã, Felix trouxe à Jacob uma xícara de café forte e duas aspirinas antes mesmo que pedissem. Edward supôs que ele tenha visto a garrafa e os copos caídos lá fora. E Jacob estaria com ressaca na audiência e teria Emmett como seu motorista, Edward voltou para seu quarto e deitou-se ao lado de Bella para estudar seu livro Quechua.

Houve uma batida na porta e Edward colocou o livro de lado para ir atender. Felix estava ali, com uma bandeja de prata com cúpula entre as mãos enluvadas. "Eu pensei que poderia estar com fome, senhor", disse ele.

Edward balançou a cabeça em admiração. "Eu estava pensando em pegar algo para comer. Como você faz isso?"

Os lábios de Felix se contraíram. "Apenas um palpite, senhor." Ele levou a bandeja para a sala de estar da suíte, sorrindo ligeiramente com a visão de Bella enrolada no centro da cama. Edward seguiu e fechou a porta , para não perturbá-la.

"Você sabe o que ela é, não é?" Edward perguntou.

Felix assentiu. Ele usou o guardanapo branco como a neve que estava sobre o braço para remover a tampa da bandeja. Um prato de carne assada com purê de batatas e feijão verde estava por baixo, cada porção com uma polegada de cuidado do espaço em torno dela.

"Como?"

"Minha família é daymen".

"Mas você não é?"

Felix balançou a cabeça. Ele parecia envergonhado por essa admissão. "Meu irmão e irmã são, meus pais eram, como eram seus pais antes deles. Eles dizem que ninguém pode prever esse tipo de coisa, quando o gene irá pular."

"Mas você sabe coisas", disse Edward.

Felix acenou com a mão. "Pequenas coisas: quando serei necessário, quando as pessoas da casa estarão com fome, quando existem visitantes a caminho. Mas para as coisas grandes, coisas importantes que mudam vidas, eu nunca vou vê-las chegando. Não é um... talento muito útil."

Edward se perguntou o que Felix não tinha visto que encheu seus olhos de dor.


Como Edward havia previsto, Jacob tinha se restabelecido. Ele nem sequer teve que falar na audiência. Lauren não estava presente, a falta de credibilidade de sua história teve um péssimo efeito com o conselho disciplinar. Foi uma mera formalidade. Votaram assim que um deles leu as acusações e pronto, foi isso. Eles mudaram para o próximo item na sua agenda. Jacob discretamente, saiu da sala. Ele observou que havia apenas um repórter presente e comparou-o - com uma boa dose de cinismo - para as hordas que desceram sobre o local de escavação e ele nem sequer se preocupou em tentar falar com ele.
Edward estava esperando para ouvir a notícia. Bateu nas costas de Jacob e felicitou-o. Jacob agradeceu e disse a Edward que ele deveria ir para a cama. Seus olhos estavam turvos de exaustão. Edward não discutiu. Jacob sabia que nunca seria capaz de dormir, então ele se estabeleceu na sala de estar para estudar listas de palavras. Os sufixos pessoais estavam chutando sua bunda porque eles mudavam com base nas pessoas que se referem o número, caso, ou pessoa.

Jacob não respondeu a porta na primeira batida. Quando ele ouviu uma segunda vez, ele olhou para cima das listas de palavras. "Felix?" Onde diabos ele estava? Ele deve ter ouvido a batida no andar de baixo e sabia que alguém estava chegando, então por que não tinha atendido a porta? Não fazia sentido.

Ele se levantou de sua cadeira e foi até a porta. Uma mulher estava do outro lado. Cachos castanhos apareciam por debaixo do chapéu que ela usava e seus olhos castanhos eram suaves e quentes. "Oi , você deve ser Jacob", disse ela.

"Uh, sim... oi. "Jacob estendeu a mão e ela aceitou em sua própria, segurando-o em vez de sacudi-la. "Me desculpe, mas eu não sei quem você é."

Seu sorriso era doce e ensolarado. "Sou Nessa. Sou a dayman temporária de Bella."


Alice correu para o banheiro da Tuneville, soluçando. Ela ainda estava usando as roupas de palco, um espartilho preto sobre uma saia de tule rosa. Suas caneleiras listradas em preto e branco estavam rasgadas nos joelhos e as palmas das mãos manchadas por estrias assustadoramente brilhantes de sangue assim com em sua saia. Cega por suas lágrimas, ela colidiu com a outra mulher quando dobrou a esquina.

"Desculpe!" ela deixou escapar.

"Está tudo bem", disse a mulher em voz baixa. "Meu Deus, você está bem?"

"Não," Alice confessou. "Eu realmente não estou." Ela colocou as mãos sobre o rosto e chorou tanto que todo o seu corpo tremia com a força de seus soluços. "Eu c... cai no est... estacionamento!"

"Shh", disse a mulher. Ela puxou um pacote de lenços da bolsa e levou Alice até o sofá no pequeno vestíbulo perto da porta. Tinha a forma de um par de lábios vermelhos e tinha grandes olhos arregalados no topo. Alice sentou-se e assoou o nariz, enquanto a mulher encharcava algumas toalhas de papel na pia. Ela entregou uma a Alice para as mãos e ajoelhou-se para enxugar os joelhos esfolados de Alice.

"Eu tenho algumas ataduras em minha bolsa, mas provavelmente, seria melhor colocar um pouco de desinfetante sobre eles quando chegar em casa", a mulher avisou.

"Obrigado", disse Alice estupidamente.

"O que aconteceu, querida?"

"Eu tropecei. Não estava olhando por onde eu estava indo, porque meu irmão me disse que o meu namorado tem outra garota grávida."
"Ele te traiu? "A mulher olhou horrorizada.

Alice balançou a cabeça. "Na verdade não. Nós estávamos separados na época, mas ele não me disse. E eu descobri pelo meu irmão, depois de todos. Todo mundo sabia menos eu, ao que parece. "Alice precisava de um outro lenço. A mulher entregou a ela e perguntou-lhe o que Jasper tinha dito quando Alice o confrontou.

Duas horas mais tarde, Alice e a mulher se separaram na porta com um abraço.

"Obrigado", disse Alice. "Muito obrigado. Estou tão feliz por te conhecer, mas eu nem sei seu nome!"

A mulher sorriu. "Eu sou Jessica."


N/Paulinha: Ai isso não vai prestar

So isso a dizer u.u