Traduzido por Nanda Lemos

Revisado por Amora Amory

Revisado por Vivian

Capítulo Vinte

"O que você quer dizer com 'se foi"? Jacob exigiu. Ele se levantou tão rápido que a cadeira foi ao chão com um barulho que fez todos eles saltarem. Ele ajudou Emmett a chegar a uma cadeira e Alice correu para a cozinha abrindo gavetas até encontrar uma com panos. Ela umedeceu um deles na pia e limpou o sangue do rosto do irmão.

"Eles o pegaram", Emmett disse asperamente. Ele estremeceu quando Alice enxugou seu lábio cortado e ela disse 'shii' em um tom calmo, enquanto inspecionava os danos. "Eu tentei Jake. Lutei o máximo que pude, mas..."

"Bella!" Jacob gritou. "Bella!"

Ele ouviu o estrondo de uma porta batendo e os pés descalços de Bella. "Shaykob?" Rose e Nessa não ficaram muito atrás.

"Emmett? Que diabos?" Rose suspirou. "Você está ferido?"

"Precisamos chamar a polícia", disse Alice. "Edward foi sequestrado."

"Shaykob!" Bella puxou seu braço com urgência. "O que aconteceu? Por favor!"

Jacob respirou fundo. "É Edward. Ele foi seqüestrado."

Ela balançou a cabeça um pouco, não familiarizada com a palavra.

"Roubado", Jacob alterou. "Levado."

"Edwurr... se foi?" Bella balançou em seus pés e Jacob pegou-a pelos ombros para impedi-la de fugir de novo.

Ele sentiu uma estranha calma descer sobre ele, como escorregando em uma piscina de água fria. Ele se virou para Emmett. "Quem eram eles?"

"Eu não sei. Eu nunca os vi antes. Uma mulher e dois homens. Aconteceu tão rápido, eu não consegui dar uma boa olhada neles."

"Você viu o número da placa?"

Emmett corou um pouco. "Não. Sinto muito."

Rose estalou os dedos. "Segurança! Eles provavelmente têm câmeras na garagem. Vou ver se eu posso conseguir uma cópia da fita. Talvez possamos obter o número da placa."

"Boa idéia", Jacob disse, grato por ter um lugar para começar, pelo menos. Rose correu para a porta da frente.

"Jacob?" Nessa estava apenas alguns metros de distância, sua expressão incerta. "Está tudo bem, eu ouvi-?"

Ela nunca chegou a terminar a frase, porque Jacob atravessou toda a sala e agarrou-a pelos ombros. "Onde?" ele exigiu.

"Onde o quê?"

"Não se faça de inocente comigo, sua puta!" Jacob rosnou. "Onde é que eles o levaram?"

Nessa tremeu sob suas mãos. Seus olhos eram enormes em seu rosto pálido. "Jacob, eu te juro, eu não sei do que você está falando!"

Os olhos de Bella se estreitaram e Nessa relaxou, seu rosto ficou vago quando Bella lançou nela seu golpe mental. "Você sabe quem levou Edwurr?"

"Alguém, chame a polícia!" Alice insistiu atrás deles. Todo mundo ignorou.

"Não, eu não sei," Nessa murmurou. Sua voz era monótona e plana. Bella a liberou e Nessa piscou quando voltou a consciência.

"Ela diz verdade", disse Bella. Seus olhos desesperados encontraram Jacob. Fechou-os por um momento e um tremor passou por ela. Quando ela voltou a abri-los, eles estavam duros e frios. "Quando eu descobrir quem levou o meu Edwrurr, eu mato... Mato eles todos". Como se para enfatizar suas palavras, houve um trovão no céu.

"Eu vou ajudar", Jacob prometeu. Ele nunca tinha sido muito para lutas, mas a fúria queimando em seu coração o fez pensar se ele realmente poderia matar alguém. "Diga-me o que aconteceu, Emmett."

"Nós estávamos na garagem", disse Emmett. "Eu ia dirigir, então fomos caminhando em direção ao carro de Edward. Uma van parou e dois caras pularam para fora. Agarraram Edward e o empurram para a van. Eu tentei lutar, Jake."

"Chamem a polícia!" Alice gritou novamente e quando ninguém se moveu, ela foi para a parede e puxou o telefone do gancho.

"Não, Allie, não", disse Emmett. "Os policiais não podem ajudar com isso."

Alice fez uma pausa com os dedos prontos sobre os botões. "Vocês estão... na máfia ou algo assim?" Ela olhou para Bella e seus olhos estreitaram-se ligeiramente, como se ela culpasse Bella por qualquer problema que seus irmãos tivessem se metido.

Jacob e Emmett trocaram olhares. "Não é nada criminoso", disse Jacob. "É... Uh... Meio difícil de explicar."

"Experimente". A voz de Alice era calma.

"Bella é uma vampira."

Alice ficou imóvel por um momento e, em seguida, ela balançou a cabeça. "Ok, isso explica muita coisa."

O riso de Jacob era um estalo na quietude o que fez todos eles pularem. Apenas Alice levaria uma declaração como essa com tanta desenvoltura.

"Ela me pegou pelo pescoço com uma mão, Jake. Uma mulher comum não poderia fazer algo assim." Alice deu de ombros. "Eu sabia que havia algo diferente sobre ela, especialmente depois que ela se moveu tão rápido para me salvar do relâmpago."

Ok, voltando ao mais importante. Eles poderiam falar sobre isso mais tarde. Ele se virou para Emmett. "Eles eram humanos?"

Emmett hesitou. "Eu não sei. Sinto muito, Jake. Eu sei que não estou sendo útil, aqui, mas aconteceu tão rápido."

Rose fez um pequeno som e perguntou a Nessa, "Será que Victoria não disse nada para você da ultima vez em que falou com ela. Algo incomum em tudo?"

Nessa abanou a cabeça. "Não, nada. Na verdade, ela fazia planos comigo para o próximo par de semanas, as pessoas que ela queria que eu apresentasse a Bella."

"Quem, então? O Conselho?" A voz de Rose estava afiada.

"Eu não posso imaginar quem iria contra a vontade de Victoria desse modo", disse Nessa, mas suas palavras estavam hesitantes.

"Ligue para Victoria", Rose pediu. "Descubra se ela sabe alguma coisa e se não, diga a ela o que aconteceu. E lhe diga que Bella está disposta a fazer a porra de uma guerra, por isso é do seu melhor interesse em nos ajudar a encontrar Edward, e rápido."

Nessa balançou a cabeça e arrancou o telefone da mão de Alice. Ela já estava discando enquanto se dirigia pelo corredor para o quarto dela.

"Precisa e afiada", disse Bella.

"O quê?"

Bella puxou uma faca do bloco de corte. Ela estendeu as mãos para indicar um comprimento maior.

"Uma espada", disse Jacob. "Eu não sei onde conseguir uma, querida. Não é como se você pudesse dar um pulo até o Walmart e encontrar uma na prateleira do corredor de 'armamento arcaico'."

"Jasper," Alice ofereceu. "Eu aposto que ele saberia."

Jacob fez uma careta. "Nós não estamos exatamente no melhor dos momentos agora, Allie."

Alice levantou o queixo. "Ele vai fazer isso por mim."

"Precisamos de armas", disse Emmett. "Muitas armas."

"Sim". As armas não matariam um vampiro, mas poderiam prejudicá-los o suficiente para neutralizá-los até que o vampiro pudesse se curar.

"Acham que vai ter um pedido de resgate?" Emmett perguntou, enquanto tirava seu casaco rasgado com um estremecimento.

"É possível, eu suponho. Quem são eles, eles levaram Edward, porque queriam alguma coisa. Ou dele ou de Bella. Ele não é bom para eles..." Jacob teve que parar por um momento, porque ele não podia forçar as palavras. "Ele não é bom para eles... morto."


Dor.

Trevas.

Sua cabeça doía terrivelmente. Edward tentou levantar a mão para tocá-la e descobriu que seus pulsos estavam amarrados nas costas. Ele virou a cabeça e seu rosto roçou algo liso e enrugado. Era um saco de papel que cheirava a comida de gato. Ele fez um inventário rápido e silencioso de seu corpo. Seu rosto queimava e pungia e ele podia sentir o gosto de sangue na boca. Todos os dentes pareciam estar presentes. Havia uma forte dor cada vez que ele inalava; uma costela quebrada, provavelmente.

Ele estava em um veículo. Ele podia ouvir o ronco do motor e o zumbido oco de seus pneus na estrada.

Vozes.

"-chegar ao aeroporto-" Um homem estava falando, um homem com uma voz que soava como uma corrente que está sendo arrastada sobre cascalho. Ele não reconheceu.

Edward tentou manter a calma, mas era difícil. Ele estava na merda.

"Ele está acordado", disse uma voz feminina. "O seu batimento cardíaco acelerou."

Silêncio. Ninguém falou depois disso.

Um tempo depois, o veículo reduziu a velocidade e virou em uma estrada de cascalho. Ele podia ouvir o barulho de cascalho sob os pneus e o passeio tornou-se instável. Seu rosto inchado bateu contra o chão e Edward assobiou de dor. O carro parou e o motor desligou. Houve vários barulhos das portas do carro e, em seguida, um rebuliço de ar quando a porta perto de Edward abriu. Alguém agarrou seus braços grosseiramente e o arrastou-o para fora do veículo. Ele tropeçou e aterrissou bruscamente, ele ouviu o riso feminino enquanto ele estava esparramado na brita. Ele torceu no último instante para que caísse de lado, em vez de no seu rosto. Aquela risada era familiar, mas sua cabeça doía muito para tentar lembrar.

Ele foi arrastado de volta para seus pés. "Mexa-se!" Edward tentou, mas tropeçou novamente, uma mão brutal empurrou-o na posição vertical. Ele ouviu uma porta se abrir e seus passos abafados como se eles pisassem no tapete. Seu guia puxou-o e abriu uma porta que tinha dobradiças rangentes. "No andar de baixo." Ele estava feliz por esse aperto doloroso no ombro dele ou ele poderia ter caído de novo enquanto ele tropeçava cegamente pelas escadas. Edward sentiu o cheiro de mofo. Era um porão, então.

No fundo, ela o empurrou novamente e ele caiu, de cara, em algo macio. Ela desamarrou suas mãos e puxou o saco de sua cabeça. Ele sentou-se e olhou ao redor, fazendo uma careta quando a luz da única lâmpada machucou seus olhos. As paredes eram de blocos de concreto cinza e o chão era de cimento nu. Em um canto havia um aquecedor de água quente e havia no centro uma cama inclinada que ele estava sentado, era a única peça de mobiliário. Havia pequenas janelas nas paredes ao nível do solo, mas não havia nada além de escuridão. Ele não tinha certeza se isso era porque já era noite ou se tinham sido cobertas.

"Olá, Edward."

Edward rolou de costas e ficou de boca aberta para ela. "Tanya que... Por que..." Ele respirou fundo e foi aí que ele sentiu o cheiro: o perfume sedutor, picante de uma vampira. Ela cobriu seu rosto com sua mão e ele a sentiu fria e úmida. Ele suprimiu um estremecimento com esforço.

"Basta lembrar", disse ela, com a voz surpreendentemente gentil. "Você me fez fazer isso."

Ele obrigou-se a contar até cinco antes de responder. "O que quer dizer Tanya, o que aconteceu com você? Você é..."

"Uma vampira? Sim. Ele disse que era a única maneira de quebrar o feitiço que Bella tem sobre você."

"Ele quem?

Ela se inclinou na direção de Edward, ansiosa. As pequenas rugas que ela tinha adquirido a partir dos anos de visitar a câmaras de bronzeamento antes de descobrir o spray de bronzeamento tinham desaparecido, mas ainda parecia que ela aplicou sua maquiagem com uma espátula. "Você não vê, Edward? Eu estava disposta a morrer por você!"

"A rainha lhe deu permissão?" Edward lembrava que Rose tinha lhe dito que Victoria exigia que todos os candidatos tinham que se encontrar com um membro dos Volturi ou o Conselho para uma entrevista e ele não podia imaginar que Tanya tinha conseguido esconder sua instabilidade tempo suficiente para garantir a permissão.

"Isso não importa por agora", disse Tanya com desdém, mas antes que pudesse perguntar-lhe por que, ela mudou de assunto. "Eu mesma tive que desistir de Noodles por você."

Ele olhou-a com cautela. "O que você fez?"

O lábio inferior de Tanya se projetou. "Os cães não gostam de vampiros. Ela não parava de latir para mim. "Então eu tive que lhe por para dormir".

Edward tinha odiado aquele pequeno rato de olhos esbugalhados, o destruidor de tapetes, mas ele fez uma careta. "Por que você não encontrou outra casa pra ele?"

Tanya encolheu os ombros. "Ele nunca teria sido feliz sem mim."

Edward teve a nítida impressão de que a morte do cão não tinha sido para poupar seus sentimentos. Lembrou-se de que Tanya destruía suas roupas ao invés de dar pra caridade, também. Deus, como ele conseguiu tolerar aquela mulher em sua vida?

"Isso é culpa sua", continuou Tanya. "Mas está tudo bem. Vou te perdoar. Eu tenho uma gata agora. Seu nome é Button. Você provavelmente vai vê-la em algum momento, porque ela gosta de andar pela casa".

"Eu pensei que você estava grávida", ele desabafou.

"Eu estava. Perdi". Ela suspirou e baixou os olhos. Edward automaticamente tendeu para a compaixão, mas lembrou-se que ela era o tipo de pessoa que faria um aborto e depois afirmaria que ela tinha tido um aborto para ganhar simpatia, se, de fato, ela esteve realmente grávida em tudo. "Isso é culpa sua, também. O médico disse que provavelmente foi porque eu estava muito estressada e com o coração partido pelo que você fez comigo".

"Sinto muito", disse Edward, e esperava que ele parecesse sincero. Deus, como sua cabeça doía. "Quem transformou você, Tanya?"

Ela levantou a mão para estudar suas unhas longas, revestidas em esmalte brilhante (embora ele não podia discernir a cor, ele apostaria que era vermelho fogo, seu favorito) com desenhos retocados pintados sobre eles.

"Tanya, quem...?"

Ela sorriu. "Tudo vai ficar bem agora, Edward. Você e eu vamos ser felizes juntos novamente".

E esse pensamento gelou o sangue dele mais do que qualquer ameaça que ele já tinha ouvido. Ele sentiu uma sensação estranha insistente em sua mente enquanto ela desajeitadamente empurrava contra suas barreiras mentais, como uma criança empurrando contra a porta trancada. Ela franziu a testa um pouco e empurrou um pouco mais forte. Edward forçou o rosto para ficar vago e em branco.

Você me ama. Você me ama.

"Eu te amo", disse ele.

Um sorriso encantado esticou os lábios dela e ela o beijou. Seus lábios frios estavam gordurosos com batom e sua língua era como uma lesma se retorcendo em sua boca. Ele engasgou, o que ele se esforçou para esconder.

"Tanya!" Chamou uma voz lá de cima.

Ela recuou e suspirou. "Podemos continuar mais tarde, meu amor."

Ele sorriu de volta mecanicamente e ela andou pelas escadas, batendo a porta do porão atrás dela. Edward ouviu o baque de um trinco do outro lado e ele raspou a parte de trás de seu pulso em sua boca. Uma mancha de batom formava listras em sua pele. Edward engasgou novamente e se limpou na ponta da fronha.

Sua mente fez alguns cálculos rápidos, enquanto estudava a sala. As janelas eram pequenas demais para ele passar, então ele teria que escapar pela porta no topo da escada. As pernas da cama eram feitas de alumínio tubular, não é adequado como uma arma. Seus olhos seguiram o tubo de metal que levava ao aquecedor de água quente até que encontrou uma válvula. Ali.

Ele lentamente se levantou, lutando contra uma onda de tontura que ameaçava derrubá-lo novamente. Ele cambaleou até o tanque de água quente e agarrou-se a seu lado, enquanto ele desligou a válvula e começava a tentar soltar o cano.


Jasper chegou menos de uma hora depois, quando Rose estava revendo a fita de segurança, pela terceira vez. A qualidade era pobre, um drama policial em contrário, resumindo a imagem fora de foco não resultava em zooms nítidos.

Jasper carregava uma comprida caixa de flor e uma pequena maleta. Colocou-as no balcão, sem tirar o olhar de Alice, que o ignorou.

"Não foi fácil, mas eu consegui o que você pediu", disse ele.

"Obrigado", Jacob respondeu, embora o comentário tenha sido dirigido a Alice.

Jasper levantou a tampa da caixa e removeu a camada de flores que estava cobrindo o conteúdo. Uma espada japonesa curva e uma espingarda. Jacob entregou a espada para Bella e ela examinou-a de forma crítica.

"Sorte que eu conheço um cara que os coleciona", disse Jasper. "Não é fácil encontrar uma espada de verdade nos dias de hoje. A maioria delas são aquelas replicas baratas no mercado de pulgas".

Felix permaneceu perto da porta, com a cabeça para baixo e com os olhos colados no chão. "Sinto muito", disse ele em voz baixa.

"Pelo quê?"

Felix olhou para cima e seus olhos estavam brilhantes de lágrimas. "Eu não vi isso. Só depois... Depois..."

Bella fez um som suave de simpatia. "Ninguém te culpa."

Felix passou a mão sobre o rosto. "Parece que eu estou sempre fadado ao fracasso com as pessoas que eu amo."

Ninguém falou por um momento.

"Quem foi?" Jacob perguntou suavemente.

" Meu pai vampiro. Ele foi morto por Helsingers".

"Por quem?"

"Helsingers... Nomeados depois Van Helsing de Drácula. Caçador de vampiros. Meu pai... Bem, 'devastado' não define bem, ele foi destruído por isso. Eu acho que a minha mãe nunca me perdoou totalmente. "

"Você não falhou", disse Bella com firmeza. "Você não sabe de tudo".

Felix sorriu levemente. "Obrigado, Sra. Cullen."

"Bella", ela corrigiu. "Você é da família."

Felix balançou a cabeça, seu sorriso era gentil. Ele deu a Bella um pequeno cumprimento e saiu do quarto.

Bella puxou a espada da bainha. "Quase bom. Não é como meu povo fazia. Nossas khillaychuki são de madeira, com pedras afiadas nos lados."

"Onde você aprendeu a lutar com uma espada?" Perguntou Jacob. Ele viu como Jasper se afastava para o lado de Alice. Ele falou com ela muito calmamente para Jacob ouvir, mas o que quer que fosse atraiu os olhos de Alice para Jasper, apesar de sua determinação de ignorá-lo.

"Meus padres me ensinaram." Bella girou seu pulso e a lâmina atravessou o ar.

"Por quê?"

Bella embainhou a espada. "Pra poder usar na guerra. Aprendi para lutar ao lado do meu povo. "

"Eles não tinham problema com uma mulher indo para a guerra?"

Bella balançou a cabeça, um pequeno sorriso puxando seus lábios. "Todo mundo sabe que as mulheres são mais guerreiras que os homens. Algumas nações não deixam que as mulheres lutem, mas meu povo sabe que as mulheres lutam forte, mantém as crianças seguras. Talvez outra nação tem medo de dar armas às mulheres. Dar armas as mulheres, elas podem usá-las."

"Eu nunca vi mulheres guerreiras na sua arte."

"Você talvez não consiga diferenciar essas mulheres em roupas de guerra."

"Isso é legal", Alice observou. "Eu pensei que essas culturas antigas eram sempre muito machistas."

Jacob tinha esquecido que ela estava na sala. "Obrigado por nos ajudar, Allie. Você provavelmente deve ir para casa agora."

Alice balançou a cabeça. "Eu vou com vocês para resgatar Edward."

"Não, você não vai", disse Emmett. Ele segurava um saco de ervilhas congeladas no rosto inchado. "Alice, você tem filhos. Esta merda pode ficar perigosa. Realmente perigosa."

Alice levantou o queixo. "Você não pode me parar. Eu amo Edward também, Emmett. Deus, ele sempre esteve por perto quando éramos crianças, era como se ele fosse um dos meus irmãos. Se ele está em apuros, eu vou ajudar."

"Eu também", disse Jasper calmamente.

Jacob reprimiu um suspiro. Talvez ele pudesse falar com Jasper em particular mais tarde e lhe dar a atribuição de manter Alice fora de perigo.

"Não", disse Alice, com frieza. "Você já fez a sua parte, Jasper. Nós não precisamos de você."

Jasper pegou uma de suas mãos e a segurou com firmeza, quando ela tentou puxar. "Você realmente acha que eu deixaria a mulher que eu amo correr perigo sem estar ao seu lado?"

"Você não me ama," Alice cuspiu.

Jasper a beijou. Não foi um beijo duro, possessivo como Jacob teria esperado, mas um beijo suave e gentil de persistente doçura. Quando ele se afastou, seus lábios tremiam e as lágrimas brilhavam em seus olhos. Ele sussurrou: "Você realmente acha que eu nunca te amei?"

Alice soltou um soluço trêmulo. Ela lançou seu punho no peito dele com um grito angustiado com raiva.

"Eu sinto muito. Deus, Allie, eu sinto muito. Eu cometi um erro, um erro terrível, e eu sei que não mereço o seu perdão. Mas eu te amo e sempre amarei."

Alice bateu-lhe de novo, enquanto as lágrimas escorriam sobre suas bochechas e seu corpo tremia com a força de seus soluços. "Você não! Você não!"

"Eu sim."

Alice soltou um pequeno gemido e enterrou o rosto em seu peito. Jasper olhou para Jacob e sussurrou: "Existe algum lugar...?"

Jacob acenou com a cabeça e apontou para o corredor. Ele levantou dois dedos e apontou para a esquerda para que ele soubesse qual porta usar. O quarto de Edward. Jasper puxou Alice para seus pés. "Venha, querida. Nós precisamos conversar." Ele a levou para o corredor, o som de soluços de Alice arrastando atrás deles.

"Temos eles!" Rose gritou de repente.

Bella e Jacob trocaram um olhar rápido e correram para onde Rose estava com o laptop de Edward.

"Levei algumas tentativas para encontrar uma correspondência, porque eu tive que adivinhar alguns dos números da placa", explicou Rose. "Mas é isso. A van está registrada em uma agência de aluguel."

Jacob franziu o cenho. "Isso não é muito útil. Quantas agências de aluguel de automóveis têm nesta cidade?"

"Doze, mas apenas um dessa cadeia em particular e invadir sua base de dados foi uma moleza. Nós temos um nome, de qualquer maneira. Paul Lahote".

Jacob olhou boquiaberto. "O mendigo que Bella ajudou? Aquele filho da puta."

Rose levantou a mão. "Antes de você ficar chateado, ele relatou um assalto na noite de ontem. Já o verifiquei. Disse que roubaram sua carteira."

"Traga-o aqui", disse Jacob. "Ele pode ser capaz de descrevê-los."

"Ligar Mãaa", acrescentou Bella. "Ela ajuda, também."

"Bella, talvez ter Esme envolvida não seja uma boa ideia Ela não sabe..."

"Ela sabe", interrompeu Bella. "Eu a ouvi falar com Veelks. Ela diz, 'Bella vampira'."

A mandíbula de Jacob caiu. "O QUÊ?" Ele ficou mais surpreso que Bella não tinha negado o título.

Bella acenou com a cabeça. "Ela diz que ela sabe. Ela diz que ela conhece Brady e Bella fria como Brady".

"Será que as malditas surpresas nunca acabam?" Jacob murmurou. "Sim, eu vou ligar para ela. Isso vai ser uma conversa interessante. 'Olá, Sra. Cullen. Bem, obrigado. Só queria que você soubesse que seu único filho foi raptado por vampiros. Tenha um bom dia!'"

"Vou ligar para ela," Emmett ofereceu. "É minha responsabilidade, afinal de contas."

"Não é culpa sua, Emmett", disse Jacob. "Você deveria ficar perto e dar um olhar intimidador para afastar as pessoas que podiam perturbá-lo, e não protegê-lo de sequestradores e coisas que sacolejam na noite."

Emmett balançou a cabeça, mas Jacob poderia dizer que ele não acreditava nisso. Ele saiu da sala quando ele puxou o celular do bolso.

Felix voltou a entrar na sala com Paul no reboque, outro exemplo de ele sabia o que seus empregadores iriam querer sem a necessidade de ser questionado.

Paul tinha uma expressão envergonhada e a primeira coisa que ele disse foi como ele estava arrependido.

"Não é culpa sua." Quantas vezes Jacob ia ter que repetir essa declaração hoje? "Você pode nos dizer alguma coisa sobre como os seus assaltantes pareciam?"

"Havia um homem e uma mulher", disse Paul. "Eu não consegui ver direito a mulher, mas o homem era muito alto, com longos cabelos castanhos, e estranhos olhos verdes."

"Estranhos como?" Jacob perguntou, mas ele tinha a sensação de que ele já sabia.

"Tipo radiantes"

"Shinx," Bella sussurrou. "Eu matá-lo."

"Eu não poderia contar toda a história para a polícia", disse Paul em voz baixa. "Eles provavelmente teriam pensado que eu estava bêbado porque é..."

Jacob falou quando a voz de Paul sumiu. "Confie em mim, nós estamos acostumados a coisas estranhas. Diga-nos, por favor."

Paul respirou fundo. "Eu estava no parque, pegando um atalho para casa da loja de conveniência O cara de olhos verdes veio até mim. Ele apareceu do nada, eu juro que ele me perguntou alguma coisa, eu não me lembro o que era, mas quando eu parei... Deus, eu sei como isso soa louco, mas eu juro pela minha alma que é verdade. As raízes das árvores surgiram do chão e enrolaram em volta dos meus pés e pernas, e os arbustos ao lado cresceram em torno de meus braços. Eu não podia me mover. Ele se aproximou, pegou minha carteira do bolso e foi embora, alguns minutos depois que ele saiu, as plantas me liberaram".

Bella acenou com a cabeça. "Magia trazida da Folha".

"O quê?"

"Um duende", disse Jacob. Tanto Alice quanto Paul soltaram simultâneas risadas, que rapidamente pararam depois que viram que Jacob não estava brincando.

"Um duende", Paul repetiu, incrédulo. "Como em O Senhor dos Anéis?"

"Sim, algo assim. Só que este é um idiota."

"Eu entendo...", disse Paul lentamente, pensando claramente que ele esperava ser chamado de louco, mas não achava que os moradores da cobertura eram loucos também.

"Paa", disse Bella bruscamente e ele olhou para ela. Seus olhares se encontraram por um longo momento e rosto de Paul tornou-se leve, com o olhar distante e sem foco.

"Você esquece tudo isso," Bella instruiu.

"Sim, eu vou esquecer", Paul concordou.

"Você vai para casa agora."

"Eu vou voltar para casa agora." Paul girou sobre os calcanhares e marchou para a porta.

"Boa informação", disse Rose secamente. "Temos uma vantagem agora."

"Você acha que você pode encontrá-lo?"

Rose assentiu. "Eu sei alguns de seus nomes, lembra? Eu vou pesquisar. Me dê um par de horas, e eu vou ser capaz de encontrá-lo."

"Excelente".

"É melhor você e Bella descansarem um pouco", Rose aconselhou. "Eu vou acordá-los quando eu descobrir alguma coisa."

"Obrigado, Rose." Jacob não tinha certeza se seria capaz de dormir, mas ele viu a sabedoria da sua sugestão. Uma vez que eles tinham uma ideia de onde começar a procurar, quem poderia dizer o que estariam contra?

Ele tomou um banho e vestiu uma calça esportiva e uma camisa, roupa que seria confortável para dormir, mas decente o suficiente para que ele pudesse correr para fora de casa, se necessário. Ele encontrou Bella sentada na beira da cama, quando ele saiu do banheiro. "Oi, querida", disse ele, e quando ela olhou para cima, ele viu as lágrimas rosas agrupadas em seus olhos. "Você está bem?"

"Não", ela sussurrou. "Eu não está bem."

Sentou-se ao lado dela e puxou-a para um abraço. "Nós vamos trazê-lo de volta."

"E se não?"

"Vamos", disse Jacob com firmeza. "Eles não querem machucá-lo."

"Não, quero iniciar uma guerra."

Ele beijou o topo de sua cabeça. "Sim, eu acho que você está certa." Ele a abraçou enquanto ela chorava e eles adormeceram em um abraço reconfortante.


Bella acordou quando Mãaa bateu e abriu a porta do quarto. Ela ficou surpresa ao ver Bella deitada nos braços de Shaykob. Shaykob, que só tinha cochilado, acordou assustado e correu para fora da cama enquanto levantava as mãos como se para repelir um ataque. "Uhh... Não é o que você esta pensando", disse ele sem jeito.

Mãaa não ligou para isso. "Bella, venha para a sala de estar. Eu tenho algo para você." Ela girou nos calcanhares e se retirou.

Ela estava esperando quando Bella apareceu, seu cabelo trançado por Shaykob, vestindo um agasalho rosa que Shaykob tinha pego para ela do quarto de Edwurr. Bella não achava que poderia ter entrado no quarto, mesmo se não tivesse sido ocupado por Shasper e Ahlss, a quem Shaykob informou que ainda estavam em sérias discussões. Cercado por cheiro de Edwurr, cercado por suas coisas... Ela não teria sido capaz de suportar sua ausência.

Eles tinham que trazê-lo de volta. Ela não podia nem se permitir a considerar qualquer outra possibilidade.

Mãaa esperou quando Bella entrou na sala e estendeu uma arma. Shaykob assobiou em apreciação, então isso deveria ser bom. Bella não entendia porque essas coisas pequenas e a versão mais longa que estava na mão de Shaykob, que tinha sido dado por Shasper, foram chamadas pelo mesmo nome, e ela não estava inteiramente certa do que os objetos faziam.

"Você já usou um destes?" Perguntou Mãaa.

Bella balançou a cabeça.

"Tudo bem, então. Vamos até o porão. Os seguranças tem um campo de tiro lá em baixo. Jacob, você está convidado a vir junto."

Shaykob pareceu surpreso ao ser incluído, mas ele recusou educadamente e foi assistir Rose enquanto ela digitava no computador de Edwurr.

Bella seguiu Mãaa no quarto em movimento (elevador) e desciam em silêncio. As portas se abriram para uma sala cinza que cheirava a umidade e mofo. Mãaa levou Bella a um balcão em frente a um longo corredor e deu a Bella um chapéu estranho que tinha dois copos que descansavam sobre as orelhas com uma banda que atravessou a parte superior da cabeça. Eles abafaram o som, mas ela podia ouvir Mãaa enquanto ela explicava que os pequenos objetos metálicos atarracados eram chamados de "balas" e mostrou a Bella como inseri-los na arma. Ela pegou uma grande folha de papel de uma gaveta. Era uma forma humana escura com círculos desenhados no seu meio. Mãaa o colocou com um clipe em uma trilha e quando ela apertou um botão, ele deslizou para longe para o fundo da sala.

Bella assistiu enquanto Mãaa levantou a arma e enganchou o dedo em torno de uma onda de metal na parte de baixo da arma. Ela puxou a onda e a arma fez um estalo alto que fez Bella saltar um pouco. Um flash brilhante de metal dourado girou no ar quando a arma cuspiu a bala, seu topo faltando agora. Um buraco apareceu no centro do círculo menor no contorno humano cada vez que ela puxava a onda de metal. Ela colocou a arma no chão e inseriu mais balas.

"Você está pronta para experimentar?"

"Sim". Bella pegou a arma. Ela apontou para baixo o comprimento do cano e repetiu a posição que Mãaa tinha mostrado a ela. Novos buracos apareceram ao lado dos que Mãaa tinha feito. Ela parecia muito contente e disse a Bella que ela era boa de tiro. Bella não sabia o que significava o louvor, mas ela estava feliz por tê-lo.

Quando ela colocou a arma no chão, Mãaa não colocou mais balas nela. Em vez disso, ela se virou para Bella, sua expressão incerta. "Há... Há algo que eu preciso dizer."

Bella acenou com a cabeça para incentivá-la a continuar.

"Eu sei o que você é", disse Mãaa.

Bella acenou com a cabeça novamente. Ela já sabia disso.

"Eu não descobri isso até depois da festa de aniversário de Edward. Houve sinais, mas eu nunca os liguei." Mãaa virou a banda de ouro puro que ela usava na mão esquerda. "Isso explica muito sobre o seu... comportamento. Compreendo agora que você é de uma época diferente e assim você pensa de uma forma diferente." Ela encontrou os olhos de Bella, e eles próprios estavam incomodados. "Se o meu filho pode aceitar, então eu devo também. Mas eu realmente queria dizer o que eu disse sobre o que faria se você o machucar."

"Eu nunca ferir Edwurr," Bella prometeu. "Eu amo Edwurr. E eu trazê-lo de volta."

Mãaa alisou o cabelo de Bella. "Eu sei que você vai, minha querida. E eu sei que você vai fazê-los pagar pelo que fizeram."

"É uma promessa", disse Bella severamente.


N/Paulinha: Ain Aquela vaca da Tania ta com o nosso Edward

Felizmente a manipulação mental não funciona nele uffa, sera que tem haver com a Bella?

Enfim, o que será que rola no próximo?

bora comentar povo ;)