Traduzido por Nanda Lemos.
Revisado por Késia dos Santos.
Revisado por Vivian
Capítulo Vinte e Dois
Edward abriu os olhos.
Por um momento, ele não conseguia entender o que estava vendo. Os rostos acima dele pareciam... Diferentes. Ele não conseguia entender por que sua pele parecia da forma como ela parecia. E então ele percebeu que ele estava vendo a cor pela primeira vez em sua vida.
Ele inalou em um suspiro e o cheiro mais incrível que ele já tinha encontrado fizeram suas entranhas se apertarem com fome. O homem. O homem era a fonte do cheiro, e seus olhos vidraram com o pulsar da veia debaixo de sua pele. SIM!
Em um flash, Edward agarrou o homem e foi para sua garganta. A mulher gritou e jogou Edward no chão, arrancando-o longe de sua presa. Ele lutou contra ela, mesmo que uma voz distante em sua mente racional advertiu-lhe para não machucá-la porque ela era...
Bella.
Ele ainda sentia.
Jacob. Era Jacob que ele estava tentando atacar. Horror o chocou, como ser encharcado com um balde de água gelada.
"Shaykob, leve Nessa, ir para cima!" Bella disse, sua voz afiada com urgência.
"Bella?" Jacob parecia tão surpreso quanto Edward .
"VAI!" ela gritou.
Jacob correu para as escadas e agarrou o braço de Nessa. Ele puxou-a para cima atrás dele e não parou até que eles estavam na sala de estar. Edward podia ouvi-los tão claramente como se estivessem a apenas um pé de distância.
"Que diabos?" Nessa chorou. "O que aconteceu?"
Parecia que Jacob tinha se deixado cair em um sofá ou poltrona. Edward ouviu o farfalhar de pano e o ranger das molas. "Edward ... Edward é um vampiro."
Edward olhou para Bella para confirmação. Sua testa enrugada em confusão. Ele não conseguia entender. A última coisa que ele lembrava ...
Tanya.
Sua mão voou para o lado de seu pescoço e seus dedos encontraram um ferimento horrível. Ele deveria estar sangrando. Ele devia estar...
"Morto", ele sussurrou. "Eu estou morto... Não estou?"
Bella segurou seu rosto enquanto ela falava em Quechua. Seus dedos macios, frescos acariciaram sua pele, e ele acariciou os lábios na palma da mão. "Você é como eu, no meu tempo, eu teria chamado você de deus, mas agora tenho de usar o termo, tive que aceitar... Vampiro"
"Como isso aconteceu?" Edward perguntou, mas mesmo que as palavras saíram-lhe, ele sabia. Lembrou-se do gosto frio, metálico na boca. O sangue de Tanya. Ela o tinha mudado antes de morrer. Ela apertou-lhe o pulso sangrando em seus lábios e ele engasgou...
"Onde ela está?" ele disse, e suas palavras saíram como um rosnado.
A voz de Bella era instável e as lágrimas encheram-de-rosa os seus olhos. "Eu a matei. Matei pelo que ela fez com você. Pensei que estivesse morto. Shaykob e eu ... Nós pensamos que você tinha ... ido."
Ele abriu a boca para pedir desculpas, mas a única coisa que saiu foi um gemido quando uma cãibra terrível atingiu seu abdômen. Ele se dobrou de dor.
Os olhos de Bella estavam compassivos. "Eu sinto muito, Edwurr, mas você está prestes a ficar muito doente. Venha comigo." Ela o ajudou a se levantar e apoiou-o quando ela o levou para o banheiro no andar de cima. Passaram por Nessa e Jacob na sala de estar, mas Edward estava apenas vagamente consciente da presença deles.
"Eu gostaria de poder tirar a dor e suportá-la para você," Bella disse quando ele gemeu de novo por outra cãibra agonizante. "Ou comandar sua mente como faria um ser humano, mas eu já não tenho esse poder sobre você. O único conforto que eu posso oferecer é que isso vai passar logo, e dar-lhe a promessa de que você nunca vai ficar doente de novo."
Ele estava muito doente para estar constrangido, muito miserável para sequer se assustar com o sangue e pedaços de tecido de seu corpo expulsos como seus órgãos, agora desnecessários e com novos em seu lugar. Seu corpo vertendo as toxinas e resíduos da sua vida humana, até os dentes, ele já não são necessários, substituídos por aqueles que ele fez.
Depois que isso finalmente acabou, Bella ligou o chuveiro. Ele ansiosamente pisou sob seu jato, revoltado com os aromas que se agarravam a sua pele, mas ele cambaleou para trás rapidamente, tão rápido que ele escorregou e arrancou a cortina do chuveiro e caiu, ainda tentando bloquear as agulhas urticantes da água. Bella se lançou para frente para ajudá-lo a se levantar. "Sinto muito", ele desabafou.
"Está tudo bem", assegurou ela. "Sua pele vai ficar sensível por um tempo. Eu deveria tê-lo avisado. Mas tem sido assim por muito tempo ..." Ela franziu a testa como um pensamento que ocorreu-lhe e abriu a porta do banheiro.
"Shaykob?" ela chamou em Inglês. "Você pode conseguir roupas Edwurr? Deve ser novo."
"Eu vou," Nessa ofereceu. "Walmart não é muito longe daqui. Apenas uma camiseta e jeans?"
"Roupas macias," Bella disse a ela. "Lembre-se, deve ser novo. Envolto em plástico, não tocado."
Edward forçou sob o jato com um estremecimento. Ele se esfregou rapidamente, e ficou boquiaberto quando o cabelo do seu corpo caiu. Fazia sentido, ele supunha, já que Bella não tinha pêlos no corpo, mas ainda veio como uma surpresa ver tudo reunido na tela do dreno. Parecia que um roedor havia se afogado na banheira.
O cheiro do sabão era quase tão repugnante como os aromas humanos remanescentes em sua pele. "Como é que você aguenta isso?" ele perguntou a Bella. "Tudo cheira".
"Você vai se acostumar com isso", ela prometeu, e ele supôs que era como as novas cores que pareciam queimar os olhos com o seu brilho. Com o tempo, sua mente iria aprender a aceitá-los e eles iriam desaparecer no fundo. "Você não tem que respirar, Edwurr. Só falar."
A ideia era surpreendente. Ele tomou uma respiração profunda automática, em preparação para a sua realização, e o ténue, aroma delicioso atingiu seu estômago novamente. Suas presas alongaram e ele gemeu baixinho.
"Em breve", ela prometeu.
"Eu quase ataquei Jacob". Vergonha fez a sua voz baixa e áspera.
Bella acenou com a cabeça. "É difícil manter o controle em primeiro lugar. Mas não se preocupe, eu vou ajudá-lo. Eu não vou deixar você fazer mal a ninguém, Edwurr".
Ele viu um fantasma de dor em seus olhos. "Você... Feriu alguém?"
Ela desviou o olhar. "Meus sacerdotes esperavam por isso. Eles me trouxeram criminosos condenados, prisioneiros inimigos capturados... Pessoas que não seriam sentidas se a Deusa 'exigisse um sacrifício', como eles chamam. Mas eu odiava. Eu odiava tirar vidas apenas para saciar minha fome e eu aprendi a me controlar, logo que pude."
Edward abaixou a cabeça para trás sob a ducha para enxaguar. "Eu não posso acreditar que eu tentei machucar Jacob."
"Você tinha acabado de acordar", disse Bella lealmente. "Você estava confuso."
"Por quanto tempo eu ...?" Ele não queria usar a palavra 'morto' novamente, mas parecia a única palavra que convinha.
Bella balançou a cabeça. "Eu não sei. Algumas horas, talvez."
Houve o som de uma porta sendo aberta e o farfalhar de um saco plástico. Nessa bateu na porta e entregou a bolsa através do pequeno espaço para Bella. Dentro havia um pacote plástico com três de camisetas coloridas, um pacote de cuecas e um par de calças esportivas. Eles cheiravam levemente das mãos que lhes tinham costurado, mas ele podia tolerar isso. Ele sorriu para si mesmo enquanto se vestia; pela primeira vez em sua vida, ele sabia de que cor eram as meias.
Ele olhou para o espelho e viu a ferida aberta no lado de seu pescoço. Ele se encolheu ao vê-la.
Não doeu, nem mesmo quando ele gentilmente cutucou-a com os dedos, mas parecia horrível.
"Vai curar depois de sua primeira alimentação," Bella assegurou. "Você não vai mesmo ter uma cicatriz."
Seu intestino apertou com fome com a idéia de alimentação, mas ele ignorou-o e estudou seu reflexo. Viu, também, pela primeira vez, a cor de seus olhos, a sombra de seu cabelo rebelde.
"Seus olhos são de um verde mais claro do que eram antes ...", Bella observou.
"Isso é normal?"
Ela assentiu com a cabeça. "Eles vão desaparecer ainda mais ao longo do tempo. Os meus costumavam ser quase pretos."
Ele se virou e olhou para as suas profundezas quentes e suaves. Ele amou a cor imediatamente.
"Eles são lindos", disse ele. Ele pegou uma mecha de seu cabelo e examinou-o entre os dedos. Escuro com reflexos de outras cores. Ele percebeu que teria que começar a aprender a combinar as cores e até os seus nomes. Ele riu quando pensou que ele provavelmente deveria começar a assistir Vila Sésamo com Bella.
Edward estendeu a mão e agarrou a maçaneta da porta de vidro, só para senti-la quebrar debaixo da sua mão. Ela tamborilava ao tapete como pedrinhas. Outra coisa que ele teria que aprender, aparentemente: controlar a sua força. Bella riu e colocou a mão na dele e abriu a porta, usando a pequena haste de metal que era tudo o que restava da maçaneta.
Ele e Bella saíram do banheiro, de mãos dadas. Nessa e Jacob estavam sentados no sofá, e Jacob ficou de pé, logo que ele viu Edward. "Ei, amigo", ele murmurou. Seus olhos estavam vermelhos, Edward percebeu e seu coração - ou o que fosse que ele tinha lá agora - doía por seu amigo. "Sinto muito, Jacob. Sinto muito que você teve que passar por isso. E eu sinto muito. Eu tentei transformá-lo em uma raspadinha humana. Aquela bebida que é so gelo corante e essência..."
Jacob se adiantou e fez uma pausa. "Eu... Uh... Eu realmente gostaria de te dar um abraço agora."
"Isso pode não ser uma boa idéia," Nessa advertiu. Edward recuou um pouco de seu fedor dayman quando ela se aproximou.
"Eu posso lidar com um abraço", disse Edward. Especialmente com aquele cheiro apagando qualquer coisa apetitosa.
Jacob jogou seus braços em volta de Edward e estremeceu. "Eu pensei que tinha perdido você", disse ele.
Edward não respondeu. Ele não queria inalar com a garganta de Jacob tão perto. Ele recuou e notou que Bella estava pairando perto, seus olhos afiados e vigilantes. Ele não a culpava. Ele apreciou, na verdade. Olhando para Jacob... Olhando para Edward, certificando-se de que ele não faria nada do que ele iria se arrepender.
"Eu tenho um pouco de sangue engarrafado," Nessa anunciou. Ela levantou um saco de papel para o topo da mesa de café e retirou dois frascos de vidro, cada um envolto em uma folha de jornal para mantê-los livres de quebrar ao se baterem juntos. Pareciam garrafas de vinho comuns para Edward, seu conteúdo oculto atrás de um vidro verde escuro.
"Onde você conseguiu isso?" Perguntou Jacob.
"Há um bar de sangue para vampiro a apenas um par de quarteirões de distância", explicou Nessa. "Eu fiz uma pesquisa no meu iPhone, enquanto eu estava dirigindo para o Walmart."
Jacob riu. "Não me diga que há um app para isso."
Nessa sorriu. " Há sim, na verdade." Ela tirou a tampa de uma das garrafas. "Você quer que eu aqueça para você?"
Edward piscou. "Eu não sei."
Ela estendeu a garrafa. "Experimente e se você não gostar frio, eu vou aquecer o próximo para você."
Edward pegou a garrafa dela e inalou para agradecê-la e quando o fez, o cheiro de sangue deu um soco nele. Ele avidamente engoliu o conteúdo da garrafa, sem se importar que estivesse frio. O gosto... Ele esperava estar desgostoso por isso, mas não tinha o mesmo gosto que tinha quando ele era um ser humano. Era o néctar dos deuses, a coisa mais deliciosa que já tinha consumido. Ele não poderia compará-lo com comida humana (que parecia um pouco nojenta para ele agora) o sabor era completamente original, algo que ele nunca tinha encontrado. Era doce e salgado e rico e ele não poderia obter o suficiente disso.
Ele deixou cair a garrafa vazia. "Mais", ele murmurou, e lembrou-se de suas maneiras somente com esforço supremo. "... Por favor."
Nessa realizada simplesmente deu a segunda garrafa e ele arrancou a tampa, em vez de tomar o tempo para desenroscá-la. Ele bebeu-o ansiosamente. Tinha um gosto diferente do primeiro, mas cada gole foi agradável.
"Santo Jesus", Jacob sussurrou. Ele estava olhando para o pescoço de Edward. Edward estendeu a mão para tocá-lo e encontrou a pele lisa, curada. Ele abriu a boca para dizer alguma coisa quando um vulto preto cruzou o quarto para deslizar sob o sofá e o fez esquecer suas palavras.
"Eu avisei que eu vi alguma coisa", disse Jacob, surpreso.
Edward levantou a ponta do sofá, um pouco mais forte do que pretendia, uma vez que voou pela sala para colidir com a porta da cozinha. Abaixo dele havia um punhado de amendoim, várias e terríveis enormes bolas de poeira, e uma muito assustada gata preta.
"Mrow?"
Edward colocou a garrafa vazia na mesa de café e se curvou para pegá-la. Ele teve o cuidado de simplesmente colher a gata em cima da palma da sua mão, com medo, se ela o agarrasse , iria esmagar as costelas da gata, os olhos Verde-ouro da gata conectados com ele, sinistramente sensíveis. Edward ficou surpreso com a ligação, o reconhecimento que ele sentia.
"Pequena pantera!" Bella disse em Inglês. Ela os tinha visto na televisão, mas nunca tinha encontrado um gato doméstico no mundo real. Ela estendeu a mão e acariciou as aveludadas orelhas macias da gata. Ela ronronou e se aconchegou em sua mão com a cabeça triangular.
"Gata", corrigiu Jacob. "De onde é que ela vem?"
"É a gata de Tanya," Edward disse a ele.
"Ugh. A pobre criatura já sofreu o suficiente." Jacob coçou sob o queixo da gata e ela ronronou mais alto. "É melhor levá-la conosco, já que Jinx e Brady se foram."
"Eu não acho que Felix gosta de animais domésticos", disse Edward.
"Você só diz isso porque ele tentou jogar Noodles* na frente de uma van em movimento uma vez."
*Noodles seria o nome do cachorro de Tanya pra quem não lembra.
Edward e Jacob riram da memória e, em seguida, caíram abruptamente em silêncio quando ocorreu a ambos que eles tinham quase perdido a oportunidade de momentos como estes. Jacob piscou com força para empurrar as lágrimas e tudo o Edward podia fazer era puxá-lo para outro abraço.
Nessa apontou que estava ficando perigosamente perto de amanhecer e assim eles elegeram ficar para o dia na casa de Jinx, tão desagradável quanto todos achavam a perspectiva. Jacob ligou para Emmett e Rose para dizer-lhes onde estavam, para que não se preocupassem, e dar-lhes as boas novas sobre Edward. Emmett explodiu em altos soluços de alegria e Rose se recusou a acreditar até que ela falou com Edward ela mesma. "Eu estou apenas quase morto", ele garantiu a ela e ela riu até mesmo enquanto chorava.
Edward e Bella pegaram o Futon* desdobrável no pequeno quarto de hóspedes, enquanto Jacob e Nessa dividiram o sofá-cama. Nenhum deles sequer considerou o uso do quarto de Jinx e Brady, incluindo a gata, que se enrolou no pé da cama de Edward e Bella.
*Marca de sofá-cama.
Jacob tinha encontrado um saco de dormir em um dos armários do quarto e fechou-se por dentro, como um saco de empacotamento, depois de construir um muro de travesseiros alto no centro da cama, algo que parecia divertir Nessa. Todos eles adormeceram assim que seus corpos exaustos bateram nos colchões e ninguém acordou antes do por do sol na noite seguinte.
Pouco depois de escurecer, Emmett veio para pegar Jacob e Nessa e sua nova gata, enquanto Edward e Bella declararam que encontrariam o seu próprio caminho de casa. Bella estava ansiosa para mostrar a Edward o mundo da noite, como ele nunca tinha visto isso antes. E saindo para a rua, ele ficou surpreso. Não parecia ser escuro em tudo, para ele. Para os olhos de vampiro, era tão brilhante como o dia, mesmo com a luz da rua quebrada. Mesmo as cores eram nítidas e claras.
Ele podia ouvir todos os sons: os minúsculos pés tocando os vagalumes, uma vez que se arrastavam até o poste de luz, o farfalhar de um guaxinim, quando se arrastava pelo mato, os sons de TVs, brigas, sexo e conversa das casas ao longo da rua.
Edward caminhou ao lado de Bella pela calçada. Seus pés estavam nus; ele entendia agora sua objeção ao cheiro de 'pele morta', e seus sapatos de couro tinham sido abandonados. E por falar em cheiros... Ele cheirou o ar e pegou outra baforada de fumaça. Ele virou-se para trás para ver chamas dançando alegremente nas cortinas na sala de Jinx. Bella arqueou uma sobrancelha para ele e ele riu.
"Corre comigo.", ela pediu, e eles correram, se movendo tão rápido que os olhos humanos não poderiam acompanhá-los. A noite era o seu playground, seu império. Quando chegaram à cidade, Bella lhe mostrou o quão alto eles podiam saltar, saltando para o topo de um caminhão, e de lá, para o telhado de um prédio próximo. Ele riu em pura alegria quando ele tentou fazê-lo. Ele nunca tinha sido atlético, sempre o último garoto escolhido para uma equipe de futebol na aula de ginástica, nunca capaz de subir a corda ou fazer tantas flexões como os outros meninos, mas agora seu corpo obedeceu todos os seus caprichos.
Ele escalou uma parede de tijolos como Homem-Aranha, se movendo tão rápido que ele precisava de quase nenhum contato para dirigir o seu caminho para cima. Ele perseguiu Bella de telhado em telhado. Sua risada flutuou de volta para ele na brisa que ousava um ao outro para ir mais rápido, mais alto, mais longe. Ele a pegou pela cintura e a girou em torno dela contra uma chaminé de tijolos e colocou-a lá, o riso desaparecendo de seus olhos, uma vez que foi substituído com o calor repentino.
"Não se mova," ele sussurrou. Ele tirou as mãos de seus quadris e ela saltou para longe dele, sem aviso prévio. Posicionado à beira de um telhado, ela deu-lhe um sorriso. Ela abriu os braços e mergulhou para trás. Ele correu para a beira ao vê-la dobrar as pernas e rodando, pousando levemente sobre seus pés na parte inferior. Ela soprou-lhe um beijo. "Me pegue, se você puder!" ela o chamou.
Ele pulou atrás dela, sua aterrissagem um pouco menos graciosa por falta de prática, mas ele decolou depois dela em um pulo, após a fraca trilha de cheiro picante que ela deixou em seu rastro. Ele virou uma esquina no final de um beco e congelou a poucos metros de uma prostituta. Ela usava um manchado mini-vestido apertado com saltos plataforma rosa brilhante e ela apoiou um deles contra a parede, enquanto fumava um cigarro. "Hey, baby", disse ela com facilidade. "Você está procurando por um bom tempo?"
Edward não respondeu. Mesmo a essa distância, ele podia ver a vibração de luz de seu pulso contra o lado de seu pescoço. Ele estava hipnotizado por ela. Ele deu um passo lento para frente, e depois outro.
"Edwurr." A voz calma de Bella quebrou o transe. Ele vacilou e teria corado, se isso ainda fosse possível.
"Você pode," Bella disse em Quechua. "Vá em frente. Vou ajudá-lo. Você não vai machucá-la."
Edward respondeu em Inglês. "Eu - eu não sei o que fazer."
A prostituta riu. "Eu vou te mostrar, querido!"
"Está tudo bem," Bella disse, ignorando a mulher. "Seus instintos irão guiá-lo. Pegue os olhos dela com os seus próprios. Olhe para eles, profundamente, e diga a ela que ela não vai sentir nenhuma dor, e ela não vai se lembrar disso."
"Ela vai fazer o que eu digo?"
Bella acenou com a cabeça. "Qualquer coisa."
Edward olhou nos olhos turvos da mulher e o cigarro caiu, despercebido, por entre os dedos. O rosto dela ficou frouxo. "Isto não vai doer", ele disse a ela. "E você não vai se lembrar disso."
Ela repetiu suas declarações. Edward inclinou a cabeça ligeiramente. A veia pulsante chamou-o como um raio trator. Ele abaixou a cabeça quando suas presas alongaram.
"Gentilmente," Bella persuadiu. "Só perfurar. Você não tem que morder forte." Isso o fez estremecer, o pensamento do roer de Tanya ao lado de sua garganta. Ele cuidadosamente apertou os dentes para a pele da mulher. Com um pop suave, a pele quebrou sob os pontos e êxtase inundou sua boca.
Ele bebeu avidamente, lutando contra a tentação de morder novamente para abrir a ferida mais amplamente para permitir que mais do precioso líquido inundasse sua boca. A mulher arqueou e tentou esfregar seu corpo contra o de Edward quando o prazer cantou em suas veias. Ele habilmente contornou.
"Edwurr."
Ele baixou a cabeça para trás e gemeu. "O que, Bella?"
"Isso é o suficiente", disse ela com firmeza. "Você não pode tomar mais ou você vai enfraquecê-la. Se você ainda estiver com fome, vamos encontrar outro para você, mas você tem que deixá-la ir agora."
Seus instintos estavam a rosnar e segurar a sua refeição, impedir que ela fosse tirada dele, e por um momento, aquela criatura selvagem que agora compartilhava seu corpo quase venceu. Ele empurrou a mulher para longe e se encostou na parede. Ele pressionou a testa para o tijolo frio.
"Aqui, para você", disse Bella em Inglês. Ela entregou à mulher um maço de notas de sua bolsa.
Edward virou-se para a mulher terminando as instruções que ele queria dar a ela. "Você vai voltar para a escola", disse ele. "Você vai sair dessa vida, porque você merece coisa melhor. E se você precisar de ajuda, você vai ligar para este número." Ele recitou seu número de telefone celular para ela, e a mulher repetiu obedientemente.
"Você não vai esquecê-lo", ele insistiu.
"Não, eu não vou esquecer."
"Bom. Cuide... Cuide de si mesmo."
Ele pegou o braço de Bella e eles deixaram a pista, atravessando a rua em um parque nas proximidades.
"Isso foi muito gentil da sua parte", disse Bella, seus olhos suaves e luminosos.
"Senti que devia a ela mais do que dinheiro. Que eu poderia tê-la machucado."
Bella balançou a cabeça. "Eu não iria deixar que isso acontecesse", ela prometeu. Ela estendeu a mão para acariciar seu rosto. "Vamos para casa."
Seus olhos se encheram de calor de novo e ele arrancou-a da calçada e correu o mais rápido que podia para o Masen International Building.
"Me desculpe," Edward sussurrou, quando ele acordou Bella pela quinta vez.
Ela sorriu, sonolenta e abriu os braços para ele, embora seu corpo estivesse dolorido até agora. Ele se sentia culpado por estar importunando-a como uma adolescente com tesão, mas ele não tinha tido esse tesão nem mesmo quando ele era adolescente. "Eu não me importo", disse ela em Quechua.
Ele resmungou baixinho e prendeu-lhe os pulsos para o travesseiro ao lado de sua cabeça. Junto com sua libido, seu desejo de dominar aumentou também, mas Bella parecia deleitar-se com ele. Ela inclinou a cabeça para o lado para dar-lhe o acesso a sua garganta, no entanto, isso provavelmente tinha que estar dolorido, também, a partir do número de vezes que ele tinha mordido ela esta noite. Seu sangue não o alimentava, mas ele cumpriu uma fome mais profunda, erótica que tinha adquirido com a sua mudança.
Ele foi cuidadoso com ela, desta vez, oh tão gentil quando ele moveu seu corpo sobre o dela. Mas ele não podia parar. Ele estava viciado em prazer, cem vezes mais intenso agora que ele era um vampiro. Cada sensação foi ampliada, todos os sentidos intensificados. Vampiros masculinos não estavam vinculados a um único orgasmo por sessão de amor como os seres humanos estavam; como as mulheres, eles poderiam ter muitos quanto seu parceiro estava disposto a dar, e nenhuma bagunça pra limpar. Se ele soubesse sobre isso, pensou com tristeza, ele teria implorado para Bella transformá-lo muito antes de agora.
Quando ele finalmente estava saciado, ele caiu ao lado dela e puxou-a para um abraço. Ela desenhou um coração no peito e sorriu para ele, embora seus olhos estivessem um pouco tristes. Ele sabia o que ela estava pensando, sem ter que perguntar. Ele desejou que ele pudesse apagar a memória da dor que ela e Jacob tinham sentido.
Houve uma batida e ele suspirou. "É melhor se vestir", disse ele relutantemente quando ele puxou um par de calças para atender a porta.
"Alimentação.", disse Jacob.
Edward respirou fundo por hábito, não por necessidade. "Estaremos prontos em dez minutos."
N/Paulinha: Ow Edward vampiro é divoooooooooo *.*
Povo pervo boa noticia, consegui uma tradutora pra essa fic que é diva e rápida \o/ kkkk
Então posso postar ate duas vezes por semana, vai depender do coments ok ;)
