Traduzido por Nicole Fernandes
Revisado por Beatriz
Capitulo Trinta e Dois
A Rainha dos Vampiros aproximou-se cautelosamente de Bella e aceitou sua mão estendida. Bella agitou a mão, e então ela fez algo que Edward nunca teria esperado: ela abaixou sua cabeça em uma pequena curva. Não era uma reverencia completa que era esperado por uma rainha, mas era uma concessão surpreendente vindo de uma mulher que acreditava ser a encarnação da Deusa.
"Respeito a você, Rainha", disse Bella.
Victoria olhou surpresa, mas ela curvou sua cabeça em retorno, apesar dela nunca tirar os olhos do rosto de Bella. "Respeito a você também."
"Sua Majestade!" uma mulher perto da janela chamou, seus olhos arregalados de medo. Ela gesticulou freneticamente para fora.
Victoria virou a cabeça para a janela. "O que é isso, Sue?"
"Isso é... Você tem que ver..."
"Oh, foda-me," Victoria suspirou. Sua mão apertou o peitoral da janela até que a madeira quebrou sob o aperto.
Lá fora, centenas de elfos estavam reunidos, de pé em um circulo silencioso ao redor da praça. Eles carregavam arcos e espadas, e a chuva derreteu a pintura de seus peitos nus deslizando para seus estômagos. Eles estavam em organizadas filas, ansiosos, esperando.
Enquanto eles assistiam, dois elfos entraram na praça carregando uma taça de metal preto com o fundo arredondado e a colocaram em um suporte de metal. Uma mulher adiantou-se com um jarro de prata em suas mãos. Mesmo a distancia, Edward podia ver o quão cuidadosamente ela carregava isso, seus braços estendidos, com seu rosto ligeiramente virado. Seus passos eram lentos e ela carregava o jarro cuidadosamente, como se ele fosse uma cobra adormecida que poderia acordar e atacar se não fosse cautelosa o suficiente.
Ela pegou a taça e virou a jarra sobre ela. Ela derramou uma corrente de liquido cintilante e quando ele atingiu o fundo da taça, houve uma enorme explosão de um fogo esverdeado. Ela correu de volta, rapidamente, enquanto o fogo crescia cada vez mais alto.
Edward balançou a cabeça e franziu a testa para esse desafio da física. Nada na taça pra queimar, no entanto as chamas pareciam crescer mais a cada momento até ser uma instável fogueira. Os elfos mergulharam tochas de madeira e a chama verde saltou ansiosamente para a madeira, embora não houvesse nenhum estofo molhado de combustível na ponta.
"Fogo élfico", alguém disse atrás deles e Edward virou com um olhar questionador para o homem que falara.
Edward não sabia o que isso era, mas o terror no rosto do homem explicava muito. "Bella, faça chover mais forte e acabe com isso."
O homem balançou a cabeça descontrolavelmente. "Não! Você não entende! Não é como um fogo comum. Se espalha como liquido e se agarra a tudo que toca, correndo como acido." O homem foi lentamente se afastando da janela enquanto falava, apesar de Edward achar que ele não percebia isso. "Você não pode apagá-lo com água; isso só faz ele se espalhar mais. Você não pode pará-lo. Você não pode-"
"Call," Victoria disse a ele, com uma voz suave. "Pare com essa merda, ok?"
Os olhos de Call se esbugalharam em sua pele pálida, mas ele assentiu.
"O que eles estão fazendo?" Sue perguntou para ninguém em particular enquanto ela olhava para os elfos imóveis ao redor da torre.
"Esperando," Victoria respondeu. "O anoitecer esta chegando em poucas horas. Eles sabem que os novatos e jovens vampiros não podem lutar contra a atração pela noite." Ela lançou um olhar ao redor da sala. "Eles vão entrar em pane onde eles estiverem, não importa o que esteja acontecendo. Nós perderemos metade de nosso numero sem nenhum esforço da parte deles. Incluindo a mim."
"Não!" Edward irrompeu. A chama inextinguível não o assustou tanto quanto isso, o pensamento que ele não poderia lutar ao lado de Bella. "Tem que ter algo-"
Dois elfos ficaram a frente do grupo e pegaram flechas de suas aljavas. Simultaneamente, como se o movimento tivesse sido coreografado eles mergulharam as cabeças das flechas nas chamas e as encaixaram nos arcos. Duas faixas de fogo verde atravessaram o céu e pousaram no telhado de um pequeno prédio no canto do pátio.
"A garagem!" Um homem assistindo na outra janela gemeu. "Meu Bentley está lá."
Enquanto Edward assistia, ele viu o verdadeiro horror do Fogo Élfico. Exatamente como Call falou, ele se espalhou como agua, derramando-se em uma onda suave pela superfície do telhado. Edward assistiu fascinado. Não parecia queimar tanto quanto consumia, parecendo dissolver o telhado que estava embaixo enquanto o fogo verde sem fumaça crescia mais alto no céu. Isso desceu pelas paredes em riachos, deixando pedaços vazios no caminho. Edward podia ver os carros brilhando lá dentro, refletindo o brilho esverdeado das chamas. Uma bola de Fogo Élfico caiu pelo telhado em um carro e começou a corroer o metal. Após alguns momentos, o carro estava tomado pelas chamas e seu alarme começou a tocar em protesto. O homem que tinha gemido por seu Bentley gemeu de novo.
Bella se afastou da janela e olhou para o teto de madeira. "Alguma coisa acima?" ela perguntou para a rainha.
Victoria balançou a cabeça. "Só o telhado."
"Não podemos descer. Eles queimam telhado. Se o fogo não nos queimar, o sol vai". Bella balançou a cabeça e virou para Edward. Ela mudou para Quechua. "Eu posso tentar deixar o sol bloqueado com as nuvens, mas talvez não seja suficiente. Edward... eles não nós deixaram com nenhuma outra opção." Ela ficou na ponta dos pés e beijou ele. Foi um beijo de doce tristeza, e quando ela se afastou, lagrimas rosas brilhavam em suas bochechas. Edward não sabia se era dela ou dele.
Quando ela voltou a olhar para os elfos com uma expressão dura e um brilho perigoso nos olhos. "Eu não tive nenhuma chance a não ser me tornar uma Deusa, mas ninguém nunca mais ira me forçar a aceitar um destino que eu não desejo."
Ela colocou uma mãe no braço da rainha, e Victoria deu um pequeno pulo. "Nós devemos descer," ela disse em português. "Eu e você."
"O caralho que você vai," Call exclamou. "Não posso deixar minha rainha ir lá embaixo sozinha com você."
"Call, ela está certa," a rainha respondeu. Ela olhou através da sala e assentiu. "É o único jeito. Eles vão queimar a torre ao nosso redor e nos queimaremos também, pelo Fogo Élfico ou pelo sol."
"Nos podemos ir pra baixo," Call disse, sua voz tingida com desespero. "O chão daqui é de pedra. Isso não pode queimar pedra, certo?"
Nessa falou. "Você acabou de ver isso queimando metal. E aquelas videiras..."
"Eu não posso," disse Call, sua voz quebrando um pouco. Ele se ajoelhou em frente a rainha e olhou para ela com os olhos brilhantes. Edward sabia que o que Nessa afirmava sobre a rainha tinha que ser verdade, para inspirar tanta lealdade e amor daqueles ao seu redor. "Victoria, eu não posso..."
Ela alisou seu cabelo e sorriu gentilmente para ele. "Eu estou te ordenando."
Call ergueu seus olhos e duas lágrimas caíram brilhando em suas bochechas. Victoria olhou em volta de novo. "Todos vocês, estou ordenando que permaneçam aqui e não interfiram. Não importa-" Ela parou um momento e tomou uma respiração profunda. "Não importa o que vocês vejam. Vocês entenderam? Vocês são serventes do tronos. Não quem o ocupa."
Houve exclamações de protesto mas Victoria permaneceu firme. Ela disse algumas palavras para alguns deles, distribuiu alguns abraços rápidos e então olhou em volta. "Nessa, onde você está?"
"Estou aqui." Nessa continuava ao lado da janela. Ela mancou até a rainha e Vctoria a puxou para seus braços. Obrigada, Ness," Victoria sussurrou. "Eu quero que você saiba que eu sempre soube que você era leal a mim, e eu sei que você tentou parar isso."
Nessa sufocou um soluço e apertou Victoria forte. "Volte para nós," ela ordenou.
"Sim, senhora," Victoria respondeu, e o sorriso que ela deu a Nessa oscilou um pouco. Ela virou para Bella e apertou seus ombros. "Estou pronta. Como chegaremos lá embaixo?"
Bella apontou. "A janela." Só havia uma grande suficiente para passar as duas. Seria apertado para Victoria, que tinha mais curvas que Bella.
Bella levantou sua mão e o vidro da janela explodiu para fora em uma chuva de fragmentos que tintilaram levemente quando atingiam as pedras ao longe no pátio.
"Você sabe, você poderia simplesmente ter me pedido para abrir," Call disse. Victoria lançou a ele um olhar divertido enquanto ela e Bella passavam. As duas olharam pra fora, para as molhadas pedras cinzas a baixo.
"Isso é uma baita de uma queda," Victoria comentou. "Isso vai doer."
"Eu nos levar," Bella lhe disse.
Mas no foi preciso. Logo que os elfos viram a rainha e a deusa na janela, se preparando para sair, um deles foi afrente e gritou uma palavra em élfico. Ele levantou suas mãos e começaram sussurros que foram crescendo e se tornando mais nítido a cada momento. As pedras entorno do pátio soltaram e quebraram as raízes grossas explodiram em duas partes, surgindo como um par de mãos cheios de dedos. Eles se curvaram em direção ao outro e se entrelaçaram, se definindo e tornando a forma de escadas. Victoria recuou quando as raízes tocaram a base da janela, mas ela simplesmente tomou a forma de um degrau. Toda a forma continuou enquanto ela era moldada corretamente.
Victoria olhou para a escada e levantou uma sobrancelha para Bella. "Uh, depois de você."
Bella riu e passou pela janela. Ela foi para a escada e parou, como para ter certeza de que isso suportaria seu peso, e então começou a descer. Victoria a seguiu, pisando com cuidado a cada passo, seus braços estendidos para se equilibrar. Quando as duas chegaram na praça, as raízes se desembaraçaram e voltaram para a terra, seu trabalho feito.
Edward as observou ir pela janela quebrada. Suas mãos estavam no parapeito, e ele nem percebeu os pequenos cacos de vidro na moldura entrando nas palmas de suas mãos, enquanto observava sua companheira, seu amor, sua vida, caminhar em direção ao seu destino.
Jacob tinha sido movido para a parte de trás da linha de silenciosos elfos. Ninguém o guardava, como se estivessem confiantes de que ele não escaparia ou não se importando se ele fizesse.
Suas mãos estavam amarradas atrás de suas costas com um pedaço de cipó. Ele estava esperando sua chance, e se algum deles estivesse observando, veriam a tensão em sua postura.
Suas mãos estavam atadas, mas eles esqueceram que uma delas tinha sido esmagada como uma polpa. Ele já tinha experimentado e sabia que poderia soltar suas mãos a qualquer momento. Havia uma pilha de armas extras que os elfos tinham colocado a poucos passos de distancia.
Ele tinha que esperar ate a atenção deles estar ocupada. Ele só levaria segundos pra chegar até as armas, mas eles eram muito mais rápidos. Ele só tinha uma chance e tinha que fazer ela valer a pena.
Bella caminhou em direção aos elfos, suas duas espadas nas mãos , mas abaixadas ao seu lado. A ponta de uma delas raspou uma pedra enquanto ela passava e ela viu alguns estremecerem ao som, de alguma forma, ameaçador.
A multidão se afastou para permitir que um elfo de cabelo preto passasse por eles. Diferente dos outros, eles estava coberto da cabeça aos pés, vestindo uma túnica cinza escura com capuz. Sua cabeça estava abaixada, e não foi até que chegou a frente do grupo que ele a levantou para que ela pudesse ver seu rosto.
"Shinx," Bella disse.
"Deusa Negra, Senhora da Noite, Senhora da Chuva." Ele curvou-se para ela, ignorando a rainha a direita dela.
"Eu feliz por matar você," Bella lhe disse. Ela moveu a espada levemente, e instantaneamente, flechas com Fogo Élfico foram apontadas para seu peito.
"Eu darei toda a minha vida a seu serviço," Jinx repondeu. "Mesmo que você continue recusando em acreditar que o que eu fiz foi para te servir."
"Eu não quero isso," ela gritou com frustração. "Por que nenhum de vocês entende isso?"
"Nos não escolhemos nossos destinos," Jinx falou pra ela enquanto um fraco sorriso apareceu em seus lábios.
Bella olhou para ele. "Eu escolho." Ela virou para Catalupan, sabendo que ele entendia isso. "Quando nos conhecemos você me disse que eu tinha muitos destinos possíveis e que eu poderia escolher qual eu abraçar. Mas você não é melhor que os sacerdotes que me tiraram de minha mãe e decidiram o que eu seria. Você quer tirar minha chance de escolha em vez de me mostrar as possibilidades, como você disse. Você mentiu pra mim."
"Você nunca teve, Deusa," Jinx respondeu, sua voz tão suave quanto chuva que caia nas pedras ao seu redor. "Nenhum de nós tem, tudo isso foi escrito no livro do destino muito antes de nos nascermos. Você lutou contra isso por muito tempo, Bella. E sua fútil batalha chegou com um terrível preço. Você quer perder tudo? Todo mundo que você amava antes vai aceitar o que você não pode mudar?"
"Você chama seus próprios desejos de destino," Bella respondeu. "Durantes séculos, homens afirmado que suas vontades eram a dos Deuses para criar um manto de justiça para cobrir seu egoísmo nu. Seu 'equilíbrio' é dominação envolto por um nome bonito. Talvez eu pudesse te respeitar mais se você admitisse isso."
"Oh, minha preciosa garota," disse Jinx. Ele estendeu sua mão como se quisesse acariciar seu rosto, e seus olhos tinham algo semelhante a amor. Bella bateu em sua mão afastando-a, mas ele falou tão calorosamente como se ela tivesse aceitado seu toque. "Quem dá esses desejos para aqueles de nós que tem o poder para moldar o mundo?"
Bella deu uma curta risada sem humor para a hipocrisia dele. "Mas os meus desejos, os desejos da Deusa encarnada, não estão alinhados com caminho do destino?"
Jinx não se sentiu insultado. "Tudo isso tinha que acontecer por uma razão. Sua resistência serviu para um propósito mais elevado, embora o propósito não podemos saber. Agora, cabe a você decidir se vai sacrificar seu Escolhido para continuar com isso." Ele fez um gesto e os elfos com as fechas em chamas as levantaram , apontando para o telhado da torre. À sua esquerda, a multidão se afastou revelando Jacob ajoelhado na pedra. Bella começou a vê-lo ali. Jacob não parecia bem. Seu rosto estava muito pálido e machucado onde ele tinha sido atingido. Ele olhou para ela incisivamente, como se tentasse passar alguma mensagem, mas ele estava muito longe dela para ela poder se comunicar com a sua mente. Ela balançou um pouco a cabeça para lhe dizer que não entendia.
"Eu sei que você não quer isso," Jinx continuou com aquela voz assustadoramente gentil. "Todos eles podem ser poupados, Deusa. Você e seu Escolhido podem viver em paz."
"De novo, você mente," Bella respondeu. "Você quer nós para guerra contra humanos."
"Nós seremos seu exercito," Jinx gesticulou para o exercito em sua volta. "Nós garantimos nossa lealdade e obediência para você, um juramento de obrigação."
Promessas não eram feitas levemente pelos elfos. A ligação era real, selado por magia antiga e se um juramento fosse quebrado, quem fez a promessa morreria.
"Nos iriamos te proteger," Jinx continuou. "Nos te levaríamos para o AlterWorld para viver em paz e felicidade na Eternal Forest, se você quiser."
Bela não podia deixar de se surpreender com isso. O AlterWorld era o lugar pra onde os elfos que tinha deixando essa dimensão tinham fugido. Era habitado somente por elfos e as criaturas da natureza. Nenhum homem ou vampiro tinha alguma vez o visto, que ela soubesse. Acolher Bella e Edward seria a prova que os elfos estavam totalmente prontos para tê-la como sua governante.
Por um momento, ela quase foi tentada. Ela viu em sua mente, um reino idílico de paz e beleza, onde ela e a Edward poderiam amar e rir e brincar por toda a eternidade, a salvo de todo mal.
"Aceite isso, Deusa," Jinx incitou. "Pegue o seu destino em suas mãos. Aceite o trono que você nasceu destinada a ter."
"FODA. SE." A voz de Victoria cortou o silencio e cada cabeça girou para olha-la. Ela ficou ali, de alguma forma ainda majestosa com seu brilhante cabelo vermelho grudado na sua cabeça encharcada pela chuva, numa camiseta do Bob Esponja gotejando. A rainha descalça, magnífica em seu fogo. "O trono é meu. Eu sou a Rainha dos Vampiros. Aquele era o meu destino. E ninguém vai tirar isso de mim."
Jinx estreitou seus olhos e seus lábios se curvaram em um sorriso de escarnio. "Você mal sobreviveu a uma rebelião de sua própria espécie. Metade do seu povo se recusa a reconhecer sua liderança."
Victoria inclinou seu queixo pra cima. "Mas sobrevivi, elfo. E vou sobreviver mais uma vez, embora eu duvide que você vá viver para ver minhas palavras se tornando realidade."
Jinx riu, uma risada cheia de escarnio e muitos dos elfos se juntaram a ele.
"Que tal isso como juramento de obrigação?" Victoria cuspiu. "Antes de o sol nascer, Jinx, eu juro que vou segurar sua cabeça decepada em minhas mãos."
Um vento forte os atingiu e alguns elfos se mexeram inquietos. A promessa tinha sido selada e um dos dois seria morto ao nascer do sol. Jinx riu de novo, mas não havia uma pitada de nervosismo nele. Victoria não se deixou atingir, mantendo o olhar firme.
Jinx deu os ombros e se dirigiu a Bella. "Chegou o momento da escolha, Deusa. Vai aceitar seu destino ou aceitar o preço de continuar a combate-lo. Qual é a sua decisão?"
Os arcos que apontavam as flechas de fogo para o telhado da torre rangiam em silencio enquanto todos esperavam sua resposta. Bella fechou os olhos por um momento. "Eu tomo o meu destino."
Victoria fez um pequeno som e o olhar que deu a Bela era cheio de dor, e então resignação. Ela olhou para os elfos e então, sem aviso, se lançou para pegar a espadas de um deles. Ele não tentou impedi-la. Ele sorriu para seus compatriotas eles cutucaram uns aos outros enquanto trocavam sussurros.
Victoria os ignorou. Ela segurou a espada, apontou para Bella. "É o meu trono," disse ela, e sua voz era firme, mas ela teve que piscar as lágrimas de seus olhos. "Você não vai tê-lo enquanto eu estiver viva."
Bella acenou com a cabeça. Ela olhou para suas mãos e colocou uma de suas espadas ao seu lado. Ela segurou a outra pra fora, o outro braço estendido para equilibrar-se.
Uma exclamação veio dos elfos e Jinx sorriu tão amplamente que parecia que seu rosto iria se dividir. Ele gritou algo élfico e eles aplaudiram novamente. Era tão estranho ver rostos sorridentes onde momentos antes tinham expressões tristes e frias.
"Você abraçou seu destino, Deusa, e nos abraçamos vocês," Jinx disse a ela. Ele abriu os braços como se quisesse lhe dizer: "Vá em frente" e se afastou para dar para Bella o espaço que ela precisava.
Espaço para matar a Rainha dos Vampiros e tomar seu lugar.
Jacob ouviu o primeiro choque de espadas e foi quando ele soube que o momento tinha chegado. Todos os elfos estavam focados na briga acontecendo no meio do pátio. Ele passou sua mão murcha pela corda de cipó, soltou seus nós e mergulhou em direção a pilha de armas. A espada brilhava ao lado da pilha e a agarro ao mesmo tempo que uma mão agarrou seu braço. Ele rolou e brandiu a espada a cima, esfaqueando bem no peito um elfo atônito.
O elfo congelou, olhando a espada transpassar seu peito. Foi um erro fatal, aquele olhar. Jacob retirou a espada do peito do elfo e pegou a espada do próprio elfo de suas mãos frouxas. Ele enfiou a espada na garganta do elfo tão forte quanto podia. Sua mão esquerda estava mais fraca que sua mão direita, mas a espada era afiada e grande o suficiente para isso. A cabeça do elfo caiu no chão ao lado dele, ainda com uma expressão chocada. Jacob olhou ao redor rapidamente, mas os elfos estavam torcendo tão alto que não perceberam o choque de espadas.
Mas alguém tinha. Ele ficou de pé, bem na hora de levantar a espada e bloquear a lamina que estava destinada ao seu próprio pescoço. Seu novo oponente era uma mulher, cujo longo cabelo loiro brilhava apesar da chuva que caia em sua cabeça. Outra mulher investiu contra ele, mas Jacob conseguiu girar se afastando rapidamente e a segunda mulher desapareceu de volta a margem enquanto ele lutava com a loira.
Jacob não era um espadachim, e a mulher era estonteantemente rápida em seus golpes e empurrões. Jacob foi lançado pra trás, longe da multidão enquanto ele desesperadamente balançava a espada para bloqueá-la. Ela era muito mais forte que ele e seu braço estava se cansando rapidamente. Ele nem poderia usar uma jogada ofensiva e ele sabia qual era sua estratégia: cansá-lo e depois matá-lo. Jacob sabia que estava fudido.
Ate que um pequeno borrão irrompeu ao longo das bordas da multidão de elfos torcendo e se chocou com o elfo que ele estava lutando, fazendo-a cair. Jacob bateu rápido e a lâmina ressoou nas pedras quando tirava a cabeça. Olhar para isso o fez sentir um pouco enjoado, porque ela tinha a mesma expressão de surpresa que o usava o primeiro que ele havia matado.
Seu salvador ainda estava deitado de cara no chão ao lado do elfo morto. Ele estendeu a mão para ajudá-la e foi ai que ele viu a segunda mulher que ele tinha esquecido em meio ao caos da luta. Ele pegou sua espada enquanto virou para encará-la e conseguiu tirar a espada de sua mão. Ele balançou a espada de novo em direção a ela, e foi ai que ele a reconheceu. Era a elfo de cabelo cor-de-rosa dos esgotos, que tinha acabado com a sua dor com um toque. Ela estava diante de ele, indefesa, com medo, os olhos azuis arregalados.
Ele abaixou a espada. "Vá."
Ela assentiu com a cabeça e fugiu, os pés descalços batendo nas pedras molhadas. Jacob virou para seu salvador de novo e foi quando alguém lhe deu um soco no estômago.
Foi a coisa mais peculiar. O socador não removeu seu punho. Ele sorriu para Jacob. Jacob olhou para baixo e viu um punhal de prata com o cabo ornamentado saindo de seu estômago. Ele entendeu porque o elfo que o tinha esfaqueado com sua espada não se moveu. Era uma visão chocante, uma que não parecia fazer sentido, e tudo que ele podia fazer era embarbascar-se.
Nessa apareceu ao seu lado e deu um grito de raiva e esforço quando ela pegou a espada que Jacob tinha deixado cair. A espada pegou o elfo no ombro e o colocou de joelhos. Ele puxou a adaga do estômago de Jacob quando ele caiu. Nessa grunhiu quando puxou a lâmina, e em seguida a balançou forte, tirando a cabeça do elfo de seus ombros.
"Nessa?" ele desabafou. "Como-? Onde-?"
"Oh, meu Deus, Jacob," ela engasgou.
"Não se preocupe, não dói," Jacob disse, mas seus joelhos cederam de repente e ele caiu nas pedras. Sua cabeça estava girando. Nessa apareceu na sua linha de visão e ele podia ver os lábios se mexendo, mas suas palavras eram estranhas e indistintas. "Eu estou bem, eu estou bem," disse ele.
Nessa arrancou sua camisa. Ela estava usando um top por baixo. Jacob apreciava a vista quando ela se inclinou sobre ele e apertou a camisa em seu estômago, forte. Ok, isso doía. Ele fez uma careta. "Hey, isso dói!"
"Tenho que manter pressão sobre isso," disse Nessa. "tenho que manter pressão sobre isso." Ela olhou em volta e viu o cinto largo usado pelo elfo que tinha acabado de matar. Ela soltou isso e puxou. "Você pode se sentar?"
"Sim, eu acho que sim." Jacob se levantou usando seu braço esquerdo. Foi quando Nessa notou a mão esmagada e gritou em horror.
"Esta ok, não dói," garantiu ele. Ela olhou para ele como se estive louco enquanto apertava o cinto em sua cintura e apertou. Jacob assoviou. "Desculpe, mas temos que manter-"
"Pressão sobre isso, eu sei." Ele olhou em volta para se certificar que ninguém estava vindo para atacá-los aleatoriamente. "Como você chegou aqui, Ness?"
"Eu desci a torre escalando," disse Nessa. Ela apontou em direção ao prédio e Jacob viu uma corda feita de lençóis atados. "Uuh, mais precisamente, eles me abaixaram, mas eu estou aqui!" Ela agarrou-o pelas orelhas e puxou-o para ela para um beijo apaixonado, mas rápido. Suas bochechas estavam molhadas. "Deus, Jake, eu-"
"Não se preocupe, é apenas uma ferida", disse ele, e ela lhe deu um sorriso aguado.
Uma alta celebração aconteceu. Ambos olharam para a multidão de elfos, que avançou para frente fazendo um círculo apertado ao redor de Bella e sua oponente. Nenhum deles prestou atenção a comoção atrás deles e Jacob simplesmente não conseguia entender, mas ele ficou muito agradecido.
"Onde está o Edward?" Ele perguntou a ela.
"Com Bella. É pra lá que ele disse que iria, pelo menos. Ele me ajudou a sair do nó que amarraram em volta de mim e então ele correu para a multidão. Voltei aqui porque pudemos ver você dos aposentos da rainha."
"Nós temos que tirá-lo daqui", disse Jacob. Ele empurrou-se de joelhos e tentou levantar-se. Ela teve que ajudá-lo a ficar em pé e ele descobriu que não conseguia andar todo o caminho, porque ele sentia uma forte, horrível dor passar por ele quando ele tentava. Ele tentou se manter o mais calmo possível, mas estava começando a achar que ele estava em sérios apuros. Ele poderia sangrar ate a morte internamente, ou um órgão rompido poderia derramar bactérias em todos os lugares. Ele ainda estava se movendo com sua própria força, por isso, por enquanto, suas chances eram boas, mas ele não acha que a ida ao hospital iria a acontecer num futuro próximo. Por um momento, ele desejou que ele tivesse morrido na hora, porque ele não queria que Nessa tivesse que ver o que poderia ser uma morte dolorosa e cansativa.
"Para onde devemos ir?" Nessa perguntou, mas congelou quando ela percebeu que a torcida tinha parado abruptamente e sua voz ecoou no silêncio. Os elfos na frente deles caíram de joelhos em uma onda e eles viram Bella no centro do círculo, de pé sobre o corpo inclinado da rainha Victoria, sua espada apontada contra a garganta da rainha.
"Não!" Nessa gritou.
Foi uma luta mais dura do que Bella esperava. Além dos Volturi, as sociedades humanas e vampiros não pareciam treinar suas mulheres para serem guerreiras. Mas Victoria lutou ferozmente. Ela lutou por sua vida e seu trono. Mesmo enquanto tentava encontrar uma abertura, Bella admirava. Ela desejou que as coisas pudessem ter sido diferentes.
Elas rodaram, se esquivaram e se lançaram ao longo do grande círculo com os elfos aplaudindo. Com os elfos empurrado mais para a frente, ela viu Jacob mergulhar para a pilha de armas e ela rapidamente ergueu um escudo, uma parede de ar, que iria abafar qualquer som que ele fizesse. Foi a única coisa que podia fazer por ele. Ela tinha feito isso no passado e ela não tinha certeza como funcionava, mas contanto que ele ficasse atrás disso e ela não perdesse a sua concentração, ele não deveria ser notado, pelo menos temporariamente. Ele poderia ter uma chance de fugir.
Mas isso não era para ser. Em determinado momento, ela o viu lutando e ela sabia que ela perdeu sua concentração algumas vezes, soltando quando ela não conseguia se concentrar tanto e jogando de volta quando podia. Ela não o viu novamente, pois os elfos haviam chegado mais perto, mais juntos, e isso um ar desesperador para sua luta. Ela tinha que acabar com isso para que ela pudesse salvar Edwurr e Shaykob. Terminar isso de uma vez por todas.
E então, lá estava, sua chance. Ela atacou com o pé e pegou Victoria no lado do joelho e, em seguida, derrubou as pernas da rainha do chão. Victoria caiu sobre as pedras com um gemido. Bella chutou novamente e espada de Victoria escorregou longe sobre as pedras. Bella levantou a espada e os elfos gritaram em aprovação. Jinx se adiantou. Seus olhos verdes brilhavam com orgulho e alegria e seu sorriso enorme estava no lugar novamente.
"Maravilhoso, Deusa. Está uma obra de arte."
Bella olhou para a rainha. Mesmo deitada de costas sobre as pedras molhadas, Victoria estava majestosa. Ela encontrou os olhos de Bella, pronto para aceitar seu destino. Ela não mendigaria ou chorar, não iria se livrar da dignidade simples que ela usava como uma coroa invisível.
"Termine", Jinx insistiu.
"Eu vou", disse Bella. "Você me disse que eu poderia esperar sua lealdade. Eu quero a sua promessa."
Jinx assentiu. "Eu entendo, Deusa. Você não gostaria de dar um passo tão dramático, sem saber que você tem o nosso apoio." Ele disse algo em voz alta em élfico, girando seus calcanhares enquanto ele gritava as palavras, para que todos pudessem ouvir claramente. Os elfos se ajoelharam, todo o grupo enorme caindo de joelhos.
Houve um grito e Bella olhou para cima para ver Nessa tropeçando em direção a ela, obviamente, tentando correr, mas impedida pelo caminho. Ou o que restou dele: a maioria era um pedaço desfiado de gesso encharcado e pano, em conjunto principalmente por força do hábito.
Bella chamou a atenção de Jacob. Ele parecia chocado e o sangue tinha encharcado sua amassada camisa sobre seu abdômen. Nessa estava tentando empurrar os elfos, mas eles não se moviam para ela. Lágrimas escorriam pelo seu rosto. "Não, Bella, não faça isso!" gritou ela. "Por favor, não!"
"Shaykob, segure-a", disse Bella com uma voz que não admitia desobediência. Jacob acenou com a cabeça e puxou Nessa de volta para ele enquanto ela chorava e se debatia.
"Não a machuque", disse Victoria. "Ela é leal e isso é uma qualidade que você não vai encontrar muitas vezes." Sua voz tinha uma ponta de amargura.
Bella acenou com a cabeça. "Eu não machucá-la", disse ela em Inglês. Ela não podia fazer uma coisa dessas e quebrar o coração Shaykob mas ela não teve tempo de explicar isso, quando os elfos começaram a cantar em uma só voz. Um vento forte levantou e parou tão abruptamente como tinha chegado.
Bella sorriu para Victoria. "Acabou", disse ela.
Jinx se ajoelhou diante de Bella. "Você tem a nossa lealdade, Deusa. Nossa lealdade, nossa obediência, o nosso serviço pertence a você, como você comanda."
"Obrigado". Bella levantou a voz para ser ouvido por todos. "Eu aceito a sua promessa." E com isso, ela se abaixou e pegou o braço de Victoria e puxou-a para ficar em pé. Ela colocou a espada em sua mão e apontou para Jinx ajoelhado. "Vocês têm manter promessa."
Victoria piscou surpresa, mas virou-se, levantando a espada.
"Espere, o que-" Jinx gaguejou.
Victoria sorriu para ele. "Te disse." E com isso, ela abaixou a espada. Ela inclinou-se e pegou a cabeça gotejamento e ergueu-a na frente dos elfos estupefatos. Ela deixou cair e secamente passou as palmas das mãos uma sobre a outra, como se as espanando. "E agora?"
Os elfos pareciam querer saber a mesma coisa.
Bella gritou para alto para que todos pudessem ouvir. "Eu sou Bella, Deusa Negra, Senhora da Noite, Senhora da Chuva. Eu aceito o trono de vampiros e elfos. Você deu sua lealdade a mim. Agora, eu dou trono dos vampiros para Vic'ra - Vickka - Vrict- esta senhora." Ela apontou para Victoria, que estava lutando para não rir da luta de Bella com seu nome.
Bella se virou como Jinx havia feito, olhando para os elfos com severidade. "Vocês me obedecem agora", disse ela. "Vão. Vão fazer flores."
"Fazer ... flores?" um deles repetiu.
Bella acenou com a cabeça. "Coisas verdes. Vocês fazem isso. Vocês crescer novas árvores. Vocês usar o poder para curar, não ferir. Não guerra."
"Bella!" Edward gritou. Ela virou-se e viu-o sendo detido por dois elfos. Ela se perguntou quanto tempo ele esteve ali. "Soltem," ela disse a eles e eles soltaram seu escolhido. Ele correu até ela tão rápido que ele derrapou nas pedras molhadas e ela o pegou antes que ele pudesse cair. Ele plantou beijos por todo o rosto e, em seguida, puxou-a do chão para um abraço. Por cima de seu ombro, viu Nessa empurrar pela multidão de elfos ainda atordoados.
"Bella!" gritou ela. "Por favor, é Jacob!"
Edward colocou-a no chão e eles correram até ela, através do caminho que os elfos abriam para sua nova governante. Jacob estava deitado na calçada, a chuva tamborilando em seu rosto branco. Até seus lábios estavam brancos. Bella se ajoelhou ao lado dele. "Shaykob? Shaykob?"
Ele abriu os olhos. "Ei, Bella, querida", disse ele. Ele moveu lentamente os olhos, como se fosse um esforço, para Edward. "Ei, amigo", disse ele.
"Oh, merda, Jacob", disse Edward e olhou em volta freneticamente por um momento, como se esperasse que a solução se apresentasse. Como Bella, ele podia ouvir o bater fraco do coração de Jacob, e sentir o cheiro do sangue derramado por ele quando a fraca contenção onde ele tinha sido furado pela faca tinha estourado durante sua luta para manter Nessa de correr para salvar a rainha.
Bella ergueu o punho à boca e seus dentes desceram para perfurar a pele.
"Não", disse Jacob.
Bella colocou a mão em seu ombro. "Shaykob, se não, você vai -"
Nessa soltou um soluço alto e colocou as palmas sobre a boca para impedi-lo.
"Bella, eu não posso. Se eu sou um vampiro ..." Ele fez uma pausa como se falar fosse um esforço. "Eu não poderia estar com ela."
"Jacob, por favor", disse Nessa. "Eu prefiro ter você vivo que-"
"... hospital", Jacob murmurou.
"Você não vai conseguir", disse Edward sem rodeios. "Jake, pelo amor de Deus, por favor."
"Eu não posso." Jacob balançou a cabeça lentamente. "Não gostaria de viver, de qualquer maneira. Não sem ela."
"Eu posso ajudar." A voz suave veio de trás deles. Veio de um elfo, uma mulher com olhos azuis brilhantes e estranho cabelo rosa-branco.
"Você", disse Jacob e sorriu suavemente.
"Eu", ela concordou e se ajoelhou ao lado dele. Ela afastou o monte encharcado de sangue de pano sobre sua barriga e colocou as mãos lá. Jacob gritou de dor e Nessa estremeceu como se estivesse indo para pegar o elfo, mas se conteve.
Nada pareceu acontecer por um longo, angustiante momento, e então ela se afastou. A carne de Jacob ficou marcado onde a faca tinha perfurado, mas foi só isso. Nessa inclinou-se e alisou o sangue com as mãos como se se certificando e, em seguida, olhou com espanto para o elfo.
"Ele não está mais sangrando." O elfo se levantou graciosamente. "Eu não posso restaurar o que ele perdeu, então ele vai precisar de tempo para se recuperar, mas ele é inteiro de novo. Ele viverá."
"Sua mão?" Perguntou Nessa.
O elfo sorriu. "Ele é inteiro", ela repetiu. Nessa pegou a mão de Jacob e esfregou-a contra seu rosto. Um soluço irrompeu dela e ela olhou para o elfo, com lágrimas rolando livremente em seus olhos. "Como posso agradecer?"
"Ele já fez." O elfo sorriu mais uma vez e, em seguida, desapareceu na multidão.
"Precisamos levá-lo a um hospital para uma transfusão", disse Edward.
Nessa não se moveu. "Eu tinha certeza de que teriam que cortar a mão dele", disse ela. Ela olhou para Bella. "Eu sabia que ele odiaria isso."
Bella a ajudou a ficar de pé, sabendo Nessa estava em choque. "Você precisa de roupas secas", disse ela. "Vikkra, você emprestar roupas Nessa?"
Victoria sorriu e colocou o braço em volta dos ombros de Nessa. "Claro. Sem problema".
N/Paulinha: Como prometido mais um cap
so falta o último
se der posto antes de domingo ok ;)
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