Notas da Historia:

Obs. Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...

Obs. 100% Beward

Obs. Historia para maiores de 18 anos


3 - O Mirante

Pov. Bella

Ao ler a historia dele minha curiosidade, só aumentou.

Sinto muito James, mas agora mais do que nunca sentia uma necessidade de conhecê-lo.

E o primeiro lugar que veio a minha mente foi o pub Mirante. Nas suas musicas, ele sempre mencionava esse lugar.

Talvez ele esteja esperando que Carlisle esteja lá.

Talvez o próprio Edward seja freqüentador de lá.

O que duvido muito, pois pelo que pude perceber a comunidade vampiresca não parece estar entre seus fás. Mas nada me impediria, eu iria essa noite.

Decidida, guardei o diário com cuidado e fui para o banheiro. Já era tarde da noite e era o horário perfeito para ir ao um clube de vampiros.

Vesti-me de um jeito sexy uma blusa preta transparente que dava pra ver meu
sutiã, calça de couro preta, acentuando bem minhas curvas, e um sobretudo.
Deixei meus cabelos soltos, fiz uma maquiagem simples sombra preta, e um batom vermelho sangue.

Achar o Mirante foi difícil, mas fiz uma pesquisa na net e baseada nas musicas de Edward, acabei achando. Era um daqueles clubes clandestinos, ficavam em prédios que pareciam abandonados, perto de becos escuros.

Na porta só via uma abertura pequena por onde, um atendente via quem era e decidia se deixava entrar ou não.

Fiquei esperando alguém entrar, para acompanhar.

Chegaram duas moças acompanhadas de um homem, era óbvio que as mulheres eram vampiras, a pele pálida e suas perfeição desconcertante, sem contar o obvio seus olhos negros como a noite.

Me aproximei rápido deles, para parecer que estávamos juntos, assim o atendente imaginaria que fazia parte do grupo. Os seguindo de perto acabei entrando, e me arrependendo no minuto seguinte.

Do lado de dentro parecia uma boate luxuosa, musica sensual ao fundo
casais se beijando em sofás e pufs que haviam pelo local, mais no fundo uma pista de dança, era um ótimo lugar para ir.

Mas o que acontecia de verdade era. Vampiros seduzindo suas presas, dando beijos sensuais e sugando seu sangue ao mesmo tempo, via as bocas sujas de sangue, e alguns me olhavam enquanto passavam a língua sobre os lábios tirando o sangue como se eu fosse apetitosa.

Fui ate o bar a passos rápidos, e pedi uma bebida qualquer, três pessoas se aproximaram de mim. Uma mulher e dois homens de olhos vermelhos, pele branca como gelo e lindos de morrer.

Minha pulsação ficou a mil ao ter certeza que eram vampiros.

- Olá, está sozinha? – ele me olhava com água na boca, ele era grande e forte, cabelos negros encaracolados e olhos de um vermelho vivo.

- Nã... não estou esperando alguém. - droga minha voz tinha que gaguejar. Ele sorriu para mim.

- E podemos saber quem é seu acompanhante? – a mulher tinha longos cabelos loiros, e feições perfeitas, acho que era a mulher mais linda que já vi. Mas seu sorriso malicioso e seus olhos vermelho faziam meu coração disparar.

- Acho que não conhecem ele é um dos antigos. Carlisle. – foi o primeiro nome que me veio à cabeça, não sei de onde tirei coragem, para consegui mentir na cara dura mais eles parecem ter acreditado.

- Um dos antigos! – o grandão riu sarcasticamente.

- Não tem mais nenhum,a maioria esta escondido embaixo do tapete. – disse o outro que tinha cabelos mel dourado esse era tão alto quanto o outro, mas mais magro e tão belo quanto os outros, e tão assustador quanto.

- Devia ter mais respeito ele pode acabar com vocês. – agora eu tava ferrada.

- Você tem muita coragem. Tem certeza que vem sempre aqui? Não vejo nenhuma marca. – o loiro me perguntou alisando meu pescoço. Engoli em seco, o que eu falo? Melhor continuar dando uma de corajosa.

- Isso porque não viu as outras partes do meu corpo. – dei um sorriso para ele.

Oh meu deus o que estou dizendo? Fiquei louca de vez. Os três sorriram maliciosos.

- Isso é um convite? – grandão disse admirando o meu corpo. Agora já era, entrei em desespero, e podia sentir meu coração disparando.

- E... eu... eu acho que ele não vem, com licença. – sai de lá quase correndo para noite fria.

Coloquei as mãos nos joelhos tomando uma respiração profunda, respirei aliviada e meu coração se acalmando aos pouquinhos, me endireitei e meu coração voltou a disparar ao perceber que não estava sozinha.

Eles me cercaram, o grandão começou a vir em minha direção e me afastei até sentir uma parede contra minhas costas, ele me prensou contra ela, alisando meu pescoço colocando as presas amostra, eu nem respirava.

- N.. na... não por favor... – disse em um fio de voz. Ele colocou os lábios no meu pescoço.

- Shiii,vai doer só um pouquinho. Talvez você ate goste. – ele riu no meu pescoço.

Fechei os olhos esperando a dor, o fim mais só o que veio foi um grito, e não era meu.

Um vento frio passou por mim e fui empurrada para o chão, abri meus olhos, olhando tudo em volta, e não havia nenhum sinal dos vampiros. Vi um movimento nas sombras e arfei ao vê-lo saindo da escuridão para a luz, se mostrando para mim.

Edward.

Ele mesmo aquele deus grego, e estava torcendo o braço do vampiro grandão, e o jogando longe. Os outros dois olhavam em volta assustados e sem pensar muito, os três saíram correndo numa velocidade nada humana. Eu olhava em volta, estava estática tinha imaginando tudo aquilo.

- Bu. – alguém sussurrou na escuridão, e levantei minha cabeça e me deparo com ele dando seu sorriso torto, estendendo sua mão para mim.

Sem pensar muito segurei sua mão fria como gelo, uma corrente elétrica passou por nós, ele me ergueu facilmente sua mão ainda na minha e eu não conseguia tirar meus olhos dele.

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- Você, se saiu muito bem. – eu continuava de boca aberta, não conseguia raciocinar com ele parado na minha frente, me olhando com aquele sorriso torto e a sobrancelha arqueada. – Foi uma ótima performance, mas devia ser mais cuidadosa, Srta... – ele esperava que eu disse-se meu nome.

- Bella, er é o... obrigada. – finalmente consegui dizer alguma coisa.

- Por quê? – ele me perguntou arqueando a sobrancelha esquerda, ainda segurando minha mão.

- Por m-me salvar. – disse engolindo seco

- É muita presunção sua. – disse soltando minha mão e passando por seus cabelos bagunçados.

Deus... será que da pra ele ser mais perfeito? Ele continuava com seus olhos prendendo os meus. Eu estava deslumbrada por sua perfeição desconcertante, mas ele me tirou de meus pensamentos, com uma pergunta que eu não esperava.

- Então, conhece Carlisle? – ah Carlisle, deve ser por isso que ele me salvou, fiquei chateada, mas era esperado já que ele estava procurando Carlisle há tanto tempo, reuni o pouco de voz que ainda tinha e o encarei.

- Eu sei varias coisas... – devia ficar quieta.

- Não sabe como ficar viva! – ok agora ele me ofendeu.

- Então temos isso em comum. – falei corajosamente, ele me olhou feio da pra ficar mais lindo acho que não, agora que comecei melhor terminar. – Apesar de eu estar na sua frente e ainda viva. – sorri debochada, ele ficou mais irritado e começou a se aproximar de mim.

- Acho que posso dar um jeito nisso. – oh merda! Já via suas presas a mostra, e mesmo com o coração disparado sabendo que posso morrer eu tinha que saber.

- A sua canção Redentor é sobre a garota do violino? – falei de supetão precisava saber.

Ele não respondeu só ficou me olhando. Se afastou de mim mais continuava olhando em meus olhos, como se quisesse descobrir alguma coisa escondida, mas sem me responder. Tomando a coragem que nem sabia que tinha o desafiei.

- É. – afirmei como se soubesse a resposta, que no caso eu sabia.

- É? – ele disse como se fosse ele quem tivesse perguntado. – O que mais você acha que sabe? – deu seu sorriso torto e se aproximava de mim novamente, eu quase não respirava.

- Eu... – não consegui terminar ele já estava com a mão na minha cintura, eu mal respirava, não conseguia pensar direito, principalmente quando ele me tocou.

- Esta tremendo? – ele sentia meu nervosismo.

- É o frio. – disse em um fio de voz, ele sorriu subindo sua mão e tocando em meu pescoço, minha pele esquentou.

- Ainda esta com frio? – ele estava muito, muito próximo, balancei a cabeça negando, frio era ultima coisa que sentia. - Vamos, fale mais sobre mim. – ele sussurrava no meu ouvido, se ele não estivesse me segurando, com certeza cairia, pois minhas pernas estão bambas.

- O que você quer... – engoli em seco.

- O que eu quero? – ele me prensava na parede ainda me segurando com uma mão, em minha cintura.

- Você anseia... – sua mão desceu do meu pescoço para meu braço e pegou minha mão levando ao seu rosto, ele beijou meus dedos, e começou a levar minha mão para cima da minha cabeça.

- O que eu anseio? – Edward prensou meu dedo em algo afiado em um caco de vidro acho e gemi ao sentir o corte, o sangue quente manchando meu dedo.

- Ahh...

- O que eu anseio? – voltou a perguntar, sem tirar os olhos dos meus, levou meu dedo ate a boca e começou a chupar o sangue.

Lutava para raciocinar, mas estava difícil. Isso era a coisa mais erótica que já vi. Engolindo em seco, me forcei a lembrar das palavras do diário, que eram coisas que eu também ansiava.

- Andar, entre os vivos... – ele parou de chupar meu dedo, e continuou me fitando. Eu falava entre sussurros. – Deixar sua existência de solidão. – ele me soltou, e desviou o olhar do meu.

- Bem, sabia que tinha deixado meu diário em algum lugar. – ele voltou a me fitar. – Foi uma boa leitura? – falou amargamente, e comecei a me aproximar dele.

- Fiquei tocada.

- É mesmo. – balancei a cabeça afirmativamente ele se aproximou mais, ficamos tão próximos, que quase não respirávamos ele roçava seus lábios nos meus me arrepiei toda, a corrente elétrica voltou a correr por nós.

Voltei a respirar entreabrindo meus lábios, ele achou que era um convite, pois aprofundou o beijo, sua língua gelada invadindo minha boca, dançando em minha boca, causando arrepios por todo meu corpo, era uma das melhores sensações da minha vida.

Queria mais, mas precisava respirar acho que ele percebeu meu esforço, desceu os lábios ate meu pescoço, dava beijos e chupões, estava arfando já, senti seus dentes arranhando minha pele, e meu coração disparou. Eu queria isso, queria mais do que só beijos e caricias.

Edward deve ter pensado que eu, estava com medo, pois parou.

- Não se preocupe Bella, sua espécie nunca satisfaz minha sede. – sussurrou e começou a se afastar de mim.

Como ele pode ir assim eu queria mais, mas é lógico que não tive coragem de dizer, mas antes dele ir lembrei-me de outra coisa sobre ele, e sem pensar já tinha soltado as palavras.

- Sei de uma coisa que não esta no diário. – ele parou mais não me olhou.

- O que? – virou-se para mim com a sua sobrancelha arqueada.

- Você ainda tem o violino, não tem? – Edward não disse nada. – Não? Desculpe errar é humano, afinal. – não sei por que o provoquei, mas quando vi já era tarde e já tinha falado.

Ele fez uma posição de ataque e veio flutuando, ate mim como se fosse me atacar, me abaixei dando um gritinho, mas o ataque nunca veio, ele passou direto.

Ao olhar em volta percebi que estava sozinha de novo, me levantei e fui embora, meu coração parecia que ia sair pela boca. Cheguei a meu apartamento, corri para o chuveiro não acreditava que vi Edward, ou melhor, não acreditava que ele tinha me beijado, só de pensar nas sensações que seu toque me causava... nunca pensei que pudesse sentir algo tão forte e intenso.

Precisava pensar, tinha que vê-lo de novo. Mas de manhã, agora precisava dormir e pensar em tudo que havia, acontecido.

Depois do banho fui para a cama, adormeci rapidamente, mas meus sonhos foram povoados com Edward a noite toda,com seus beijos, seu toque, sua presença marcante, queria mais, precisava de mais, isso me fez decidir, vou para a America.

Na manhã seguinte, arrumei minhas coisas, liguei para o aeroporto fiz reserva para Los Angeles, iria me encontrar com meu deus grego, coloquei seu diário na mala, era um dos motivos para vê-lo.

Tomei um banho rápido, me arrumei e sai sem pensar muito, ou poderia desistir. Peguei um táxi ate o aeroporto. Já estava quase embarcando, quando me lembrei de James, ia ficar fora um tempo tinha que avisá-lo, ele sempre foi legal comigo. Peguei meu celular e liguei para ele.

- Alô quem é?

- James... – ele me interrompeu antes de eu continuar, sua voz tensa, mostrava sua preocupação.

- Bella é você? Onde está? Não veio trabalhar, não me ligou. – como dizer isso a ele, vai de uma vez.

- James vou pra America, vou ver ele.

- Bella você ficou louca, como assim? Você nem o conhece!

- Eu o conheci ontem... – suspirei sem saber mais o que dizer, o aviso que meu voo sairia em breve, era o que eu precisava, não havia mais nada a dizer, minha decisão já estava tomada. – James tenho que desligar meu voo já vai sair.

- Bella... não espera...

- Tchau James.

- Bel... – desliguei antes que ele tente me convencer, mas duvido muito que ele consiga.

Já tinha me decidido, eu iria encontra-lo, tinha que vê-lo e logo, pois se o que diziam era verdade, os vampiros não estavam muito felizes com Edward e se o matassem.

Não sei por que, mas meu coração já se apertava com a possibilidade. Mas eu iria vê-lo custe o que custar, e quem sabe continuar de onde paramos.