Notas da Historia:

Obs. Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...

Obs. 100% Beward

Obs. Historia para maiores de 18 anos


4 - Reencontros

Pov. Edward

Estava em minha cama pensando na noite anterior, ela não sai da minha mente.

Quem era ela?

Quando ela mencionou Carlisle, imaginei milhões de possibilidades. Mas sua mente fechada para mim, só deixou tudo mais confuso. Pretendia segui-la, conseguir as respostas que sua mente não queria me dar.

Mas quando vi na mente dos vampiros que pretendiam ataca-la, tive que fazer alguma coisa, tinha uma sensação que devia protegê-la. Cuidar dela, proteger sua fragilidade humana.

Grunhi. O que ela estava fazendo comigo, seu cheiro maravilhoso me dominava, fazendo esquecer tudo. Ela me despertava sensações jamais sentidas antes, seus olhos tão profundos e misteriosos, seus lábios vermelhos e cheios era como se implorassem por beijos, tudo nela era convidativo, e senti-la tão próximo... Aaah, beija-la foi inevitável.

Ela era muito bonita tinha que admitir, mas muito intrometida. Sorri para mim mesmo ao avistar meu violino, ela era muito esperta, muito observadora. Achava que me conhecia só porque leu meu diário, humana boba. Não sabe que sou um monstro, só o que trago com a minha presença é morte.

Suspirei ao me lembrar de que não estava só.

Ouvia os pensamentos da minha banda, no andar de baixo. Eram crianças, Jess, Mike e Ben, não me atrapalhavam, e eram muito obedientes, mas só pensavam besteiras. Nessas horas queria poder dormir, queria me desligar do mundo.

Estava tentando relaxar, me desligar de tudo por alguns momentos, quando uma sensação estranha me dominou. Como se alguém me chama-se, era como uma força me puxando para algo inevitável. Imagens estranhas vieram a minha mente, como pensamentos, mas não eram meus.

"Edward, Edward"

Era uma voz melódica e doce me chamava, mas não conseguia perceber de onde vinha.

"Edward estou chegando, não ficara mais só, ficaremos juntos"

Abri meus olhos olhando em volta atentamente, estava atônito. Aqueles pensamentos não eram meus, de quem eram? Eles me lembravam... não, não podia ser, ela a nossa rainha Akasha. Mas como podia, ela devia estar a milhões de quilômetros de mim, não era possível ouvir seus pensamentos.

Parecia loucura demais, tentei mais uma vez relaxar. Tentar ouvir algo, me conectar com essa voz desconhecida, mas ao mesmo tempo familiar. Coloquei uma musica alta no meu mp4, com meus fones de ouvidos abafando os sons a minha volta, tentando relaxar um pouco, fechei os olhos esvaziando a mente, na esperança de ouvir novamente.

Ao invés da voz senti uma presença muito conhecida minha, parecia muito próximo. Mas não podia ser talvez estivesse imaginando. Ele não estaria aqui depois de tanto tempo. Tentei relaxar, mas senti a presença novamente, parecia que ia me tocar, levantei num salto abrindo os olhos, olho em volta e percebo uma pintura minha. Era eu? Cantando. Sim definitivamente. Não pude deixar de sorrir. Ele realmente estava aqui Carlisle.

Desci as escadas em um flash e lá estava Carlisle, não tinha mudado nada, e quando eu digo que ele não mudou, eu não digo na aparência dah, eu sei que ele é um vampiro eu digo nas roupas mesmo estilo do século Passado. E pensamentos também pelo jeito.

"Edward, tem um mau gosto para decoração". – claro que ele não ia gostar do meu estilo de vida moderno, ele era antiquado antes, e parecia não ter mudado nada.

- Carlisle, o que faz aqui? – rosnei as palavras, que é eu não ia perdoá-lo fácil ele me abandonou há minha própria sorte.

- Edward, quanto tempo. – ele sorriu, não parecendo ligar por eu estar bravo.

- Então, veio pedir um autografo? – é eu ia zuar mesmo, mas ele parecia não estar com paciência para minhas birras.

- Não pensa em mais ninguém não é mesmo?

"Você não é o único vampiro. Como pode ser tão egoísta?" – agora ele me irritou.

- Não existe mais ninguém. Foi isso que me ensinou isso.

"Ainda esta bravo."

- É lógico que estou. – o que ele queria some, me deixa a minha própria sorte, e eu tenho que recebê-lo bem?

"Meu filho, não devia ter ido daquele jeito."

- Vamos esquecer as velhas desavenças.

"Senti sua falta filho." – podia ver por seu olhar triste que ele estava arrependido, e tanto suas palavras como pensamentos me imploravam para entendê-lo.

- Somos vampiros, não esquecemos as desavenças, as cultivamos. – sorri para ele sentia sua falta também. – Como me achou? – eu era um astro, conhecidos por todos era só perguntar por ai para saber onde eu estava, mas não sabia que ele tinha contatos para me achar.

- Sou seu criador sempre sei onde esta. – ele sorriu para mim. – Ou era só procurar a casa mais horrorosa do bairro. – Carlisle sempre preocupado com a classe e sofisticação. Ou seja velharias.

Rolei os olhos o abraçando pelos ombros.

- Venha velho amigo, lhe mostrarei como os astros vivem.

Ele riu, mas me seguiu. O levei para um enorme outdoor da minha banda com uma enorme foto minha entre os jovens humanos que peguei para ser meus protegidos. Sentamos na beirada olhando os carros caminhando como se não houvesse grandes preocupações em suas vidas. O que de fato não havia, os problemas eram no mundo dos vampiros.

- Impressionante. – murmurou Carlisle, mas ele não estava realmente impressionado.

- Olhe para eles, meus fás. Eles me idolatram, sou um Deus para eles.

"Tudo o que sempre quis."

- Exatamente. – ele riu, mas ficou sério de repente.

- Temos um problema Edward. Ela se libertou.

- Ela?

"Se concentre Edward. Não pode ouvi-la?"

Me concentrei deixando minha mente limpa, e prestando bem atenção podia senti-la. Seus pensamentos ao longe, mas claramente iam ganhando forma em minha mente.

"Edward, Edward." – sobressaltei-me, ela acordou. Era ela que me chamava.

- Ela acordou.

"Não mais falta pouco. – essa informação me pegou de surpresa.

- Que venha então, estarei esperando. – como se eu tivesse medo dela, mas o que ela podia querer comigo.

- Cuidado Edward, não se brinca com Akasha. Ela é poderosa demais, ela começou a se mover quando você assumiu o que era para o mundo.

- O que espera que eu faça?

"Lute conosco." – lutar? Mas porque? Ela não é nossa rainha, não lhe devemos respeito?

- Eu e os outros anciões estamos preocupados.

"Nunca se sabe do que ela é capaz."

- Vocês vão enfrenta-la? Porque não mata-la agora?

"Não é possível."

- Temos que esperar ela acordar. – eu não sabia o que dizer, Carlisle entendeu meu silencio como preocupação.

- Não se preocupe Edward, nós o protegeremos. – ele achava que eu estava com medo?

"Edward juntos podemos derrota-la."

- Carlisle não estou com medo. Mas não sei o que dizer, não sei se devo lutar.

- Edward ela vai matar tudo, ela não tem controle. – eu ainda não concordava com aquilo o que eu tinha a ver com isso.

Carlisle percebia minha relutância em concordar com ele. O que ele temia?

Parte inferior do formulário

- Filho, não tem que responder agora.

"Mais pense bem, não sabemos do que ela é capaz."

- Eu vou pensar, não estou dizendo não. Mas preciso pensar.

"Melhor que nada." – ele me lançava seu sorriso paternal, um sorriso que era difícil admitir, mas senti falta.

- Eu tenho que ir, compromissos de rockstar. – murmurei querendo partir essa conversa não ia levar a lugar nenhum, e nem sabia por que era tão importante ter minha ajuda. O que ela queria comigo.

"Esta bem, mas vou te procurar de novo, quero te apresentar a alguém que talvez te convença. – assenti com a cabeça e sai levitando, sem me despedir.

Precisava pensar agora. Não só os vampiros queriam me matar, mas ela também estava vindo. O que ela queria? Porque justo eu? Será que por revelar nossos segredos, a irritou tanto a ponto de fazê-la acordar. Isso não, já que ela sempre viveu as claras, os pensamentos de mais cedo voltaram a minha mente.

"Edward estou chegando, não ficara mais só, ficaremos juntos."

O que aquilo significava? Seja o que for só me restava esperar, sentia que não ia demorar. Akasha logo iria acordar.

Pov. Bella

Cheguei em Los Angeles, era meio dia, precisa arrumar um hotel. Peguei um táxi pedindo para o motorista me indicar um aceitável ele me levou ate um hotel simples, ficava perto da praia.

Fiz o check-in, e fui direto para o quarto, era um quarto bonito todo azul com detalhes em branco, uma cama de casal, um banheiro grande. Era bem aconchegante, arrumei minhas coisas e fui tomar um banho.

Amanhã sem falta eu o veria. Será que ele gostaria de me ver de novo? Tinha tantas duvidas, mas não ia desistir. O nosso encontro não saia da minha cabeça, o beijo dele... eu tinha que sentir de novo, aquela sensação, era inebriante. Aquela corrente elétrica que passou por nós, tinha certeza, não fui só eu que senti, ele sentiu também.

Minhas duvidas seriam tiradas amanhã. Já tinha uma ideia de como vê-lo, só esperava que desse certo.

[...]

Não acredito que to assim pareço uma adolescentes, me olhava no espelho de novo, estava com os cabelos soltos usando um vestido preto tomara que caia curto e apertado, batia nas minhas coxas, acentuando bem as minhas curvas, meia calça preta transparente, botas que ia ate meus joelhos. Visual pra matar.

Passei uma sombra preta e batom vermelhos sangue, coloquei alguns brincos, um colar com um pingente de cruz e alguns anéis.

Dei mais uma conferida, estava gótica e sexy o suficiente, com certeza se pergunta para que? Preciso ser gótica, ora são assim as fás do meu Edward, é eu já o chamava de meu. Se eu tivesse sorte talvez ficasse com ele hoje.

Terminei de dar os últimos retoques, peguei uma mochila e coloquei um pouco de dinheiro, meu celular e não podia esquecer o diário. Pertencia a ele, me sentia na obrigação de devolver.

Peguei um táxi dando o endereço de uma gravadora. Chegando lá estava lotado de belas mulheres todas, vestidas iguais a mim, todas góticas, e todas com o mesmo objetivo conhecer Edward o vampiro.

Duas garotas de sorte passariam a noite com Edward. Pelo menos é o que diziam os sites de fofocas, sempre duas eram levadas pelo seu agente. Juntei-me a elas, esperávamos o agente dele que escolheria só duas entre nós.

Ele chegou em uma limusine preta. Ao sair todas ficaram em volta dele se mostrando, não tinha ideia do que fazer. Como chamar a atenção dele, para que ele me levasse, mas era minha única chance. Me enfiei no meio das mulheres ate chegar no famoso agente esperando que ele me notasse.

Pov Edward

As palavras de Carlisle não saiam da minha mente será, que devia ajuda-los, uma guerra era ultima coisa em que pensava, não entendia que mal tinha viver as claras. Eu vivia, e os humanos não me caçavam, não ligavam para mim, ate me amavam.

Eu era como um deus para eles, não precisava nem caçar, a comida vinha de bom grado para mim e ate morria feliz. Minha banda tinham saído, foram em uma raive, não estava com humor. Pedi ao Roger que me arruma-se duas garotas, queria me divertir. Mas do meu modo, e esquecer tudo sobre o que Carlisle havia me falado.

Estava esperando, Roger chegar, já ansioso para ver que belezas ele trouxe dessa vez. Ouvi o carro estacionando na garagem, e daqui de dentro conseguia, ouvir os pensamentos de Roger.

"Pobres garotas." – Roger não era muito original sempre os mesmos pensamentos chatos, na maioria das vezes até o ignorava.

"Vou conhecê-lo, não acredito nisso, vou conhecê-lo." – com certeza uma fá, eram todas louquinhas por mim.

Me concentrei nos pensamentos e franzi as sobrancelhas, cadê a outra? Só ouvia dois pensamentos. O que aconteceu, fiquei me concentrando tentando ouvir, mais parecia que só tinha os dois no carro. Roger e a fá excitada para me conhecer.

Bem já que era só uma, iria servir, fiquei nas sombras como sempre, adorava assustar o Roger, ouvia seus passos, e não só os seus, os de seus acompanhantes também. Então ele não estava só com uma garota, tinha mais uma, como era possível? Não conseguia ouvir seus pensamentos, a única que era fechada para mim era...

- Chefe cheguei com as moças. – sai das sombras o assustando, ele deu um pulo.

"Caramba qualquer dia vou ter um infarto." – não pude deixar de rir, Roger se assustava muito fácil.

- Chefe, você me assustou, não percebi que estava ai. – dei um sorriso de deboche

- Com certeza você não me veria. – ele pigarreou desconcertado, e fingido não perceber meu comentário, chamou as moças que estavam atrás dele.

- Por aqui. – disse ele as chamando, uma loira baixinha, super sorridente vinha na frente ela era gostosinha.

- Oi Edward. OMG não acredito que estou te conhecendo, só uma grande fãs sua.

"OMG é ele, é ele eu te amooooo." – nossa nem nos pensamentos ela calava a boca. Estava me dando dor de cabeça.

Sorri meu sorriso torto e assenti com a cabeça, ela deslumbrada se calou na hora quase não respirava. Desviei minha atenção para a outra moça. Atrás dela estava uma bela morena. Muito sexy, ela sorriu para mim.

- Bu. – não acreditei que ela tinha vindo aqui, ela era doida, ou é um robe perseguir vampiros?

- Bu, pra você também. – sorri de volta para ela, nós ficamos nos encarando, não conseguia quebrar o contato visual com ela, de novo, lá estava ela me prendendo com seus belos olhos castanhos, e sua boca que implorava beijos.

Roger e a matraca ficavam nos olhando, sem entender nada.

"Será que Edward esta bem?"

"O que ele vê nessa baranga? Sou muito mais bonita que ela, bla, bla, bla..." – a matraca me lembrou que não estávamos sozinhos.

- Roger pode levar, a matraca embora.

- Só uma hoje chefe? Ok. – murmurou nem esperando a resposta.

"Se salvo. Pobrezinha da outra."

- Mas.. eu queria ficar. Pra onde vamos?

- Vem querida, acredite é melhor assim. – ele a levava para saída, sem realmente prestar a atenção no que ela dizia.

- Ainda posso ir aos bastidores e conhece o resto da banda? – ate sumir ainda a ouvia falando, ou pensando, era agonizante.

Ficamos sozinhos eu e Bella, ela ainda sorria para mim, mas o que ela queria comigo.

- Porque esta me seguindo? – estava sério, tentava mais uma vez em vão ler sua mente.

Ela começo a mexer na mochila que ela trazia consigo, e tirou um livro, que me era muito familiar.

- Eu queria lhe devolver isso. – meu diário? Porque estava me devolvendo, ela sempre me surpreendia, não só sua mente era um mistério para mim, como suas ações também.

- O que você quer de mim? – ela engoliu em seco como se estivesse tomando coragem para falar.

- Quero que me mostre como é. – ela era definitivamente louca, não tinha mais duvidas

- Não tenho tempo para isso.

- Pensei que tempo era tudo que um vampiro tinha.

- Não esse vampiro.

- Ah, claro os outros vampiros vão vir atrás de você. – ela começou a se aproximar de mim.

- Não precisa ficar sozinho, fique comigo. – ela se aproximava mais. – Por favor, fique comigo. – ela colou seu corpo no meu.

- Fique comigo. – ela sussurrava no meu ouvido mordendo o lóbulo da minha orelha.

- Você tem certeza. – ela dava beijos no meu pescoço. Ela ergueu o rosto para mim olhando em meus olhos, e assentiu. Eu me posicionei atrás dela, passando as mãos pelo seu corpo.

-Vai ser doloroso, és humana, esta presa em sua pele ainda. - ela respirou fundo, tentando controlar o nervosismo.

- Eu, não tenho medo, quero ficar com você. – ela era definitivamente louca.

- Você confia em mim. – ela assentiu. – Feche os olhos. – sussurrei em seu ouvido, e a senti se arrepiar.