Notas da Historia:

Obs. Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...

Obs. 100% Beward

Obs. Historia para maiores de 18 anos


6 - Revelações

Pov. Edward

- Tia Esme? – Bella?

Não tínhamos percebido sua aproximação, Esme e Carlisle pareciam em choque, não entendia o motivo, era por ela estar aqui, ou talvez fosse o fato dela estar somente com o lençol enrolando em seu corpo nu.

Seus pensamentos eram confusos
"Bella aqui, como?" – como Carlisle conhecia Bella?

"Minha pequena? não, não..." – Esme parecia agoniada.

- Tia Esme, é você mesma? – ela parecia feliz e confusa, ate eu estava confuso.

- Sim minha pequena Bella. – sua mente inundou de lembranças. Esme era parente de Bella.

Esme se lembrava de Bella pequena, abraçando e dizendo que a amava, seus pensamentos eram tristes assim como seu olhar, Carlisle sabia dos sentimentos de Esme e sabia quem era Bella.

- Carlisle o que esta acontecendo? – estava irritado já.

"Calma Edward depois te explico..." – Bella voltou sua atenção para nós.

- Esse que é o Carlisle?

"Ela me conhece? Você contou para ela? – pelo visto hoje o dia ia ser longo.

- Ela leu meu diário. – falei dando de ombros.

"Ela é sua fá, o que ela faz aqui?".

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- Carlisle, quem tem que fazer perguntas aqui sou eu. Você trás essa mulher aqui, e vem com essa historia de tia. O que esta acontecendo?

"Calma Edward, Esme vai contar".

Bella não estava entendendo nada. Acredite ela não era a única.

- Edward porque fica falando com ele como se ele te pergunta-se alguma... – ela arregalou os olhos parecendo se lembrar de algo. – Merda você lê pensamentos. – ela ficou muito vermelha, franzi a sobrancelha, imaginando o que será que ela pode ter pensado, para estar tão vermelha.

Sorri para ela tentando acalmá-la.

- Não se preocupe Bella, eu não consigo ler os seus. – ela suspirou aliviada, a que será que ela pensava... ela voltou sua atenção para Esme ficando séria.

- O que minha tia faz aqui? – isso ate eu queria saber.

- Bella nós temos muito para conversar. – Esme que estava quieta finalmente se pronunciou.

Carlisle queria deixá-las a sós para conversarem, mas tanto eu quanto Bella estávamos ficando irritados, Esme acabou decidindo contar logo sua historia, afinal foi para isso que ela veio ate aqui.

- Bella, você não prefere vestir uma roupa antes de conversarmos?

Ela ficou muito vermelha, com certeza tinha se esquecido que estava somente com um lençol.

- Hmmm, sim, só não comecem sem mim. – resmungou subindo rapidamente, ri ao lembrar que sua roupas estavam jogadas na sala, peguei seu vestido, e suas coisas e subi para o quarto.

Tanto Carlisle, quanto Esme não gostaram muito, como se eu liga-se.

Cheguei ao quarto e encostei-me à porta, Bella procurava por toda parte suas roupas. A única coisa que ela achou, foi sua calcinha rasgada ela ruborizou imediatamente, dei uma gargalhada, ela ficou brava.

- Não vi que estava ai. – ela era muito bonita, queria repetir a noite anterior, mas nossos convidados estragaram meus planos.

- Estava muito distraída, procurava alguma coisa? – ela olhou para mim e reparou que segurava sua coisas e ficou mais vermelha, dei meu sorriso torto para ela, seu coração batia muito rápido.

- Não sabia que tinha uma tia vampira.

- Nem eu.

- Eu devia ter desconfiado que você tenha um parente vampiro, você é muito estranha para uma humana. – a provoquei.

- Não esperava conhecer o seu pai vampiro logo no primeiro encontro. – ela queria me provocar, andei lentamente em sua direção, ela ria nervosamente. – Parece que vamos ter uma reunião de família. – eu ri do comentário dela.

- Verdade. – sorri maliciosamente para ela. – Quer repetir a nossa pequena reunião de ontem? – continuei me aproximando ate estarmos tão próximos que sentia sua respiração.

Seu coração parecia que ia sair pela boca, alisei seu braço nu, sentia seus pelos se arrepiando, a segurei pela cintura, e comecei a beijar seu pescoço. Ela fechou os olhos, suspirando, continuei distribuindo beijos por seu rosto ate chegar aos seus lábios, rocei meus lábios nos seus a beijando, ela praticamente me atacou agarrou meus cabelos aprofundando o beijo, de repente ela me largou.

- Que foi Bella? – ela estava ofegante e muito vermelha.

- Eles podem nos ouvir. – bufei contrariado tinha me esquecido da nossa pequena reunião de família que nos esperava a soltei entregando suas coisas.

- Aqui, vista suas roupas e vamos descer. – ela as pegou, a segurei pelo pulso dando um beijo em seu pescoço. – Mais tarde você não me escapa. – ela ruborizou na hora, adorava deixá-la envergonhada.

- Er... Edward... – ela estava mais vermelha do que antes como se fosse possível.

- O que foi Bella algum problema? – ela parecia tomar coragem para falar.

- Bom... é que hun bem, você rasgou minha calcinha. – ela corou novamente. – E meu vestido é muito curto. – ela parecia ter dificuldade para respirar. – Me empresta uma roupa sua? Depois te devolvo. – se apressou em dizer, sorri para ela indo ate meu closet e pegando uma camisa minha e uma calça de moletom, ela fitava os próprios pés envergonhada, levantei seu rosto com as pontas dos dedos, ela me olhava meio abobada.

- Não precisa, ficar assim, se vista e vamos descer. – ela não disse nada, caminhei em direção a porta. – Vou esperar lá fora.

- Obrigado. – ela disse em um sussurro, tão baixo que se não fosse vampiro não teria ouvido.

Ela mexia comigo. Nem eu mesmo entendia por que sai do quarto, com certeza a teria agarrado novamente se tivesse ficado, e embora a queria, eu não a constrangeria se ela não ficava a vontade com Carlisle e Esme lá embaixo.

Bella era diferente, era uma mulher linda, mais ao mesmo tempo coisas tão bobas a faziam corar a deixando infantil e meiga, e não tinha medo de mim, e sua mente muda me deixava louco.

Ela saiu do quarto usando as minhas roupas, a medi de cima a baixo com um sorriso malicioso, ela corou percebendo minhas intenções. Estiquei minha mão para que ela segurasse, ela segurou sem hesitar e descemos as escadas juntos. Bella parecias muito nervosa afinal ela iria saber quais os segredos que essa tia vampira iria revelar.

Pov. Bella

As roupas de Edward ficaram largas em mim, mais elas tinham seu cheiro o que era muito bommmm, sai do quarto ele me esperava do lado de fora, ele me mediu como se quisesse arrancar minhas roupas e lembrei, de suas palavras "Mais tarde você não me escapa" senti minhas bochechas quentes.

Edward me estendeu sua mão que peguei sem hesitação, de mãos dadas seguimos para sala. Estava nervosa finalmente conversaria com Esme, tia Esme, no fundo sempre soube que ela era real.

Quando a vi na sala, mais cedo, Esme estava exatamente como nos meus sonhos, mesma aparência, mesmo olhar maternal, achei que fosse desmaiar.

Chegamos à sala, eles estavam no mesmo lugar, parados como estatuas, no momento em que nos viram se moveram.

Sentei-me no sofá, Edward sentou ao meu lado, sem soltar minha mão seu polegar acariciava as costas da minha mão me passando conforto, era bom saber que ele estava ali, mesmo sabendo que eu sinto por ele não é correspondido.

Esme e Carlisle, não pareciam gostar da nossa aproximação.

- Bella... er... – Carlisle me olhava com uma expressão curiosa, parecia procurar as palavras.

- Sim? - Edward sorria já devia saber o que ele ia perguntar.

- Você não se sente desconfortável... rodeada de vampiros? – há era só isso. Um pequeno sorriso brincava em meus lábios.

- Para falar a verdade, eu me sinto muito bem com vocês. – fora Edward eles ficaram surpresos co minha resposta. Esme depois de alguns segundos sorriu para mim de forma maternal, se sentou no sofá de frente para mim.

- Minha pequena, tentei te tirar do meu mundo, mai me parece que estava lutando contra o destino. – ela segurou minha outra mão livre entre as suas, mesmo sendo geladas, seu toque era reconfortante.

- O seu mundo é tão ruim?

- Não é seguro para os humanos, para você. Mas mesmo que eu te afaste você volta para ele, então é melhor você saber tudo de uma vez.

Esme suspirou e começou a contar-me sua historia.

- Deixe me ver... nasci em Londres, em 1654 aos meus 21anos me casei com Edmund, ele era arqueólogo, nos amávamos muito, tivemos uma filha juntos nossa pequena Karoliny, ela era linda parecia com Edmund, olhos verdes, cabelos cor de mel, parecia um anjinho. O sonho de Edmund sempre foi fazer uma exploração pelo Egito, eu tinha muito receio, pois diziam que uma praga, uma maldição assombrava o país, Edmund sempre me dizendo que era invenção do povo, sabe para assustar os turistas. Os curiosos. Nossa Karoliny estava com quatro anos, quando tudo aconteceu. Nossa vida parecia perfeita, meu único aborrecimento era Edmund e sua obsessão com o Egito. Ele continuava tentando arrumar verba para fazer sua tão sonhada exploração. Ele finalmente conseguiu, ia para o Egito, eu chorei muito na sua partida, ele me disse que seria, só por alguns meses, aquela foi a ultima vez que o vi.

Esme tinha o olhar distante às lembranças pareciam a machucar muito.

- Passou um ano e Edmund não voltou, eu estava desesperada, tinha decidido ir atrás dele. Karoliny estava com cinco anos, me doeu muito deixá-la, mais tinha em mente que voltaria com seu pai ao meu lado. Ela ficou com minha irmã Rosalie, parti para o Egito com um aperto no coração, mais sentia que Edmund precisava de mim. Ao chegar ao Egito descobri que ele foi fazer uma exploração em uma pirâmide, e que não voltou mais para o hotel, o desespero me dominou. O que havia acontecido com meu querido Edmund. A ultima cidade que ele visitou foi Tebas, os boatos é que estava amaldiçoada, mortes todos os dias, uma deusa sedenta por sangue vivia na cidade, os poucos que fugiam contavam as historias, mais muitos como Edmund, achava que era invenção do povo. Mesmo com medo e acreditando na historia fui para Tebas. Alguns exploradores, doidos como Edmund, estavam indo também, fui com eles. Ao avistar a cidade meu coração se apertou corpos para todos os lados, morte estava por toda parte, todos começaram a ficar desesperados. Corriam para todo lado, mais todos paramos ao mesmo tempo ao vê-la, ela era linda perfeita, seus cabelos negros compridos caindo sobre seus ombros, rosto em formato de coração, parecia ser esculpido, sua pele era muito branca, ela se vestia como uma rainha, e seus olhos cor de sangue gelavam a alma, o medo era tanto que ninguém se atrevia a correr muito menos respirar, sabíamos que a morte estava vindo. Seus olhos hipnotizavam, ela calmamente caminhou ate cada uma das pessoas ali presente cheirava os pescoços e parecia dar um beijo, o beijo da morte. Engoli em seco, só havia sobrado eu, ela me olhava, de forma enigmática, veio em minha direção seu andar leve e gracioso era como se não se tocasse no chão. Ela se aproximou de mim, tocando meu rosto, vi suas presas à mostra.

- És muito bela, qual seu nome? – sua voz era melódica e assustadora ao mesmo tempo.

- M... Me ch... chamo Esme. – ela riu do me nervosismo.

- Esme, estou criando uma família, gostaria de fazer parte dela? – o que ela queria dizer? Ela roçou suas presas no meu pescoço.

- Quem é você?

Queria gritar, mas minha voz estava presa na garganta.

- Eu bela Esme sou Akasha sua rainha a partir de agora. – sussurrou ela afundando seus dentes no meu pescoço em seguida.

Um monstro, foi isso que ela quis dizer, foi isso que me tornei, descobri que não era a única, havia outros, vampiros. Akasha não ligou muito quando disse que queria ir para Londres, só tinha que prometer que seria sempre fiel a minha rainha e se um dia ela precisasse de mim teria que vir, ou todos, por quem tinha afeição morreriam. Aceitei e parti para Londres queria ver a minha única razão para não implorar a morte para Akasha. Karoliny, minha pequena estava com cinco anos quando fui transformada em vampira, Rosalie com medo do que me tornei fugiu de mim levando consigo minha pequena Karoliny. Aceitei sua resolução, pois sabia que era um monstro, mas nunca deixei de cuidar delas, não podia permitir que algo ruim acontecesse com aqueles que mais amei em vida e continuei amando na morte, vi minha pequena crescer, casar, ter seus filhos, envelhecer e morrer sempre velando por ela. Sofri muito com a sua morte, sentia que não tinha mais motivos para viver, minha única razão de existência já tinha partido, meu amado Edmund e agora minha pequena Karoliny.

Se Esme pudesse chorar, estaria aos prantos, pois a dor predominava seu olhar e seu belo rosto era a mascara da tristeza. Ela respirou fundo antes de continuar.

- No enterro de Karoliny, vi seus entes queridos netos, filhos, chorando por ela, assim como eu. Pareciam sentir a mesma dor que eu, vi neles um motivo para continuar existindo, a partir daquele momento descobri uma maneira de lidar com a eternidade. Protegendo meus netos, bisnetos e tataranetos em diante. – Edward ainda segurava minha mão, tão interessado na historia de Esme quanto eu. Esme olhava em meus olhos e sorriu para mim.

- Continuei protegendo minha família durante todos os séculos que se seguiram. A mais ou menos 17 anos, atrás um das minhas tatatatatataranetas sofreu um acidente de carro, com ela no carro estavam seu marido e sua filha de cinco anos. Os dois não sobreviveram ao acidente somente a menina. Cuidei dela, enquanto pude, era como ter minha Karoliny de volta, mas ela não me pertencia, nem podia a submeter ao meu mundo, e a melhor solução foi o orfanato, mesmo assim continuei cuidando dela de longe, como um anjo da guarda protegendo a ultima descendente, que me lembrava que um dia eu já fui humana"

Lagrimas rolavam por meu rosto, senti as mãos frias de Edward as secando. Era uma historia tão triste, o mais doloroso era saber que era minha historia, que fazia parte de quem sou. Parece que nunca estive só afinal.

Levantei-me do sofá e abracei Esme, sentia muito amor por ela, mesmo nunca tendo convivido com ela, eu a amava. Deve ser por isso que ela nunca saiu de minhas lembranças, ela retribui meu abraço afagando meus cabelos de modo tão carinhoso e maternal como eu me lembrava.