Não, isso não é uma miragem. Eu realmente atualizei a fanfic! Peço mil desculpas pela demora, quase 5 meses desde a última atualização! O fato é que eu comecei a escrever os capítulos dessa fic primeiro em inglês e acabei ficando sem tempo para a versão em português (por isso Love and Salvation está alguns capítulos à frente). Mil perdões por isso, e prometo que vou fazer o possível para atualizá-la com mais frequência! Além disso, eu ando bastante ocupada com o meu trabalho, mas vou tentar organizar melhor o meu tempo para não deixar as minhas fanfics abandonadas...
Bom, agora chega de conversa! Espero que gostem do capítulo! :)
Capítulo 12 – Quando o coração fala
Finalmente era sábado. Susana acordou de manhã e decidiu ficar um pouco mais na cama. Mais tarde ela iria se encontrar com Prunaprismia e Glozelle, e no dia seguinte... Amanhã ela finalmente veria Ben de novo... e seria o aniversário dele! Só mais um dia... Aquela semana tinha sido provavelmente uma das semanas mais longas da vida dela... Cada dia parecia um ano inteiro! Tudo tinha sido extremamente chato e nada conseguia animá-la.
"Você está triste porque não vê Ben desde terça, não é?", Marianne perguntara a ela ontem depois da última aula. Algo acabou distraindo-as e elas acabaram mudando de assunto, então Susana não tivera tempo de responder. Mas o fato era que Marianne estava certa. Ela estava triste por estar longe de Ben.
Seu coração tinha quase se partido em pedaços quando ele disse que eles não iam poder se ver pelo resto da semana. Mas por que ela se sentia dessa forma? Ela realmente se sentia terrivelmente atraída por Ben e adorava a companhia dele, mas será que ela não estava exagerando? Ela já havia chegado à conclusão de que ela precisava conter seus sentimentos, ou ela acabaria magoando Ben. Mas esses sentimentos estavam se tornando tão fortes que estava ficando realmente difícil controlá-los.
"Droga, não posso deixar essa atração tola magoar Ben!", pensou Susana. "Não posso dar a ele nenhuma esperança quando meu coração na verdade pertence a Caspian! Caspian...?"
Susana sentiu algo estranho ao pensar em Caspian. Ela se deu conta de que já fazia vários dias que ela não pensava nele. Apenas Ben preenchia os seus pensamentos agora... No início, pensar em Ben sempre a fazia pensar em Caspian, mas agora... era diferente. Será que isso significava alguma coisa? Ela não sabia, mas precisava descobrir.
Depois de almoçar com eles em seu hotel e ouvir sobre a vida deles desde que vieram de Nárnia, Susana agora estava contando a Prunaprismia e Glozelle a última jornada de Lúcia e Edmundo em Nárnia e sobre o encontro deles com Caspian, que já era rei há três anos naquela época.
- Eu tinha certeza de que Caspian acabaria fazendo isso, eu tinha certeza de que ele tentaria encontrar os lordes telmarinos desaparecidos.
- Foi realmente uma pena que algum deles já estivessem mortos... Ainda acho difícil de acreditar no quanto Miraz foi cruel tentando se livrar deles... E eu não acredito o quão cega eu fui. Se eu tivesse imaginado que...
- Por favor, não seja tão dura com você mesma, querida – disse Glozelle. – Mesmo que você tivesse descoberto algo, como você poderia tê-lo impedido? Tenho certeza de que ele, de alguma forma, teria feito tudo para fazê-la acreditar que ele estava certo.
- Bom... Acho que você tem razão...
- Então essa foi a última vez que seus irmãos mais novos foram a Nárnia?
- Sim. Nosso primo Eustáquio esteve lá com eles nessa ocasião, e algum tempo depois ele voltou a Nárnia, dessa vez com Jill Pole, uma amiga dele. Mas várias décadas já haviam se passado em Nárnia, e Caspian já era bem idoso. Eles foram a Nárnia ajudar a encontrar Rilian, filho de Caspian, que havia sido sequestrado anos atrás.
- Filho de Caspian? Ele teve um filho? Então ele se casou? – Prunaprismia perguntou.
- Sim... Ele se casou com Lilliandil, a estrela que ele e meus irmãos conheceram na Ilha de Ramandu...
Prunaprismia e Glozelle trocaram olhares, já que ambos notaram a tom triste na voz de Susana ao dizer isso. Prunaprismia decidiu que era hora de Glozelle deixá-las sozinhas por alguns momentos.
- Glozele, você se importaria de dar uma olhada em Adrian? Ele está muito quieto, tenho medo do que possa estar aprontando... – ela disse, rindo.
- Claro, querida... – ele respondeu, imadiatamente entendendo o "recado" de Prunaprismia – Com licença, Susana, voltarei logo.
Prunaprismia esperou Glozelle sair do cômodo e voltou-se para Susana.
- Querida... Posso perguntar algo... pessoal?
- Err... Bom... claro...
- Como você superou... estar longe de Caspian?
Susana arregalou os olhos, um pouco chocada.
- Co-... Como você sabe sobre mim e Caspian? – ela perguntou. Quando ela deu o beijo de despedida em Caspian, Prunaprismia já havia atravessado o portal...
- Bom... Apesar de não ter comparecido à coroação por conta da vergonha que eu estava sentindo por causa de Miraz, eu ainda estava vivendo no castelo telmarino. Permaneci lá até o último minuto, e... Eu vi você e Caspian juntos algumas vezes. Eu sabia que algo estava acontecendo entre vocês – ela disse. Ela também havia visto Susana entrar no quarto de Caspian logo após o baile da coroação, mas ela decidiu não mencionar esse fato. Susana provavelmente se sentiria bastante desconfortável...
- Então você sabia... – Susana disse meio sem jeito, corando levemente.
- Sim, eu sabia... Você se apaixonou por ele, não foi?
- Sim...
- E ele se apaixonou por você também... Eu pude ver nos olhos dele. Susana, eu nunca havia visto ele olhar para nenhuma garota do modo como ele olhava para você.
Susana apenas sorriu.
- Como você se sentiu quando descobriu que ele havia se casado com outra?
- Eu fiquei muito magoada... Eu sofri tanto que tentei apagar tanto Caspian quanto Nárnia da minha mente, e eu realmente achei que eu havia conseguido. Mas então meus pais e meus irmãos morreram e eu tive que encarar Nárnia novamente, porque os momentos mais felizes que passei com meus irmãos foram em Nárnia, e eu acabei repetindo na minha mente cada lembrança...
- Entendo... Deve ter sido muito difícil para você, querida...
- Sim, foi... Mas ficou ainda pior...
- Pior?
- Sim... quando conheci Ben...
- Ben? O rapaz que estava você naquela noite?
- Sim.
Susana estava se sentindo bastante aliviada. Finalmente ela poderia falar sobre suas preocupações relacionadas a Nárnia com alguém! Ela estava imensamente feliz por ter encontrado Prunaprismia. Dela, Susana não precisaria esconder nada já que ela própria era uma narniana – uma telmarina, na verdade, mas ainda assim uma narniana.
Em seguida, Susana contou a ela como conhecera Ben e como ele trouxera de volta a sua dor por ter sido "traída" por Caspian. Ela também contou sobre sua tentativa de suicídio, sobre a transfusão de sangue e sobre amizade que acabara nascendo entre ela e Ben.
- Susana, eu estou chocada! Eu nunca poderia imaginar que esse tipo de coisa aconteceria com você... Mas eu estou tão feliz por você estar bem agora! Mas esse rapaz, o Ben... Tem certeza de que ele não é mesmo Caspian? Quero dizer, é muita coincidência ele ter aparecido em sua vida e ter se aproximado de você, não é mesmo?
- Eu já pensei sobre isso... Mas eu ainda acho que é apenas uma coincidência. Uma coincidência enorme, eu admito, mas ainda assim apenas uma coincidência. Quero dizer, seria impossível. Até alguns anos atrás, Caspian ainda estava vivo em Nárnia. E Ben nasceu em Londres há 22 anos e tem vivido aqui desde então. Eu não consigo conceber a ideia de Ben ter vivido aqui ao mesmo tempo em que Caspian vivia em Nárnia e ambos serem a mesma pessoa. É logicamente impossível...
"Logicamente impossível...", Susana pensou, percebendo que ela já havia dito essas exatas palavras antes. Certa vez, ela pensou que era logicamente impossível encontrar uma floresta dentro de um guarda-roupa, e ela estava enganada. "Mas agora é diferente..., ela pensou. Dessa vez, é logicamente impossível..."
- Sim, talvez você tenha razão... Mas a semelhança entre ele e Caspian é impressionante! Bom, você disse que acha que ele sente algo por você... E você? Você sente algo por ele também?
Susan corou novamente, o que fez Prunaprismia sorrir.
- Eu... Eu não sei exatamente o que sinto por ele. Eu me sinto muito atraída por ele, e eu sei que isso começou por causa da semelhança entre ele e Caspian. Mas ele não sabe que eu me sinto assim, não seria justo com ele. Se ele realmente sente algo por mim, ele ficaria muito decepcionado ao saber que meus sentimentos por ele nasceram não pelo que ele é, mas por ele lembrar outra pessoa...
- Eu entendo você... E como ele é? Além de se parecer com Caspian, é claro...
- O Ben... O Ben é a pessoa mais doce que eu já conheci – ela começou, com um sorriso nos lábios – Eu o admiro muito! Ele é inteligente, gentil, engraçado, e tem um coração maravilhoso. Temos tantas afinidades... Gostamos dos mesmos tipos de livros, e dos mesmos tipos de filmes. Podemos falar sobre qualquer coisa por horas e nunca nos cansamos. E nós nos divertimos muito juntos... – disse ela, sua voz ganhando um tom doce e amoroso. "Eu adoro o jeito como ele me trata, ele é sempre tão gentil e tão doce... E eu adoro o jeito como ele fala comigo. Sua voz é tão suave, tão linda... E eu adoro o modo como ele olha para mim... Ele me faz sentir especial e eu sinto como se eu fosse me perder em seus olhos... Quando eu estou com ele eu me sinto tão feliz e contente... E quando eu não estou com ele, eu me sinto... triste e incompleta.
Prunaprismia estava atônita. Ela ficou completamente estupefata com a forma como Susana deixou seu coração falar, mesmo que ela tenha feito isso de forma inconsciente, sem perceber.
- Susana, como você pode dizer que não sabe o que sente por ele?
- O que você quer dizer?
- Veja só o que você acabou de dizer! Você não se sente atraída por ele só porque ele lembra Caspian, você o admira pelo que ele realmente é e pelo que ele a faz sentir. E, para dizer a verdade, pelo tom da sua voz, pelo sorriso em seus lábios e pela luz em seu rosto enquanto você estava falando sobre ele, eu não acho que "atração" e "admiração" sejam as palavras ideais para definir seus sentimentos por ele...
Susan corou intensamente dessa vez. Será que ela havia sido tão emotiva na forma como falou de Ben? Ela não havia notado... Ela apenas pensou nele e deixou seu coração falar...
- Você quer dizer que... eu o amo?
- Sim, minha querida! Você apenas estava cega para os seus verdadeiros sentimentos. Quando você disse que apenas se sentia atraída por ele eu acreditei, mas então você começou a dizer todas essas palavras tão bonitas e comoventes... Elas soaram como uma autêntica declaração de amor. É uma pena que ele não estava aqui para ouvir isso! – ela riu.
Susana sorriu e olhou para as próprias mãos, um pouco sem jeito.
- Bom... – Prunaprismia olhou para o relógio – Vamos tomar um chá?
Ben estava em frente ao alojamento de Susana, do outro lado da rua, olhando para a janela dela. Não havia nenhuma luz dentro, então ele deduziu que ela não estava lá. "Ela ainda deve estar com a amiga dela...", ele pensou. Ele já estava lá fazia 25 minutos, e ele sabia que era inútil continuar esperando por ela. Ele nem sabia que horas ela voltaria... Mas ele não queria ir embora. Ele queria esperar por ela, não importava o quanto. Ele sabia que a veria amanhã de qualquer forma, em sua festa de aniversário, mas ele não queria ter que esperar tanto... Especialmente depois de seu último sonho...
Na noite passada ele havia sonhado com ela novamente... Na verdade, ele já havia tido aquele sonho antes, mas de forma nebulosa e incerta, e ele só conseguia se lembrar de poucos trechos. Dessa vez o sonho fora mais claro, vívido, e ele pôde se lembrar de cada palavra dita...
- Estou feliz de ter voltado – disse Susana.
- Queria que tivéssemos tido mais tempo juntos – ele respondeu.
- Nunca teria dado certo mesmo...
- Por que não?
- Eu sou 1.300 anos mais velha que você...
Depois disso, ela estava prestes a ir embora, mas então ela se voltou para ele novamente e o beijou ternamente. Ao interromper o beijo, ela o abraçou forte e ele fez o mesmo, seus lábios tocando a pele nua do ombro de Susana.
- Eu te amo – ele sussurrou. – Eu vou te amar pra sempre...
- Eu também vou te amar pra sempre... – ela sussurrou também, claramente tentando conter as lágrimas, assim como ele.
Depois disso ele acordou, com uma dor profunda em seu peito, e essa dor o acompanhou ao longo de todo o dia. Ele tinha certeza de que esse sonho mostrou a última vez que eles estiveram juntos naquela outra vida. Ele tinha a clara impressão de que eles se esforçaram bastante para não mergulharem em um adeus mais intenso e caloroso. Por algum motivo eles estavam tentando esconder dos outros os sentimentos que eles tinham um pelo outro, e Susana quase teve sucesso, mas no último minuto ela não conseguiu resistir e o beijou. Aquele fora um momento muito doloroso, tão doloroso que agora ele não podia suportar esperar até o dia seguinte para vê-la outra vez.
Além disso, ele estava sentindo uma necessidade enorme de confessar seu amor por ela; mantê-lo em silêncio estava se tornando cada vez mais insuportável. Mas ele esperaria pelo momento certo... O medo de arruinar o seu relacionamento com Susana não existia mais, já que o conhecimento de que ela também o amava na outra vida o deixara bastante confiante, mas ele não queria fazer nada estúpido. Talvez nesta vida ela ainda não sentia por ele o que ele sentia por ela, mas pelo menos agora ele acreditava que poderia conquistá-la. Ele acreditava que poderia, de alguma forma, alcançar o coração de Susana...
Susana passou uma tarde muito agradável com Prunaprismia e Glozelle, o que incluiu um delicioso chá no restaurante do hotel. Agora ela estava a caminho do alojamento, sendo trazida pelo táxi do hotel – cortesia de Glozelle.
Ao chegar à entrada do alojamento, algo a fez olhar para o outro lado da rua, e sua respiração imediatamente travou em sua garganta: o carro de Ben estava estacionado lá. Susana ofegou ao pensar que ele poderia estar em algum lugar perto dali. Até agora, ela achou que teria que esperar até o dia seguinte para vê-lo novamente... Seu coração acelerou em antecipação.
Susana atravessou a rua em direção ao carro, mas Ben não estava lá. Havia um pequeno parque ali perto, então ela começou a andar na direção dele. Mas não parecia haver ninguém ali, e estava um pouco frio. Mas, depois de alguns passos, ela pôde ver uma silhueta masculina sentada em um dos bancos de concreto. Ele tinha um pequeno buquê de flores nas mãos e estava olhando para ele pensativamente. O coração de Susana quase parou.
- Ben... – ela sussurrou.
Ela começou a andar na direção dele, e quando já estava perto o bastante, Ben ouviu seus passos e levantou o rosto. O coração dele começou a bater freneticamente e ele se levantou, olhando para ela com olhos cada vez mais ansiosos à medida que ela se aproximava. Ele não tinha certeza se teria autocontrole o bastante para não...
- Oi... – ela disse, sorrindo timidamente. Ela o amava tanto... Ela não tinha se dado conta disso até abrir seu coração para Prunaprismia, e agora ela se perguntava como havia sido tanto cega quanto aos seus próprios sentimentos!
- Oi... – ele sorriu de volta, olhando profundamente para os belos olhos azuis de Susana. Ela estava ainda mais linda, e o suave rubor em seu rosto a deixava absolutamente adorável. Ele desejava ardentemente puxá-la para seus braços e abraçá-la forte, sentir o calor do corpo dela contra o dele... Ele bem que tentou, mas não conseguiu achar as palavras certas para dizer. Então ele timidamente para o buquê em suas mãos e o ofereceu a ela. – Isso é pra você...
- Obrigada... É tão lindo, Ben... – ela disse, encantada com a doçura irresistível de Ben.
- Não tão lindo quanto você... – ele disse, sem medo de sua frase parecer cliché, fitando-a intensamente. Ele queria que ela soubesse o quanto ele sentiu sua falta, mas ele não sabia se...
- Ben, eu senti tanto a sua falta... – Susana disse, verbalizando o que Ben estava hesitante em dizer. Ela então cruzou o espaço que os separava e o abraçou forte. Ela se esforçara o máximo que pôde para não se atirar nos braços dele, mas ela simplesmente não pôde resistir mais, especialmente agora que seu coração estava completamente derretido por conta do gesto adorável de Ben em dar um buquê de flores a ela. Ela precisava senti-lo junto dela, mesmo que ela parecesse uma adolescente tola. Ela passou seus braços ao redor da cintura de Ben, pressionou seu rosto contra o peito dele e fechou os olhos, deleitando-se com a sensação de estar com ele outra vez.
- Eu também senti a sua falta, minha querida... – Ben disse, insanamente feliz com aquela reação tão intensa de Susana. Ele a abraçou forte também, e aquela proximidade despertou emoções tão intensas dentro dele que ele não conseguia mais pensar racionalmente. Ele então mergulhou seu rosto nos cabelos de Susana e respirou fundo, inalando seu aroma inebriante.
Susana sentiu o coração dele bater furiosamente, assim como o dela, e ela ergueu um pouco a cabeça para olhar para ele. Quando seus olhos se encontraram, ela viu tanto amor e tanta devoção no olhar dele que seu coração se acelerou ainda mais, se é que isso era possível. Uma sensação morna e agradável preencheu seu peito e tudo o que ela queria agora era se perder naquele sentimento.
Ben levou uma das mãos ao rosto de Susana e o acariciou, tocando sua pele aveludada enquanto seu olhar focava nos lábios dela. Seus lábios eram tão belos e tentadores... Ele estava desesperado para beijá-la e mostrar a ela o quanto a amava. Ele focou novamente nos olhos dela, procurando por qualquer sinal positivo, e ele não pôde conter um sorriso ao perceber que o olhar dela estava voltado para os lábios dele também.
Susana ofegou quando ele pôs a mão no lado do seu pescoço, seu polegar acariciando gentilmente o lado do rosto dela, e começou a se inclinar em direção a ela. Seu olhar se fixou no dele até que seus lábios estavam a poucos centímetros de se tocarem. Ela então fechou os olhos, e o que ela sentiu em seguida a fez esquecer do resto do mundo.
Ben a beijou devagar, aproveitando cada instante daquele momento que ele tanto havia desejado desde que a conhecera. Seus lábios acariciavam os dela num beijo puro e casto, e ela retribuiu o beijo, abraçando-o mais forte.
O beijo não foi muito longo; eles logo o interromperam e se olharam nos olhos. Ben estava fascinado com a intensidade das sensações que Susana estava provocando nele. Então ele se deu conta de que ele estava esperando por aquele momento não desde que se conheceram semanas atrás, mas sim desde a última vez que a vira na vida passada deles, séculos atrás. Agora ele se perdia nos olhos dela, e neles ele pôde ver que ela desejava exatamente o mesmo que ele...
Ben já estava se inclinando novamente quando Susana levou sua mão à nuca de Ben e puxou o rosto dele contra o dela, seus lábios abrindo-se levemente assim que tocaram os dele, num claro convite para aprofundar o beijo dessa vez, convite esse que ele aceitou imediatamente. Agora era a vez dele de abraçá-la mais forte, seus braços firmando-se ainda mais ao redor da cintura de Susana, ao mesmo tempo em que suas línguas se encontravam e se saboreavam num beijo mais do que apaixonado.
Eles se perderam naquele beijo, esquecendo-se completamente do mundo ao redor deles. Susana o beijava com todo o seu coração, e ela sentia como se estivesse prestes a derreter nos braços de Ben. Agora ela mantinha ambos os seus braços ao redor do pescoço de Ben, uma das mãos acariciando os cabelos de Ben enquanto a outra segurava o buquê.
Ben a abraçava firmemente enquanto explorava seus lábios quentes e doces. Enquanto a beijava, imagens de vários outros beijos que eles haviam trocado em sua vida passada surgiram em sua mente, como se aquele beijo tivesse despertado mais e mais memórias, o que fez seus sentimentos se intensificarem ainda mais.
A necessidade de ar finalmente os fez interromper o beijo, e eles se olharam nos olhos amorosamente.
- Eu não podia esperar até amanhã... – ele sussurrou depois de encostar sua testa na dela. – Eu precisava vê-la o quanto antes...
- Eu também, Ben... Estou tão feliz por você ter vindo... Eu senti tanto a sua falta... Foram os quatro dias mais longos da minha vida! E eles me fizeram perceber o quanto... o quanto eu te amo.
Ben ficou maravilhado com as palavras de Susana. Ele mal podia acreditar no que acabara de ouvir! Era bom demais para ser verdade! Ela o amava... Ela realmente o amava!
- Susana, você não tem ideia do quanto eu estou feliz agora...! Eu também te amo... Eu te amo desde a primeira vez que a vi...
- Oh, Ben...
Eles estavam prestes a mergulhar em outro beijo quando Susana de repente se lembrou de onde eles estavam.
- O-oh... – disse ela, corando intensamente ao perceber que alguém poderia tê-los visto. Ela olhou em volta e suspirou aliviada ao constatar que eles estavam sozinhos no parque.
Ben segurou a mão dela e conduziu-a até o banco. Susana se sentou e ele sentou ao lado dela, colocando um braço ao redor dos ombros dela e imediatamente beijando-a outra vez. Ela retribuiu o beijo com paixão, enquanto acariciava devagar a nuca de Ben.
O beijo foi profundo e lento ao mesmo tempo, Ben e Susana aproveitando cada segundo daquele momento. Quando quebraram o beijo, ambos silenciosamente protestaram pelo fato de precisarem respirar... Ben olhou-a ternamente enquanto um sorriso tímido surgia em seus lábios.
- Susana...
- Sim?
- Amanhã, quando eu levar você até minha casa, posso apresentá-la à minha família como... minha namorada? – ele perguntou, provocando uma risadinha em Susana.
- Que maneira original de me pedir em namoro... – ela disse, agora com um meio sorriso nos lábios.
Ele sorriu, meio sem jeito, e olhou para baixo, suas bochechas corando levemente.
- Eu adoraria ser apresentada como sua namorada... – ela respondeu finalmente, sorrindo para ele.
Um largo sorriso iluminou o rosto de Ben, fazendo o coração de Susana praticamente derreter outra vez. Como ele conseguia ser tão doce e tão adorável...?
Ben envolveu Susana em um abraço afetuoso, e ela encostou a cabeça na curva do pescoço dele. Eles permaneceram juntos ali por mais algum tempo, trocando palavras doces e beijos amorosos. Aquele era um momento muito especial e mágico para ambos – uma bela surpresa que aquele dia reservou, mas que nenhum deles sequer imaginava.
Espero que tenham gostado do capítulo, e espero que não demorem muito pra me perdoar pela demora... XD
E não se esqueçam de deixar reviews! Façam uma escritora feliz! :)
Beijos e até a próxima!
