Konnichiwa! Aqui é Yulliah, e, puxa, eu tô ficando assustada de verdade com isso aqui... Enfim, o de sempre, gostou, review, ou não e etc. Mas ó, próximo capítulo vai ser pesado, está sendo pra eu escrevê-lo, mas, pra quem detesta a Hinamori, talvez agrade... Ô dó.

Ps.: Ps: Bleach foi escrita pelo tio Kubo Tite, que estaria horrorizado se soubesse o que eu pretendo fazer com as paredes de Las Noches...

***

Depois de pronta, tateou os corredores até voltar ao salão, para o chá. Imaginou o bule frio. E estava certa. A louça havia sido recolhida, e só havia material pra uma refeição, que julgou ser a sua, os demais já deveriam ter terminado. Mas não havia cadeira sobressalente. Pé ante pé, tentando se acostumar com o som dos sapatos novos no piso, se aproximou da mesa, por trás de Sousuke, silêncio imediato.

- Aizen taichou, eu... - fio de voz, a coleira nas mãos. Não conseguia olhar pra outro lugar que não fosse o chão. Sentiu todos os olhos presentes sobre si, e isso pesou toneladas.

- Ah, buenas noches, Hinamori-kun. Deve estar com fome depois de tão penosa viagem, não é? Vamos, me dê o prazer da sua companhia numa xícara de chá.

Sorridente e solar, como no Sereitei, era a voz do seu taichou, parecia tudo como antes. Sorriu, sentiu-se confiante, chegou mais perto da mesa, mas, o desconcerto voltou ao não perceber movimentação alguma para acomodá-la à mesa. O rosto confuso, o sorriso de Aizen alargando.

- O seu lugar à mesa – apontou o chão, um tapetinho grosseiro, ao lado esquerdo da sua cadeira – é esse aqui. - completou o gesto pondo leite num pires, e o pondo no chão, ao lado do tapete.

- Ahnnn, mas... hein?

- Eu disse que o seu lugar é aqui De joelhos... - ela se abaixa, lentamente, tentando entender. - Agora, tome o seu leite, antes que esfrie. - fez menção de pegar o pires e tomá-lo – Não, assim não, sem as mãos. Isso, bebe, gatinho.

Ele se divertia com o seu constrangimento. As mãos cruzadas nas costas, ela se esforçava para manter o equilíbrio, lambendo o leite no pires, rente ao chão. Agindo como um bicho diante de todos, todos a olhavam. O peso de todo Hueco Mundo sobre suas costas. Exausta, terminou o leite, e preveu uma noite inteira de azia. Satisfeito com o espetáculo, Aizen atirou como recompensa um pedaço de peixe, sobra do seu prato, no pires vazio. Humilhada, comeu, porque a fome da viagem a obrigou, mas só por isso. Lágrimas banharam o peixe.

- Cansada pela travessia, não é? Mas essa noite você não vai dormir. Ulquiorra vai preparar algumas coisas, e logo que estiverem prontas, vai te chamar para tratarmos da sua preparação. Esteja pronta, e de pé.

- Hai, Aizen-sama – Hinamori e Ulquiorra em uníssono, excerto pelo final, com o típico e agudo "taichou" da parte dela. Gin se segurava pra manter a linha.

Findo o lanche noturno, Ulquiorra a conduziu ao quarto e observou-a arrumando-se pra descansar. Mal tocou a cama.

- As ordens de Aizen-sama foram pra você ficar de pé.

- Mas, mas... eu vou estar de pé quando me chamarem! Eu juro!

- De pé, aqui, cara pra parede. - ela obedece, relutante – Ordens de Aizen-sama.

Dito isso, com ela em posição, ele rasga o vestido novo, deixando-a semi-nua, e abre a cortina, a expondo ao vento do deserto.

- Não se mova, até virmos chamá-la.

Meia hora. Hora cheia. Hora e meia. Duas, três, quantas horas? O corpo latejava, cãibras pelas pernas, e o terror das consequências se ela caísse dura ali mesmo. Petrificou por prevenção. Céus, o que ela estava fazendo ali? Começara a amanhecer um dia artificial quando o quarto espada voltou ao quarto. Ela precisou de ajuda pra andar de novo. Foi carregada para outro aposento do palácio pelas mãos geladas de Schiffer, mãos que, em circunstâncias completamente diferentes poderiam até ser carinhosas dependendo do ponto de vista. Sousuke já estava no recinto, vazio de móveis e cores, portando a Hougyoku.

- Podemos começar, então. Solte-a, Ulquiorra.