Konnichiwa, aqui é a Yulliah, e a cada HitsuHina escrito, Zarachi Kenpachi pisa num shinigami da quarta divisão por pura diversão. Hahaha.
Mas heim, o último capítulo me deixou tão perturbada depois que eu acabei de escrever, que acabei esquecendo o disclaimer. Então toma:

Ps: Bleach foi escrita pelo tio Kubo Tite, que estaria horrorizado se soubesse o que eu pretendo fazer com as paredes de Las Noches...

Ps: Bleach foi escrita pelo tio Kubo Tite, que estaria horrorizado se soubesse o que eu pretendo fazer com as paredes de Las Noches...

*copiando 100 vezes no quadro: nunca mais esqueço o disclaimer, nunca mais esqueço o disclaimer...*

Enfim, introdução longa, mas isso tem que ser dito: Milhões de obrigadas pra Ukitake Morphine e pra Miateixeira, e por favor, voltem e comentem sempre ^^ façam essa perturbada sádica e pervertida feliz, lalala... Mas hein, bora pro capítulo.

***

- Yare, Yare, Kyouraku-sama, procurando alguma coisa, ou... alguém em especial? - Uraraha, por trás do leque, olhando desnecessáriamente insinuante para o capitão, que, por sua vez, mantinha um olhar entediado.
- Beeeeeeem... Rangiku tem sofrido muito essas últimas semanas. Acho que você sabe o que eu preciso buscar pra trazer um sorriso pro seu rostinho de novo, ne?
- Achei que viesse mais cedo, nesse caso.
- Eu me enrolei com o vovô na saída... mas garanti que resolvo o caso pro velhinho e ele deixou eu descer.
- Vai levar um tempo pra eu acertar as coisas...
- Eu não tô com a menoooooooooooor pressa, vai na fé, campeão - ele encerra a conversa, deitado no tatame, recostando a cabeça numa coluna, e repousando o chapéu sobre o rosto, bastante sonolento.

***

A cena que Ulquiorra encara ao voltar a sala é, no mínimo, preocupante. Aparentemente, o corte da Kyouka Suigetsu reabrira internamente, e Hinamori punha sangue pela boca e empalidecia rapidamente. Sem socorro, não viveria por muito tempo. Sem reações aparentes, ele a recolhe. Corre em sonido, e chega em segundos aos aposentos de outra prisioneira de Las Noches.

- Cure-a.

E some. Orihime parece perplexa, mas dissipa o choque pra tratá-la rapidamente. Tempos depois, Momo desperta, confusa.

- Ai meu deus, eles capturaram você! Tadinha, tão maltratada! Diz pra mim quem fez isso com você... hei, você viu o Kurosaki-kun por aí? Tem notícias dele? Não, porque eu sei, eu sinto que ele tá vindo me resgatar, tadinho, enfrentando todos esses perigos por minha causa... aiaiaiaiai, por minha culpa ele pode acabar morrendo, ainnnnn, sobreviva, Kurosaki-ku... - a ladainha é interrompida por um não muito típico pescotapa da pequena shinigami.

- Componha-se, mulher! Todo mundo já sabe que você o idolatra, mas contenha-se! Não me admira se ele não estiver enojado dessa cantilena... Seja digna e te valoriza, senão vai continuar sendo a princesinha inútil desse grupo.
- Mas, mas...
- Erhnnn, bem... - hesita - me desculpe, eu não sei o que me deu, eu não costumo falar desse jeito, por favor, me desculpe...

O constrangimento toma a cela. Hinamori não consegue acreditar no ato de ingratidão que cometera. Foi violento, inesperado... impossível de ser contido. Parecia possuída. Encolhia-se a seu canto, consumindo-se numa irresistível vontade de morrer, até ser despertada por um pequeno soluço de Inoue.

- Bem... você está certa, hehe. Eu tenho que crescer... e talvez... - perde-se em pensamentos, imaginando se Ichigo finalmente conseguiria vê-la como mulher.

***

Passam alguns dias sem que Aizen a procurasse. Las Noches era o tédio, construído em mármore branco. Procurou recuperar a forma física. Treinava diariamente, com os ouvidos abertos, a espera de qualquer chamado. Treinava intensamente, kidous, kendô. Sentia-se esquecida por todos. Treinava pra espantar o tédio, treinava pra espantar a solidão. Treinava, sobretudo, por saber que ser esquecida era sua sentença de morte antecipada.

De volta ao jardim de inverno, a gueixa por trás dos painéis de papel a observa. Nada parece ter mudado. Nada abalara seu mundo. Ao que parecia.
- Peach?
- Sim?
- Observe o lago.
Ela olhou, nada surpreendente.
- Algo mudou, não se detenha a superfície. Observe...

Sim, as carpas estavam diferentes, cresceram... algumas com novas cores. Nada que pudesse surpreender.

De volta ao quarto, batidas na porta. Desperta meio bruscamente, abriu desnorteada. Três arrancars com jeito de poucos amigos, também um tanto entediadas no palácio.

- Aizen-sama deixou a gente brincar com você um pouquinho, esse lugar anda muito chato ultimamente...
- ... e você parece ser bem divertida, pra compensar tamanho investimento...
- ... vamos ver se vale tanto mesmo. - Apache, Mile-Rose e Sunsun, a última trazendo três tesouras sob as mangas.

- Hajike, Tobiume! - surpresa, a zampakutou desaparece, surgindo em seu lugar um par de leques de osso e renda, de aproximadamente meio metro de comprimento de haste. Em pânico, ela recua pelo quarto até a cortina, adentra a varanda... Encurralada contra a sacada...

- Observe, Peach, observe! O que mudou?

A gueixa lampejara diante de seus olhos. Lamentou-se.

- Gomen ne, eu perdi.

Pulou a sacada.

E não caiu. Ela flutua, flutua! Abriu os leques, bruscamente, e subiu, como se batesse asas. Flores voadoras, agora fazia sentido. Voou pra longe, pro alto da cúpula de alguma torre. E lá ficou... Por não saber descer.

- É, Tobiume-sama, agora fudeu! Ahuahuahuahuahuauahuahuahuahuahuahua!...

***

N/A: Sim, Hinamori dando pescotapa e falando palavrão... culpa do hollow, culpa do hollow... Próximo capítulo eu juro que escrevo coisa mais interessante que a síndrome Peter Pan da tampinha, tá ^^ Kissu, pyon!~