Segurei firmemente seu corpo contra o meu, enquanto a levava suavemente para águas mais profundas, deixando que o mar nos envolvesse...

Flutuávamos docemente, com os olhos presos nos olhos do outro. Antecipávamos a noite que teríamos pela nossa frente, sem querer apressar nada, aproveitando cada segundo daquele sonho.

Seu coração batia de modo descompassado, sua respiração cada vez mais rápida na minha pele.

O meu medo naquela noite (além do medo muito humano de que eu não fosse bom o suficiente naquilo que era tão novo), era de que o imenso desejo que eu sentia por ela, me fizesse perder o controle de meus movimentos, minhas reações, meu toque... Que eu esquecesse por uma fração de segundo o quanto ela era frágil e a pudesse machucar. Mas enquanto eu sentia o contorno do seu corpo de encontro ao meu, sua pele quente, seus seios macios, era difícil manter o foco em qualquer pensamento. Além do mais, eu queria muito que essa experiência fosse "perfeita" para nós dois, não queria que o medo fosse o pano de fundo. Queria amá-la da maneira mais humana possível...

Aproximei delicadamente meus lábios dos seus. Meu corpo estremeceu enquanto seus lábios se entreabriram e eu sentia seu hálito doce. A apertei ainda mais de encontro a mim, passei minha língua levemente pelos seus lábios, mordi-os suavemente e então deixei minha língua passear dentro de sua boca, encontrando a sua, finalmente sentindo seu gosto completamente.

Nunca havia me permitido ou a ela, esse tipo de beijo antes, sempre com medo de perder o controle, de que o desejo me dominasse... Mas não essa noite...

Ambos estremecemos quando nossas línguas se tocaram, Bella me abraçou ainda mais forte, suas mãos arranhando fortemente minhas costas (ou melhor, arranhariam se minha pele não fosse de granito).

O prazer que senti era indescritível, minha respiração tão enlouquecida quanto à dela. Tive que me controlar para não correr com ela para o quarto branco, deitá-la na cama e sentir o gosto de todo seu corpo. Mas eu não queria me apressar, queria saborear cada momento lentamente. Queria levá-la a loucura, tanto quanto eu me sentia enlouquecendo de vontade, de desejo.

Meu corpo respondia a ela, como sempre o fez. Sempre foi constrangedor para mim, esconder de Bella minha excitação. Quando nos beijávamos ou ficávamos muito próximos e meu corpo tinha reações que eu não podia controlar, eu a afastava delicadamente. Sempre alegando os perigos dessa aproximação toda, mas havia também a vergonha de que ela percebesse minha ereção involuntária e me achasse um adolescente bobo, inexperiente...

Mas agora não havia vergonha, eu queria que ela sentisse todo meu desejo. Éramos completamente um do outro e não precisávamos nunca mais esconder nossas reações, sem pudor, sem recato. Meu pênis intumescido estava completamente rígido.

Ainda com nossas línguas coladas uma a outra, Bella se apertava contra meu corpo, pressionando seu sexo de encontro ao meu, sentindo sua rigidez e me levando a loucura.

- Ah Bella... – Gemi em seu ouvido. Minha voz rouca e vacilante. – Eu te amo... Eu te quero...

Ela precisou de alguns segundos para conseguir falar, sua respiração saía em rápidos arquejos.

- E-Edward... – Ela gaguejou. Sua voz não era mais do que um sussurro. – Como eu te amo...

Nossas bocas não conseguiam ficar longe uma da outra. Como se ao sentirmos nossas línguas se tocando, tivéssemos nos tornado ainda mais viciados um no outro. Passeava com minha mão em suas costas, seus braços, seu rosto, seu colo... Sem querer apressar nada.

Ficamos assim durante muito tempo. Um tempo sem fim... Até que o desejo se tornou tão urgente, tão premente, que era quase uma dor física. Sabia que ela também não agüentaria muito tempo mais. Nossa respiração estava muito rápida, nossos gemidos mais altos, tão firmemente apertados, um nos braços do outro que éramos quase como um só...

Murmurei em seu ouvido:

- Toma um banho comigo? – Minha voz falhou enquanto imaginava o instante seguinte... Abraçá-la embaixo do chuveiro, vendo a água caindo sobre seu corpo perfeito.

Ela não respondeu. Apenas acenou com a cabeça, enquanto tentava controlar a respiração. Seus olhos cheios de fome eram apenas um reflexo dos meus.

A beijei mais uma vez, a ergui em meus braços e segui numa velocidade nada humana até a casa.