N/A: Essa parte tem knife play, ainda que bem de leve.
Boa leitura!
Simon e Jace não conversaram sobre o que aconteceu depois, mas ficou claro para ambos que aquele assunto tinha que morrer ali, naquele quarto.
O vampiro, por mais que tivesse tentado, não conseguiu se livrar daquele vídeo. O máximo que fez foi tirá-lo da câmera e deixá-lo em uma pasta segura no computador. De vez em quando, em noites ruins, ele reassistia e, que Thor o perdoasse, Simon nunca conseguia manter suas mãos paradas, incapaz de convencer seu próprio corpo de que o que estava vendo não era saudável, não era natural e estava errado de tantas maneiras imagináveis que ele não conseguia nem pensar.
Todas as vezes que via o sangue de Jace se espalhando na tela, era como se todas as sensações retornassem de uma vez, ele podia sentir o gosto doce e morno dele entre os lábios. Ainda estava claro na memória a maneira como o Caçador das Sombras reagiu àquilo, selvagem, faminto. O filho da puta gostava daquilo. E Simon gostava tanto quanto.
De qualquer modo, felizmente, os dois mal se viram depois daquilo, embora Simon soubesse, através de Clary, que Jace tinha passado os últimos dias mais quieto que o normal. Ele não ouviu falar de nenhuma confusão em que ele se metera e isso sim era surpreendente. Simon teve vontade de entrar em contato e entender o que diabos estava acontecendo, mas achou que seria muita falta de amor próprio fazer isso. Jace não era seu problema, ele não se importava com nada e Simon não ia se importar com ele também.
Pelo menos, foi isso o que ele pensou enquanto pegava o celular e mandava uma mensagem de texto para Jace.
Simon já tinha perdido a dignidade há muito tempo.
De um jeito ou de outro, era tarde da noite quando o vampiro ouviu uma movimentação suspeita do lado de fora. A vantagem de ter os sentidos mais aguçados que o normal era que quase nada o pegava de surpresa e, Jace alcançou o batente da janela ao mesmo tempo em que Simon a destrancava e abria. Os dois quase deram de cara um no outro.
— Sem graça. – Jace murmurou, sem se afastar, com o rosto a poucos centímetros do de Simon.
— Suas habilidades de Caçador não são páreo para os meus super poderes vampíricos. – replicou, sorrindo e puxando Jace para dentro.
— Super poderes? Ha ha, adorei a piada. – o loiro respondeu, sentando na cadeira da escrivaninha de Simon e mexendo distraidamente nas coisas dele. Jace usava roupas mundanas de novo, parecia ter se tornado um hábito dele trocar o uniforme de Caçador das Sombras por camiseta e calça jeans. — Então? O que você quer?
— Conversar. – respondeu, simplesmente.
— Conversar? Jura? – Jace estava incrédulo quanto as intenções do vampiro. Ele afastou a gola do pescoço e pôs a mão na cicatriz da mordida que havia ali. — Pensei que estivesse a fim de tirar mais uma lasquinha de mim. Eu sei que sou gostoso.
Simon não conseguiu se impedir de olhar para aquele ponto específico do corpo de Jace. Mas, lambeu os lábios repentinamente secos e se forçou a focar nos olhos dourados do outro.
— Sinto muito por isso.
— Não se desculpe, se eu não quisesse, não teria deixado você chegar nem perto.
— Mas… mas eu podia não ter parado. – pontuou. Uma coisa era supor que Jace era maluco o suficiente para desejar ter o seu sangue sugado, outra coisa era ouvir isso saindo da boca dele.
— Eu teria feito você parar, mundie. – ele respondeu, cansado. Só agora Simon reparou que os olhos de Jace estavam fundos e seu rosto levemente encovado. — Acontece que…
— Acontece que…? – incentivou, notando que Jace não parecia disposto a elaborar mais do que isso.
— Acontece que eu não sei mais o que eu quero. – disse, como se essa única sentença explicasse tudo. — Você ainda tem o vídeo?
— O quê? O que isso tem a ver?
— Eu fiquei curioso pra saber quem ganhou. – Jace sorriu de lado e trocou de lugar, foi da cadeira para a cama e deu duas batidinhas no espaço vazio ao seu lado. — Quero ver.
Se Simon pudesse corar, já teria mudado de cor para roxo à essa altura. Ele pirragueou.
— Não acho que essa seja uma boa ideia.
— Mundie, eu sei que você não se cansa e poderia ficar em pé aí com essa cara de bunda pela eternidade, mas será que dá pra pegar a droga do laptop, sentar aqui e me mostrar aquele maldito vídeo? – apesar de suas palavras, o tom de Jace não era de todo agressivo. Simon sabia que ia se arrepender disso, mas alguém tinha que ter um pouco de bom senso nessa história.
— Não.
Jace estreitou os olhos e era em momentos como esses que Simon realmente se dava conta do quão perigoso aquele garoto podia ser. Todos os traumas do passado, toda a visão distorcida que ele tinha dos outros e, principalmente, de si mesmo. Ele era instabilidade em um corpo treinado para ser uma arma desde a infância. Simon, sendo um vampiro, não era muito melhor do que ele em questão de desequilíbrio, mas, enquanto não houvesse sangue e sede envolvidos, ele conseguia se lembrar e se prender a quem era.
Naquele momento, ele não tinha a menor ideia do que se passava pela cabeça de Jace.
— Por que não? – o Caçador de Sombras disse, uma acusação disfarçada de pergunta. — Qual é o problema?
— Me diz você qual é o problema.
— Você não parecia tão incomodado da última vez. – Jace o escaneou com os olhos e Simon se sentiu repentinamente nu, apesar das camadas de roupas que usava.
— Eu não estava sendo eu mesmo da última vez. – replicou e levantou o queixo, observando enquanto Jace se levantava e caminhava em sua direção, o olhar que esse garoto lhe lançava era tão intenso que parecia capaz de furar um buraco em sua cabeça.
— Você não gostaria de fazer isso de novo? Deixar de ser você mesmo por alguns instantes?
Simon abriu a boca para responder, para deixar claro que ele não faria isso. Que ele não serviria como válvula de escape, como um ponto de fuga, alguém que Jace tinha permissão para machucar e perder o controle sem se preocupar com as consequências. Que não ofereceria momentos de entorpecimento em troca de sangue. Mas Jace foi mais rápido, ele sempre era. Uma pequena faca pareceu se materializar na palma de sua mão e ele a exibiu como se estivesse mostrando algo muito valioso.
— Eu não acho que você é tão barato, mundie. – ele disse, usando o apelido para mundano que nunca parou de usar e lendo os pensamentos de Simon como se ele fosse um livro aberto. — É uma escolha que eu estou te dando. Está vendo?
E Simon estava enxergando bem a luz prata e afiada daquele pedaço de lâmina, tão perto da pele calejada, mas ainda assim fina e delicada, da mão de Jace. Ele engoliu em seco, sentindo seu corpo responder imediatamente à possibilidade. Claro que Simon não precisava de apetrechos para feri-lo ou para tirar-lhe sangue, mas a ideia de fazê-lo aos poucos, de modo ao mesmo tempo preciso e elegante, fazia Simon salivar.
De novo, o seu lado vampiro falava mais alto. Sua metade não humana desejando coisas que ele jamais consideraria antes. E ele não se referia apenas ao sangue, se ele ainda estivesse jogando o desafio do tesão, Simon perderia alegremente.
— Você está louco? – questionou, sua voz mais rouca do que o normal e, apesar do tom indignado, o garoto deu um passo à frente, se aproximando da tentação. Ele nunca disse que era forte. — Você quer que eu te machuque?
— Eu quero sentir alguma coisa. – Jace respondeu, quase exasperado, seus olhos brilhando como nunca. — E, não se gabe, mundie, mas não há muito ultimamente que faça o meu sistema acelerar.
Simon arregalou os olhos de leve, incapaz de acreditar que realmente significava alguma coisa para Jace Wayland.
— Quer fazer isso ou não? – o loiro ofereceu de novo, exibindo menos paciência e recolocando no lugar a máscara de insensibilidade que costumava vestir. E Simon, seguindo seus instintos e ignorando completamente a pouca razão que lhe restava, tirou a lâmina da mão de Jace com cuidado, como forma de aceitação muda. O loiro acenou com a cabeça e esperou.
Talvez ele não tivesse tanto problema assim em servir como válvula de escape, desde que o pagamento fosse ver Jace, sempre tão seguro de si, sempre tão superior, em um estado de vulnerabilidade, colocando seu corpo à disposição dessa maneira.
— Já que concordamos em fazer isso... Quero deixar algumas coisas bem claras. - disse, encerrando completamente a distância entre eles e encarando os olhos desafiadores de Jace, suas bocas quase se tocando, se provocando como se um beijo fosse iminente. Mas ainda não, Simon pensou, achando que o beijo seria pessoal demais para aquilo que estavam fazendo. Sentiu o suspiro quente de Jace tocar sua bochecha e sorriu, segurando a barra da camiseta dele com força e sentindo o peso da lâmina na mão, enquanto a posicionava e começava a cortar o tecido, de baixo pra cima, lentamente. — Um, terá que ser do meu jeito...
Jace arfou quando a faca encontrou a parte grossa da gola da camiseta e passou perigosamente perto de seu rosto ao, por fim, romper o tecido. Ele deixou a peça de roupa cair pelos ombros, revelando seu dorso trabalhado, suas marcas, os pêlos arrepiados e os mamilos enrijecidos. Simon se inclinou para frente e começou a distribuir beijos na região do pescoço e dos ombros de Jace, fazendo questão de se demorar nas cicatrizes que havia deixado, lambendo e passando os dentes, provocando. Ele não morderia naquele momento, porque a expectativa para o que viria depois era suficiente para dar-lhe algum controle.
— Dois, você precisa confiar em mim. – suas mãos, que exploravam a cintura e as costas do outro, foram para o cós da calça jeans, brincando com sua extensão antes de começar a desfazer o zíper. Simon a desceu até os joelhos e Jace fez o resto, terminando de tirá-la aos chutes junto com os sapatos. Seu pênis estava dolorosamente rígido sob uma de suas tradicionais cuecas boxer pretas. O vampiro a retirou com cuidado e logo havia um Caçador de Sombras nu no meio de seu quarto.
Simon grudou seus corpos mais uma vez, apreciando os sons que vinham de Jace, o fazendo recuar alguns passos e se sentar na cadeira em que tinha estado antes, logo quando chegou. A diferença de nível entre eles fez a mente de Simon vaguear por alguns instantes, imaginou Jace chupando-o, sua boca avermelhada e úmida em volta de seu membro, que estava tão duro quanto o de Jace naquele momento. Ele deixou o ar escapar em um suspiro e notou que seus dentes estavam distendidos, preparados para afundar na carne fresca de alguém.
— Três, não importa o que eu faça, se isso colocar a sua vida em perigo, – começou, encarando as pupilas dilatadas de Jace. — me pare.
Viu o outro engolir em seco e acenar com a cabeça.
A resposta, por ora, o satisfez. Aquilo não era, em nenhuma hipótese, seguro, mas Simon contava com a capacidade de Jace de usar sua estela e se curar. Só o que ele temia era entrar em frenesi pelo sangue e não conseguir parar.
Pegou a camiseta destruída do chão e tirou duas tiras dela.
— Eu tenho certeza que você é capaz de se livrar dos nós, se quiser. – disse, enquanto amarrava os pulsos do outro na cadeira.
Jace experimentou abrir e fechar os punhos. Sorriu de lado.
— Eu achei que você estivesse levando isso a sério, Lewis. — comentou, sarcástico.
— Ah, eu estou. – Simon ignorou o tom e se ajoelhou na frente de Jace. — Eu garanto que estou.
Ele viu quando o loiro segurou o fôlego ao primeiro movimento de Simon com a lâmina, posicionado-a na parte interna de sua coxa, passeando do joelho até estar perigosamente perto de sua ereção e da pele sensível sob ela. Aquilo era estranhamente hipnótico, Simon mal notou que tinha sua outra mão apertando a outra perna de Jace com mais força do que o necessário.
Em algum momento, o vampiro permitiu que o corte se abrisse na pele pálida e uma linha de sangue surgiu e depois escorreu. Automaticamente, Simon se aproximou e começou a sugá-la com avidez, sem deixar que aquele líquido tirasse o foco daquilo que realmente importava aquela noite. Abandonou aquela perna e passou para a outra, não sem antes olhar pra cima e passar a lâmina na própria língua. Pôde ver Jace arqueado para trás, seu pescoço exposto e os olhos fechados. Viu também pré gozo despontando de seu membro e decidiu que não iria demorar muito para lhe dar a devida atenção.
O próximo talho foi mais direto e mais fundo, ouviu uma profusão de gemidos quando mergulhou naquele sangue e, não ficou surpreso em notar que era uma mistura de seu próprio desejo com o desejo de Jace, que começava a ficar inquieto sobre o assento.
— Ah... Vamos lá, mundie... – ele choramingou e Simon fingiu não ouvir, substituindo o sugamento voraz por beijos provocantes sobre o corte, se aproximando, de propósito da ereção de Jace e se afastando deliberadamente logo em seguida. — Por favor...
O loiro olhou para baixo, seus olhos quase completamente negros, e mordeu o lábio inferior com força. Simon só poderia imaginar a imagem que Jace estava vendo naquele exato momento, um garoto pálido e magro, com dentes incrivelmente maiores que o normal, afiados e pontudos, cobertos de sangue. Aliás, o rosto dele deveria estar cheio de sangue, assim como suas mãos e suas roupas e, para completar, um sorriso maldoso nos lábios, cheio de deleite pelo fato de que, por mais monstruosa que aquela cena fosse, excitava Jace como o inferno. Simon podia ver e podia sentir, a ponta do pênis do loiro tocando seus lábios ainda fechados, o líquido viscoso que saia dele se misturando ao avermelhado que já havia ali. Ele estava repleto de Jace naquele momento.
O vampiro depositou um beijo singelo e quase sorriu abertamente para o movimento do Caçador de Sombras contra as amarras, ansioso para fazer Simon fazer o que tinha que fazer. Quando os olhos dos dois se encontraram de novo, uma pergunta muda foi lançada no ar: com ou sem dentes?
Jace arregalou os olhos e Simon sorriu, exibindo sua fileira de armas naturais e deixando-as serem vistas enquanto se retraiam .
— Bastardo...! – o loiro imprecou, mas então, Simon abriu a boca e começou a chupá-lo, relaxando a garganta o suficiente para que conseguisse suportar o máximo possível do membro de Jace. Usou uma das mãos para envolver a base do pênis e a outra segurando firme na cintura dele, suas unhas penetrando a pele durante o processo. Se ele queria se machucar, então ele ia se machucar. A faca ficou equilibrada sobre o joelho de Jace, momentaneamente deixada de lado.
Ao som dos gemidos do outro, Simon encontrou um ritmo confortável de vai e vem, pausando algumas vezes para passar a língua sobre aquela pele macia e quente, tão cheia de fluxo sanguíneo que chegava a adquirir um tom arroxeado. O vampiro nunca apreciou tanto autocontrole quanto naquele momento.
Ele não achava que ia segurar por muito tempo. Sua própria ereção mandava-lhe ondas de choque pelo corpo apenas pelo simples ato de roçar na calça jeans. Simon gemeu e tirou a mão da cintura do outro e a usou para desfazer sua barguilha e liberar o seu pênis confinado. Suspirou de alívio quando conseguiu se masturbar.
Jace começou a investir os quadris contra a boca dele. Todo o seu ser deixava claro que ele estava muito perto do clímax e Simon deixou-se por alguns instantes, colocando suas mãos abertas sobre as coxas do loiro e pressionando os cortes com os dedos causando dor e piorando o sangramento. No mesmo instante, entretanto, Jace emitiu o som mais erótico que Simon já ouviu na vida e gozou.
O vampiro não tinha a mesma experiência em engolir esperma do que tinha para engolir sangue e a maior parte do orgasmo de Jace escorreu pelos cantos da boca.
Houve uma pausa depois disso. Jace respirando com dificuldade, de olhos fechados e mãos fechadas em punhos, os dedos de seus pés ainda retraídos. Simon limpou a boca e o queixo como pôde com a manga do moletom e ficou sem saber o que fazer em seguida. Não estava exatamente cansado, mas se perguntou se seu trabalho tinha terminado. Tudo girava em torno daquele filho de nephilim, afinal de contas. Então, deixou a cabeça pender e apoiar-se no joelho oposto ao da lâmina, o rosto há poucos milímetros do corte ainda ensanguentado.
— Você pode me soltar agora. – Jace disse, ainda arfante e Simon não fez muito esforço para levantar o braço e cortar as tiras de pano com a faca. Apesar de tudo, era ele quem se sentia exaurido. Era Simon quem se sentia sugado.
Jace, por outro lado, tinha outro tipo de pensamento em mente e, mal se libertou, já tinha envolvido o rosto de Simon com as duas mãos e o trazido para perto, o beijo que Simon se recusou a dar estava ali, esperando, e ele não conseguiu evitar soltar um gemido sofrido, um que representava ao mesmo tempo surpresa, alívio, dúvida. Em troca, o garoto enfiou a mão no cabelo de Jace, mantendo-o no lugar, uma sensação repentina de que tudo não passaria de um sonho caso separassem seus lábios.
Mas, claro, Jace tinha que respirar.
A cadeira não oferecia mais uma posição agradável e o Caçador das Sombras induziu Simon a ficar em pé, colocando-se de joelhos na frente dele e pondo as mãos em seus quadris. Ele não pareceu se incomodar com as pernas machucadas.
— Eu não gosto de ser injusto. – disse, antes de baixar as calças do outro até os joelhos e masturbando-o por alguns instantes antes de colocar membro rígido dele na boca. O fato de que Jace era, claramente, inexperiente em chupar paus, não diminuiu em nada o tesão que Simon sentia, pelo contrário, a sensação de estar dentro de Jace de algum modo era quase demais pra ele. Era difícil se concentrar nos espasmos no fundo da garganta do outro enviando-lhe ondas de prazer até a sua espinha e ficar em pé ao mesmo tempo. Ele se inclinou um pouco para trás e encostou no batente da janela, ignorando o fato de que ela ainda estava aberta.
— Jace... – começou dizendo, a boca tão seca que quase não foi capaz de terminar. — Eu vou...
Por sorte, o loiro se afastou com cara de quem ia perguntar do que diabos ele estava falando e, quando Simon atingiu o orgasmo, ele evitou se engasgar com sêmen. O líquido atingiu seu maxilar e sujou seus cabelos.
— Argh... Nojento. – ele murmurou, pegando os fios com as pontas dos dedos e tentando limpá-los com o que sobrou de sua camiseta. Simon, continuava estático, apreciando os sentimentos loucos e brilhantes que lhe acometiam quando gozava.
Quando olhou pra baixo, com Jace agora sentado no chão, ocupado, Simon notou o quanto seu quarto parecia um filme de terror. Ele engoliu em seco, mais preocupado, entretanto, com as feridas nas coxas do loiro, que ainda sangravam.
Sentou-se também e chamou a atenção de Jace ao segurar suas pernas e forçá-las a abrir. Lambeu novamente os cortes, mais para estancá-los do que para sorver deles. O ato não deixava de ser sensual, mas a carícia não era propriamente erótica. Jace ficou olhando, sem dizer nada.
— Você não trouxe sua estela, trouxe? – Simon perguntou, sem esperar uma resposta realmente, só agora notara que não a vira quando o despira mais cedo. Subiu com seus cuidados até o ombro cicatrizado de Jace como se as marcas fossem recentes. Ele sorriu de leve, certo de que se parecia mais com um cachorrinho lambendo as feridas do que um vampiro, membro do submundo. — Você também não usou a iratze aqui. Por quê?
Jace não respondeu.
— Por que você se odeia tanto?
O loiro afastou Simon e se levantou, tomando cuidado para não fazer contato visual. Vestiu suas calças e colocou a cueca no bolso de trás, como se estivesse mais do que acostumado a dar escapadas desse tipo.
— É melhor eu ir. – disse, de modo muito parecido com o da última vez.
— Sempre saindo na parte mais legal da festa. – Simon comentou, sem humor, apontando para toda a sujeira que ficou pra trás. — Limpar que é bom, ninguém gosta.
O Caçador de Sombras sorriu de lado e pulou a janela, desaparecendo na escuridão.
Simon evitou pensar no que estava se metendo tentando elaborar uma boa desculpa para a mãe, justificando todo aquele sangue, porque ele não tinha forças para limpar. Se não dormisse e desaparecesse do mundo por algumas horas, Simon achava que explodiria.
N/A: Mais uma vez, comentem, me deixem saber o que acharam! o/ Ainda estou pegando o jeito de escrever smut e estou aberta a críticas e sugestões. :)
Obrigada por ler.
