Olá queridos leitores. Eu sei que demorei um bocado pra postar, mas é que tinha minhas dúvidas quanto a se estavam gostando ou não da fic. Mas bem, aqui está o capítulo. Se comentarem mais eu posto mais rápido ok? (sem chantagem).

Disclaimer: Inuyasha não me pertence.

Quase uma semana já havia se passado desde a tal reunião. Inuyasha e Kagome pareciam ficar juntos a maior parte do tempo, além de que as aulas de escrita da humana continuaram. Agora ela já conseguia ler vários textos e podia ajudar seu mestre a ler os inúmeros pergaminhos que não paravam de chegar. O hanyou se perguntava se seu pai também lia e assinava tantos desses por dia, parecia um trabalho muito chato ser um lorde a final de contas.

- Este parece ser mais um relatório de batalhas.- disse a humana com um pergaminho em mãos, enquanto sentada em frente ao hanyou, do outro lado da mesa baixa.

- Tenho que assinar alguma coisa? – perguntou sem tirar a atenção do papel onde ele mesmo olhava, seu tom demonstrava tédio e cansaço.

- Parece que não. – respondeu dando outra olhada no documento.

- Ótimo, vá para o próximo então. – falou ainda no mesmo tom.

Antes que ela pudesse fazer conforme lhe falara, o momento calmo foi interrompido por um dos soldados youkais que surgiu próximo à porta do aposento. Este, fez uma reverência e disse:

- Inuyashasama, lorde Inutaishousama está de volta... – e antes que ele pudesse terminar, Inuyasha já se levantara rapidamente, demonstrando muito mais ânimo do que antes.

- Finalmente, não agüentava mais fazer esse trabalho chato! – disse, parecendo feliz pela carga que lhe seria tirada – Onde ele está? – perguntou impaciente.

- Está cruzando o jardim nesse momento Inuyashasama... – respondeu o youkai, mas novamente foi interrompido.

- Ótimo! Vamos Kagome! – disse, dirigindo-se a humana.

Ela lhe olhou com uma expressão de: 'É comigo?', mas em seguida levantou-se e o seguiu até o hall de entrada, pra onde dirigiram-se rapidamente, demonstrando a impaciência do hanyou em rever logo seu genitor. O youkai que havia avisado sobre o retorno do lorde inuyoukai continuava parado no mesmo lugar, atônito por não poder ter dado a mensagem inteira. Bem, cedo ou tarde ele saberia que o lorde não havia chegado sozinho, mas seria uma surpresa um tanto desagradável para ele, pensava o youkai, se conhecia bem o jovem mestre, previa um mau-humor para muito breve.

A dupla chegou ao hall bem a tempo de ver o lorde Inutaishou cruzar as enormes portas frontais e parar no mesmo instante ao avistar o filho.

- Oyaji – o hanyou começou dizendo da maneira rude como sempre fazia, mas demonstrando uma certa felicidade em revê-lo – Enfim voltou.

- Sentiu minha falta? – perguntou, brincalhão.

- Keh. – se limitou a responder, com um sorriso de canto.

- Inuyasha... – começou, tornando o tom mais sério – Pode me explicar por quê encontrei Shiromaru com marcas de garras na face? O vi assim que cruzei o jardim. – indagou, parecendo levemente bravo.

- Ah... isso – iniciou – Ele atacou Kagome enquanto ela passeava pelo jardim, então dei uma lição nele – disse simplesmente.

- Oh, sério? – o daiyoukai perguntou, parecendo levemente surpreso. Notou então a dita humana que apenas fitava a cena de um lado, um pouco mais atrás de Inuyasha – Ele a feriu? – perguntou.

A humana, surpresa, apenas balançou a cabeça em negação.

- Estou contente, filho. – tornou a dirigir-se ao hanyou – Parece que cuidou de tudo enquanto estive ausente.

- Keh. – resmungou apenas, demonstrando porém, um porte levemente orgulhoso de si mesmo.

- Mas onde está Sesshoumaru, ainda não chegou aqui? Ele estava bem atrás de mim... – o daiyoukai disse para si mesmo em tom baixo, mas as palavras não passaram desapercebidas pela audição do hanyou.

- O quê!? Sesshoumaru veio com você? – quase gritou, exasperado.

- Sim, tudo já estava resolvido, ele não tinha mais motivos para continuar no campo de batalha. – respondeu, ignorando a irritação do filho mais novo

- Maldição! – praguejou sozinho.

- Acho que vocês nunca vão se dar bem, não é? – disse desalentado, conhecia muito bem os filhos e já sabia o que esperar de seu reencontro.

- Não. – foi direto.

Kagome fitava a cena, sem porém entender absolutamente nada. Quem seria esse Sesshoumaru de quem falavam? Por que o retorno dele parecia irritar a Inuyasha? A garota se sentia deslocada como um peixe fora d'água em meio aos dois youkais. Mas suas dúvidas só duraram até ela ver outro youkai se aproximando a passos lentos e coordenados. Este se prostrou ao lado de Inutaishou e fitou o interior do enorme castelo, como se tentasse resgatar de sua memória detalhes vistos há muito tempo.

- Já está reclamando Inuyasha? – ele disse, num tom frio.

- Ah, Sesshoumaru, porque voltou? Poderia ter ficado fazendo companhia aos mortos na batalha! – retrucou, sarcástico.

- E deixar um reles hanyou cuidar de tudo por aqui? Jogaria nosso nome na lama! – disse, ainda frio e sem se alterar.

- Ora, seu... – Inuyasha começou, mas foi interrompido pelo pai.

- Parem vocês dois! – disse enérgico – Mal se vêem e já começam a brigar? – podia-se notar cansaço em seu tom.

- Keh! – o hanyou limitou-se a dizer, cruzando os braços e olhando para uma direção qualquer enquanto emburrava. O outro sequer fez questão de responder.

A humana se deteve na observação silenciosa, porém surpresa, da aparência do youkai. Ele apresentava longos e lisos cabelos prateados assim como os outros dois inuyoukais. Sua semelhança se tornava maior com Inutaishou do que com Inuyasha, e parecia ser mais velho do que este último. Ele trajava vestes brancas com detalhes em azul e sobre estas uma armadura tal como a do lorde inuyoukai. Em seu ombro uma pele alva e tão felpuda quanto a que vira em Inutaishou pousava, com o comprimento até quase seus pés. Em seu rosto, duas marcas vermelhas se tornavam presentes, assim como uma meia lua em sua testa, seus olhos, tão dourados quanto os de seus parentes, porém desigualmente frios e sem emoção.

Ela ainda o observava distraidamente, tanto que não notou quando o youkai girou seus olhos na direção dela. O olhar frio e fixo que lhe lançou, fez com a que humana praticamente paralisasse quando notou que encarava-o, o que não era algo aconselhável de se fazer. Ela sentiu uma energia poderosa emanando dele, algo estranhamente próximo ao que sentiu ao ficar cara a cara com Naraku, ela sentia como se ele pudesse lhe matar com esse simples olhar. Teve que se controlar para que não tremesse em frente ao youkai que não movia o olhar de si um centímetro.

- O que tanto olha humana? – perguntou fria e asperamente.

Inuyasha e Inutaishou se viraram para ver que Sesshoumaru falava com Kagome. O hanyou estreitou os olhos para o irmão, como se esperando que surgisse qualquer motivo para que pulasse em seu pescoço.

- Qual o problema Sesshoumaru? – perguntou Inutaishou, sério.

- Parece que o nível dos humanos deste castelo têm decaído mais ainda do que achei ser possível nesta espécie desprezível – disse com asco - Como ousa me encarar abertamente? – indagou ainda sem desviar os orbes da jovem.

- Eu...eu...me des-desculpe senhor. – gaguejou em sua falha tentativa de pronunciar uma sentença completa, rapidamente fitando o chão

- Deixe ela em paz, Sesshoumaru! – esbravejou o hanyou, pondo-se em frente ao irmão. Kagome rapidamente se abrigou atrás dele, onde se sentia mais segura, longe das vistas do recém-chegado youkai.

Sesshoumaru nada respondeu, apenas fitou de volta o irmão, com um olhar de desprezo e caminhou calmamente para dentro do castelo, sumindo em um de seus inúmeros cômodos. A humana suspirou profundamente, como se estivesse segurando o ar durante um longo tempo, Inuyasha se virou para ela, ligeiramente preocupado:

- Tudo bem Kagome?

- H-hai. – respondeu, incerta.

Inutaishou sorriu internamente ao notar a preocupação do filho com a humana, lhe era estranhamente familiar... Pigarreou, demonstrando que ainda estava presente, e falou quando os olhares se voltaram para ele:

- Estou um pouco cansado, por favor Inuyasha, não venha incomodar com suas brigas com Sesshoumaru. – disse se dirigindo também para o interior do castelo.

- Feh, se ele não começasse... – bufou. O youkai deteve-se e voltou a olhar para o filho mais novo.

- Eu já conheço essa história de que o Sesshoumaru é que o provoca, não quero saber disso! Façam silêncio, ou castigarei qualquer um, ou até mesmo os dois se me incomodarem. – terminou lançando um olhar sombrio sobre o filho. Esse engoliu em seco e rapidamente assentiu:

- Hai. – disse prontamente, como um soldado recebendo uma ordem. Seu pai podia até ser bondoso e mesmo gentil com humanos, mas sabia que quando ele falava sério deveria obedecer ou as conseqüências poderiam ser desastrosas.

OoOoOoOoOoO

- Kaedebaachan? – chamou Kagome, a anciã parecia ocupada com algo no jardim, mas se virou para fitá-la.

- Oh, sim Kagome? – indagou em resposta.

- Quer ajuda? – acabou por perguntar, após visualizar sua face cansada.

- Sim, obrigada. – agradeceu, dando lugar a jovem e lhe mostrando como deveria plantar as mudas de flores nos devidos vasos.

- Não devia se cansar tanto, por que não pede para outra escrava cuidar disso? – perguntou Kagome, levemente preocupada com a anciã.

- Gosto de flores, é uma coisa que faço por prazer. – respondeu sorrindo.

- Eu também. – concordou, retribuindo o sorriso. Depois voltou sua atenção às mudas, não se importava em sujar as mãos com terra, isso lhe dava a agradável sensação de estar realizando algo com o próprio esforço. Mas uma dúvida ainda martelava em sua cabeça – Kaedesama... o que exatamente Sesshoumarusama é de Inuyashasama? – perguntou, sem porém desviar os orbes da planta que segurava nas mãos e delicadamente introduzia no novo vaso, cobrindo suas raízes com terra.

Kaede a fitou por uns segundos, para depois responder – Sesshoumarusama é meio irmão de Inuyashasama.

- Meio irmão? Então Sesshoumarusama é um youkai completo, certo? Como Inutaishousama. – concluiu sozinha.

- Vejo que já sabe que Inuyashasama é um hanyou – a ancião disse, com um leve sorriso nos lábios, cujo significado era indecifrável para Kagome. – Ele a contou?

- Sim. – quando disse isso, um pequeno sorriso formou-se em seus lábios antes que pudesse contê-lo.

- Ele não gosta do fato de ser um hanyou, por isso, nenhum outro escravo sabe sobre isso. Ele demonstrou confiança em lhe contar. – quando Kagome fitou surpresa a Kaede pela revelação, esta já se concentrava nas flores, como se não tivesse dito absolutamente nada. A jovem também ia voltar ao que fazia antes, mas não pode deixar escapar um comentário:

- Quanto a Sesshoumarusama... ele me assusta. – disse em tom baixo, apertando as mãos em volta da planta, sem perceber – Tem um olhar frio...

- Sempre foi assim, não se preocupe, apesar de seu jeito, nunca fez mal a nenhuma escrava. – tranqüilizou Kaede – Na verdade ele não suporta os humanos e se mantêm longe deles. – disse pesarosa.

- Eu senti... em torno dele... uma energia muito forte, quase como a de Naraku, mas não era tão negra... – a jovem continuou, como se as palavras de Kaede não houvessem chegado a seus ouvidos. Seu rosto se contraía em uma espécie de expressão de pavor e as mãos esmagavam o caule e as folhas da planta entre elas.

- Energia..? – se espantou – Você pode sentir a energia dos youkais? – perguntou, sua surpresa era evidente.

- Eu acabei me acostumando a essa sensação... – disse, sem fitar a anciã – Mas com youkais muito fortes ou... malignos... é mais evidente. – confessou.

- Não pode ser... – Kaede abria os olhos em sinal de incredibilidade – Será que você é uma sacerdotisa?

- Sacerdotisa? – indagou, finalmente encarando-a.

- Minha irmã Kikyou e eu éramos sacerdotisas antes dos youkais ressurgirem. Mas ela era a única capaz de sentir as energias dos youkais.

- Mas isso não quer dizer que eu seja uma sacerdotisa...

- Só humanos com poder espiritual podem sentir youki. Você deve ser uma descente distante de uma família de mikos... – arriscou.

- Será possível...? – perguntou a si mesma – Kaedesama... você disse que viveu antes dos youkais ressurgirem? – perguntou, curiosa.

- Sim, na época em que humanos eram livres e youkais eram apenas lendas. - respondeu, com olhar distante.

- Me é difícil imaginar algo assim.

Kaede a fitou compreensivamente. A jovem já havia nascido num mundo controlado por demônios, não era de se estranhar que a idéia de livre-arbítrio fosse suprida de sua mente tanto quanto a liberdade de sua vida.

- Mas... – Kagome começou novamente – Se youkais eram apenas lendas... como apareceram? – indagou curiosa.

- Há milhares de anos eram eles quem reinavam sobre a terra... assim como hoje. Mas depois do surgimento dos humanos e da destruição de muitos youkais eles sumiram durante anos. – explicou – Quando reapareceram, destruíam tudo e mataram muita gente... Segundo o que minha irmã me contou, eles não haviam sido extintos, apenas 'hibernavam' em lugares inacessíveis a pessoas comuns. Voltaram com sede de vingança e fizeram novamente do mundo seu domínio.

A garota fitava a anciã com espanto depois de ouvir aquela história incrível. Não podia crer que uma vez os humanos eram livres e depois criaturas milenares 'voltavam' do que parecia ser apenas imaginação inventiva dos seres humanos. Para ela, as coisas sempre foram como são agora. Uma das coisas que a velha lhe disse, lhe deixou mais curiosa:

- Você disse que eles queriam vingança? Contra o quê? – indagou.

- Essa é uma história que contarei uma outra hora. – respondeu. Enquanto ela contava aquelas coisas, Kagome não percebeu que a anciã terminava o trabalho com as flores, assim que não tinha mais motivos para ficar ali. Fitou a jovem com um sorriso e concluiu – Quando terminar, pode molhar as plantas, sim? – em seguida se virou e caminhou de volta ao castelo.

Kagome ainda a observou um pouco até que sumisse de vista, depois fitou o céu azul sem nuvens, onde o sol brilhava impiedosamente. Limpou uma gota de suor do rosto e voltou a se concentrar no serviço, para que terminasse o quanto antes.

- "Será que há alguma possibilidade de Kagome ser a reencarnação de minha irmã Kikyou?" – essa dúvida persistia em atormentar Kaede enquanto caminhava aparentemente a esmo pelos corredores do castelo – "Quando a vi pela primeira vez, achei a semelhança incrível. Mas, agora que ela disse ter esses poderes, pode ser que finalmente a alma de minha irmã tenha voltado a esse mundo... Ou talvez seja apenas uma coincidência..." – a dúvida e a confusão que gerara para si mesma nessas divagações já lhe incomodava a ponto de parar num determinado ponto da caminhada, se perguntando para onde estava indo. Sacudiu ligeiramente a cabeça, voltando a caminhar – "Acho que estou ficando velha demais..." – pensou por último, sumindo em uma das inúmeras portas.

Vozes exasperadas ecoavam por todo o imenso castelo. Vozes familiares, que brigavam entre si. Os escravos, apesar de acostumados, ainda se assustavam vez por outra, por via das dúvidas mantinham distância dos dois irmãos.

- Você se acha muito superior, não é Sesshoumaru? – indagou o hanyou, nervoso.

- Com certeza. – respondeu simplesmente, sem se alterar, provocando mais ainda a ira do irmão – Um hanyou deveria se pôr em seu lugar. – completou com desprezo.

- Ora seu... – cerrou os dentes e estreitou os olhos para o mais velho, preparando-se para atacá-lo. O outro se pôs em posição defensiva, já esperando pelo golpe.

Inuyasha pulou em direção ao irmão com as garras arqueadas e tentou acertar-lhe com as mesmas, mas este foi mais rápido e se desviou sem dificuldade, resultando no golpe acertar um dos estandartes anexados a uma das paredes. Este caiu ruidosamente. Seu tecido, onde ficava ricamente ilustrada a figura do clã inuyoukai se viu em trapos rasgados ao chão, assim como a parede, que agora tinha marcas de garras bem visíveis. O hanyou rapidamente se virou para trás, para novamente encarar o irmão, que não parecia alterado com a cena.

Sesshoumaru foi em grande velocidade em direção ao mais novo, também com as garras preparadas, não seria sensato usar uma espada dentro do castelo. Por centímetros o hanyou conseguiu desviar do golpe, que acabou por acertar um belo e adornado vaso de cerâmica, que se espatifou em inúmeros pedaços. A briga continuou assim por mais alguns minutos, ambos pareciam até estar se divertindo enquanto tentavam se golpear mutuamente e assim destruir toda a decoração do castelo, as escravas por outro lado, se viam assustadas e vez por outra se encolhiam desviando de um objeto que voava em sua direção. Inuyasha sorria sarcasticamente sempre que evitava um ataque do irmão mais velho e depois de provocá-lo novamente o atacava de volta, Sesshoumaru por sua vez se matinha impassível apesar da situação, nunca perdendo sua pose, mas vez por outra, quase podia se ver um minúsculo sorriso divertido em seu rosto, tão imperceptível que poderia escapar ao mais atento observador.

Mas nem todos se divertiam com a destruição do nobre castelo, e não demorou muito para que o som dos vasos espatifados, móveis cortados ao meio e gritos assustados das escravas chegassem ao quarto do lorde youkai cão, que se revirava no futon, tentando sem sucesso reconciliar o sono perdido. Por fim, sentou-se bruscamente, os olhos já avermelhando-se, tanto de raiva quanto de cansaço:

- Inuyasha! Sesshoumaru! – bradou raivoso. A voz grave e firme foi ouvida em todos os cômodos do castelo, ecoando como se estivessem em uma caverna.

Os dois irmãos pararam com a luta assim que ouviram a voz repreensiva do pai. Ambos se entreolharam e pareceram chegar finalmente a um consenso.

- Terminamos isso mais tarde. – disse Sesshoumaru, com a costumeira calma e expressão neutra no rosto. Logo se recompondo e começando caminhar em direção a um dos longos corredores.

- Boa idéia. – concordou Inuyasha, seguindo a direção oposta a do irmão.

- Agora teremos que arrumar essa bagunça... – Tsubaki suspirou, enquanto juntava os cacos do que outrora fora um raro e belo vaso de cerâmica. Logo Kagome surgiu na porta, voltando do jardim, parecia assustada com algo.

- Ouvi gritos e barulhos. Aconteceu alguma coisa? – perguntou, desesperada.

- Nada além do rotineiro por aqui. – a escrava respondeu, suspirando novamente. Vendo que Kagome lhe fitava curiosa, completou – Apenas outra briga entre Inuyashasama e Sesshoumarusama.

A jovem se surpreendeu visivelmente, depois olhou ao redor. Estava quase tudo aos pedaços, se via marcas de garras nas paredes e nos móveis e vários desses estavam quebrados. – É sempre assim? – indagou novamente.

- É sim. – respondeu Tsubaki – E nós temos que limpar tudo. – adicionou, apontando as outras escravas que já começavam a tirar as peças quebradas e organizar a bagunça.

- Eu ajudarei – se prontificou. Tsubaki apenas lhe sorriu e continuou o que estava fazendo, logo sendo imitada pela outra.

- Malditos, eu vou acabar com vocês! – ralhou Inutaishou, sozinho em seu quarto. Agora que Sesshoumaru estava de volta as brigas iam recomeçar e a paz não duraria muito. Fez uma anotação mental de dar um jeito nos filhos depois e voltou a deitar no futon, se tivesse um pouco de sorte conseguiria pegar no sono novamente. Mas previa muitas dores de cabeça dali em diante.

Meu muito obrigado a quem estiver acompanhando minha fic, e peço humildemente que cliquem no 'ok' ali em baixo e deixem sua opinião