N.T.: Fiquei super animada com os dois comentários. Estou fazendo essa tradução porque minha bae pediu, por falar nisso, por nada, linda! Quando vi seu comentário, Daniela, gritei de felicidade, espero que continue gostando da história, prometo agilizar as traduções dos capítulos hahahah
Quinn continuou a dirigir, desprezando os protestos de Rachel sobre níveis de energia e divisão de responsabilidades. Elas continuaram a escutar o radio – apesar de Brittany balançar na mão a compilação de música dos anos noventa no banco de trás – enquanto Santana desejava seu telefone e fones.
Claro, Rachel tinha as proibido de trazer os celulares. Ela disse algo sobre rastrear pelo GPS e o FBI. Santana rolou os olhos – enquanto ela dizia para Quinn: ela assistira CSI – mas ela podia pelo menos ter posto seu iPhone em modo avião e ouvir algumas músicas ou algo.
Viagens na estrada eram tão chatas sem música. Cada vez que alguma música vinha no rádio, Rachel ou Quinn trocavam de estação até que encontrassem alguma com novidades ou pessoas falando.
Tipo, tá bom que elas iriam passar o resto das suas vidas na cadeira pelo que fizeram. E, tá bom, elas deviam se preocupar mais sobre isso. Mas agora o mundo dela era o carro e o carro a estava deixando louca, porra.
Elas foram para o oeste, virando pro sul antes de chegar a Jefferson, Missouri e pararam em Fort Leonard Wood. Elas estavam cansadas e sonharam com chuveiros quentes e camas confortáveis.
Sacos de dormir e tendas, no entanto, teriam que servir.
"Eu ainda não entendo porque não podemos ficar em um motel." Santana grunhiu enquanto ela deitava no teto do carro, olhos fechados e corpo banhado pelo pôr do sol.
Brittany estava fazendo estrelinha pelo campo no qual elas pararam enquanto Quinn e Rachel armavam as tendas. Com as palavras de Santana, Rachel se esticou e pôs as mãos nos quadris, encarando na direção da garota.
"Ou saia do meu teto e nos ajude ou fique quieta."
Santana estirou o dedo pra ela sem levantar a cabeça, dizendo, "É muito fofo quando você pensa que pode me dar um ultimato." Rachel bufou em resposta.
Quinn se afastou das tendas iguais com um suspiro. Ela teria que dividir com a anã, mesmo que o pensamento não fosse tão terrível à luz de tudo mais. E aparentemente elas pensavam igual, o que era ao mesmo tempo bom e ruim.
Elas cozinharam sopa e macarrão – na verdade Santana e Brittany comeram um pacote de Copos de Manteiga de Amendoim Reese e Twizzlers – e não se preocuparam em dar boa noite umas pras outras. De qualquer forma, elas estavam olhando para as estrelas e Quinn e Rachel estavam muito cansadas para conversarem muito.
"Quinn, eu só queria dizer," Rachel sussurrou, se enrolando bem no seu saco de dormir e desejando que ela tivesse pensado em comprar um travesseiro. "Eu não posso imaginar pelo que você está passando agora, e eu sinto muito que nossas vidas tenham chegado a esse ponto. Eu sei que nós tivemos nossas diferenças mas isso tem sido 0 o que eu dizer é, se você quiser conversar comigo ficarei quieta e escutarei."
Ela não tinha certeza se a outra garota já tinha dormido, ou mesmo se sua voz tinha sido alta o suficiente. Ela podia ouvir risinhos e vozes cortadas das garotas fora da tenda, e, pensou bem brevemente sobre Finn lá fora em algum lugar, e, o que ele devia estar pensando de todas elas. O que ela devia estar pensando dela. Parte dela desesperadamente queria que ele estivesse ali com elas – ou que pelo menos ela tivesse uma Brittany, uma Santana, para rir e se aconchegar através do inferno que suas vidas tinham se tornado.
"Algumas vezes eu acho que estou chegando perto de entender você, aí você vem e diz algo que me joga de volta ao começo."
Rachel abriu a boca para responder, então pressionou seus lábios juntos porque ela prometera ficar quieta.
"Meus pais eram horríveis, Rachel, e enquanto eu mal posso pensar sobre o que nós fizemos a eles, ainda – apenas – seus pais estão em casa, eles estão vivos e eles provavelmente amam você. Quero dizer, olhe para esse carro ridículo que eles compraram para você! Eles amam você e melhor do que isso, eles conhecem você. E ainda, aqui está você com um bando de assassinas perguntando a mim se eu estou bem."
Houve um farfalhar quando Quinn se virou, sua face impossível de ser lida na escuridão, no entanto, quando Rachel se virou em direção à voz ela pôde quase sentir a respiração de Quinn em seu rosto.
"E não, eu não estou realmente," a voz de Quinn era suave, Rachel mal pôde escutá-la. "Antes, na escola, eu estava evitando pensar sobre meu futuro porque, eu não sei, pareceu tão pequeno. Especialmente com você ali, cantando com todo seu coração, semana após semana. Eu só – eu sempre soube que não havia muito pra mim, depois de Beth. E agora? Não há nada, Rachel. Há ser presa, talvez a pena de morte, e a vida atrás das grades, e isso tudo é –"
"Quinn –" a voz de Rachel quebrou.
"Duas das pessoas que eu mais amo estão presas comigo agora. Encurraladas sem futuro, assim como eu. Por causa de mim. E você – a próxima Barbra Streisand ou sei lá o que – está presa aqui também. Então não, eu não estou bem."
A voz de Quinn tinha se quebrado e Rachel podia ouvi-la choramingando.
"Eu arruinei a vida de vocês, eu matei meus pais, eu não tenho mais ninguém, porque minha irmã irá me odiar, e, ela é uma filha da puta de qualquer jeito. Não há nenhum lugar para nós irmos, mas eu tenho que descobrir algo. Eu tenho que."
Rachel tirou sua mão livre do saco de dormir e a colocou onde ela achava aproximadamente que o rosto de Quinn estava na escuridão. Quinn se afastou do toque, rudemente, e houve mais farfalhar quando ela se virou de costas novamente.
"Não. Apenas não. Tudo que eu toco vira merda." A loira murmurou e Rachel sentiu algo apertar no seu peito horrivelmente.
Ela queria reassegurar Quinn, dizer algo bem profundo e motivador, mas, não havia nada. Absolutamente nada. Porque a loira estava certa – seu futuro estava perdido. Seus pais ficariam – Deus, ela não podia nem imaginar o que eles estavam pensando dela.
Ela desmontou seu cérebro por algo que pudesse oferecer uma ponta de esperança. Havia qualquer atores globalmente bem sucedidos com ficha criminal? Bem, fora do rap, de qualquer jeito. Ou prisão de drogas. Os assassinos eram permitidos na Broadway?
E para onde elas estavam indo? América do Sul ou Canadá eram as únicas opções reais para fuga, e ela desistiu de ambas logo porque a primeira coisa que criminosos em fuga faziam era ir para fronteira, e, eram onde eles sempre eram pegos. Mesmo que elas ainda não estivessem sendo procuradas – tinha sido há apenas dois dias – quem sabia o que a polícia estava mantendo fora do alcance da mídia?
A melhor aposta delas seria ficar fora das estradas mais importantes, trocar ou pelo modificar um pouco o carro dela, mesmo que apenas o pensamento causasse a ela grande distúrbio emocional – consideravelmente menos do que ir para a prisão por uma grande quantidade de tempo, no entanto – e, de alguma forma, para fazer com que Santana parasse de ser tão filha da puta em relação a ela.
Ela podia dar a si mesma a menor das batidas de mãos mentais, com o que ela conseguiu de Quinn, se abrindo para ela. Esse era um feito e tanto.
Talvez, apenas talvez, as coisas podiam dar certo. Elas podiam viajar pelo Meio Oeste até que encontrassem uma boa e quieta cidadezinha no meio do nada. Elas podiam cortar e pintar o cabelo delas, adotar sotaques e tornarem-se pessoas totalmente diferentes. Então, em mais ou menos cinco anos, ela podia contatar os pais e se desculpar profusamente. Eles iriam entender porque por esse tempo eles iriam simplesmente sentir falta demais dela para expressar qualquer vergonha pelo seu papel no assassinato dos Fabrays.
Enquanto Santana parecia pensar o contrário, estava claro que a Latina não tinha assistido tantos programas de crimes verdadeiros quanto ela – seu papai, Hiram, era morbidamente obsessivo com eles e toda quarta-feira à noite eles assistiam um episódio ou um filme de crime real juntos enquanto seu pai, Leroy, se recusava a colocar o pé na sala – então ela sabia que seu papel ainda era punível.
Pensar sobre seus pais a fez sentir dor. Pensar sobre Lima a fez sentir dor. O que todas elas deviam pensar...
E ainda, havia a menor excitação de fofura que ela estava ali no meio do nada deitada próxima à ex-capitã das líderes de torcida Quinn Fabray.
Talvez fosse para o melhor que Finn não estivesse ali. Ele apenas estaria entre elas, como ele sempre fez.
Brittany enrolou no corpo de Santana, suspirando bem contente enquanto a Latina corria os dedos pelos músculos das costas da loira.
Ela sabia que assassinato era muito, muito errado. Mas ela tinha sua San de vota, quase que completamente – elas não tinham se beijado desde antes dela terminar com o Artie, porque a amizade vinha em primeiro lugar – e isso fazia o pequeno buraco em seu coração cheio novamente. Seria como quando elas eram novas e iam em viagens de acampamento juntas – comendo só bagana, olhando para estrelas e descobrindo formas, ficando acordadas bem depois dos pais delas irem dormir – e agora elas estavam agarradinhas na tenda delas. Santana tinha aberto os dois sacos de dormir e elas usaram um para deitar e outro de cobertor.
Santana estava bem quente de qualquer forma. Devia ser todo o chilli que a mãe dela a fez comer.
Brittany amava chilli.
Brittany amava Santana.
Ela imaginava se Quinn e Rachel estavam dormindo da mesma forma que elas, ou se elas estavam em seus próprios sacos de dormir. Ela esperava que fosse a primeira forma – todo mundo precisava de uma conchinha.
Pensar em Quinn, na verdade, a fazia pensar sobre o que elas tinham feito. O pai de Quinn tinha sido tão raivoso e forte e a mãe dela era apenas – fez ela passar mal, então ela parou de pensar sobre isso.
Ela virou seu nariz para a clavícula de Santana e aspirou profundamente. Sempre funcionava quando ela tinha pesadelos, quando elas eram mais novas e tinha funcionado de novo agora. Porque os pensamentos dela eram como um pesadelo, de uma forma, exceto que ao contrário de ser algo assustador que podia ter acontecido, ela algo horrível que tinha acontecido.
Como se estivesse lendo a mente dela, os braços de Santana apertaram o abraço ao redor do seu corpo, e, era como sua mente estivesse livre de toda maldade e cheia da outra garota.
"Eu estou tão feliz que você está aqui." Ela murmurou contra a pele do peito de Santana, sem querer tirar o nariz de lá no caso dos pensamentos em forma de pesadelo voltarem.
Ela sentiu os lábios de Santana contra sua testa e novamente agradeceu Deus, ou Papai Noel, ou quem estiver escutando que ela tinha Santana de volta. Ela amara Artie, ela realmente amou. Ela se importou com quebrar o coração dele, até mesmo quando ele era ruim para ela algumas vezes, ela sabia que ele não queria fazer aquilo. Ele era doce, gentil e tinha um sorriso tão legal.
Mas ela sabia, também , que ela tinha que ficar com ele até que eles terminassem. Ela viu Finn, Quinn e Rachel brigarem entre si porque Finn continuava a trocar entre elas sem terminar as coisas apropriadamente, e isso era muito ruim. Fazia todo mundo chorar ou chutar cadeiras. Isso era estúpido.
Ela tinha visto o fim com Artie e agora ela estava de volta ao meio com Santana. Mais ou menos. Quase. Elas estariam se beijando logo, e isso seria ainda mais incrível que da última vez.
Ela apenas sabia. Não havia fim com Santana.
E nunca haveria.
O-O
De manhã, Santana tomou conta da direção e as direcionou para o sul. No entanto, Quinn se recusou a abrir mão do seu assento perto do rádio.
"... e em novas notícias, quatro adolescentes meninas foram dadas como desaparecidas de Lima, Ohio, conectadas ao assassinato Fabray que chocou o estado há apenas alguns dias. A filha mais nova do casal e três amigas da escola não foram vistas desde o acontecido..."
Brittany e Rachel estavam conversando sobre Lord Tubbington no banco de trás – Rachel apenas adorava gatos, ficando de coração partido aos sete anos quando seu Papai dissera que ele era alérgico e eles nunca tinham tido um – quando o anúncio do rádio começara.
Quinn estava olhando pela janela e via o campo – pensando sobre onde elas poderiam ir, e como ela podia fazer com que elas saíssem dessa bem. Bem, ela não ficaria bem, mas talvez elas podiam ficar?
Santana tinha seu cotovelo apoiado na janela, calculando quanto tempo levaria até chegar na fronteira mexicana. Era a melhor aposta delas, e, ela falava espanhol. Só vantagens.
Agora elas estavam todas congeladas.
"Policiais incentivam que quaisquer civis com informações dessas garotas desaparecidas – Santana Lopez, Brittany Pierce, Rachel Berry e Quinn Fabray – para ligar para suas delegacias locais imediatamente..."
"Filho da puta!" Santana resmungou, batendo no volante.
Quinn rapidamente desligou o rádio.
"Eu acho," Rachel começou lentamente. "Pode ser um bom momento para perucas. Eles tem nossos nomes, sem dúvida eles tem nossas características e fotos."
Santana virou o carro e as levou de volta para o lugar em que acamparam na noite anterior. Sua paranoia tinha aumentado e com boa razão – agora as chances de uma equipe da SWAT descer do céu eram bem maiores agora.
Elas dirigiram para bem dentro de Fort Leonard Wood até que o carro estava quase todo escondido pelas árvores.
Rachel vasculhou a mochila no porta-malas, vitoriosamente puxando uma peruca ruiva e dando para Brittany.
"Eles estarão procurando por duas loiras e duas morenas, então nós viraremos duas ruivas, uma loira e uma morena. Com seu tom de pele, Santana, eu não acho que você possa passar por uma loira ou ruiva crível." Rachel encolheu os ombros e Santana a encarou de onde ela estava apoiada na árvore com os braços cruzados. "Quinn – você também será ruiva, já que sua foto terá uma ênfase maior já que seus pais foram assassinados."
"Certo." Quinn disse, se encostando no carro de Rachel. Ela tinha as mãos nos quadris e estava olhando um dos seus pés arrastando pelo chão da floresta.
"Você, Berry? Uma loir –" Santana levantou a mão, sacudindo a cabeça. "Espere, deixe eu entender isso direito. Eu não posso ser loira porque Latinas não podem ser loiras – de acordo com você – mas você quer dizer que você será crível?"
"Bem, Eu –" Rachel começou antes de Quinn se empurrar do carro e andar em direção à ela.
"Isso é estúpido, Berry. Perucas não evitarão que a polícia nos ache. Nada irá. Nós precisamos de um plano."
Rachel agarrou a peruca loira em sua mão com mais força.
"Mas –"
"Mexico." Santana se afastou da árvore e caminhou para parar ao lado de Quinn. Brittany estava com sua peruca e olhando torto para elas.
"Não, eles nos pegarão na fronteira. É o primeiro lugar que eles fazem uma batida." Quinn mordeu seu lábio inferior por um momento.
"As perucas podiam –"
"Cale a boca, Berry."
"Cale a boca, troll."
Santana e Quinn se viraram uma para outra enquanto Rachel suspirava. Brittany a abraçou com um braço só e sorriu brilhantemente para ela.
"Elas estão em modo conspirador, então o melhor a fazer é esperar até que elas acabem senão elas ficam super emburradas."
"Nós procuramos um lugar ao longo da fronteira e passamos disfarçadamente por ele. Bem tarde da noite. Eles não se importam com pessoas saindo, só entrando." Santana deu de ombros. "Nós passamos desapercebidas, talvez viajemos pela América do Sul –"
"Nós podemos ir para Machu Picchu?" Brittany apertou Rachel em felicidade.
"O diabo que podemos, Britts. Eu até te consigo um burrinho."
"Eu voto por nesse!" Brittany soltou Rachel e segurou o braço bem alto no ar.
Quinn franziu o cenho.
"De volta à realidade por um segundo – seu plano é nós passarmos sub-repticiamente pela fronteira mexicana no escuro e depois fazer mochilão pela América do Sul?" Quinn levantou a sobrancelha e Santana deu um sorrisinho. "E esse é o plano para não ser presa por assassinato?" A outra garota confirmou novamente. "É por causa disso que você nunca foi a líder de torcida principal."
O sorrisinho de Santana caiu da cara dela.
Rachel engasgou. Isso era tão dramático. Ela estava no lado de Quinn. Qualquer que fosse o plano dela, dele era o voto dela. Elas eram parecidas o suficiente. Se o plano de Quinn não fosse espetacular, ela ganharia a garota com o seu próprio plano – já que Opção Donkey e qualquer coisa que Brittany apresentasse, não seria exatamente concorrência.
"Primeiro de tudo, eles tem nossas fotos. Nossas fotos, Santana. E onde eles irão primeiro? Cada delegacia no país; cada aeroporto; e para patrulha da fronteira. Se México fosse uma opção, deixaria de ser uma assim que eles nos anunciaram como desaparecidas.
Rachel nunca tinha visto Quinn assim. Ela tinha sido tão fechada do outro lado do final dessas aparentemente sessões de esquematização, mas, ela nunca tinha testemunhando o nascimento delas. Essa era Quinn em seu elemento – acabando com a sugestão de outra pessoa. Dilacerando, realmente, em pedaços. Ela imaginava se era desse jeito que as outras pessoas se sentiam quando ela cantava.
"E mesmo que nós consigamos fugir agora – até mesmo se as perucas funcionassem – quanto você acha que nós duraríamos, antes deles nos ligarem aos assassinatos e mostrar nossas fotos para o resto do mundo? Nós não temos passaportes, nós não temos muito dinheiro, toda a nossa identificação é verdadeira desde que Shue nos fez prometer não beber mais e a Treinadora proibiu Puck de entrar na sala de laminação."
"Desculpe ter vomitado sobre todas vocês." Brittany disse baixinho.
"Isso –" Rachel começou mas parou quando Quinn continuou.
"Nós não temos outras opções, senão nos esconder." Quinn jogou as mãos pra cima e Rachel agarrou a chance de falar.
"Isso é extremamente correto, eu concordo totalmente e de fato já tenho um plano em mente para nossas opções de esconderijo. Se nós pudéssemos encontrar uma cidade muito, muito pequena – uma meramente um pontinho no mapa, até – e fabricar novas identidades – com ajuda das perucas, claro, e talvez um sotaque diferente ou dois – nós poderíamos certamente evitar nossa captura até que a poeira baixasse e nós fossemos arquivadas como um caso sem solução. Nós esperaremos," ela pretendia que suas mãos fossem uma balança, movendo uma pra cima e outra pra outra. "Cinco," ela as trocou de posição. "Dez anos, e então contatamos nossas famílias."
Ela olhou para cada garota, dando a todas um sorriso encorajador.
"Não." Santana disse sem se importar, e virou-se de volta para Quinn. "Então você caga sobre toda a minha ideia incrível e oferece só, 'nos escondemos'? Você está perdendo o jeito, Fabray, porque eu estava sob a impressão que isso era dolorosamente óbvio."
"Até eu sabia disso." Brittany murmurou.
"Com licença, Santana, mas você não pode me dispensar desse jeito." Rachel cruzou os braços sobre o tórax e Santana deu uma olhadela nela.
"Sempre pude, sempre poderei." Ela começou a examinar as unhas das mãos, soando quase blasé. "Como eu estava dizendo, eu penso que ter um plano é melhor do que não ter o plano, por que Q? Você não está oferecendo um plano. Agora, nós entramos num automóvel gay e vamos para o México. Devemos chegar lá em um dia – talvez menos se nós não pararmos para dormir – então nós pulamos a nossa fronteira de boa."
"Santana, você está sendo ridícula. Meu plano tem uma chance muito melhor de –"
"Qual parte de 'não' você não entendeu, Streisand? Você não tem direito de dizer nada, e você quer saber por quê?" Santana estava apontado o dedo para o rosto de Rachel, se aproximando. "Porque você não fez merda nenhuma. Foi eu, Britts e Q aqui e apenas aconteceu de você estar lá. Apenas aconteceu de você estar com o seu carro. Você não devia estar aqui. Então feche a porra da sua boca de fantoche e nos deixe descobri o que fazer."
"É chamado ser cúmplice de um assassinato, só que eu subentendi que algo tão básico quanto isso já estaria arraigado na sua cabeça. Eu testemunhei, eu até ofereci ajuda. Então não me diga o que eu –" Rachel se aproximou de Santana. Elas estavam quase batendo nariz a nariz.
"Oh, por favor, é só quem você é. Você é patética, Berry. O anuário de McKinley é quase um Onde está o Wally do seu nariz. Você está no Clube Renascentista, no Clube Glee, no Clube de Drama, a porra da União do Estudante Africano, e ainda assim você não tem amigos. Nem um único. Você é uma sanguessuga. Você se agarra em todo mundo mas você não pertence a ninguém. Você apenas acompanha, mas ficar parada perto de alguém – estar em um clube – não faz de você amiga deles, e o diabo que significa que eles te querem por perto."
"San!" Brittany grita engasgada.
"Você não pertence ao nosso grupo, anã, porque do que você está fugindo não é nenhum pouco tão ruim quanto o que nós somos."
Rachel sentiu lágrimas chegarem aos seus olhos e mesmo que o escárnio continuasse nos lábios da Latina, os olhos dela suavizaram um pouco.
"Seja feliz, isso quer dizer que você pode voltar pra casa e seguir seus preciosos sonhos."
Rachel balançou a cabeça, soluçando ligeiramente enquanto o choro começava a surgir na sua garganta.
"Eu só queria ajudar." Ela olhou para Quinn implorando por apoio – elas tinham concordado em coisas, certamente dessa vez não seria exceção.
Quinn estava olhando para ela, um olhar distante em seus olhos.
"Ela está certa," ela disse finalmente. "Santana está certa. Você não faz parte de nós, Rachel."
Até mesmo com o sentimento dolorido que estava sentindo em seu peito, ela apreciou que Quinn usara seu primeiro nome.
"Você vai – você vai me matar?" Rachel engoliu em seco e Santana apertou os olhos para a garota menor antes de sair do espaço pessoal dela.
"Não, esquisita. Eu já disse que você pode ir pra casa." Santana abriu a mala do carro de Rachel e começou a pegar os equipamentos de acampamento novamente. "Nós devemos ficar por aqui por hora, descobriremos o que fazer com a nanica depois."
Brittany fez um carinho nas costas de Rachel enquanto ela passava para ajudar Santana a armar as tendas.
"Quinn?" Rachel olhou esperançosamente para a loira mas Quinn estava perdida em pensamentos.
O-O
Rachel se sentou, na maior parte do tempo, sozinha, tentando desesperadamente não chorar. Ela seria processada, apesar do que Santana dissera. E agora todas elas queriam abandoná-la? Sem mencionar as palavras de Santana. Elas tinham machucado, porque a garota estava parcialmente certa – ela pertencia a todos esses clubes e ainda assim não tinha amizade em nenhum deles. Exceto pelo Clube Glee.
Exceto onde as três garotas também tinham pertencido. Elas estavam nisso juntas. Não era?
Quinn era pra ter concordado com ela – certamente depois do discurso de como a lei funcionava significava que Quinn tinha entendido que seu papel ainda contava como um crime? Ela não estaria sonhando com a Broadway; ela sonharia com sua sentença na prisão chegasse a um fim.
"Quinn, por favor não faça isso." Ela sussurrou mais tarde naquela noite, enquanto Quinn entrava na tenda delas. Rachel tinha se recusado a sentar com as outras, se retirando tão logo ficou escuro.
Quinn suspirou, abrindo o saco de dormir e se acomodando nele.
"É para o melhor, certo?"
Rachel se apoiou em um cotovelo, se inclinando em direção à outra garota no escuro.
"Não, não é. Eu vou pra cadeia, quer seja com você ou não. Você sabe disso."
"Nós podemos falar sobre isso amanhã?" Quinn perguntou, depois de um tempo e Rachel sentiu um despontar de esperança no peito – ao menos Quinn estava disposta a conversar sobre isso.
"Certo." Rachel respondeu suavemente e tentou o melhor para dormir.
O-O
Rachel estava esfregando as mãos uma na outra nervosamente na manhã seguinte, tentando ser paciente enquanto Santana fazia vitaminas para o café da manhã no fogão portátil. Rachel queria apontar que isso era um desperdício de gás, tanto quanto uma refeição nutricional deficiente, mas, ela pensou que elas não a escutariam, de qualquer forma.
As líderes de torcida pareciam comer em câmera lenta e Quinn ainda tinha aquele olhar distante no rosto.
"Eu digo que nós levemos você até a próxima cidade e pronto." Santana anunciou finalmente, quando o balançar da perna de Rachel começou a parecer uma britadeira.
"Não." Quinn retorquiu rapidamente. "Não eu tenho uma ideia melhor que essa."
"Diga então." Santana disse, gesticulando para Quinn com sua mão.
Brittany estava mordiscando seu Twizzler, e deu a outra loira sua melhor cara de concentração.
Rachel sentiu seu coração bater no peito e imaginou se o estresse constante que ela estava experimentando desde a noite anterior poderia induzir um infarto.
"Nós a levamos de volta pra Ohio. Não Lima, mas perto. Nós ficamos fora das estradas principais, continuamos acampando. Talvez leve um dia ou dois, desde que nós apenas dirigiremos à noite." Quinn virou os olhos pros de Rachel. "Quando eles encontrarem você, você dirá a eles que nós sequestramos você."
"O que diabos –"
Quinn levantou a mão. "Escute me, S. Berry diz que nós a sequestramos – eles não irão achar nenhuma evidência dela nos meus p-, nos corpos e eles não podem acusa-la se ela disser que nós a forçamos a ajudar-nos."
"De jeito nenhum." Santana disse e Quinn levantou a mão novamente.
"Deixe-me terminar. Berry quer ajudar? Isso é o que ela vai fazer – Rachel, isso é o que você irá fazer; diga a eles o que aconteceu. Você diz a eles o nosso lado, deixe-os saber que foi legítima defesa. Nós ainda iremos presa, mas seria com uma acusação menor. Será o melhor que nós poderemos conseguir. Você foi uma testemunha – uma refém, não uma cúmplice."
"Eu não entendo. Por que eles acreditariam em mim?" Rachel estava intrigada, ela não tinha pensado nisso.
"Porque nós temos um histórico de nos odiar. Nós não somos amigas – mas eu, Britts e S? Nós somos a Trindade Profana. Ninguém acreditaria que você veio conosco por vontade própria. Ninguém. Então você tem sua vida de volta e ainda nos ajuda. Nós não podemos deixar o país e só conseguiremos ficar escondidas por um período finito de tempo. Então isso é o que nós fazemos."
Elas estavam todas em silêncio.
"Agora, eu terminei." Quinn disse.
Santana avaliou Quinn; lá estava a velha HBIC diabólica.
Rachel abriu a boca, então a fechou. Era um bom plano – mesmo que apenas a beneficiasse. As outras ainda se tornariam condenadas, as vidas dela estariam ainda limitadas a cumprir a pena e depois reabilitação. Elas teriam problemas em achar um emprego fixo; iriam carregar isso em seu registro pro resto da vida delas.
Mas ela teria a Broadway, novamente. Talvez até uma chance melhor depois do sensacionalismo que a mídia certamente criaria. Ela teria que dar entrevistas; não apenas para polícia, para a mídia também.
"Tanto faz." Santana disse, sem se importar, e Quinn sorriu pra ela. Esse seria o melhor sim que ela receberia.
Brittany se levantou e puxou Rachel para se levantar também, abraçando-a com força.
"Você pode ir ver Lord Tubbington e dizer a ele que o amo e que é melhor que ele ainda esteja na dieta."
Rachel estava dividida entre alivio e arrependimento. Enquanto Brittany dava uma última apertada – o abraço mais genuíno que ela recebera de outra mulher – Rachel pensou que ambas Quinn e Santana estavam erradas, ela tinha amigos. Mesmo que elas pensassem que ela não era uma delas, essas três tinham repentinamente se tornado as melhores amigas que ela podia ter.
Bem, exceto Santana
O-O
Enquanto Quinn dirigia aquela noite, elas continuaram a escutar o rádio tanto para escutar desenvolvimentos posteriores quanto para ficarem acordadas.
Elas estavam todas, tirando a motorista, ainda um pouco incertas do plano que elas iam seguir. Santana iria insistir que Quinn reconsiderasse até que pelo menos elas achassem outro destino que não a cadeia uma vez que Rachel fosse embora; Brittany estava tentando descobrir como elas podiam trocar Rachel por Lord Tubbington porque ele amava estar em um carro e ela sentia falta dele.
Rachel ainda estava dividida entre:
"... A polícia confirmou que as adolescentes sumidas de Lima, Ohio – Santana Lopez, Brittany Pierce, Rachel Berry e Quinn Fabray – estão supostamente bastante envolvidas no assassinato de Judith e Russell Fabray. A polícia implora que os cidadãos reportem qualquer vislumbre de um VW dourado com placa..."
Elas estavam todas, exceto a motorista, ainda um pouco incertas do plano até aquele anúncio. Era como se todas tivessem tomado um banho de raspadinha, da cabeça aos pés.
Quinn estava certa; essa era sua melhor aposta.
O-O
Elas se dirigiram para o sul, decidindo não usar duplamente as estradas que elas já tinham usado. Pessoas podiam ter visto o carro, e, mesmo que não tivessem, talvez a polícia iria pensar que elas foram para o oeste e elas teriam mais chance de se aproximar de Ohio pelo sul.
Santana dirigia, Quinn desistiu do rádio agora que ela tinha ouvido o que ela estava esperando. Brittany estava maravilhada – agora ela podia tocar seus CDs!
Com os Backstreet Boys cantando e Brittany dançando alegremente em seu assento, não havia muito espaço para conversar. Rachel não estava certa do que dizer; Quinn tinha dito o bastante; Santana estava muito preocupada rindo de Brittany.
E então elas continuaram, parando um pouco antes do sol se pôr e fazendo o melhor para esconder o carro para não ser visto da estrada.
Quinn fora a primeira a se retirar naquela noite, e parecia já estar dormindo quando Rachel se juntou à ela.
Santana e Brittany espalharam os sacos de dormir na grama e assistiram ao sol nascer, suavemente murmurando e dando risadinhas uma pra outra. Era como se, agora que elas tinham um plano, elas podiam relaxar um pouco.
Não completamente. Só um pouco.
O-O
Elas precisavam de mais gasolina.
Ninguém protestou quando Rachel sugeriu que elas passarem um quarto de quilômetro antes de chegarem ao próximo posto e uma delas andassem com uma lata de gasolina no caso desse atendente não tivesse tão chapado e reconhecesse o carro.
Ninguém protestou também, quando Rachel declarou que quem quer que fosse teria que usar um dos disfarces.
Santana, Brittany e Quinn olharam enquanto a diva andou em direção às luzes do posto de gasolina. Quer dizer, Rachel tinha parecido excitada com a perspectiva de finalmente usar uma de suas perucas, e não era como se todas elas estivessem lutando pela chance de arriscar ser pega.
Rachel tinha cuidadosamente amarrado seu cabelo pra trás e vestiu uma peruca loira de cabelo longo encaracolado. Ela pescou uma saia jeans e uma jaqueta do bagageiro – o par incluía lantejoulas costuradas – terminou o look com um chapéu de vaqueiro. Santana sequer protestou quando ela percebeu que a garota menor estava usando suas botas.
"Bem e aí, pessoar!" Rachel disse brilhantemente, adotando um sotaque sulista que ela estava aperfeiçoando desde quando vira Oklahoma! aos dez anos.
O posto estava vazio – o atendente estava reclinado com seus pés pra cima e olhos grudados na televisão pequena no balcão perto dos seus pés.
"Eu tive um pequeno problema com o carro lá na estrada, ai meu Deus, minha sorte! Eu vou te contar, ainda bem que eu estava tão perto de um posto de gasolina!" Rachel deu ao atendente um olhar de alívio – apesar de ele não ter olhado para ela. Ele sequer grunhiu. "Então eu só irei encher minha lata de gasolina aqui e eu – tomarei meu caminho. De volta ao meu rancho. No sul."
Bem, o mínimo que ele podia fazer era dar alguma atenção a ela – ela tinha posto muito esforço nessa persona. Sue-Ellen Maybell era uma personagem brilhante e seu sotaque era impecável. Ela imaginou se ela podia de alguma forma colocar isso em seu currículo?
Ela supôs que não tinha nenhum direito a resmungar enquanto enchia a lata de gasolina, mexendo em seus bolsos pelas notas amassadas que ela tinha posto lá. Mas algumas pessoas não apreciavam o esforço ou tempo que ela tinha levado e isso era triste, realmente. As ex-Cheerios podiam se beneficiar da sua presença e expertise em atuar, fortemente. Ela não podia ver exatamente Santana se passar por uma vaqueira apenas para conseguir gasolina sem ser percebida.
"Bem, isso é tudo que eu precisarei, obrigada demais. Apenas a gasolina. E – ah, talvez isso aqui –" mas as palavras pararam na sua boca quando ela viu o que estava passando na televisão. Sua mão congelou a meio caminho da barra de chocolate – isso era parte do seu disfarce, ninguém acreditaria que a vegana Rachel Berry iria por vontade própria comprar um produto feito do sofrimento de vacas e seus bebês – porque Sr. Schue estava na tela e ele parecia que ia chorar.
"Oito e setenta e três." O atendente murmurou, tirando o olhar da televisão para olhar para ela momentaneamente.
Claro, bem no momento que ela saiu do personagem.
"Sim, claro – claro deixe-me apenas contar meu – espero que tenha trazido suficiente –" ela mal pode deixar de soltar um grunhido quando Sue Sylvester encheu a tela, encarando-a pela televisão como se ela estivesse olhando diretamente para sua alma.
O atendente voltou a assistir a TV e Rachel desejou que suas mãos parassem de tremer.
"...estou fumando por causa de vocês..."
Sua cabeça voltou em direção à televisão enquanto Noah Puckerman saía da tela. Ela rapidamente contou uma nota de cinco e quatro notas de um.
"Fique com o troco!" Ela tentou manter sua voz alegre, apesar do seu sotaque ter ido rapidamente de vaqueira para Srta. Sulista.
Ela sentiu seu rosto arder enquanto as fotos do anuário que elas tinham tirado semanas antes enchiam a tela. Quinn e Santana em cima, ela e Brittany embaixo. Ela repentinamente desejou óculos escuros.
"Tchau pra todos!" Ela gritou rapidamente, escondendo seu rosto enquanto ela andou rapidamente pra longe do balcão; pelas portas; para longe do posto.
Ela voltou correndo para onde ela deixara a lata de gasolina e o pegou. As botas de Santana eram um pouco grandes, então ela as tirou dos pés e começou a correr de volta para onde ela achava que o carro estava.
Santana queria rir com a imagem de Rachel correndo em direção à elas com seu chapéu de vaqueira e suas botas em uma mão e um recipiente de gasolina na outra e sua peruca fora do lugar. Mas ela sempre queria rir da diva.
"Nós estamos no jornal – Sr. Shue estava – Treinadora Sylvester!" Rachel ofegou, chegando descuidadamente próximo das costas do seu carro e levantando o recipiente com gasolina.
"Berry, calma! O que aconteceu?" Quinn gritou, se debruçando no banco traseiro para que ela pudesse ver a garota menor pela janela do carro.
"Noah está fumando!" Rachel falou e Santana franziu o cenho.
"O que? Ele não está não. Ele nunca faria – não depois do vovôzinho dele – o que diabos você está falando, Dolly Parton?" Santana ligou o carro enquanto o bagageiro do carro era fechado e Berry rapidamente entrou no banco traseiro.
"Tinha uma televisão no posto de gasolina e Sr. Shue, Treinadora Sylvester e Noah Puckerman estavam na tela. Ele estava fumando e o Sr. Shue estava chorando. Treinadora Sylvester parecia com o seu eu maníaco usual. Mas era sobre nós – eles mostraram nossas fotos do anuário – nós –" Rachel estava falando tão rápido que tudo que Brittany registrava era um choramingado em um tom fino e alto.
"Berry, se acalme." Quinn levou a mão, colocando sobre o ombro de Rachel. Foi totalmente inesperado e tão chocante que Rachel imediatamente se calou. Quinn estava iniciando contato amistoso com ela. Com ela. "Isso funciona com o nosso plano, certo? Você pode dizer o que estava sendo dito?"
A garota mais baixa tomou alguns longos fôlegos e tentou organizar os pensamentos.
"Era um jornal especial e parecia que só gente que conhecemos – conhecíamos – estavam sendo entrevistadas. Sr. Shue estava, eu não sei, culpando a si mesmo, acho. Ele disse algo sobre nos decepcionar? Então Treinadora Sylvester deu seu típico discurso – ela culpa o comportamento de vocês por ter desistido da Cheerios – e terminou com Noah nos culpando por estar fumando. Teve uma – uma ênfase forte em culpa."
Quinn concordou, sem sentir acariciando o ombro de Rachel enquanto ela processava o que a garota tinha contado a elas.
Santana estava com a testa fortemente franzida. Ela estivera com Puck quando o avô dele tinha morrido de enfisema, e enquanto ela usara o garoto pela maior parte do tempo para se distrair do quão forte seus sentimentos por Brittany estavam se tornando, ela ainda se importava com ele.
Brittany apenas se sentiu mal. Sr. Schue não era a pessoa a se culpar. Russell e Judy eram para serem culpados, por serem tão horríveis. Sr. Shue era amigo dela.
"Está tudo bem, Berry. Isso funciona com nosso plano, okay? Eles provavelmente entrevistaram todo o Clube Glee – quem sabe até Figgins – e isso apenas ajudará com a nossa história." Quinn mordeu o próprio lábio, deliberadamente. "Especialmente se eles conversaram com Finn."
Quinn estava certa, novamente. Era mais do que –
Repentinamente, o que elas estavam prestes a fazer, o que Rachel estava prestes a fazer, parecia bem mais real. Ela teria que dizer adeus para Quinn, para Brittany. Claro, para Santana também, apesar de que Rachel estava certa de que Santana teria chutado ela para a estrada milhas atrás se ela tivesse do jeito que queria.
Ainda, esse seria o maior desafio artístico da sua vida. Porque ela tinha estado lá, ela acreditava que era legítima defesa. Mas elas não tinham sequestrado ela, e ela ainda se sentia parcialmente culpada pela coisa toda.
"Por falar nisso, nós vamos precisar de mais gasolina amanhã à noite." Santana disse do banco do motorista.
"Fantástico." Rachel disse.
"Posso ser a vaqueira dessa vez?" Brittany perguntou e Santana sorriu antes de aumentar a música.
Quinn deixou sua mão no ombro de Rachel – era tão confortante pra ela quanto para a garota menor – e sorriu, um pouco apenas, maravilhada. A peruca na cabeça de Rachel estava de lado e a garota continuava a afastar mechas do loiro longo para trás das suas orelhas como se ela tivesse esquecido que estava usando.
O-O
Elas dirigiram até Kentucky enquanto o céu estava escuro, parando logo antes da fronteira de Ohio quando o sol começou a nascer.
Elas acamparam como um quarteto pela última vez – Rachel sentindo estranhamente mais emocional sobre deixá-las do que ela tinha sentido sobre qualquer outra coisa. Como assassinato ou estar em fuga ou sobre seu futuro estar arruinado.
Ela não estava certa do que tinha acontecido com suas prioridades.
Mesmo assim, ela estava animada para ver seus pais novamente. Alegre para ver Finn e voltar para McKinley e –
Ela tinha tanto estudo para dar conta.
Quinn sentia-se mais relaxada do que se sentira nos últimos dias. Sua culpa estava diminuindo de alguma forma. A antes insuportável diva estava de volta ao jogo e a garota que ela gastara a primeira metade do ensino médio atormentando tinha uma boa chance de deixar as coisas boas de novo.
Ela não tinha dito à Santana ou Brittany ainda e ela não diria, mas, assim que elas fossem presas ela tomaria completa responsabilidade pelo que tinha acontecido. Ela iria dizer que as garotas tinham vindo em sua defesa, mas, ela que instigara a violência contra os pais. Santana e Brittany iriam sair com homicídio justificado e ela iria para a prisão.
O que, bem, não era exatamente ideal, mas, não era a pior coisa que podia acontecer, também. Ela podia ir para um desses cursos universitários na prisão e ela quase riu quando ela percebeu que seu tíquete para um grau estava o tempo todo em apenas matar os seus pais.
Era um dia ensolarado e lindo e as quatro cozinharam mais sopas e comeram mais copos de manteiga de amendoim – apesar de que Brittany estava ficando ansiosa que o seu estoque de doce estava diminuindo – e por algumas horas naquela manhã, na luz solar, elas eram apenas quatro garotas numa viagem de acampamento.
Santana até deu um sorriso pra Rachel antes delas entrarem nas suas tendas para descansar um pouco antes da grande noite à frente delas. O sorriso era um pouco maldoso mas era um sorriso apesar de tudo.
A nanica cantante era útil, afinal de contas.
O-O
"Okay, Berry você vai lá dentro e pede pra usar o telefone. Ligue pros seus pais, diga a eles que você está logo antes de Beavercreek – "
Santana fungou alto e Quinn rolou os olhos.
"Quando você desligar, venha pra fora e acene com seu braço. Nós iremos embora e é isso. É uma hora e meia de Lima, se bem que seus pais chamarão a polícia então você provavelmente será apanhada em dez minutos. Certo?"
Rachel engoliu com dificuldade, acenando com a cabeça para Quinn. Impulsivamente, ela se jogou pra frente e agarrou a loira num abraço apertado. Quinn sem jeito bateu nas costas de Rachel, antes de relaxar e apertar a garota pequena de volta.
Brittany enroscou seu corpo entre o espaço entre os assentos da frente, beijou a bochecha de Rachel, enlaçando seus braços ao redor de Quinn e Rachel, as prendendo juntas.
Santana manteve seus olhos na lanchonete a alguns metros de onde elas tinham desligado o carro e tamborilou seus dedos no volante. Quanto mais cedo elas fosse embora, melhor.
"Obrigada." Rachel disse com a voz embargada, se desembaraçando das loiras líderes de torcidas, tentando controlar sua respiração enquanto abria a porta do seu carro. "Vocês podem ficar com tudo, o carro e meus pertences – as perucas –"
Quinn disse pra ela ir com as mãos, sorrindo encorajadoramente. Se Finn pudesse vê-las agora...
"Com licença, você tem um telefone que eu possa usar?" Rachel perguntou educadamente, tentando não encarar a decoração da parada de caminhão com o mínimo de desdém possível. Era perto da meia noite e além do cozinheiro parecendo gorduroso parado na cozinha, tinha outros três homens aparentemente fortes sentados em mesas separadas.
O cozinheiro a ignorou e quando ela encontrou os olhos de um dos homens, ela decidiu que ela deveria achar o telefone sozinha e acabar com isso logo. Eles davam arrepios nela.
Ela andou pelos fundos da pequena mal cuidada lanchonete, olhando o que ela pôde da área por trás do balcão e imaginando onde o telefone poderia estar. Sua melhor aposta era provavelmente a cozinha, apesar de seu coração começar a acelerar ao pensar em entrar ali. Era besteira – ela sabia que isso era besteira – mas cozinhas em estabelecimentos era estritamente fora dos limites para o público em geral, e isso fez ela parar um pouco. Ela iria checar os banheiros primeiro, talvez tivesse um orelhão lá?
Esse era um bom plano – explorar todas as possibilidades até que ela não tivesse nenhuma chance a não ser invadir a cozinha suja com o cozinheiro gorduroso e ligar pedindo por socorro.
Sim, era um plano muito bom. Até que o cara que ela tinha olhado no olho a seguiu.
"Oi garotinha," ele disse, sorrindo e Rachel repentinamente desejou que ela tivesse ido pra cozinha.
"Eu – eu não sou uma garotinha, senhor, e eu apreciaria se você me desse licença – " ela parou de falar quando ele se aproximou, a olhando de cima a baixo.
"Eu vi a sua foto no jornal." Ele disse, e ela achou os olhos dele parecidos com os de um rato.
Ela olhou por trás dela, vendo apenas a parede final do corredor que ela entrou para achar os banheiros.
"Eu não estou certa sobre o que o senhor está –" ela começou, antes de limpar a garganta. "Sim, eu fui sequestrada –"
"Onde estão suas amigas? Ou você as matou também?" Ela estava lentamente começando a invadir o espaço pessoal dela e ela desejou que Quinn ou Santana tivessem ido com ela.
"Eu não matei –" ela disse, tentando não respirar pelo nariz.
"Você é realmente uma coisinha pequena, como você fez, hein? Você tipo esfaqueou aquele cara naquele canto?" O homem a tinha encurralada na parede, seu coração martelando no peito.
Isso era ruim. Esse homem nojento era pelo menos três vezes mais pesado que ela, e ainda não havia nenhum telefone à vista.
Ele aproximou o braço, descansando sua mão bem próxima da cabeça dela e se inclinou pra ela.
"Ele te tocou? Foi isso que ele fez? Por que você ficou com ele?" Ele cheirou o cabelo dela e ela lutou contra a ânsia de vomitar. Ele cheirava azedo – como se não tivesse tomado banho em dias, misturado com algo amargo, quase químico e oléo de motor.
Ela não podia falar, sua boca abriu mas nenhum som saiu.
A voz dele se calou e ele a agarrou rapidamente, virando-a de costas e se pressionando nela.
"Ele te fodeu, garota? Hein? Você e suas amiguinhas assassinas putas bonitinhas?"
O braço dela a prendeu de encontro a ele, e ela conseguiu gritar enquanto ele a arrastava pra dentro do banheiro mais próximo dele.
"Vou receber um prêmio por agarrar uma assassina, isso é o que eu vou fazer." Ele estava rindo dentro do cabelo dela e ainda a cheirava. "Logo que eu vi suas carinhas de putas na tevê eu pensei, essas garotas precisam de uma lição e eu sei exatamente que tipo de lição elas estão precisando."
Ela não podia mais gritar, algo estava pressionando na sua garganta e houve uma pequena pressão quando ela engoliu. Tinha que ser uma faca ou algo pontudo e algo estava se mexendo nas suas costas de entre os quadris do homem – sua mente ficou cega de pânico quando ela percebeu o que era.
"Você cheira realmente bem pra uma assassina."
A coisa dura se pressionou novamente nela e ela sentiu um relance da respiração dele enquanto a boca dele se movia para o lado do rosto dela.
Não era assim que isso devia acontecer. Ela deveria ter conversado com seus pais por agora, lamentar-se pelo seu sequestro e dizer a eles como ela conseguira escapar enquanto as outras garotas dormiam.
Ela não tinha levado estupro em consideração na equação.
O homem era alto, quase tão alto quanto Finn e uma memória a atingiu da festa à fantasia que Puck tinha dado no final do verão passado. Puck tinha se vestido como Tarzan – substituindo o fio dental masculino por uma tanga – e ela tinha ido como a Sandy do Danny do Finn de Grease.
Ela tinha ficado parada na piscina enquanto ela via Puck impulsionar seus quadris em direção à Santana e Quinn, elas ignorando-o nas espreguiçadeiras. A Trindade Profana tinha chegado como uma unidade, cada uma de biquíni e dizendo ser as Panteras. Tinha sido como, desde as Nacionais em Nova York, as três tivessem se reconectado.
Enquanto elas as olhava – imaginando, no fundo da sua mente, o que elas estavam dizendo umas pras outras rindo – alguém a agarrou por trás. Seu treinamento de defesa pessoal tinha entrado em ação e ela acertou com o cotovelo o meliante.
Finn tinha mancado por uma semana depois disso e passado o resto da festa com um saco de gelo na sua virilha.
Ela se sentira culpada naquela época.
Mas agora ela estava grata pela lembrança. Atravessou seu medo e de repente ela sabia o que fazer. Ela moveu seus quadris pro lado, sentindo a faca cortar um pouco mais sua garganta, ela dobrou o cotovelo, batendo na coisa dura que ela estava sentindo o mais forte que pôde.
E simples assim, o homem nojento a deixara ir.
Ela correu, seu coração batendo loucamente enquanto ele se dobrava e caía no chão. Ele derrubou a faca, gritando de dor.
Devia ter acabado ali. Ela devia ter corrido de volta pro carro, entrado e dizer a elas pra deixa-la em outro lugar. Ela devia ter saído.
Mas o negócio era que seu corpo estava em modo luta ou fuga. Ela tinha tido um estranho sujo e mais forte segurando uma faca na sua garganta e insinuado que ele iria estupra-la. Não apenas isso, mas que Russell Fabray tinha estuprado todas elas e –
Foi quase uma experiência extra-corpórea quando ela agarrou a faca do chão e a levantou sobre a cabeça. Ela estava tão indignada. Seu medo tinha mudado pra raiva.
Como ele tinha ousado ameaça-la, ela pensou, trazendo a faca pra baixo o mais forte que pôde nas costas do homem.
Como ele ousara cortar sua garganta – ela poderia nunca cantar novamente – e pressionar a ereção dele nas suas costas como se não fosse a coisa mais nojenta que ele pudesse fazer.
Ela tirou a faca, trazendo-a de volta pra baixo. Ela mal percebera que estava gritando.
Com quantas garotas ele tinha feito isso?
Ela o esfaqueou novamente.
O que? Ele pensava que estava tudo bem estupra-la porque ela era procurada por assassinato? Que ninguém iria ligar?
De novo, de novo e de novo.
Ela ainda era virgem, ela iria faze amor com seu namorado/noivo com vinte e cino anos e perder aquela virgindade numa experiência tocante e linda e esse porco tinha quase –
A porta do banheiro abriu com violência e ali estava outro dos caras, vindo investigar que porra de barulho era aquele que ouvira vindo do banheiro.
"Puta merda!" Ele gritou, indo pra trás rapidamente da cena diante dele da adolescente agachada sobre um corpo sangrento e borbulhante.
Rachel congelou, respirando com dificuldade, mente lutando para se ajustar com o que acontecera. Mas tudo o que ela podia pensar era que ela devia ter ligado pros seus pais e salvado o dia pra todos e alguém acabara de vê-la e ia arruinar isso.
Ela correu atrás dele, empurrando a porta e trombando com as costas do homem assustado enquanto ele dobrava o corredor e ia pra frente do local.
A faca devia ainda estar em suas mãos, porque estava indo agora furar outra pessoa. Mas isso era necessário, porque elas tinham um plano e ela tinha acabado de quase ser estuprada e isso não era como as coisas deviam ter acontecido.
Ela nem ouviu o sino soar quando o terceiro cara correu pela porta da frente em direção ao caminhão dele.
Nem percebeu, também, o cozinheiro esquisito vindo da cozinha sem fazer barulho em direção à ela com uma faca de cozinha na mão até que ele estivesse sobre ela.
"Saia da porra –" ele começou a dizer, antes de ser ouvido um barulho de algo quebrando e ele cair sobre os joelhos, de lado.
Rachel piscou, sua raiva acabando e se sentindo como se tivesse acabado de acordar de um sonho horrível.
Ela olhou pro corpo caído do cozinheiro; o homem ensanguentado embaixo dela e finalmente seu pescoço virou pra ver o que tinha feito aquele som.
Ali, com um esguiço de gotas de sangue na bochecha, estava Quinn Fabray segurando um taco de softbal.
"Venha," sua voz estava ríspida, seu peito subindo pesado. Enquanto Rachel se levantava, Quinn olhava pela parada de caminhão e então ela foi pra caixa registradora, se inclinando e apertando o botão de abrir. Ela encheu seus bolsos com o dinheiro e então foi de volta pra porta da frente.
Rachel estava parada imóvel, encarando o corpo aos seus pés. Ela derrubou a faca das suas mãos, como se estivesse enojada e começou a tremer.
"Venha!" Quinn reiterou, agarrando o cotovelo de Rachel e a arrastando de volta pra porta.
Elas cambalearam de volta pro carro. Santana tinha ligado a ignição tão logo Quinn decidira investigar o que estava fazendo Rachel demorar, e estava mais do que preparada pra cantar pneus se a diva tivesse fodido com elas de algum jeito e já tivesse ligado pros policiais sem avisar pra elas.
Mas ao ver Quinn com uma Rachel parecendo hipnotizada em uma das mãos e o taco de softball dela – fora isso que Quinn tinha pego da mala antes de ir pra lanchonete? – jogou todos os pensamentos anti-Rachel pela janela. Porque a garota estava coberta de sangue. Muito sangue.
Tanto quanto ela ficara ao esfaquear o merda do Russell Fabray.
"Vá!" Quinn gritou, empurrando Rachel pro banco traseiro e pulando atrás dela.
As rodas do carro deslizaram na terra um pouco antes do carro sair.
"O que diabos aconteceu?" Santana gritou pro banco traseiro enquanto Brittany se virava pra olhar as garotas com olhos arregalados.
"Não pergunte e você está indo pro lado errado!" Quinn gritou de volta, olhando pra Rachel e piscando quando ela percebera os cortes no pescoço da garota.
"Porra!" Santana gritou, tendo se esquecido de virar e ir pra longe de Lima ao invés de ir em direção a.
As rodas cantaram quando ela tentou virar de uma vez – ela tinha jogado Midnight Club: Los Angeles com Puck muitas vezes desde que parara de transar com ele, e estava sendo muito mais divertido – o que fez com que o carro fizesse um som terrível e pulado um pouco, antes dela reganhar controle e conseguisse virá-lo.
"Rachel está bem?" Brittany perguntou docemente, preocupação totalmente escrita sobre o rosto porque Rachel parecia mal. Realmente mal. Toda ensanguentada e tremendo.
"Berry, você está bem?" Quinn sussurrou, correndo suas mãos sobre os ombros da outra menina, tentando fazer com que ela fizesse contato visual. "O que aconteceu?"
Mas Rachel não podia falar.
"Porra! Porra!" Santana gritara novamente enquanto elas se aproximavam da lanchonete e Quinn olhou pra lá, vendo o cozinheiro segurar a nuca e ir em direção à estrada.
Santana reagiu instintivamente – virando o volante em direção ao cozinheiro machucado e passando por cima dele.
Todo mundo gritou – Santana enquanto suas mãos agarravam a volante; Brittany enquanto se virava pra ver o que elas estavam passando por cima; Quinn do banco traseiro com as suas mãos ainda agarrando os ombros de Rachel; e Rachel, que de repente tinha achado sua voz novamente.
Elas bateram no cozinheiro com um batido enojante. Ele já estava meio dobrado enquanto elas acabaram de dirigir sobre ele.
Santana apertou os freios e mudou o carro pra dar ré e jogou seu pé sobre o acelerador.
Elas passaram sobre o corpo do cozinheiro novamente e Santana passou a primeira marcha e foi de volta pra estrada.
"Que belo plano de merda." Santana disse, deixando a lanchonete pra trás, bem pra trás delas.
Sim, todas concordaram, lá se foi o plano.
