N.T.: Adorando os comentários e a empolgação de vocês :D Vão adorar esse capítulo hahahaha
Parte Três – Alguém, alguém, alguém eu, alguém eu matei, alguém eu, alguém eu deixei ir
Uma batida genérica porém energética começou, acompanhada por sintetizadores e um solo de guitarra. Sue Sylvester descansa de encontro à mesa dela vestida num agasalho vermelho. Sua cabeça gira em direção à câmera com um sorriso; de repente ela está num agasalho azul e suas mãos estão em seus quadris. Ela dá pra câmera uma piscada brega; agora ela está de vermelho novamente enquanto leva uma caneca até os lábios e ri de algo fora da tela. Depois ela veste um agasalho verde e aponta seu dedo acusadoramente pra câmera, seus olhos quase fechados em acusação. Finalmente, ela veste preto e está de pé com seus braços cruzados. A câmera dá um zoom no seu rosto, ar de bronca enquanto sua mão é levantada lentamente com seus dedos levemente curvados sobre o dedão, formando um 'C'. As palavras 'Cantinho da Sue' estão estampadas por debaixo enquanto a música para.
"Boa Noite, America! O show de hoje é de fato um especial enquanto eu dou as boas vindas aos homens saudados como heróis depois de quase perder as vidas deles para as quatro adolescentes em um rompante de fuga em algum lugar do país – três das quais foram uma vez queridas ao meu coração. Verdadeiramente. É um problema controverso, e eu não sou uma daquelas TriploF´s aí fora que usam palavras como 'político' e 'revolucionário', e fazendo ridículos portfólios porque não só elas são muito preguiçosas para contribuir com a sociedade ao ter empregos, elas acham difícil falar oito palavras por vez. Entretanto, foi-se o dia que eu treinei essas garotas. Eu ensinei a elas certos valores; como ter força, coragem e táticas de intimidação passadas pelos meus pais – os melhores caçadores de nazistas que esse mundo já viu – para ajudá-las a serem vencedoras. E então elas caíram sobre o desaconselhamento de Will Shuester, cometeram uma série de crimes – seis assassinatos, três lesões graves, e dois assaltos à mão armada – isso deu o que falar – e provavelmente passarão o resto da vida delas na prisão. É realmente uma história de cortar o coração, e esse coração partido é o meu próprio.
Sue dá de ombros, balançando a cabeça.
"Alguns telespectadores demonstraram preocupação de que eu tenha influenciado o mau caminho delas, e deixe-me esclarecer quaisquer dúvidas que vocês possam ter agora; se eu as ensinei a matar – a dizer, 'Não hoje, lei!' – então, francamente, elas estariam em um hospital venezuelano tendo suas caras transplantadas nesse momento, com novos passaportes e identidades prontas para mandá-las para o anonimato e escapar da justiça dos Estados Unidos pra sempre. Ao invés disso elas embarcaram numa viagem para atravessar o estado, matando e mutilando que estivesse no caminho dela, maior parte sendo filmada."
Sue suspira.
"Mas o que você pode fazer? Santana, Brittany e Quinn já foram ótimas líderes de torcida – elas escaparam de serem presas por causa disso – e me entristece que o Governo continua a recusar implementar esquadrões de líderes de torcida no sistema judiciário porque todos aqueles talentos em breve serão desperdiçados. Quanto à Rachel Berry – eu nunca me importei com ela. Na verdade, eu estou perfeitamente contente com amaldiçoar o nome dela por toda a eternidade. Diabos, não seria surpresas pra mim se ela estivesse liderando essa serie de crimes querendo popularidade."
Sue vira pra câmera 3 e três policiais com ataduras ao redor das cabeças podem ser vistos agora.
"Três vítimas se apresentaram, todos os quais tiveram encontros de quase morte com o quarteto que ganha mais fama a cada dia. Cavalheiros, bem-vindos!"
O homem mais próximo à Sue concordou com a cabeça, nervosamente olhando pra câmera. Os outros dois homens franziram a testa em uníssono. Ambos tinham largos e cheios bigodes.
"Em suas próprias palavras, digam à nação exatamente o que aconteceu."
O homem mais perto de Sue limpou a garganta.
"Eu as parei por conta de – bem, elas estavam indo muito rápido e esse é o meu trabalho. Havia uma placa diferente, não a que nós fomos instruídos a procurar, então eu não pensei em chamar – eu acho que essas garotas são especialmente hábeis."
Sue fecha os olhos, colocando os lábios pra fora.
"Eu me aproximei do veículo e antes que eu pudesse alcançar minha arma, uma delas me bateu com muita força. Ela apareceu do nada, como – como se elas fossem assassinas treinadas ou algo do tipo."
Sue estalou a língua, voltando a atenção para os outros dois.
"Nós todos vimos as filmagens de vocês lidando com as quatro – eu sinto que necessito repetir isso – adolescentes. Bem, cavalheiros?"
O homem do meio abre a boca para falar.
"Nós estávamos pegando nossa habitual Coca das dez da Elsa – uma mulher gentil e bondosa – quando nós ouvimos tiros de dentro da loja. Agora, nós temos uma cidade pequena em Acampamento Traiçoeiro, cheios de pessoas boas e honestas. Tiros naquela hora da noite? Nós entramos em ação."
O homem no final concorda com a cabeça.
"Nós nunca tivemos algo como aquilo acontecendo conosco. Nós fomos alertados pras garotas que estavam em fuga, mas nunca em um milhão de anos suspeitaríamos que elas viriam para nossa cidade."
Seu parceiro concorda.
"Nós fomos azarados por estar no lugar errado, na hora errada."
Sue cruza as mãos na frente dela, encarando os homens sentados do outro lado da sua mesa. Ela parece deliberar por um momento, antes de virar para a câmera.
"Ou eles estavam no lugarcerto, na hora certa, mas eles eram as pessoas erradas! America, o que eu tenho que fazer? Selar-me um cavalo e tomar a lei em minhas próprias mãos? Diabos, teve um tempo que eu pensei, ei Senhor Presidente, Sue Sylvester é sua para ser comandada. Dê-me um exército e esse mundo é seu."
Ela dá de ombros.
"Mas vocês negaram meu pedido. E agora, ultrapassados, policiais treinados empregados para manter os cidadãos desse grande país a salvo, estão sendo nocauteados por garotinhas."
Ela exala fortemente pelas narinas.
"Você quer um herói, America? Bem continue ligado. Se eu tiver que encontrar essas garotas, eu mesma, vocês podem apostar suas bundas que eu completarei esse trabalho. Diabos, à essa proporção, eu talvez até me junte a elas. Isso é uma desgraça. Desliguem a câmera! Alguém me arranje um shake proteico ante que minha cabeça exploda com indignação! E alguém chame Figgins – diga a ele que Sue está voltando para McKinley."
O-O
Sue está parada no centro da sala do coral da Escola William McKinley com Finn Hudson e um homem com os cabelos rareando de terno.
"Eu estou no momento em pé na sala onde, quem sabe, as garotas podem ter armado toda essa excursão em rebeldia. Comigo? Diretor Figgins, que tem até agora evitado comentar o fato de que quatro das estudantes dele está levando o país ao pânico. Oh e Finn Hudson por algum motivo que eu não me importo realmente."
Sue se vira pro homem quase careca.
"Então, o que você tem a dizer por você? Não só você atrofiou as Cheeriosapesar da nossa clara e justificada superioridade sobre todos nessa farsa que você chama de escola, mas agora você nega ter tido qualquer contato com as quatro assassinas que eu sei de fato frequentava seu escritório.
"Por favor, Sue, não traga rancores pessoais na frente da maravilhosa nação que está assistindo."
Diretor Figgins faz o seu melhor pra dar um sorriso reconfortante.
"Eu lembrarei a você também que você ainda treina as líderes de torcida e elas são muito talentosas e boas garotas. Nós simplesmente temos alguns problemas de dinheiro que seria resolvido por qualquer doação generosa do público –"
"Mais uma vez você está evitando o assunto. Fale!"
Diretor Figgins colocou as mãos dele pra cima.
"Eu não sei o que você quer que eu diga; essa é uma tragédia nacional e enquanto nós aqui no William McKinley fazemos nosso melhor para aumentar o crescimento das crianças em adultos cumpridores da lei, nós não podemos controlá-los.
Ele dá de ombros.
"A atual vida de atos criminosos delas não é porque elas eram estudantes dessa escola e eu clamo aos pais para não transferirem os alunos baseados nessas quatro garotas que, até mesmo antes disso, exibiam comportamento que não eram normais para adolescentes."
Sue se aperta.
"Explique-se."
"Sue – e América – o que posso dizer a vocês? Quinn Fabray deu à luz no primeiro ano. Santana Lopez anunciou a homossexualidade depois de anos atormentados outros pela mesma coisa. Rachel Berry sempre ameaçou ação se as coisas não fossem do jeito dela e Brittany Pierce uma vez teve um pássaro no armário dela até ele morrer."
Finn Hudson franze a testa profundamente, enquanto Sue balança a cabeça desacreditando.
"É por isso que eu peticionei à comissão escolar, várias vezes, para remover esse homem da sua posição de poder e me colocar no lugar dele. Idiota! Desligue o microfone dele!"
Diretor Figgins balbuciou, sua boca movendo-se mas só o menor dos sons saindo. Sue o empurra, movendo-o para fora da filmagem enquanto ela se dirige pra Finn Hudson.
"Sua vez! Você conhecia as quatro, desembucha!"
"Uh – eu não – isso não é –"
"Escute, Tropeço, para descobrir para onde elas estão indo eu preciso descobrir onde elas estiveram! Diga-me o que eu quero saber!"
"Eu não estou no seu show para ajudar você, eu estou aqui para ajudar Rachel!"
Finn respira profundamente, virando para a câmera enquanto Sue suspira.
"Olhe, eu só queria dizer a todos que ela não fez isso. Quero dizer, ela não faria parte disso se ela não fosse forçada a ser. Ela não é uma assassina, Rachel é a melhor cantora que eu conheço e ela – o futuro dela é tão importante para ela que – eu só acho que pessoas não iriam, tipo, culpa-la tanto se eles a conhecessem como eu conhecia. Conheço! Como eu conheço."
"Sua adoração pateta e fora de lugar é ao mesmo tempo charmosa e nauseante."
"Eu tenho todo tipo de coisa para provar. Eu tenho, uh, vídeos dela cantando e cartas que ela enviou pra mim, e – e o Clube Glee dirá a você que ela não iria – certo então ela pode ser radical mas,"
Ele apruma os ombros olhando, profundamente pra câmera.
"Eu a amo."
"Senhoras e senhores, essa confissão calorosa pode aparentar sensacionalista, mas, antes que eu deixe esse imbecil continuar – o que eu deixarei – por causa do que estou prestes a revelar – deixe-me apenas dizer: não só Finn Hudson ama Rachel Berry, ele namorou Quinn Fabrayduas vezes e teve relação sexual com Santana Lopez."
A mandíbula de Finn cai, antes deles fechar os olhos com raiva.
"Nada disso tem nada a ver com –"
"Ao contrário, Frankenteen, eu acredito que vir em defesa dos que você ama é um traço admirável – se você pode chamar isso de defendê-la – mas se você vai em televisão nacional e fazer uma praga de você mesmo na internet, então as pessoas precisam saber os fatos. Esse garoto obscenamente gigante alega que ele está agindo por amor, mesmo que ele esteja jogando duas das outras garotas com que ele cometeu atos de amor pra debaixo do ônibus."
"Okay, eu amei Quinn uma vez mas isso não era –"
Sue vira para a câmera.
"Eu ouvi o suficiente. Triplo F – estou indo atrás de você."
O-O
Sue senta na sua mesa do estúdio, franzindo a testa para duas mulheres que estão sentadas na sua frente.
"Vocês percebem que estão defendendo pessoas que irão, muito provavelmente, enfrentarão uma vida de encarceramento por assassinato."
A primeira mulher – usando óculos e com uma disposição extremamente séria – balançou a cabeça.
"No que a nação está focando, nós acreditamos ser errado. Nós apoiamos assassinato? Não, e eu não acredito que essas garotas apóiem também. O que me ocorreu desde a revelação inicial é que o homem das mortes na lanchonete de beira de estrada era procurado por estupro, por isso, talvez, essas garotas não sejam foras da lei – elas são vigilantes. Na cultura popular nós geralmente romantizamos as pessoas que fazem justiça com as próprias mãos – Robin Hood é uma história tradicional; Dexter Morgan é recente."
A segunda mulher, com bochechas rosadas e cabelo encaracolado, concorda entusiasticamente.
"Nós apenas pensamos que a perspectiva está toda errada. Nós não achamos que elas devem se safar, mas, é inegável o impacto que elas estão tendo na nação! Todo mundo está falando sobre elas – eu ouvi dizer que já há um filme sendo planejado – e nós, realmente, acreditamos que mesmo que elas precisem enfrentar punição pelos crimes que cometeram, elas não devem demonizadas."
"Ou culpadas pelo que estão fazendo. Eu penso que o tratamento delas com os policias diz muito sobre elas – elas não querem matar ninguém, elas simplesmente estão justificadamente temerosas das conseqüências que tem que enfrentar. Elas são crianças e elas foram trazidas à um mundo onde elas devem sentir vergonha de serem elas mesmas. A parte da 'liberdade' do nosso título não quer dizer liberdade da lei; simplesmente o direito delas de se expressar livremente. Para viver a vida livres de opressões."
Sue pisca, virando para a câmera.
"Bem aí está pessoal. Não só eu não estou nem um pouco mais perto de localizar aquelas delinqüentes; agora estou apenas, francamente, confusa e preocupada."
O-O
"Outro assalto à mão armada ocorreu fora de Lander, Wyoming. Apesar de não ter tido fatalidades, Cherry Robertson não só tem um primeiro nome ridículo mas também disse que as quatro garotas foram extremamente educadas e – isso é uma citação direta do depoimento dela à polícia – 'elas podem me roubar a qualquer momento!'"
Sue franze a testa para a câmera. Profundamente.
O-O
O tema do Cantinho da Sue toca.
"Tudo bem, America! Vamos falar de negócios. Hoje à noite eu tenho Xerife William Brewster – o homem inicialmente responsável por investigar o caso de assassinato Fabray – no estúdio comigo hoje. Eu tenho que dizer a você, Xerife, você é um homem difícil de encontrar. Importa-se em compartilhar, com a nação, por que você escolheu se expor agora?"
Xerife William Brewster parece insensível.
"Bem, madame, a coisa é que eu fui removido da minha posição nesse caso devido a certos movimentos dentro da investigação. O FBI está lidando com tudo de agora em diante, e eu desejo a eles a melhor das sortes com tudo, eu realmente desejo. Eu continuarei a proteger a lei e continuar procurando por essas adolescentes; nós apenas não tivemos acesso aos tipos de tecnologia necessárias para achá-las."
"Claramente."
"Essa é uma maldita de uma tragédia nacional, eu digo isso a você. Nós temos pessoas morrendo – sendo assassinadas – por todo o país, e quando nós pegarmos essas coisas? Quatro vida serão perdidas – elas não verão liberdade enquanto elas estiverem vivas, isso é certeza."
"E diga a nós, Xerife: o que você diz àqueles em favor do Triplo F?"
Ele corre a língua sobre os dentes, mantendo seus lábios fechados, antes de soltar um respirar.
"Apoiar o que elas estão fazendo não é certo, não as ajuda. Eu tenho relatórios dos meus colegas em Nova York que pessoas estão usando camisetas e abanando banners e – essas garotas tem fãs, madame. E eu acho isso muito deprimente.
O-O
"Mais cinco vitimas foram adicionadas ao registro depois de tiros em uma lanchonete do lado da auto-estrada noite passada na I-191, Utah. Os donos e três cidadãos foram brutalmente assassinados por Santana Lopez e Brittany Pierce no que pareceu um ato sem sentido de diversão."
Filmagem de uma pequena lanchonete é mostrada. A câmera, focada na caixa registradora, pega duas adolescentes se acariciando enquanto estão paradas na frente do balcão e uma mulher está parada atrás dele, servindo-as. Uma se vira pra outra e se inclina mais perto, antes de ambas olharem para algo além do alcance da câmera. As garotas parecem estar gesticulando para algo. Depois de alguns momentos, uma movimenta a mão pra trás e tira uma arma.
A filmagem é cortada. A próxima filmagem mostra as garotas se beijando. No corredor do fundo, a parte de cima dos ombros e cabeça de alguém parece estar deitado no chão. A mulher atrás do balcão desapareceu.
"Eu não sei o que dizer, América. Mas eu direi isso: sentada nesse estúdio e andando pelas paredes da Escola de Ensino Médio William McKinley não é mais o bastante para Sue Sylvester. Então eu me demiti do cargo de técnico das Cheerios – foi minha escolha sair, Figgins não teve nada a ver com isso – e eu estou me dedicando em tempo integral ao Cantinho da Sue. Você gritou por mais e eu estou dando a você! Amanhã, minha equipe de filmagem e eu daremos adeus à Lima – a pequena cidade no coração desse espetáculo nacional – pois estamos ciando na estrada em perseguição dessas garotas. Nós estaremos em cada parada e cena de crime ao longo do caminho. Eu pessoalmente levarei vocês na mesma jornada que Quinn Fabray, Santana Lopez, Brittany Pierce e Rachel Beryr. Eu pessoalmente investigarei cada pedaço de evidencia que acha e oferecei para vocês, a nação, para ver por si mesma. E a cada virada, a cada passo do caminho, eu darei a vocês a verdade como eu vejo. Vocês apenas tem que perguntar a si mesmos, uma pergunta, America:"
A câmera se aproxima do rosto franzido de Sue.
"Você pode lidar com isso?"
O-O O-OO-OO-O
A mão de Santana está pressionada na lateral de Brittany, recolhendo material da camisa dela num punho. Ela não podia parar de beijar a loira; não podia tirar seus lábios do dela enquanto sua mente repassa sem parar a imagem de Brittany correndo em direção à ela e Quinn; do medo que realmente apertou seu coração quando a líder de torcida desapareceu de sua visão.
Tipo, tudo bem, ela estava bem e seu plano funcionou e agora elas estavam se beijando como se não fosse da conta de ninguém a uma distância segura de Acampamento Traiçoeiro. Mas isso não deixava sua mente – Brittany poderia ter morrido e ela nunca poderia beijá-la novamente.
"Ei," a loira sussurrou suavemente, puxando sua boca pra longe. "Está tudo bem."
Mas não estava. Nada estava bem. Santana seguiu a retração, pressionando a si mesma mais pra perto, mão deslizando pra mais baixo.
Brittany gemeu, arqueando-se em direção ao toque e debatendo-se para lembrar o que precisava dizer. Ela tinha que dizer algo. Algo muito importante. Mas todos as sensações em seu corpo estavam totalmente distraindo-a.
Santana moveu-se para a garganta dela, correndo a língua da clavícula dela para o lado debaixo da mandíbula.
Ela estava feliz que elas estavam na tenda, agora, e que Quinn e Rachel não podiam vê-las. Elas pareceram super desconfortáveis sobre todo o negócio de amassos e Brittany detestava fazer outras pessoas se sentirem mal.
Especialmente fazendo algo que era tão bom.
Ela não queria parar, mas, ela tinha que. Só um pouquinho. Santana tinha lágrimas saindo de seus olhos e isso era para ser algo feliz.
"Espere, San." Brittany disse e Santana balançou a cabeça, apertando mais a loira.
"Nós não podemos esperar." Santana disse antes de sua voz ser cortada por algo que soava como um soluçar. "Nós não podemos –"
"Ei, ei." Brittany circulou a outra garota com os braços, aconchegando a cabeça de Santana no espaço do seu ombro. "Não fique triste."
"Você quase –" Os ombros de Santana tremeram. "Britts, você poderia ter –"
"Mas eu não morri."
Era uma resposta simples mas não fez nada para confortar a Latina enquanto seu corpo inteiro tremeu. Repentinamente, tudo tinha se tornado tão real. Russel Fabray; estar fugindo; atirar naquela mulher quatro vezes; a probabilidade que não só ela perderia o resto da vida dela, ela perderia Brittany também.
Era demais.
Então ela soluçou no ombro da loira, sentindo-se um total fracasso e uma idiota.
"Baby," Brittany murmurou. "Por favor não fique triste."
Ela amava quando sua melhor amiga era verdadeira, e honesta consigo mesma. Mas isso doía demais porque Santana era tão forte e agora, ela sabia que estava a matando se sentir tão fraca.
"Não – não há nada –" Santana soluçou. "Para ficar feliz!"
Brittany suspirou, arrastando suas mãos pras costas de Santana, começando a esfregar círculos lentos e firmes.
"Há muito sobre o que ficar triste, San. Eu sei que tem. Estou super triste sobre isso também, mas," Ela cheirou o cabelo da outra garota, aliviando-se em quão certo isso parecia, estar tão perto dela. "Eu não tenho que ficar triste sobre elas neste momento. Eu tenho tanto pra ficar feliz. Estou com você, você está me beijando e nós temos o dia inteiro para estar juntas. Isso me faz tão feliz, você sabe disso?"
"Mas nós não temos muito tempo de sobra! Nós vamos – vamos ser pegas ou –"
"Talvez não tenhamos muito tempo e talvez sejamos pegas. Mas, San, você gosta de se sentir triste?"
Santana franziu a testa, balançando a cabeça, sem querer perder qualquer proximidade com a outra garota.
"Então por que senti-lo quando você não precisa?"
"Britts, estamos fugindo –"
"Sim e neste momento estamos a salvo. Nós estamos na nossa tenda. Nós totalmente vamos fazer sexo em breve, também. Nada disso é triste!"
"Mas eu –"
Brittany parou de fazer círculos, trazendo suas mãos pra cima para gentilmente empurrar os ombros de Santana até que elas estivessem face a face.
"Pare de dizer isso. Você sabe que eu tenho razão." Ela se inclinou pra frente, beijando a outra garota gentilmente. "Apenas esteja comigo agora, certo? Porque agora é feliz."
Santana respirou profundamente, encarando o azul dos olhos da outra garota. Ela realmente olhou dentro deles, completamente ousada e sem medo, sentindo um relaxamento estranho percorrendo seu corpo enquanto suas lágrimas secaram.
Mais uma vez, Brittany estava certo. Mais uma vez, Brittany estava salvando sua vida.
A garota que uma vez partira seu coração, e cujo coração ela tinha partido em retorno.
A garota que tinha se aproximado dela no parquinho quando elas tinham cinco anos e perguntou ela por que estava sentada sozinha. Quem tinha, subsequentemente, declarado que elas eram melhores amigas porque, ao contrário do que seu jovem eu tinha temido, ela era interessante. Quem tinha ficado ao lado dela e dado confiança para falar porque, como ficou patente, ela tinha muito a expressar.
Brittany era sua graça salvada de tudo, e isso tinha sido aterrorizador uma vez pra ela, ser tão dependente de outra pessoa.
Mas agora ela estava agradecida. Extremamente. Porque isso, certo, talvez tudo viesse ter um fim. Talvez elas fossem presas e mandadas pra prisões separadas e não fosse permitido contato uma com a outra. Talvez elas até morressem.
Mas fodam-se os talvez. Fodam-se eles! Brittany estava certa – ela ficaria triste por eles quando eles acontecessem. Se eles acontecessem. E por agora?
Ela tinha uma linda, maravilhosa, loira embaixo do seu corpo que sabia todos os botões certos pra apertar e fazê-la feliz.
E elas tinham o dia inteiro.
"Eu estou tão feliz por elas!" Rachel disse um pouco feliz demais enquanto estava deitada ao lado de Quinn e não pode deixar de ouvir os gemidos mais e mais altos e choramingos vindo da tenda a alguns metros de distância.
Era tão longe quanto elas se sentiam confortáveis pra armar a tenda delas. Mas, talvez, não fosse distante o suficiente.
"Mmmm," Quinn cantarolou, encolhendo-se quando ela ouvira um grito alto e apaixonado.
Rachel piscou, fazendo o melhor para ignorar a vermelhidão que estava avançando seriamente sobre as bochechas dela. Os sons amorosos das suas companheiras estava fazendo coisas nela que – enquanto ela sabia que eram reações perfeitamente normais devido à exposição às expressões físicas de amor – ela não estava totalmente confortável.
"Então." Ela estava apenas tentando se distrair. "Foi bem perto de sermos pegas lá hein? Eu ainda estou chocada de que nós conseguimos cair fora."
Quinn cantarolou concordando novamente, trincando os dentes. Maldito seja, tinha sido há muito tempo.
"Na verdade, eu vou tão longe quanto dizer que foi uma chance divina que nós escapamos sem machucados. E se com a quantidade de artilharia que," houve um gemido duplo de Brittanye Santana e a imaginação de Rachel lutou para identificar o que poderia ter causado tal reação. "Uh, oque – eu – o que eu estava dizendo?"
Quinn exalou calmamente, fechando os olhos e tentando imaginas coisas que fossem contra reagir a reação do seu corpo. Isso? Tão desprazeroso. Ela pensou em nascimento de criança, como seu corpo tinha sido rasgado – claro, pensar em nascimento de criança levou sua mente a pensar no ato que causara aquilo.
"Não sei," a loira murmurou, mãos agarradas apertadamente ao redor de montes de seu saco de dormir.
O gemido e ofegar tinha se tornado um som rítmico e permanente.
Rachel limpou a garganta.
"Quinn?"
"Mmm?"
"O que acontece – quando você tem – como é –"
Ai Deus. Os olhos de Quinn abriram de repente. Ela olhou pra outra garota que estava vermelha e olhando pra ela implorando.
"Realmente? Rachel eu não acho –"
"Eu só – doeu?"
Esse era o momento mais estranho da sua vida. Essa maldita garota com quem ela tinha compartilhado dois namorados, que ela agora estava deitada muito proximamente, queria que ela conversasse sobre sexo enquanto duas pessoas altamente fazia exatamente isso a alguns metros.
"Sim."
Talvez se ela mantivesse suas respostas a uma palavra, o interrogatório não continuasse?
"Doeu o tempo inteiro – o que eu perguntar, fica – bem, como isso?"
Santana estava gemendo agora em espanhol e Brittany parecia estar num loop infinito de 'Oh!'
Quinn engoliu.
"Eu não acho que ninguém fique assim, só elas."
Rachel ficou pensativa por alguns momentos, pensando em suas sessões de amassos com Finn que geralmente deixava ambos ofegantes.
"Eu admito que as coisas ficavam um pouco quentes e pesadas com Finn –"
Quinn rolou os olhos. Bem ali estava um bom matador para sua onda sexual.
"Mas aí ele gritava, 'Carteiro!' e estava tudo acabado?"
Rachel engasgou. Então deu risadinhas.
"Algumas vezes eu esqueço que nós partilhamos certas experiências."
"Desejo que pudesse esquecer," Quinn sorriu, tentando diminuir a dor sem querer que suas palavras provavelmente causariam. Ela estava apenas frustrada, e as garotas na outra tenda estavam ficando mais altas.
"Foi isso – o aspecto 'Carteiro' – foi por isso que você dormiu com Puck?"
Rachel rolou, se levantando em um cotovelo enquanto via a sobrancelha de loira franzir. Quinn estava deitada de costas, cabeça virando para olhar pra Rachel.
"Não."
A morena apenas olhou pra ela esperando enquanto Quinn suspirou, rolando de lado para encarar Rachel e imitar a posição dela.
"Não?"
"Não. Aquele dia foi realmente um dia ruim pra mim. Eu tinha ganhado alguns quilos – eu não sei como isso aconteceu – mas a Treinadora me importunou sobre isso a tarde inteira, e tudo que eu pude pensar foi," ela balançou a cabeça quando os olhos de Rachel suavizaram. "Eu iria voltar a ser Lucy, sabe?"
Rachel sonhara a vida toda sobre ter uma conversa de garotas com uma melhor amiga. Ela teve que conter as lágrimas de alagar em seus olhos pela alegria louca que vinha de finalmente experimentar isso. Certo, haviam sons crus e vulgar ecoando ao redor delas enquanto acontecia, e ela tinha participação numa parte bem dramática das consequências da experiência que Quinn estava descrevendo, mas ainda assim.
"E ele fez você se sentir desejada?"
Quinn deu de ombros um pouco.
"Sim, acho que sim. Eu não sei, Rachel. Essa é a verdade honesta – eu não sei por que eu deixei isso acontecer. Logo que eu vi os wine coolers que ele trouxe? Eu soube. Eu soube pra onde estava indo, e eu só –" ela suspirou, relembrando o nervoso em seu estômago enquanto ela deixava o garoto entrar em sua casa. "Eu só me sentira tão mal o dia todo e isso era algo que podia me fazer sentir o oposto."
Rachel balançou a cabeça concordando.
"E Finn não podia fazer isso por você?"
Era uma questão um tanto quanto inocente, mas fez Quinn ouriçar-se.
"Você quer dizer meu perfeitamente doce mas totalmente aéreo namorado que sempre gozava antes de eu sequer ficar acesa? Porque, como ele disse, eu era gostosa demais pra ele ser hábil a se controlar?"
Rachel franziu a testa ligeiramente. "Eu não quis dizer –"
"Sim, Rachel, eu curto procurar em outros lugares por coisas que eu já tenho."
Foi um momento tenso na tenda enquanto elas se encaravam.
Gemidos de orgasmo fez ambas se encolher e cortar o contato visual, um calor indo pros rostos delas.
"Sinto muito, Quinn. Foi uma pergunta injusta." A voz de Rachel estava tímida enquanto ela lutava para controlar a respiração dela.
"Não, não foi," Quinn respondeu, fechando os olhos por alguns momentos e então os abrindo novamente. "Puck era – atencioso, por mais difícil que isso seja para acreditar. Finn era doce mas – seguro e apenas tão – mas com Puck? Não era como isso," ela balançou a cabeça em direção à outra tenda. "De jeito nenhum."
"Eu apenas nunca – eu planejava perder minha –" Rachel se cortou enquanto um sentimento de temor tomava o lugar do tesão em seu estômago. "Eu tinha planejado perder minha virgindade em um ponto definido em meu futuro. Agora morrerei virgem, ao que parece. Então eu peço desculpa pelas questões invasivas."
A outra garota pareceu, repentinamente, tão devastada que Quinn baixou a guarda completamente.
"Você quer saber a verdade? Eu curti o sentimento mais que o ato, se isso faz sentido. Quero dizer, não foi difícil tornar-me celibatária novamente depois por causa do sexo em si? Doeu, foi meio nojento e eu estava tão fora daquilo que eu meio que não lembro tudo completamente. Ele fisicamente se satisfez – óbvio, ou então Beth nunca teria acontecido – e eu mentalmente me satisfiz no que estava acontecendo. Mas isso?" Ela inclinou a cabeça de novo, tão lentamente, o gemido e choramingar começaram novamente. "Eu não acho que algum dia tereiisso. Então, talvez eu não morra uma virgem, mas, eu ainda estou no mesmo barco que você – eu provavelmente morrerei sem fazer sexo e eu definitivamentemorrerei sem na verdade curtir isso."
Quinn se deitou, encarando o teto da tenda enquanto as palavras que tinha dito a atingia com força total.
"Talvez," Rachel começou timidamente, olhava a outra garota. "Nós devêssemos, hum –"
A cabeça da loira voltou o olhar para a loira tão rapidamente quase como se ela desse a si mesmo um estalar de cabeça. Ela estava prestes a sugerir o que ela pensava que ela estava prestes a sugerir?
" – fazer um esforço para pegar fones de ouvido durante a próxima ação?"
Quinn piscou algumas vezes, querendo se estapear ou gargalhar ao pensamento estapafúrdio que tinha quase aparecido em sua mente. Deus, ela estava com tanto tesão que ela apenas –
Ela se fechou rapidamente. Fones de ouvidos eram uma ideia excelente.
O-O
Rachel as dirigiu para Wyoming naquela noite, piscando os olhos contra o desejo de dormir desde que Brittany e Santana não tinham parado até depois do horário de almoço. Elas partiram logo que escureceu, ávidas para saírem de Dakota do Sul, e ainda ficando sem mantimentos desde que tudo que conseguiram roubar na última ação foi uma espingarda e gasolina.
Brittany e Santana se beijavam preguiçosamente no assento traseiro, completamente entrelaçadas. Era doce, Rachel se confortou, fazendo seu melhor para não sentir inveja da felicidade que elas reencontraram juntas, uma na outra.
Ao lado dela, Quinn mantinha a atenção na janela do passageiro e ignorava todo mundo.
Elas teriam que ter uma conversa tática para que elas pudessem, esperançosamente, evitar situações como Acampamento Traiçoeiro ocorrendo novamente. E não havia melhor tempo do que o presente, Rachel pensara. Depois disso, ela ainda estava desconfortavelmente coçando-se em certos lugares e o silêncio do carro estava apenas pesando mais sua consciência desse fato.
"Creio que devemos formular um novo plano para assaltar estabelecimentos. Eu assumo, apesar da quase catástrofe do último, que nós faremos novamente com o arsenal que nós agora temos e o continuar passo que consumimos os produtos que roubamos."
Todas a ignoraram.
Santana tinha acabado de passar o dia tendo o sexo mais maravilhoso e orgástico que já tinha tido. Diabos, ela nem sonhara que sexo podia ser desse jeito. Tipo, claro, elas tinham tido um sexo bem incrível no passado, mas agora? Ela não sabia se era o tempo separadas, a experiência de quase morte, ou nenhuma delas estando temerosas de pressionar muito a outra, mas, sagrada gostosura, porra. Era uma vergonha que elas tivessem que continuar dirigindo, porque isso? Ela podia fazer isso cada segundo do resto da vida dela.
Brittany mantinha os lábios em Santana, desde que cada vez que ela os tirava, ela começava a esquecer como eles eram e tinha que relembrar a si mesma. Ela pensara que talvez ainda fizesse as outras garotas se sentirem estranhas, mas ela não podia se afastar. Mais, Santana nunca tinha sido tão aberta com ela antes disso, fez seu coração explodir em um arco-íris. Um arco-íris duplo. Todo cobrindo o céu. Ela suspirou contente, sugando o lábio inferior da Latina para dentro da sua boca e levemente arrastando sua língua sobre ele.
Santana gemeu do fundo da sua garganta, aumentando o apertar na loira, quando repentinamente Rachel apertou os freios.
"Parem!" Ela gritou, encostando o carro. "Uma de vocês troque com Quinn imediatamente ou eu vou nos levar direto pra uma delegacia. Vocês não entendem que as suas demonstrações de afeto – embora caloroso – são extremamente insensíveis para ambas Quinn e eu?"
O peito de Rachel estava respirando pesadamente enquanto as garotas atrás se separaram chocadas e Quinn abria a porta sem falar nada.
Santana queria dizer alguma coisa mas Brittany apenas deu de ombros pra ela sem saída enquanto se afastava pra porta e saía.
"Desculpe." Ela murmurou pra Quinn enquanto passavam uma pela outra.
"Está tudo bem." Quinn murmurou de volta, envergonhada pela explosão de Rachel mas também agradecida. Neste ponto ela estava considerando sugerir pararem na próxima cidade, encontrar um motel e – e ir numa caçada de homens elas mesmas.
Rachel religou o carro, coração batendo no peito.
"Agora que eu tenho a atenção de vocês – alguma tem sugestões para melhorar nossa técnica em assaltos? Não que mostrar a arma e vasculhar o máximo que podemos carregar seja exatamente uma técnica –"
"Nós temos mais armas agora, bastante pra cada uma carregar uma. Duas ficam de tocaia, duas entram. Pronto." Quinn deu de ombros, encarando a mesma vista escura, só que agora do assento traseiro.
Santana cruzou os braços desafiadoramente.
"Você sabe, Berry, eu não tomava você por uma homofóbica."
Rachel engasgou, mão voando pro peito enquanto ela dava uma olhadela no retrovisor, mal distinguindo o rosto de Santana.
"Eu não sou uma individua homofóbica e eu me magôo que você mesmo sugira algo desse tipo." Rachel estava profundamente machucada. De todas as coisas que Santana já tinha dito a ela, essa era de longe a pior.
"Bem, julgando pela sua explosão ali atrás? Ou você é homofóbica ou a visão de Brittany e eu nos amando, te deixou com tesão."
Rachel abriu a boca, e então fechou novamente. Quinn manteve os olhos na janela, agradecida por não ter dito nada e então podia evitar as mesmas acusações pro seu lado. Santana tinha um jeito de encostar as pessoas no canto da parede porque de qualquer forma que elas negassem as acusações elas estariam ferradas de qualquer forma.
"Tudo bem se te deixa assim, nós somos muito gostosas," Brittany interferiu, sentindo falta de estar beijando a garota no banco de trás. Ela queria fazer beicinho.
Santana se inclinou pra frente, sua cabeça aparecendo no espaço entre os dois descansos de cabeça.
"Aposto que deixar a nanica aqui com muito tesão e incomodada, escutando os sons que Brittany faz quando ela sente meus dedos na pele dela," ela exalou com força, diretamente na lateral do pescoço de Rachel. "Escorregando pelo corpo dela, pressionando contra a umidade que ela tem só de me beijar."
A boca de Rachel ficara seca. Imediatamente, milhares de argumentos e protestos voaram pra sua mente para fazer com que Santana parasse de falar. E ainda assim, sua boca completamente a desobedeceu.
Quinn engoliu com dificuldade, apta a escutar Santana claramente e completamente sem poder dizer algo ou bloquear a voz dela. O que diabos tinha acontecido com ela? Ela deveria estar pensando sobre o próximo lugar que elas iriam assaltar, e onde elas deveriam acampar depois, e um milhões de outras coisas que as manteriam vivas e fora da cadeia. Ao invés disso, ela se tornara uma bagunça de frustração sexual.
Brittany virou o rosto pra Santana, acariciando o pescoço da garota enquanto Santana continuava a falar próximo do ouvido de Rachel.
"Aposto que fez você toda incomodada e com tesão e totalmente invejosa, nos escutando fodendo tão perto," Santana estava seriamente furiosa que Rachel fizera Brittany se mover. E julgando pelas suas reações ao que ela estava dizendo? Diabos, Rachel já estava se arrependendo de se meter. Ninguém ficava entre os beijos doces de mocinha de Santana e Brittany. "Deslizando nossos corpos nus juntas, fazendo-nos gozar uma à outra de novo e de novo e –"
Rachel gritou e bateu nos freios novamente, encostando.
"Quinn! Troque com Brittany! Brittany só, por favor, cale a boca dela!"
Santana iria morrer de rir se sua boca não estivesse ocupada fazendo outras, mais divertidas, coisas novamente.
O-O
Quinn tomou conta da direção quando Rachel começou a ficar seriamente sonolenta logo após a meia noite. As garotas atrás tinham finalmente parado de se beijar, e, agora dormiam a sono solto. A cabeça de Brittany estava deitada no peito de Santana, a luz do luar brilhando nas duas desde que a ausência de luzes na rua significava que a lua cheia iluminava o campo num suave e branco brilho.
A libido de Quinn tinha finalmente parado de dar curto-circuito no seu cérebro. Todas estavam dormindo, a vista graças à lua fez o mundo ao redor dela parecer ainda mais surreal e sua mente finalmente focara na tarefa de rever o que tinha acontecido em Acampamento Traiçoeiro – o que ela podia ter feito e o que ela podia fazer agora, para assegurar que aquele tipo de coisa não acontecesse.
A mulher na frente tinha apertado algum tipo de botão de pânico? Como a polícia tinha chegado ali tão rápido? Era algum tipo de coincidência maluca?
O que elas fariam, da próxima vez, era serem cuidadosas. Elas precisavam mudar a placa na traseira do carro novamente, de alguma forma. Elas precisavam ter alguém vigiando e algum tipo de sinal para que as pessoas dentro tivesse uma melhor chance de reagir a uma potencial prisão e tiroteio policial ao contrário de entrar em pânico e ter suas mentes em branco.
Graças a Deus por Brittany.
Ela estava certa que Santana iria negar, mas, por um momento ali? Ela tinha certeza que a garota iria sugerir que elas usassem as balas remanescentes para atirar nelas mesmas. O que fazia seu peito apertar, porque de jeito nenhum ela deixaria essas garotas morrerem. Não depois delas a seguirem por tanto tempo, e tinham sido envolvidas a favor dela pra começo de conversa.
Se elas fossem presas, ela pensou, seria ruim. Mas isso seria melhor do que a morte, certamente. Ao menos na prisão elas teriam camas pra dormir, e um constante suprimento de comida e atenção médica. Elas também teriam, ela ponderou, uma data certa de término.
Agora? Certo, elas podiam dirigir até morrer. Elas podiam dirigir até elas serem pegas. Elas poderiam dirigir, dirigir e nunca parar. Ter tantas opções? Por um lado isso fazia ela se sentir livre, e quase ávida pra descobrir qual final seria. Talvez até seria algo que ela nem tinha pensado ainda?
Mas ao mesmo tempo, a incerteza a mantinha preocupada. Ao menos com uma sentença à prisão ela saberia que a morte não estaria espreitando logo ali. Ao menos com uma sentença ela saberia que as outras garotas estariam a salvo.
Ela rolou os olhos. Ela se ajustaria bem a qualquer coisa nas últimas semanas, ela pensou. Mas ainda era desconcertante ter todos esses pensamentos ao mesmo tempo.
Luzes diminuindo à distância fecharam sua mente momentaneamente. À medida que ela dirigia pra mais perto, ela viu um motel meia-boca mas ainda operacional ao lado da estrada com um carro estacionado na frente.
Ela sorriu, tirando a placa do veículo fora da sua lista.
As outras dormiam enquanto o carro encostava, e, quando ela corria atrás para colocar a placa de Minnesota, as garotas estavam dormindo tão a sono solto como ela tinha deixado.
Enquanto ela continuava a dirigir, ela imaginava ociosamente o quão longe eles estariam quando os donos da caminhonete percebesse que uma das suas placas agora era da Florida.
O pensamento a fez sorrir.
Quinn tinha as tendas armadas, quando Rachel abriu os olhos, espreguiçando-se enquanto o sol brilhava diretamente no para-brisa e no rosto dela.
"Café da manhã?" Quinn perguntou a ela enquanto esta fazia lentamente seu caminho em direção à loira, ainda se alongando e estralando as juntas enquanto caminhava.
"Claro." Rachel respondeu, bocejando e olhando ao redor delas. "Onde estamos?"
"Floresta Nacional Bighorn, Wyoming."
A morena piscou os olhos groguemente, rolando-os quando ouvira risadinhas e sussurros vindo de uma das tendas.
"Elas ainda estão acesas, hein?"
Quinn deu de ombros, colocando sopa de vegetais numa tigela de plástico e entregando à garota menor.
"Eu nos coloquei ali. Beeem pra lá." Quinn apontou pro outro lado do carro e Rachel deu um sorrisinho. "Também, eu sugiro que nós fiquemos bêbadas. Nós desmaiamos, e então não importará o quão alto elas estão."
Às palavras de Quinn, o sorrisinho começou a se tornar em gemidos pesados.
Rachel comeu umas colheradas de sopa e Quinn procurou pelo carro a garrafa metade vazia de Jack Daniels.
Pouco tempo depois, Rachel não podia parar de rir e se inclinar em Quinn enquanto elas deitavam na tenda, a garrafa de bebida completamente vazia.
"Você namorou Finn, Puck e Sam," Rachel começou. "Então a pessoa assumiria que seu tipo é jogador de futebol."
Quinn bufou, agradecida que ela estava deitada já que tudo estava tão embaçado. Ela já estava exausta. Agora ela estava tão bêbada que não sabia o que estava acontecendo.
"Meu tipo é – é – não futebol." Ela disse, olhos arregalados, lutando para mantê-los abertos. De repente, era tão difícil.
"Você me diz seu tipo e eu direi o meu!" Rachel apertou a outra garota, meio deitada em cima dela.
"Mmmm isso muda," Quinn começou, piscando rapidamente enquanto ela abraçava o corpo conectado ao dela. "Agora? Conquanto eles estejam respirando."
Puta uau, ela pensou. Não, não, não.
Rachel ficou dando risadinhas novamente. "Eu aqui declaro você e Jacob Ben Israel um casal felizmente casado."
Quinn quase vomitou; ela podia ver a face pálida do garoto se inclinando em direção a ela; ouvir a voz dele na cabeça dela; imaginando agarrando o estúpido afro dele enquanto caíam na cama –
Ela sentou, arremessando Rachel longe dela e balançando a cabeça. Por que a sua mente repentinamente estava voltando à sexo o tempo todo, porra?
"Ei, me desculpe. Ei você! Volte aqui!" Rachel mexeu seus braços sem jeito, e, Quinn caiu de volta neles, cabeça girando.
"Pessoas atraentes que estão respirando." Ela murmurou, virando o corpo, então agora ela estava de conchinha maior na outra garota. Bem, isso era novo.
"Meu é, hum, oh! Eu sei! Eles têm que saber cantar. Mas não melhor do que. Complementarmente à minha voz."
"Isso é uma palavra?"
"Shhh, vá comigo. Eles também tem que ser atraentes. Um não pode fazer amor com alguém não atraente porque isso tem que ser mutuamente explosivo."
"O que? Isso nem faz sentido. Você não é uma fazedora de sentido. Saia da minha tenda!" Quinn se aconchegou mais à outra garota, apesar das palavras que saíam da sua boca. Claro, Rachel estava tagarelando feito uma idiota, mas, ela cheirava tão –
Alarmes estavam tocando em algum lugar do fundo da cabeça de Quinn. Era tão irritante.
"Mutualmente – algo. Okay. Alto! Mas mais alto que eu não é difícil. Então, cantador e mais alto e atraente. Também legal e desejoso de ser vegano comigo porque é difícil quando a pessoa com quem você está come tudo e você não pode ter nada. Também, um vegano nunca jogaria ovos em mim."
Quinn concordou com a cabeça sonolentamente, sentindo como se um cobertor de algodão estivesse sendo puxado sobre sua mente. Seus olhos não conseguiam mais ficar abertos e ela estava tão quentinha e confortável.
"Interesses similares, também. Isso seria legal." Rachel bocejou, sem sentir desenhando espirais nas costas da outra garota, nem mesmo notando que ela já tinha dormido. "Inteligente também seria uma mudança. Só alguém que eu admirasse," seus olhos fecharam. "O tanto que eles me admirassem."
Seu pensamento final enquanto ela mentalmente imaginava seus ex – Finn, Puck e Jesse – era que talvez dessa vez ela tentasse alguém loiro.
Brittany suspirou contentemente nos braços de Santana, amando o sentimento de tanta pele quente pressionada contra a sua própria.
"Eu te amo." Santana murmurou na nuca dela, beijando ao longo do ombro dela.
"Eu te amo." Brittany respirou, sorrindo preguiçosamente porque ela estava tão sonolenta.
"Me desculpe por tudo – toda aquela coisa que aconteceu ano passado foi só – eu estava –"
Brittany rolou de volta, puxando a outra garota vermelha contra a frente dela.
"Eu te perdoo." Ela a beijou gentilmente. "Me desculpe também."
Santana concordou ligeiramente, sem conseguir parar a pontada de dor que passava sobre seus olhos porque isso ainda doía um pouco – ver Brittany com Artie, o jeito que ela sorrira pra ele e – aquele sorriso era dela.
"Eu te perdoo, também. Mas isso," ela lambeu os lábios, polegares acariciando as bochechas da loira que a olhava. "Tinha que acontecer para que eu – Deus, eu nem sei por que eu estava tão assustada, sabe? Foi idiota."
Brittany balançou a cabeça fortemente.
"Você nunca foi idiota. Não diga isso. San, você é a pessoa mais inteligente que eu já conhecerei. Mas até pessoas inteligentes ficam assustadas."
Santana engoliu.
"E você é a pessoa mais inteligente que eu conheço."
"Você me faz sentir inteligente. Eu gosto disso."
"Eu gosto de você."
"Eu amo você."
"Eu amo você mais."
Santana estava agradecida que a outra tenda estivesse bem afastada e as outras garotas não podiam ouvi-la. Ela vomitaria se ela escutasse alguém sendo tão piegas de merda. Era nojento e toda essa merda de abertura emocional ainda era nova. Mas junto ao atual estilo de vida delas?
Bem, tanto faz. Ela tinha uma nova percepção na vida. Uma nova filosofia, entregue por uma loira fabulosa e um monte de orgasmos. E era basicamente resumido a isso:
Se ela seria presa ou morrer, em algum momento do desconfortável próximo futuro, ela iria ter certeza que ela não teria arrependimentos em relação à Brittany. Um ano atrás, ela estaria maldizendo o garoto na cadeira de rodas – e ela mesma – porque ela não tinha tomado coragem quando deveria. Brittany tinha quebrado seu coração, claro, mas, não era inteiramente culpa da loira. Ela podia admitir, agora, que era dela. Brittany tinha posto o coração dela na linha de tiro primeiro e Santana tinha fodido tudo.
Bem, não novamente. Essa era provavelmente a última chance que elas tinham juntas. E realmente, foda-se. Fodam-se todos eles. Foda-se medo e dúvida, inveja e tudo o mais.
Ela estava com Brittany agora e como a garota tinha dito – agora era feliz.
O-O
Santana dirigira na noite seguinte, desde que Quinn e Rachel estava de ressaca e recusavam-se a falar ou fazer qualquer coisa do que dormir no banco de trás. Rachel caíra de lado, uma vez, aterrissando em cima de Quinn, acordando-a. Ela groguemente se mexera, imaginando se ela deveria apenas aconchegar-se na outra garota e terminar com isso.
Mas ela pegou os olhos de Santana no retrovisor e, ao invés disso, rudemente empurrou a garota menor até que esta estivesse repousando de encontro à porta.
O-O
"É como um milagre!" Rachel disse alegre, balançando no mesmo lugar enquanto segurava a garrafa de vodca junto ao seu peito.
"Algo do tipo," Quinn disse com raiva, tentando ignorar os barulhos de sexo novamente e sério, que porra? As suas BFF´s ninfomaníacas ou o que?
"Quero dizer, eu estava procurando pelo meu sapato embaixo do banco e ele estava lá sozinho!" A morena balançou de novo antes de embalar a garrafa uma vez mais. "Tão milagroso!"
"Deve ter caído, é tudo. Isso não é um milagre!" Quinn gritou de volta.
"Pare de estar emburrada! Eu não gosto!" Rachel disse, levando ela e a garrafa de vodca para dentro da tenda delas com um bufar.
Quinn desligou o carro, tendo ajustado tão diligentemente o ângulo da posição de estacionar tantas vezes que ela só queria entrar com a coisa em uma árvore. Aquela porra só não conseguia ficar direito!
Ela entrou trovejando dentro da tenda, roubando a garrafa de vodca das mãos da diva e tomou um longo gole.
"Finn estava certo sobre você," Rachel disse firmemente, apesar de um pouco enrolada.
Quinn sentou pesadamente ao lado dela, encarando a morena amuada.
"O que ele disse sobre mim?" Ela tomou outro gole, finalmente sentindo sua cabeça começar a girar. Ela estaria desmaiada logo mais. Ela mal podia esperar.
"Eu não direi a você a não ser que você pergunte com carinho!"
Quinn trincou os dentes porque ela não tinha cometido assassinato há um tempo mas agora ela estava bem pertinho de tornar a garrafa de vodca miraculosa delas em uma arma.
"Por favor me diga." Os dentes dela nem se separaram enquanto ela falava, mas, Rachel relevou porque ela queria a garrafa de volta.
"Ele me contou sobre as categorias de pessoas bêbadas. E eu nem sabia!" Ela pegou a garrafa, feliz quando a outra garota deixou-a levá-la. Ela bebeu profundamente.
"Bêbada o que?"
"Bem, Santana é a bêbada chorona. Vê? E Brittany é a stripper e você é a emburrada."
"O que?"
Rachel deu de ombros, porque o garoto alto tinha estado certo. Ela realmente não via o problema.
"Combina. Você não pode negar."
"O diabo que eu não posso. Mas antes de eu fazê-lo; o que ele disse que você era?"
Rachel piscou algumas vezes antes de dar a garrafa de volta.
"Uma bêbada carente," ela disse com uma voz baixinha, notando como ela já tinha se inclinado em direção à outra garota e estava tentando descobrir como ela podia se aconchegar nela enquanto elas estavam sentadas desse jeito.
Não podia ser feito, ela decidira, movendo-se para deitar.
"Ele é um puto sem tamanho," Quinn disse, bebendo mais uma vez antes de colocar a garrafa cuidadosamente no chão e espelhando a posição deitada de Rachel.
Rachel bateu com uma mão uma na outra, diretamente aconchegando-se na loira.
"Mas ele está certo!" Ela disse engrolado, fechando os olhos porque eles pareciam que estavam se movendo em direções diferentes.
"Não, ele é um bundão sem consideração, e, ele está errado. Direi a você quais tipos de bêbados nós somos sem recorrer a rótulos simples e idiotas." Quinn esperou até que os olhos de Rachel abrissem antes de falar novamente. "Primeiramente, Santana não é uma bêbada chorona; as inseguranças dela apenas afloram quando ela bebe algo. É o que o álcool faz, mas o que o Finn saberia?" Ela não estava exatamente certa de onde o ódio repentino pelo garoto vinha, mas, estava ali. "Ela age toda durona, mas no fundo? Igual ao resto de nós – distraindo o mundo das suas dúvidas pretendendo que elas não existem. Ela chora porque ela esconde tanta coisa quando está sóbria que explode dela quando ela está bêbada. E Brittany? Ela é apenas feliz, pessoa livre. O que ela tem acontecendo pra ela? Ela pode dançar. Bebida desliga o cérebro dela e o corpo dela toma conta. Eu não sei por que ela fica nua, mas, talvez tenha mais a ver com a coisa de liberdade? Ela não faz isso pra ganhar dinheiro ou deixar os caras excitados. Ela não se importa se ninguém estiver assistindo, e essa é a razão porque ela não é uma stripper."
Rachel abriu os olhos e olhou Quinn de olhos arregalados. Ela estava pendurada em cada palavra. Quinn era tão esperta.
"E eu?" Ela sussurrou, quase com medo do que a outra garota iria dizer.
"Rachel, você não é carente e ele é tão idiota por dizer isso pra você. Você – okay, você é uma pessoa muito afetiva. Certo? Exceto, como eu, você não teve muitos amigos ou pessoas ao redor com quem você pudesse se expressar. E você sempre será – Rachel, sua voz é incrível e ainda sim você está sempre procurando validação de outras pessoas. Você tenta demais pra conseguir que as pessoas gostem de você, e no passado nunca funcionou. Você só acabou empurrando eles pra longe. Então faz sentido que quando você está bêbada essa parte de você que quer proximidade e tudo isso tome conta. Você provavelmente ânsia pra ter alguém que mostre a você a mesma afeição."
Rachel sentiu lágrimas em seus olhos; ela não podia evitar. Era tudo tão verdade e ela estava tão bêbada.
"Eu nem pensei que ele estivesse me insultando quando ele disse isso. Eu apenas pensei que eu estava sendo irritante."
"Vê? Completo imbecil."
"Okay, agora eu faço você." Rachel sentou, espremendo os olhos pra Quinn concentrada.
Quinn ignorou os múltiplos sentidos que uma pessoa podia tirar do que a garota dissera. Ela se desembaraçou, alcançando a vodca porque se ela ainda estava fazendo tanto sentido, ela não estava nem perto de estar bêbada o suficiente.
Ela ignorou a pequena voz que apontava que Santana e Brittany estavam quietas no momento, então ela, na verdade, não precisava se embriagar mais do que já estava.
"Você se mudou porque, hum, você não tinha amigos e pensou que com isso os teria. Exceto que mudar o exterior não conserta o interior, então você estava," Rachel mordeu seu lábio inferior antes da sua face clarear e ela olhar suavemente pra Quinn. "Sozinha. Seus pais eram um fracasso quando se relacionava à você, e sua irmã era naturalmente loira e linda. Eles sempre compararam vocês, e você sempre se sentiu menor."
Quinn continuou bebendo, devolvendo a garrafa pra morena quando sentiu lágrimas pinicando seus olhos. Ela lutou contra elas.
"Continue."
"Então pessoas acharam você atraente, você trocou de escolas e eventualmente acabou namorando o zagueiro. Mas ele apenas, hum, bem, estou meio cambaleante agora então eu serei rude – ele tinha um orgasmo cada vez que você chegava perto e logo, era tudo que sua relação era – ele gozando em quão bonita você parecia mas não tendo ideia nenhuma de quem você era. Então você dormiu com o melhor amigo dele, porque você tinha se tornado uma coisa e você estava com medo de perder isso porque se você perdesse sua nova aparência, você pensou que perderia tudo. Mas isso levou a você ficar grávida e dar sua criança para que ela pudesse ter uma vida melhor longe dos pais adolescente que nem estavam juntos e uma família que já tinha decepcionado a mãe dela tantas vezes," ela nunca tinha considerado metade das coisas que estavam saindo da sua boca agora. Pobre Quinn, ela chorou mentalmente, isso era tão trágico. "Então você voltou à vida que tinha antes dela, ou tentou, mas, não conseguiu. Você pulou no primeiro garoto que disse que te amava, mas você não o amava; assistiu enquanto o pai da sua filha se apaixonava por alguém que fisicamente parecia a pessoa que você costumava ser e pensou que nunca seria amada; e o garoto doce que uma vez não podia se controlar ao seu redor agora não podia controlar os sentimentos dele por mim."
Quinn fungou. "Vê, eu não sou emburrada. Eu só – só –"
"Você só teve muita frustração, debaixo de tudo. Eu peço desculpas, Quinn, de verdade. Eu não sei por que não o questionei –"
Mas Quinn só deu de ombros. "Porque você estava apaixona por alguém que você acreditava que tudo que eles diziam era verdade."
"Você já esteve apaixonada?"
"Não." Quinn respirou profundamente, virando-se para Rachel com um sorriso pesaroso. "Provavelmente nunca estarei. Não agora. Não com a vida desse jeito."
Rachel se encostou mais na loira, deitando a cabeça no ombro dela.
"Se importa; você é a melhor amiga que eu já tive e eu – Quinn, eu amo você."
Quinn não podia responder, não podia formar as palavras de jeito nenhum. Apenas deitou a cabeça dela em cima dessa garota boba e impossível e aproveitou o sentimento de ter uma melhor amiga – que era verdadeiramente dela – finalmente, depois de todo esse tempo.
O-O
