N.T.: Como assim, Dani? Brittana são lindas! :P

Seu pedido é uma ordem, babes! :D E obrigada pela favoritação, Natyma \o/


Santana se esticou, bocejando quando o sol se punha ao redor delas. Geralmente Quinn e Rachel eram as primeiras a levantar, mas novamente elas ainda estavam adormecidas no momento em que ela e Brittany se arrastavam pra fora da tenda delas.

Ela cambaleou para a outra, abrindo-a e colocando a cabeça pra dentro, seu nariz franzindo ao cheiro que saía da coisa. Tinha uma garrafa de vodca caída, o conteúdo derramado numa poça no chão da tenda e fedia.

"Porra, Jesus Cristo, vocês estão brincando comigo?" Ela perguntou às garotas adormecidas, ainda mais aborrecidas quando elas não se moveram. Ela empurrou a perna dela pro espaço, chutando ambas ao mesmo tempo. "Acordem, alcóolatras! Nós precisamos ir embora, e além do mais? Obrigada por dividir a birita, filhas da puta!"

Ela foi batendo o pé em direção à tenda que Brittany estava desarmando, esfregando a nuca cansadamente.

"Está tudo bem, eu dirijo." Brittany sorriu, e Santana retornou o sorriso suavemente.


"Esse aí." Santana apontou pro posto de gasolina ao lado da rodovia, as luzes dele as únicas que elas haviam visto desde a cidade que elas passaram há alguns metros.

Brittany ligou o pisca alerta, encostando ao lado de uma das bombas e desligando o carro.

Atrás, Rachel respirou profundamente.

"Eu gostaria de ser a pessoa que assalta, se vocês me permitirem."

Santana já tinha sua arma pronta, parando para franzir a testas para as garotas no banco de trás.

"Você está certa disso?"

Sim, Rachel pensou, ela estava.

"Eu acredito que as responsabilidades devem ser divididas igualmente, e até agora vocês três que tem pegado os mantimentos com um grande risco pras suas vidas. E a minha, mas, não com o mesmo risco. Então eu proponho que Brittany me acompanhe ao estabelecimento enquanto Santana e Quinn apronta o carro e atuam como vigias."

O franzir de Quinn igualou-se ao de Santana enquanto ela abria a boca para protestar.

"Rachel, eu acho que nesse momento seria melhor para os mais experientes –"

"Quinn, mesmo que eu aprecie o sentimento, devo apontar a falha na sua lógica. Você não era experiente na primeira vez, e se você não me conceder a chance de conseguir a mesma experiência então eu nunca serei. Além do mais, eu me sinto completamente segura tendo você vigiando pra mim, assim como Brittany está com Santana."

Brittany acenou avidamente, correndo seus polegares sobre as costas das mãos de Santana.

"San nunca deixaria ninguém me machucar."

Quinn estava tocada. Rachel se sentia a salvo o suficiente para deixa-la de vigia? E não só isso, mas comparar isso à proteção de Santana em relação à Brittany?

Isso era esquisito, ela pensou, porque ela estava bem certeza que ninguém tinha confiado tanto nela antes. Diabos, confiado nada.

"Certo."

"Você está certa disso?" Santana perguntou a garota ao lado dela, sentindo aquela porra de aperto no coração novamente. Nesse momento? Ela não estava feliz.

"Confie em mim." Brittany replicou simplesmente.

Santana esperou até que as garotas saíssem do carro antes de rolar os olhos. Se Brittany usasse essa frase toda vez que quisesse arriscar a vida dela, Santana estava a três assaltos de ter um derrame.

Quinn encheu o carro com gasolina, uma pistola enfiada no elástico do short dela, enquanto Santana mantinha os olhos na rodovia.

Elas não tinham inventando um sistema de sinalização. Santana iria apenas atirar em quem quer que aparecesse, se viesse a isso. Entretanto, ela não tinha exatamente dito isso às outras.

Quinn ficou encostada de costas no carro, olhando o lado oposto, à outra garota, da rodovia. Sem mais cidades, ela decidiu, apenas negócios na rodovia na noite escura.

"Então, você está ficando bem confortável com a troll." Santana disse, arma no colo, olhos pulando entre a rodovia e o posto de gasolina onde ela podia apenas ver Brittany movendo-se rapidamente ao lado da loja enquanto Rachel apontava a espingarda pro atendente.

Isso era uma ideia tão ruim, aquela arma era quase tão alta quanto a altura da nanica. Quem teria medo dela? Santana devia estar lá. Era só, tipo, lógica. Ela era a mais fodona de todas elas e depois da nanica ter sua experiência aqui, isso seria o suficiente – ela seria aquela lá mostrando a arma e gritando ameaças, porque, primeiramente, ela era incrível nisso, e segundamente, ficar sentada esperando estava dando sérias dores no peito dela.

"Santana –" Quinn suspirou, porque agora não era o momento.

"Eu só estou dizendo, Q, eu quero dizer, eu não culpo você. Eu estaria me jogando no único corpo disponível se Britts não estivesse aqui." Santana deu de ombros, contendo um sorrisinho enquanto ela ouvia a garota atrás assoprar uma respiração frustrada.

"Não é desse jeito. Nós somos amigas, então não é nada demais."

"Oh, vamos concordar em discordar nisso. Eu acho que lembro um verão inteiro que você passou reclamando da troll. Do que você a chamava, Q? Um completo desperdício da porra de espaço? Parece que você não está desperdiçando nenhuma porra de espaço agora."

Quinn rolou os olhos. "Eu acho que orgasmos repetidos fez algo ao seu cérebro, S. Não fale sobre o que você não sabe."

"Não sei?" Santana deu de ombros facilmente, olhando a reação da garota no espelho lateral, olhos indo e voltando da rodovia.

"Nâo, você não sabe. Nem todo mundo fode a melhor amiga delas." Quinn encolheu quando as palavras saíram dos seus lábios.

Santana deu um sorrisinho triunfante.

"Então você são melhores amigas agora?"

"Eu – nós – olhe, não é como se tivesse mais alguém ao redor. Especialmente desde que você e Brittany desaparecem toda vez que paramos o carro."

Quinn estava feliz por elas, ela estava de verdade. Mas ela não podia negar que o verão passado com as três juntas – tão igualmente próxima uma das outras quanto elas tinham sido – tinha sido um momento feliz pra ela. Ela se sentira incluída. E ela ainda se sentia, mas, muito menos agora.

Santana olhou pro posto, imaginando o que estava fazendo com que elas demorassem. Rachel agora tinha a espingarda apontada pro chão e estava rindo de algo que o atendente estava dizendo. Que porra?

"Espere aí, o que ela está fazendo?"

Quinn estava mordendo o lábio, sentindo-se estranhamente defensiva da sua nova achada amizade. Um sentimento quente parecia derrete-la quando ela via o objeto dos seus pensamento – ela estava flertando? – rindo pro atendente na loja.

"Talvez," ela começou lentamente. "É algum tipo de tática?"

"O que, roubar alguém com gentileza?" Santana bufou, mandíbula ligeiramente caindo quando Brittany apareceu em sua visão, gesticulando e rindo pro atendente também.

"Pensando bem, não estou certa de que foi uma boa ideia, deixá-las juntas." Porque agora parecia que ambas estavam flertando – sorrindo, brincando com os cabelos delas, aparentando estarem lisonjeadas com algo.

Santana grunhiu.

"Eu vou lá."

Quinn quase a parou, mas, então Rachel deu um passo em direção ao balcão e escreveu algo que pareceu como – mas isso nem mesmo fazia sentido. Elas tinham deixado seus telefones em Lima, Rachel não era nem gay e a atendente era definitivamente uma mulher e –

E por que diabos Rachel estava dando a ela o número de telefone dela?


"Eu posso ficar com a espingarda se você quiser?" Brittany tinha a terceira pistola em seu bolso, mãos livres e com uma mochila para que ela pudesse pegar a maior quantidade possível de comida e coisas que elas precisavam. Uma vez que Rachel era vegana ela pensou que ela que tinha que pegar a comida se elas quisessem que fossem coisas gostosas ou divertidas.

"Eu admito que isso é um pouco mais pesado do que pensei," Rachel disse, levantando-a para a altura do ombro enquanto Brittany abria a porta pra ela. "Mas eu posso fazer isso."

Ela não atiraria em ninguém – ela nem sabia como – e ela esperou que seu sorriso fosse tão desarmador quanto a arma ameaçadora em suas mãos.

Ela preferiria fazer sem aquela coisa totalmente, mas ela estava certa de que as outras garotas não a deixariam sair do carro se ela se recusasse a se armar. Além do mais, armas eram horríveis, sim, mas a responsabilidade daquele horror não estava na arma, e sim na pessoa que a portava.

"Primeiramente, eu me desculpo pelo que estou prestes a fazer, entretanto você deve entender que estamos ficando sem comida e fazendo isso por necessidade," Rachel começou, se aproximando do balcão enquanto Brittany saía do seu lado e começava a encher a mala que trouxera. "Eu peço simplesmente que você nos permita ir em nosso caminho sem machucados, e nós estenderemos à você a mesma cortesia."

Rachel mirou a espingarda na garota atrás do balcão – com um cabelo colorido rosa brilhante e um piercing no nariz – sorrindo tão gentilmente quanto podia.

A garota apenas olhou pra ela com a boca aberta.

"Por favor levante as suas mãos para que eu possa estar certa de que você concorda com meu pedido."

A garota as levantou rapidamente, contudo elas foram primeiro pra boca dela.

você!" Ela engasgou, mãos voando pro ar enquanto um sorriso aparecia em suas feições. "Ai meu Deus, ai meu Deus!"

Bem, isso deu a Rachel um momento de espera. Ela assumiu que o reconhecimento iria vir junto com medo, ou raiva, ou até nojo. Mais isso? Talvez a garota a tivesse visto atuar uma vez, ao invés de reconhece-la pelo papel em assassinar pessoas?

"Eu – sim sou eu – quem você pensa que eu sou?" Rachel se aproximou mais um pouco, dando uma olhadela no carro lá fora e vendo dois rostos a encarando de volta.

"Faberritana!" A garota exclamou, e as sobrancelhas de Rachel ergueram-se rapidamente.

Bem, ela não deveria sentir-se tão desapontada, já que elas estavam em fuga pelas suas dívidas um tanto quanto desagradáveis. Mas por um momento, o senso de adoração dessa estranha a atingiu diretamente na vida que ela deixara para trás.

"Eu temo que você me confundiu com outra pessoa." Rachel suspirou; olhou de volta pra Brittany e notou que a garota estava espremendo os olhos pra rótulos e enfiava mãos cheias de chocolate e doces dentro da bolsa. "Brittany, por favor, certifique-se de pegar comida de verdade junto com os produtos baseados em açúcar da sua preferência."

"Puta merda! São realmente vocês! Porra! Eu sou, tipo a maior fã de vocês!"

Rachel franziu a testa, imaginando o que essa garota estranha estava falando.

"Eu não estou certa de quem você acha que somos mas – Faber algo ou o que quer que seja, é algum tipo de grupo musical?"

A garota de cabelo rosa franziu o rosto levemente antes da sua expressão clarear.

"Você nem ao menos sabe né?"

Nesse momento Brittany tinha começando a prestar atenção à conversa desde que fora tão diferente da que Santana teve com a atendente que ela apontara a arma. Onde estava a gritaria?

"Saber?" Rachel deu mais um passo gentil à frente, vigilantemente mantendo a arma levantada.

A garota de cabelo rosa continuou sorrindo, parecendo quase vibrar de alegria.

"Puta merda, cara, você nem sabe sobre – eu reverencio vocês! Nós todos! Triplo F, cara!"

Rachel estava começando a imaginar se essa garota era mentalmente perturbada de alguma forma. Certamente qualquer um apontando uma espingarda pra sua cara – sorrindo ou não – era causa suficiente pra alguém entrar em pânico ao invés de parecer tão, bem, excitado. A garota estava falando completa sem nexo.

"Eu – eu entendo. Bem, nós apenas levaremos o que precisamos e deixaremos você com – com seu negócio de Triplo F que –"

"Vocês são Faberritana! Fabray, Berry, Brittany, Santana! Faberritana!"

Rachel deixou a arma cair um pouco porque, o que?

"Desculpe? Eu não –"

"Gente, vocês tem uma porra de um fã clube e eu estou nele! E agora vocês estão me assaltando! Isso é demais, isso é – todo mundo vai ficar com tanta inveja!"

Lentamente, isso começou a fazer sentido na mente de Rachel. A arma caiu completamente quando seus braços ficaram fracos com a gargalhada.

"Você não pode estar falando sério?" Ela começou, sorrindo quando a garota de cabelo rosado balançou a cabeça rapidamente.

"Qual é, você tinha que saber, está em todas as notícias! E internet! E –" a garota parou, engasgando. "E vocês nem sabiam."

Brittany se levantou da sua posição agachada em frente da geladeira de bebidas, andando lentamente em direção ao balcão.

"Nós temos fãs?"

"Isso é impossível, nós cometemos atos completamente detestáveis e –" mas Rachel ainda estava sorrindo, porque ela nunca conhecera um fã antes. Claro, ela planejara um futuro absolutamente cheio deles, mas isso era quando ela pensara que era sua voz que eles adorariam.

"Vocês estão se posicionando contra o homem, isso é incrível! Vocês são como vingadoras lésbicas!"

Brittany riu deliciada enquanto Rachel franziu a testa um pouco.

"Eu não sou lésbica –" ela começou.

"Há centenas de nós lutando pela sua causa! Triplo F! Lutadores pela Liberdade de Faberritana! Porra! Posso ter seu autógrafo?"

Bem, Rachel pensara, aí estava. Seu primeiro autógrafo. O momento que ela esperava desde que nascera. Se elas pensavam que ela era gay, bem, então que seja. Gay ou hétero, o que importava? Ela era adorada!

Ela andou em direção ao balcão, deixando a arma cair solta e pegou a caneta próxima da caixa registradora e um recibo perdido. Ela virou, tentando decidir o que o seu primeiro autógrafo deveria dizer. Claro, ela tinha planejado esse momento por anos, mas, antes era assim, 'Obrigada por seu apoio e reconhecimento do meu talento. Sua Estrela Dourada, Rachel Berry' o que, bem, não era exatamente apropriado agora.

"É tão legal ter alguém gostando de nós, pra variar," Brittany disse com alegria, gesticulando pra garota abaixar as mãos. "E ser tão legal no geral! Qual seu nome?"

"Cherry, meu nome é Cherry e eu não posso acreditar que você é Brittany!"

Brittany piscou. "Seu nome é totalmente meu sabor favorito."

Rachel ficou em, 'Obrigado pelo seu apoio e reconhecimento do meu apuro. Sua Estrela Dourada, e amiga, Rachel'. Ela acenou pra si mesma enquanto ela deslizava o papel pelo balcão, Cherry pegando e segurando no peito dela.

"Posso ter o seu também?" Ela perguntou à Brittany, que concordou alegremente e se moveu em direção ao balcão.

"O que porra está acontecendo aqui? Coloque as porras das mãos pra cima, vadia! Fique longe da minha namorada!" Santana entrou trovejando em direção ao balcão com a pistola levantada enquanto Cherry olhava como se ela fosse desmaiar de tanta emoção.

"Santana Lopez," ela sussurrou reverentemente.

"Você não me escutou sua maluca de cabelo rosado, bote a porra das suas mãos pra cima! Brittany, Boneco de Troll, se afastem da porra do balcão e deixe-me lidar com isso. Eu juro por Deus, isso é uma porra –"

As mãos de Cherry voaram pro ar, enquanto Rachel e Brittany começaram a falar ao mesmo tempo.

"San, não, ela é legal!"

"Santana ela é nossa fã!"

Santana encarou a outra garota, então franziu a testa ligeiramente enquanto olhava todas elas.

"O que? Apenas entre no –"

"Você é minha favorita!" A garota gaguejou, seu peito levantando e seus olhos arregalados. "Eu amo você."

Santana encolheu, mente lutando para identificar o que porra maldita estava acontecendo agora. Da última vez? Puta tinha puxado uma espingarda, e na vez antes dessa, o cara tinha ficado com tanto medo que quase se molhara. O que era isso?

"Alguém me explique isso. Agora." Santana começou, antes de levantar um dedo, arma ainda apontada pra atendente. "Apague isso – Berry, fique calada – Britty, o que acontece com essa garota?"

Brittany sorriu, excitada para Santana descobrir as notícias incríveis, também.

"San, nós temos um fã clube, e essa garota está nele. Eles se chamam Triplo F, e elas acham que lésbicas são incríveis."

Santana piscou.

"Eu sou sua maior fã." Cherry sussurrou, olhos grudados no corpo de Santana.

Bem, isso fazia sentido na verdade, Santana pensou, repentinamente presunçosa. Ela reconhecia um olhar de apreciação quando via um, e tipo, obviamente ela era a favorita. Ela era fodona e incrível, porra.

Ela deu de ombros, dando um sorrisinho e deixando a arma cair ao seu lado.

"Então nós podemos pegar o que quisermos, certo?" Santana gesticulou para Rachel ir pras prateleiras, o que a garota menor fez sem muitos protestos. Santana era a favorita? Bem, isso era apenas rude. Certo, ela podia apreciar que no departamento de manejar a arma lésbico Santana naturalmente tinha mais experiência, mas – ela tinha que descobrir algum jeito de mostrar os talentos de atuação natural dela para esse aparente fã clube. Ela nascera pra ser a favorita.

Brittany assinou o nome ao lado do de Rachel no pedaço de papel, se inclinando por cima do balcão e pegando algumas sacolas antes de piscar pra Cherry e murmurar, "Ela é minha favorita também!" antes de mover-se para juntar-se à garota menor para pegar o resto dos suprimentos delas.

"Você pode ter qualquer coisa," Cherry replicou, lambendo ligeiramente os lábios e dando à Santana um olhar daqueles.

Santana correu a língua pelos dentes, apreciando a garota na frente dela.

"Bem, eu não posso dizer que não estou lisonjeada. Você é bem gostosa, mas," ela se inclinou no balcão, admirando a arma em suas mãos, sentindo os olhos da garota de cabelo rosa sobre ela. "Britts, ali? Querida, me desculpe, mas não tem nem competição."

Mas Cherry pareceu ainda mais excitada por isso.

Rachel deixou a loja naquele momento, braços carregados com a espingarda e o máximo de sacolas que ela podia carregar, enquanto Brittany ficava pra trás pra terminar.

"Eu sabia que vocês duas estavam juntas, eu sabia. Eu tipo, estudei os vídeos no youtube e as entrevistas e – tipo, se Rachel e Quinn estão totalmente apaixonadas, então claro você e Brittany estão," Cherry respirou sorrindo enquanto Santana começava a franzir a testa. "É tipo, lésbica Thelma e Louise ao quadrado, sabe?"

"Espere, Rachel e – o que?"

Cherry apenas acenou com a cabeça como se isso fosse a coisa mais óbvia do mundo.

"Quero dizer, todas as entrevistas diziam que elas se odiavam e então elas mataram os pais dela e fugiram. Os pais dela eram totalmente religiosos, certo? Depois ela tivera aquele bebê, e tipo, estatisticamente há muitas gravidezes de adolescentes lésbicas," Cherry lambeu os lábios novamente, sem acreditar que Santana Lopez estivesse tão perto dela. "Então por que mais Rachel se envolveria se ela e Quinn não estivesse num relacionamento secreto lésbico que os pais dela desaprovavam? Então elas mataram eles, e fugiram com as suas amigas lésbicas totalmente fora do armário." Cherry deu de ombros enquanto Santana abria e fechava a boca algumas vezes.

"E isso é o que todo mundo acredita?"

"Bem, não todo mundo. Mas aqueles de nós que prestam atenção? Faz sentido, cara. E agora vocês estão aqui e eu vou contar a todo mundo que está confirmado, está confirmado, porra!"

Santana não pode deixar de explodir em gargalhadas. Oh, isso era a melhor coisa que ela já tinha ouvido. Jesus, ela agora tinha a porra de uma bomba nuclear de piadas para Quinn. Ela gritaria se isso fosse uma coisa que ela fizesse.

Isso era precioso, porra.

"E todo isso está acontecendo na Internet?"

"Uh, posso abaixar as mãos? Eu tenho meu iPad, eu posso mostrar à você!"

Santana deu de ombros, então mudou de ideia quando Brittany deixou a loja com sacolas cheias e se dirigiu pro carro.

"Nós temos que ir, fugindo da lei e tudo isso." Ela deu de ombros. "Desculpe, mas ei, legal conhecer você."

Cherry franziu a testa preocupadamente por um segundo, como se debatendo algo em sua mente.

"Por que você não levar isso, meu iPad quero dizer, e vê por si mesma?"

"Isso é tipo, uma boa oferta e tal, mas –" Santana estava indo pra trás lentamente, olhando pro carro, onde as outras três pareciam estar esperando por ela.

"Eu tenho um carregador de carro também! Eu direi que vocês roubaram com todas as mercadorias!"

Santana deliberou por um segundo. Se ela tivesse provas, então sua zoação com Quinn seria, tipo, muito melhor.

"Olhe, bem queria que pudesse mas estamos tentando ficar fora do radar então –"

"Realmente? Porque tem muita filmagem de vocês."

Santana falou palavrão, porque o que estava errado com ela? Ela esquecera totalmente sobre merda como câmeras de segurança e – ela mirou a pistola pra pequena câmera no teto, apertando o gatilho uma vez e tentando não transparecer muito choque quando ela acertou em cheio. Cara, jogar vídeo games tinha feito sua coordenação olho-mão demais.

"Bem, isso está pra mudar."

"Essa câmera não grava, só pra você saber. Olhe, e se – e se eu disser que foi roubado em Nova Iorque? Estou indo pra lá em algumas semanas pra uma reunião do Triplo F e – é segurado e – por favor deixe-me ajudar vocês!"

Santana suspirou. Bem, a Internet era algo que ela sentia falta.


"O que?" Quinn gritou quando Rachel e Brittany contaram o que acontecera na loja. "Nós temos – o que?"

"Fãs! E elas são tão legais!"

"Eu sei!" Rachel disse, olhos brilhando. "O que apenas prova o que eu sabia o tempo todo – meu potencial de estrelato é tão brilhante que não importa pelo que seja! Mesmo que eu obviamente tenha intenção de incluir meus talentos vocais em alguma forma, uma vez que eu descubra como."

Santana correu de volta pro carro, algo brilhante e achatado nas mãos.

"Nós temos um iPad!" Ela disse, pulando no banco do motorista e ligando o carro. Ela jogou o carregador veicular em Brittany, que parecia levemente confusa antes de pegar o iPad.

A cabeça de Quinn estava girando. Ela ainda estava bêbada? Isso não podia ser real.

"Você roubou isso dela? Santana, isso é deplorável depois que ela foi tão apreciadora –"

"Não, troll, ela deu pra gente. Para que nós pudéssemos checar essa coisa de Triplo F por nós mesmas. Deus, eu sou a favorita dela, como se eu fosse ser uma vadia sobre isso." Santana deu um sorrisinho enquanto Rachel bufava.

"Espere," Quinn dissera, se inclinando pra frente e tocando o ombro de Santana para que ela parasse o carro. Ela então virou pra Rachel. "Você pegou fones de ouvido?"

Rachel pareceu acanhada por um momento, tendo esquecido o problema dos barulhos de sexo com toda a excitação de ter uma fã e dar seu primeiro autógrafo.

"Pra que você precisa deles?" Brittany perguntou, correndo os dedos sobre a tela do iPad, deliciada, engasgando quando ela achara o app do Angry Birds.

"Eu voltarei," Quinn respondeu, saindo do carro e correndo em direção ao posto de gasolina. Ela respirou profundamente antes de empurrar a porta.

Certo, se as outras estavam certas de que tinha alguma fã trabalhando ali ela tinha que conhecê-la. Quem seria fã de assassinas?

"Puta merda! Sim!" Cherry disse quando viu Quinn andar em direção à ela. "Eu conheci as quatro!"

"Uh, oi," Quinn com cuidado olhou a garota, notando como seu rosto acendera e que ela estava sorrindo pra ela. "Escute, você tem fones de ouvido?"

Ela continuou vendo a garota mexer atrás do balcão, antes de levantar uma caixa deles no balcão.

"Leve todos!"

Quinn franziu a testa suspeitando, com cuidado levantando a caixa e começando a ir embora.

"Obrigada." Ela murmurou logo antes de deixar a loja, olhando a garota uma última vez. "Bonito cabelo."

Ela não pode conter o sorriso quando ouviu a garota engasgar e correu de volta pro carro.

"Viu?" Rachel disse contente enquanto Quinn fechava a porta e o carro começava a se mover novamente.

De todos os assaltos, esse foi definitivamente o mais suave. Se apenas, elas pensassem desse jeito, alguém que estariam do seu lado tenderia a estar em todo posto de gasolina.

O-O

"Eu não acho que nós devemos arriscar," Quinn disse, lentamente mastigando com a boca cheia e engolindo enquanto as outras garotas olhavam pra ela.

Santana pegou o iPad assim que elas pararam o carro. Elas cruzaram Utah e a Latina insistiram em parar na Área de Recreação Nacional Flaming Gorge porque o nome era apenas hilário demais para deixar passar.

Brittany tinha ficado desapontada quando Santana tomara o iPad dela porque ela estava tão perto de bater sua pontuação máxima em Angry Birds. Ela era incrível naquele jogo.

Rachel concordou com Quinn, como sempre.

"Quinn está completamente certa, nós não devemos nos envolver com qualquer tecnologia que pode ser ligada de volta a nós."

No entanto, Santana rolou os olhos. "Exatamente como eles podem rastrear um iPad que eles nem sabem que nós temos?"

"E o que faz você tão certa de que aquela garota Cherry não nos dedurou?" Quinn pegou mais sopa, oferecendo um pouco pra Latina que torceu o nariz em desgosto.

"Porque ela nos ama, é por isso. Depois ela disse que vai pra Nova Iorque em algumas semanas e denunciaria o roubo lá. Então nós usamos agora, e, então nos livramos dele. Bam, problema resolvido."

"Eu sinto falta de cheeseburgers." Brittany murmurou, se inclinando pra trás para poder olhar as estrelas, as quais estavam apagando a cada momento porque o sol começava a nascer.

Mas, Rachel concordou, Santana tinha um ponto.

"O que você quer olhar, S? Ela nos disse que nós temos fãs ou algo do tipo, e daí? Você sabe, Charles Manson tinha fãs também. Eu não negarei que isso é lisonjeador mas – mas eu não sei se isso é uma boa coisa."

"Eu quero saber o que eles estão dizendo, Q, é só isso. Eu quero saber o que os jornais estão dizendo, onde eles acham que estamos, quero dizer – Q, isso é tipo, um presente ou alguma merda. Nós descobrimos todas as informações que eles tem sobre a gente e usamos isso em nosso favor." Ela jogou as mãos pra cima. "Eu não vejo qual é o problema."

"Talvez," Rachel começou. "Santana está certa, nisso nós devemos, pelo menos, dar uma olhada. Mas apenas um, e então nós nos desfazemos disso, e nós apenas usamos o que nós acharmos para aumentar nossas chances de sobrevivência."

Quinn balançou a cabeça, se levantando e limpando as mãos nas calças. Ela botou as mãos no bolso e puxou um pacote de fones de ouvido, andando em direção à tenda delas sem dizer outra palavra.


"Quinn?" Rachel perguntou algum tempo depois, se aproximando da garota e olhando-a no rosto. Seus olhos estavam fechados, mas sua respiração não era funda o suficiente para inconsciência.

Ou no mínimo, essa seria sua desculpa se Quinn ficasse brava pelo que ela estava prestes a fazer.

Ela alcançou a orelha da loira, tirando o fone de ouvido o mais rapidamente que pôde.

Os olhos de Quinn abriram rapidamente.

"O que você está fazendo?"

"Eu só queria ver se você estava bem, Quinn. Me desculpe se estou perturbando de algum jeito."

Quinn rolou de costas, alcançando a outra orelha e tirando o outro fone.

"Eu não poderia possivelmente ficar mais perturbada por qualquer coisa."

"Você quer conversar sobre isso?" Rachel perguntou suavemente, inclinando-se sobre o cotovelo e agradecida que a outra garota estivesse disposta a conversar. As coisas entre elas tinha mudado tão drasticamente que agora era impossível imaginar não ser amiga dela.

"Eu não sei. É só coisa demais – a última semana tem sido –" Quinn assoprou uma respiração. "Tempo está terminando, é isso o que estou sentindo. E eu não sei o que fazer sobre isso."

"O que você quer dizer?"

"Rachel, não há nenhum lugar pra irmos. Cada cidadezinha que passamos não era certa, cada vez que eu acho que vejo uma viatura meu coração quase para, e essa coisa de fã? Eu não entendo."

"Talvez," Rachel disse gentilmente. "Esse seja o motivo que nós devemos olhar, para ver por que as pessoas parecem estar nos apoiando. Eu sei, com certeza, que de fora nossas ações possam aparentar – nós matamos pessoas, e ninguém a não ser nós sabem a verdadeira razão. Mesmo que eles soubessem, isso – nada justifica –"

"Estou cansada." Quinn disse suavemente.

"Oh, eu posso deixar você dormir –"

"Não, Rachel, estou cansada. Cansada de fugir, de ter medo e não saber o que nós vamos fazer ou pra onde vamos. Estou cansada de dormir no chão e comer a porra de sopa enlatada. Estou cansada de brigar com Santana e estar constantemente preocupada se vocês todas vão morrer por causa de mim."

Rachel suspirou, mexendo no fone de ouvido em sua mão.

"Você quer que nos entreguemos?"

Quinn parou, fechando os olhos. "Não. Eu só quero –" Deus, por que ela tinha que chorar toda hora? "Eu queria que nada disso tivesse acontecido, isso é o que eu quero."

Rachel concordou, delicadamente colocando o fone de ouvido no chão da tenda perto da cabeça de Quinn, então se inclinando e muito gentilmente colocando a mão no ombro da outra garota.

Essa era a primeira vez que elas tinham estado tão próximas sem estarem bêbadas ou adormecidas.

"Eu queria estar de volta em Lima, me aprontando pra minha gravação noturna do MySpace depois de um jantar vegano nutritivo preparado pelos meus pais," a voz de Rachel mal estava acima de um sussurro. "Eu queria estar sonhando com meu futuro na Broadway e imaginando se Finn me seguiria pra Cidade de Nova York ou ficaria pra trás. Eu queria estar no meu quarto, com minha cama extraordinariamente confortável e ter acesso ao meu elíptico para os momentos quando eu sinto tão energizada que eu não sei o que mais fazer comigo mesma."

Quinn ouvia, imaginando a morena fazendo tudo isso que ela estava falando. Machucava escutar, doía, mas ela não podia se conter.

"Sim?" Ela sussurrou com a voz grave.

"Eu queria estar consumida pela nossa lista de músicas pras Nacionais e como fazer Sr. Shue escutar minhas sugestões sem desprezá-las logo de cara. Eu até queria que Santana constantemente me repreender, publicamente e em particular. Eu queria Kurt e Mercedes me desafiando pelos solos e nós três deixarmos nossas diferenças de lados, finalmente, e apenas cantar juntos. Junto com Santana – a voz dela é incrível, apesar de que não diga a ela que eu disse isso."

Quinn riu um pouco. "Sim."

"Mas eu não quero ficar sentada ali, vendo você pelo rabo do olho e lamentando a amizade que nós podíamos ter se eu soubesse a real razão pela qual você inicialmente me desprezara. Eu não quero ainda estar imaginando se eu terei algum dia uma melhor amiga – alguém irá favorecer minha amizade acima de todas."

Quinn engoliu, sentindo o cabelo de Rachel contra seu pescoço.

"Oh?"

"Eu não quero saber que eu vou pra Cidade de Nova Iorque para realizar meu potencial e seguir meus sonhos, enquanto você se resigna a uma existência branda porque você pensa que não é nada mais que um rostinho bonito, apesar de eu dizer a você o contrário." Ela passou um braço sobre a cintura da loira. "Há coisas que eu quero mudar, Quinn. De verdade. Se eu pudesse de alguma forma pegar os melhores elementos da vida que eu costumava ter, e, combiná-los com as melhores coisas da vida, na qual nos achamos, seria perfeito."

Quinn deixou a garota a aconchegar. Deus, quando Rachel tinha –Mãos-Masculinas – tornara-se a melhor coisa na vida dela?

"Seria," ela concordou, sua voz grossa.

"Mas eu não posso fazer isso. Eu apenas posso olhar pra frente – você disse isso primeiro, lembra? E nós – talvez isso acabará mal. Mas esse final não está acontecendo hoje, Quinn. Eu não sei mais o que dizer." Rachel encarou os olhos da outra garota, implorando. "Eu passei a maior parte da minha vida sonhando com um futuro melhor e usando isso para me fazer passar pelo terrível presente. E agora eu me encontro fazendo o oposto; sonhando com um futuro terrível e tentando ignorá-lo em face do meu presente, pra variar, estar em algum lugar que eu meio que sou feliz em estar."

"Nem com Finn? Ou Jesse?" Quinn perguntou, virando para que ela pudesse olhar a outra garota, mas mesmo assim com um braço pra que elas continuassem juntinhas. A cabeça de Rachel moveu-se do ombro de Quinn e então deitou no chão a encarando.

"Eu não negarei que havia felicidade com eles. Finn era, na maior parte do tempo, um namorado maravilhoso e Jesse – bem, sua adoração e elevação do meu senso de auto estima eram benéficos para meu bem estar emocional."

"Mas?" Quinn disse, esperando que houvesse um.

"Eu não posso explicar, mas não é como eu sinto agora. Apesar da presença deles, ter alguém me amando não resolvia todos os meus problemas como eu fantasiava que seria. Eu ainda não tinha amigos e enquanto os momentos com Finn eram lindos e tocantes – bem, a maioria deles – ainda não havia ninguém pra contar ou conversar sobre eles. Eu não podia – vocês todos apontavam como eles parecia imbecil algumas vezes – mas como eu deveria saber que o comportamento dele era qualquer outra coisa que não normal? Não era como se tivesse alguém pra me dizer."

Quinn moveu a mão pra cima, acariciando a bochecha de Rachel enquanto a garota menor dava um sorriso choroso.

"Eu pensava que se alguém me amasse faria tudo – mais fácil, eu acho – também. Sam era, Deus, um rapaz tão bom. E o que eu fiz? Eu quebrei o coração dele. E Finn? Eu quebrei o coração dele também. Você sabe, Puck me disse que me amava depois de Beth nascer."

As sobrancelhas de Rachel ergueram-se rapidamente. "Sério?"

"Mas eu não pude dizer de volta. Eu – eu nunca – eu pensei que se alguém me amasse resolveria tudo. Mas na verdade, não resolve, não se você não os amasse também. Não que isso realmente importe agora."

Mas Rachel balançou a cabeça, levando a mão para acariciar o rosto de Quinn da mesma maneira que a loira tinha acariciado a dela.

"Tudo importa," ela sussurrara. "Até mesmo quando não parece que há esperança e tudo foi – tudo foi à merda – tudo importa."


"Ai. Meu. Deus." Santana disse com alegria, olhos treinados na tela do iPad enquanto Brittany se alongava antes de entrar na tenda para deitar ao lado dela.

"O que você está olhando, San?"

"Oh, nada. Apenas uma historinha escrita por alguém, estrelando nossas amigas da tenda ao lado."

"Uma história?" Brittany amava histórias. Ela se ajeitou em um cotovelo, olhando a outra garota com interesse. "Leia pra mim!"

Santana limpou a garganta, sem conseguir parar de dar um sorrisinho. Ela manteve sua voz ligeiramente baixa, entretanto, uma vez que ela podia ouvir murmúrios da outra tenda e não queria que elas soubessem que ela ignorara os pedidos de Rachel para deixar o problema do iPad para a próxima noite e já estava online.

"É chamada, 'Não posso lutar contra esse sentimento' e é escrita por uma fã nossa. Você está pronta, Britts?"

Brittany concordou, fazendo-se extra confortável. "Pronta, San!"

"Era uma vez em Lima, Ohio, viviam duas garotas com uma profunda e fervorosa paixão uma pela outra. Uma era loira e uma era morena e apesar do amor delas ser verdadeiro e certo, a cidade em que viviam não apoiava homossexualidade e então amaldiçoou a loira. A cada lua cheia, ao invés de menstruar, ela crescia um pênis,"

Brittany engasgou. "Não!"

"Apenas espere, Britts, eu nem cheguei na melhor parte ainda." Ela limpou a garganta novamente. "Com medo que o amor da sua vida a rejeitasse, ela escondia sua deformidade na esperança que ninguém descobrisse. Mas uma noite, enquanto o objeto do seu desejo se acomodava na cama dela fazendo dever de casa, ela se descobriu com tanto tesão que ela não pôde conter sua ereção. "Rachel?" Ela dissera, movendo-se pra mias perto da outra garota. "Sim Quinn?" a morena mais baixa replicou, olhando o monte em sua virilha –"

"De jeito nenhum!" Brittany gritou, sem conter a risada dela.

"Sim!" Santana riu em retorno. "Eu mal posso esperar até Q ver isso!"

Ela se moveu pra colocar o iPad no chão, sua ação causando um franzir no rosto da sua amada.

"Mas que quero saber o que acontece depois," Brittany fez beicinho. "Rachel rejeitará Quinn porque ela tem um pinto?"

Santana piscou por alguns momentos, imaginando se as coisas estavam prestes a ficar super estranhas.

Nah, ela decidira, essa merda era muito engraçada. E se fazia Brittany ficar com tesão? Bem, bem mais sexo pra ela.

O-O

O agarrar de Quinn no volante continuava a ficar mais e mais apertado.

"Oh, e aqui está uma com Quinn sendo adotada pelos pais gays de Rachel e apesar de serem retratadas como irmãs, ainda acabavam totalmente se pegando."

Santana estava tendo o dia da vida dela. As garotas na frente estavam em silêncio enquanto ela passava pela lista de histórias que encontrara, e Brittany sentada ao lado dela oferecia feedback em cada resumo.

"Essa seria especialmente quente."

"Santana, pare." Quinn disse, sem poder olhar pra Rachel.

"O que está errado, Q? Isso está chegando perto de casa?" Santana disse enquanto Rachel olhava com cuidado pra Quinn.

"Eu acho que nós tivemos o suficiente das – das histórias de – eu acho que devemos focar somente nos itens jornalísticos –"

Mas isso fez a cara de Brittany ficar triste.

"Os itens jornalísticos são tristes."

E isso era verdade. Elas começaram a manhã rolando pelos jornais online e youtube – primeiramente mortas que a Treinadora Sylvester parecia estar conduzindo sua própria marca de estrelato e então apenas dando de ombros porque isso não era a coisa mais estranha que a Treinadora já tinha feito – antes de ir para os fóruns do Triplo F para descobrir o que eles estavam apoiando e quantos deles haviam.

Santana tinha imediatamente seguido para as histórias que ela tinha favoritado na noite anterior, a maioria das quais tinham Quinn e Rachel envolvidas em algum tipo de relacionamento de assassinato lésbico.

Rachel tinha pensado que a coisa toda era muito esquisita, e estava disposta a rir de tudo, até que Quinn se afastou do que ela pensara que era um apertar confortante e amigável no ombro.

Agora a loira nem olhava pra ela.

"E agora nós alcançamos, o que eu gosto de chamar, As crônicas de Quinn, a Trava." Santana riu, piscando pra Brittany. "Só pra você saber, Q? Seu pinto é tipo, gigante, e ei, há até uma história em algum lugar aqui que tem todas nós três cavalgando você como um garanhão selvagem para o pôr do sol."

Brittany aplaudira. "Eu amo essa!"

Quinn encostou o carro, puxando o volante tão forte para direita que todo mundo foi jogado de lado.

Ela abriu a porta com força, se virando rapidamente e abrindo a porta de Brittany enquanto a garota gritava de choque. Passando por cima da loira, ela arrancou o iPad das mãos de Santana e saiu correndo do carro, cruzando a rodovia e fazendo seu melhor para arremessá-lo o mais longe que ela podia.

Ela ficou respirando fundo várias vezes, tentando se acalmar.

Okay, então pessoas lá fora tinham tomado certas liberdades com as razões por trás dos assassinatos dos seus pais e a fuga de Lima. Algumas delas até tinham acertado no que acontecera na lanchonete de beira de estrada – aqueles que se referiram ao crime como um estuprador atacando Rachel de alguma forma – exceto que eles também tinham Quinn brandindo a faca e salvando-a em nome do amor.

Era perturbador.

E frustrante.

E não era o suficiente que sua vida estava completamente arruinada, mas, agora pessoas lá fora estavam mentindo e dizendo – dizendo que ela estava romanticamente envolvida com uma garota – Rachel Berry nem era uma lésbica, e mesmo que ela fosse, de jeito nenhum Quinn iria – os pensamentos que ela talvez deixasse invadir sua mente era produtos de álcool e –

Isso a deixava tão brava.

Ela andou de volta pro carro, sem poder olhar pra ninguém.

"Quinn? Você está bem?" Rachel perguntou, preocupação escrita em toda sua face, enquanto ela tentava mais uma vez instigar o nível natural de intimidade física que elas acharam na última semana.

Quinn a desprezou, franzindo a testa pra tudo e não se importou em responder. Todas essas emoções e conversando e conchinhas, porra? Ela culpava o álcool, o isolamento e especialmente no circo que ela chamava de vida.

Santana tinha os braços cruzados, encarando a nuca de Quinn.

"Você é uma puta, Fabray. E você parará na próxima lanchonete que você ver, porque Britts e eu? Nós vamos pegar nossos cheeseburgers, e desde que você acabou de jogar fora a porra do único item que tirava nossas mentes de como fodidas as coisas estão? É melhor você parar se você sabe o que é bom pra você."


Era o meio do Utah, na base de um penhasco, num lugar tão remoto do estado que elas não viam nenhuma cidade ou luzes por quilômetros. A lanchonete parecia aconchegante e acolhedora.

Diabos, Quinn podia usar um cheeseburguer também, com extra bacon e um acompanhamento de fritas. Mas seu estomago ainda estava embrulhado com o que Santana tinha lido pra ela mais cedo.

"Quinn?" Rachel disse timidamente, temerosa que a outra garota fosse deixa-la de fora completamente.

"O que?" Quinn manteve os olhos na lanchonete, esperando contra a esperança de que apesar de levar a pistola pra dentro, as garotas não tivessem que usá-la.

"Nós estamos bem?"

"Ok."

Rachel desejara que tivesse mesmo meia ideia do que fazer nessa situação. Por que a loira estava tão aborrecida?

"Não é – aquelas histórias são totalmente sem noção, você tem que saber – Quinn, eu não as escrevi, por favor, não fique brava comigo."

Ela não podia ficar no carro e foda-se. Ela queria cheeseburger, afinal.

Ela deixara Rachel sentada ali sozinha e não olhou pra trás uma vez sequer.


"Eu acho que o Cheeseburger Texas Chilli foi feito pra minha boca," Santana olhou o menu, seus braços ao redor de Brittany enquanto a garota deliberava sobre o que ela queria pedir.

"Eu vou de – hum, ou o Triplo Bacon Slammer ou o Burger Monstro. Eu não consigo decidir."

Bem, isso era facilmente consertado. Santana beijou a bochecha de Brittany, antes de dirigir sua atenção para a mulher atrás da caixa registradora que estava olhando pra elas com suspeitas.

"Nós pegaremos o Texas, o Slammer e o Monstro. As maiores fritas que você tiver – peça duas – e duas cocas de cereja."

A mulher apertava os itens lentamente, começando a franzir a testa. Santana passara o dinheiro, imaginando o problema da mulher, já que ela não devia ter as reconhecido, ou então todo mundo estaria em pânico.

Certo?

"Eu estou tão contente em comer!" Brittany disse alegremente, inclinando-se no corpo de Santana e dando risadinhas quando a respiração quente envolveu sua orelha.

"Eu estou tão contente em comer você mais tarde."

"Você é tão ruim!"

Foi nesse momento que uma mulher se levantou do outro lado da sala – ela estava sentada em uma das cabines, cuidando da própria vida – e apontou pra ela.

"Pecadoras!"

Não era totalmente inesperado, apesar de Santana ainda sentir um frio na espinha.

"Sim, obrigada. Nós somos." Ela bufou pra mulher, rolando os olhos e esperando que seu pedido não demorasse tanto pra sair.

"Vocês irão para o inferno pelo que fizeram! Fornicadoras! Desviadas!" A mulher continuou e realmente, qual era o problema dela, porra?

"Ah, sério? Gee, e eu aqui pensando que pra assassinas era oferecida uma viagem só de ida para o paraíso. Sente-se sua velha caquética e nos deixe em paz."

Brittany mordeu o lábio inferior nervosamente. Ela apenas queria pegar seus hambúrgueres e ir, e essa moça estranha estava lentamente andando em direção à elas com a mão esticada e os olhos arregalados.

"Eu castigo vocês! Demônios! Suas almas queimarão pelo que vocês fizeram!"

Okay, agora Santana estava assustada pra caralho porque, primeiramente, certamente essa caquética era uma religiosa maluca. Mas o olhar em seu rosto, o jeito que ela nem parecia piscar enquanto se aproximava delas – seu vestido estava sujo; seus dentes lascados e quebrados – era quase o suficiente para fazê-la correr pra fora da lanchonete e deixar os hambúrgueres pra trás.

"Moça, sério. Apenas, pare. Brittany? Ignore-a."

Mas Brittany não podia porque essa mulher era tipo algo saído de um pesadelo que ela já tivera. Cuspe estava voando dos lábios dela, e ela nem estava usando sapatos.

"San?" Ela sussurrou com medo e isso foi o suficiente para fazer Santana entrar em ação. Ela tirou a arma das costas dela e apontou para a mulher que se aproximava.

"Fique longe eu disse. Nos deixe em paz. Certo? Ou eu vou encher você com tantas balas –"

"Talvez seja melhor vocês garotas irem embora." A mulher atrás da caixa registradora mostrou os lábios pra elas e Santana virou a arma para apontar pra ela.

"Verdade? Nós somos clientes pagantes e você vai ficar do lado dessa louca vadia? Pra não mencionar que eu tenho uma arma na sua cara!"

A mulher ainda estava se aproximando e mesmo que ela não quisesse apertar o gatilho, ela estava bem pertinho de fazer exatamente isso.

"Se ela diz que vocês são desviadas, então vocês são desviadas. Você vem aqui e esfrega sua vida nas nossas caras e então tira uma arma? Eu dou o dinheiro de vocês de volta e você apenas vão."

Era uma saída que ela devia ter aceitado, mas, ela não pode deixar de se sentir atingida por esse desprezo da mulher. Diabos, ela nem pensava que elas sabiam que elas procuradas por assassinato – isso era tipo um crime de ódio, como se elas estivesse se referindo a –

"Wow, então ela é uma louca vadia e você é uma filha da puta homofóbica?"

Um cara veio do fundo – um homem – levantou-se então e virou a arma na direção delas com raiva.

"Você as ouviu, dê o fora!"

"Pedido pronto!"

Finalmente, ela pensou. Esse exercício estúpido e depressivo na terra dos caipiras podia acabar.

"Apenas nos dê os malditos hambúrgueres e nós deixe ir."

Por alguma razão, que ela nunca descobrira, a mulher ao invés disso abriu a caixa registradora e jogou uma nota de vinte dólares na direção delas. Flutuou para o chão, e quando Brittany obedientemente se inclinou para pegá-la, ela decidira, fodam-se essas pessoas.

As primeiras três balas foram para a senhorita louca velha; as próximas duas foram pra mulher atrás da caixa registradora.

Ela mirou a arma pro cara no fundo e apertou o gatilho, franzindo quando houve apenas cliques vazios.

Suas cinco balas acabaram.

"Britts, você trouxe sua arma?"

Brittany balançou a cabeça, olhando com medo pra porta quando o homem avançou pra elas, um segundo surgindo de outra cabine para se juntar a ele.

"Chame uma ambulância! E policiais!" O segundo homem disse pro cozinheiro, que saiu da cozinha carregando um revolver e olhando confuso pros dois corpos agora sangrando por todo o chão.

"Shirley?" Ele gritou, levantando a arma para apontar pra Santana. "Sua porra assassina –"

Quatro tiros soaram detrás de Santana e o cozinheiro caiu no chão enquanto sangue explodia de seu peito. Mais seis rodadas foram ouvidas e os homens remanescentes caíram onde estavam.

Brittany e Santana se viraram e ali estava Quinn segurando uma das outras pistolas. Seu peito estava subindo pesadamente e a raiva que estava em seu rosto quando elas deixaram o carro tinha sumido.

"Q, você –"

"É desse jeito que vai ser, né?" Quinn disse, a voz quebrando. "Em cada lugar que vamos, pessoas vão acabar mortas."

Santana e Brittany permaneceram congeladas onde estavam, enquanto Quinn estava parada na porta com nada além do céu escuro atrás dela.

Ela virou nos saltos, deixando a porta fechar.

Santana virou o rosto pro de Brittany, movendo-se para ela quando a garota caiu em seus braços.

Elas se beijaram lentamente; de alívio, choque e puramente para confortar uma à outra.

"Nós temos que sair daqui," Santana sussurrou, se afastando de Brittany e a puxando em direção à porta.

"Espere!" Brittany soltou da mão de Santana, pulou sobre o balcão e agarrou o pacote de hambúrgueres. Quando Santana franziu, ela apenas deu de ombros com tristeza. "Se nós não pegarmos isso? Todo mundo acabou de morrer por razão nenhuma."

Do lado de fora, Quinn andou em direção ao carro com a arma do lado dela. Ela não esperara entrar e ouvir tiroteio ou atirar em três pessoas. Diabos, ela só tinha a arma em seu bolso como precaução desde que ela não estava disposta a lugar nenhum sem ela esses dias.

Rachel a encontrou no meio do caminho, preocupação em seu rosto e carregando a terceira pistola. Ela agarrava com ambas as mãos firmemente, mesmo com o resto do corpo todo tremendo incontrolavelmente. O momento em que ela ouvira tiros, seu estômago caiu tão violentamente que ela pensara que ia passar mal.

"O que aconteceu?" Rachel estava tão aliviada por ver Quinn ainda viva que ela quase desmaiara.

Quinn não respondeu, completamente cansada por – por onde ela começaria? A lista estava ficando longa a cada dia. Não só com o aumento da lista de crimes e assassinatos, mas, com Rachel, o fã clube delas e – ela não era filha única, mas, bem que podia ser, e desde que sua vida tinha explodido nessa ridicularidade que ela não tinha tido um momento consigo para processar nada.

E lentamente ela estava chegando À conclusão que elas não tinham nenhum lugar que pudessem ir. Elas apenas dirigiriam por aí até que elas fossem mortas, ou pegas, de qualquer jeito significava que havia tanto da vida dela que ficaria sem ser vivida. Experiências que ela devia ter; momentos que ela podia ter; sonhos e esperanças e a porra de desejos que ela teria tido.

Agora tudo que ela podia pensar era sobre o que ela tivera.

Então ela enfiara a arma no bolso, agarrou a morena aterrorizada pelos ombros e beijou aquela boca ridícula o mais forte que pôde.

Se essa era sua última chance de fazer algo pelo bem da sua própria felicidade, então que fosse.

E se o mundo acabasse amanhã, ela não teria arrependimentos.

Ao menos no que fosse relacionado à Rachel.