N. T.: Dani olha eu aqui :D Babes você é engraçada, achei ótima a ideia do Bang I shot you down hahahah
Estamos chegando na reta final pessoal...


Parte Quatro – O Mundo Inteiro está acabando

O tema do Cantinho da Sue toca. Quando o título é estampado na tela, tem um subtítulo embaixo onde se lê 'A Estrada para a Vitória'.

Tomada da sala do coral da Escola de Ensino Médio William McKinley, onde Sue está sentada numa cadeira de braço no fundo da arquibancada. O rosto dela está impassível, olhando pra câmera.

Nas arquibancadas estão sentados oito adolescentes – alguns parecendo nervosos enquanto outros sorriem pra câmera deliciados – e um homem de cabelo encaracolando usando um colete.

"Boa Noite, América, e bem vindos ao Cantinho da Sue: Edição A Estrada para a Vitória. Eu levarei vocês em um tour pelos mesmos locais que as quatro adolescentes fizeram de si próprias um incômodo ao longo do último mês. Entretanto, antes de eu deixar Lima, Ohio – a cidade que deu cria a esses ridículos eventos que, conquanto trágicos, levou ao surgimento do show que você está vendo agora – eu trago a vocês o Clube Glee da Escola William McKinely. Agora, se você está sentado em casa pensando, ei Sue, nós amamos seu show e o vemos com mais fervor religioso do que atendemos aos sermões da igreja no Domingo, o que essas crianças não fotogênicas estão fazendo em sua gloriosa presença? Bem, telespectadores, eu me pergunto a mesma coisa."

O homem de colete balança a cabeça.

"Sue, apenas siga com a sua entrevista. As crianças e eu –"

"Desculpe, William, eu acho que estou confusa. Esse é o Cantinho do Will? Não. E em seguida, eu retiro minha desculpa e minha declaração de confusão e redireciono pra você."

Sue se vira em direção à câmera com um sorriso doloroso.

"Agora, onde eu estava? Ah, está certo, em uma sala com um grupo de meliantes que me fazem querer me armar com uma máquina do tempo, uma agulha de tricô e como um exterminador de justiça, localizar suas mães grávidas antes deles poderem nascer. Antes de você sentir muita pena da minha circunstância atual, telespectador, deixe-me apenas dizer isso; essas crianças eram colegas de time das arruaceiras aí fora atualmente fazendo você tremer de medo – ou tesão, se você é um daqueles Triplo Fs – em suas casas. Pode alguma dessas crianças pegar uma arma a qualquer momento e demandar seu ganho suado e um fã clube?

Sue dá de ombros.

"Isso é o que estou aqui para descobrir. Primeira pergunta vai para o Pai adolescente – quando você descuidadamente embuchou minha Líder de Torcida Principal e arruinou anos do meu trabalho duro, você pensou por algum momento nessa sua cabeça de moicano que seus trinta segundo de brilho amoroso podia um dia levá-la a assassinato e uma vida de crimes?"

O garoto com um moicano olhou sem fitar a câmera.

"Huh?"

Sue acenou sabiamente.

"Como eu pensei. Próxima questão para Rodinhas – pra quem você ora à noite quando você dá graças pelo dato de que, se esses eventos tivessem acontecido há um ano, você teria buracos de bala no lugar das suas órbitas nesse momento?"

O garoto na cadeira de rodas olhou alarmado pros outros estudantes nas arquibancadas.

"Eu nunca pensei sobre – ai meu Deus, e se elas voltarem aqui e – Santana tem uma arma agora –"

Sue, pela primeira vez desde os créditos de abertura, sorri.

"Agora eu vou trollar alguém aleatoriamente."

Ela avalia os estudantes, antes de apontar um garoto com sobrancelhas triangulares e cabelo escuro.

"Próxima vai pra você, Rouxinol – e apenas para esclarecer, eu fui levada a acreditar que esse é o seu nome verdadeiro, e não se importe em ser educada do contrário, pois eu não posso imaginar um sobrenome mais compatível e ridiculamente viadinho para um garoto com essas suas sobrancelhas. Diabos, pelos poderes investidos em mim por minha audiência que sobe a cada dia, eu aqui oficialmente declaro você O Rouxinol – eu estava imaginando por um tempo, e desde que essa é minha última aparição nesta escola e, realmente, boa sorte fazendo qualquer coisa sem mim – eu tenho que perguntar: quantas baleias Belugas morrer a cada ano apenas para que você possa passar gel nessa cabeça que você chama de cabelo? Alguém alerte Hayden Panettiere e seu grupo de amantes de baleias; esse garoto e Will Shuester combinados estão espalhando caos nos ecossistemas aquáticos com sua flagrante vaidade mal-colocada."

A mandíbula do garoto cai, antes dele apertas os olhos e parecer ficar com raiva.

"Como ousa não ofender apenas a mim e o homem que costumou ser seu colega por anos – e que se mantem um homem respeitado nesta escola – em televisão nacional, mas fazer isso disfarçado de preocupação sobre uma trágica –"

Sue levanta a mão, e apesar da boca do garoto continuar mexendo, não há mais som.

"Assim é melhor. Eu estava esperando para calar esse garoto desde a primeira vez que eu vi sua face ridícula. Agora, vamos ver o que –"

"Sue! Já basta!"

O homem de colete se levantou.

"Eu estou cheio disso e estou cheio de você! Você vem aqui proclamando querer ajudar a situação e – como um idiota – eu continuo a dar você o benefício da dúvida. Bem isso é o suficiente –"

Sue mexe a mão novamente e a voz do homem é cortada.

"Eu não podia concorda mais com você, William. Próxima questão vai pra Porcelana – diga-me, e a nação, por que exatamente você disse, em rede nacional, que você esperava que aquelas garotas matassem pessoas?"

Nesse ponto, metade do clube tinha se levantado, prontos pra acompanhar o homem de colete que tinha saído trovejando da tomada. A única pessoa que não sentara de volta era o garoto Rouxinol que saíra das arquibancadas balançando a cabeça.

O garoto que estava sentado ao lado dele, olhou preocupado entre sua figura retirante e a câmera.

"Bem – eu – Blaine você está – bem isso é complicado mas – Blaine!"

Sue franze a testa.

"Você tem quatro segundos para responder a pergunta, Celine, ou eu mudo pra outro."

Ele respira profundamente, ajeitando os ombros.

"A razão, Sue, é porque Rachel Berry era conhecida pela, como eu posso colocar isso, determinação, e ambas Santana e Quinn estava sob a sua liderança. Desde que você não trabalha mais nessa escola, e não tem mais nenhuma jurisdição sobre meu futuro ou minha vida diária, eu posso dizer sem medo de repercussão que você está fora de controle. Claro que garotas sob sua influência cometeriam assassinato. Estou surpresa que elas não começaram aqui e francamente, desapontado que não foi com você."

Sue olha diretamente pro garoto desafiador, que joga sua franja pra ela e então se levanta. Ele se vira pra um garoto muito alto na fileira traseira.

"Boa sorte com ela, Finn, você tem minha simpatia. Espero que você ache Rachel, de verdade."

Ele se vira novamente, mexe as sobrancelhas pra câmera e então sai sem outra palavra.

"Amém!"

Uma garota pesada se levanta e o segue. Quatro dos garotos fazem o mesmo – o garoto com moicano, uma garota meio gótico e um garoto alto e magro com uma jaqueta de futebol que ajuda a empurrar o garoto preso na cadeira de rodas para fora da filmagem.

Um estudante resta na arquibancada.

Sue se volta pra câmera.

"Damas e cavalheiros, essa entrevista está terminada e eu estou deixando a Escola William McKinley pra sempre. Tropeço, já que você está aqui comigo – vá pegar meu shake de proteína, diga adeus à sua mãe e me encontre na casa dos Fabray às seis em ponto."

O último estudante – Finn Hudson – parecia profundamente perturbado enquanto encarava a direção que o Clube Glee tinha ido. Ele olhou de volta pra Sue, bochechas ficando vermelhas, enquanto ele parecia estar lutando para segura a raiva dele. No entanto, ele apenas suspirou e concordou com a cabeça.

O-O

Sue está parada do lado de uma mulher idosa, ambas na frente da casa grande com fita da polícia ao redor do seu perímetro.

"Edna Bellfries, você viu as garotas deixarem a propriedade atrás de nos naquela tarde fatídica, não foi?"

"Sim, dou minha palavra que vi. Elas estava dirigindo tão rápido que eu corri pro meu telefone pra contar à polícia. Oh, e a gritaria e algazarra que vinha daquela casa – eu pensei que minha audição estava com problemas, viu. Você não espera que coisas ruins aconteçam numa rua como essa – não em todos os meus anos vivendo aqui eu ouvi tanto barulho!"

Sue concorda com a cabeça.

"Você viu as garotas, Edna?"

"Não, não vi. Apenas peguei um pedacinho de uma pequena – ela estava dirigindo – enquanto aquele carro dourado passou voando pela minha casa. Foi uma imensa vergonha perder Judy na nossa vizinhança."

"Obrigada, Edna."

A mulher idosa sorri brilhantemente, levemente agarrando o cotovelo de Sue.

"Qualquer coisa pra você, querida. Eu vejo seu programa todo dia!"

Sue dá um sorriso arrogante pra mulher, antes de se virar pra câmera.

O-O

Sue agora está na frente da lanchonete de beira de estrada, com uma fita policial similar ao redor dela. Perto dela há um homem atarracado com um boné sujo de caminhoneiro.

"O que vocês podem ver atrás de mim, telespectadores é Joe Shmoe´s, uma parada de caminhão nos arredores de Beavercreek, Ohio. Apenas uma semana depois de fugir de Lima devido à assassinato, as garotas vieram aqui e mataram novamente. Por que elas fizeram isso? E mais, elas foram vistas em Illinois antes de vir aqui, então por que vir novamente para Ohio, de qualquer forma? Comigo está Dennis Jackson, a única testemunha sobrevivente da noite de assassinatos da lanchonete de beira de estrada. Diga a nós o que você viu, Dennis."

"Bem, eu estava lá dentro da lanchonete me dando um jantar de carne antes de sair em uma jornada de dez horas. Eu estacionei meu caminhão, entrei e sentei, e não mais do que vinte minutos depois essas coisinha pequena entra procurando por um telefone. Agora, ela parecia realmente nervosa e trêmula como, e eu lembro de pensar comigo mesmo, 'o que no nome do demônio ela está planejando?' e de qualquer forma, ela se dirigiu pro banheiro e esse outro cara lá se levanta e vai atrás dela. Ele era um cara realmente grande, certo. Mas diabos, eu não sabia o que estava prestes a acontecer. Por tudo que eu sabia, ela estava fugindo de casa e ele era o namorado dela. Quero dizer, ele estava todo sorriso quando a viu."

Dennis engole visivelmente, e, Sue concorda com a cabeça.

"Continue, Dennis."

"Bem, houve esse grito horripilante de repente. Tipo, eu nunca ouvi nada como aquilo. Foi como tipo – como alguém com problemas e então parou e – e então começou novamente e eu juro por Deus e todos os anjos que era como se o demônio tivesse sido liberto. Eu estava prestes a ir lá atrás e – e ver se tudo estava – mas esse outro cara estava sentado mais perto e ele chegou lá primeiro. E maldito seja ele se ele não voltou correndo de volta daquele corredor como se tivesse visto um fantasma. E essa – aquele pequeno cuspe de garota – vem correndo atrás dele coberta de sangue e tipo – tipo como algo que eu só vi em um pesadelo, madame. Eu juro. Ela estava possuído por algo. Eu saí de lá o mais rápido que pude, fui correndo pro meu caminhão. Mas logo que eu passei pela porta estava essa outra garota – loira, e bem bonita – eu teria parado se não tivesse tão assustado pra dar outra olhada nela – e ela estava correndo pra lá com um taco."

Sue espreme os olhos pensando.

"Você estaria falando sobre Rachel Berry e Quinn Fabray?"

"Eu acredito que sim, madame. Foi isso o que o policial me disse. Eu não sei, na verdade, eu nunca esquecerei aquele olhar no rosto daquela garota. Ou o sangue nela. Ou quão bonita aquela loira parecia, marchando para aquele lugar. Eu apenas dei o fora o mais rápido que pude."

Sue vira pra câmera.

"Por um lado, um conto horrendo. Por outro? Parece que eu subestimei Rachel Berry depois de todo esse tempo. Pena, eu poderia ter usado uma garota animada como ela no meu esquadrão. Tropeço, quando acharmos sua namoradinha, lembre-me de repreendê-la por não tentar ser uma voadora. Que desperdício."

O-O

Sue está parada com um homem de meia idade e sobrepeso em frente do posto de gasolina.

"Jacob McDermott, você foi uma das primeiras vítimas de assaltos das garotas. Diga-nos, em suas próprias palavras, sua experiência com adolescentes armados?"

"Na verdade foi, uh, um pouco confuso. Elas estavam vestidas como – perdoe meu linguajar – putas ou algo. Uma delas foi voando pela minha loja fazendo uma bagunça de tudo antes de chamar essa amiga loira realmente alta do lado de fora, e a outra era tipo uma dominatrix ou algo. Realmente mandona. Ameaçou atirar na minha bunda se eu chamasse os policiais. E foi por isso que eu esperei uma ou duas boas horas antes de chama-los."

Sue concorda com a cabeça, parecendo orgulhosa.

"Essa é a Santana que eu conheço."

O-O

"Eu estou do lado de fora da Loja Geral e de Reparos de Acampamento Traiçoeiro onde a sexta vítima de assassinato – Elsa LaFontaine – foi morta enquanto trabalhava. Vocês sabem telespectadores, essa cidade tem uma população de sessenta e três pessoas e não pude achar uma maldita pessoa pra entrevistar. Mas, isso não me perturba nem um pouco. Enquanto Tropeço toma uma raspadinha do tamanho do tórax dele, eu simplesmente usarei essa oportunidade para verificar o atletismo magnífico que foi feito nesse lugar por Brittany Pierce."

Sue fecha os olhos, respirando profundamente o ar fresco e sorrindo. Ela abre-os novamente depois de um momento e olha pra câmera.

Finn Hudson sai da loja no fundo com uma raspadinha grande nas mãos, olhando diretamente pra câmera e saindo da tomada.

"Eu tenho que dizer – enquanto não seja verdade que eu ensinei essas garotas como matar, você pode dizer que eu as condicionei, ao menos, a sobreviver. Faça com isso o que você quiser."

O-O

Uma garota de cabelo rosado com um brinco no nariz sorri excitadamente perto de uma Sue Sylvester emburrada.

"Foi incrível! Rachel veio primeiro e, Deus, ela é tão legal. Quero dizer, todo mundo era, 'ela é uma vadia arrogante!' mas eles estavam tão errados, ela é a coisa mais doce. E cara Brittany é apenas, tipo, tão alta e gostosa! Espere, o que estou dizendo? Elas são todas gostosas!"

"E elas não atiraram em você?"

"Claro que não! Eu disse a elas, 'eu sou sua fã número um!' E eu sou e agora eu as conheci e – okay, Santana? Tipo, eu vi fotos dela e fiquei tipo, porra ela é gostosa. Mas pessoalmente? Eu poderia morrer. Eu poderia ter tido um orgasmo e morrido ali mesmo."

Sue estava perplexa.

"Você –"

"E elas foram embora, certo, mas então Quinn veio correndo de volta e só – meu irmãozinho é um daqueles esquisitões do Pokemon, certo? Eu nunca o entendi, até aquele dia. Porque, cara, eu totalmente as colecionaria! Faberritana pra sempre!"

A garota joga o punho pra cima na câmera. Sue deixa o microfone dela cair, saindo da tela parecendo enojada.

O-O

Sue está parada na frente de uma lanchonete com fita policial ao redor dela. Próxima a ela está um jovem de terno, com cabelo oleoso e um bigode fino.

"Minha avó levou um tiro ali, por aquelas garotas. Não sei por que elas fizeram isso, ela não machucaria uma mosca, de jeito nenhum. Diabos, ela esteve desaparecida por alguns dias e nós – nós pensamos que ela morrera de algum jeito, quero dizer, ela apenas levantou e desapareceu da sua cama uma noite mas nós – ela morreu aqui, como três balas nela e de pé descalço."

Sue concorda com a cabeça.

"Essa é a cena com o maior número de assassinatos até agora, sua avó incluída."

"Sim, madame. Nós ainda estamos de luto por ela, mas sabemos que ela está com o Senhor agora então – então isso é tudo. Essas outras pessoas aí com ela, também. Eu não os conhecia, mas esse lugar aqui sempre teve uma boa reputação. Algumas pessoas ficaram nervosas quando descobriram, no meio do nada, qualquer coisa podia acontecer. Mas eles eram boas pessoas que dirigiam o lugar e é uma vergonha vê-los ir."

Sue olha solenemente pra câmera.

"O que vocês dizem sobre isso, Triplo F? Na verdade, esqueçam. Não há nada que vocês possam dizer."

O-O

Sue está parada do lado de fora de uma lanchonete diferente, com as palavras 'Seamus Famoso' em neon acima dela. Uma garçonete está parada ao lado dela.

"Companheiros, eu estou atualmente logo fora de Wellington, Kansas na cena da, talvez, mais bizarra das paradas das quatro famosas até agora. Não, ninguém foi morto, e o lugar nem foi roubado. Filmagens, entretanto, foram entregues à polícia que aparentemente mostra as garotas dançando na frente da jukebox dentro do estabelecimento atrás de mim. Katie Delaware aqui alega que serviu as garotas, não as reconhecendo até depois que elas as ouviu chamando umas às outras pelo nome de nascimento. Katie?"

"Isso aí, eu as ouvi se chamando de Quinn e Santana e aqueles nomes não são tão usados por aqui. Mais, eu vi as notícias e eu assisto seu show todo o tempo. Contudo, foi estranho, sabe? Eu esperava que elas viessem com armas à mostra e atirando em todo o lugar, mas, elas apenas entraram e pediram comida e eu não dei uma segunda olhada nelas. Elas ligaram a jukebox, também, dançara um pouco e fizeram com que todo mundo tivesse um momento divertido. Aquela pequenininha, Rachel, cantou juntou com a música e aquela garota pode cantar, eu digo isso. E então eu as reconheci e – e eu chamei a polícia. Elas já tinham ido embora há muito, quero dizer, mas elas não eram realmente o que eu esperava."

"Você ouviu mais alguma coisa? Especificamente, a intenção de destino delas?"

"Não, eu não ouvi nada sobre onde elas estava indo ou onde elas estiveram. Elas apenas estavam – elas só pediram a comida dela, como um monte de garotas normais, fora da cidade por uma noite. Elas estavam rindo e – e ninguém olhou duas vezes pra elas, e se eles olhassem, era só pra sorrir."

Sue levanta as sobrancelhas.

"E você apenas as deixou ir?"

"Não, eu – eu não percebi quem elas eram, você sabe, quem eram até elas irem embora. Apenas ficou aquele sentimento comigo, elas estavam todas tão felizes e – e seus nomes eram tão estranhos. Isso é tudo. Quando me bateu, eu olhei as nossas fitas da noite e – e eu chamei a polícia."

"Bem, Kansas, é seguro dizer que elas não estão mais em você. Tropeço? Ligue a van. Essa é a parada mais recente e desde que não houve outra reportado ainda, elas não podem ter ido muito longe."

O-O

Outro posto de gasolina. Dessa vez um homem dos seus cinquenta anos está parado perto de Sue, fumando um charuto.

"Senhoras e senhores, estou me apresentando à vocês de um posto de gasolina fora de Beaver, Oklahoma, onde as garotas foram vistas mais cedo nessa manhã pelo dono do posto de gasolina, Earl McDonahue. Diga-me Earl, como é um homem com um carinho por charutos é dono e opera um posto de gasolina sem se explodir?"

Earl ri.

"Você é uma pessoa difícil, você é. Eu vejo seu show. Pisando duro por todo lugar, gritando e gritando por atenção. Hoooey, garota, você tem que arranjar um namorado. Por quanto tempo você está na cidade?"

Earl pisca. Sue franze a testa.

"Diga-me o que você sabe sobre as garotas."

"Certo, certo. Não pode me perdoar por tentar. De qualquer forma, sim, elas passaram por aqui na noite passada. Pegaram sua gasolina, pagaram e foram embora. Um bando legal de garotas, elas eram. Exceto por aquela mexicana, ela era uma megerinha como você."

Sue pareceu estar fisicamente se contendo.

"E elas disseram pra onde estavam indo?"

"Não, nem uma maldita palavra. Pegaram algum doce e birita, e, foram embora."

"Elas são menores de idade."

"Sim, isso é verdade. Você sabe o que mais é verdade? Elas são procuradas por assassinato. Diabos, estapeie-me com uma multa se você tiver que fazer isso, mas, melhor isso do que uma bala na minha bunda."

O-O

"Senhoras e senhores, eu venho hoje à noite ao vivo do Denny´s em Silver City, Novo México. Não, as garotas não pararam aqui. Mas nós sim. Por que? Bem, telespectadores, parece que Tropeço aqui comeu muito burrito no café da manhã hoje e para manter a van livre do seu cheiro estomacal, nós paramos aqui por uma hora, agora permitindo as quatro adolescentes uma vez numa matança serial ficarem mais longes. Eu disse uma vez em uma matança serial, porque, parece que elas tiveram uma mudança de coração. Pagando por mercadorias, dançando em lanchonetes? E agora vistas dirigindo oeste pelo Texas e dentro do Novo México à plena luz do dia? Francamente, moças, estou desapontada."

Sue suspira, colocando a mão, que não estava segurando o microfone, no quadril. Ela olha ao redor dela.

Ela balança a cabeça desesperançada, antes de se voltar para olhar a câmera. Ela abre a boca pra dizer algo, mas é parada por Finn Hudson saindo correndo pela porta da lanchonete. Ele está mexendo as mãos e gritando.

Sue se vira, aborrecida.

"O que?"

Finn gesticula vividamente, gritando algo incompreensível. Sue está balançando a cabeça pra ele, mexendo as mãos dela.

"Fale Inglês seu gigante! Eu juro por tudo que é mais sagrado que eu vou sufocá-lo durante o sono hoje à noite! Seu imprestável –"

Finn chega em Sue, agarrando o microfone dela e encara excitadamente a câmera.

"Elas foram pegas! Eu acabei de ver na tevê ali! Eles as pegaram! Elas foram presas! Elas foram pegas!"

Sue agarra o microfone de volta, empurrando o garoto forçadamente para fora da tela.

"Do que você está falando? Elas não foram –"

Sua face empalidece enquanto ela olha pra algo fora da câmera.

"Você tem certeza?"

Sua expressão escurece consideravelmente.

"Bem, senhoras e senhores, parece que vocês não ouviram aqui primeiro. Entretanto, Quinn Fabray, Rachel Berry e Brittany Pierce foram presas hoje à noite, nas fronteiras de Duncan, Arizona. Santana Lopes foi –"

Sue engole com dificuldade visivelmente.

"Levou um tiro em circunstâncias desconhecidas. A polícia a prenderá uma vez que ela – se ela voltar à consciência. Eu repito, as garotas foram pegas. Está acabado, América. O reino de terror delas chegou a um fim."

Finn aparece na tela, sorrindo e parecendo aliviado. Seus olhos estão brilhantes, suas bochechas afogueadas e ele parece estar ofegando ligeiramente. Sue se vira pra ele, usando o microfone dela para bater na cabeça dele repetidamente.

"Sua inútil desculpa para – eu odeio você Finn Hudson! E quando Sue Sylvester usar a palavra ódio, se traduz em uma raiva eterna de fogo do inferno e destruição! Não fuja de mim seu metade gigante filho da puta! Eu mesma matarei você!"

O som é cortado enquanto Sue persegue Finn Hudson fora da tela. A câmera move-se para rastreá-los enquanto o garoto ziguezagueia ao longo do estacionamento do Denny´s, olhando com medo para as suas costas enquanto Sue ganha terreno. Ele tropeça no próprio pé, e Sue sobe nas costas dele, brandindo o microfone como se fosse um cassetete.

O-O O-O O-O O-O

Brittany gentilmente coloca sua mão na de Santana, segurando o saco de comida na outra. Ela não estava realmente mais com fome, mas se elas não pegassem a comida de lá, então – então – então por que elas teriam parado, e por que aquelas pessoas teriam morrido? A senhora velha a tinha assustado, muito. Todo mundo tinha sido tão bruto e ela não sabia o motivo. Provavelmente nunca saberia.

Mas pelo menos elas tinham pegado o que elas tinham vindo pegar. Isso era algo. Tinha que ser.

Quando elas alcançaram o carro, Rachel estava sentada no banco de motorista e Quinn estava ao lado dela. Elas não estavam conversando, no entanto estavam inclinadas ligeiramente em direção uma da outra.

"Droga de confusão," Santana murmurou, entrando no banco de trás e suspirando pesadamente.

"Apenas vamos." Quinn murmurou em resposta, como se estivesse com medo de falar muito alto.

Brittany coloca seu cinto, porque ela sabe que Rachel gosta delas seguras.

Elas dirigem pra longe da lanchonete, cada uma perdida em seus próprios pensamentos.

Santana sentia, pela primeira vez, incrivelmente culpada. Tipo, claro que aquelas pessoas tinham sido imbecis de mente fechada, mas, ela apenas atirou neles como – o que ela era agora? Alguém que atirava em pessoas que não gostava?

Deus, era isso que todas elas eram? Ela alardeou como gostava de manter as coisas reais, mas por alguns momentos dolorosos enquanto elas dirigiam ao longo da escura rodovia de Utah, um peso morto pousou em seu estômago porque talvez, apenas talvez, ela não tinha mantido a real nas últimas semanas. Claro, ela se iludia que tudo estava bem e incrível, mas –

Ela virou-se para olhar o perfil de Brittany – o declive da sua testa, indo pela ponte do nariz dela e parando naquele lábios malditamente lindos – e sentindo o peso no seu abdômen ficando mais e mais pesado.

A pior merda que elas fizeram? A pior merda que elas estavam. Era simples assim.

Brittany estava olhando pela janela, seus olhos na lua quase cheia suspensa no céu. Ela tinha visto a lua cheia antes, mas não uma tão brilhante. Claro, tudo ainda estava escuro, mas agora ela podia ver, mal e mal, penhascos, rochas e arvores. Estava tudo banhado em branco e isso era a visão mais adorável que ela havia visto. Mesmo com essas pessoas mortas que elas tinham deixado pra trás e os hambúrgueres que ela ansiara ficando frios no pacote no assento entre ela e Santana, ainda havia coisas adoráveis. Ela decidiu se concentrar nelas, ao invés das outras coisas. Apenas por agora.

E quando Santana pegou sua mão e a segurou firme, ela imaginou um grande unicórnio branco correndo ao lado do carro com elas, pulando sobre árvores e pedras, sua juba ao vento. Ela imaginou tão forte que quase podia vê-lo, como se o brilho branco da lua fosse de alguma forma uma luz mágica. Como se o unicórnio tivesse esperando pelo momento certo pra se mostrar pra ela, e, só pra ela.

Quinn não estava olhando pra vista ou pra cara de ninguém. Ela tinha sua cabeça dobrada num ângulo esquisito e seu olhar fixado firmemente na arma que ela ainda segurava em uma mão. Estava mais pesada, totalmente de repente, e tão preta. Ela podia ver partes da sua superfície brilhando, refletindo a lua de volta pra ela, mas tudo que fazia era torna-la feia. Essa terrível coisinha que ela segurava – tinha levantado sem esforço, apontado e usado – tinha causado tanto dano. Ela queria mandar que o carro parasse e jogar aquela coisa horrível pro mais longe possível dela.

Tudo que a parou foi o que ela segurava na outra mão. Sua mão esquerda repousava confortavelmente no colo de Rachel Berry, com os dedos da garota menor entrelaçados nos seus. Rachel corria o seu polegar pra frente e pra trás nas costas do de Quinn, não entendendo realmente por que estava fazendo esse movimento confortador, apenas sabendo que nesse momento tinha que fazê-lo.

Para Quinn e o desespero que estivera em seus olhos quando ela – quando elas se beijaram e –

E ela estava fazendo isso por ela também, porque, repentinamente, ela percebeu o quanto precisava disso.

O-O

Elas pararam no Parque Nacional Arches, perto da fronteira de Utah. Nenhuma delas falou, não mais do que pedir assistência suavemente com erguer as tendas, ou passar comida, ou pedir licença para ir pra cama.

Santana manteve a cabeça no peito de Brittany, ouvindo ao bater ritmado do coração e tentando ficar calma. Sua mente continuava a avançar para o ponto em que ela não poderia mais ouvi-lo. Quando Brittany estivesse morta ou em algum lugar onde não pudesse alcançá-la, e não haveria nenhum corpo quente pra segurar ou lábios para beijar ou garota para amar.

Em breve, tudo acabaria. Ela não era burra. Elas não podiam manter isso, especialmente não depois da lanchonete porque – porque aquela merda parecia errada. Tudo parecia errado.

Exceto Brittany e o som do seu coração batendo ritmadamente nos ouvidos de Santana. Dava à ela esperança, coragem e toda merda que ela nunca realmente acreditara antes.

"Eu não quero perder você," ela sussurrou, lágrimas formando em seus olhos, mesmo ela tentando pisca pra secá-las.

"Você não perderá," Brittany respondeu suavemente, suas mãos se levantando pra enrolar o cabelo de Santana. Ela correu seus dedos pelas mechas escuras, maravilhando-se com o quão boas elas pareciam mesmo que elas tivessem podido lavar o cabelo delas com água engarrafada e sabão de mão desde que deixaram o motel, o que parecia, tão tão distante.

"Eu não posso," a voz de Santana quebrou. Ela virou a cabeça, enterrando o rosto na camiseta de Brittany e batalhando pra respirar sem chorar.

"Você não perderá," Brittany reiterou, mais forte, gentilmente movendo uma mão para puxar o ombro de Santana até que a garota tivesse se virado o bastante para que pudesse olhar nos olhos dela.

Bem, parcialmente. Ela estava tentando escondê-los já que estavam vermelhos e inchados de chorar.

"Eu preferia morrer do que –" Santana começou, antes de um soluço forçar o caminho pela garganta dela. "Nós vamos pra cadeira e eu nunca verei você novamente e – e eu prefiro morrer."

O queixo de Brittany tremeu enquanto ela balançava a cabeça fervorosamente.

"Não diga isso, por favor não diga isso."

"Mas é – mas é verdade –"

Brittany balançou a cabeça novamente.

"Não, San, não. Você tem que me fazer uma promessa, agora."

Santana fechou os olhos, porque ela não queria prometer nada. Como ela podia quando tudo estava tão malditamente incerto e elas iam morrer ou algo de qualquer forma tão –

"Não importa o que aconteça, você não pode morrer, San. Você não pode. Porque eu vou viver até que eu tenha pelo menos cento e trinta e – eu não quero um único dia desses que seja sem você."

Deus, essa garota era tão doce, isso fez Santana chorar ainda mais.

"Bem você – você ficará sem – sem mim porque nós seremos separadas e –"

Mas Brittany continuou balançando a cabeça, esperando até que Santana abrisse os olhos antes de falar novamente.

"San, você pode estar na lua, okay? E eu posso estar no fundo do oceano com o Bob Esponja, mas eu ainda estarei feliz porque eu saberei – eu saberei que você ainda está viva em algum lugar. Eu não posso – mesmo se nós nos separamos – eu posso passar por tudo conquanto eu saiba que você está lá fora, San. Eu preciso que você me prometa que você não vai me fazer viver nunca sem saber isso, mesmo que nós não estejamos juntas."

Brittany tinha lágrimas saindo dos olhos dela e tinha começado a fungar e era tudo que Santana podia fazer para não se socar por aborrecer tanto a garota.

"Baby, eu não sei se eu posso prometer isso."

Mas Deus, ela queria. Ela queria poder dizer, 'Claro Britts, vamos colocar nosso pra sempre na estrada', e resolver logo. Mas elas tinham armas e eram procuradas pela lei, e havia tanta chance de que elas seriam presas quanto de que elas morreriam.

"Sim, você pode. Outra pessoa pode quebrar essa promessa, eu sei. Mas conquanto não seja você que a quebre, é tudo com o que eu me importo. Então me prometa agora mesmo. Por favor."

Foram as últimas palavras. Foi mais como um suspiro do que palavras audíveis, mas Santana escutara e não tinha poder pra resistir.

Brittany tinha sido a forte por tanto tempo, mesmo que ela soubesse que não parecia desse jeito. Mas foda se isso, e foda-se pra sempre. Era tempo dela se impor, e deixar o amor da vida dela depender dela.

"Eu prometo, Britts. Eu prometo ficar viva todo maldito dia para o resto da sua vida, para que você nunca fique triste por minha causa. Mesmo se eles me jogarem em – em Azkaban e você em – alguma outra prisão da pesada de alguma maldita realidade ficcional – eu ficarei viva cada porra de maldito dia porque – porque eu não quero que você nunca tenha que existir em um mundo sem mim, em algum lugar, manterei meu coração batendo até que eu volte pra você."

Ela se levantou repentinamente para pressionar os lábios nos da loira. Essa merda de romance não era de todo ruim, afinal. Na verdade, era meio que inspirador e ei, ela era incrível nisso.

Era o primeiro dia em muito tempo que elas não acabaram transando por todo o chão da tenda. Elas apenas ficaram perto uma da outra, beijando-se até que estivessem muito cansadas pra lutar contra o sono.

Mesmo assim, elas não deixaram a outra ficar longe.


Rachel relembrou da primeira noite que ela partilhara uma tenda com Quinn Fabray. Naquele tempo, ela tinha ficado feliz simplesmente pela ideia de partilhar um espaço tão íntimo com alguém que ela sempre quis ser amiga.

E dormir ao lado de alguém era a coisa mais íntima que alguém podia fazer.

Ou então ela pensava.

Ela estava atualmente deitada no saco de dormir dela – aberta e esticado pelo chão da tenda – com o saco de dormir de Quinn aberto e atuando como o cobertor delas.

O sol tinha acabado de nascer e esse era o momento favorito de Rachel da manhã. Tudo parecia mais leve do que seria em algumas horas, e o alento de um dia inteiro começando fazia quase tudo parecer possível.

Deitada de lado, olhando Quinn e encarando os olhos da garota estava causando ao seu estômago coisas que ela apenas tinha lido e sonhado. E nem era como se ela tivesse sido levada a acreditar.

Talvez isso fossem borboletas, e talvez elas fossem da Era Jurássica e tivessem intenções carnívoras. Talvez, também, elas ainda voassem do sul pelo inverno porque seu corpo inteiro tinha se tornado uma fonte de champanhe que sua tinha insistira em ter no casamento absurdamente extravagante dela quando ela tinha catorze. Ela relembrava ver admirada enquanto o garçom trazia uma pequena escada, colocando próximo ao que parecia centenas de taças em forma de pirâmide, delicadamente estendendo o braço dele com uma garrafa de champanhe aberto e começando a derramar.

A taça no topo tinha enchido e transbordado; as taças embaixo fizeram o mesmo. Outro garçom impecavelmente enchido passou uma segunda garrafa pra ele, e a cascata efervescente tinha continuado e continuado, pra baixo e pra baixo, até que a última taça estivesse cheia.

Era lindo, e a tinha deixado empolgada. Ela teria o mesmo no casamento dela, um dia, ela prometeu a si mesma. Ela encontraria seu protagonista, ele inevitavelmente proporia, e em breve ela assistiria sua própria fonte encher, taça por taça.

Exceto que isso nunca aconteceria agora. Mas, estranhamente, os olhos de Quinn pareciam estar se jogando pra ela, transbordando e indo pra baixo, cada uma das taças dela correndo com – com –

Ela nem sabia.

Ela olhara esses olhos antes, e, nunca sentira isso. O que quer fosse. O que tinha mudado?

A mão de Quinn estava no quadril dela e seus corpos estavam mal se tocando onde elas estavam deitadas.

Mas então a loira se moveu pra frente, joelhos acariciando os de Rachel, que naturalmente deixou sua perna se afastar e abrir um pouco. Quinn se levantou em um cotovelo, a mão no quadril de Rachel deslizando pelo estomago dela, e subindo muito lentamente para acariciar a face dela.

Rachel estava pouco certa das borboletas tinha levado à uma revolta de encontro ao seu abdômen e estavam tentando sair do seu corpo totalmente pela sua –

Seus pensamentos pararam quando o polegar de Quinn passou pela bochecha dela, e ela se inclinou em direção à Rachel, aqueles olhos mágicos fechados no mesmo momento em que seus lábios abriram.

Ela tinha beijado alguns garotos nos últimos três anos. De beijar nenhum, a beijar Finn – que tinha uma boca surpreendentemente mole, e parou a entusiástica liderança-com-a-língua dele quando ela pediu a ele para – e então beijar Puck – que de alguma forma variava entre gentil e rude, e tinha ensinado a ela como usar a língua dela – para beijar Jesse – que tinha sido passional e assertivo, entretanto menos focado em beijar do que avançar mais em atividades amorosas – para Blaine naquela noite bêbada e fatídica – a boca dele tinha sido terna, como se ele usasse protetor labial regularmente – e todos tinham sido divertidos. Pra falar a verdade, além de alguns momentos de muito entusiasmo com línguas ou mãos, ela não tinha tido reclamações quando se referia a amassos.

Mas, Deus, de repente o nível tinha sido aumentado.

Ela não tinha certeza se era porque Quinn era uma garota ou por causa do passado conturbado delas, ou simplesmente porque ela era Quinn mas a boca dela era – só, Deus, ela não podia ter o suficiente dela.

Rachel levantou a cabeça, pressionando sua boca mais forte na de Quinn, movendo a cabeça e abrindo mais os lábios dela.

A mão de Quinn deslizou pelo cabelo de Rachel um pouco, as pontas dos dedos dela levemente pressionando contra a nuca da garota para ajudá-la a mantê-la no lugar enquanto ela mexia a sua própria.

Rachel deixou as mãos delas repousarem nas costas da loira, segurando-a lá gentilmente, mas, firmemente.

Tinha sido divertido, antes, com Finn e Jesse. Tinha sido divertido se sentir desada e quando começou a ir muito longe, ou seus lábios tinham ficado doloridos, ela sempre tinha parado. Mais regularmente do que não, com Finn, ele tinha parado simplesmente por –

Bem. De repente, ela não estava certa de que podia culpá-lo.

Acima dela, pressionando o mais próximo que podia, Quinn tentava não permitir nenhum tipo de pensamento em sua cabeça.

Pela primeira vez, tudo que ela queria fazer era sentir.

O-O

"Então." Quinn lentamente mexia a pequena tigela cheia de sopa de vegetais. Não era o que ela queria comer, de jeito nenhum, mas ainda era comida. "Talvez devêssemos ficar novamente hoje à noite."

Santana olhou do saco que ela estava mexendo, tentando encontrar roupas limpas pra vestir. Era uma coisa estar fugindo e matando pessoas e outra perceber que ela não tinha nada restando pra colocar que não a fizesse sentir nojenta.

"Honestamente, Q?" Ela jogou o saco longe dela com desgosto. "Eu não dou a mínima."

Quinn levantou uma colher cheia de sopa da tigela, assoprando levemente antes de testar a temperatura com a boca.

"Então, ficaremos aqui hoje à noite e iremos de manhã."

Santana levantou as sobrancelhas, movendo pra se sentar de pernas cruzadas e se apoiar nas mãos.

"E dirigir à luz do dia, huh?"

Os olhos dela se encontraram, nem uma olhando pra outro lugar por alguns momentos.

Santana estava vagamente surpresa quando foi Quinn a primeira a se retrair.

"Bem, por que não?"

Santana tinha acordado naquela tarde de uma série de pesadelos, todos envolvendo Brittany. Em alguns, elas estavam fugindo de pessoas ou monstros que não paravam de persegui-las, mas, quanto mais forte ela tentava mover as pernas, era como se ela estivesse tentando correr com o quadril afundado em lama. Elas não conseguiam chegar a lugar nenhum. E em outros, Brittany estava apenas chorando. Choramingando e soluçando, cada vez que Santana tentava chegar nela e confortá-la, ela era recebida com olhos acusadores e odiosos.

"Você sabe algo, Q? Eu não sei de mais nada." Ela virou os olhos pro céu, olhando as primeiras estrelas aparecerem enquanto o sol se punha completamente.

Quinn desligou o fogareiro, pegando a panela e colocando seu conteúdo em quatro tigelas de plástico que certamente tinham visto dias melhores. Elas precisavam ser lavadas propriamente. Bem, na verdade, todas elas precisavam ser lavadas propriamente; os corpos delas, as roupas delas, pertences e utensílios. Água engarrafada e sabão de mão era uma solução provisória, como eram lencinhos de papel que elas afanaram do último posto de gasolina.

Mas não era um chuveiro. Não era uma lava-roupas ou uma pia cheia de água quente e cheia de sabão.

'Nós podemos dirigir durante o dia e ficar em um motel à noite. Um com lavanderia, talvez." Quinn entregou uma das tigelas à Santana, pegando uma pra si mesma e deixando as outras pra quando Brittany e Rachel voltassem.

Santana comeu uma colher cheia de sopa, inclinando-se pra frente e deixando as estrelas até que sua refeição estivesse acabada. Ela concordou lentamente, o peso em seu estômago se fazendo o mais pesado até ali.

"É, nós podemos. Calcinhas limpas seriam uma boa bênção dos céus agora."

Quinn sorriu ligeiramente, o canto da sua boca retorcendo às palavras da outra garota.

"E um chuveiro também, Deus, você pode imaginar? Água quente, sabão..."

Ambas suspiraram enquanto a voz da loira se perdia.

"Então você sentiu também, huh?" Santana manteve os olhos na sopa, odiando o gosto da maldita coisa, mas, engolindo pelo momento, para que ela tivesse algo pra fazer nos silêncios pesados que parecia seguir qualquer coisa que ela ou Quinn dissessem.

"Sim. Faz um tempo agora, eu apenas tentei ignorar." Quinn riu um pouco, mesmo que sem humor. "Como tudo mais."

"Tempo está – está acabando, não é mesmo?" Santana colocou a tigela no chão, olhando pra Quinn e esperando a resposta dela. Diabos, ela sabia a resposta, mas queria ouvir de Quinn, também. Quer fosse a sobra das dinâmicas de deslizar das Cheerios ou o simples fato dela respeitar a ex-HBIC, e sempre seria padrão a palavra final dela no assunto, ela não sabia. Mas ela sabia que importava pra ela o que Quinn pensava, porque além de Brittany, ela era a melhor amiga que ela tivera e ela a amava.

Não que ela fosse dizer esse tanto, mas, ei, pelo menos ela admitia pra si mesma.

Quinn apenas concordou, parecendo inapta a falar. Santana pensou, por apenas um segundo, que ela nunca a vira tão vulnerável.

Nesse momento, Brittany e Rachel voltaram para o ponto de acampamento com o cabelo e pele ensopados, e, garrafas vazias de água. Elas estavam sorrindo juntas, e, Brittany imediatamente foi pro lado de Santana e a beijou molhadamente na bochecha.

"Oi baby!"

Santana arrancou os olhos de Quinn, sorrindo pra garota brilhante agora sentada ao seu lado.

"Ei, então, nós estávamos pensando em ficar aqui hoje à noite – e ir à algum outro lugar amanhã à noite, como um motel, para que nós possamos ter banhos de verdade."

Brittany pareceu confusa, mas, feliz e virou-se para olhar pra Quinn.

"Sério? Porque água quente seria incrível. A engarrafada não é tão ruim, mas, algumas vezes faz meus mamilos tão duros que eu acho que eles vão cair."

Rachel bufou alto enquanto Quinn começou a engasgar com a colher cheia de sopa que acabara de comer. A garota menor se inclinou e bateu nas costas dela.

"Tendo passado uns bons vinte minutos sozinha com Brittany, eu devo dizer que minha imunidade, às tiradas inocentes dela, está bem alta no momento. Você devia escutar o que ela disse quando eu a informei que, na verdade, nós não iríamos ficar completamente nuas e despejar nossa agua engarrafada uma na outra num ato mútuo de limpeza."

Rachel piscou quando os olhos de Quinn praticamente pularam fora das órbitas.

A mandíbula de Santana caiu porque, bem, merda. Havia uma imagem e meia mental.

"Faz sentido na verdade. Se Rachel pudesse ver meu corpo, ela saberia onde derramar água. E então eu poderia despejar nela e nós seríamos o chuveiro uma da outra." Brittany deu de ombros.

"E foi –" Santana limpou a garganta, desde que de jeito nenhum sua voz era naturalmente tão alta assim. "Foi isso que vocês fizeram?"

Rachel deu um sorrisinho presunçoso, sua mão ainda nas costas de Quinn, correndo as pontas dos dedos levemente sobre o material da camiseta dela. Quinn estava lutando para manter sua sobrancelha de se fundir com sua linha capilar, porque isso? Isso era gostoso. Realmente gostoso. Nenhum dos namorados dela tinha sido tão afetuoso com ela e isso era uma girada boa. Não que Rachel fosse sua namorada mas, bem, ela podia viver com esse tanto de contato físico. Possivelmente até mais.

"Você não gostaria de saber?" Rachel respondeu primeiramente, tirando sua mão de Quinn para pegar ambas as tigelas de sopa, movendo-se pra frente para entregar uma à Brittany, que franziu o nariz dela pra tigela.

"Gostaria de ainda ter aqueles hambúrgueres," ela murmurou, encolhendo-se pra sopa. Ela mal podia ver agora que o sol tinha ido embora.

Como se estivesse lendo a mente dela, Santana se levantou e andou em direção ao carro, se inclinando pra girar a ignição – não o carro completamente – e ligou as luzes.

Todas se encolheram diante da luz, se virando de costas pra mantê-la longe dos olhos.

"Posso perguntar por qual motivo estamos planejando ir a um motel?" Rachel comia sua sopa lentamente, fazendo seu melhor para aproveitar cada bocado já que alguém, em algum lugar, tinha levado um tempo para prepará-la. Não apenas isso, mas eles tinham deixado de fora qualquer produto animal para que pessoas com consciências pudessem comê-la sem uma ponta de culpa.

Quinn hesitou por um momento, antes esticar a mão e colocá-la nas costas de Rachel, correndo seus dedos da mesma maneira que a garota tinha feito com ela. Ela ficou feliz quando Rachel se inclinou ao seu toque, dando a ela um sorriso ligeiramente tímido.

"Bem, por que não?"

Rachel engoliu seu bocado. "Me desculpem se o que eu disser a seguinte é dolorosamente óbvio pra todo mundo exceto eu, entretanto, eu estava sob a impressão que nós concordamos que ficaríamos fora do radar – como estava sendo – e ficar em um motel é, bem, não fazer isso."

Santana, que tinha sentado de volta ao lado de Brittany, e, inclinou sua cabeça no ombro da garota, deu de ombros.

"Por mais divertido que tenha sido assaltar posto de gasolina? Não realmente ficar fora do radar, né? E atirar em pessoas, o que não tem sido exatamente divertido é bem a mesma coisa."

Quinn aumentou a pressão da sua mão, esfregando as costas de Rachel com carícias firmes.

"Então se vamos ser óbvias, por que não confortáveis?"

Rachel concordou pensativa, olhando pra loira com um leve franzir. "Você está desistindo?"

"Não, não estamos desistindo. Nós estamos apenas, Deus, eu não sei, Rachel. É só –" ela queria reiterar o que Santana tinha dito, sobre o tempo estar acabando mas algo nos olhos da morena a parou. "Nós usaremos disfarce, ok? E nós teremos placas diferentes então – vamos ficar confortáveis por uma noite. E vamos ver um dia inteiro de luz soar e partir daí."

Todos olhos caíram em Rachel e ela parou por um momento. Ela concordou com tudo que elas disseram e o pensamento de uma cama e um chuveiro quente, eram tão tentadores que ela provavelmente ela pararia na delegacia mais próxima pra ter um. O negócio de água engarrafa era o suficiente pra aguentar, mas, uma vez ela tivera um chuveiro limpador vigoroso e minucioso que seus poros estavam sentindo muita falta.

De qualquer forma, elas estavam dispostas a usar disfarces novamente.

E, uma pequena voz insinuante em sua mente sussurrara, que ela estaria em um quarto de motel com Quinn Fabray. Numa cama de motel. Recém saída do banho e –

"Ok." Ela deu de ombros, tentando esconder seu rosto corado atrás do cabelo dela enquanto comia mais sopa.

Brittany sorriu, descartando o resto dos conteúdos da sua tigela porque parecia vômito e tinha um gosto ainda pior.

Santana fechou os olhos um pouco à afeição óbvia entre Quinn e Rachel, imaginando quando exatamente isso tinha acontecido. Também, o quão longe tinha ido? Porque ela e Quinn eram ligadas, mas, nunca tinham sido ligadas assim. Diabos, ela só tinha sido tão ligada assim om Brittany.

E ela estava muito certa de que ela declarara seu amor infinito pela garota num arroubo de emoção e choque na noite anterior. O que, claro, ela tinha possuído isso e declarado novamente de um telhado ou onde quer que ela precisasse.

Mas isso era Quinn e Rachel.

Ela viu enquanto elas juntavam as cabeças, sorrindo e ficando coradas como –

Bem, caramba. Ela queria rir, porque, sinceramente. Mas sua risada não veio do lugar tirador de onda geralmente reservado pra nanica e algumas vezes pra Quinn, dessa vez. Veio de algum outro lugar, algum lugar feliz e – e legal.

Merda, ela pensou, o poder do amor. Tinha a tornado numa total piegas, porra, mas, e daí.

Brittany esticou o braço sobre os ombros dela, inclinando-se e beijando sua testa.

Sim, e daí. Essa merda de amor era incrível.


Calhou de ser uma noite legal. O céu estava claro e estava cheio de estrelas. Próxima à lua cheia, elas não podiam ver tantas quanto antes, mas, pelo menos elas podiam ver mais ou menos umas às outras.

Santana apagou as luzes do carro depois que elas terminaram, enquanto Brittany e Rachel pegavam, cada uma, um saco de dormir e deitavam neles, lado a lado, no espaço de grama que elas tinham colocado as tendas.

Elas ainda tinham algum pouco de comida e doce, o que agora elas afetuosamente se referiam como, A Experiência Cherry. Havia birita, também, mas por alguma razão, nenhuma delas sentiam necessidade de beber. Elas abriram um pacote de copos de manteiga de amendoim, Jolly Ranchers, e Rachel pegou pra si um pacote de Oreos para se juntar à onda de açúcar.

Claro, isso não estava acontecendo na sala de estar dela enquanto elas assistiam comédias românticas, rindo sobre alguns atores bonitos e jogavam verdade ou consequência. Mas ainda era a coisa mais próxima de uma festa de pijamas que ela já tinha tido e ela amara. Ela as amava, essas garotas que ela só sonhara em ser amiga.

Até Santana.

"Ei, Berry! Você tem mais alguma história de estrelas escondida nessa sua cabecinha?"

Rachel contemplou no sentimento do ar frio da noite na sua pele e em ter a cabeça de Quinn descansando em seu ombro, enquanto pensava na pergunta de Santana.

"Eu poderia apontar o Cinturão de Órion, mas eu não poderia dizer a você o significado de tal coisa, temo eu. Eu sou mais uma – bem, uma colecionadora de histórias românticas do que sobre constelações."

Houve um momento de silêncio em que todas mantiveram seus olhares no céu, antes de Santana tossir ligeiramente como se tentasse ser blasé.

"Eu posso lidar com romance."

Rachel piscou, enquanto o braço que Quinn tinha ao redor da sua cintura apertava.

Seu coração podia explodir ali mesmo. Pros diabos com o medo da lei e o horror de matar gente, nada disso importava no momento. Ou, ela reconsiderava, talvez esse momento importava ainda mais por causa daquelas coisas.

Afinal, o que ela havia dito? Tudo importava.

"Bem, eu – me deixe ver o que eu posso –" seu primeiro instinto foi, claro, recitar qualquer número de musicais que ela crescera assistindo. My Fair Lady? Não, o final era muito ambíguo. Uma estrela nasceu? Oh, Deus, seu coração apertava ao pensar nisso. Muito trágico, ela provavelmente se acabaria em lágrimas antes de sequer poder introduzir os personagens, mesmo que Barbra Streisand fosse impecável e –

"Bem, Berry? Você vai nos contar uma história ou o que?"

"Estou pensando em uma, Santana, e eu peço sua paciência enquanto faço isso."

Brittany arrastou as unhas no braço de Santana de uma forma confortadora, enquanto a garota suspirava impacientemente.

"Eu sei uma história," ela disse, esperando que as outras garotas quisessem escutá-la.

"Okay, Britts, você conta a sua história enquanto Berry toma o maldito tempo do mundo pra pensar na dela."

Rachel rolou os olhos, mesmo que não levasse as palavras a sério.

"Sim, Brittany, eu adoraria escutar sua história."

Quinn riu no ombro de Rachel.

"É, B, eu também."

Brittany respirou profundamente e começou a falar.

"Era uma vez em Paris, uma gatinha chamada Duquesa, e ela tinha três filhos. Ela morava com sua amiga, uma cantora de ópera, chamada Madame Adelaide Bonfamille, que era realmente velha e então ela teve que escrever um testamento. Ela decidiu deixar sua fortuna inteira pra seus gatos, o que totalmente irritou esse cara esquisito chamado Edgar, que era seu mordomo, porque ele só ficaria com todo dinheiro uma vez que Duquesa e seus bebês morressem..."

Santana fechou os olhos, deitando sua cabeça no peito de Brittany e ouvindo o bater do coração dela mais uma vez. Sua voz estava abafada, seu corpo estava quente, mas sua atenção ao detalhe com a história manteve-a inteiramente de dormir. Quando Brittany amava algo ela lembrava cada coisinha sobre ela.

Rachel lembrou-se de ter visto Os Aristogatos quando ela era mais nova – tinha sido uma das muitas razões que ela quisera um gato em primeiro lugar – e tomou um simples e lindo sentimento quando Brittany se lançou na música título do filme, 'Todos querem ser um gato'. A garota lembrou de cada letra e mesmo que no começo fosse estranho pra Rachel, ela se pegou juntando-se de qualquer forma ao refrão final.

Quinn queria rir e bufar e desistir da sanidade completamente. Aqui estava ela agarradinha com Rachel Berry, que por sua vez estava cantando um estranho dueto com Brittany Pierce sobre querer ser um gato. Não apenas isso, mas elas estavam num meio de uma floresta, procurada por assassinato e ela estava bem certa de que o futuro inteiro era na melhor das hipóteses era cruel.

E ainda assim, ela não trocaria por nada. Não por liberdade ou não matar seus pais ou mesmo até por todas as tiaras de Rainha da Formatura do mundo.

Não mais se esconder, ela pensara, sem mais escuridão. Mais do que nunca? Sem mais medo. Isso era felicidade, tinha que ser. Ela nunca se sentira tão leve.

Ou livre.

Não duraria. Tempo estava acabando. Mas repentinamente, ela não se importava.

Nada tiraria esse momento, bem aqui, rodeada pelas únicas pessoas que ela podia dizer, sem nenhuma hesitação, que amava.

O-O

Quinn as levou pro Colorado na manhã seguinte, depois de uma busca desesperada por todas pra localizar par de óculos escuros suficientes pra lidar com o sol da manhã.

A luz do sol não era o único lembrete chocante da vida que elas deixaram pra trás, também. Havia mais carros na rodovia, agora. Brittany contou quatro antes mesmo delas deixarem Utah.

Era estranho como quatro parecia um número tão grande.

Brittany tinha tomado conta do rádio mais uma vez, escolhendo um segundo CD da compilação dela e cantando junto o mais alto que podia. Ela apenas tocava no metade do volume à noite, desde que parecia errado ficar tão alto no escuro.

Mas agora, com o sol brilhando e todo mundo sorrindo, era só o melhor escutar nada além da música dela.

Santana sentara atrás dela, rindo e cantando também. Porque, diabos, ela não tinha estado tão estressada na vida dela como ela estivera no último mês. Claro, elas tinham tido momento de trégua – especialmente os momentos de sexo com Brittany – mas pela primeira vez em muito tempo, com música alta e o campo voando por ela de cada lado dela que ela podia ver realmente? Bem, era o mais próximo de liberdade que ela podia estar.

Rachel via Brittany e Santana rindo e cantando, pegando vestígios do ligeiro sorriso de Quinn no espelho do lado do motorista enquanto apoiava a cabeça na janela. Talvez, um da, ela questionaria por que ela sentira-se tão feliz em meio de todo esse terror. Talvez ela questionaria, também, por que ela tinha se envolvido pra começo de conversa.

Mas isso seria depois. Por agora, ela faria o seu melhor pra memorizar esse sentimento. Pra fazer um vídeo mental das garotas ao redor dela; da boca de Quinn, que ela estava quase ansiando pra beijar novamente; de Santana parecendo feliz, e, permitindo essa felicidade pra ser direcionada a ela; e Brittany, dançando em seu banco enquanto o sol brilhava em todas elas.

Ela esperava, quando qualquer terrível futuro recaísse sobre elas, elas poderia simplesmente apertar repetir em sua mente e ficar nesse momento pro resto da vida dela.


Santana tomou a direção depois do almoço, desde que Brittany estava dançando muito exuberantemente para dirigir um carro ao mesmo tempo, e Rachel alegou que queria tirar uma soneca. Realmente, ela só queria sentar ao lado de Quinn.

Quinn se esticou, entrando no banco traseiro com um sorrisinho para a morena no fundo. Ela tinha passado cinco horas roubando olhares da boca da garota no retrovisor e agora ela tinha toda intenção de ficar o mais próximo que ela pudesse.

Elas passaram a noite anterior contando histórias até depois da meia noite e tinha se contentado com um beijo de boa noite já que teriam que levantar cedo na manhã seguinte pra pegar o máximo de luz solar possível.

Agora, com Santana e Brittany na frente, ela hesitara levemente porque –

Bem, aparentemente seu cérebro tinha sido deixado pra trás pelos seus sentimentos novamente.

Rachel deslizou no assento pra apoiar a cabeça no ombro de Quinn, enrolando seu braço ao redor da cintura dela e suspirando contente. Ela na verdade estava um pouco sonolenta, afinal, e quando Quinn, por sua vez, esticou seu braço ao redor do ombro dela, ela achou isso tão confortador que a fez mais sonolenta.

Santana pegou o olho de Quinn no retrovisor, arqueando uma sobrancelha.

A loira deliberou por um momento, antes de alcançar o rosto de Rachel, mexendo seu queixo pra cima e colocando um beijo suave na boca que ela achara a única coisa que ela encontrara, em sua vida inteira, que desligava seu cérebro.

Ela encontrou o olho de Santana novamente, arqueando a sua sobrancelha em resposta.

Mas a motorista apenas piscou pra ela, riu e voltou os olhos de volta pra estrada e a garota dançando no assento ao seu lado.

Quinn respirou profundamente, porque isso? Isso era om.

Realmente bom.

Então ela virou seu rosto de volta pro de Rachel e a beijou novamente.

O-O