N.T.: Postando ;)
"Bem, olá, estranho!"
Brittany entrou no saguão do motel, peruca ruiva na cabeça e a menor e mais apertada peça de roupa que elas encontraram no carro. Seu decote estava aparecendo, botões abertos e sua saia mal cobrindo seus quadris, que dizer da sua bunda.
Rachel e Quinn tinham amarrado a peruca em dois rabinhos de cavalo laterais, enquanto Santana se recusara a sair do carro. Porque sim, Brittany era gostosa como o diabo, mas, se quem quer que estivesse naquele maldito saguão sequer a tocasse ela ia ao estilo Lima Heights e enfiaria uma espingarda na bunda deles.
Para terminar o look, Quinn tinha enchido o nariz de Brittany de pontos e suas bochechas com ruge, fazendo com que ela tivesse sardas no rosto dela.
"Er, oi!" O homem – bem, garoto, realmente – atrás do balcão respondeu, se ajeitando porque isso era exatamente o que ele estava esperando. Claro, o pagamento era bom e tudo mas nos últimos dois meses não havia tido uma única garota gostosa que deu entrada no motel que não tivesse algum imbecil musculoso jogando adagas pra ele tão logo ele checasse a bunda dela.
Brittany andou lentamente até o balcão, passando a mão no tórax e no seu abdômen exposto.
"Eu preciso de um quarto e eu preciso agora." Ela bateu levemente seus cílios, adorando a reação do garoto que engolia visivelmente.
Caras eram tão fáceis.
"Eu posso conseguir isso pra você agora mesmo. Diabos, eu posso conseguir qualquer coisa pra você," ele tentou piscar divertidamente pra ela, mas saiu mais como um piscado normal do que qualquer outra coisa.
Ainda, ele era meio que agradável ao olhar e ele não pareceu reconhecê-la. Ela inclinou-se nos cotovelos em cima do balcão, sabendo que se ela pressionasse seus peitos juntinhos os fariam parecer, tipo, duplamente mais incríveis do que eles já eram.
Os olhos dele caíram nos seios dela, ele estava indefeso para resistir. Ele ficou vermelho, sentindo as coisas mais pro sul respondendo tão entusiasticamente quanto o resto dele.
"Eu gosto de você." Ela disse, mordendo o lábio. Ele começou a se inclinar em direção a ela, e ela escolheu esse momento para se endireitar rapidamente. "Oh, ei, eu posso conseguir dois quartos? Eu e meus amigos provavelmente gostaríamos mais assim. Mas tipo uma porta conjunta seria incrível."
Ele se endireitou, sentindo seu estômago cair um pouco à menção de amigo. Ótimo. Ele esperava que ela não tivesse algum namorado tatuado lá fora porque, droga, ele estava bem perto de se oferecer como entretenimento para a noite.
"É, eu posso fazer isso pra você, eu acho. É, uh, quantos caras precisam – eu tenho que escrever aqui nesse cartão quantos hóspedes serão então –"
Brittany deu uma risadinha, porque isso era divertido demais. Ela amava se disfarçar.
"É só eu e minhas três amigas lá fora."
O garoto pareceu como se todos os Natais – e ele – tivessem vindo de uma vez só.
"Oh, bem, nesse caso se você precisar de uma pequena, uh, assistência hoje à noite apenas me deixe saber." Ele fez aquele estranho piscadinha-mas-realmente-piscar novamente e ela lentamente lambeu os lábios apenas para ver o que ele iria fazer.
Ele ficou tão, tão vermelho. Ela quase sentiu-se mal por ele. Ela decidiu dar um fora nele gentilmente.
"Isso é tão doce, mas, nós precisaremos quartos separados porque provavelmente faremos sexo uma com a outra e precisamos de privacidade."
O garoto tinha começado a tremer e piscar rapidamente.
"Oh! Aqui está!" Ela colocou as mãos no decote e tirou de lá uma nota amassada de cinquenta dólares. Elas encontraram algumas dessas no caro, o que significava que por algum tempo elas não teriam que assaltar ninguém.
Ela estava feliz por isso. Mostrar uma arma era divertido e procurar comida era divertido também – como aqueles games shows que ela sempre quis estar, onde pessoas tinham um minuto para encher seus carrinhos de compra com coisas que eles queriam e podiam ficar com tudo até o alarme soar – mas fazia Santana ficar muito estressada, ela estava feliz pela parada.
Ele engoliu algumas vezes, esticando a mão pra pegar o dinheiro e fazendo o melhor para não levá-lo até o rosto e cheirá-lo. Ele se virou pro computador atrás do balcão, tentando lembrar até como usar a coisa.
Certo e chaves de quarto. Ele rapidamente levantou duas, memorizando os números para que ele pudesse pelo menos ouvir pela porta antes de sair depois do turno dele.
"Qual nome devo colocar?"
Brittany enfiou as duas chaves no sutiã antes de contorcer o rosto um pouco.
"Tina." Ela disse depois de um momento. "Tina Mike."
"Tina," ele sussurrou com reverência. Que nome lindo.
"Ei, onde nós podemos lavar roupas? Nós precisamos de calcinhas limpas e tal."
Ele estava bem perto de perguntar se elas estavam sujas, e se – se – cara, ele tinha material para bater uma pro resto da vida dele.
"Tem – tem – uh, uma Lavanderia O´Malleys na cidade. Na, uh, logo ali na rodovia que você chega na cidade – é chamada Kim – e você pode lavar suas – suas calcinhas-"
Ela acenou feliz e saiu antes que ele pudesse terminar.
Ele exalou muito alto, um sorriso separando suas feições. Ele queria gritar porque, caramba isso tinha saído direto de um pornô ou algo do tipo.
Melhor trabalho que ele já tinha tido, porra.
Tomar banho era a melhor maldita coisa no mundo, Santana pensou, deixando o jato de água quente cair sobre ela.
Brittany abriu a porta, completamente nua, dando um sorriso e se movimentando pra se juntar a ela.
Santana podia admitir quando estava errada. Porque, na verdade, tomar banho com Brittany era a melhor maldita coisa no mundo.
Todo.
Rachel se deitou na cama do motel em um roupão branco, desde que ela sentira que tomar banho e colocar suas roupas sujas de volta era meio redundante. Ela não estava certa de como elas iriam lavar tudo, desde que tudo que ela possuía precisava ser lavado.
Ela iria, talvez, ter que sacrificar lavar um modelito para vesti-lo com intuito de ir à cidade que Brittany alegou que tinha uma lavanderia pública que elas podiam usar.
Mesmo assim, ela amava sentir-se limpa. Ela amava ter carpete embaixo dos pés ao invés de grama e sujeira e até a televisão era uma visão bem vinda.
Ela adorava natureza e acreditava em encontrar um equilíbrio entre isso e o estilo de vida suburbano era crucial para felicidade. Mas ela não podia negar o conforto de ter um colchão por debaixo do corpo, tanto quanto uma fonte constante de água quente corrente e eletricidade, eram luxos que ela sentia falta.
"Eu quase me esquecera quão bom isso era," Quinn disse, emergindo de uma nuvem de vapor quando ela abriu a porta do quarto.
Rachel se sentiu corar, o que era bobo porque era apenas Quinn, e ela só estava em um roupão de banho e sua pele estava apenas um pouco afogueada do calor do chuveiro e o cabelo dela estava apenas um pouco molhado da – sua pele estava só um pouco molhada da –
Ela virou sua cabeça rapidamente de volta pra televisão.
Ela desejou que tivesse pensado em ligá-la primeiro.
Quinn olhou a garota corada, dando um sorrisinho quando reconheceu a expressão na face dela. Ela tinha visto vezes suficiente antes; com se desviar o olhar dela de alguma forma escondesse o que a outra pessoa estava pensando.
Ela secou com uma toalha seu cabelo gentilmente, mantendo os olhos treinados na outra garota, enquanto ela pegava o controle da televisão e tentava discretamente ligá-la.
Quinn não pôde deixar de rir.
"Há algo divertido?" Rachel recusou-se a virar sua cabeça pra trás, pretendendo estar compenetrada pelo programa na tela. Alguém estava gritando com alguém e música dramática estava tocando. Ela levantou as sobrancelhas um pouco. Talvez esse fosse um show que ela estaria interessada em assistir?
"Oh, você sabe." Quinn replicou com um dar de ombros, dando um sorrisinho pra si mesma e imaginando o quão longe ela podia levar as coisas até que a outra garota perdesse o controle de si mesma. "Ei, você poderia me ajudar a secar meu cabelo?"
Rachel piscou, franzindo a testa depois de um momento porque havia um secador no banheiro. Ela mesma utilizara. E o cabelo de Quinn, ainda que embaraçado e ensopado, certamente não estaria molhado o suficiente para requerer assistência em secá-lo.
"Há um –" ela começou, antes da sua voz ser cortada por Quinn se virando de modo que suas costas estivessem viradas pra cama. Ela deixou o roupão cair, revelando seus ombros e costas, e, virou a cabeça para olhar Rachel entre mechas de cabelo molhado que tinham caído em seu rosto.
"Por favor?" Ela disse propositalmente, lutando para esconder o sorriso enquanto Rachel ficava boquiaberta.
Rachel engoliu visivelmente, antes de se sentar toda ereta pra não sair correndo pelo quarto. Suas mãos balançaram ligeiramente enquanto ela pegava a toalha de uma das mãos de Quinn, levantando-a para trás da cabeça de Quinn e gentilmente começando a esfregá-la no cabelo molhado.
Quinn estava tendo um tempo e tanto, antes de Rachel correr pra ela. O roupão da garota tinha aberto um pouco sobre o peito e revelou um pouco de – de coisas que ela nem sabia que era atraída. Depois, a garota agora enxugando seu cabelo cheirava tão bem depois da chuveirada – não que ela não cheirasse bem antes, mas, agora havia algo sobre pele recentemente lavada que era –
Ela pôs as mãos na mesinha na frente dela, deixando sua cabeça cair um pouco.
"Use seus – use seus dedos."
Rachel piscou, derrubando a toalha imediatamente. Claro, isso não secaria de forma alguma o cabelo de Quinn, mas, ela esquecera que isso era todo o sentido do pedido.
Ela correu os dedos gentilmente por mechas loiras e molhadas, antes de encontrar o couro cabeludo da garota e pressionar mais forte. Ela puxou as mãos de volta, levemente arrastando suas unhas sobre a pele, tentando conter um sorriso convencido enquanto a loira deixava escapar um som ininteligível e decididamente forçado.
Rachel engoliu. Era isso. Esse era o momento que levaria a sua verdadeira transformação em adulta. Bem, assassinato provavelmente fez isso aos olhos da lei, mas em como ela se via?
Depois dessa noite ela não poderia mais, com consciência completa, fazer o cover do clássico da Britney Spears, 'Not a Girl, Not Yet a Woman'. Porque agora? Ela nunca estivera mais disposta a perder a virgindade dela em sua vida.
A respiração de Quinn estava ficando cada vez mais curta enquanto as unhas de Rachel faziam coisas no seu couro cabeludo que ela nem sabia que gostava. Deus, falemos sobre auto descoberta.
O roupão estava deslizando mais e mais pra baixo em seus braços, e ela podia sentir a proximidade da outra garota à nudez das suas costas – o calor dela, o cabelo de Rachel passando pela sua pele –
Ela estava a dois segundos de se virar e empurrar Rachel na cama e de alguma forma, tomá-la ali e agora. Ela podia descobrir como. Diabos, se Santana e Brittany podiam fazer isso, ela também podia. Ela iria apenas jogar como sabia. Aprender por fazer. Por – por fazer Rachel.
Agora mesmo.
"Vamos vadias, eu quero lavar minha –" Santana parou no meio da conversa, mão ainda na maçaneta da porta.
Rachel pulou pra longe da Quinn – ela tinha estado tão perto de beijar a nuca dela – enquanto Quinn deixava sair um som de esgar estranho e lutou para levantar o roupão.
"Ei, San, nós podemos – " Brittany apareceu atrás de Santana, boca ficando aberta.
"Desculpe-me, estamos interrompendo algo?" Santana tinha reganhado a compostura e moveu-se para sentar na ponta da cama, cruzando as pernas e dando um sorrisinho.
"Vocês ainda não fizeram? Nós já fizemos tipo, três vezes já." Brittany cruzou os braços, parecendo não impressionada.
Quinn queria morrer. Ela queria retirar a espingarda do carro e explodir a cabeça dela. Ou talvez a de Santana.
Rachel correu os dedos pelo próprio cabelo, empinando o nariz desafiadoramente.
"O que nós fazemos não é da sua conta. Agora, você mencionou lavanderia?"
Santana se contraiu, encontrando o encarar de Quinn com uma piscadela.
"Eu digo que devemos ir pra cidade, fazer alguma lavagem, pegar alguma comida e então voltar pra cá."
"E como você propõe que façamos isso sem ser reconhecidas?"
Santana deu de ombros pra Rachel, jogando as mãos pra cima.
"Usar aquelas perucas estúpidas, e, não ir apontando armas pra todo mundo?"
Brittany concordou a cabeça.
Quinn mordeu o lábio e então deu uma olhadela rapidamente em Rachel.
"Que tal S e eu fazer isso e pegar comida, e, vocês duas ficam aqui – será menos óbvio com apenas duas de nós então –"
"Mas eu quero ir!" Brittany fez beicinho e Rachel franziu a testa.
"Eu proponho a mesma combinação, entretanto, com ações opostas. Vocês podem ficar aqui e nós lavaremos os itens e pegar o jantar."
Santana rolou os olhos, entretanto dando de ombros pra Quinn porque ela não dava a mínima de qualquer jeito.
Quinn concordou lentamente, e, Brittany bateu palmas.
"Ei, S?"
Quinn e Santana se sentaram em lados opostos da cama dupla no quarto de Quinn e Rachel. A televisão mostrava algum vídeo que, se suas vidas ainda fosse o que era há um mês, provavelmente seria interessante.
Como era, com as armas e o dirigir incessante – não para mencionar as outras garotas que estavam com ela – o filme era meio que chato em comparação.
"Q?" Santana respondeu, olhando o relógio na mesinha de cabeceira e imaginando onde diabos as outras garotas estariam.
Ambas usavam perucas ruivas e enquanto ela estava bem certa de que estavam irreconhecíveis – especialmente depois que Rachel tinha começado a falar como se fosse de Minnesota – ela não ficaria relaxada até que elas voltassem.
"Quando você e – você lembra do acampamento de líder de torcida, primeiro ano?"
Santana franziu a testa levemente. Ela tinha quase certeza que sabia onde isso ia dar, mas, se Quinn quisesse jogar, ela jogaria.
"Você está perguntando se eu lembro da primeira vez em que eu estava rodeada por centenas de garotas atléticas meio nuas? É, Q, eu lembro."
Quinn correu os dentes sobre o lábio superior, imaginando como ela poderia chegar a pergunta que queria fazer sem Santana tirar onda dela pro resto da vida.
Ou bem, o resto dessa vida. O quanto ela durasse.
"Foi quando – eu vi você e Brittany. Quero dizer, foi quando eu descobri."
As sobrancelhas de Santana ergueram-se rapidamente. Agora isso ela não sabia.
"Hum, e como você descobriu o que exatamente? Espere, ai meu Deus, aquilo era você?"
As mãos de Quinn voaram pro rosto dela, porque isso era tão embaraçoso.
"Eu não quis fazer isso! Eu precisava xixar, ok? Como eu deveria saber que você e B estavam tendo qualquer coisa à meia noite no banheiro?"
Santana se sentou, se virando para encarar Quinn incredulamente.
"Eu não posso acreditar que isso era – você nos assustou pra caralho! Lá estávamos nós cuidando das nossas vidas, explorando o corpo uma da outra e então houve portas batendo e gritos e – Jesus Cristo, porra, era você." Santana respirou profundamente, então franziu a testa e fez um punho, socando Quinn na parte superior do braço o mais forte que pôde. "Eu fiz Britts chorar por causa disso!"
"Ai!" Quinn esfregou o braço, franzindo profundamente a testa antes de fazer um punho também e socar o braço de Santana no mesmo lugar. "E você me deu um trauma de usar o banheiro à noite!"
Santana pulou da cama, se dobrando sobre a cintura para socar Quinn no mesmo lugar novamente.
"É chamado de bater, sua imbecil! Eu pensei que era um conselheiro ou, tipo, algum maldito idiota que arruinaria nossas vidas e – e era você todo o maldito tempo!"
Quinn rangeu os dentes, tentando se segurar para não pular em cima da garota na frente dela e socar os seus dentes.
"O que eu deveria fazer? Dizer, ei, S, você se importa de tirar as suas mãos do short do pijama da B para que eu pudesse xixar?"
"Uh, é, isso seria bem melhor do que acordar todo o maldito chalé!"
Elas se encararam por um momento, antes de Santana repentinamente gargalhar. Depois de um momento, Quinn começou a gargalhar também, fazendo um pouco de beicinho enquanto acariciava o braço.
"Isso dói, porra."
"Cuidado aí com a linguagem, Q, estou começando a achar que você está virando eu. Não que eu lhe culpe, como um modelo eu sou incrível, porra."
Santana sentou de volta, levando as pernas pra cima da cama e batendo-as contra as de Quinn antes de se aconchegar. Quinn retornou o movimento, rindo quando as pernas de Santana quase caíram da cama, antes da sua expressão ficar séria.
"Quando você e B, você sabe, a primeira vez? Eu pensei que fosse isso, sabe, por muito tempo mas não era, era?"
A expressão de Santana se clareou também, enquanto ela respirava profundamente.
"Não, não era. Nós tínhamos catorze, na verdade."
As sobrancelhas de Quinn correram pra linha capilar dela.
"O que?"
"Olhe, não era assim, certo? Foi como – os pais dela não estavam, e eu ia dormir lá como sempre fazia nos finais de semana. Você sabe, até meu irmão se mudar e eu ter o quarto pra mim. De qualquer forma, nós só – eu nem sei por que nos fizemos, mas, a prateleira de álcool estava logo ali, sem supervisão e tal, e, boom, nós tomamos três goles de vodca e estávamos acabadas."
Quinn se virou de lado, dando a outra garota sua total atenção.
"E vocês começaram a se beijar?"
Santana imitou a posição antes de começar a conversar novamente.
"Sim, bem isso. Nós estávamos assistindo Segundas Intenções, sabe? E lá estava aquela parte onde as garotas começaram a se beijar no meio ,e – eu acho que B sugeriu, mas eu já estava pensando sobre – e nós começamos a nos beijar também. Com línguas e, tipo – ambas tínhamos beijados garotos antes e tal, mas, isso era diferente. Isso era Britts, sabe? Ela era minha melhor amiga."
Quinn sorriu suavemente, imaginando em sua mente e descobrindo que não a enojava ou a fazia sentir estranha. Foi, na verdade, meio que doce.
"E vocês foram até o fim?"
Santana sorriu ligeiramente.
"Nós tentamos. Tipo, nós fomos mas éramos tão jovens e meio bêbadas que isso foi só – a intenção estava lá, eu digo isso. Mas não foi como se nós gozássemos ou algo do tipo," Santana começou a rir do olhar no rosto de Quinn. "Desculpe, Q, mas não é esse o ponto? Olha, nós acordamos no dia seguinte e só tentamos rir daquilo. Mas eu estava enlouquecendo porque essa foi a primeira vez que eu percebi que queria esse tipo de coisa, sabe? E B apenas me beijou – mau hálito e tudo – e disse quão feliz ela estava por eu ser a primeira dela."
Quinn olhou e Santana olhava pra um ponto na parede, como se fosse bem longe do motel e tudo que tinha levado aonde elas estavam.
"O que você disse?"
A atenção de Santana voltou pro rosto de Quinn.
"Não diga a ninguém. Eu dei o fora de lá, liguei pra Puck quando eu cheguei em casa e fui e transei com ele."
"Então, como você – quando vocês fizeram novamente?"
"Bem no final de semana seguinte. E o que teve depois desse. Diabos, toda chance que tivemos. E sim, nós ficamos bem melhor, melhor que qualquer cara que eu comi, também." Santana suspirou, antes de mostrar os lábios para Quinn. "Agora por que você me pergunta o que você realmente quer saber a resposta?"
Quinn engoliu, sua expressão saindo da simpatia para o nervosismo.
"Olhe, eu – eu dormi com Puck, certo? Mas ele foi o que – eu não sei o que eu estava fazendo, mas, ele sabia e isso foi okay. E com Berry – com Rachel, quero dizer, eu acho que – olhe, nós provavelmente iremos pra cadeira ou algo do tipo então por que –" Quinn espremeu seus olhos bem fechados, tentando achar coragem pra perguntar o que queria sem enterrá-la no meio de desculpas. "Eu sou a experiente dessa vez, ou deveria ser, mas eu não tenho ideia do que estou fazendo."
Esse era um momento que Santana nunca esperara que acontecesse entre elas. Elas tinham se unido e matado pessoas? Bem, certo, ela não tinha esperado isso mas não era fora do círculo de possibilidades também. Que elas fariam um ótimo time de fodonas de usar armas? Bem, duh, Isso era tipo, lógica.
Mas isso, num quarto de motel em algum lugar do Colorado, Quinn iria instigar uma conversa cheia de sentido e profunda sobre perder virgindades e dormindo com garotas?
Nunca. Em um milhão de anos.
"Olhe, eu não estou prestes a caminhar com você sobre tecnicalidades porque – porque não é sobre isso, Q. Além do mais, se eu tiver que dormir hoje à noite sabendo que você e Berry estão consultando algum manual lésbico que eu dei a você pra descobrir o que fazer uma com a outra –" ela estremeceu. A coisa toda já seria bastante estranha como estava. "Então, eu apenas lhe darei alguns conselhos, certo? Conselhos que eu talvez evitariam um monte de confusão com Britts, então é melhor você me agradecer por eles."
Quinn a encarou com um olhar de esperança.
"O que é?"
"Apenas faça o que você quiser e a escute, certo? Dormir com caras é tipo – com Puck, você tem que só deitar ali e ele ficará feliz, sabe? Tipo, claro, tem um monte de merda que você pode fazer pra ficar melhor, mas está tudo acabado quando ele está terminado, né? Mas com garotas, não há realmente uma linha de chegada. Quero dizer, eu acho isso incrível porque você pode foder a noite toda se você quiser, mas, não desperdice o tempo todo tentando fazer com que ela termine é o que estou dizendo, porque claro, há tipo um milhão de orgasmos a mais, mas, aquilo não é realmente sobre isso. Preste atenção a como ela responde a você, deixe a saber o que você quer, droga, tente o que você quer nela se vocês ficarem travadas. Mas na maior parte, Q? Apenas sinta tudo. Não estresse seu cérebro sobre o que vai onde e por quanto tempo, só sinta."
Quinn piscou enquanto Santana movia a mão e a repousava no braço dela e dava um aperto gentil.
A porta abriu, Brittany carregando um braço de roupas lavadas que ela derrubou no chão. Ela riu, pulando sobre a cama e beijando Santana rapidamente, antes de pular pro chão.
Rachel entrou no quarto com um braço carregado também, dando Quinn um sorriso tímido antes de sair novamente.
"Obrigada," Quinn sussurrou enquanto ambas se levantavam pra começar a arrumar a montanha de roupas.
"Por nada, Q. Agora, vamos nunca jamais falar sobre isso novamente."
O-O
Santana se esticou na manhã seguinte, sentindo seus ombros estralarem. Deus, ela sentia falta de camas. Ei, talvez tivesse alguns prós de ser presa, afinal. Ela teria uma cama toda noite, pra começar, e refeições e –
Ela sentiu Brittany se mexer ao lado dela, abrindo um olho e oferecendo a ela um sorriso preguiçoso.
"Dia," ela murmurou sonolenta, parecendo como se cumprimentar o dia fosse a última coisa que ela queria fazer.
Mas elas tinham que levantar e deixar o Colorado, e, encontrar algum outro motel pra dormir. Ou outra floresta maldita, dependendo dos níveis de paranoia do dia.
Elas arrumaram o quarto o melhor que puderam, embolsando os mini xampus e sabonetes.
Enquanto Brittany batia na porta das outras garotas, Santana coloca a última das coisas dela no carro, e, entrava no assento de motorista. Depois da conversa com Quinn na noite anterior, ela sentiu como se contribuísse o suficiente para situação sem ter o rosto dela como a primeira coisa que elas vissem quando elas emergissem do ninho de amor ou algo do tipo.
Brittany andou pro carro, entrando no banco do passageiro com um sorriso no rosto.
"Elas totalmente fizeram," ela disse, virando-se pra Santana e rindo. "Eu aposto dez dólares com você – não, espere eu esqueci – certo, aposto que Quinn e Rachel dormirão o dia inteiro no carro porque elas não dormiram nada noite passada."
"E o que você está apostando, então?"
"Quem quer que perca será quem ficará no carro da próxima vez que assaltarmos algum lugar."
Santana assoprou, porque se ela aceitasse ela perderia totalmente. Mas Brittany parecia tão alegre. Foda-se.
"Aposta aceita."
Elas decidiram apertar as mãos. Então se beijaram. O que, claro, levou a uma sessão de amassos pra selar a aposta.
Quinn correu até o carro com a mala na mão, tendo usado a desculpa de carregar o carro na noite anterior em um esforço para disfarçar o fato de que ela provavelmente iria pular em cima de Rachel. Também tinha dado a ela alguns momentos pra se recompor enquanto pensava sobre o que Santana tinha dito.
Rachel apareceu na porta, olhando pra tudo como se ela estivesse prestes a estender os braços, explodir em uma música e seguir seu caminho pra colina mais próxima a la Julie Andrews.
Santana bufou, porque ela tinha definitivamente havia acabado de perder a aposta.
O-O
Mais uma vez, elas dirigiram à luz do sol. Brittany contou os carros que elas passaram e dançou na cadeira mais um pouco junto com a música. Santana se permitiu sorrir, até quando a viatura passou delas logo após elas passarem a fronteira do Kansas.
Quinn e Rachel perderam a maior parte da viagem, tendo se aconchegado uma na outra e dormido não muito depois delas saírem do motel.
Brittany tinha se virado em seu assento algumas horas depois e se inclinou sobre sua cadeira para vê-las dormindo. Ela desejou que tivesse um marca texto para que ela pudesse desenhar na cara delas ou algo parecido.
Elas pareciam tão fofas, ela pensou. Quinn tinha a cabeça apoiada no ombro da garota menor e Brittany percebeu que ela nunca tinha visto sua amiga parecer tão relaxada.
Ela iria sugerir que elas ficassem bêbadas naquela noite, ela pensou, apenas por diversão. Mas também para ver se Quinn ainda era uma bêbada com tesão desde que ela tivera um monte de orgasmos com Rachel. Ela estaria totalmente mais feliz agora. Ela sabia em primeira mão o quanto frustração sexual tornava as pessoas emburradas.
Santana tinha agido com surpresa que as garotas estavam totalmente tendo um caso e tal, mas, Brittany não, na verdade. Ela descobriu isso, dadas às circunstâncias corretas, qualquer um poderia beijar qualquer um. Pessoas eram apenas pessoas, e, enquanto algumas eram gostosas, isso era sobre o que estava dentro delas. Quinn e Rachel, ambas, eram super gostosas, isso era verdade, mas, isso não foi até que elas se conheceram interiormente que elas começaram a se beijar.
E tudo que levou foi a morte de onze pessoas, um monte de lugares serem assaltados e um provável futuro vividos na cadeia pra acontecer.
Brittany sorriu. Valeu muito a pena.
O-O
"Sem armas dessa vez," Santana disse, respirando fundo enquanto mantinha os olhos focados no sinal de néon pendurado em cima da lanchonete.
"Eles não nos reconhecerão sem perucas?" Rachel perguntou sonolenta, esticando os braços nas suas laterais enquanto olhava os arredores.
Ela acordara quando o carro parou e ambas, Brittany e Santana, falaram sobre conseguir hambúrgueres na lanchonete defronte à elas. Havia muitos carros no estacionamento e apesar das últimas vinte e quatro horas, Rachel sentia algo parecido com medo quando ela olhou a lanchonete.
"Vamos apenas ver o que acontece?" Quinn sugeriu, olhando o lugar e sentindo o estômago roncar.
Elas se arrumaram o melhor que puderam, procurando no bagageiro pela mala uma maquiagem que pudessem usar, no mínimo, uma base no rosto.
Quando elas estavam prontas, não pareceu que elas passaram o dia, muito menos o último mês, dirigindo.
"Você está linda, Quinn." Rachel murmurou, olhando pra ela timidamente. Ela não podia evitar. Elas tinham experimentado a mais incrível e íntima das atividades na noite anterior – o estômago de Rachel caiu enquanto ela lembrava o olhar no rosto de Quinn quando ela –
"Você também." Quinn retornou, sorrindo suavemente e se movendo pra pegar a mão dela.
"Vamos, pombinhas." Santana rolou os olhos, andando de propósito em direção à lanchonete com Brittany em seu encalço.
Ela iria entrar lá com um sorriso plantado no rosto, pedir por uma cabine e alguma comida. Se dessem a elas tanto quanto uma segunda olhada ou qualquer pessoa agisse como um imbecil, elas simplesmente iriam embora.
Era tempo delas verdadeiramente tornarem-se invisíveis, e que jeito melhor do que se juntar à multidão?
Elas foram sentadas por uma garçonete agradável ao olhar que tinha 'Katie' escrito no crachá e cada uma recebeu um cardápio.
Brittany imediatamente pediu um milk-shake de banana com malte e quando Katie olhou pra todas esperando, as outras garotas correram pra escolher uma bebida.
"Shake de chocolate, Katie." Santana disse com um sorriso de flerte. Diabos, chapas não podem chamar policiais pra pessoas que eram legais pra eles, certo?
"Morango," Quinn deliberou por um momento entre isso e um suco, mas havia um tempo desde a última vez que ela consumiu laticínio. Depois, ela estivera querendo pedir hambúrgueres e shakes numa lanchonete desde que ela parara de ser Lucy. Uma vez já fora a refeição favorita dela.
"Eu tomarei um suco de laranja, a não ser que seu estabelecimento ofereça um milk-shake com leite de soja para a clientela vegana?" Rachel perguntou esperançosa enquanto Katie franzia o rosto pra ela.
"Eu checarei na cozinha pra você, se quiser? Que sabor você vai querer se nós tivermos?"
"Malte de baunilha, por favor." Rachel sorriu enquanto Katie olhou os itens e deixou a mesa delas. "Eu não acredito que ninguém nos reconheceu!"
Ela nunca pensara que estaria tão empolgada por parecer uma zé ninguém, como uma adolescente típica sem um futuro cheio de sucesso.
"San! Ali tem uma jukebox!"
Santana deu olhadela antes de dar de ombros.
"Okay, então o que queremos?"
Quinn manteve os olhos no cardápio, apesar da percepção alarmante que ela estava atualmente em uma lanchonete com Rachel, Santana e Brittany no que provavelmente poderia ser chamado de encontro duplo.
Logo quando ela pensar que sua vida não podia ser mais bizarra.
Mas a noite anterior? Ela nunca sentira nada como isso. No sentido físico, claro, mas no nível louco emocional onde tudo tinha sido tão intenso. De um jeito bom, e isso a surpreendera ainda mais. Ela tinha sido construída pra não confiar em emoções – ou melhor, pra confiar mais fortemente no que era socialmente aceitável – e a intimidade pura da noite anterior deixara-a sentindo de alguma forma em conflito.
Por um lado, ela estava bem certa de que agora estava apaixonada. Pela primeira vez na vida inteira dela. Mas por outro? Elas estavam fugindo e o tempo estava acabando, e agora não era o momento de sentir esse tipo de coisa. Porque agora iria doer ainda mais pensar sobre o que se apresentava diante delas.
Repentinamente, a segurança de Rachel era a coisa mais importante que ela podia pensar e ela desejou desesperadamente que o plano original dela tivesse funcionado. Que aquele imbecil filho da puta não tivesse tentado estuprar a garota e só a tivesse deixado fazer a ligação, ser pega pelos pais dela e voltar à vida dela.
Agora mesmo Rachel podia estar de volta à Lima, segura, e planejando o futuro dela novamente. Claro, elas nunca teriam se tornado amigas, ou se beijado, ou tido a noite anterior que, pela maior parte, Quinn não queria desistir ou não experimentar novamente.
Mas Rachel estaria segura.
Ela ignorou a conversa entre as três garotas, mesmo quando elas riam e apontavam os outros caras que estavam vestidos estranhamente ou tinham sobrancelhas engraçadas ou algo do tipo. Porque o que Rachel dissera sobre amor? Que a segurança da outra pessoa e felicidade tornava-se mais importante do que a própria.
E ela queria sentir isso, muito. Diabos, talvez ela sentira isso por mais tempo do que percebera, porque aquele plano original? Tinha sido realmente apenas para salvar Rachel, se tivesse dado certo. Quem ela estava enganando? As três seriam presas, mesmo sem contar as testemunhas de sequestro ou algo. Só Rachel ficaria livre e ganharia um futuro cheio de felicidade.
Então aí estava. Ela estava apaixonada por ela. Verdadeiramente. O sentimento que ela havia aguardado sua vida inteira.
Mas era tarde demais. Tinha sido desde que ela usou uma faca contra Russell Fabray.
"Eu não posso acreditar que eles tinham!" Rachel exclamou, bebendo entusiasticamente pelo canudinho. Era bobo, realmente, sentir-se tão contente por ter uma bebida que parecia exatamente como uma que as outras meninas tinham. Mas isso era uma das coisinhas que a faziam se sentir incluída.
Debaixo da mesa, ela tinha a mão no joelho de Quinn e estava lentamente a arrastando pra cima.
Claro, ela tinha sido uma virgem por um longo tempo e não tinha antecipado perder aquela virgindade tão cedo na vida. Mas agora que ela tinha? Bem, ela tinha muito que compensar.
Tinha sido exatamente como ela imaginaria que seria, ao mesmo tempo que não foi nada igual. Quinn tinha sido tão gentil, mas tão apaixonada e Rachel se perdera para as sensações mais cedo do que ela pensara que estaria confortável.
Ela lembrava daquela noite com Jesse, e, quão nervosa ela se sentira enquanto se preparava no banheiro. E então com Quinn ela nem tinha se importado em lavar o rosto ou colocar uma roupa sensual. Ela apenas deixara a garota agarrá-la, beijá-la e a empurrá-la pra cama.
"Esse é o melhor plano que teremos," Santana disse com a boca cheia de x-burguer e chili, parecendo como se ela estivesse prestes a ter um orgasmo com a boca.
Brittany apenas concordou, gemendo dentro do seu x-burguer com dobro de bacon porque isso era a melhor coisa que ela provavelmente provaria em sua vida.
Mas então, um mês de sopa enlatada e doce podia fazer isso a alguém.
Quinn deu uma mordida na explosão de bacon que ela pedira, tentando parar seus olhos de rolar pra trás em sua cabeça. Mesmo que a noite passada tivesse sido a experiência mais prazerosa da sua vida, essa estava bem perto de ser a segunda. Ali estava, como um milhão de camadas de bacon frito, a mão de Rachel na sua coxa e isso era bem parecido com o paraíso. Tinha que ser. Pro inferno com pensamentos que faziam seu coração doer.
Rachel delicadamente pegou o seu garfo, colocando macarrão em sua boca e tentando segurar seu próprio gemido. Porque, claro, sopa podia ser um pouco repetitivo. Mas esse molho era de morrer.
Quinn ficou vermelha quando Rachel gemeu e Santana bufou.
"Você está bem, Q?"
Quinn apenas encarou a outra garota na sua frente.
"Ei, San, eu vou checar a jukebox." Brittany beijou a bochecha da outra garota, deixando metade do seu hambúrguer e fritas no prato enquanto se levantava e andava pra máquina antiga e gigante.
Santana jogou seu próprio hambúrguer no prato, batendo em seu estômago.
"Eu não sei se foi o doce ou sopa ou o que, mas, eu não posso mais comer tanto quanto estava acostumada."
Quinn deu de ombros, vendo como ela tinha ganhado um enorme apetite na noite anterior e dormira o dia todo hoje e então ela estava esfomeada.
Santana deslizou pela cabine, saindo e andando em direção à Brittany, que tinha escolhido a seleção dela e estava esperando que começasse.
Ela riu quando 'Vida é uma Rodovia' começou a gritar pelos alto-falantes, e, se inclinou contra o final do balcão da lanchonete quando Brittany começou a dançar junto com a música.
Como o usual, quando Brittany começou a dançar pessoas tendiam a começar a assistir. Um velho de camisa de flanela inclinou seu chapéu de vaqueiro pra garota que dançava, antes de se juntar. Os movimentos dele eram lentos mas ainda tinham o mesmo nível de entusiasmo.
Uma vez que Brittany o notou, ela ofereceu as mãos pra dançar com ele apropriadamente.
Deus, ela amava essa garota, Santana pensou. Um dos amigos do homem dançarino, com sua própria camisa de flanela e chapéu de vaqueiro, aproximou-se dela com um sorriso e ofereceu a ela as mãos dele.
Bem, por que não, porra?
Na mesa, Quinn finalmente acabar o hambúrguer de bacon e tomou um gole do milk-shake. Ela estava tentando o seu melhor pra empurrar pra fora da sua cabeça todos os pensamentos de amor e maldição e apenas curtir o momento.
Mas isso era difícil.
"Você está bem?" Rachel perguntou pra ela, levemente preocupada que a outra garota estivesse enlouquecendo por causa da noite anterior. O que seria maluquice vendo com ela estivera entusiasmada, se não mais, do que Rachel estivera.
"Bem, eu acho que tão bem quanto esperado," Quinn respondeu, se virando em seu assento para que pudesse ver a outra garota melhor. "Você?"
"Sim," Rachel respondeu verdadeiramente. "mais do que bem, para ser honesta com você. Apear de algumas coisas realmente chatas nos sobrevoando, as últimas vinte e quatro horas tem sido as melhores da minha vida inteira."
Quinn ergue a mão, acariciando a bochecha de Rachel.
"Você quer, talvez, dançar comigo?"
Barbra empatou com Katharine Hepburn no Oscar de 68 em melhor atriz? The Way We Were era um dos mais assombrosamente belos romances de todos os tempos?
Claro que ela queria dançar com Quinn!
E então as quatro se revezaram em escolher músicas – como aqueles que dançavam com elas – enquanto a noite continuava.
Rachel teve que tomar um descanso de dançar e subiu no balcão da lanchonete para cantar alto juntamente com a jukebox. Ela não era mais uma virgem, ela estava apaixonada e neste momento ela tinha uma audiência pela primeira vez no que parecia desde sempre.
Ela dedicou 'Eu me toco' para uma Quinn corada; 'Vadia' para Santana, que assoprou um beijo pra ela; e 'Quebre meu passo' para Brittany, que tinha sido arrastada forçosamente da pista de dança quando era tempo de ir embora.
Foi uma noite mágica de todas as formas e Brittany desejou que elas pudessem ficar no Kansas e morar pra sempre perto da lanchonete incrível que tinha uma jukebox totalmente preenchida com músicas dos anos 90.
O-O
Elas acamparam pernoitando num campo fora da estrada uma vez que chegaram em Oklahoma.
Rachel desejou que tivesse trazido a câmera com ela pra tirar uma figura dela mesma parada perto da placa estadual. Tinha sido seu segundo musical favorito – depois de Funny Girl, claro – por um ano inteiro e ainda tinha um lugar especial em seu coração.
Ela estava agradecida por dirigirem à luz do sol agora, para que ela pudesse manter um olho por uma montanha com um pico diferente em cima.
Enquanto ela entrava na tenda que dividia com Quinn, os pensamentos de musicais a deixaram.
A loira tinha a lanterna ligada, apontada pro teto da tenda como um abajur. Seu cabelo estava bagunçando de onde ela estava deitada, contudo ela sentou quando Rachel entrou.
Ela nem se importou que Quinn ainda tinha um pouco de gosto de bacon.
O-O
"Eu digo que vamos pro oeste, pelo Arizona, depois noite por Nevada." Quinn franziu a testa um pouco. "Se nós continuarmos indo pro leste, nós acabaremos ficando mais perto de Ohio."
Santana suspirou, sentada no assento do passageiro e desejando que tivesse tomado um maldito café. Tinha algo sobre manhãs que seu corpo não concordava.
"E então o que? Vamos pra leste, e nós temos vários estados cheio de lugares pra passar antes que comecemos a cruzar lugares que já estivemos."
Quinn apenas deu de ombros, sua voz baixa enquanto viam Brittany e Rachel rindo e empacotando as tendas.
"De qualquer jeito, S, não é como se fosse importar muito em breve."
"Passou alguns dias desde que nós – olhe, Q, talvez o calor baixe e nós possamos –"
"O que, S? O que exatamente nós faremos? Não temos identidades, ou números de seguridade social falsos ou qualquer informação que signifique que possamos parar em algum lugar, conseguir empregos e viver uma vida normal. Nós não temos nada. Somos adolescentes, todos que conhecemos moram em Ohio, em Lima, e estou bem certa que a maioria deles querem que sejamos pegas."
"Então o que, apenas desistimos?"
"Não, não desistimos. Apenas continuamos dirigindo, certo? Isso – quando eles nos pegarem, nós nos rendemos. Não resistiremos e deixaremos eles nos prender porque isso é melhor do que levar um tiro. Nos desculparemos, mesmo que não vá significar merda nenhuma, mas, nós nos desculpamos porque talvez, se nós mostrarmos remorso, nos trancarão mas eles não nos separarão."
Santana esfregou a testa com a mão.
"Eu realmente queria ir pro México, sabe. Ou encontrar uma cidade de vaqueiras lésbicas."
"Eu sei, eu sei. Eu também."
"Mas isso é tudo que temos, você está certa, Q."
"Eu não quero estar certa, S, não quero."
"Mas é hora de dançarmos conforme a música, né?"
Quinn se esticou pra pegar a mão de Santana, agarrando-a com força.
"Só pra você saber, eu amo você. Obrigada por – só obrigada."
Santana enxugou o olho, pronta pra insistir que aquilo não era uma lágrima. Era só tipo, chovendo no seu rosto ou algo do tipo.
"Eu te amo também."
Elas se abraçaram com força, só se separando quando Brittany e Rachel começaram a andar pro carro com as tendas empacotadas, conversando e rindo.
"Então, nós arranjamos alguma gasolina e então vamos pelo Novo México para Arizona, certo?" Quinn colocou seu cinto de segurança sobre o peito enquanto Santana concordava com ela.
"Sobre o eu você estavam conversando?" Brittany perguntou com alegria, subindo no assento de trás com Rachel a seguindo.
"Sobre como gostosa você é," Santana respondeu, virando-se em seu banco e piscando.
"Tá tudo bem?" Rachel perguntou à Quinn, notando que a loira parecia um pouco chateada.
"Tá." Quinn respondeu, respirando profundamente e ligando o carro.
"Olhe, eu não me importo, é um lugar chamado Beaver e no caso de você não ter notado, isso é relevante agora para todos os nossos interesses." Santana deu um sorriso safado cruzado os braços sobre o peito enquanto Quinn sinalizava pra desligar.
"Posso ir com você, San?" Brittany saiu do carro e seguiu a garota pro posto de gasolina.
"Você me dirá o que está errado?" Rachel perguntou, saindo do carro e se encostando nele enquanto Quinn começava a encher de gasolina.
"Eu apenas percebi algumas coisas, só isso." Quinn respondeu, mantendo o olho nos números que estavam clicando desde que elas só tinham uma certa quantidade de dinheiro e ela não queria realmente adicionar mais crimes pra lista de merda contra elas agora.
Rachel empalideceu. Ela tinha pensado que elas estavam na mesma fase sobre as coisas, afinal, especialmente desde a noite anterior Quinn tinha sido tão intensa com a transa delas. Ela tinha se forçado a não confessar o seu amor naquele exato instante.
"Oh, eu entendo. Bem eu entendo que você queira reverter nossa relação de volta a –"
A cabeça de Quinn se virou rapidamente.
"Não, Deus, Rachel eu não quero isso de forma alguma. Rachel, eu –" ela não podia dizer isso. Doía demais só pensar em dizer e então ter arrancado dela. "Foram os dias mais felizes da minha vida, ok? Eu não quero que acabem."
Ela colocou a bomba de volta no seu gancho e colocou as mãos nos ombros da garota que ela tinha, de alguma forma, se apaixonado.
"Bem então por que você está agindo com tanta distância?"
"Porque," Quinn sussurrou, puxando Rachel em um abraço. "Eu não quero ver o olhar de decepção no seu rosto quando eu disser a você que eu não acho que temos muito tempo restante."
Rachel passou as mãos ao redor da garota tremendo, e, a apertou o mais forte que pôde.
"Eu sei disso, Quinn."
"Sabe?"
Rachel sentiu o seu cabelo mexer quando a outra garota falou.
"Claro que sim. Se eu pensasse que nós realisticamente ainda tivéssemos uma chance de alcançar um destino que, talvez, nós pudéssemos construir uma nova vida e escapar das repercussões do que nós fizemos, eu teria sugerido que nós fossemos pra lá há uma semana. Entretanto, à luz dos recentes desenvolvimentos, eu vim a aceitar que tudo que temos é o aqui e agora."
Quinn se afastou o suficiente pra ver o rosto de Rachel, ficando abraçada.
"Sério?"
"Quinn, eu sabia que você tinha – bem, alcançando a mesma conclusão quando você sugeriu que deixássemos de dirigir à noite e ficar em um motel. Mas o que havia pra dizer? Nós não podemos fugir pra sempre."
Quinn se inclinou pra frente, pressionando carinhosamente os lábios nos de Rachel.
Se havia um momento para declaração de amor, era agora.
"Rachel Berry, eu –"
"Oh cale a boca seu bode velho lascivo!" Santana chamou, saindo apressadamente do posto de gasolina e voltando pro carro com seus braços cheios de mercadorias.
Brittany seguiu, olhando por sobre o ombro.
"O que aconteceu?" Quinn perguntou, se soltando de Rachel, ligeiramente aliviada que elas tivessem sido interrompidas.
"Bem, acontece que levar uma arma lá teria sido uma boa ideia desde que o imbecil nos reconheceu."
"O que?"
Elas todas começaram a entrar no carro, ávidas pra saírem dali.
"É," Santana grunhiu, clicando seu cinto de segurança no lugar enquanto Quinn entrava no lado dela. "Não nos disse até depois de eu ficar de conversinha com o puto, todo sorrisos e merda. Eu não dou a mínima se vamos assaltar o lugar ou não, da próxima vez vou levar uma arma."
Ela as virou pro sul enquanto elas deixavam Beaver, Oklahoma e cruzaram a fronteira pro Texas. Depois de uma hora por aí, ela viraram pro oeste e se dirigiram pro Novo México.
Se sorte estivesse com elas, elas não iriam precisar parar novamente por um tempo.
"Mas Brittany, nós temos um carregamento de bebidas no bagageiro do carro, eu não vejo o motivo pelo qual você sentiu a necessidade de comprar mais?"
"Porque ele era um puto imbecil, esse é o motivo!" Santana gritou do assento da frente, chateada com tudo no mundo inteiro.
"E?" Rachel perguntou, não realmente se importando sobre o álcool adicional desde que ficar bêbada com Quinn talvez fosse ainda mais divertido agora que elas tinham adicionado coisas como amassos e fazer amor ao relacionamento delas.
"Olhe, eu não sei, certo? Foi uma decisão de última hora, apenas pra ver se ele iria nos parar. E ele não parou. Porque ele era um imbecil."
"Caras?" Quinn perguntou quietamente, não querendo alarmar nenhuma delas, mas sentido seu batimento cardíaco acelerar por causa do que ela estava prestes a dizer. "Acho que estamos sendo seguidas."
Todas elas, menos a motorista, se viraram em seus assentos pra olhar pela janela traseira. Tinha um carro há alguns metros atrás dela, mas, não tinha luzes piscando ou pareciam estar acelerando atrás delas.
"Poderia ser algo aleatório?" Santana disse, fazendo o retorno.
"Talvez." Quinn murmurou, mantendo um olho no seu retrovisor de qualquer forma.
O carro ainda estava atrás delas, mantendo a mesma distância, enquanto elas atravessavam o Novo México. O sol estava se pondo, e, Quinn estava tão cansada que ela mal podia ver direito, mas, aquele maldito carro ainda estava ali e ela não queria parar.
"Está definitivamente nos seguindo." Rachel disse timidamente, sem poder tirar os olhos dos faróis que tinha as seguido apesar das voltas que elas fizeram, ou horas que tinha passado.
"Devemos – devemos pegar as armas e –" Santana começou mas Quinn balançou a cabeça.
"Não. Mas eu não sei o que fazer. Eu preciso parar de dirigir, mas –" ela piscou os olhos, lutando para não bocejar.
"Talvez devêssemos parar?" Brittany disse lentamente, se inclinando pra frente. "Mas só se todas concordarem."
O estômago de Rachel caiu. Fosse seu sexto sentido – o que tinha estado suspeitosamente ausente durante o último mês – ou apenas puro medo, algo estava a informando que parar só levaria a algo ruim.
Santana estava sentindo a mesma coisa no fundo do seu estômago. Porque é, ela e Quinn tinham conversando sobre serem pegas e tudo mais, mas tinha que acontecer agora? Elas não podiam dirigir mais um pouco, ver alguns lugares, continuar a se divertir sem matar mais ninguém?
Quinn queria chorar, ela queria mesmo. Mas ela tinha que se manter forte. Além disso, talvez fosse só uma coincidência e elas podiam deixar o carro passar e continuar o caminho delas?
Melhor elas descobrirem, de qualquer forma, antes dela leva-las pra um abismo. Ela estava dirigindo continuamente por aproximadamente doze horas direto agora.
"Talvez devêssemos."
Santana e Rachel se mantiveram em silêncio, nenhuma apta a levantar a voz e concordar.
"Nós todas temos que concordar," Brittany reiterou. "Tem que ser – todas por uma e uma por todas, como os mosqueteiros."
"Havia três deles," Santana murmurou, ainda sem poder se direcionar ao assunto de parar.
"E então eles tiveram quatro deles, porque eles deixaram aquele pequenino se juntar." Brittany ofereceu um leve sorriso à Rachel.
"Ok." Rachel disse, porque se era isso e isso ficasse ruim, ela queria que fosse porque todas elas decidiram juntas. Além do mais, Quinn já tinha concordado, não é mesmo? E elas eram um casal agora. Propriamente.
Santana grunhiu e fechou os olhos. Então tudo pousou nela? O que era foda, porque ela já tinha feito paz com serem pegas e tudo mais, mas, encarar isso? Ela não estava pronta.
"Certo." Ela concordou, porque diabos, ela nunca estaria pronta.
Elas pararam num posto de gasolina logo antes de Duncan, Arizona.
Brittany e Santana foram pra loja – Santana se assegurando de enfiar a pistola na cintura do jeans dela - enquanto Quinn tentava convencer Rachel de ir com elas.
"Esperarei no carro. Quero ter certeza que quem quer que esteja nos seguindo apenas passe por nós e quando eles fizerem issoeu entrarei e pegarei vocês."
A garota menor sorriu o mais confortador que pôde, enquanto Quinn balançava a cabeça.
"Apenas entre, certo? Não quero deixar você aqui fora."
Mas Rachel pressionou as mãos firmemente no peito de Quinn e empurrou.
"É menos suspeito se uma de nós ficar aqui fora e você é mais reconhecível de todas, Quinn. Então vá pra dentro, agora, antes deles chegarem aqui."
Quinn a beijou rapidamente,antes de correr pro posto.
"Posso ajudá-la?" O atendente perguntou e Quinn balançou a cabeça, tentando não parecer tão petrificada quanto se sentia.
"Apenas olhando."
Santana e Brittany estavam olhando pras prateleiras, tentando aparentar o mais natural possível.
"Ei, o que - eu não conheço você?" O atendente perguntou, enquanto o som de pneus guinchando repentinamente surgiu lá fora.
A cabeça de Quinn virou rapidamente para olhar pelas janelas, uma mão indo pra arma dela enquanto seis carros escuros e um carro de polícia estadual paravam no posto e cercavam o carro.
"Merda!" Santana gritou, tirando sua arma e apontando pro vidro, então pro atendente e de volta novamente.
De repente, foi como tudo estivesse se movimentando em câmera lenta. Ela olhou em horror quando o homem de jaqueta azul marinho foi em direção à Rachel, que estava levando as mãos pro alto e olhando sobre o ombro como se para achar Quinn.
Eles a agarraram, a virando e a inclinando sobre o capô do próprio carro. Ela estava sendo algemada e levada, quando Quinn foi agarrada pelas costas e puxada pra trás da prateleira.
"É isso," Santana disse, voz tremendo. "É isso, porra."
"Eles tem – eles tem Rachel e eu –" Quinn estava tremendo inteira. "Eu nunca disse a ela que -"
"San?" Veio a voz assustada de Brittany. "Eles têm armas."
"Santana Lopez, Brittany Pierce e Quinn Fabray – venham pra fora com suas mãos pra cima."
A voz soou com força e autoridade. Não foi como os policiais em Acampamento Traiçoeiro, que quase imploraram pra elas se entregarem. Essa voz era forte, séria e acima de tudo completamente assustadora.
"Porra," Santana balançou a cabeça.
Lentamente, Brittany começou a erguer as mãos e se levantar.
"Todas por uma?" Ela disse suavemente e Santana se lançou, a agarrando e beijando-a com tudo que ela tinha.
"Uma por todas." Elas respondeu quando se afastou, deixando sua arma cair no chão e confortando Quinn. "Venha, Q."
Quinn deixou sua arma cair, olhos arregalados, coração correndo enquanto um pensamento se repetia e repetia em sua mente.
Ela devia ter dito à Rachel que a amava. Ela devia ter dito à ela quando tivera a chance. Porra, por que ela tinha sido tão estúpida? Melhor era a garota saber que era amada do que era para Quinn evitar ter seu coração partido.
E realmente, foda-se a lógica de qualquer forma. Seu coração estava quebrando e Rachel estava sendo afastada dela, apesar de suas tentativas de evitar sentir-se desse jeito.
Por que ela não dissera a garota que a amava?
Lentamente, as três saíram de detrás das prateleiras onde tinham se escondido. Suas mãos estavam todas levantadas pra cima, palmas abertas.
Doze homens e mulheres em casacos escuros estavam parados com suas armas apontadas pra elas, com dois policiais em uniformes do departamento do Xerife ao lado fazendo a mesma coisa.
Um deles parecia jovem e a mão que segurava a arma tremia ligeiramente.
As três garotas andaram pelas portas automáticas do posto de gasolina e quatro dos homens e mulheres em casacos escuros começaram a andar rapidamente em direção à elas.
"Vocês estão pre –" um deles começou a dizer, antes de um tiro soar.
Todos se abaixaram ao som de arma atirando, exceto por Santana, que caiu no chão.
"San!" Brittany gritou, caindo ao lado dela enquanto sangue começava a sair do peito da garota.
"Britts?" Santana perguntou perdendo os sentidos, antes dos seus olhos fecharem.
Brittany foi forçada a ficar de pé por uma mulher em casaco escuro, que virou a cabeça pra gritar por uma ambulância enquanto a garota em suas mãos começava a gritar.
"San!"
Quinn não podia acreditar no que estava acontecendo.
"Santana?" Ela gritou, enquanto alguém agarrava os pulsos delas e os colocava nas costas dela.
Um carro já estava se afastando do posto e quando ela se virou pra ele, ela viu o rosto de Rachel olhando pra ela pela janela traseira. Seus olhos estavam arregalados, seu rosto pálido e ela não conseguia tirar seu olhar de onde Santana estava deitada sangrando no chão.
"Quinn Fabray, você está –" alguém começou a dizer, mas ela não se importava.
"Rachel!" Ela gritou pro carro em movimento. "Rachel! Eu te amo!"
Rachel olhou pra ela então, seu rosto se contorcendo ligeiramente como se ela não conseguisse ouvi-la.
"Quinn Fabray, você está –"
"Eu amo você, Rachel!" Ela gritou novamente, enquanto o carro entrava na rodovia e começava a ganhar velocidade.
Ela caiu de joelhos.
Estava acabado. Tudo. Elas estavam –
Elas estavam terminadas.
