N.T.: Como presente de Natal, acabo a fic. Obrigada a quem acompanhou e as leitoras que comentaram, Dani e Mell, vocês fizeram a fic andar rápido ;)
Feliz Natal e um próspero 2016. Aguardo sugestões e milhões de milhas de diversão \o/

Epílogo – Um gole de algo venenoso

"Hey, Rach! Posso, uh, falar com você um minuto?"

Rachel viu o garoto alto andar em direção a ela, uma mão esfregando as costas do pescoço dele enquanto dava a ela um sorriso tímido.

Ela devia se segurar na raiva que estava sentindo dele. Devia ter ajeitado os ombros e permanecido completamente impassiva à expressão desgostosa e esperança nos olhos dele.

"Sim, Finn, você pode." Foi o que ela disse, ao invés.

"Eu só queria me desculpar, só isso. Eu sei que nós – olhe, eu não dever dizer o que eu disse e eu me desculpo. Você está certa. Okay?" Ele manteve a voz calma, enquanto estudantes passavam por eles no caminho pra lanchonete.

Rachel sentiu um jorro de irritação em algum lugar no fundo da sua mente. Agora ele estava arrependido? Era sempre assim com Finn Hudson. Um minuto ele estava chutando cadeiras e parecia tão cheio de raiva que era como ele não pudesse fazer nada além de gritar; no outro minuto, face envergonhada e arrependido. Esperando não só que pude ser perdoado como também esquecido.

Ao mesmo tempo, seu coração derreteu ao olhar doce no rosto dele. Isso era quando ela o amava mais. Se só, ela pensou, ele pudesse ficar como esse Finn pra sempre.

"Eu aprecio suas desculpas, Finn, de verdade. Mas você disse algumas coisas bem ruins pra mim e eu –"

"Eu sei, foi estúpido. Eu sou tão estúpido algumas vezes. Mas eu me importo com você – sobre seu futuro, okay? Talvez eu não entre numa faculdade bacana em Nova York City – como você – mas eu posso conseguir um emprego ou algo do tipo, certo? Eu ainda posso ir com você. Você –" ele respirou profundamente, se aproximando mais dela e aproximou o queixo dela em direção ao rosto dele. "Precisa ir, entendo isso. Mas talvez, eu não sei, talvez você ir não queira significar o final da gente como eu pensei."

Ele deu à ela um meio sorriso e um olhar tão enternecedor que ela estava se inclinando em direção a ele antes dela poder se parar.

Mas não importou; ao invés disso, outra coisa a parou.

O corredor estava quase vazio. Além dela e de Finn, havia alguns calouros amontoados em um grupo ao redor de um armário; uma Cheerio choramingando abertamente enquanto ela segura uma embalagem de chocolate vazia; e um flash de cabelo loiro correndo passando por eles.

Rachel virou a cabeça, a vendo ir. Os lábios de Finn pressionaram a têmpora dela molhadamente e ela se afastou.

"Nós podemos falar sobre isso depois, Finn? Talvez depois do Glee acabar nessa tarde? Essa era Quinn não era?" Ela se sentiu compelida a correr atrás dela, algo importunando no fundo da mente dela.

Por que Quinn tinha passado correndo no corredor? A loira certamente teria um entendimento firme que tinha uma regra rígida de não correr pelos corredores da escola, e tinha conhecimento de primeira mão do tipo de punição costumeiramente administrado pela Treinadora Sylvester por qualquer coisa que ela achasse que fosse fora da esfera do comportamento aceitável de um adolescente.

O que consistia de, na maior parte, tudo além de estar quieto, continuar quieto e tremer de medo quando a Treinadora estivesse presente.

"É, Rach. O que você quiser. E eu nem vou apontar que ela provavelmente vai arrancar sua cabeça fora, porque ela tipo, te odeia ou tanto faz, porque eu sei que você só está sendo doce. Porque você é." Ele deu a ela aquele sorriso de lado dele novamente. "Só pense sobre o que eu disse,okay? Sobre você e eu, e o futuro."

Enquanto ele passava por ela, ela se esticou e tocou o braço dele. Ele realmente era um garoto tão doce e ela o amava. Ela realmente amava. Talvez ele pudesse segui-la para Nova York de alguma forma?Talvez ele pudesse ser estagiário de algum homem de negócios e obedientemente esperar durante as performances dela noite após noite, oferecendo o coração dele solenemente a ela? Ele podia se tornar um carpinteiro e construir os cenários que iriam ser os planos de fundo para a carreira brilhante dela nos palcos.

Um sorriso lento se espalhou pela face dela enquanto ela se apressava pelo corredor atrás de Quinn. Finn e Nova York não eram mutuamente exclusivos. Eles não podiam ser.

Rachel não viu Finn se virar na metade do corredor e franzir a testa. Ele devia ter dito a ela que a amava, ele percebeu. Finn estava dois passos depois dela se retirar – imaginando virando-a e a inclinando em um beijo ou algo super romântico – quando ele se parara. Ele provavelmente a derrubaria ou algo do tipo ou acidentalmente socaria ela novamente se ele tentasse ser suave assim.

E de qualquer forma, ela queria conversar depois do Glee, não queria? Ele guardaria o beijo para aquela hora. Eles provavelmente ficariam dando amassos por muito tempo de qualquer forma se ele esperasse até lá e isso seria incrível. Mais, se ele dissesse a ela que ainda a amava – e sempre iria – e então a beijasse, ela provavelmente ficaria tão a fim disso que ela deixaria ele ir direto pra apertar o peito dela. Seria passional, é. Ele se virou de volta, um sorriso no rosto. Ele poderia totalmente ir pra Nova York com ela. Totalmente.

Eles tinham todo o tempo do mundo.


"Onde está Quinn?" Brittany perguntou, molhando uma cenoura no suco de maçã e enfiando na boca dela.

Santana deu de ombros, lentamente movendo um pedaço de alface pelo prato dela. Comida de lanchonete era ruim.

"Porque ela disse que nos encontraria aqui e ela não está aqui." Brittany molhou outra cenoura no suco e lambeu ao longo do seu comprimento coletando as gotas que se juntaram na língua dela.

Santana olhou pro outro lado, porque isso era só o almoço e eram sócenouras mas Deus, ela relembrou o que ela língua podia fazer.

Ser só amiga de Brittany também era ruim.

"Ela provavelmente, teve sua menstruação e está no banheiro ou algo do tipo." Santana com raiva esfaqueou a folha de alface que ela estava mexendo no prato, dobrando-a e a esfaqueando novamente.

"Nojento." Brittany franziu o nariz. Depois de um tempo, sua expressão suavizou. "Mas ela ficou em casa na última segunda, lembra San? Por causa dos seus momentos de moça."

"Então?"

"Talvez devêssemos ir e encontrá-la?"

Santana rolou os olhos enquanto Brittany piscava pra ela de forma linda. Bem, porque diabos não? Não era como a lanchonete estivesse especialmente emocionante, e se isso queria dizer que ela podia parar de olhar Brittany dando sexo oral às cenouras, bem era ganho de todos os lados, realmente.

"Tanto faz." Santana empurrou sua cadeira pra trás, sem poder evitar o pequeno sorriso que estava se formando nos lábios dela quando Brittany sorriu pra ela.

Essa merda de ser uma boa amiga não era tão ruim, não mesmo. Elas iriam, achariam Quinn, e então tirariam onda dos professores ou algo até que fosse hora de voltar pra aula.


Rachel finalmente a achou no auditório, sentada na primeira fileira encarando o palco.

"Quinn?" Ela perguntou, tentando andar em direção à garota sentada e esperando que Finn não estivesse certo sobre Quinn arrancar a cabeça dela fora.

"Você sabe, eu estive nesse palco tantas vezes desde que o Glee começou que eu esqueci como era se sentir na platéia."

Rachel se abaixou para cadeira a dois assentos de distância da loira, no caso dela precisar de espaço ou querer desabafar violentamente. Ela virou para olhar pro palco, franzindo a testa enquanto as palavras de Quinn entravam em sua mente.

"Eu suponho que não saiba, também. Eu raramente não estive em um refletor minha vida inteira. Mas houve um tempo em que eu sentava na platéia e desejava que estivesse lá em cima. Tanto, eu pensei," Rachel se acomodou em sua cadeira, começando a sorrir. "que eu decidi dedicar minha vida a fazer isso acontecer."

Ela virou o sorriso dela pra Quinn, sentindo-o sair de seu rosto rapidamente quando a outra garota só se manteve olhando direto pra frente.

"É, bem, você é sortuda."

Rachel estava certa de que suas sobrancelhas era uma com a linha do seu cabelo.

Quinn pensava que ela era sortuda? Quinn; a ex-líder de torcida chefe, linda loira que tinha o mundo aos pés? Claro, havia tido alguns momentos bem desastrosos em relação à coisas como gravidez na adolescência mas ela passou por aquilo com louvor.

"Quinn, você –"

"Minha mãe está saindo com meu pai."

Quinn encontrou os olhos dela, finalmente, e Rachel ficou assustada de ver lágrimas neles.

"Oh, bem, talvez ele tenha percebido o erro das –"

"Ela começou a beber novamente, também." Quinn afastou o olhar, odiado que toda vez Rachel Berry conseguia encontrá-la em um estado emocional onde ela apenas vomitava verbalmente tudo sobre ela.

"Sinto muito, Quinn." Rachel manteve seu rosto neutro quando a outra garota balançou a cabeça.

"Eles nem me contaram. Eu descobri pelo Facebook da minha irmã."

"Bem, pelo menos ela disse –" Rachel começou esperançosamente, procurando por qualquer coisa que talvez parecesse positiva.

"Do status dela, Berry. Eu descobri que minha mãe – que me prometeu nunca vê-lo novamente – está se encontrando com meu pai por meses, e ele vai se mudar de volta conosco. Pra casa que ele me expulsou. No Facebook." Quinn trincou os dentes, se dispondo a não chorar.

"Essa é uma coisa muito dolorosa e horrível que aconteceu, Quinn. Eu sinto tanto que tenha acontecido. Mas, talvez é simplesmente sua mãe tentado preencher o vazio que você inevitavelmente deixará quando você for pra faculdade em alguns meses. Eu imagino que –"

"Eu não vou." Maldito seja, lá estavam as lágrimas que ela estava tentando segurar.

Rachel procurou em sua mente por algo pra dizer. Algo profundo e reconfortante. Mas não havia nada. Ao invés disso, então, ela optou pelo terapêutico.

"Você podia confrontar sua mãe e dizer a ela como você se sente? Certamente o vínculo da mãe com sua criança é tanto que quando aquela criança está se sentindo mal, a mãe faria qualquer coisa para acabar com isso?" A voz de Rachel estava quieta e trêmula. O que ela sabia sobre mães? Tudo que ela tinha pra se basear era que ela sempre esperou que fosse acontecer.

Ela viu o rosto de Shelby na mente dela, sentiu o fantasma de um abraço que ela ainda sentia falta. E então ela empurrou esses pensamentos pra longe.

E então, por um momento de pânico, Rachel pensou em Beth. Lá tinha ido ela novamente, enfiando os pés pelas mãos porque ela não pensara antes de falar.

"Certo." Quinn riu, ainda que não tivesse nem sombra de humor. "Se apenas."

Rachel rapidamente desviou a conversa de volta pra mãe de Quinn, especificamente.

"Eu quero dizer, Quinn. Se você pudesse confrontar sua mãe e – e dizer a ela como você se sente, então você poderia abrir um diálogo sobre o problema. Talvez seu pai tenha tido uma mudança de mente. Certamente ela não o aceitaria de volta a não ser que ele tivesse visto o erro das atitudes dele?"

Quinn suspirou, agarrando os braços da cadeira dela por um momento, antes de se virar para garota que tentava tão desesperadamente animá-la. Deus, Rachel Berry. Ali estava alguém que nunca mudaria.

"Eu não acho –" ela começou, mas, foi cortada por Rachel se levantando.

"Eu te levarei agora, se você quiser."

Quinn piscou, antes de franzir a testa ligeiramente.

"O que e apenas sair no meio do dia? Vamos lá, Berry, você nunca faltou uma aula na sua vida inteira."

Rachel não se importou. Porque Quinn tinha se aberto pra ela, novamente, e depois de cada uma dessas raras conversas entre elas ela sempre se achava debatendo no que deveria ter dito, ou feito, para se certificar de que elas se tornassem algo que não fosse raro. Isso era a favor da amizade, da irmandade, e todas as outras coisas que ela aprendera de assistir filmes de companheiros a inteira vida adolescente dela.

Ela estava farta de assisti-los. Ela queria estar em um, finalmente. Elas iriam se formar logo, claro. E talvez ela nunca mais visse Quinn Fabray novamente.

Mas ela tinha que tentar, não é mesmo? Uma última vez. Talvez, quando contasse mais.

"Eu levarei você à sua casa, Quinn – e eu devo insistir nisso. Pessoas em estados altamente emocionais são um perigo não só para si mesmas, mas para sociedade em geral quando ficam atrás de um volante – e você pode marchar pra dentro e ordenar que sua mãe conte a você a história completa. Uma vez que sua mente se alivie, eu te levarei – novamente, eu insisto. Aqueles em estado de euforia são motoristas inconsistentes – de volta a tempo do seu último período e Glee." Realmente, esse era um plano perfeito. Rachel de repente estava cheia de excitação. Talvez Quinn sentasse próximo a ela no Glee depois do que estava prestes a ser uma tarde de profunda união. Isso iria solidificar a amizade delas de uma vez por todas, ela só sabia.

Quinn pensou sobre isso. Ela pensou sobre sentar durante suas aulas o resto do dia e sentiu um peso se formar no estômago. Ela pensou sobre ir pra casa sozinha e tentar conversar com sua mãe sem estar tão enraivecida sobre o assusto, no caso da sua mãe decidir ficar com raiva dela.

E então ela pensou sobre marchar pra dentro de casa e pegar sua mãe despreparada. Falar sua mente e então marchar de volta pro carro de Rachel Berry e escutar enquanto a outra garota cantava suas orações sobre ser tão assertiva.

Porque ela era assertiva. Ela estava farta de evitar tudo. Farta de estar invisível.

Então ela se levantou e se dirigiu em direção às portas do auditório com um propósito.

Ela parou no corredor, virando-se para colocar a cabeça pelas portas e olhou pra Rachel, que estava parada ainda no mesmo lugar onde ela a deixara.

"Vamos!" Ela chamou, quase rindo quando Rachel explodiu em um sorriso repentino e praticamente correu pelo corredor atrás dela.


"Ela não está nesse banheiro também." Brittany suspirou profundamente com uma testa franzida enquanto saía do banheiro. "Você acha que ela foi pra casa doente de novo?"

Santana examinava as unhas, dando de ombros.

"Parece que eu tenho algum tipo de Quinndar mágico, porra?"

Brittany rolou os olhos e então engasgou.

No fim do corredor, abrindo as portas da frente, estavam Rachel e Quinn.

"Onde elas estão indo?"

Santana olhou pra cima, olhos meio arregalados quando ela viu as garotas saírem da escola.

"O que ela está fazendo com –" ela foi cortada poisBrittany saiu correndo pelo corredor atrás delas.

Ótimo.

Com um rolar de olho e um suspiro, ela a seguiu.


"Ei, onde vocês estão indo?" Brittany perguntou contente, enquanto Quinn e Rachel pularam ao som da voz dela.

Elas estavam quase no carro de Rachel e estava olhando furtivamente ao redor delas por qualquer sinal de professores. Ou bem, qualquer sinal da Treinadora Sylvester.

Brittany era tipo um ninja ou algo do tipo. Elas não tinham a escutado ou visto ela chegar.

"Oh, hey B. Nós estamos – nós estamos apenas indo para –" mas Quinn não podia pensar no que dizer depois.

"Q! O que é isso, algum tipo de encontro lesbo com TreasureTrail?" Santana disse, alcançando-as.

Rachel sentiu seu coração afundar. Elas estavam bem ali, no carro dela, prestes a embarcar no primeiro momento apropriado da amizade delas e agora Brittany e Santana iriam arruiná-lo.

"Cale a boca, S. Berry está me dando uma carona, só isso."

Brittany continuou sorrindo. "Podemos ir?"

"Você está falando sério?" Santana murmurou olhando o carro de Rachel. O que diabos era aquilo?

Rachel, talvez pela primeira vez na vida dela, manteve a boca fechada. Isso era assunto de Quinn, de qualquer forma. Depois, podia ser um evento de união pra todas elas. Não podia? Ela ignorou sua repentina auto-consciência ao prospecto de Brittany e Santana se juntarem a elas, andando pelo carro pra porta do lado do motorista, destravando o carro.

Quinn deu de ombros, abrindo a porta do passageiro quando Rachel destravou.

Ela podia usar todo o apoio moral que ela conseguisse.


"Creio que devemos deixar Quinn entrar na casa dela sozinha." Rachel colocou as mãos de volta no volante, ainda que tenha desligado a ignição.

Tinha sido uma viagem estranha. Ela rapidamente colocou seu rádio na estação de música local quando elas saíram da escola. Não era o melhor momento para o cd feito por ela de clássicos de Celine Dion e Barbra Streisand, de qualquer forma.

Brittany e Santana estavam murmurando uma com a outra no assento traseiro, rindo muito de vez em quando. De quando em quando uma se inclinava pra frente e dizia algo suavemente para Quinn, que dava um sorriso duro em resposta.

Rachel não estava certa do motivo pelo qual elas não podiam dizer o que quer fosse em voz alta e ela tentou não deixar isso perturbá-la.

Não demais, de qualquer forma.

Agora elas estão estacionadas na frente da casa dos Fabrays, Quinn mordendo o lábio inferior como se ela estivesse mudando de idéia sobre ir lá dentro.

Mas ela abriu a porta do carro e a fechou suavemente atrás dela.

Ela andou em direção à casa e não olhou pra trás.

"Por que estamos aqui, afinal?" Santana perguntou em um tom entediado, enquanto Brittany rolava a janela pra baixo.

"Quinn tem algo que ela precisa discutir com a mãe." Rachel respondeu, adorando ter mais conhecimento sobre a situação do que as supostas melhores amigas de Quinn.

Brittany tirou o cinto de segurança, levantando suas pernas e se colocando pra trás até que ela estava inclinada em direção à Santana com suas pernas descansando fora da janela.

"Eu pensei que íamos ao shopping ou algo parecido, não ter alguma besteira de hora familiar."

Santana se debateu pra manter sua respiração normal enquanto Brittany deitava a cabeça dela em seu colo. O sol estava brilhando naquelas lindas e longas pernas e mesmo agora seu estômago ainda fazia aquele negócio irritante de subir e descer quando quer que elas estivessem perto uma da outra.

O que parecia estar acontecendo com uma freqüência crescente.

"É, bem, Santana. Enquanto melhor amiga de Quinn eu assumi que você saberia sobre os problemas que ela está tendo em casa." Rachel não podia deixar de soar arrogante.

"Oh, você quer dizer a mãe dela ser uma alcoólatra degenerada e estar pressionando-a a foder a vida dela mais ainda, certo? É, Berry, eu sei tudo sobre isso."

Santana sem sentir começou a passar os dedos pelo cabelo de Brittany.

Brittany estava bem no paraíso agora mesmo.

Rachel fechou a boca dela. Isso era problema de Quinn e se ela escolhesse compartilhar os recentes desenvolvimentos pro resto do carro uma vez que a confrontação dela tivesse acabado, então isso era uma decisão pra ela fazer.

Mesmo se ela estivesse morrendo de vontade de enfiar na cara de Santana,o conhecimento da aparente reconciliação dos pais de Quinn, Rachel seria uma boa amiga e se seguraria. Ela provaria que ela podia ser uma boa amiga.

Talvez ela até mesmo provasse que ela podia ser uma melhor amiga.

Depois de dez minutos, Rachel ligou a ignição e aumentou o volume do rádio.

Depois de mais dez minutos, ela desligou o carro novamente.

Cinco minutos depois disso, ela começou a pensar que talvez Quinn precisasse de assistência lá dentro. Talvez fosse pro melhor interesse de Quinn divulgar a informação que ela tinha para Santana e Brittany. Elas eram melhoras candidatas pra intervir nessa situação, conhecendo a mãe de Quinn inúmeras vezes antes.

Mesmo que, nenhuma das garotas tivesse as habilidades dela de lidar com pessoas, ou a aptidão pra neutralizar situações tensas.

Não que isso importante, de qualquer forma. No momento em que ela estava prestes a tomar a decisão dela, o carro de Russell Fabray parou na garagem.


"Por que você apenas não conversa comigo, mamãe?" Quinn implorou, uma mão agarrando as costas da cadeira da sala de jantar.

Ela tinha entrado na casa firmemente resolvida a manter a calma. Ela seria madura sobre isso e descobrira por que aquilo estava acontecendo antes de mandar que parasse.

Sua mãe tinha sorrido brilhantemente – brilhante demais – e ofereceu a ela um sanduíche de peru.

Isso era estranho. Ela não podia lembrar a última vez que sua mãe tinha oferecido à ela carboidratos, muito menos tivesse carne de peru na casa. Não desde que o pai dela tinha embora, de qualquer forma.

O comportamento calmo dela tinha se quebrado um pouco com isso.

O que era ainda mais estranho, era que o peru em questão estava na mesa da sala de jantar com uma faca de trinchar perto dele. Parte do peito já tinha ido embora e havia dois pratos na mesa.

Sua maturidade tinha a abandonado completamente ao ver isso. Ela não tinha pensado que ele talvez tivesse acabado de deixara casa. Que ele tinha estado ali quando ela estava na escola. Quantas vezes isso tinha acontecido?

Sua mãe tinha rido nervosamente, sua voz cheia de alegria fingida enquanto Quinn encarava os pratos.

Então houve alguma gritaria – na maior parte de Quinn – e algumas pisadas fortes no chão – novamente por parte de Quinn – e agora havia apenas um silêncio estranho enquanto sua mãe saía da sala.

"Eu acho que seria melhor você ouvir de nós dois." Judith Fabray disse, voltando pra sala de jantar sorrindo pra filha dela.

"Por que você está fazendo isso?" Quinn sussurrou, sentindo lágrimas pinicando o fundo dos olhos dela. Afinal, essa não foi uma ideia tão boa.

"Caramba, Quinn! Pare de agir como uma criança! Seu pai estará aqui em um minuto e nós vamos conversar com você sobre isso. Você sempre – " Judith jogou as mãos pra cima, sua alegria falsa saindo de cena completamente. "Pense que tudo gira ao seu redor. Bem, me desculpe, querida, mas não gira. E o fato é, seu pai é um bom homem. Ele é. Ele tomou algumas decisões ruins em relação à você, mas ele está arrependido disso. Pessoas cometem erros."

"Mamãe, ele traiu você, você disse –" Quinn sentou pesadamente em uma das cadeiras, sentindo-se como se fosse chorar eternamente.

"Eu estou mais do que consciente disso, Quinnie! Aconteceu comigo, entende? Eu! Eu não sei se você percebeu – envolvida naquela vidinha perfeita de ensino médio – mas há uma quantidade certa de pretendentes em Lima com bons trabalhos, Quinnie. Com todo o cabelo, para não mencionar os dentes." Judith trouxe uma mão aos olhos, os esfregando cansadamente. "E é solitário para uma mulher da minha idade para – você não entende, você é jovem. Você é linda. Você tem garotos fazendo fila pra sair com você e levá-la à formatura. Você só – você não entende."

Quinn estava chorando agora, na verdade, ela não podia evitar.

"Mamãe ele não é bom pra você –"

"Eu não terei você conversando sobre coisas que você não sabe!" Judith gritou, balançando a cabeça e andando rapidamente pra cozinha.

Quinn ouviu as portas do armário abrirem e fecharem e então o som de vidro levemente batendo em vidro. Sua mãe voltou pra sala segurando uma bebida.

E então seu pai passou pela porta da frente.


"Que diabos?" Santana franziu a testa, sentando-se pra frente jogando a cabeça de Brittany pra fora do seu colo.

"Oh, não." Rachel sussurrou, arrependendo-se da excursão totalmente. Isso era ruim. Isso era Jerry Springer ruim. "Nós devemos –" ela começou a dizer, mas, Santana já tinha aberto a porta traseira do carro e estava correndo em direção à casa atrás de Russell Fabray.

Santana tinha encontrado o pai de Quinn algumas vezes. Ele sempre a assustou, entretanto. Ele era um daqueles pais que você nunca sabe bem como lidar com ele. Ele estava fazendo uma piada? Julgando você? Você o chamava de 'Sir'?

De qualquer forma, ela nunca realmente gostou dele.

Quinn tinha contado a ela sobre o caso com a louca tatuada e como ele virou as costas pra ela durante toda a coisa da gravidez. Foi ruim mas algumas vezes pais só eram ruins. O que havia pra se fazer? Além de se manter incrível e se manter verdadeiro.

Mas vê-lo andando em direção à casa Fabray, sabendo que Quinn estava lá dentro sendo toda emocional com a mãe dela, deu à ela um sentimento horrível de enjoo no estômago dela. Algo ruim estava se formando, ela apenas sabia, e Quinn estava lá sozinha.


Brittany estava irritada que seu travesseiro tinha sido retirado mas então ela viu Santana correr atrás do pai de Quinn e sabia que ela tinha que seguir. Elas eram suas melhores amigas e da última vez que Quinn tinha sido chutada pra fora ela tinha ficado completamente sozinha. Ela chorou por muito tempo, também. Brittanylembrava de tudo isso.

Elas tinham sido amigas naquela época, claro. Elas tinham tido noites de pijama e estado na Cheerios juntas e tinham se divertido tanto nas missões pra Treinadora Sylvester. Mas toda a coisa do Clube Glee tinha acontecido no segundo ano e um monte de coisa doida tinha acontecido no ano seguinte e agora Quinn era sua melhor amiga propriamente. Como Santana, mas com bem menos tensão sexual e flerte.

Ela sempre se sentia mal por não ter estado lá durante toda a coisa da gravidez. Mas com toda honestidade, ela não sabia realmente na época quão ruins as coisas tinham ficado.

Mas não dessa vez. Dessa vez ela iria se levantar por sua amiga, e, então abraçaria para que suas lágrimas fossem embora se os pais dela fossem ruins com ela novamente.

Então ela seguiu Santana pra casa e não pensou duas vezes sobre isso.


"Isso é um assunto de família, eu não vou ter uma sapatona Mexicana interrompendo nossos assuntos." Russell empinou o queixo, olhando Santana com ódio.

"Wow, Russ. Bom jeito de ser um exemplo." Santana disse, cruzando os braços.

Quinn queria engatinhar pra um buraco e morrer. Isso era tão embaraçoso.

"Quinnie, por favor diga à suas amigas pra esperar lá fora enquanto discutimos isso." Judith bebeu de seu drink nervosamente, olhando entre as amigas da filha dela enquanto elas se moviam pra ficar nas laterais dela.

"Nós vamos ficar. Dois contra um é pior do que três contra dois." Brittany disse, colocando a mão no ombro de Quinn e fazendo seu melhor pra franzir a testa de um jeito intimidante.

"Estou perdendo trabalho pra isso, Quinn. Você entende isso? Essas travessuras são apavorantes, você não aprendeu nada da sua pequena provação há dois anos? Judy, você disse que ela estava de volta aos trilhos." Ele virou pra ex-esposa dele, balançando a cabeça.

"Por favor, pare." Quinn sussurrou.

"Ela está, querido. Nós todos ficaremos, em breve." Judith terminou a bebida dela e se moveu pra outra sala pra pegar um refil.

"Vamos, Q, você não tem que ficar e aguentar isso." Santana disse, alto o suficiente pra ambos Russell e Judith escutarem e provavelmente os vizinhos do outro lado da rua.

"Eu vejo que sua escolha de amigos não melhorou nem um pouco. A esquentada e a idiota." Russell manteve seus ombros alinhados, mais imponente do que ele já tinha sido pra Santana.

Mas foda-se pra ele e foda-se pra sempre.

"Você está parecendo tão corpulento e feio como sempre, seu maldito imbecil ignorante." Ela arqueou a sobrancelha, ainda que tenha caído ligeiramente quando ele sorriu.

"Existe um limite pro que um homem pode fazer pelos seus filhos. Você pode pagar suas plásticas de nariz e aulas de balés. Consertar os dentes deles e levá-los à igreja todo Domingo. Você pode dizer a eles quais tipos de pessoas eles devem ficar afastados e como agir para que eles não se façam de tolos." Ele se aproximou delas, dando de ombros. "E ele ainda quebrarão seu coração."

"Pai –" Quinn começou, lágrimas frescas se acumulando em seus olhos.

"Eles agirão como uma puta e farão de você motivo de riso pra cidade inteira," ele estava tremendo, seu rosto ficando vermelho. "Eles pinotearão com desajustados e desviados e trarão à você nada além de vergonha. Eles irão –" sua voz tinha caído, saindo da sua garganta rudemente.

Santana estava bem certa de que elas tinham entrado no maldito Além da Imaginação.

Brittany estava apenas apertando mais e mais o ombro de Quinn.

"Com licença, mas eu insisto que você desista da sua raiva, palavras odiosas e se sente." Rachel entrou confiante na sala de jantar, respirando profundamente e plantando um sorriso no rosto. "Eu entendo que todos estamos experimentando algumas emoções grandes nesse momento, mas nos problemas do coração – e o que isso é, o coração, mas amor, e o que é amor, mas isso que você sente pelas pessoas que você é próxima, e o que vocês são além de membros de sua família – é melhor manter uma mente racional e não deixar coisas como raiva lhe tomar." Ela sorriu encorajadoramente.

Russell parecia como Rachel tivesse acabado de entrar e sapateado no carpete na frente dele para dar uma mijada.

"A criança Berry?" Ele explodiu, olhando de volta pra Quinn com o rosto ainda mais vermelho. "Oh você – não, Quinn eu – de todas as coisas que você podia fazer comigo –"

Quinn empurrou a cadeira pra trás e se levantou, o arrastar de madeira no chão fazendo todos olharem pra ela.

"Apenas cale a boca!" Ela gritou, batendo as mãos na mesa. "Todo mundo apenas calem a boca!"

Judith andou de volta pra sala, balançando um pouco e sorrindo brilhantemente.

"Bem, todos estamos um pouco excitados. EU acho que devemos fazer o que a garotinha Judia ali está dizendo, sentar e tomar um drink!" Ela sentou em uma das cadeiras da sala de jantar enquanto Russell pegava o drink da mão dele e entornava ele mesmo.

"Como é?" Rachel perguntou, sentindo indignação e incredulidade se armando pra tomar de conta a boca dela.

"O que ela está fazendo aqui? Na minha casa!" Russell balançou a cabeça novamente. "Você, criança Berry, alguém viu você entrar aqui?"

"Eu não vejo o que isso importa –" Rachel começou.

"Você é um puto tão grande seu grande loiro imbecil!" Santana gritou.

"Pare de gritar com ela!" Brittany adicionou.

Quinn enxugou as lágrimas saindo de seus olhos com raiva.

"Apenas aquela velha bobona do outro lado da rua, querido. A pobrezinha tem demência, ela não dirá a uma alma que aquela garota judia daqueles Berry esteve na nossa casa." Judith sorriu reconfortante, ignorando as adolescentes gritando completamente.

"Saia da minha casa!" Russell tinha tido o suficiente. Esse dia não podia ficar pior pra ele. "Você arrume suas malas, Lucy Quinn Fabray e saia dessa casa! Leve suas amiguinhas imundas com você! Tire-as!"

Mas Judith parou de sorrir com isso.

"Agora Russell, Quinnie não tem que –"

"Sim, ela tem, Judith. Você claramente não pode lidar com ela. Ninguém pode lidar com ela. Ela é uma desgraça pro nomeFabray e eu quero que ela vá embora. Você ouviu o que Pete e Trudy estavam dizendo sobre ela, você me disse isso. Diabos, a igreja inteira estava falando nas suas costas e esse é o motivo, Judy. Esse é o motivo!"

Quinn sentiu todo seu sangue escapar de seu rosto. Isso não podia estar acontecendo novamente. A primeira vez tinha estraçalhado seu coração completamente.

Isso? Isso a mataria.

"Por favor, papaizinho. Eu serei melhor –" ela começou, movendo em direção à ele enquanto Brittany e Santana sem sucesso tentavam segurá-la.

"Leve Berry lá em cima e arrume uma mala pra Q, ela vem pra minha casa." Santana murmurou pra Brittany, mantendo os olhos em Russell.

"Isso foi o que você disse pra sua mãe depois daquele bebê ter nascido. Eu não acredito em pecadores, Quinn. Eles mentem e mentem pra conseguir as coisas do jeito deles. Você é –" ele manteve seus olhos duros, mesmo com sua voz tremendo um pouco quando ele disse. "Não é minha filha. Você não é nada."

Brittany levou Rachel pro quarto de Quinn, sem poder manter sua boca fechada com tudo que estava acontecendo embaixo. Isso era como as novelas vespertinas que sua avó amava assistir.

Mas tão pior.

"Por favor, não faça isso!" Quinn implorou, agarrando o braço do pai e esquecendo todas coisas sobre se impor por si mesma, ou quantas vezes ele tinha agora quebrado seu coração. Ela não queria ser expulsa e abandonada, novamente. Ela queria pertencer.

Ela queria ser escolhida.

"Você não me deixa escolha!" O olhar no rosto da sua filha o quebrou. As lágrimas e a miséria alojada nas feições dela. Fez algo ao cérebro dele – já cheio de raiva e dor – isso era o oposto do que Quinn parecia tentar apelar.

Como ela se atrevia a pedir seu perdão quando ela continuava a esfregar seus erros na cara dele. Como ela se atrevia a apelar à parte dele que não podia suportar vê-la chorando, quando ela o tinha machucado tão seriamente.

"Papaizinho," ela sussurrou, olhos grande e marejados.

Como ela se atrevia a usar sua astúcia contra ele. Ela era uma manipuladora. Uma manipuladora desviada e enganadora.

"Você já se livrou de muito!" Ele gritou, de repente, agarrando-a e girando-a. Ele a empurrou pra mesa e começou a abrir seu cinto.

"Russell!" Judith gritou, levantando-se, enquanto os olhos de Santana queriam saltar das órbitas.

"O que porra você pensa que está fazendo?" Ela se jogou em direção à ele, mas, ele conseguiu desviar dela facilmente.

"Punindo-a como ela tem me punido!" Ele tinha soltado seu cinto das suas calças, uma mão segurando Quinn na mesa. Ele ficou um pouco de lado e levantou o cinto para bater.

Santana se levantou, correndo em direção à cozinha e agarrando a maior faca que pôde encontrar.

"Eu não posso ver isso." Judith disse, movendo-se pro mesmo lugar e passando Santana que corria de volta.

"Deixe-a ir filho da puta!" Ela gritou, levantando a faca de cozinha acima da cabeça.

Russel se virou pra olhar, pronto pra trazer o cinto pra baixo de encontro à parte de trás das coxas da filha dele.

Quinn usou a distração momentânea para agarrar a única coisa ao seu alcance – a faca de trinchar do peru – e se impulsionou pra trás com toda sua força.

Brittany correu pra baixo pelas escadas quando ouviu Quinn e Santana começar a gritar.

O que ela viu era algo que ela nunca poderia esquecer.

Rachel apareceu atrás dela, derrubando a mala que ela tinha acabado de fazer enquanto ela via Santana se afastar de Russell Fabray derrubando a faca que estava segurando. Sua face esta mais pálida do que ela já tinha visto e ela estava tremendo tão violentamente que era quase um borrão.

Quinn continuou esfaqueando seu pai. Ela estava soluçando e gritando e Rachel nunca tinha ouvido nada como aquilo.

Judith tinha reentrado na sala, uma garrafa de gin em uma mão, parecendo confusa enquanto ela inspecionava o que tinha perdido.

Então a garrafa caiu e se espatifou.

"Você – você o que você –" ela gaguejou, ligeiramente enrolando as palavras. Ela se virou em seus saltos, cambaleando de volta pra cozinha.

"Ela vai ligar pra polícia." Rachel disse, completamente em choque. Sua mente estava dando curto circuito da pior maneira. Isso era tão ruim. Isso era a pior coisa que podia ter acontecido. Ela iria vomitar. Elas iriam pra cadeia. Os futuros delas, tudo, estava terminado. "Parem-na."

Brittany não sabia o que Rachel esperava que ela fizesse mas seguiu Judith pra cozinha de qualquer forma.

"Tirem-a de mim! Pagã! Demônia!" Judith gritou, lutando com o telefone conectado na parede.

"Pare, por favor, pare! Por favor, não faça isso!" Brittany implorou, suas próprias mãos começando a tremer porque ela não sabia o que fazer. Ela tinha que calá-la. Ela tinha que ajudar suas amigas. Ela tinha que parar essa coisa toda de acontecer. "Me desculpe."

Suas mãos se moveram ao redor do pescoço da mulher por trás. Brittany fechou seus olhos e começou a apertar.

Rachel pegou a bolsa aos seus pés de volta, movendo rapidamente passando Quinn e Santana e pra fora da casa, em direção ao carro dela. Ela tinha que colocar a bolsa no carro. Então elas tinham que ir embora. Elas tinham que fugir. Isso era simples.

Sair. Ir embora. Tudo que elas tinham que fazer.

Quando ela andou de volta pra casa. Brittany estava arrancando Quinn do corpo do pai dela. Havia sangue por todo lado, a maior parte sobre Quinn e Santana. Brittany continuava a puxar Quinn até que ela estivesse de pé, não parecendo notar um pouco do sangue espalhado na blusa de Quinn passando pra própria.

"Nós temos que ir." Rahel disse, enquanto as pernas de Quinn cederam e ela começou a soluçar desconsoladamente.

Santana saiu do seu torpor, movendo-se estranhamente para ajudar Brittany a levantar Quinn do chão e levando-a para fora da casa.

"Está tudo bem, está tudo bem," Santana sussurrou, fazendo carinho no cabelo de Quinn ainda que ela estivesse tremendo violentamente. Havia sangue por todas as suas mãos, mas era quase como se ela não pudesse ver.

Ou não quisesse.

Elas dirigiram pra casa de Rachel primeiro. Ela as deixou no carro enquanto ela rapidamente arrumava uma mala pra si.

Então para a de Santana. A casa estava graças a Deus vazia, Rachel correu pelas escadas e abriu cada porta até ela achar o quarto de Santana. Outra mala foi feita.

Havia um taco inclinado de encontro à porta do armário. Ela pegou isso também.

Ela não sabe como ela dirigiu com segurança de casa em casa, ou fez seu caminho pelos quartos delas e pegou as roupas delas. Mas ela fez. Ela tinha que fazer.

Elas tinham que fugir.

Era tudo que ela conseguia pensar. Sem pensamentos no Clube Glee, ou Finn, ou nos pais dela. Apenas sair da casa Fabray e fugir pra sempre.

A casa de Brittany também estava vazia. Em qualquer outra ocasião, ela gritaria de alegria e acariciaria o gigante gato gordo que estava deitado na cama da garota.

Mas ela mal o notou.

Quando ela voltou pro carro, Quinn não estava mais soluçando. Sua respiração continuou difícil ainda, e seu olhar estava vazio.

Santana tinha as mãos no colo e seus olhos fechados. Ela estava respirando várias vezes profundamente.

Brittany continuou piscando, um leve franzir enrugando sua sobrancelha e um olhar perplexo em seu rosto – mais do que Rachel já tinha visto nela antes.

Ela tinha que levá-las embora dali.

"Ficará tudo bem." Ela disse, voz tremendo enquanto ela colocava o carro em marcha e dirigia pela cidade que elas todas tinham crescido.

Indo pela estrada principal, passando as lanchonetes e lojas de roupa que ela tinha frequentado desde que era criança; as ruas suburbanas nas quais alguns dos seus colegas do clube Glee moravam. Passando igrejas e padarias e os campos espalhados que se encontravam na saída da cidade.

Dirigindo-as pra rodovia e passando o sinal que dizia, simplesmente, 'Você agora está deixando Lima'.