Capítulo 5: Só o Tempo Pode Dizer
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Meses se passaram, desde o inicio do ano letivo, no qual Gina começou estudando no segundo ano. Durante esse tempo, a jovem herdeira da família Snape tornou-se muito amiga de Draco, mas nunca se esquecendo de seus irmãos. Por mais que fosse difícil manter um relacionamento sem brigas com eles, que não aprovavam suas amizades sonserinas e muito menos seu pai, ela tentava ser o máximo gentil possível, por causa do apelo de sua mãe enviado por carta.
Por outro lado o jovem Malfoy e seu querido pai também não gostavam que ela ficasse a sós com seus irmãos, achavam uma perca de tempo e temiam que eles fizessem sua cabeça contra eles, porém para não deixarem Gina aborrecida, tinham que ceder.
A aula de transfiguração finalmente tinha acabado com mais uma disputa acirrada entre Hermione e a ruivinha sonserina que não dava paz a grifinória sabe-tudo. Como sempre Draco sentava-se perto da filha de Snape e ficava provocando o Weasley.
Severus achava até bom o jeito que sua filha se relacionava com seu afilhado naquele momento, mas algo que ele não sabia explicar o fazia temer isso quando os dois ficassem alguns anos mais velhos. De repente uma batida forte na porta, despertou Snape de seus pensamentos.
– Entre! – Gritou raivoso, esperando que fosse um aluno qualquer o incomodando.
Quem entrou não foi um aluno e sim Minerva, que parecia irritada com alguma coisa.
– O que eu posso fazer para lhe ajudar? – Perguntou seco.
– Que tal se você pedisse para sua filha parar de provocar a Hermione nas minhas aulas – Respondeu sentando-se de frente ao diretor da sonserina.
– Não vejo nada de errado nisso, acho até saudável uma disputa para ver quem sabe mais. Já sei! Você tem medo que minha casa ganhe mais pontos que a sua – Falou arrogantemente.
– Isso não é verdade, somente não acho certa essa disputa, estou lhe avisando Severus isto não vai acabar bem, elas poderão resolver essas diferenças fora da sala de aula. – Murmurou indignada.
– Minha filha não é tão imprudente assim, só se a sabe-tudo a provocar daí é outra coisa – Levantou-se e foi até a porta – Isso é tudo que tem a me dizer? – Questionou impaciente.
– Sim, acho que isso é tudo, por enquanto.
– Então tenha a gentileza de me deixar sozinho. Tenho muito a fazer – Abriu a porta, por onde Minerva passou raivosa, pela grosseria de seu colega.
Sozinho novamente em sua sala de diretor, Snape aproximou-se da mesa, onde pegou uma pena e uns pergaminhos que os alunos tinham entregado e começou a corrigir.
Não muito longe dali, no pátio central do castelo, Gina e Draco se metiam em confusão, por mexerem com Nevile, pois o trio maravilha veio o socorrer.
– Virgínia o que você pensa que está fazendo? – Vociferou Rony.
– Me divertindo! Isso por acaso é errado?
– Não foi isso que nossos pais a ensinaram, vou contar tudo para a mamãe. – Apontou o dedo na cara da ruiva a fazendo ir para trás.
– Acorde Weasley, ela é diferente de vocês, de sua família de coelho – Empurrou Rony de perto de Gina.
– Malfoy, deixe o Nevile em paz – Harry se manifestou.
– Não se meta nisso Harry – A ruiva sussurrou.
– Não tem vergonha do que faz Gina? Tão brilhante na sala de aula e uma idiota fora dela – Hermione disse entre dentes.
– Ora, sua sangue-ruim, eu vou lhe mostrar quem é idiota fora da sala de aula – Pegou a varinha e petrificou sua rival, sem ao menos lhe dar chance de se defender.
– Gina, você foi longe demais, vai ser expulsa, isso que você merece – Harry falou furioso.
– Guarde suas opiniões para você Potter! – Draco pegou sua amiga pela mão e correu com ela em direção a torre de astronomia.
– Voltem aqui seus covardes! – Fred resmungou.
Rony estava tão chocado com o que sua irmã fez que nem se mexeu do lugar, quando a viu fugindo resolveu não ir atrás. Não demorou muito para a diretora da Grifinória e o Diretor da Sonserina chegassem ao local.
– Sr. Potter, eu posso saber o que houve aqui? – Perguntou Severus ríspido.
– A Gina enfeitiçou a Hermione.
– Eu não lhe avisei Severus? Isso iria acabar acontecendo com aquelas disputas acirradas dentro da sala de aula – Relembrou Minerva, enquanto anulava o feitiço feito por Virginia.
– Minha filha não faria isso, por qualquer coisa, essa aí deve ter provocado – Apontou irritado para a grifinória que voltava ao normal.
– A Granger provocou sim, professor Snape, eu o Goyle e Crable, vimos tudo – Falou Zabine.
– Vocês estão mentindo! Ela e o Malfoy estavam incomodando o Nevile, nós somente fomos socorrê-lo – Rony bufou.
– Calados! – O diretor da Sonserina murmurou – Vejo pelo relato dos alunos da minha casa, que a Senhorita Snape não teve culpa nenhuma, ela somente se defendeu.
– Não seja protetor Severus, se a gente não achar o culpado para punir, teremos de ir até o diretor para ver o que faremos – McGonagall sugeriu.
– Vamos fazer o seguinte, você pune os alunos de sua casa e eu puno os da minha – Vociferou o professor de poções.
– Está bem, eu aceito, mas seu eu souber que você não deu detenção para Virginia, eu irei reclamar com Dumbledore – Ameaçou a diretora da Grifinória.
– Me acompanhe até meu escritório nas masmorras, não é bom discutirmos isso na frente dos alunos.
Enquanto os dois professores se dirigiam até as masmorras, para acertar o destino que dariam aos alunos envolvidos na briga. Gina e Draco encontravam-se abraçados na torre de astronomia. O jovem Malfoy tentava consolar a amiga, que estava com medo da reação do pai.
– Gina, não fique assim, vamos! Sonserinos não choram – Sussurrou.
– Droga! Aquela maldita queimou o meu filme! Eu não agüentei o que ela me disse, será que vão me expulsar do colégio pelo o que fiz? – Fungou chorando copiosamente.
– Se precisar eu falo com meu pai, ele não vai deixar que lhe expulsem, só porque enfeitiçou uma sangue-ruim sem graça.
– Será que meu pai está muito furioso? – Colocou as mãos no rosto.
– Não esquenta ele deve estar orgulhoso de você.
– Minha mãe vai receber uma carta do colégio, ela vai ficar decepcionada comigo – Suspirou.
– Seu pai não vai deixar que mandem nada, pois é ele que manda essas coisas, como responsável pela diretoria da Sonserina.
– Pode ser que não, mas meus irmãos com certeza vão mandar – Levantou-se e começou a andar de um lado e do outro.
– Gina, isso não é o fim do mundo, com quem você mora? Com seu pai não é? Então deixe que ele resolva.
– Você tem razão! Vou me acalmar, deixarei meu destino nas mãos do meu pai – Voltou a sentar-se ao lado de Draco.
– Acho melhor voltarmos para o salão comunal da sonserina somente a noite, assim teremos mais tempo para você se acalmar.
– Muito obrigado, Draco, não sei o que faria se não tivesse você! – Inclinou-se e deu um beijo na bochecha do loiro.
– Pode contar comigo – Falou meio-envergonhado.
Algumas horas se passaram e a noite começava a se mostrar no céu, um vento frio brincava com o cabelo dos dois sonserinos que estavam no chão compenetrados jogando xadrez, que fora mandado por Zabine através de um mocho. Gina não estava mais nervosa com o que iria acontecer com ela, o medo já tinha passado, agora bastava ver o que estaria reservado para ela. O clima de concentração, de repente fora quebrado pelo pio alto de uma coruja cinzenta que trazia um pergaminho com o brasão da sonserina.
– Deve ser do meu pai, e agora? – Aproximou-se e pegou a carta.
– Coragem, leia o que está escrito!
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Continua
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Nota: Desculpa pessoal pela demora da atualização. Mudei de cidade e de universidade, até me adaptar levei um tempo. Somente agora consegui escrever alguma coisa. Vou tentar atualizar o mais breve possível o próximo capítulo. Beijos.
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Nota: Muito obrigada a todas as pessoas que me deixaram comentário, fico muito feliz que estejam lendo meu fic. Desculpem se tiver algumas palavras erradas, não tive nem tempo de falar com minha beta.
