Capítulo 6: A Decisão de Snape.

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Encorajada por Draco, a ruiva abriu vagarosamente o pergaminho, fechou os olhos por alguns segundos e suspirou, antes de começar a ler em voz alta.

– Querida Filha, fico muito feliz pela lição que você deu na sangue-ruim, se fosse por mim você não receberia nenhuma punição e sim uma gratificação por isso. Infelizmente serei obrigado a punir você e o Draco, ele por estar junto com você, a incentivando, espero que vocês não fiquem chateados com isso. Prometo pegar bem leve com vocês. Venham até meu escritório imediatamente! Para nossa segurança essa carta se queimará quando você a jogar no chão.

– Pelo menos o padrinho gostou do que você fez. Acho que alguém deve estar forçando ele a nos punir, que ultraje. Com certeza foi o Potter que fez nós sermos punidos – O loiro sonserino bufou indignado.

– Não se preocupe Draco, logo nós daremos uma lição naquele trio – Falou com raiva.

– Vamos ver o seu pai antes que ele venha até nós – Puxou a ruiva pela mão.

Enquanto isso nas masmorras, Snape andava de um lado e do outro, pensando em uma punição leve, que não levantasse suspeita. Já estava farto daquela velha grifinória ficar se metendo em suas decisões, era obrigado a punir sua filha e afilhado por causa da ameaça de que Dumbledore saberia do ocorrido. Como se o diretor já não estivesse a par de tudo, revirou os olhos e sentou-se em sua cadeira de diretor da sonserina. Após alguns minutos de silêncio, alguém bateu na porta, atrapalhando as reflexões de Severus.

– Entre! – Falou entediado.

– Desculpe a nossa demora, pai.

– Isso não importa, o importante é que vocês vieram. Sentem-se! – Ordenou.

– Padrinho, que tipo de detenção você vai nos dar? – Malfoy sussurrou.

– Bem, primeiramente quero dizer que gostei do que aconteceu, alguém devia ter feito isso com a Granger há mais tempo. O ruim disso tudo é que a McGonagall está me obrigando a dar detenção a vocês, ameaça contar tudo para o diretor. Não se preocupem darei uma detenção bem leve.

– Que tipo de detenção? – Virginia inquiriu curiosa.

– Vocês terão de fazer a ronda noturna por duas semanas, para verem se tem algum aluno andando de noite nos corredores, depois das oito horas. Não se preocupem falarei com o Filch sobre isso.

– Duas semanas! Meu desempenho nas notas vai cair! Das oito da noite até que horário temos que fazer ronda? – Perguntou preocupada.

– Calma, Virginia, vocês terão de ficar até as onze da noite, depois vocês podem estudar juntos logo após a ronda – Explicou, tentando acalmar sua herdeira.

– Isso é verdade, Gina, nós estudaremos juntos, assim seu desempenho não vai cair – Draco murmurou.

Nas duas semanas que se seguiram, Draco e Gina cumpriram a detenção facilmente, isso deixou os grifinórios indignados, pois esperavam uma punição mais pesada.

E assim, alguns anos se passaram, com brigas e rivalidades de ambas as partes e punições recorrentes disso. Virginia por sua vez cresceu e se tornou uma linda garota de seus dezesseis anos, muito disputada pelos garotos do sétimo ano de todas as casas, fato que não passou despercebido pelo seu pai, que já estava muito preocupado. Gina se apaixonara por Draco no sexto ano e temia que ele descobrisse isso e se afastasse dela, por medo, tentou sufocar o ciúme que a consumia por dentro quando o via com outras garotas.

Draco se tornou um rapaz muito bonito e disputado por todas as garotas do sexto e sétimo ano de todas as casas de Hogwarts. Agora com seus dezessete anos, ele freqüentava juntamente com Virginia o sétimo ano de Hogwarts. A amizade que sentia pela filha de seu padrinho começava a mudar e o deixava muito confuso, pois não sabia se ela sentia algo a mais por ele, então resolveu ignorar esse sentimento diferente que também sentia perto dela, mesmo não conseguindo ás vezes. Draco tornou-se o monitor-chefe da sonserina.

Era uma manhã ensolarada de sábado quando o loiro sonserino se arrumava para o passeio que seria realizado em Hogsmeade, quando de repente adentrou em seu quarto de monitor-chefe sua amiga ruiva.

– Draco, você estava demorando tanto que resolvi vir até aqui – Falou sorridente.

– Você deveria ter batido antes de entrar já pensou se você me pega com uma garota na cama? – Sorriu de canto ao ver a cara de encabulada da amiga.

– A chiclete da Parkison eu sei que não está aqui! Porque a vi lá fora com as amigas. – Resmungou.

– Ela não é a única, você sabe disso – Comentou enquanto terminava de colocar os sapatos.

– Tome cuidado senão algum dia desse meu pai pode resolver fazer uma batida aqui no seu dormitório. Daí você vai se encrencar feio – Aproximou-se e sentou-se do lado do loiro na cama.

– Você vai me dedurar? – Questionou Sério.

– Não sei, não sou apenas eu que sei desse seu "segredo" – Deitou-se no colchão, colocando as mãos atrás da cabeça.

– Então vou ter que lhe convencer a não dizer nada – Levantou a sobrancelha e deu uma boa olhada na roupa que Virginia usava, era um vestido azul, que subiu um pouco acima do joelho quando ela se deitou. Estava hipnotizado olhando para o corpo dela, que não viu quando Gina percebeu aquele olhar e ficou sem jeito.

– Draco, o que você está olhando? – Inquiriu apoiando os cotovelos na cama.

– Estou apenas pensando – Sorriu e se jogou em cima da ruiva e começou a lhe fazer cócegas – Prometa que não vai comentar nada do que acontece aqui com seu pai.

– Há, há, há, há, há, há, há, pára! Eu vou pensar no seu caso – Tentou se desvencilhar, mas ao fazer isso os dois caíram no chão.

A filha de Snape ficou por cima do loiro, a boca de ambos a poucos centímetros de distância uma da outra, se encararam nos olhos, por alguns segundos, até que um magnetismo de desejo os fez roçar os lábios. Quando os dois jovens estavam entreabrindo as bocas para se beijarem, Pansy entrou no quarto e quebrou aquele momento mágico. Virginia mais do que depressa se levantou, seguida por Malfoy.

– Draquinho, o que vocês estavam fazendo? – Pediu desconfiada.

– Nós caímos no chão Pansy, e a Virginia apenas estava vendo se eu tinha me machucado – Mentiu, pois sabia que a morena acreditava em tudo que ele dizia.

– Mas você não se machucou não é? – Aproximou-se e olhou bem para o sonserino.

– Claro que não!

– Ótimo, eu odiaria ter que suspender meus planos para hoje à noite – Sussurrou no ouvido do monitor-chefe, para em seguida o beijar escandalosamente.

– Bem, eu já vou indo, não quero atrapalhar o casalzinho – Falou ironicamente, não deixando transparecer seu ciúme. Quando Draco ouviu a garota pelo qual ele quase perdera a cabeça a pouco, empurrou Pansy, que não entendeu porque seu namorado tinha feito aquilo.

– Ai! Não gostou do meu beijo – A morena fez beiçinho.

–Virginia espera, não quer ir com a gente no novo bar que abriu no vilarejo? – Perguntou não dando muita bola para a reação da namorada.

– Se der tempo, eu passo com a Helen por lá – Respondeu antes de sair do quarto, depois daquele ocorrido, sua mente estava confusa, precisava pensar. Não queria sofrer ao ver seu amigo com outras garotas, preferia ficar bem longe quando ele estava com elas. Porém aquilo que aconteceu entre os dois a pouco, quase a fez perder a cabeça, como iria o encarar após o ocorrido.

Gina seguiu o corredor e caminhou até onde sua amiga Helen estava, ao encontrá-la encostada em uma pilastra falando com Zabine, revirou os olhos. Já fazia meses que Blaise tentava sair com Helen, no entanto a loira não era fácil e sempre arranjava uma desculpa.

– Nós poderíamos ir ao Bar Snake Show, que inaugurou semana passada! – Sugeriu o moreno em mais uma de suas investidas.

– Não posso Blaise, tenho que ir até a livraria com a Virginia, aqui está ela – Sorriu e segurou o braço da amiga.

– Vamos Helen? – Perguntou séria a ruiva.

– Olá, Snape. Cadê o Draco? Já sei deve estar com a Parkison – O sonserino deduziu.

– Só para variar não é? – Indagou cínica.

– Sabe, como que é! Ele não pode negar fogo, para uma gostosa daquelas. Ás vezes eu me pergunto se ele é cego de não notar que tem uma bem mais bonita debaixo de seus olhos – Provocou Zabine.

– Não quero saber o que você acha ou deixa de achar – Gina vociferou ríspida.

– Tudo bem, não está mais aqui quem falou – Sussurrou antes de ir ao encontro de uma morena que acenava para ele.

– Esse aí em ser galinha, só perde para o Malfoy! Comentou Helen Barsky.

– Eu juro que não os entendo – Bufou a ruiva.

– Seu pai estava lhe procurando, ele me pediu de você. Eu disse que você tinha ido ao banheiro, acho que o professor Snape não acreditou – Helen confessou.

– Falando nele, olha ele vindo aí – Apontou para o pai que se aproximava com cara de poucos amigos.

– Eu lhe falei que era para ficar me aguardando aqui na frente da escola e o que você faz? Desaparece! Não me venha dizer que foi ao banheiro, porque eu sei que foi até o dormitório do senhor malfoy. Sei que vocês são amigos, mas não te quero muito lá, senão você vai ficar mal-falada pelo colégio – Severus falou exasperado.

– Nós somos apenas amigos, pode confiar em mim pai – Declarou a ruiva séria.

– Senhorita Barsky e Senhorita Snape entrem naquela carruagem que as levará até o vilarejo - Ordenou.

As garotas fizeram o que o professor mandou, quando estavam quase partindo, avistaram Pansy e Draco arrumando suas roupas que pareciam um pouco amassadas.

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Continua...

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Nota: Pessoal me desculpe a demora, demorei a escrever por causa do tempo e das idéias que não vinham. Agradeço a todas as pessoas que deixaram comentários e estão acompanhando essa fic. Espero que continuem acompanhando essa fic, tentarei postar o próximo capítulo daqui a 15 dias.

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Nota2: Desculpem os erros que tiver no texto, estou sem beta para revisar.