Capítulo 7: O PLANO

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Virginia abaixou a cabeça e ficou profundamente triste ao ver seu amado daquele jeito com a Parkinson. Helen percebeu o jeito melancólico que a amiga ficou ao ver Draco com outra, bufou indignada, pois já tinha percebido isso outras vezes.

– Gina, você gosta dele não é? – Perguntou séria.

– Eu o amo, mas ele nunca vai me ver mais do que uma amiga – Confessou chorosa.

– Então, vamos fazer um teste, você vai arrumar um namorado, um cara que ele não goste. Daí nós veremos se ele não sente nada por você – Sugeriu a loira pensativa.

– Tem em mente alguém? – Inquiriu curiosa.

– Sim, tenho! Adivinha quem está há pouco tempo sem namorada? – Sorriu travessa.

– Não me diga Helen, não pode ser quem eu estou pensando – Colocou as mãos no rosto em descrença.

– Esse mesmo, Harry Potter, o amigo do seu irmão!

– Meu pai vai me matar se eu fizer isso – Gesticulou preocupada.

– Gina, pense nos benefícios desse namoro e não no que os outros vão pensar – Incentivou.

– Draco vai me odiar se eu fizer isso – Resmungou a ruiva.

– Vai nada! Temos é que arriscar, para saber se ele gosta de você – Aconselhou a loira.

– E como vamos fazer que o Potter fale comigo? – Questionou apreensiva a herdeira Snape.

– Digamos que vou pagar para um conhecido meu da corvinal tentar lhe agarrar bem quando o testa rachada estiver passando, o que acha?

– Não sei Helen. Será que vai dar certo? – Virginia indagou nervosa, não sabia se seria capaz de levar esse plano adiante.

– Confie em mim, ninguém vai saber dessa nossa armação – Barsky garantiu.

– Esse garoto pelo menos é bonito?

– Ele é loiro de olhos verde, muito bonito eu diria – Respondeu sonhadora.

– Pelo jeito ele deve ser bonito, para você ficar com essa cara de boba – Alfinetou cinicamente.

– Não vamos falar nisso agora, temos coisas mais importantes a resolver.

Enquanto as duas amigas seguiam seu rumo até o vilarejo, não muito distante delas, em outra carruagem, Pansy e Malfoy vinham discutindo.

– Por sua culpa Parkison, eu estou com minha roupa toda amassada. O que a Gina vai pensar de mim, se me vir assim? – Inquiriu furioso.

– O de sempre Draquinho, que você tem uma namorada que lhe faz perder a cabeça – Disse manhosa, se aproximando dele.

– Fique longe, Pansy! Chega por hoje, está me entendendo! – Afastou-se da garota e ficou num canto olhando a paisagem e pensando em Gina.

– Você é um chato, nunca me tratou desse jeito antes. Até parece que está apaixonado por alguém – Murmurou indignada.

– Se eu estivesse não seria da sua conta – Retrucou friamente.

– Veremos – falou enfurecida.

Draco não deu muita bola para a reação da morena, só queria chegar logo no vilarejo, tomar umas cervejas amanteigadas ou quem sabe um firewisky. Esperava mais tarde se reencontrar com Gina e conversar a sós com ela sobre o ocorrido no dormitório. Precisava esclarecer muitas coisas, só não sabia se teria coragem suficiente para ter uma conversa sincera sobre seus sentimentos.

Nesse mesmo momento em Hogsmeade, a loira sonserina e a herdeira dos Snape desembarcavam da carruagem, cada uma seguiu por um caminho diferente. Helen foi até o bar Três Vassouras aonde seu amigo Jan Matry se encontrava tomando uma cerveja amanteigada.

Virginia resolveu ficar aguardando sua companheira de casa na loja Dedosdemel. Enquanto esperava resolveu comprar alguns doces, até que se deu conta que Harry Potter, seu irmão e mais um cara loiro de cabelos longos, que era artilheiro da grifinória conversavam sobre o próximo jogo contra a corvinal. Como não tinha ninguém para conversar, decidiu analisar cuidadosamente de longe o menino que sobreviveu, tentando se acostumar com a idéia de serem namorados.

Depois de algum tempo, sua amiga Helen apareceu toda sorridente, esse fato não passou despercebido por ela.

– Conseguiu? – Inquiriu à ruiva.

– Sim, digamos que consigo tudo o que quero – Gabou-se a loira.

– O que eu devo fazer agora?

– Vai lá fora, que ele já está esperando. Ele só vai te agarrar quando o Santo Potter estiver a uma distância que possa ver vocês – Garantiu a sonserina.

– Então vamos colocar logo em prática, porque ele está saindo da loja com os amigos – Sussurrou a Snape.

Dizendo isso, Virginia saiu do estabelecimento logo atrás dos grifinórios, que não perceberam, só notaram sua presença quando passou na frente deles, seguida por um loiro suspeito.

– Aquela não é sua irmã Rony? – O moreno apontou.

– Acho que é! O que ela está fazendo sozinha, sem a doninha ou aquela amiga loira? – Questionou o ruivo, notando esse pequeno detalhe.

– De certo resolveu passear sozinha – Tranqüilizou Harry.

– Não estou gostando daquele cara seguindo ela – Weasley bufou.

– Eu já vi esse sujeito em algum lugar, acho que ele é um dos artilheiros da corvinal. Observem se estou certo – Pediu Fredery Malsony.

– Sim é Jan Matry, novo artilheiro da corvinal – Respondeu o ruivo pensativo.

A herdeira dos Snape sabia que tinha sido notada pelos grifinórios ao ultrapassá-los, pois conseguiu ouvir dali que discutiam sobre ela. E pensar que tinha aceitado a idéia da amiga, agora não podia mais voltar atrás, o trato já estava feito. De repente seus devaneios foram interrompidos pelas mãos de Jan em sua cintura, a puxando para perto de uma parede.

– Oi sou Jan. Eu estou gostando de fazer isso. Relaxe e curta o momento – O loiro cochichou rouco no ouvido da garota.

– Me largue! – Começou a espernear para tentar se soltar.

– Continue! A platéia está chegando – Roçou os lábios no pescoço da sonserina.

Como o esperado, Harry saiu em direção à cena que presenciava a poucos metros de distância, apressou-se para salvar a irmã do amigo, apesar dela ser de uma casa rival, ele gostava de defender os mais fracos. Por sua vez Rony, que sempre era ativo nessas horas, ficou paralisado por causa da raiva que se apoderou dele aquele momento.

– Largue ela! Agora! – Exigiu o menino que sobreviveu.

– Me obrigue – Se afastou de Virginia e foi para cima de Potter com a varinha na mão.

Porém o moreno foi mais rápido que o loiro e o estuporou visto que prestou atenção nos movimentos que o outro fazia.

– Gina, você está bem? – Indagou se aproximando da garota.

– Ah! Harry! Que bom que você apareceu para me salvar – Abraçou o rapaz fingindo alívio e gratidão.

– Não foi nada. Falando nisso, cadê o seu amigo Malfoy? Ele que deveria estar aqui para lhe defender – Comentou.

– Ele tinha coisas mais importantes para fazer do que estar aqui comigo – Confessou com amargura na voz.

O grifinório ficou mexido com aquele comentário, sentiu vontade de abraçá-la outra vez e protegê-la de todas as pessoas que poderiam a magoar. Estava se achando um tolo por sentir isso, mas não podia evitar era mais forte que ele. Por várias vezes que a observou não conseguiu deixar passar despercebido por nenhum segundo como ela tinha crescido e virado uma bela moça. No fundo de seu ser, nunca fez diferença ela ter sido selecionada para sonserina, porque sempre julgou que Gina não era igual aos sonserinos mesmo querendo parecer através de seus atos rebeldes. O rapaz estava tão absorvido por seus pensamentos contraditórios que não notou seus amigos se aproximando e que Virginia olhava curiosa para ele, tentando desvendar o seu repentino silêncio.

– Harry vou levar o Rony até o floreiros e borrões, onde está a Hermione – Fredery Malsony avisou tocando no ombro do rapaz.

– Tudo bem. Acho que ela vai conseguir acalmá-lo – Declarou.

– Então nos vemos no castelo, até depois!

Enquanto via seus amigos seguirem até a livraria mais popular do vilarejo, Harry se aproximou da ruiva com a idéia de convidá-la para dar um passeio para conversarem.

– Gina, você gostaria de ir comigo até o novo bar que abriu? – Convidou-a meio-temeroso.

– Mas é claro – Sorriu e foi de braço dado com ele, a fim de colocar "seu plano" em prática, pois sabia que seu amado estaria no tal lugar com a namorada. Quando já estavam a uma boa distância do local da briga, olhou discretamente para trás e viu sua amiga ajudando o rapaz da corvinal a se levantar.

Nesse mesmo instante, no Bar Snake Show, Pansy bebia seu terceiro copo de cerveja amanteigada e Draco já estava na sua quarta garrafa de firewisky.

– Draquinho, você não acha que está bebendo demais? – Questionou preocupada.

– Quem deve achar isso sou eu. Mudando de assunto, por que será que a Gina ainda não apareceu aqui? – Olhou pela janela procurando algum sinal de sua paixão secreta.

– Ela deve estar com algum garoto, isso é normal. Confesse! Você está querendo controlar ela por qual motivo? O pai dela pediu? – Inquiriu debruçando-se na mesa e encarando o loiro nos olhos.

– Não é nada disso. Eu somente me preocupo com ela, porque é minha amiga – Gritou exasperado.

Quando Malfoy terminou de falar, Harry e Virginia entraram sorridentes no estabelecimento. Como o sonserino se encontrava de costas para a porta, não viu o estranho casal que acabava de entrar no local.

– Não se preocupe querido! Sua amiguinha acabou de chegar acompanhada com o Santo Potter – Parkinson apontou com o dedo, antes de surgir um sorriso malicioso em sua face.

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Continua...

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N/A: Qual será que vai ser a reação de Draco? Será que Gina vai levar esse plano até o fim? Qual vai ser a reação de Snape?

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Miaka: Muito obrigada pelo seu comentário, espero que goste do plano da amiga da Gina. Seu comentário foi muito importante para mim. Beijos!!

Angelica B. Malfoy: Muito obrigada pelo seu comentário, ele foi muito importante para mim. Espero que goste desse capítulo! Beijos!!