Capítulo 8: O CONFRONTO
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Draco ao ouvir aquela informação absurda, imediatamente, olhou para onde sua namorada apontava. Ao fazer isso, o loiro arregalou os olhos em espanto e descrença, pois por mais real que o fato que presenciava fosse não conseguiu acreditar.
Depois de alguns segundos o susto se transformou em ódio misturado com um ciúme doentio, que o sonserino nunca tinha sentido antes. Seus olhos pareciam faiscar, os músculos de sua mandíbula endureceram refletindo a tensão da situação. A garrafa de firewisky que se encontrava em sua mão, foi deixada com força sob a mesa, para logo se ouvir o barulho de sua cadeira caindo no chão. Esse ato revoltoso fez com que Pansy olhasse temerosa para o rapaz, porque jamais o viu daquele jeito. O salão que estava em polvorosa se calou, apenas observando o que iria acontecer.
Virginia estava conversando com Harry, quando de repente ouviu o barulho de uma cadeira caindo no chão. Curiosa olhou para o lado e viu Malfoy vindo de encontro a eles, com um olhar assassino estampado no rosto. Harry que procurava uma mesa vaga para os dois, ficou em alerta quando o estabelecimento tornou-se silencioso.
– Virginia Snape, o que faz junto com o testa rachada? – Berrou furioso o loiro.
– O Harry e eu estamos apenas conversando. Ele ao contrário de você me salvou. Volte para a sua namorada, já que você dá mais importância a ela do que eu – Respondeu alterada.
– Do que você está falando? – Inquiriu confuso, mas sem diminuir a indignação.
– Se você se importasse mesmo com a Gina, não a deixaria sozinha. Hoje, agora pouco, um cara tentou agarrar ela. Se eu não estivesse no lugar certo e não hora certa, nem sei o que aconteceria – Intrometeu-se o moreno da grifinória.
– Satisfeito! Draco? – Questionou fingindo irritação pelo ocorrido.
– Não estou satisfeito. A propósito Potter, essa conversa é somente entre eu e ela. Agora que Gina está bem, pode voltar para seus amigos – Ordenou o loiro arrogante.
– Malfoy, será que você tem problema de surdez ou não está entendendo a gente? Será que custa muito deixar nós em paz?Vá cuidar de sua namoradinha! – Alterou-se o garoto que sobreviveu, já perdendo a paciência.
– Você não manda em mim, seu idiota – O Sonserino resmungou empurrando o grifinório de encontro a uma mesa, para em seguida, segurar no braço da ruiva, a puxando para bem perto de seu corpo.
– Draco, largue-me! – Sussurrou nervosa, sentindo o cheiro de bebida no hálito de seu amado.
Todas as pessoas que estavam no estabelecimento levantaram-se de suas mesas e os rodearam em expectativa de uma briga corporal. Pansy ao ver o clima nada amigável que estava se formando, se levantou e correu até onde Zabini acompanhava tudo com cara de surpreso pela exposição do amigo, que era tão frio com as coisas.
– Blaise, eu acho que as coisas vão esquentar. O Draquinho está muito alterado, nunca o vi desse jeito – Falou Parkinson incomodada pela reação estranha do namorado.
– Acho melhor a gente ir chamar o professor Snape – Sugeriu o rapaz com um ar sério.
– Então vamos! – Assentiu a morena.
Os dois sonserinos saíram do local em direção ao Três Vassouras, onde todos os diretores das casas se encontravam.
Enquanto isso, Draco apontava sua varinha contra seu inimigo, observando que este iria revidar.
– Fique longe testa - rachada – Ameaçou o monitor-chefe da sonserina.
– Draco, use a cabeça e pense! Você tem que aceitar minhas amizades – Olhou bem para o rosto do loiro e o encarou por alguns minutos.
– Você é minha Virginia! – Cochichou no ouvido da garota, tão baixo, para que somente ela pudesse ouvir. A ruiva quando escutou aquelas palavras sentiu uma enorme alegria e ao mesmo tempo ficou surpresa, não conseguindo formar mais nenhuma frase concreta para dizer.
– Malfoy, a deixe em paz! Senão serei obrigado a duelar com você, porém creio que nesse estado que você se encontra seria covardia da minha parte – Disse sincero o herói da grifinória.
– Não me faça rir, Santo Potter! – Provocou cínico, antes de largar o braço da ruiva, para logo a envolver pela cintura, a deixando mais próxima do seu corpo.
Harry ao ver o breve desvio de atenção que seu inimigo teve, aproveitou para desarmá-lo, batendo na mão que ele empunha a varinha fazendo esta cair no chão. No momento em que o menino que sobreviveu iria agir para tirar Virginia de Draco, o temível professor de poções Snape adentrou no estabelecimento acompanhado por Blaise e Pansy. O diretor sonserino ao se dar conta do que ocorria no local cruzou os braços, levemente irritado, presenciando a cena em sua frente. Curioso com a situação levantou a sobrancelha e aproximou-se, recebendo a atenção dos rapazes que estavam se encarando de maneira hostil.
– O que está acontecendo aqui? Sr. Malfoy e Sr. Potter? – Exigiu com cara de poucos amigos.
– O Malfoy, Senhor, ele me ameaçou só porque me viu junto com a Gina – Explicou o grifinório.
– Sr. Malfoy, faça o favor de largar a senhorita Snape – Estreitou os olhos, antes de desvencilhar sua filha do abraço do sonserino e puxá-la para si. Esse ato inesperado deixou o monitor-chefe temeroso pela reação do padrinho.
– Desculpe Senhor, eu não queria lhe causar problemas.
– Nem mais uma palavra Senhor Malfoy – Sibilou.
– Eu juro professor Snape que não tive culpa, foi o Draco Malfoy que começou – Harry acusou irritado.
– Quieto! – Rosnou e se virou para sua herdeira – Senhorita Snape, você poderia me explicar o que houve aqui? – Perguntou mais brando.
– Não aqui na frente de todos – Respondeu encabulada.
– Então se é assim – Concordou virando-se e apontando para seu afilhado e para o herói do mundo bruxo – Quero os dois daqui à uma hora na minha sala para conversarmos e sem atrasos.
–Certo professor – Os dois responderam ao mesmo tempo.
– Venha comigo, Virginia – Decretou encarando a filha.
– Não posso ir depois? – Pediu assustada.
– Não! Você vai agora! – Resmungou sem paciência, pegando a garota pelo pulso e a arrastando porta a fora em direção a um local que podia aparatar com ela até Hogwarts.
Draco e Harry apenas se entreolharam preocupados com o que iria acontecer mais tarde, pelo que tinham presenciado não seria nada bom.
– Draquinho o que deu em você? – Choramingou Pansy se aproximando do namorado.
– Nada que lhe diga respeito – Falou friamente.
– Eu só queria lhe ajudar, me preocupo com você – Cochichou encostando o queixo no ombro do rapaz, mas sendo logo repelida por ele.
– Quer me ajudar? Então me deixe sozinho. Fique com o Zabine aqui, que preciso ir para o castelo – Bufou antes de se retirar do recinto, não dando chance para a garota protestar.
Enquanto isso, Severus e sua herdeira desaparatavam nos portões de Hogwarts em um local permitido para isso, ambos não estavam com as expressões faciais muito felizes, pois vinham discutindo.
– Não precisava ter me tratado daquela maneira na frente de todos, praticamente você me arrastou até aqui – Acusou a ruiva esfregando o pulso meio-dolorido.
– Virginia, me diga o que você pretendia ficar fazendo lá? Iria se agarrar com o Potter ou com o Malfoy que tem namorada? – Snape esqueceu a compostura respeitosa no qual sempre tratou à ruiva, porque se sentiu atormentado pelos fatos que deduziu.
– Papai você não confia em mim? Eu nunca faria isso, não com ele de namorico com aquela oferecida – Murmurou indignada.
– Se eu não te conhecesse bem, acreditaria que você não faria nenhuma besteira – Suspirou subindo as escadarias do hall de entrada do colégio.
– Pai, eu não sou mais uma garotinha. Eu cresci! Você não vê isso? – Gesticulou nervosa.
– Eu notei, para falar a verdade, isso que me preocupa – Desabafou passando a mão no cabelo – Vamos terminar essa conversa nos meus aposentos.
– Tudo bem, você não quer que ninguém escute a nossa conversa, então vamos – Concordou.
Durante a caminhada até as masmorras Gina foi pensando em como iria contornar a situação com Draco e se iria continuar o plano de Helen. Uma coisa tinha certeza, aquelas palavras que Malfoy proferiu meio-embriagado refletiam os sentimentos que ele escondia em seu coração, torcia para que o loiro se declarasse logo. Por mais ansiosa que se sentisse não poderia deixar transparecer de imediato o que sentia por ele, para que isso acontecesse teria que ter certeza dos fatos. Talvez usar Harry forçaria o sonserino orgulhoso a tomar uma iniciativa em seu pleno juízo perfeito. Sua cabeça estava muito confusa, não conseguia raciocinar direito, precisava pedir conselhos a sua amiga, a única coisa que queria de todo o coração era o amor de Draco.
Severus andava a frente de sua filha, mas não deixou de reparar no silêncio que a pouco caíra entre os dois, chegou até a diminuir os passos para esperá-la, ao fazer isso reparou que ela estava com o olhar perdido, como se concentrada em algo muito importante. Suas longínquas suspeitas e temores de anos atrás finalmente começavam a se concretizar, não que não gostasse de seu afilhado, e sim temia que sua herdeira prejudicasse a imagem e ficasse completamente arrasada, iludida, desgostosa pela vida se fosse enganada. Apenas queria a proteger de se machucar, porém sabia que não poderia cuidar dela todo o tempo, esse era seu medo, acontecer algo bem debaixo de seu nariz, sem poder fazer nada para impedir.
Ao chegarem perto da porta do dormitório, Snape disse a senha, para logo entrarem e se aconchegarem nas poltronas verdes que ficavam em frente de uma pequena lareira.
– Aqui estaremos mais seguros sem que ninguém nos espione. Vamos falar logo antes que aqueles dois cheguem até o escritório.
– O que você vai fazer com eles? – Pediu aflita.
– Ainda não sei, vai depender do que eles me disserem – Falou com sinceridade.
– Por favor, não seja muito rude com eles.
– Não posso prometer nada – Ajeitou-se na poltrona incomodado.
– Voltando ao nosso assunto anterior. Bem que você poderia me dar um voto de confiança. Prometo que não farei besteira.
– Filha, Draco não é o homem ideal que sonho para você. Eu temo pelo seu futuro, não quero que você fique com sua reputação afetada igual a da Parkinson. Comentou pegando as mãos da garota – A sua outra opção, Harry Potter, igualmente não me agrada.
– Entendo a sua aflição, mas quem vai decidir isso sou eu. Você está me saindo um pai muito ciumento, sabia? – Sorriu ao ver o olhar dele confuso – Pensei que você gostasse de seu afilhado, ele nunca me desrespeitou.
– Eu gosto do Draco, porém não aprovo as coisas que ele faz com as outras garotas, já recebi várias reclamações de alguns pais furiosos. Tive que encobrir tudo e contornar a situação – Confessou.
– Me diga alguma coisa que eu ainda não sei – Resmungou entediada.
De repente um som agudo tomou conta do ambiente por alguns segundos, atrapalhando a conversa entre pai e filha, era o relógio mágico que avisou que Potter e Malfoy estavam na entrada do escritório de diretor. Severus se levantou, liberando a ruiva para ela voltar ao salão comunal da sonserina, para logo seguir em rumo ao local onde estavam os pretendes de sua herdeira.
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Continua...
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N/A: O que será que Severus vai fazer com Draco e Harry? Será que Gina vai pensar em todas as coisas que seu pai disse ou vai seguir com o plano?
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Miaka: Muito obrigada pelo seu comentário, ele foi muito importante para mim. Espero que você goste desse capítulo e da reação do Draco e a do Snape. Beijos!!
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Musa-Sama: Muito obrigada pelo seu comentário, ele foi muito importante para mim. Espero que tenha gostado desse capítulo. Beijos!!
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Biazinha Malfoy: Muito obrigada pelo seu comentário, ele foi muito importante para mim. Espero que goste desse capítulo. Beijos!!
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Angelica B. Malfoy: Muito obrigada pelo seu comentário ele foi muito importante para mim. Espero que tenha gostado da reação do Draco e do capítulo. Beijos!!
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fer malfoy: Muito obrigada pelo seu comentário, ele foi muito importante para mim.
Espero que goste desse capítulo. Beijos!!
