"Precisa prestar atenção nos momentos importantes, Gina, como o amor. Porque só às vezes eles aparecem".

Segundo Episódio.

O nome do falecido.

Data: 26/12/2006.

Anteriormente no Seriado Potteriano:

- Ei... Eu sei que você está no Brasil... Eu sei que você veio assistir a final do jogo de vôlei de Hogwarts – disse Rony no telefone.

- Quê?

- O Draco vai atirar no Harry!

- Como assim? O que houve, Rony?

- Cedrico, você é o único que pode impedi-lo – disse Rony ao telefone.

- O que você faz aqui? – perguntou Draco se abaixando rapidamente para pegar a arma.

Harry estava sentado, com as duas mãos na cabeça, chorando.

- Você... Você não pode fazer isso! – Cedrico foi corajoso o suficiente para entrar no lugar e parar em frente ao Harry, com os braços abertos – Você não pode atirar. Eu estou com toda a sua herança, Draco – sussurrou Cedrico – E você não pode me matar... Quer dizer, até pode, mas... Ela não vai voltar a você. Ela vai passar para os meus familiares, e... Você vai ficar sem nada. Não creio que seja uma boa opção, não é mesmo?

- Provas? Que provas? A prova que eu estava saindo com Tonks na noite em que ele foi assassinado? – perguntou Sirius – Nós estávamos jantando na noite em que tudo aconteceu! A notícia de sua morte me baqueou tanto como qualquer um!

Lílian pareceu finalmente convencida e soltou um suspiro de alívio.

- Oh, Sirius, me desculpe... Eu-eu-eu não sei o que dizer... Eu perdi o controle! – Lílian aproximou alguns passos e o abraçou – Que saudades!

- Filho, é o seu primeiro natal! – gemeu Gina sentada na cama do hospital, dando alimento para o seu filho. Ela estivera tão encantada com tudo aquilo que não conseguia tirar os olhos do garoto – Você é maravilhoso, meu filho... Eu te amo. Feliz Natal!

- Alô? Com quem eu falo? – perguntou Harry.

- É Pansy Parkinson! – disse ela com a voz rouca – E, Harry, nós precisamos conversar sobre a Gina.

- O que é? Diga-me...

- Na verdade, eu não sei... Eu não fiquei sabendo nada sobre o bebê, ela não recebeu visitas, nem mesmo dos pais! – disse Pansy do outro lado, preocupada – Ela se escondeu de todos, como se estivesse fugindo da verdade.

- Quer dizer... O pai não é o Harry, e nem o Draco? – perguntou Hermione arregalando os olhos.

Gina deu um sorriso, sem resposta.

- Venha vê-lo... Você mesma vai descobrir! – Gina descobriu o rosto do filho, deixando descoberto para Hermione enxergar melhor as características do pequeno bebê em seus braços.

26.12.06

- Ele... Ele não é filho do Draco – disse Gina com um suspiro – Já era previsto – Gina sorriu para Hermione.

A loira estava estupefata, ao lado da cama, com as mãos ensopadas de suor. E curiosa, Hermione perguntou.

- Quer dizer... Você sabia o tempo todo?

Gina meneou a cabeça de um lado para o outro.

- Foi mais fácil fazer com que o Harry aceitasse, ele foi absorvendo com o tempo a minha gravidez, mesmo acreditando que podia ser o pai de Draco, além do mais, eu fiz isso para tirar o peso de suas costas, afinal de contas, era ano de vestibular e Harry não podia desistir da faculdade – Gina parecia satisfeita com o trabalho – Foi melhor assim.

- Mas você... Você preocupou o Draco! – disse Hermione incrédula – Quero dizer...

- Convenhamos – disse Gina enigmática – Draco não tem carreira para estudante, ele é um cantor famoso, Hermione! Não precisa de faculdade, ou qualquer outra formação! Já o Harry... O sonho dele sempre foi ser advogado e eu não podia atrapalhar.

Hermione observou melhor o garotinho nos braços de Gina, ele tinha os cabelos negros, e os olhos parecidos com os da mãe, era tão pequeno e indefeso, embrulhado em um monte de panos. Era muito pequeno.

- E... Você vai contar ao Harry? Digo... Ele é o pai, ele precisa saber! – Hermione sentiu um gelo passar pela garganta.

Gina segurou a mão de Hermione.

- É o meu filho, e eu não quero contar a ele, okay? – disse Gina encarando Hermione no fundo dos olhos – Isso é problema nosso e quero que prometa que nunca vai se intrometer nisso!

Hermione se sentiu ligeiramente ofendida pelo descarte, mas Gina não falava em um tom para magoá-la e sim para livrar a culpa da loira sobre saber quem era o pai.

- Certo. Eu prometo – disse Hermione suspirando – Não vou dizer nada.

Gina esticou o braço estendendo o filho à garota.

- Pegue o Tiago.

- Tiago? Tiago... Não é o nome do pai de Harry?

- Sim, Tiago. Por isso mesmo! – confirmou Gina – Quero homenagear o avô! Tenho certeza de que ele gostaria disso!

Hermione passou os braços com delicadeza para não apertar o bebê com muita força e não machucá-lo.

- Ele é parecido com o Harry... Ele é branquinho como o Harry... – riu Hermione emocionada – Eu nem acredito que vocês são pais, oh, meu Deus – os seus olhos brilharam em lágrimas – É tão emocionante a vida...

Gina deu um suspiro, tentando manter a calma, e com os braços estendidos ao lado do corpo. Ela olhou para Hermione e as duas se encararam por breves segundos.

- Eu... Eu não vou contar ao Harry – disse Gina – Não enquanto vocês estiverem iniciando o relacionamento!

- Mas, Gina, eu... Eu e o Harry não vamos... Nós não vamos ficar juntos! – disse Hermione desconcertada, chacoalhando o bebê no colo – Nós... Nós somos amigos.

Gina colocou a mão na de Hermione com delicadeza e sussurrou.

- Eu sei que vocês nasceram para ficarem juntos, e eu não vou atrapalhar – Gina passou a mão pelos cabelos – Hoje eu recebo alta... E vou voltar para a casa dos meus pais, não vou para a casa do Harry outra vez.

- Você não pode esconder isso dele.

Gina continuou a encarar Hermione em silêncio, a garota interpretou tudo e continuou.

- Certo... Certo, eu fui uma estúpida em prometer isso! – Hermione sacudiu a cabeça, chateada consigo mesma – Eu... Eu não devia ter feito isso – Hermione devolveu o pequeno Tiago aos braços de Gina – E o que você pretende fazer a respeito?

- Eu... Eu não sei – disse ela com um suspiro – Eu preciso visitar algumas pessoas antes de voltar para a casa.

Hermione não quis perguntar quem para não se intrometer mais na vida da amiga, ficou em silêncio e a beijou no rosto.

- Se precisar de mim, é só chamar... – Hermione virou as costas e acenou ao sair.

Gina permaneceu mais algum tempo decorando a feição de Tiago, quando a enfermeira chegou.

- Tem um rapaz furioso na recepção, ele quer subir a qualquer custo para te ver – disse a enfermeira – É o tal do Harry?

Gina não confirmou e não negou.

- Está na hora de ir embora... – Gina deu um suspiro – Ir embora pelas portas do fundo!

03.01.2007

Rony pegou a alça da mala, jogando os longos cabelos ruivos para o lado, tinham crescido um bocado durante essas férias no Brasil, e não só os cabelos, mas deixara um ligeiro cavanhaque ganhar destaque em seu rosto. Ele estava muito mais moreno também, quase irreconhecível de quando deixar Nova York.

- Bom... Não sei quando nos veremos outra vez – disse Dino parando na frente de Rony na plataforma – Foi ótimo jogar com você, cara! Você... Você foi incrível... Você é incrível e tem vocação!

- Você também, cara! – disse Rony apertando a sua mão no ar – Você devia ser jogador de vôlei.

- Ah, quem sabe... – Dino corou – Eu... Eu vou para a Europa, acho que vou fazer a faculdade por lá.

- Eu vou para Chicago – disse Rony decidido – Meus pais vão alugar um apartamento para mim por lá.

- Vai deixar Nova York para sempre? – perguntou Dino com uma das sobrancelhas.

- Não... Estarei aqui nos finais de semana – Rony piscou – Bom, é isso... É aqui que termina o nosso time – Rony deu um mega abraço no colega e os dois sentiram uma corrente elétrica percorrer pelo corpo de saudades.

- Vem cá, Collin, você também faz parte desse time! – disse Rony abraçando-o – Mas você ainda continuará em Hogwarts.

Collin abriu um sorriso enorme e o time inteiro se abraçou no meio do aeroporto, despedindo-se.

- Ei, vocês não seriam nada sem nós – disse Lilá com sua roupa de líder de torcida – Podemos participar?

- Claro! – gritou Rony abraçando Lilá juntamente com os garotos. Luna virou as costas e foi embora, sem se despedir de ninguém.

Parecia mais uma festa no meio do aeroporto.

04.01.07

- Ei... Você precisa acordar – disse Hermione acendendo a luz do quarto de Harry.

Ele puxou as cobertas até o rosto, escondendo-se.

- Devia ser crime acordar as pessoas antes das cinco horas da manhã!

- São quase duas horas da tarde – disse Hermione rindo e sentando na cama, bem perto de seus pés. Ela passou os dedos e começou a fazer cócegas, Harry enfiou os pés embaixo das cobertas.

- Você sabe que eu odeio isso...

Hermione puxou as cobertas de Harry para longe, vendo-o todo encolhido no colchão, como se fosse uma criança, inevitavelmente ela pensou no filho dele.

- Por que você vai dormir tão tarde? – quis saber ela – Você não devia fazer esse tipo de coisa... Não é saudável.

- Eu... Eu fiquei um pouco na Internet, para ver se tinha alguma notícia dela – disse Harry abrindo os olhos lentamente – Eu não me conformo que ela tenha sumido. Ainda mais sem nenhum bilhete!

Hermione também não se conformava com o sumiço de Gina. Em poucos segundos a garota estava lá, segurando o filho dela nos braços. Pouco depois, Gina tinha desaparecido completamente, sem deixar vestígios. Harry e Hermione se desencontraram no elevador do hospital (o que foi uma sorte para ela). A garota foi embora para casa e o rapaz ficou desespero pelo desaparecimento sem vestígios da ruiva.

- Ela... Ela está escondendo alguma coisa – disse Harry bocejando, sentado na cama ao lado de Hermione.

- Não sei... Gina não é dessas coisas – Hermione tentava desviar o assunto ou respondia qualquer coisa sem nexo, já estava ficando perigoso fazer esse tipo de coisa, ainda mais quando ela não sabia mentir na frente de Harry.

- Isso tudo está um mistério – ele disse indo até o banheiro – Vou escovar os dentes e já volto.

- Ah... Tenho certeza de que a Gina está ótima – disse Hermione de repente, mas nem ela ao certo sabia se isso era exatamente verdade.

Gina tinha voltado para a casa dos pais, era óbvio. E se Harry não desconfiasse isso, Hermione não ia fazê-lo se tocar. Afinal, ela era uma amiga fiel, muito fiel.

05.01.07

Lílian desdobrou o jornal e colocou da mesa, viu Sirius entrar na recepção do hotel com um óculos escuro no rosto. A mulher ficou em pé depressa e foi até ele.

- Bom dia – disse ela com um beijo no rosto.

- Já acordada?

- Ah... Caí da cama! – justificou com os ombros murchos – Venha... Vamos conversar! – Lílian puxou Sirius pelo braço para se sentar à mesa com ela. Ele parecia desconcertado com a pegada no braço.

- Er... Eu... Eu estava indo ver Tonks no quarto...

- Eu preciso me desculpar – avisou de supetão – Eu sinto muito por ter feito todo aquele papelão, dizendo que você era o assassino de Tiago... Eu realmente sinto muito por ter feito isso! Eu... Eu não devia... – Lílian sacudia a cabeça desesperada, enquanto falava.

- Certo – Sirius sorriu – Está tudo bem! – Sirius segurou na mão de Lílian, ela corou de repente – Está tudo bem, não tem nada mais para dizer.

- Mas... Eu me sinto tão envergonhada por tudo o que eu fiz. Fui tão estúpida, agi repentinamente... Sem pensar nas conseqüências... Eu fui estúpida... – Lílian estava falando sem parar.

Sirius colocou o dedo em seu lábio, e olhou para os lados para ver se ninguém mais estava olhando a cena que parecia romântica.

- Tudo bem... Está tudo bem, eu já disse.

Lílian sorriu, aliviada.

- Me dá um abraço?

- Er... Abraço? – Sirius parecia desconcertado – Aqui?

- Sim.

- Eu... Eu não sei se é uma boa idéia – Sirius ficou branco como um papel.

- Ah... Não vai dizer que ainda se pensa no que aconteceu entre a gente? Digo... No nosso passado, na nossa adolescência...

Sirius negou com a cabeça, embora não fosse muito sério.

- O que passou já aconteceu... E não tem mais volta – Sirius engoliu em seco – Certo, vamos nos abraçar.

Sirius e Lílian ficaram em pé, deram um abraço apertado, chamando a atenção do pessoal em volta. Pareciam dois adolescentes, malucos. Como nos velhos tempos. E que velhos tempos, hein?

09.01.07

Hermione cansou de ver Harry se martirizando pelo sumiço repentino de Gina, o garoto estava descabelando e até consultou Rony, mas o amigo disse não saber de nada. E isso preocupou ainda mais a garota.

- Eu... Eu vou visitar a Sra. Weasley – disse Hermione seriamente – Eu preciso ver como as coisas andam... Talvez ela esteja lá!

Harry negou com a cabeça.

- Ela não está lá, eu já liguei para a Toca – disse Harry sério – Ou pensa que eu não pensei nisso também?

- Talvez eles estejam mentindo para você.

Harry abaixou os olhos.

- Isso está ficando preocupante, é sério – disse Hermione mordendo o lábio, encarando Harry – Vamos até a Toca.

Harry concordou, foi pegar o tênis e voltou rapidamente. Os dois entraram no carro e dispararam na direção da casa de Rony. Os dois trancaram o carro, correram até a campainha e apertaram.

- Meu Deus... Que bons ventos os trazem aqui? – perguntou a Sra. Weasley enfiando a cara de Harry entre os peitos, quase afogando-o.

- Está tudo bem? – perguntou Hermione abraçando a doce Sra. Weasley. Ela se perguntava como é que ela tão doce, tão meiga, não aceitasse a gravidez de Gina. Mas talvez fosse mais o Sr. Weasley o responsável por tudo, até mesmo porque a família Weasley considerava aquilo uma vergonha.

- Tudo, na medida do possível... E com vocês?

- Também – disse ela, mas Harry não respondeu.

- Nós... Na verdade, viemos para saber se a Gina anda por aqui!

A Sra. Weasley não os convidou para entrar e isso foi notável em primeira vista. Ela parou vermelha diante da porta.

- Eu sinto muito, crianças. Mas... Ela não quer receber visitas!

- O que está acontecendo, Sra. Weasley? Por que ela está fazendo isso? Nós somos amigos dela...

- Ela... Ela está com alguma espécie de depressão pós-parto, não sabemos direito – disse a Sra. Weasley – E o psicólogo pediu para ninguém se aproximar, pode piorar o estado dela. Então, peço a ambos que não se intrometam, por favor. Quando ela se recuperar, eu prometo ligar a vocês.

- Nós... Nós só queremos ajudar – disse Harry com o olhar em súplica.

- Todos nós queremos, meu filho – a Sra. Weasley colocou a mão no ombro dele – Fique tranqüilo – ela o beijou no rosto – Te vejo em breve! – e fechou a porta sem dizer mais nada, dispensando Harry e Hermione.

Não era a atitude da Sra. Weasley ser rude com as crianças. Na maioria das vezes ela era educada, convidava-os para entrar e ainda os obrigavam a comer bolos, guloseimas, sorvetes. Era tudo muito estranho.

- Eles já foram? – perguntou Gina com os olhos negros de passar tanto tempo acordada. Ela pegou um copo de água.

- Sim, filha... O pai de seu filho já foi embora, mas ele não vai desistir até falar com você – disse a Sra. Weasley.

- Eu sei, conheço Harry mais do que ninguém – disse Gina ao terminar de beber água e indo até a pia, descalça. Estava totalmente debilitada, a gravidez estava acabando com a sua saúde e Tiago chorava toda hora, todos os dias. Ainda bem que todos estavam colaborando, até mesmo os irmãos.

Gina deu um suspiro longo.

- Ele... Ele vai invadir a Toca – disse Gina passando a mão pelos cabelos – Eu o conheço!

A Sra. Weasley sorriu e a beijou nos cabelos.

- Vai ficar tudo bem, Gina... Ninguém vai saber de nada até que as coisas se resolvam!

Gina olhou para a cima, vendo Rony transitar no quarto, arrumando a mudança para Chicago.

- Mãe... Será que eu poderia morar com o Rony em Chicago? Bem longe desse transtorno...

A Sra. Weasley arregalou os olhos, pensativa.

12.01.07

Rony estava com as malas prontas, despedindo da família no aeroporto, abraçou os pais. Logo depois Gina, e disse para ela se cuidar.

- Nós vamos ainda morar juntos. Dê tempo ao tempo – pediu o irmão com a cabeça encostada na testa de Gina.

Gina correspondeu com um sorriso e beijou a testa de Rony.

- Eu te amo, irmãozinho. E vai com Deus!

Rony apertou a alça da mochila e pegou as duas malas com as mãos, com a cabeça virada para trás, acenou para a família e foi caminhando sem olhar para frente. Até que de repente...

- BOOM! – Rony esbarrou em alguém, perdeu o equilíbrio e suas malas foram parar no chão.

- AI! OLHA POR ONDE ANDA! – berrou a garota histericamente passando a mão no braço como se Rony fosse feito de sujeira – Rony? Rony Weasley? – perguntou uma voz feminina.

- Er... – ele ergueu os olhos – Cho Chang! – ele ficou em pé depressa – O que está fazendo aqui em Nova York?

Ela tinha os cabelos mais compridos do que nunca, seu sorriso era maravilhoso, todo branco, e os dentes todos no lugar (sim, leitores, ela foi ao dentista arrumar a Disneylândia na boca!). Cho estava com o corpo esbelto, magro, cheio de curvas. Estava magnífica, nem parecia ter tido câncer há menos de dois anos.

- Eu... Eu vim fazer faculdade, oras! Aqui é a cidade perfeita...

- Er... Mas... Você já avisou o Harry?

- Quero fazer surpresa – sorriu ela mascando chiclete com a boca aberta, meio patricinha – Aliás... O meu namorado, Zabini, odeia que eu fale sobre o Harry! – ela ergueu a aliança de diamante no meio dos dedos – Não vim por causa do Harry, certo?

- Eu sei – sorriu Rony, e acenou para a irmã que estava longe, Gina arregalou os olhos, assustada.

"Não podia ser. Não... Cho de novo não!" pensou Gina automaticamente.

- Aquela é a sua irmã? – perguntou Cho.

- Não! – disse Rony rapidamente, lembrando-se do ódio mortal que Gina tinha pela Cho – Ela... Ela é uma psicopata que coleciona abelhas aquáticas!

- Ah... – Cho parou para pensar se isso existia – Que legal, sempre pensei em ser uma também! – e sorriu – Aliás, a sua irmã Gina me odeia né?

- Não! – disse Rony abaixando os olhos para não encarar a morena.

Cho riu alto e deu um tapinha na costas dele.

- Eu sei que ela me odeia! – Cho deu um sorriso como não se importava – E aposto que ela contou que às vezes eu encho o meu sutiã com pedaços de algodão.

- Ah, isso ela contou, mas eu já sabia - respondeu Rony com um sorriso bobo nos lábios, encarando os seios ampliados de Cho – Em todo caso... Eu preciso ir, se não perco o vôo – ele a beijou – Bom retorno.

- Beijos! – disse Cho acenando com a mão de um jeito infantil – Até breve!

14.01.07

Lupin e Lílian estavam de mãos dadas, andando pelo shopping em Paris, vendo as lojas em volta, as vitrines e os enfeites. Lupin girou a namorada em sua frente, colocando as mãos na cintura dela, e encarou-a profundamente nos olhos.

- Eu... Eu estou apaixonado por você, Lílian Evans! – Lupin beijou de leve os lábios da ruiva e se afastou, fazendo somente contato com os olhos – Eu... Eu prometi que ia lhe fazer a proposta novamente quando o Harry ingressasse na universidade!

Lílian corou de leve, surpresa pela atitude de Lupin, ali, no meio de tantas outras pessoas. Seria uma vergonha, mas... Seria uma vergonha maravilhosa.

Lupin se ajoelhou em frente a ela, sorridente, e tirou uma caixinha preta do bolso.

- Lílian Evans, por tudo o que a gente passou, eu sei exatamente o que você representa na minha vida. Eu... Eu te amo demais. E queria saber se você aceita ser a minha esposa pelo resto de sua vida? – a praça de alimentação do shopping estava parada, em choque, olhando para os dois.

Lílian corou, sem perder o contato visual e a respiração falhando, Lílian sentiu as lágrimas surgirem nos olhos e fez que sim com a cabeça porque não conseguia responder com a boca.

- Aceito! – disse com muita dificuldade.

Lupin tirou a aliança e encaixou nos dedos dela, os dois ficaram em pé e se beijaram ali mesmo.

- Eu... Eu esperava tanto por isso – disse ela o beijando repetidas vezes.

Uma senhora idosa ficou em pé, deixando o almoço de lado e começou a bater palmas. No começo, só deu ela batendo palmas ecoando por toda a praça de alimentação, mas os aplausos foram aumentando, e em menos de vinte segundos, era uma chuva de aplausos.

- Eles... Eles estão fazendo isso pela gente? – perguntou Lílian corando, com os lábios ligeiramente afastados – Eles estão nos aplaudindo?

- Acho que sim – Lupin sorriu e os dois olharam de uma vez para as centenas de pessoas que estavam olhando para os dois, sorridentes.

- Ai que vergonha! – Lílian afundou nas mãos, encostando a cabeça nos ombros de Lupin.

- Ei... Isso não é vergonha, isso demonstra sentimentalismo das pessoas, elas ainda prezam o significado de um casamento!

A senhora que foi a primeira a aplaudir se aproximou dos dois, com um sorriso no rosto.

- Parabéns para vocês dois, formam um lindo casal – ela disse dando algumas palmadinhas – São pessoas de sorte – a senhora beijou o rosto de Lupin e murmurou – Foi exatamente assim que o meu falecido marido me pediu em casamento, ah... Quanta falta de ser jovem outra vez!

Lupin e Lílian se entreolharam. Eles não eram jovens, tinham quase quarenta anos, eram adultos!

- Ah, a senhora é tão gentil quanto qualquer outro jovem! – disse Lílian sorrindo para a ela – E quem amadurece somos nós, por dentro, e não a aparência física!

A senhora sorriu, e a beijou.

- Quero um convite do casamento! – ela deu uma reboladinha – Essa festa vai bombar!

Lílian girou os olhos, rindo da atitude jovial da senhora.

- Sim... As minhas festas de casamento sempre bombam!

Lupin caiu na gargalhada se lembrando da última.

14.01.07

Naquele mesmo dia, Lupin e Lílian estavam sentados em um banco da praça, conversando sobre o futuro, sobre o casamento, como seria e tudo mais. Até que Lupin sugeriu como eles iriam morar.

- Vamos nos casar em Nova York mesmo?

- Ah... É claro, meu filho está por lá, não é?

Lupin olhou para o chão e ergueu a cabeça com a testa enrugada para Lílian.

- Er... Sabe... Eu adorei Paris!

- Eu... Eu também.

- E... Eu acho que devíamos nos mudar para cá – disse Lupin seriamente.

Lílian sentiu os olhos brilharem.

- Estou ouvindo falar de mudança? É isso mesmo? – seu coração estava disparado outra vez. Estar com Lupin era como abrir várias caixinhas de surpresa.

- Sim. E... Nós podemos voltar para buscar o Harry. Ele pode vir morar com a gente!

Lílian sorriu.

- Ótima idéia, vamos trazer o Harry para morar conosco! – Lílian o beijou.

15.01.07

Gina sentiu o clima na casa ficar ainda mais pesado com a saída de Rony. Pelo menos o garoto ajudava com as tarefas de cuidar de Tiago, mas agora que ele se fora, tudo parecia ter triplicado e o bebê parecia ainda mais chorão.

Gina desejou ter ido morar com ele. Era o que ela mais queria no mundo, já que não podia sair de casa mais, sentia as pessoas apontando para ela o tempo todo.

- O tio Rony acabou de ligar – disse Gina para o filho que estava brincando de morder a mão pequena, enquanto ela trocava a sua fralda – E disse que está morrendo de saudades. O tio Rony ama você, filhote!

Gina pegou o garoto no ar e o beijou no rosto. Ela amava demais aquele garotinho, ela o amava mais do que qualquer outro homem em sua vida, e não tinha dimensão do tamanho desse amor, mesmo ele sendo trabalho. A vida dele dependia de Gina, e ela se sentia compromissada a ele pelo resto de sua vida. Afinal, ela tinha gerado ele.

- Nós vamos ser felizes... Nós vamos para um lugar onde você vai ter um tio super legal também – Gina pegou a bolsa cheia de fraudas e mamadeira – Você vai adorar o seu novo tio... Ele está doido para te conhecer!

- Dá... Dá! – resmungou o bebê.

Gina rabiscou um bilhete e deixou em cima da cama.

- Adeus família! – Gina apagou a luz e deu uma última olhada no quarto, antes de ir embora. Ela estava com lágrimas nos olhos, mas pelo menos estaria livre dessa vida em Nova York. Dessa sociedade hipócrita e falsa, achava que podia sair apontando para ela o quanto quisesse, como se ela fosse um extraterrestre. Como se ter um filho aos 16 anos fosse o maior absurdo do mundo.

Pura hipocrisia! E Gina ia se livrar disso. Ela conferiu a passagem na bolsa e disse ao respirar o ar livre do jardim.

- Vida nova! – ela foi até a rua procurar por um táxi.

19.01.07

- Obrigado por me pegar aqui no aeroporto – disse Rony dando um beijo no rosto de Hermione.

- Ah... Por nada! – ela sorriu – Estava com saudades, essa semana pareceu um século para mim! E... Como foi lá em Chicago, fez a matrícula?

- Fui... Fui conhecer a faculdade, Hermione. Ela é o máximo, é gigantesca, vinte mil vezes maior do que Hogwarts, é perfeita! É o que eu sempre quis!

- Que bom, Rony! – Hermione sorriu enquanto dirigia na direção de sua casa – Fico feliz em saber que você está bem.

Os dois foram conversando pelo resto do caminho sobre as novidades. Rony ainda não sabia da fuga de Gina, mas estava prestes a descobrir assim que chegasse em casa.

Hermione estacionou o carro e o beijou no rosto.

- Obrigado – disse Rony pegando sua mochila – Obrigado por me trazer até aqui!

- Por nada... Foi legal passar algum tempo com você! – respondeu Hermione.

Rony bateu a porta do seu carrão caríssimo e virou as costas, indo na direção da sua casa. Hermione viu o celular do garoto no banco, e gritou.

- Ei... Ronald!

Ele esticou o pescoço para trás. Hermione estava com o celular dele nas mãos.

- Oi? – perguntou ele.

Ela parou, pensativa. Devolvia o celular a ele ou não?

- Boa noite! – respondeu ela com um sorriso, guardando o celular entre as pernas.

- Boa noite! – respondeu ele acenando e voltou a se concentrar no caminho de volta para sua casa.

Hermione começou a mexer no celular de Rony, parou no nome escrito: "Harry Potter" e suspirou.

Ela tinha uma arma poderosa nas mãos.

19.01.07

Harry estava mexendo no Orkut quando ouviu o barulho de um carro parar do outro lado da rua, mas não deu muita atenção, era comum o tráfego por ali. Continuou a mandar recados para os seus amigos que estavam indo para o outro lado do país enfrentar a faculdade.

E o seu celular vibrou. Uma mensagem.

Harry estranhou ao ver o nome de "Rony Weasley" na tela, ainda mais naquele horário. Pegou o celular e viu a mensagem.

"Ei, Harry. Vou passar esse final de semana em Nova York. Novidades?".

Harry achou meio estranho, até mesmo porque o amigo tinha acabado de ligar do aeroporto de Chicago, dizendo que estava voltando para casa, e agora mandando outra mensagem dizendo que estava lá. Ok, era o Rony, né? Dele pode se esperar tudo!

"Não tenho novidades. Fiquei trancado a semana toda no meu quarto. E você?".

A resposta veio quase que instantaneamente.

"Bem. Eu e a Lilá terminamos. E como anda você e a Hermione?".

Era bem mesmo a pergunta que Rony sempre fazia.

"Ah, cara. Não sei... Ela não fala comigo há séculos. Acho que ela está em outra!".

Outra mensagem chegou, vindo de Rony.

"Sério? Que pena. Eu achava que vocês se gostavam tanto!".

Harry respondeu:

"Eu gosto... Eu a amo, você sabe disso!".

Demorou menos de dez segundos, e Rony mandou outra.

"Você é muito marica, cara!".

Harry riu ao ler a mensagem. E quando estava digitando outra, a campainha tocou. E era de madrugada.

Quem seria em uma hora dessas? Ele espiou pelo olho mágico e viu a figura de Hermione ali na frente. Ele girou a chave e abriu a porta.

Ela estava ali, um pouco úmida pelas gotículas que caíam das nuvens, mas nada que fosse muito ensopada.

- Você... É muito marica, cara! – disse ela sorrindo com o celular de Rony nas mãos. Hermione empurrou Harry para trás com as duas mãos, e bateu suas costas na parede. Em primeiro momento ele perdeu a respiração e a consciência tudo ao mesmo tempo. E quando achou que estivesse recuperando a sensibilidade e noção da vida, Hermione a tirou novamente ao encaixar os lábios molhados em sua boca.

Ela o impulsionava contra a parede, passando a língua de leve pelos os seus lábios. Ela estava gelada e o seu coração parecia saltar do peito.

Eles estavam, finalmente, se beijando no Hall de Entrada!

Nota do Autor: Não resisto, uma pitada de Harry e Hermione para todos vocês! Até o próximo (vou postar na sexta-feira, ok?) Ta chegando, é depois de amanhã... xD. BEIJOS!

Próximo Capítulo:

- E... A segunda novidade é... – disse Lílian – Nós vamos nos casar em Paris!

- Quê? – Harry quase cuspiu os pulmões pela garganta.

- Quer dizer, nós vamos nos mudar para Paris!

- Ah... Você está de brincadeira, só pode!

- Não. Não estou – Lílian parecia séria como nunca.

- Mas, mãe... E a minha faculdade?

- Paris tem ótimas faculdades, Harry!

XXXXXX

- Eu já comprei as passagens – disse Gina virando o pescoço para a janela – Eu já fiz a minha escolha. Eu vou! – Gina olhou para o bebê dormindo no canto da cama, encostada na parede – E... Outra, Tiago precisa de um pai. E eu sei onde encontrar!

- Que absurdo, Gina. Que absurdo! Harry é o pai desse bebê, e está mais do que na hora de você revelar isso a ele... Ele tem o direito de saber!

- Não... Ele não tem. E aliás, ele e Hermione devem estar muito bem sem mim.

- Gina, não seja cabeça-dura...

- Não estou sendo – Gina deu um suspiro – Aliás, eu já fiz alguns contatos com uns amigos de Paris. E eles querem que eu vá visitá-los!

- Gina, faz três anos que você se mudou para lá! Eles já até te esqueceram.

Gina sorriu.

- É aí que você se engana... – ela bateu os tickets nos dedos – Eles pediram para eu morar com eles novamente.