Terceiro Episódio.

Harry pensa: Mione ou Gina?

Data: 19/01/2007.

Anteriormente no Seriado Potteriano:

- BOOM! – Rony esbarrou em alguém, perdeu o equilíbrio e suas malas foram parar no chão.

- AI! OLHA POR ONDE ANDA! – berrou a garota histericamente passando a mão no braço como se Rony fosse feito de sujeira – Rony? Rony Weasley? – perguntou uma voz feminina.

- Er... – ele ergueu os olhos – Cho Chang! – ele ficou em pé depressa – O que está fazendo aqui em Nova York?

- Sim. E... Nós nos casar e voltar para buscar o Harry. Ele pode vir morar com a gente!

Lílian sorriu.

- Ótima idéia, vamos trazer o Harry para morar conosco! – Lílian o beijou.

- Nós vamos ser felizes... Nós vamos para um lugar onde você vai ter um tio super legal também – Gina pegou a bolsa cheia de fraudas e mamadeira – Você vai adorar o seu novo tio... Ele está doido para te conhecer!

- Dá... Dá! – resmungou o bebê.

Gina rabiscou um bilhete e deixou em cima da cama.

- Adeus família! – Gina apagou a luz e deu uma última olhada no quarto.

- Ei... Ronald!

Ele esticou o pescoço para trás. Hermione estava com o celular dele nas mãos.

- Oi? – perguntou ele.

Ela parou, pensativa. Devolvia o celular a ele ou não?

- Boa noite! – respondeu ela com um sorriso, guardando o celular entre as pernas.

- Você... É muito marica, cara! – disse ela sorrindo com o celular de Rony nas mãos. Hermione empurrou Harry para trás com as duas mãos, e bateu suas costas na parede. Ela o beijou.

19.01.07

Harry deslizou as mãos pela lateral de Hermione e parou com as duas mãos no quadril, enquanto o beijo ainda acontecia. A garota estava com os braços dobrados no peitoral do rapaz, na ponta dos pés, deliciando-se como nunca. Ela estava confortável e quente em seus braços e não queria desistir nunca.

Hermione sacudiu a cabeça se afastando daquele pensamento. Não era certo pensar em voltar com Harry justo agora que ela vinha enfrentando todos aqueles problemas de saúde.

Hermione deu um suspiro, olhando para a janela, e vendo as estrelas. O ar estava úmido, frio, uma típica noite de inverno. Ela desceu os olhos para a escrivaninha e viu lá aberto o exame de sangue. O exame que anunciara a sua doença fatal. O passaporte para o céu ou o inferno.

Hermione desejou que chorasse para colocar tudo para fora, mas nem isso conseguia mais. Todas as suas forças tinham se esgotado até a última gota. Ela estava acabada por dentro.

Hermione deitou na cama, pensando no beijo que acontecera algumas horas antes. Tinha sido magnífico, não podia negar. E era tudo o que ela vinha mais sonhando nos últimos meses. Ela relembrou de todos os seus beijos, como eram bons. E ela havia esquecido desse mero detalhe. Ela desejou que esse último momento/pensamento não entrasse em extinção nunca mais!

19.01.07

Harry estava deitado na cama, com as mãos na nuca, e as pernas abertas sobre a cama. Acontecera tudo tão rápido que ele nem conseguia acreditar que era verdade. Hermione tinha praticamente chutado a porta com os pés, empurrado Harry contra a parede, segundos depois eles estavam se deliciando em um beijo delicioso.

Harry fechou os olhos, ainda sentindo os lábios da garota parados nos seus. Que sensação maravilhosa ela lhe proporcionava. Aquele perfume, aquele toque eletrizante, aquele corpo. Era muito bom estar com Hermione outra vez.

E seu coração batia forte, ele sentia que precisava terminar o restante da sua vida ao lado dela. Hermione era a mulher de sua vida e fazia seus sentimentos se agitarem de uma tal maneira que ninguém mais conseguia.

Nem Cho. Nem Gina. Nem Pansy. Nem qualquer outra garota que ele já tivera alguma experiência romântica. Não, não chegavam nem aos pés de Hermione. Ela era única, delicada, diferenciada, saborosa como uma fruta proibida.

Hermione era uma deusa. E Harry descobrira isso com o beijo.

Apesar de tanto tempo ele desejando estar de volta ao lado dela, os milésimos de segundos em que eles se beijaram nem chegou aos pés dos outros beijos. Era uma mescla de saudade, vontade, desejo e tesão misturado tudo em um único beijo. Tinha sido perfeito!

E assim passou o restante da noite, deitado, sem pensar em outras coisas, a não ser nela. A garota de cabelos loiros, ondulados que fazia o seu coração desembestar. Nem mesmo o sol fraco que nasceu entre as nuvens o despertou desse sonho maravilhoso.

- Chegamos! – disse uma voz vindo lá debaixo, despertando Harry de seus devaneios. Teria dormido? Teria sido um sonho maravilhoso com Hermione?

- Mãe? Lupin? – ele escutou o barulho de rodinhas de silicone atravessarem o piso da sala.

Harry saltou da cama, foi pulando os degraus da escada até chegar no andar debaixo. Sua mãe estava irreconhecível, ela estava com os cabelos ruivos totalmente cacheados, perfeitos. Seu rosto trazia uma expressão ainda mais jovem. Ela estava muito feliz.

- Quanta falta vocês fazem! – ele abraçou um de cada vez.

- Trouxemos presentes! – disse Lílian puxando sacolas e sacolas de roupas, estatuetas, fotos e entre alguns outros suvenires.

Harry sentava no sofá, rasgando os envelopes, embrulhos, enquanto Lílian se sentava ao seu lado.

- Temos que dar uma notícia a você, filho...

- Sim – disse Lupin com um sorriso bobo no rosto. Ele parecia desnorteado.

- Nós vamos nos casar! – disseram os dois juntos.

Os dedos de Harry pararam automaticamente e seus olhos esbugalharam. Lupin e Lílian finalmente iam ficar juntos? Para todo o sempre?

- Mas... – ele girou os olhos – Isso... Isso é um pouco cedo, não é?

- Ah, não... Quer dizer, eu o conheço há quatro anos! – disse Lílian olhando para Lupin, estranhando a expressão de Harry.

- Certo... Tudo bem – disse ele sem reação, meio paralisado – Isso é muito para o meu dia! – Harry ficou estático – Ah. Não sei, parabéns! – disse meio seco.

- Filho, eu entendo que você esteja se sentindo meio confuso em relação a esse casamento, mas... Vai ficar tudo bem – ela o beijou no rosto – Nós nos entendemos muito bem! Eu gosto dele!

- Eu sei, mãe, mas... É difícil absorver isso, é sério! – ele parou confuso – Vai ser estranho ver Lupin no lugar do papai!

- Harry... O Tiago não vai sair nunca dos nossos corações. Ele sempre vai estar lá, e o Lupin não vai substituir ninguém!

Harry sacudiu a cabeça, confuso. Lupin apertou o seu ombro com força.

- Nós podemos conversar melhor se quiser.

Harry o encarou.

- Eu... Eu entendo. Sério. Eu estou bem, é só um choque... E vai passar!

- Saiba que eu amo muito a sua mãe, Harry. E estou aqui para protegê-la! – ele afirmou com a cabeça – Você vai constituir uma família logo-logo, e... Alguém vai ter que estar ao lado da sua mãe, e... Eu quero estar ao lado dela pelo resto de nossas vidas!

Harry sorriu e ficou em pé, emocionado com as palavras de Lupin. Sussurrou em seu ouvido.

- Bem vindo à família dos Potters!

Lupin ficou grato pelo reconhecimento e correspondeu o abraço.

- E... A segunda novidade é... – disse Lílian – Nós vamos nos casar em Paris!

- Quê? – Harry quase cuspiu os pulmões pela garganta.

- Quer dizer, nós vamos nos mudar para Paris!

- Ah... Você está de brincadeira, só pode!

- Não. Não estou – Lílian parecia séria como nunca.

- Mas, mãe... E a minha faculdade?

- Paris tem ótimas faculdades, Harry!

- Mas, mãe... Por que temos que ir para lá? Em Paris?

- Harry Tiago Potter, já está decidido, nós vamos nos mudar. Quer você queira ou não! – Lílian deu a palavra final e subiu para o quarto, deixando Lupin e Harry a sós – E sim, é para Paris!

21.01.07

Pansy encaixou o cabelo atrás da orelha e apertou as mãos de Gina.

- Eu não quero intrometer na sua vida, mas você sabe a minha opinião sobre isso. Não é? – ela ergueu uma das sobrancelhas.

- Eu já tomei a minha decisão.

- Você ainda pode voltar atrás – disse Pansy sinceramente – Não precisa fugir do país assim.

- Eu já comprei as passagens – disse Gina virando o pescoço para a janela – Eu já fiz a minha escolha. Eu vou! – Gina olhou para o bebê dormindo no canto da cama, encostada na parede – E... Outra, Tiago precisa de um pai. E eu sei onde encontrar!

- Que absurdo, Gina. Que absurdo! Harry é o pai desse bebê, e está mais do que na hora de você revelar isso a ele... Ele tem o direito de saber!

- Não... Ele não tem. E aliás, ele e Hermione devem estar muito bem sem mim.

- Gina, não seja cabeça-dura...

- Não estou sendo – Gina deu um suspiro – Aliás, eu já fiz alguns contatos com uns amigos de Paris. E eles querem que eu vá visitá-los!

- Gina, faz três anos que você se mudou para lá! Eles já até te esqueceram.

Gina sorriu.

- É aí que você se engana... – ela bateu os tickets nos dedos – Eles pediram para eu morar com eles novamente.

- Mas... Em Paris?

- Sim, Pansy. Em Paris!

23.01.07

Ana bateu na porta do quarto de Hermione. Mais uma vez, naquela semana, ela estava debruçada diante de uma carta em cima da cama, com o rosto molhado em lágrimas em cima dela.

- O que houve, irmãzinha?

Hermione dobrou a carta rapidamente e escondeu-a no bolso. Não parecia muito bem uma carta, mas Ana considerava o papel como se fosse.

- Não... Não interessa! – disse Hermione enxugando as lágrimas rapidamente. A última coisa que queria era se abrir com a irmã sobre sua vida amorosa.

- Você está precisando lavar esse cabelinho de bucha! – avaliou Ana fazendo uma careta para o cabelo dela – Enfim... Desabafe!

Hermione girou os olhos para a irmã. Era, no mínimo, insuportável. Hermione a fuzilou com os olhos.

- Saia do meu quarto, você está trazendo bactérias para dentro dele.

Ana riu alto enquanto sacudia os seus cabelos sedosos no ar.

- Eu acho que você precisa de um psiquiatra. Sério, sua inveja por mim está matando você por dentro!

- Inveja? Por você? Como e quando, querida? – perguntou Hermione incrédula.

Ana sorriu e mandou um beijo no ar para ela.

- Eu sei que você está apaixonada por um garoto.

- Óbvio que não seria por uma garota, né? – Hermione respondeu óbvia.

- Vai saber... O mundo hoje está tão diversificado – disse a irmã piscando os olhos – Eu mesmo já peguei várias.

- Você pega o que vier pela frente – disse Hermione com nojo – Eu tenho dó dos mendigos que você anda beijando pelas ruas de Nova York!

Ana amarrou a cara.

- E... Sabe de uma coisa? Se você não quer desabafar, ótimo. Eu vim aqui em missão de paz, mas você não quer isso – Ana se levantou – Vou para o meu quarto, se precisar de ajuda. Eu estarei lá.

Hermione desceu os olhos para o chão. De fato não tinha com quem se abrir, nem mesmo Rony que agora estava morando em Chicago por causa da faculdade. A loira ficou em pé, e chamou pela irmã.

- Ei... Eu... Eu estou apaixonada! – desabafou de uma vez – Estou apaixonada por um garoto, sim!

- Eu sabia! – festejou Ana empolgada – Então... Como ele é? Loiro? Olho azul? Musculoso? É bom de cama?

- Não... Nada disso o que você disse... E eu não sei se ele é bom de cama, nós ainda não fizemos sexo – Hermione corou de leve – Ainda não namoramos para valer! Quer dizer, eu o amo... E ele disse que me ama também, mas... Nós não podemos ficar juntos!

- Por que não? Por que? – quis saber Ana incrédula – É lógico que podem, é só você parar de dificultar a sua vida e ser feliz. Você merece irmãzinha!

Hermione parou meio aliviada.

- É... Talvez eu mereça mesmo – ela olhou para as próprias mãos – Será que eu devo contar a ele toda a verdade? E se ele não olhar mais na minha cara?

- Se ele fizer isso é porque não é digno do seu amor. E você merece coisa melhor – disse Ana piscando.

Hermione sorriu, concordando. De fato, era verdade.

- Pode me dar um abraço? – pediu Hermione querendo selar as pazes com a irmã.

- Desculpa, mas não. Você fede à banana podre e eu não quero que esse cheiro passe para mim! – Ana saiu do quarto, rebolando.

Ela seria sempre a mesma. Sempre!

25.01.07

Harry estava navegando outra vez na Internet, quando viu o nick de Rony online no MSN, decidiu clicar ali para conversar com o amigo:

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

Oi Rony.

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

Oi. Tudo bem?

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

Tudo e você?

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

Também. Novidades?

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

Não. E você?

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

Também não. Eita... Sabe quem eu encontrei no aeroporto esses dias?

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

A Madonna? A Britney? A Avril Lavigne?

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

Quase... Parecida... Eu encontrei a Cho. Lembra da Cho?

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

Ah, nem me fala, cara... Ela vivia pegando nomeu peh!

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

Pegava só no seu pé? Risos. Brincadeira!

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

Há há há. Very engraçadinho você, hein miguxo?

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

É brinks. Eae como anda as coisas em NY?

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

Ah, sucks, viu? Minha mãe e o Lupin estão pensanu em se casar!!!

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

Me convida para o casamento? Adoro casamentos barraqueiros.

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

¬¬º

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

Idiota! Fdp!

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

HAUHUHUAHUAHHA, é brincadeira. Vc sabe neh?

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

Enfim... Eles querem que eu vá morar em Paris com eles.

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

Pq? Vc já é super independente, naum pode ficar morando em NY?

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

Eh... Esse é o pobrema, eles não querem! Só querem estragar a minha vida.

- \o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... – alterou sua música para: NX-Zero – Razões e Emoções.

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

Ownnnn. Tadinho.... Você não está escutandu essas muxicas de emuh, neh?

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

Ops! Nem sabia que tava ativado "as minhas músicas"... Vergonha, hihihi!

- \o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... – desativou as músicas do Messenger.

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

By the way... Eu acho que vc devia arranjar algum motivo para ficar em NY, sei lá... Casando. Naum xei!

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

Casar? Mas não é um poko cedo???

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

Eh, nada... Você e a Hermione se conhecem há quase quatro anos, está mais do que na hora de pimbarem logo! E outra... Vocês se conhecem melhor do que ninguém, é como se tivessem namorando há quatro anos... Vocês deviam ficar juntos.

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

Não sei, acho meio precipitado.

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

O que é precipitado?

\o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... diz:

Não sei, mas é bonito usar nas frases! :D

- Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" – parou de escutar Xuxa – No mundo da imaginação.

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

Ah, sei lá... Vocês se gostam. Podiam ficar juntos.

- \o/ Harry Potter \o/ O mundo é lindo... – alterou o nick para: \o/ Harry Potter \o/ Você é tudo na minha vida, meu amor....

\o/ Harry Potter \o/ Você é tudo na minha vida, meu amor.... diz:

Ah... Isso seria totalmente loucura, cara... Isso é fora de imaginação, HAUHAUHAUHAHAHAU. Você deve estar zuando, eu sei. Bom, to indo, vou tomar um banho e jantar. Beijosmeliga.

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

Estou com saudades (l)

\o/ Harry Potter \o/ Você é tudo na minha vida, meu amor.... diz:

Own... Também. Beijos.

Rony Weasley – "Eu naum sou cachorro naum" diz:

Beijos. Te amo no fundo do meu S2.

Harry desconectou do MSN, ainda meio anestesiado pela sugestão do amigo Ronald. Que besteira, casar-se aos 18 anos. Era totalmente loucura. Ele caiu sentado na cama, pensando. Como seria sua vida, se ele casasse com Hermione.

Ela seria perfeita. Acordaria todos os dias ao lado de sua amada. Eles se beijariam sempre que tivessem vontade. De manhã, à tarde, à noite. Fariam amor na cama, na mesa, no sofá, na pia, no tapete. Em todos os lugares.

Seria a vida ideal. Seria o casamento ideal.

30.01.07

Gina passou os braços ao redor do filho, ajeitando pela última vez suas mamadeiras e o leite dentro da bolsa. Cobriu-o com um pequeno coberto verde, bem quentinho e despediu do quarto de Pansy que tinha usufruído nas últimas semanas.

- Obrigada, amiga, foi como ficar em um hotel cinco estrelas.

- Gi... Não faça isso! Vá falar com o Harry, aposto que vai ser bem melhor!

- Por favor, Pansy, me deixa tomar as minhas próprias decisões. Pelo menos uma vez na vida.

- Mas essa é uma decisão muito importante, você pode se dar muito mal fazendo isso. Pense bem, o seu pai não vai te aceitar de volta. O Harry vai ficar furioso quando souber. E... Ele pode acabar engravidando a Hermione também. Já pensou que legal ter dois filhos de mães diferentes?

- Isso é coisa do passado – Gina fez uma careta e beijou Tiago em seu colo – E outra... Eu vou me casar com outra pessoa que não seja o Harry. E vou ter outros filhos – ela piscou firme – Eu tenho um futuro planejado.

Pansy soltou um suspiro.

- Não vou tentar te impedir, se você realmente quer fugir para Paris. Fique à vontade.

Gina abraçou Pansy com força.

- Obrigada por tudo. Você foi uma amiga genial.

Pansy corou. A morena ajudou Gina a levar a mala até a porta da frente, onde um táxi esperava pela ruiva.

- Boa sorte com a sua vida nova. Espero que dê tudo bem – disse Pansy acenando pela janela.

- Vai dar sim. Eu venho visitar você nas férias – Gina continuou acenando – Beijos.

O táxi virou a esquina, e Pansy já passou a mão no celular dentro da jaqueta. Apertou o botão "Harry Potter" e logo ele atendeu.

- Onde é que você está?

- Eu... Eu estou aqui perto do Central Park, no restaurante da minha mãe. Por quê?

- Preciso falar urgente com você. Onde você está? – disse Pansy – Não saia daí. Eu tenho notícias sobre Gina! – Pansy desligou o celular com força, e deu ré no canto, cantando pneu pela rua.

30.01.07

Harry pediu para se encontrar com Hermione no Central Park. Ele ficou algum tempo sentado, esperando a garota, mas não se importava. O seu coração batia a mil por hora, e ele não sentia as suas pernas.

A pergunta que ia fazer a Hermione podia mudar o resto de sua vida.

O celular de Harry começou a tocar com o som de: If you love me – Thomas Gold Radio Edit.

Ele puxou do bolso e atendeu, torcendo para que não fosse Hermione dizendo que não viria mais.

- Alô?

- Harry, preciso falar urgente com você! – disse a voz de Pansy desesperada do outro lado da linha – Onde você está?

- Estou no Central Park. Por quê?

- Não saia daí. Eu tenho notícias sobre Gina! – Pansy desligou o celular do outro lado sem dizer mais nada.

Harry se sentiu confuso. Notícias sobre Gina? Ela ainda existia depois de tudo o que acontecera? Era como se Gina tivesse sido deletada de sua vida nesses últimos dias. Ela mesma optara por sumir da vida de Harry e Hermione. A própria Gina se excluíra do clube social, não atendia às ligações de ninguém da escola, e assim estava sendo.

Harry passou mais algum tempo observando os outros casais a sua volta, sem nenhum sinal de Hermione. Começou a ficar impaciente, cutucando o bolso da calça várias vezes. Aquela camisa social já não era suficiente, o dia estava escurecendo, o sol já tinha ido embora há várias horas e o frio estava atravessando o fio da roupa. Harry estava ficando congelado e desejou ter trazido uma blusa.

- Chega logo... – desejou olhando para as próprias mãos cruzadas enquanto estava sentado.

Hermione apareceu, com uma tiara branca na cabeça, e seus cabelos cacheados caindo pelos ombros. O brilho de seu olhar era tão intenso que Harry podia sentir isso há quilômetros de distância. Ela trajava um vestido apertado na cintura, e tinha um laço vermelho combinando com as bolas vermelhas no tecido branco. Era um vestido estilo anos 60, mas ela estava magnífica.

- Desculpa a demora... Eu estava me arrumando... – ela sorriu com um batom vermelho nos lábios – Eu queria ficar bonita para você!

- Valeu muito a pena esperar – disse Harry com um sorriso bobo nos lábios encarando-a de cima até embaixo – Você está magnífica!

- Ah... Obrigada! – Hermione deu um sorriso bobo, passou os braços em volta do pescoço dele, carregando uma bolsinha vermelha nas alças – Você que está lindo de social – Ela o beijou – Porque a ocasião? – Hermione passou o polegar tirando o batom borrado nos lábios de Harry.

Ela se sentia ainda mais arrepiada com Harry ao seu lado, com o seu toque do que com o frio que brincava com a sua saia nos joelhos.

- Eu... Eu quero fazer uma proposta a você – disse Harry com um sorriso de lado – Eu comprei duas passagens para Vegas!

- Vegas... Vegas, a cidade do Cassino?

- Não só do Cassino, mas... A cidade casamenteira! – ele deu um sorriso e colocou a mão no bolso para puxar a aliança de noivado – Quer ir para Lãs Vegas comigo, e ser a minha...

- HARRY! HARRY! – era a voz de alguém dentro de um carro cujo tinha sido parado com um cavalinho de pau em qualquer vaga.

Harry parou com a mão dentro do bolso, em volta da caixinha. Hermione tinha os olhos assustados, esperançosa. Eles esticaram o pescoço para ver quem estava chamando. Pansy estava com seus cabelos negros correndo na direção dos dois.

Ela havia estragado todo o momento.

- Gina... A Gina está fugindo para Paris, e só você pode impedir!

Hermione soltou as mãos de Harry e se afastou. E o convite? E Lãs Vegas? Harry ia optar por salvar Gina?