"É difícil enfrentar o que tememos e às vezes precisamos de ajuda".

Quarto episódio.

Cho abala na faculdade.

Data: 30/01/2007.

Anteriormente no Seriado Potteriano:

Lupin e Lílian chegam de viagem, com as malas e dizem.

- Vamos nos casar, Harry!

- Parabéns! – ele abraça a mãe.

- E você vai se mudar com a gente para Paris!

- Gina, não vá... – disse Pansy tentando persuadi-la.

- Não... Eu já comprei as passagens. Eu vou fugir para Paris!

Hermione desabafou para a irmã.

Ainda não namoramos para valer! Quer dizer, eu o amo... E ele disse que me ama também, mas... Nós não podemos ficar juntos!

- Por que não? Por que? – quis saber Bella incrédula – É lógico que podem, é só você parar de dificultar a sua vida e ser feliz. Você merece irmãzinha!

Harry entrou no MSN e Rony sugeriu.

- Não se mude. Peça Hermione em casamento e construa a sua família em Nova York, daí você não vai precisar mudar para Paris, certo?

Pansy corou. A morena ajudou Gina a levar a mala até a porta da frente, onde um táxi esperava pela ruiva.

- Boa sorte com a sua vida nova. Espero que dê tudo bem – disse Pansy acenando pela janela.

- Vai dar sim. Eu venho visitar você nas férias – Gina continuou acenando – Beijos.

- Eu... Eu quero fazer uma proposta a você – disse Harry com um sorriso de lado beijando Hermione – Eu comprei duas passagens para Vegas!

- Vegas... Vegas, a cidade do Cassino?

- Não só do Cassino, mas... A cidade casamenteira! – ele deu um sorriso e colocou a mão no bolso para puxar a aliança de noivado – Quer ir para Lãs Vegas comigo, e ser a minha...

- HARRY! HARRY! – era a voz de alguém dentro de um carro cujo tinha sido parado com um cavalinho de pau em qualquer vaga.

Pansy havia estragado o momento.

- Gina... A Gina está fugindo para Paris, e só você pode impedir!

30.01.2007

Hermione parou incrédula, afastada de Harry.

- Como assim ela está fugindo? Fugindo do que?

- Ela está fugindo de casa, dos pais, da pressão e tudo mais! – disse Pansy – Só você pode parar isso, Harry! Ela está no aeroporto, com o bebê dela!

Hermione olhou branca para Pansy. Será que ela sabia de toda a verdade? Será que Pansy sabia tudo sobre o filho de Gina? Pansy trocou um olhar enigmático e Hermione entendeu tudo. Era óbvio que Pansy sabia, por isso procurara Harry.

- Mas... Por que eu mudaria isso? Por que eu?

- Porque sim! – Pansy agarrou em seu braço – A Gina sente alguma coisa por você, né, seu tapado? Agora, por favor, ajuda ela antes que a situação piore!

Harry trocou um olhar rápido com o de Hermione, a garota estava tão perdida quanto ele. Ela parecia também pedir socorro. O que ele faria? Deixaria a proposta de casamento para mais tarde? E a viagem para Lãs Vegas? Já estava paga... O vôo sairia aquela noite, mas não seria o mesmo aeroporto que Gina, porque o dela era vôo internacional!

- Meu Deus... Vamos, Harry! – Pansy puxou-o com mais força pelo braço, o garoto saiu tropeçando na calçada, e Hermione foi ficando para trás com a respiração pesada.

- A gente se fala... – gritou Harry por cima do ombro. Ele jurou ter visto os olhos de Hermione brilharem em lágrimas.

- Nós temos quinze minutos! – resmungou Pansy pisando com tudo no acelerador – E daqui até o aeroporto é quase meia hora.

Pansy correu que nem desesperada, como se alguém estivesse parindo dentro do carro. Ela passou nos semáforos vermelhos a quase cento e trinta quilômetros por hora, o que era totalmente proibido dentro da cidade. Pansy estacionou o carro de qualquer jeito.

- Plataforma 12. Vai, vai, vai, não dorme!

Harry saiu correndo pelo aeroporto, fazendo várias pessoas caírem com as trombadas de ombros. Harry deslizou o pé pela plataforma 12 e viu uma garota de cabelos ruivos do outro lado, segurando um bebê no colo.

- GINA! GINA! – Harry começou a bater desesperadamente no vidro – GINA! NÃO VÁ EMBORA!

O aeroporto inteiro parou, todos ficarem mudos, olhando a ação desesperada do jovem quase arrancar as paredes de vidro para chegar à sala de espera, onde a ruiva se encontrava brincando com o filho no colo.

- GINA! POR FAVOR, NÃO FAÇA UMA BESTEIRA! – Harry continuava batendo no vidro, sem se importar com a atenção das pessoas voltadas para ele.

- Eu sinto muito – disse ela virando o rosto do filho para o moreno não enxergar – Eu já tomei a minha decisão.

Os seguranças vieram correndo na direção de Harry para segurá-lo. Eles começaram a segurar o rapaz pelos braços, ele se agitava ainda mais, e eles quase apertavam Harry de tanta força. Gina sentiu pena.

- Por favor, o problema é meu, e não se meta! – ela disse baixinho mas foi o suficiente para ele ouvir.

Ela passou a mala por cima do ombro e viu Harry se debatendo para se livrar dos braços dos seguranças, até que uma caixinha preta caiu de seu bolso. Uma caixinha parecida com aquelas que carregam alianças de casamento (que supostamente era para estar no dedo de Hermione se Pansy não interrompesse!).

A caixinha caiu no chão branco e Gina esticou os olhos, encarando-a.

- Er... Eu... Eu... Eu não sei o que dizer! – Gina mordeu o lábio, decidida. Provavelmente ela estava achando que Harry trouxera as alianças para pedi-la em casamento – Eu te amo muito, mas... Eu não posso aceitar agora! – ela respondeu – Eu... Eu preciso mesmo voltar para Paris!

- Gina, eu... – Harry olhou para a caixinha e para a garota. Ela parecia em dúvida, ele não sabia o que dizer para esclarecer tais dúvidas, a felicidade no rosto da ruiva era inegável.

- Eu. Eu aceito, Harry. Eu aceito me casar com você! – ela disse – Mas... Tem gente me esperando do outro lado do mundo, e eu não posso ficar. Eu realmente preciso ir. Na volta a gente acerta isso.

- Gina, eu... – Harry queria gritar alguma coisa, mas não conseguia.

Gina correspondeu com um sorriso.

- Eu... Eu volto para nos casarmos – Gina olhava para ele com um sorriso bobo nos lábios, e as caixas de som anunciaram.

- Última chamada para o vôo 304, com destino à Paris!

- Estou atrasada – ela segurava a mala – A gente se vê em breve!

Gina jogou os cabelos longos e lisos para trás, e foi desfilando pelo tapete vermelho em direção ao avião. Gina tinha aceitado um pedido de casamento que não era dela. E agora?

Os seguranças soltaram Harry assim que ele se acalmou. O garoto parou com a respiração rápida e profunda, olhando para a porta que Gina tinha sumido. Ele agachou para pegar as alianças e nesse exato momento, Pansy apareceu.

- Então... O que houve? – Harry se virou na direção de Pansy segurando a caixinha preta. Ela parou boquiaberta.

- Você... Você pediu... Você pediu ela em casamento?

- Não – disse Harry sinceramente – Eu não pedi, mas ela aceitou!

- Como assim: ela aceitou se você nem pediu? – Pansy parecia incrédula.

- Ela viu a caixinha cair do meu bolso... E ela achou que fosse para ela. Então, ela gritou "Eu aceito", e disse que voltará de Paris para casarmos – Harry abaixou a cabeça, infeliz – Eu... Eu não a propus!

Pansy espremeu os olhos, pensativa.

- Nós vamos pensar em alguma coisa... Agora vamos embora! – e os dois deixaram o aeroporto para trás.

02.02.07

Bella olhou por cima do ombro antes de colocar a mão na maçaneta do quarto de Hermione. Estava com más intenções mas teria odiado cruzar com a irmã pelo corredor.

O silêncio pela casa confirmou o que Bella queria, estava completamente vazia. A garota empurrou a porta para dentro, tendo acesso à decoração cor-de-rosa daquele cômodo. Tudo ajeitadinho, no lugar. Bella queria saber como é que ela conseguia ser tão inteligente e ao mesmo tempo tão organizada. Era um mistério.

Bella caminhou pé ante pé até a escrivaninha de Hermione, com um toque pegou a chave no porta-lápis dela, ajeitou na fechadura e destrancou a pequena gaveta. Puxou a alça cinza de plástico e a gaveta correu revelando alguns de seus objetos.

A carta que Hermione amassara no dia do desabafo estava ali, dobrada de qualquer jeito, escondida entre dois outros livros desconhecidos. Bella identificou o papel pela cor da ponta e por ela estar bem amassada.

Bella deu uma última olhada por cima dos ombros e tirou a carta de dentro da gaveta. Ela desdobrou com cuidado para não rasgar e através das imensas linhas sombreadas, Bella deslizou os olhos pelo papel cheio de números e palavras desconhecidas.

Bella foi ficando branca à medida que lia o exame. Passou os olhos várias vezes pelas mesmas palavras para ter certeza de que era aquilo mesmo que estava lendo. A garota tentou se recuperar do susto e guardou a carta de volta na gaveta, entre os dois livros.

- Aids. Ela é portadora do vírus HIV! – sussurrou Bella incrédula.

Bella correu de volta a gaveta para dentro, passou a chave e tornou a esconder no porta-lápis, o metal bateu no fundo da latinha com um ruído. Bella achou que tinha fuçado o suficiente para estar ali, correu para fora, fechou a porta novamente e foi lavar as mãos.

Sentia-se imunda por morar na mesma casa que uma aidética.

04.02.07

Rony pegou a bola de vôlei em cima do guarda-roupa, colocou ao lado da mala que estava abarrotada de roupas e outros objetos pessoais que levaria para Chicago. Lilá estava assistindo toda a mudança do guarda-roupa para dentro da pequena mala, admirou-se por ter tantas coisas.

- Eu não quero que você vá – Lilá abraçou Rony por trás, encaixou o queixo em seu pescoço, adorando a maciez do ombro do namorado.

- Eu também não quero ir, mas as minhas aulas começam amanhã.

- E o que você estava fazendo por lá, afinal?

- Oras, eu estava me matriculando – Rony terminava de puxar o zíper das duas malas. Ele se virou na direção da namorada, encaixando as mãos em sua cintura – Eu vou sentir sua falta!

Lilá abaixou os olhos, visivelmente triste.

- Eu tenho medo do nosso namoro não sobreviver à distância! – disse ela sinceramente, com os olhos amendoados.

Rony deu uma risadinha, dando a entender que aquilo era uma bobagem completa, e que nada de ruim aconteceria entre os dois. Tudo permaneceria bem se fossem sinceros uns com os outros.

- Quando a faculdade terminar, eu venho te buscar, então poderemos casar, ter filhos, e vamos ser muito felizes, eu prometo – ele roçou o nariz no dela – Mas por enquanto as coisas tem que ser assim, vai ser para o melhor do nosso futuro!

Lilá concordou contra-gosto e o beijou durante vários minutos querendo que esse momento não terminasse nunca. Rony agachou para pegar a mochila, juntamente com a bola, encaixou no braço e sorriu para Lilá.

- Pra que vai levar essa bola de vôlei? – ela quis saber, curiosamente.

- Ah... Vou jogar nos meus tempos vagos – disse Rony dando uma piscadela para a namorada – Ainda não desisti tão fácil assim do vôlei, é o meu esporte predileto!

Lilá sorriu para o quarto vazio dele, Rony deu uma última olhada e os dois saíram pela porta, o garoto apagou a luz ao passar, deixando o quarto completamente vazio, sem o mesmo espírito de que Rony talvez voltaria. Sem mais enfeites ou qualquer coisa parecida.

- Sei que não é o momento e o lugar certo para falar disso –murmurou Lilá parando-o no corredor – Mas quando você terminar a faculdade nós vamos morar juntos, certo?

Rony deu um sorriso de lado para a garota e a beijou de leve nos lábios, era calmo e demorado, desde já sentindo sua falta.

- É claro que vamos!

06.02.07

Draco estava naquelas dias monótonos em que ficava mudando a televisão de canal, sem definir um canal interessante, estava deitado no sofá, com as pernas para o ar, comendo sem parar. Estava adquirindo vários quilos assim, sem contar a bagunça que a sua casa se encontrava. Salgadinhos, meias sujas, roupas espalhadas em todos os cantos da casa.

O interfone tocou e ele se surpreendeu. Não falara com ninguém nas férias de janeiro, não tinha ido às aulas da faculdade, não falara com parentes, com Harry, Rony, Cedrico, ou seja, não falava com ninguém mesmo!

Ele atendeu o interfone surpreso pela primeira ligação naquele ano, e com um ar desapontando, suspirou um "oi, quem fala?".

- É um moço chamado Cedrico, ele quer subir aí, posso liberar?

- Ahn... – Draco sentiu as pernas amolecerem, ao mesmo tempo ficou congelado no mesmo lugar em que estava – Ahn... Sim, pode!

Draco desligou o telefone sem esperar pela resposta, saiu pela casa pegando roupas, tênis, chinelo, toalhas, juntando tudo, enfiou dentro do seu guarda-roupa e teve dificuldades em fechar a porta. A campainha tocou quando ele estava terminando de pentear os cabelos com as mãos em frente ao espelho.

- Já vai... – Draco abriu a porta e lá estava Cedrico, o mesmo cara de sempre. Alto, aparentemente mais magro, pálido, com o cabelo penteado para o lado, meio ondulado. Estava usando seu terno e gravata como se fosse um executivo – Oi!

- Oi – disse Cedrico abrindo um meio sorriso – Passei por aqui, e queria saber como você está!

- Ahn... Bem, obrigado. E você?

- Também! – Draco segurava a porta com a mão.

- Não vai me convidar para entrar? – perguntou Cedrico brincando.

- Claro – Draco saiu da porta e deu passagem ao rapaz.

Cedrico deslizou os sapatos caríssimos para dentro do apartamento, Draco se mexeu ao fechar a porta e os dois se espreitaram no Hall de Entrada, o mais novo corou de leve e Cedrico andou até a sala para acabar com o constrangimento.

- Bom... Eu vim para conversar um pouco. Saber como estão as coisas, se você precisa de ajuda – Cedrico sentou-se ao sofá da casa, ignorando a programação política na televisão.

- Er... Quer algo para comer? – perguntou Draco ainda em pé.

- Não, obrigado – fez Cedrico com as mãos e o loiro se sentou defronte a ele.

Draco pareceu um pouco desconcertado com a presença do ex em sua frente, sentia sua falta, era inegável, e nem alimentava tantas esperanças de que fossem voltar algum dia. E olha que esperança é a última que morre.

- Você tem se isolado bastante, não faz mais shows, não grava mais músicas – começou Cedrico – Isso é preocupante!

- Eu não sei se quero a carreira de cantor mais – Draco desviou os olhos para o chão, ignorando o olhar quente de Cedrico em sua direção.

- Como não? Você tem talento, não pode desperdiçar isso!

- Er... Bem, talvez não seja a minha vocação – Draco encolheu os ombros.

- Suas aulas começaram na faculdade?

- Sim... Quer dizer, sim, mas eu ainda não fui.

Cedrico deixou um suspiro de desanimo escapar, era difícil tentar tomar algumas decisões com uma pessoa que não pretendia se ajudar, seguir em frente.

- Olha, eu sei que o seu passado é muito estranho, várias coisas aconteceram, mas você precisa parar de viver esse martírio. Você precisa seguir em frente, Draco!

- Eu sei, eu venho tentando...

- Não parece! – cortou Cedrico – Você nem tem ido à aula. Você precisa da faculdade para se formar, rapaz. E mal começaram e você já está faltando, que absurdo!

Draco abaixou os olhos, não queria discordar de Cedrico, por mais que ele estivesse caindo de pára-quedas nesse momento de sua vida, ele estava completamente certo.

- Eu... Eu vou tomar as aulas amanhã mesmo, prometo! – Draco deu um sorriso esperançoso.

- Certo... Quero te ver animado de novo. Bom... – Cedrico esfregou as duas mãos – Queria convidar você para sair comigo algum dia desses.

- Um encontro? – surpreendeu Draco.

- Um encontro de amigos – acrescentou Cedrico formal – Somos amigos, certo?

Draco não sabia ao certo se ainda podia chamá-lo de amigo, se tinha superado todo aquele passado para simplesmente chamá-lo de amigo. Eles tiveram uma longa jornada, com amor, carinho, e isso estava longe de ser esquecido. Mas se Cedrico fazia tanta questão assim, Draco o faria.

- Claro, amigos! – e piscou.

13.02.07

Hermione trancou o carro com um "plim-plim", segurou a bolsa com firmeza e o fichário vermelho, bem mais pesado do que costumava carregar na escola. Ajeitou o cabelo loiro, cacheado que parecia ter acabado de sair do cabeleireiro e atravessou o pequeno pátio da faculdade.

A garota passou em frente ao pátio do colégio de ensino médio, desceu um pequeno desnível, virando à esquerda, passando pela quadra de esportes coberta da escola. Continuou a caminhar, quando mais para frente deparou com um escada de cimento, subiu até chegar no andar de cima, um outro pátio ainda maior (era todo branco com mesas cinzentas), com uma cantina enorme e vários estudantes se locomovendo em grupinhos. Ela identificou um grupo de garotos da sua sala do outro lado, usando roupas modernas e ao virar o rosto viu o seu namorado, Harry, de cabelos negros conversando com outra garota.

De costas, Hermione via que a menina era magérrima, apesar de ter curvas volumosas. Usava uma calça jeans apertada e uma roupa de frio de cor roxo babalu, uma gola de lã que se dobrava no pescoço, o seu cabelo era negro e bem liso.

Hermione odiou chegar cinco minutos atrasada e ver o seu namorado, todo bonito e musculoso, carregando uma mochilinha de alça marcando o peitoral bem definido na blusa. Ela se aproximou para cumprimentar, quando os olhos orientais viraram em sua direção.

- Cho... Cho... Cho Chang! – gemeu Hermione tendo os seus olhos saltados meio centímetro – Voltou de Pequim?

- Eu não sou faço parte dos pequineses! – ela mostrou um sorriso – Aliás, eu fui morar na Califórnia, mas já estou de volta. Saudades de você também, Hermione!

Cho beijou a garota no rosto e se afastou.

- Harry, a gente se vê depois da aula – ela o beijou no rosto e saiu com o cabelo dançante. A garota estava mais perfeita do que nunca, Hermione se odiou por isso.

- Ela está cursando a faculdade de administração, não é um máximo?

Hermione fuzilou Harry com o olhar.

- Seria o máximo se essa garota não voltasse para Nova York, seria o máximo se vocês não tivessem tido um caso no passado! – Hermione fechou o bico, segurou o fichário com firmeza no corpo e foi desfilando na direção do elevador.

- Ah... Por favor, não começa... – Harry segurou a namorada pelo braço – Deixa disso, vai, você já é bem grandinha.

Harry a beijou de leve nos lábios, ela melhorou o humor, mas ainda por dentro estava intrigada com tudo o que acontecia.

- Façamos o seguinte... Eu vou subir para o meu curso de letras – disse Hermione com um sorriso – E você vai terminar suas aulas de direito, meu super advogado! – ela deu um selinho em seus lábios – Mais tarde a gente combina de fazer qualquer coisa. Certo?

Harry concordou e saiu de cena. A garota caminhou até o elevador, entrou no pequeno espaço e ficou pensando: "O que será que Cho estava fazendo de volta em Nova York?".

17.02.07

Harry estava saindo com o carro do estacionamento quando o seu celular tocou, admirou que alguém ligasse nesse horário, ainda mais porque quem fosse seu amigo sabia que estava saindo da faculdade.

Abriu o flip e atendeu.

- Alô?

- Harry? – era a voz suave e efêmera de Gina.

- Gina... Eu... – ele não sabia o que dizer ao certo. Deveria jogar de uma vez por todas que não a pedira em casamento?

- Eu conversei com Pansy! – cortou Gina seca – E... E eu soube que você não ia me pedir em casamento, e... Eu me sinto terrível, uma estúpida por ter dito aquilo. Mil desculpas.

Ele respirou aliviado no banco do carro.

- Ah... Eu que peço desculpas, não foi por querer! – Harry engoliu em seco, e os dois ficaram alguns segundos em um silêncio constrangedor enquanto ele dirigia de volta, em direção a sua casa – Eu gostaria de saber porque você anda fugindo da gente, dos seus amigos!

- É que... Eu decidi voltar para Paris, meus velhos amigos estão aqui – ela murmurou qualquer outra coisa – E... Eu voltei com os estudos, estou muito feliz!

- Sério? E... Quando eu vou conhecer o seu bebê?

Gina ficou mais algum tempo em silêncio. Harry pareceu suspeitar.

- Sério... Você não me apresentou ainda!

- Você vai conhecer em breve, Harry – ela suspirou – Agora com licença, vou indo – e desligou o telefone sem esperar por resposta.

Harry procurou qualquer indício de um número, outra ligação, mas não encontrou, a ligação era privada. Terminou de estacionar o carro no restaurante da mãe, sempre passava lá para almoçar e depois ia para a casa.

- Filho, que bom que você chegou... – disse Lílian com um chapéu de "chef" por trás do balcão.

- Muito serviço pelo visto – disse Harry ao ver o lugar lotado de clientes com poucas mesas vazias – É sinal de que você cozinha bem, fico feliz em saber.

- Nós precisamos conversar sobre aquilo, mocinho – disse ela tirando o avental por cima do pescoço, guardando embaixo do balcão, tirou o chapéu também colocando junto com o avental.

- Mãe... Eu não quero me mudar para Paris, eu já te falei!

Lílian negou com a cabeça, atravessou o balcão, ficando de frente a ele.

- Você precisa nos acompanhar, Harry. Não pode ficar sozinho em Nova York.

- Na verdade, Lílian, ele já tem idade o suficiente para tomar conta de si próprio – disse a voz de Lupin surgindo da cozinha.

Lílian assassinou o namorado com o olhar, Lupin passou as mãos pela cintura da mulher, por trás, e a beijou no rosto.

- Não, eu não quero isso. Ele ainda é uma criança.

- Mãe...

- Sim, e você trata de pedir transferência na sua escola, você está de mudança, sim senhor!

- Eu não posso... As aulas já começaram!

Ela olhou de canto de olho para ele.

- Notas nunca foram problemas para você, e não vão ser tão já – ela beijou o filho – Venha, vamos almoçar!

20.02.07

Hermione estava correndo entre os prédios da faculdade, procurando pelo prédio 09, onde era a faculdade de administração (lembrando que ela era do curso de letras). Percorrendo entre centenas de pessoas desconhecidas, ela segurava uma carta com firmeza nas mãos.

Uma garota de cabelos negros caminhava docemente entre as amigas, conversando sobre vários outros garotos bonitos que estudavam naquele campo. Hermione bateu com os dedos no ombro da garota, certa de que era Cho.

- Oi... Tudo bem?

- Tudo – disse ela espantada – Por que veio correndo até mim?

- É que... Eu preciso que você entregue uma carta ao Harry – Hermione mostrou a carta na mão – E é muito importante que ele leia isso, sabe?

- Sei, claro – Cho pegou a carta na mão.

- Ela está com cola o suficiente – Hermione olhou desconfiada, sabendo que Cho não ia ler nunca – E... Eu preciso que você entregue isso a ele, certo?

- Sim, entregarei – Cho mostrou um sorriso – Mas posso te fazer uma pergunta antes? – Cho olhava para a carta, com uma cara misteriosa.

- Ah, sim... – Hermione já pensava numa resposta caso ela perguntasse o que seria aquela carta.

- Er... Por que você não raspa a cabeça? Seu cabelo é pichaim de tudo!

Hermione ficou estática no lugar, Cho caiu na gargalhada e disse que era brincadeira, deu um beijo em seu rosto e saiu saltando em direção às amigas.

20.02.07

Harry terminou de ler a carta na frente de Cho, decepcionado. Era por isso que Hermione andava estranha ultimamente? Andava evitando Harry de uma maneira nada discreta, e era terrível, ele se sentia péssimo por saber que alguma coisa estava acontecendo, mas nada podia fazer.

Ele dobrou a carta com lágrimas nos olhos e Cho o encarava com doce feição.

- Não chora, vocês vão superar – ela passou a mão em seu braço, acariciando-o.

- Não... Eu não sei, ela terminou tudo pela carta.

- Eu sei – disse Cho.

- Como você sabe?

- Bom, é só pegar a carta, elevar contra a luz, e... Bem, esquece! – Cho o abraçou de lado – Não fica triste, você vai arranjar alguém melhor do que ela. Afinal de contas, o cabelo dela é todo pichaim, e eu não estou zuando!

Harry não pareceu se animar com as críticas, mexeu na chave do carro e disse.

- Eu vou falar com ela ao vivo.

- Harry, esquece, você vai superar...

- Não... Eu preciso falar com Hermione sobre o que está acontecendo. Ela não é a mesma desde que voltamos a namorar – o garoto deu um beijo rápido no rosto de Cho e foi correndo na direção do seu carro.

Atravessou o pátio tão rápido que teria quebrado qualquer recorde de atletas, atingiu o carro e disparou na direção da casa de Hermione. Por que ela estava o tratando daquela forma? Por que terminar tudo por carta?

Ele nem terminou de estacionar o carro direito, correu até a campainha, apertando-a. Até que a porta foi aberta por uma mulher, mas não era ela. Nem a mãe dela.

- Ana? – ela pareceu surpresa.

- Harry?

Era Ana, a garota do Beija-Sapo que ele havia beijado (com um nome fictício, óbvio). Na realidade, ela era a Bella, a irmã de Hermione.

Nota do Autor: Acabei de descobrir a confusão que o nome Bella pode fazer na fanfiction... Vocês podem acabar confundindo com Belatriz, mas... Eu juro que vou fazer o possível para isso não ser confundido (Ah, sim... A Belatriz volta para a fanfiction, embora seja só na última temporada). Bom... Hem, hem!

Nota do Autor (dois): EAEEEEEEEEEEE, GOSTARAM DOS PERSONAGENS NA FACULDADE? Que chique né??? Então... Estive pensando em fazer alguns créditos finais maiores, mais extensos do que o normal, e... As idéias estão vindo, e eu estou colocando no papel. Até que está ficando legalzinho, espero que gostem (vocês verão daqui a algumas temporadas também).

Nota do Autor (três): Embora eu não tenha terminado de escrever a quarta temporada inteira no computador, eu comecei a fazer o trailer da quinta temporada. Sim, está imperdível, muito, mas muito legal mesmo, acho que foi o melhor trailer até agora, mais engraçado, mais adulto, com cenas mais românticas. E o melhor de tudo, com os shippers definidos, então... Quem quiser que eu poste o trailer, saberá como vai ser o final da fanfic... Bom, é isso... Talvez eu poste o trailer da quinta temporada o quanto antes. Vou postar um pedacinho para vocês:

TRAILER DA QUINTA TEMPORADA (SPOILERS):

Hermione está saindo da sala de aula, com os livros na mão, quando esbarrou em um rapaz troncudo, alto e muito duro. Seus músculos estavam estourando na camisa.

- Vítor? – perguntou Hermione roçando de leve o rosto na barba dele com a trombada, e seus livros desabaram no chão – O que faz aqui?

- Eu... Eu vim para a reunião da minha filha, Chasey. Você sabe onde fica a sala do segundo ano?

- Desculpa, a reunião acabou faz alguns minutos – disse Hermione com uma cara de desapontamento – Eu lamento!

- Você continua linda como sempre – ele comentou passando a mão pelo rosto dela.

xxXXxxXXxx

- Hey, husband! Acorda! – disse Gina, com seu cabelo chanel, agachando na cama e dando um beijo na face do marido – Vamos nos atrasar para o café da manhã na casa de Hermione!

Ele virou o pescoço com cara de sono, esfregando os olhos, com cara de sono.

- Eu preciso mesmo ir lá com vocês?

- Claro, e já estamos atrasados, vamos! – ela deu um tapinha em sua coxa ao passar pela cama em direção ao banheiro, colocando um dos brincos na orelha.

RESPONDENDO AS REVIEWS:

Kiryuu Yume: Tadinha da Gina... Se confundiu ao ver as alianças caídas no chão, mas ainda bem que ela desconfundiu, xDDD. Sim, eu sei que a Hermione tem uma doença incurável no momento, mas... Quem sabe algum dia achem a cura para AIDS, será? Temos ainda duas temporadas para ver... Hm... Sobre o Harry não ir para Paris... Será que o Lupin e a Lílian vão deixar? Ainda mais o Harry, "pitchuquinhozinho" da mamãe? Vai ser difícil ela deixar o Harry para trás, não sei não hein... Espero que tenha gostado do capítulo novo, ainda mais agora com tantas novas emoções! Beiiiiiijos!

Tathy_Chan: Eu também adorei a conversa de MSN, achei que ficou bem engraçada no contexto da fanfic, aliás... Adoro quando a fanfic tem algumas pinceladas de comédia, e vai ser o novo papel da Bella na fanfic, você vai ver logo abaixo que ela está um pouquinho mais engraçada! Sobre Harry e Gina? Bem... Veremos, veremos, não posso falar nada ainda! Sim... Gina vai decolar mesmo para Paris, aliás, ela já deve ter chegado lá nessa hora (olhando no relógio, XDDDD). Mas é só por algum tempo... Prometo que a Gina volta depois que terminar a faculdade, XDDDD. Beijos, espero que goste!

Shakinha: HAuhauhauha, seu desejo é uma ordem, a Gina realmente foi para Paris e deixou o Harry para trás. Agora paira a questão no ar: Será que o Harry vai morar em Paris também? Sim, Lupin e Lílian vão se casar, vai ser demais... Embora, eu não tenha me lembrado de como foi a festa de casamento deles... Ou se eles se chegaram a se casar, ah, sei lá, faz tempo que escrevi a fanfic no caderno, xD. Sim, talvez o Sirius seja inocente, quem sabe. xD. Casamento em Vegas, também adoro... Mas o Harry e a Hermione não vão fazer essa loucura mais! E o Rony está ADORANDO CHICAGO, ele vai mandar cartões-postais em breve, hehehehehe! O Draco... Bom, ele está meio depressivo, como você pode ver nesse capítulo... Ele vai sumir um pouco da fanfic, mas ele vai voltar lá pelo episódio 10 com a "corda toda". Espero que esteja gostando, beijão!

Naathy: HAHAUAUHA, a cidade do pecado, podecrê... Mas eles não vão se casar em Vegas não, seria muito... Muito "pouco caso" um casamento assim, digo, sem insignificância, sei lá... Melhor não, deixa isso para outros casais! Ah, sorry, achei que tivesse falado de DracoGina, não de DracoCedrico, mas... Em todo caso, eu tenho que dizer, eu sinto muito por apoiar DracoCedrico... Eles só vão ser amigos daqui para frente, e... Quando eu falo isso, eu falo sério! Eles vão mudar completamente o rumo da vida deles daqui em diante, infelizmente... HAUHAUUHA, é... o Rony adora xuxa, hauhauhuaha! Que bom que gostou da conversa de MSN, vou fazer mais delas nos próximos capítulos! Então... Pelo que eu soube, o coquetel de HIV só funciona um dia depois que você transar sem camisinha, e nem é garantido, ele protege a célula contra o anti-virus, mas... Precisa de atestado médico, blá blá blá, são drogas difíceis de serem conseguidas! HAUHAUHA, é... a Bella veio para ficar e arrasar nessa nova temporada! XD. Beijos, espero que tenha gostado!

Nane_Curti: Nops, ainda não fui abduzido, mas conheço gente que foi e que conta umas histórias muito macabras... Eles falaram que não é muito legal, sabe? Espero não ser abduzido nunca, eu hein... Mas enfim, fiquei sem net, e estou de volta, yessss! HAuhauha, e não... Não perdi meu tempo vendo malhação, ao invés disso fiquei escrevendo fanfic nova... E estudando pra fudest... Embora eu não esteja só me preparando para fudest... To me preparando pra PUC, pro Mackenzie, etc e talx. Enfim, tomara que tenha gostado dessa nova giringonça de fanfic... Afinal, nossos personagens estão crescendo... o Rony já até foi para Chicago fazer facú... XDDDD. Isso me lembra de coisas pornográficas que ele vai fazer com as "amiguinhas" da faculdade, hauhauhuaha. Beijos, até breve!

Próximo Capítulo:

Bella desceu o zíper da calça jeans, mostrando a renda de sua calcinha cor de rosa, cheia de florzinha.

- Você sente falta, não sente, senhor Potter?

- Bella, por favor, pára com isso!

- Você não é gay, é?

- Não, não sou, mas eu não quero transar com você outra vez, entendeu? Foi só aquela vez, chega!

Bella puxou o zíper de volta, ofendida.

- Eita... Não sabia que gente da classe baixa era hermafrodita!

- Não sou hermafrodita! – resmungou Harry agora ofendido.

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- Oi – disse Bella com a voz suava, aproximando-se.

- O que você quer? Dinheiro? Aceita cheque? Cartão? – perguntou Hermione com um dos joelhos em cima da cadeira, olhando para a irmã – De verdade, Bella, o que você veio fazer em Nova York?

- Ajudar – respondeu inocentemente – Adoro ajudar as pessoas.

- Percebe-se! – disse Hermione ironicamente voltando a se concentrar em seu trabalho.

- Er... Eu vim falar com você – disse Bella sentando ao lado dela, apreciando a vista dos carros andando na avenida lá embaixo.

- Sobre?

- Sobre... O seu príncipe encantado, Harry Potter!