Décimo episódio.
O emprego de Hermione.
Data: 06/05/2007.
Anteriormente no Seriado Potteriano:
- Então, como vão as coisas em Paris, irmãzinha? – era o seu irmão, Rony, com o olhar esperançoso encarando a irmã, Gina.
- Como sabe que fui para Paris?
- Meio óbvio, não? – ele esticou uma das sobrancelhas – Miguel está por lá, eu sei!
- Essa foi a decisão mais estúpida que você fez! – berrou Lílian furiosa para o filho, no meio do casamento.
- Lílian... – Lupin a segurou pelo braço, tentando acalmá-la, mas ela não pareceu preocupada em frear a língua, continuou a desabafar.
- Vocês dois são duas crianças ingênuas que não têm dimensão de como o mundo lá fora é perigoso, desonesto!
- Você está me ofendendo, mãe! – disse Harry sério, Hermione estava se sentindo um lixo com todas aquelas palavras.
- Aonde você vai, Hermione?
- Não sei... Eu não sei se tomamos a atitude certa, Harry! – seus olhos estavam cheios de lágrimas.
Ele sentiu o coração despencar como uma pedra no estômago. Correu atrás dela, segurou-a no braço, e os dois se encararam nos olhos por breves segundos.
- Eu te amo e você me ama, ainda vamos provar para a minha mãe que ela está errada, mas por favor, não desista tão fácil!
Hermione o encarou por mais alguns segundos.
- Eu preciso ficar sozinha essa noite, Harry! – ela pegou a chave do carro, virou as costas e saiu correndo com os sapatos na mão.
- Luna? – ligou Rony no celular dela.
- Quem fala? – perguntou ela.
- Er... Te vi no casamento do Harry, se lembra?
- Ah, é você, Rony? – em seguida, desligou na cara dele.
- Cedrico, eu andava ocupado, cantando, e...
- Vamos seguir em frente? – sugeriu Cedrico com as sobrancelhas erguidas – Quero dizer, cada um segue a sua vida, que tal?
Draco o encarou por breves minutos, avaliando se valeria a pena ou não correr atrás do rapaz que tanto amava.
- Tudo bem – concordou Draco dando um último abraço – Eu vou embora para sempre. E dessa vez, eu estou falando sério.
- Sua mãe veio falar comigo – disse Hermione parando em sua frente, Harry pareceu surpreso – Ela veio me pedir desculpas, disse várias coisas, acrescentou também que queria vê-lo feliz, e era tudo o que podia desejar. Ela só tinha um certo medo, receio de te perder para sempre, de nunca mais te ver outra vez. E ela me fez refletir o que eu estava perdendo – Hermione se aproximou dele com cautela, segurou a sua mão esquerda entre os dedos quentes e macios, beijou de leve os seus lábios e se afastou – Eu te amo mesmo, Harry Potter.
- Parabéns, Gina. Seu bebê é maravilhoso! – elogiou Hermione.
Harry tinha os olhos umedecidos, e se sentia emocionado em ver um menino parecido com ele, cheio de vida, deitado no berço, na cama, fruto de um romance passado entre Harry e Gina.
- Eu sei, ele é! – disse Gina contente – Ele é lindo mesmo!
Harry encarou Hermione por breves segundos, e segurou as suas mãos.
- Tudo bem se eu for para Paris com Gina hoje e agora? – perguntou com o peito cheio de orgulho.
06.05.07
- Eu... Eu não sei! – gaguejou Hermione – Quero dizer, você tem o restaurante, emprego, não sei se é o momento certo para viajar, não é?
- Com razão – concordou Harry voltando o olhar para Gina – Ainda não é o momento para viajarmos! – ele beijou Gina no rosto – Eu vou lhe mandar dinheiro, quero dizer, ele é o meu filho, tem o meu gene, tenho que ajudá-la financeiramente!
Gina concordou a com a cabeça, meio cabisbaixa, porém disfarçou rápido com um sorriso.
- Obrigada, tenho passado por muitas dificuldades, obrigada mesmo – ela segurou a mala com força – E qualquer dia desses você pode me visitar, traga a Hermione também! – e ela sorriu para a amiga.
Hermione passou os braços em volta do pescoço de Gina, com lágrimas nos olhos também.
- Obrigada, obrigada mesmo por atravessar o mundo e vir ao meu casamento, a sua presença foi espetacular na minha vida!
- Eu que agradeço, os meus dois melhores amigos, juntos! – murmurou Gina um pouco sem voz – Não posso ter alegria maior do que essa!
Hermione continuou abraçada com Gina durante um tempão.
- Fico feliz que a nossa guerra mundial tenha acabado, fico mesmo feliz que tudo esteja bem entre nós duas! – Hermione olhou em seus olhos, com um sorriso estonteante na face.
- Sim, é o fim! – Gina pegou a mala de rodinhas – Mas é o começo da nossa amizade – ela abraçou Hermione pela última vez – Adeus e que vocês sejam muito felizes nessa nova jornada.
- Obrigado, de verdade – disse Harry enquanto Gina atravessava os dois ao meio, puxando a mala e acenando por cima do ombro enquanto entrava na sala de embarque.
Harry abraçou Hermione de lado, assistindo Gina a sumir no meio das pessoas que iam para Paris. E sentiu que sua vida estava finalmente em paz. Finalmente?
07.05.07
- O jantar está com um cheiro delicioso! – disse Harry fechando a porta ao passar.
- Aposto que não tão bom quanto o local em que você estava – disse ela mexendo no liquido dentro da panela com uma colher de pau.
- O restaurante pode ter um cheiro delicioso mas nada é feito com amor! – respondeu Harry passando em mãos em volta da cintura de Hermione, beijando-a na nuca – Não com esse amor que você faz!
Hermione deu uma risadinha maravilhada com as palavras de Harry, ela deixou-se ser abraçada enquanto desligava o fogão. Virou na direção do esposo e o beijou nos lábios de leve.
- Você sabe que é a minha vida agora, não sabe, Harry? – ela disse com os olhos brilhando em sua direção.
- Não sei como era a minha vida antes de você, Hermione. Era tudo um buraco negro, mas agora... Agora eu vejo realmente o motivo da minha existência – ele a beijou com carinho, passando em mãos pelas laterais do corpo dela, ela gemeu de leve enquanto ele a beijava na direção do pescoço.
Hermione grudou as mãos nos cabelos de Harry, ele lentamente a empurrou contra a parede, erguendo-a do chão com facilidade, ela passou as pernas em volta da cintura do rapaz.
- Tudo bem para você? – sussurrou ele.
- Sim, podemos continuar – ela correspondeu beijando-o de volta carinhosamente, com os dedos caminhando habilmente pela camisa dela, desabotoando-a de cima para baixo, deixando o seu peito amostra.
Harry foi andando com Hermione agarrada em sua cintura, beijando-a loucamente. Depositou a esposa em cima da cama, com um jeito carinhoso e meigo. Os dois trocaram um olhar eterno, de amor, de uma paixão infinita.
- Você é tão especial... E quero que a nossa primeira vez seja especial também – disse Harry de leve para ela.
Hermione tentou respirar com as palavras mas não conseguia, estava sufocada de tanta alegria, de tanto prazer.
- Você é para sempre meu, Potter! – brincou ela com um sorriso de leve. Ainda deitada, a mão dela caminhou em direção à cômoda, ela abriu a gaveta, sem tirar os olhos de Harry. E dos dois se beijaram outra vez. Ela puxou um preservativo de lá – Nós precisamos usá-lo!
- Tudo bem, eu sei! – disse ele – Sexo seguro é importante – e sorriu, beijando o seu pescoço novamente.
Hermione achou que fosse explodir de tanto tesão.
09.05.07
Rony chegou da faculdade, foi tirando o tênis espalhado à medida em que entrava no apartamento, mais uma vez encontrou o celular em cima da cama, sem tirar Luna de seus pensamentos.
Luna. Luna. Luna. O que ela tinha de tão especial, afinal? Ela era só uma garota avoada, com os cabelos loiros mal cortados, alta, magra, um corpo delicioso. Mas o que era um corpo delicioso nos dias de hoje?
Ah, sinceramente? Tudo. Com tantas gorduras "trans" pelo mundo, as pessoas estão ficando cada vez mais gordas e feias. E Luna... Luna não comia nada disso, pelo visto. Era como se fosse virgem de gordura trans. Ou seja, Luna era mais do que uma agulha no palheiro.
- Luna? – disse ele depois de discar.
- Oh, não. É você de novo? – gemeu ela chateada – Por favor, já pedi para não me ligar. Suas mensagens são impertinentes, idiotas e ridículas. Chega!
- Luna, por favor, você precisa me dar uma nova chance.
- Não, não vou – disse ela com a voz firme, forte – Aliás, eu estou em outra. E você devia seguir em frente também!
- Eu... Eu não te esqueci, Luna, e você não vou desistir tão fácil de você. E aposto que está inventando isso para me afastar de você.
Luna parecia muda do outro lado do telefone, então, Rony continuou.
- Luna, por favor, vamos nos encontrar, pelo menos uma última vez? Eu... Eu preciso de uma nova chance, mostrar que mudei. Olha isso, estou ligando de Chicago para você, pagando interurbano, e... Sei que amor à distância é muito difícil de sobreviver, mas eu lutaria por isso, só para ter você.
- Rony, eu estou falando sério agora, eu estou namorando um colega da minha turma. Lembra, Collin Creveey? Então, exatamente, o próprio!
- Mas, Luna...
- Eu sinto muito, desde que Gina foi embora de Hogwarts, a minha vida não tem sido a mesma coisa, eu sinto muito mesmo, Collin me ofereceu toda a assistência como amigo e nós acabamos nos apaixonando. Acabou, Rony, a sua chance passou!
- Luna, não... Por favor, vamos conversar pelo menos, podemos ser amigos.
- Não, não podemos, Rony. Você me traiu e tudo o que eu fizer para você não vai ser o suficiente para você ser perdoado!
- Luna, por favor, uma trégua?
- Você está falando isso porque hoje você perdeu, e continuará perdendo, mas... Não haverá trégua entre a gente. Acabou. Eu juro que acabou e não quero que você me procure novamente – Luna desligou em sua cara, outra vez.
Rony ficou estupefato, olhando para o telefone, indicando os números, e a ligação perdida. Ele se sentiu perdido, assim como a ligação, assim como a sua vida. Estava sozinho em Chicago, não tinha mais vontade de sair com os amigos, pegar as garotas, fazer orgias e tudo mais.
Ele estava realizado, completo. Não precisava mais daquela vida de adolescente irresponsável porque ele havia encontrado a sua outra metade. Ele amava Luna, e só agora se dava conta disso.
Luna, era a sua outra metade. Ele estava com ela fazia quase dois anos e por culpa de uma besteira, de uma pequena distração – que foi considerada traição – ele perdeu Luna para sempre. Para sempre.
Rony mordeu o lábio, segurando o choro, nunca fora assim com ninguém antes. Nunca, e agora as coisas estavam mudando. O que acontecia com os seus sentimentos? O que estava acontecendo?
Rony encarou o céu estrelado, desejou profundamente não pensar mais nela. Precisava seguir em frente, assim como Luna fizera!
12.05.07
- Você sabe que eu não aprovo esse casamento, certo? – perguntou Sicília, a mãe de Hermione, dando um beijo em seu rosto – Em todo caso, parabéns.
- Obrigada, mãe! – disse ela sorridente – Então, por que me chamou para vir até aqui?
- Ah, sente-se, vamos conversar sobre! – Sicília sentou-se à mesa da sala de jantar, junto com a filha – Existem algumas coisas pendentes entre nós duas.
- Claro, pois não – Hermione passou os cabelos atrás da orelha, mostrando o sorriso e a aliança de ouro na mão esquerda.
- Eu, eu vendi a nossa casa nesse final de semana – e ela deu um sorriso visível em seu rosto – E estou mesmo indo para o Canadá.
- Mas mãe... Você vai mesmo ficar com esse cara que você conheceu pela Internet? – perguntou Hermione com o olhar caridoso para a mãe, queria abrir os seus olhos, mas a própria não parecia querer enxergar.
- Eu... Eu confio nele, minha filha, e nunca estive tão apaixonada em toda minha vida. Eu sinto que superei o seu pai, eu sinto que superei o Lupin, e preciso sair dessa cidade! – confessou apertando as mãos da filha – E... Está feito!
- Tudo bem, mamãe, eu vou sentir a sua falta – Hermione ficou em pé, abraçou-a com força. Todos os seus amigos pareciam estar mudando de Nova York – Eu vou mesmo sentir saudades de vocês!
- Vocês? Quero dizer... Bella não vai comigo! – disse Sicília se afastando do abraço.
- Er... Não? – perguntou Hermione erguendo uma das sobrancelhas, assustada – Ela vai ficar onde então?
- Sobre isso que eu precisava falar com você, meu bebê – Sicília deu um sorriso amarelo que Hermione não gostou nadinha de tê-lo visto.
- Não vai me dizer que...
- Sim, eu queria que você tomasse conta da Bella, digo, isso inclui ela morar com você e o seu esposo! – Sicília apertou as mãos da filha com força.
Nesse exato momento, como se esperasse o circo pegar fogo, Bella veio desfilando com óculos escuros, passou pela testa, prendendo o óculos na cabeça e os fios de cabelo para trás. Ela sorriu diabolicamente, mascava chiclete e estava com uma maquiagem pesada.
- Oi colega de quarto – acenou Bella vindo dar um beijo em seu rosto.
- Colega de quarto? Colega de quarto? Tem certeza? – Hermione buscou o olhar com o de sua mãe, pedindo ajuda, proteção, qualquer outra coisa menos ter que o pedido que Bella se mudasse para sua casa – Mãe?
- Filha, eu sinto muito, eu sei que no começo pode ser difícil, mas vocês vão se acostumar, e...
- Mas mãe!
Bella sorriu, passou o braço em volta do ombro de Hermione e a beijou no rosto.
- Como foi o casamento, irmãzinha?
- C-Como você sabia? – perguntou Hermione assustada, com os olhos arregalados para a garota.
- Contatos – ela pegou o celular e sacudiu na mão para a irmã, mostrando que todos os telefonemas da cidade estavam em sua agenda – Ah, pára de gracinha, irmã. Você me adora, vai?
- Uh, amo! – disse ironicamente Hermione – Mãe, isso não pode estar acontecendo, digo... O apartamento é do Harry, não é meu!
- Se vocês se casaram significa que é seu também! – lembrou Bella em voz alta, batendo palmas – É para isso que servem os casamentos e divórcios, não é? Dividir os lucros!
Hermione lançou um olhar de censura para Bella, como se quisesse matá-la. Bella retribuiu com um sorriso infantil no rosto.
- Ela é sua irmã, tem o seu sangue, filha. Não seja egoísta! – chamou a atenção, sua mãe – Ela faria o mesmo por você se fosse possível.
Bella fez que sim com a cabeça, como se chupasse um pirulito enorme lentamente.
- Não, mãe, isso não pode estar acontecendo!
- Vou buscar minhas coisas – disse Bella batendo as palmas.
Hermione pensou em sair correndo pela porta e nunca mais voltar a ligar para a mãe para que não soubesse onde estava morando. Mas não teve nem tempo de raciocinar direito porque Bella vinha trazendo o travesseiro embaixo do braço, com mais três malas empilhadas e um grande urso de pelúcia.
- Esse urso é meu, é o Ted! – resmungou Hermione raivosa.
- Você foi embora de casa, sinto muito! – Bella sorriu mostrando todos os dentes.
- Deus... Me dá esperanças, porque se me der força eu mato um! – sussurrou Hermione para si mesma – E as minhas coisas, mamãe?
- Eu vou levar com a mudança – disse Sicília – Quero dizer, o seu quarto vai continuar intacto no Canadá e você vai poder me visitar sempre que quiser.
Hermione abraçou a mãe, por mais que fizesse todos esses pedidos malucos, ela era a sua mãe. E ia se mudar para sempre.
- Vou sentir saudades! – murmurou – Muitas saudades!
- Eu também, meu bebê – disse sua mãe dando um beijo em seu rosto – Não vamos perder contato, tudo bem?
- Claro – Sicília sorriu e abraçou Bella também, como se fosse sua própria filha.
Hermione caminhou para o carro sem ajudar Bella a carregar nada, deixou que a menina enfrentasse suas próprias dificuldades longo no começo da mudança. Ela deu partida no carro, Bella sentou no banco e como se fosse uma madame, não colocou cinto de segurança.
As duas acenaram para a mãe que ficava para trás na velha casa.
- Não vai por cinto de segurança?
- Não precisa – disse Bella – Você dirige como uma tartaruga!
Hermione pisou fundo no acelerador e quando chegou no semáforo brecou de repente, fazendo Bella grudar a cara no vidro.
- Mesmo que eu fizesse a rota em 220km/h não aconteceria nada com você – respondeu Hermione – Vaso ruim não quebra!
- Então por que você está usando cinto? – respondeu Bella sorrindo com um vermelho na testa devido à batida.
Hermione não respondeu, respirou fundo e continuou a dirigir.
13.05.07
Gina acordou no meio da noite, com a garganta seca, estava morrendo de sede. Olhou para o vestido de seda e pensou se deveria trocá-lo apenas para ir à cozinha. Sabia que era muito curto e seria chato se Miguel a pegasse vestida daquela forma.
De qualquer jeito, jogou as cobertas longe dos pés e levantou, eram duas horas da manhã, provavelmente todos estariam dormindo (isso inclui a namorada de Miguel também no quarto dele).
Gina verificou se o seu bebê estava bem no berço e não resistiu um beijo em sua testa. Ele era lindo demais para apenas um bebê de poucos meses!
Gina abriu a porta, passou pela sala e atingiu à cozinha, enquanto se erguia na ponta dos dedos para pegar um copo no alto da estante, sentiu um vento roçar o seu vestido na parte de trás, e um barulho bem atrás. Esticou o pescoço por cima do ombro, assustada, ainda mais porque era de noite. E viu a figura de Miguel parada à porta, com o olhar passeando pelas pernas de Gina.
- Er... Estava com sede! – justificou tímida, segurando o copo nas mãos, totalmente envergonhada por seu vestidinho de seda ser tão curto.
- Estava vendo televisão no quarto e ouvi barulho de passos aqui, e... – Miguel não queria deixá-la constrangida, mas não conseguia parar de encará-la, ela se sentiu pior.
A namorada de Miguel chegou por trás, sorrindo, com um vestido tão curto quanto o dela, mas era normal já que era a namorada dele. Ela parou por cima do ombro do rapaz, medindo com o olhar a espessura e a altura do vestido. Era um completo absurdo.
Gina se serviu de água bem rápido, sentindo que não devia ter levantando, deu um sorrisinho meia-boca para os dois e passou por eles, voltando na direção do quarto.
- Preciso dizer alguma coisa? Preciso? – resmungou a namorada com as mãos na cintura – Sinceramente?
- Por favor, aquilo não foi nada, eu... Eu não ligo, eu não me importo!
- Mas eu me importo, Miguel Córner! Aquilo para mim não é ser uma moça de família, sem contar que ela tem um filho fora do casamento e não tem dinheiro para sustentá-lo, e é óbvio que você, babaca, está dando todo apoio e moral para ela – a sua namorada sacudiu a cabeça – Você não enxerga isso, Miguel? Não consegue? Não é óbvio? Ela está procurando alguém para sustentar o filho dela!
- Não permito que você fale assim dela! – disse Miguel bravo – Chega!
- Sério? Já estão nesse nível? Um defendendo o outro? Que absurdo! Eu não acredito que o meu namorado divide o apartamento com a melhor amiga... E eu não acredito mais nisso, eu vou embora – a namorada correu de volta para o quarto para pegar as roupas de volta.
- Ei, me escuta, não precisamos brigar por isso... – Miguel foi atrás dela.
13.05.07
- Harry. Harry! – Hermione atravessou o balcão do restaurante aos berros, ele terminava de limpar as mesas com um guardanapo úmido e era ainda de manhã, isso explicava o pequeno movimento.
- O que foi, meu amor? – perguntou ele espantado.
- Eu consegui, eu consegui meu primeiro emprego! – ela pulou nele com os braços abertos, beijando-o em todas as direções no rosto, e muito contente.
- Parabéns, meu amor, parabéns mesmo! Você merece! – Harry correspondeu com um selinho – E... Então como foi?
- Foi ótimo, conversei com um tal de Edward Cullen, sabe? Ele é muito parecido com o Cedrico... Aquele seu amigo, Cedrico Diggory, lembra? Os dois se parecem tanto que acredito até que sejam irmãos gêmeos, mas... O sobrenome era diferente, então, não sei – Hermione deu um sorriso – Mas, em todo caso, foi o melhor dia da minha vida, eles me contrataram para dar aula numa escola de inglês, foi perfeito, meu amor. Vou começar na próxima semana!
- Que bom, fico feliz em saber, muito mesmo.
- Vou poder ajudar nas despesas! – disse ela contente.
- Como se precisasse... – riu ele girando os olhos.
- Ah, eu me sentiria mais útil – ela disse sorrindo – Será que você tem um tempo, digo, para gente sair e comemorar?
Harry deu um sorriso de lado.
- Comemorar na cama? – falou baixinho.
- Como não pensei nisso antes?
Ele riu e gritou para os garçons.
- Urgência de família, volto em uma hora!
- Duas! – corrigiu Hermione sorrindo.
E os dois saírem pela porta da frente muito felizes.
17.05.07
Harry terminou de encaixar a gravata em volta do pescoço, andando em direção a cozinha viu várias panelas empilhadas, farinha espalhada por todo o chão, e enormes vasilhas sujas de brigadeiro.
- O que diabos aconteceu nessa cozinha? – ele sabia que Hermione nunca dormiria sem antes passar o rodo no chão. Aquilo estava um desastre, a maior bagunça vivida no apartamento até então.
- Bella! – murmurou Hermione ao se aproximar enquanto pregava no cabelo um bico-de-pato – Aposto que foi ela.
- BELLA! – berrou Harry com a voz grossa.
- Eu? – respondeu ela com o cabelo preso, seco, em contraste com o corpo molhado em volta de uma toalha branca de um jeito muito sensual. Ela não parecia nem um pouco intimidade com a presença de Harry, pelo contrário, realizou um preito (reverência) dando um sorrisinho de boas vindas.
- Você pode me explicar isso? – perguntou Harry puxando uma meia de dentro da piada, molhada e toda suja.
- Er... Deve ter caído – disse ela inocente – Sem querer!
Hermione estava vermelha em fúria e vergonha pela hóspede que havia trazido para dentro do apartamento de Harry.
- Vai dizer que toda essa bagunça foi sem querer também? – ele apontou para o chão, para a farinha em seus pés.
- Foi uma tentativa de fazer brigadeiro! – justificou ela sacudindo os ombros.
- Brigadeiro? Brigado não precisa de farinha! – grasnou Harry.
- Eu sei, eu sei, descobri isso ontem também! – ela demonstrava um ar inocente – E se você está reclamando da sujeira no chão, é porque ainda não abriu o microondas!
Ele sentiu que os olhos iam saltar de seu rosto. Hermione ficou ainda mais envergonhada.
- Vai terminar o seu banho agora mesmo! – ordenou a irmã mais velha.
- Você não é a minha mãe! – retrucou, grossa somente com Hermione, com Harry ela era uma doçura em pessoa – Você não manda em mim!
- Mando sim, você está na minha casa, sob os meus cuidados. Vá agora para o seu quarto.
Bella torceu o nariz e saiu com a cara amarrada, bateu a porta de seu quarto com tanta violência que as vidraças da sala tremeram. Harry olhou para Hermione buscando alguma solução.
- A empregada já deve estar chegando – disse Harry, derrotado – Vamos tomar café da manhã na rua!
- Desculpa, Harry, sinceramente, desculpa pelo o que ela aprontou! – pediu Hermione pegando em seu braço.
- Não, tudo bem, tudo bem, eu agüento. Sei que é por pouco tempo, vamos arranjar algum outro apartamento para ela logo – disse Harry enquanto entrava no elevador com a esposa ao lado.
- Ela está pleiteando a sua atenção comigo! – disse Hermione cruzando os ombros e sacudindo os cabelos presos na frente do espelho para verificar se o seu trabalho havia sido sucedido.
- Não adianta disputar, eu só tenho olhos para você – disse ele com um sorrisinho bobo nos lábios. Hermione sorriu de volta e o beijou com intensidade, então a porta se abriu, e dois idosos que estavam entrando no elevador ficaram abismados com a liberdade de expressão sexual que eles dividiam no elevador.
Eles se separaram, totalmente sem expressões, tentando parecer adolescentes honestos, sinceros. E nem ao menos abriram a boca para se despedir ao saírem do elevador, cabisbaixos.
- Nossa, que apetite tem esses dois! – comentou a velhinha com a mão na boca – Mais um pouco o espelho do elevador estaria melado pela bunda exposta do rapaz!
18.05.07
Harry estava borrifando álcool em algumas mesas e passando o guardanapo quando a sineta de entrada tocou na porta. Era um homem alto, cabelos lisos e loiros, parado à porta. Seus olhos cinzas espreitados buscaram alguém no estabelecimento, ele alcançou Harry bem longe através da visão e foi caminhando em sua direção.
- Podemos conversar? – perguntou Draco com a aparência séria.
Ele e Harry não tinham se falado desde o dia do tiroteio no Brasil, o que já fazia meio ano quase. O moreno assentiu e os dois compartilharam da mesma mesa para conversar, puxaram as cadeiras.
- Quer alguma coisa para beber? – ofereceu Harry.
- Não precisa! – disse Draco sério – Eu vim aqui para acabar de uma vez por todas com a nossa história de irmãos, e tudo mais!
- Ahn, certo! – disse Harry surpreso.
- Assim que o seu pai faleceu, de alguma forma, você e sua mãe perderam toda a fortuna de vocês para os meus pais, e embora eu não tenha certeza de quem tenha matado Tiago, não acredito que meus pais estejam envolvidos com isso.
Harry abriu a boca para falar, no entanto Draco ergueu o braço em um gesto pedindo para não ser interrompido.
- De qualquer forma, peço desculpas se alguma coisa parecida aconteceu, e para demonstrar que não há ressentimentos, estou aqui para compartilhar toda a minha fortuna com você, a fortuna deixada pelos meus pais.
- Não é justo – Harry negou com a cabeça.
- É justo sim, porque quando os nossos pais se casaram, digo Lúcio e Lílian, a fortuna do seu pai foi dividida igualmente entre eu e você, não faço idéia de qual valor seja esse. E mesmo após a morte do meu pai, você só recebeu metade!
Harry sabia que não faria diferença, a metade da fortuna que tinha dava para sobreviver tranqüilamente pelos próximos anos, sem pedir ajuda financeira a mais ninguém. Não se preocupava com esse tipo de coisa.
- Eu poderia estar sendo injusto em devolver somente a outra parte do dinheiro deixado pelo seu pai – disse Draco – Porque na altura do campeonato, eu não tenho idéia se o valor foi maior ou menor da quantia deixada pelos meus pais. Por isso venho aqui dividir com você!
- Draco, você não precisa...
- É só me passar o número da sua conta, Potter!
- Não precisa, eu estou falando sério! – disse Harry se sentindo ofendido. Não precisava daquele dinheiro de volta.
- Eu vou dar, queira você ou não – respondeu o loiro se levantando – Então, espero que aceite, porque não quero ter nenhum tipo de dívida com você. Certo?
- Certo – concordou Harry, por fim.
Draco estendeu a mão no ar, Harry ficou em pé, aceitando o cumprimento.
- Obrigado e desculpa por qualquer coisa – disse Draco surpreendendo Harry. Em seguida, virou as costas e foi embora.
Harry sorriu. Jamais imaginara ver todo aquele dinheiro outra vez, mas não queria, talvez fosse mais útil doar a qualquer instituição de caridade. Não faria falta, não para Harry e nem para Hermione.
19.05.07
- Posso entrar? – perguntou Miguel parado à porta do quarto de Gina.
- Claro – respondeu ela sorrindo, sentada com o filho no colo. Estava bem encaixado em seus braços, apreciando o leite que saia pelo peito da mãe.
Miguel não havia reparado que ela estava dando de mamar ao filho, mas aproximou com cautela, e meio constrangido. Até pensou em dar meia volta e sair do quarto, mas seria confirmar que estava envergonhado com a presença de Gina.
Em todo caso, ela tinha os seios mais lindos e redondos que Miguel conhecera, contando com o fato de que ele havia conhecido muitos seios em Paris.
- O seu bebê é tão lindo – murmurou Miguel desviando os olhos para os pés, sentando ao lado de Gina na cama.
- Obrigada.
- Acho que ele puxou para você – disse Miguel – Tão lindo quanto você.
Gina corou de leve nas bochechas, mexendo com o bebê nos braços, acabou deixando o leite escorrer pela barriga.
- Oh, desculpe! – disse ele pegando o paninho do nenê para limpar, parou no meio do caminho com o pano na mão, não queria fazer o serviço por Gina, seria mil vezes ainda mais constrangedor.
- Obrigada – agradeceu ela pelo lenço, pegou da mão dele e se limpou, depositando o filho sonolento de volta no berço, encaixando o sutiã de volta no corpo.
Gina subiu a alça da camiseta e encarou Miguel sentando em sua cama, observando-a meio atordoado. Ela deu um sorriso para descontração do momento, e ele caiu na brincadeira também.
- Obrigada por me acolher – disse sinceramente – E desculpa por causar problemas com o seu relacionamento.
- Imagina, eu adoro crianças – respondeu ele ainda sorrindo – Eu faria qualquer coisa por você. Assim como fizeram para mim.
- Não queria que você levasse isso como uma obrigação – Gina colocou a sua mão sobre a dele, e apertou carinhosamente – E se eu tiver te incomodando, você pode chegar numa boa e falar...
- Gina! Gina! Gina! – ele fez um gesto de silêncio com a boca – Você não está incomodando, eu adoro a sua presença aqui. Você é muito especial para mim, e eu vivi os melhores dias da minha vida ao seu lado.
- Ah, que isso... – ela corou novamente.
- Sério, a primeira vez que você veio fazer intercâmbio em Paris, nós passamos ótimas tardes, noites, juntos! – ele puxou a manga da camiseta, mostrando uma pequena sigla em japonês, em formato de tatuagem – Sabe quem me deixou bêbado e me fez isso?
Gina riu ao se lembrar do episódio em que eles ficaram bêbados e acabaram saindo tatuados da boate. Ela também havia feito, mas não era permanente como a dele. Sem contar o número de piercings. Ela praticamente o obrigara a colocar um na sobrancelha, mas essa lembrança já não lhe trazia mais marcas físicas, e sim na memória.
- Foi engraçado – disse Gina – Velhos tempos.
- Eu sinto falta – confessou Miguel – Eu sinto falta daquele tempo, do jeito que você apareceu na minha vida, e do jeito que você me transformou... As coisas nunca mais foram as mesmas quando você foi embora, Gina! – ele estava próximo a ele, seus lábios estavam se curvando na direção dos de Gina.
Ela ficou em pé de repente, interrompendo o clima porque não queria transformar a sua vida em uma teia de aranha. Muito pelo contrário, ela vinha desfazendo essa teia desde a revelação no casamento de Harry.
- Não, Miguel, por favor, não – ela fechou os olhos, em pé.
- Certo – ele murmurou, mordendo o lábio – Desculpa! – ele ficou em pé, virou as costas e saiu. Não parecia ofendido, mas estava chateado.
Gina sentiu o coração partir, mas não havia nada que pudesse fazer. Só estava consertando sua vida. Só.
20.05.07
Luna agarrada aos livros, escutando umas músicas no iphone, desceu as escadas de Hogwarts saltando em direção aos jardins, passando pelas calçadas de mármore que ficavam ao meio.
Rony com um braço apoiado no carro dado por Harry, estava observando a garota de longe, mas ela sequer havia reparado que o ruivo estava bem ali. Ele caminhou até ela, e parou em sua direção, a música não estava tão alta a ponto de não ouvir o que as pessoas em volta falavam.
- Rony. Oi! – disse surpresa – O que faz aqui? Não foi à faculdade?
- Eu... Eu precisava vir até aqui e falar com você – disse ele bloqueando a sua passagem.
- Pois não? – devolveu ela arrogantemente.
- Namora comigo, por favor!
- Ah, Rony, não! – ela revirou os olhos – Não insista, que moleque chato! – ela fez o contorno, batendo o ombro ao dele e saiu em direção ao seu carro.
Rony a puxou de volta pelo braço, e os dois momentaneamente se olham com intensidade.
- Eu te amo, Luna Lovegood, e nunca fiz isso por ninguém em toda a minha vida – ele parou ao seu lado, Rony deu um selinho de leve em seus lábios – E juro que é a última vez que venho aqui, para te pedir isso – ele deu um suspiro longo – Me dá uma última chance. Eu quero ter você ao meu lado de novo. Para sempre!
Luna o encarou, pensativa.
Nota do Autor: Depois do Rony ter metido os chifres na Luna... Com a Lilá, será que a Luna vai perdoar o Rony e esquecer o passado? Creio que não... Mas veremos no próximo capítulo! Bom, gostaria de desejar Feliz Natal a todos vocês, e que viajem bastante, curtam, bebam até cair, vomitem, mas não entrem em coma porque não é legal, enfim... Riam, divirtam-se, troquem presentes. E não se esqueça, é aniversário de Jesus Cristo, isso sim é o mais importante! E... Espero que o Papai Noel seja generoso com vocês, porque comigo... Aff, nem comento!
Nota do Autor (dois): Estou com uma puta ressaca, ontem foi a minha festa de formatura... E eu não bebi todas, mas... Eu não comi e bebi bastante, pulei e isso embrulhou meu estômago até hoje de manhã. E... To mal, por isso, quero reviews para me animarem, xD. Ah... Sexta-feira que vem não tem capítulo novo, então... Não esperem pela atualização tão cedo, vou postar na outra segunda, após natal, segunda dia: 29, ok? E no próximo eu desejo Feliz Ano Novo. Beijosfeliznataldenovo!
RESPONDENDO AS REVIEWS:
Patty Carvalho: Ah que bom que você tá gostando e está ansiosa, isso é bom sinal! E não demorei, tá prontinho, rapidinho. Feliz Natal, beijão!
Nane Curti: AHAHAHA, te peguei, o Harry ñ abandonou a ex-mulher, viu? Ele é apaixonado por ela! HAUHAUHA e o Miguel é apaixonado pela Gina, por isso ele deixa a Gina fazer festinhas orgásticas no apartamento dele, ok? Seu pai podia me trazer presentes também, né? Afinal... Eu sou seu amiguinho e talx... Já sabe, né? (Gente rica devia distribuir sua renda com os pobres). HAHUAUHA, tá ficando metidinha já com esse negócio de tour, hein? Melhor sair do salto, garotas-super-peitos! Beijos até a próxima! Feliz Natx!
Shakinha: HAUHAUH, eles são bem melhores amigos nessa fanfic... Adorei as cenas que a Hermione o trata como amigo mais para frente, ela é a melhor amiga do mundo com ele... É um carinho especial, até mais do que marido e mulher. Ah meu... As cenas Miguel e Gina vão ficando cada vez mais carregadas, intensas de emoções, amores e ciúmes. E o Rony apesar do assédio, só tem olhos para ex (chifruda) namorada Luna. Tadinha... Quem sabe ela não o perdoa, né? Bom, é isso. Happy Natal. Beijos!
Naathy: HAUHAUHA, adorei a formatura e a festa, foi tudo muito rox! Adoro, e não sabia que era tão legal assim, hehehehe, tirando a ressaca! Ah... Não foi dessa vez que o Harry foi conhecer o filho... Mas ainda vai... E vai zambaralapeando com a Gina em Paris (zambaralapeando é igual a: andando, se divertindo). HAUHAUHA, sim, a Bella se mudou para o centro de Nova York, apartamento do Harry. Hm... Digamos que a Bella não seja o motivo principal do término, mas ela vai ajudar a desgastar tudo isso com certeza. Bom, veremos, Feliz Natal, bjs!
Tathy Chan: é né... abandonou geral a fanfic, hein? Mas eae... já passo das recs??? Espero que sim, você deve ser inteligente, porque pessoas inteligentes gostam de ler... E você lê fanfics, então... Deve ser inteligente! Entãoo deve ter passado de ano também numa boa! Ah, fica tranqüila, HH não vai durar muito... Eu só fiz esse relacionamento porque eu sempre achei que HH no livro são muito intenso (infelizmente poucos percebem isso), mas é isso... Só amizade, sem futuro! HAUHAUHA, também amo a minha Gina, eu me baseio na Brooke Davis quando eu a escrevo... e o Rony por enquanto não estou baseando em ninguém, estou deixando fluir, mas... Futuramente, ele vai ser o "pai" perfeito, "o marido" perfeito... E eu vou baseá-lo no Sandy Cohen de O.C. Veremos, na quinta temporada. Beijos, feliz Natal!
Próximo Capítulo:
- Você não vai à aula? – perguntou Harry vendo-a por cima do ombro.
- Vou dar um mergulho! – Bella estava com a toalha nas costas, com o seu ipod pendurada no mini-short de praia.
- Você tem aula, não pode continuar faltando assim! – resmungou Harry – Você não está mais doente!
- Nunca estive, na verdade – ela deu uma risadinha. Ainda de costas para Harry, ela puxou o laço do biquíni, desmanchando o nó, a peça caiu de seu corpo em direção ao chão, sem cerimônias – Vou fazer topless!
Ele tentou não focar com os olhos nas costas nuas da garota, mas de nada adiantava olhar para as costas vazias se os seios estavam virados na direção do espelho. Ou seja, Harry os enxergava de qualquer forma. Eram salientes, redondos.
- Isabella, não! – ele colocou a mão na frente dos olhos como se aquilo estragasse a sua visão – Você não pode fazer isso!
- Por que não? – ela riu irônica – Você já me viu pelada uma vez. Não se lembra? – ela o provocou.
