Décimo primeiro episódio.

A composição de Draco.

Data: 20/05/2007.

Anteriormente no Seriado Potteriano:

- Você é tão especial... E quero que a nossa primeira vez seja especial também – disse Harry para ela.

Hermione tentou respirar com as palavras mas não conseguia, estava sufocada de tanta alegria, de tanto prazer.

- Você é para sempre meu, Potter! – brincou ela com um sorriso de leve.

- Luna, não... Por favor, vamos conversar pelo menos, podemos ser amigos.

- Não, não podemos, Rony. Você me traiu e tudo o que eu fizer para você não vai ser o suficiente para você ser perdoado!

- Luna, por favor, uma trégua?

- Você está falando isso porque hoje você perdeu, e continuará perdendo, mas... Não haverá trégua entre a gente. Acabou. Eu juro que acabou e não quero que você me procure novamente – Luna desligou em sua cara, outra vez.

- Vocês? Quero dizer... Bella não vai comigo! – disse Sicília, mãe de Hermione, se afastando do abraço.

- Não vai me dizer que...

- Sim, eu queria que você tomasse conta da Bella, digo, isso inclui ela morar com você e o seu esposo! – Sicília apertou as mãos da filha com força.

- Não permito que você fale assim dela! – disse Miguel bravo – Chega!

- Sério? Já estão nesse nível? Um defendendo o outro? Que absurdo! Eu não acredito que o meu namorado divide o apartamento com a melhor amiga... E eu não acredito mais nisso, eu vou embora – a namorada dele correu de volta para o quarto para pegar as roupas de volta.

- Ei, me escuta, não precisamos brigar por isso... – Miguel foi atrás dela.

- O que foi, meu amor? – perguntou Harry espantado.

- Eu consegui, eu consegui meu primeiro emprego! – Hermione pulou nele com os braços abertos, beijando-o em todas as direções no rosto, e muito contente.

- Parabéns, meu amor, parabéns mesmo! Você merece! – Harry correspondeu com um selinho – E... Então como foi?

- Foi ótimo, conversei com um tal de Edward Cullen, sabe? Ele é muito parecido com o Cedrico... Aquele seu amigo, Cedrico Diggory, lembra? Os dois se parecem tanto que acredito até que sejam irmãos gêmeos...

- Você pode me explicar isso? – perguntou Harry puxando uma meia de dentro da piada, molhada e toda suja.

- Er... Deve ter caído – disse Bella inocente – Sem querer!

Hermione estava vermelha em fúria e vergonha pela hóspede que havia trazido para dentro do apartamento de Harry.

- Vai dizer que toda essa bagunça foi sem querer também? – ele apontou para o chão, para a farinha em seus pés.

Bella sacudiu os ombros e saiu para o quarto, indelicada.

Rony a puxou de volta pelo braço, e os dois momentaneamente se olham com intensidade.

- Eu te amo, Luna Lovegood, e nunca fiz isso por ninguém em toda a minha vida – ele parou ao seu lado, Rony deu um selinho de leve em seus lábios – E juro que é a última vez que venho aqui, para te pedir isso – ele deu um suspiro longo – Me dá uma última chance. Eu quero ter você ao meu lado de novo. Para sempre!

Luna o encarou, pensativa.

20.05.07

- Rony... Eu... – ela continuo encarando seu rosto – Aposto que você diz isso para todas! – ela piscou firme, fez o contorno e foi na direção de seu carro, com a chave nas mãos.

Rony estudou suas costas atravessarem a calçada de cimento, pensou e ir atrás. O sol batia em seu rosto e o vento brincava com seus cabelos, gozando do seu mal estar. Ele estava péssimo por ter tomado um fora de Luna.

Rony a queria, ele a desejava como namorada, sentia uma grande afeição pela ex-namorada, queria passar os velhos momentos ao seu lado. Tudo como antigamente!

- Luna... – ele gritou. Ela parou no meio do caminho, com a porta do carro aberta, mas sem ter entrado, e olhou para ele, esperando que ele continuasse a fala – Eu te amo.

- Eu também – riu ela levando tudo na ironia.

- É sério! – ele disse mais alto, fazendo o papel de bobo, ao lado de centenas de outros estudantes caminhando em direção aos seus carrões.

Luna piscou para ele enquanto dava ré no carro, virou o volante, acelerou sumindo entre as outras dezenas de carros. Rony se sentiu ainda pior, e o vento adorava jogar seus cabelos para o lado. Algumas garotinhas passaram rindo e apontando.

23.05.07

Harry contou dez mil dólares em sua mão, depositou dentro do envelope. Ele aguardou quieto na fila do banco. Passado alguns segundos, ele apertou alguns botões encaixando o envelope valioso dentro da máquina.

A máquina lambeu o envelope com sucesso, sedenta por dinheiro. Harry digitou a conta de Gina Weasley anotada em seu iphone. Ele estava mandando todo aquele dinheiro como pensão para a ruiva cuidar de seu filho.

Harry voltou para casa pensando como seria o bebê. Teria as suas características? Teria os seus genes? Puxara aos avós paternos? Hm, se pudesse ser um envelope e atravessar o mundo para conhecê-lo...

25.05.07

Harry estava tomando café da manhã, com o jornal nas mãos, dando um bebericada à cada olhada nos títulos e nas fotos espalhadas por todo o noticiário. Hermione tinha rabiscado um bilhete, saíra mais cedo para ir conversar com os demais professores de sua nova escola de inglês.

Porém deixara tudo perfeito para o café da manhã do marido – era estranho como essa palavra soava ainda que eles fossem tão jovens. Harry terminou de saborear um pedaço de pão de forno, quando a irmã de Hermione, Bella, passou de biquíni no meio da sala.

- Você não vai à aula? – perguntou Harry vendo-a por cima do ombro.

- Vou dar um mergulho! – Bella estava com a toalha nas costas, com o seu ipod pendurada no mini-short de praia.

- Você tem aula, não pode continuar faltando assim! – resmungou Harry – Você não está mais doente!

- Nunca estive, na verdade – ela deu uma risadinha. Ainda de costas para Harry, ela puxou o laço do biquíni, desmanchando o nó, a peça caiu de seu corpo em direção ao chão, sem cerimônias – Vou fazer topless!

Ele tentou não focar com os olhos nas costas nuas da garota, mas de nada adiantava olhar para as costas vazias se os seios estavam virados na direção do espelho. Ou seja, Harry os enxergava de qualquer forma. Eram salientes, redondos.

- Isabella, não! – ele colocou a mão na frente dos olhos como se aquilo estragasse a sua visão – Você não pode fazer isso!

- Por que não? – ela riu irônica – Você já me viu pelada uma vez. Não se lembra? – ela o provocou.

- Bella, por favor! – reprimiu Harry jogando o jornal para o lado, virando as costas para a sala, não queria ficar encarando-a – Vá para o seu quarto, ou terei de falar para Hermione.

Bella riu alto, aproximou de sua mão boba, na frente dos olhos, como se fosse uma criança. Ela aproximou de seu ouvido e num sussurro, disse.

- Conta a Hermione tudo? Tudo mesmo? Até que nós transamos naquele dia do Beija-Sapo?

- Eu ainda não estava com ela... – disse Harry.

- Então, conte a ela. Por que não o faz? – disse Bella jogando os cabelos cacheados para trás.

Harry começou a ficar excitado com a cena. A garota estava semi-nua em sua frente, e ele era homem, não podia evitar isso.

- Eu... Eu estou indo trabalhar mais cedo – Harry foi até a sala, pegou a sua maleta de serviço, virou as costas e passou pela sala, batendo a porta com força.

Bella ficou para trás, dando gargalhadas.

28.05.07

Draco estava inspirado para uma nova canção. Estendeu o edredom pela cama de casal, pensando em cabular mais um dia na faculdade. O duro que não podia.

Draco terminou de tomar café, escovar os dentes novamente após a refeição e passando pela sala, viu o violão entre o guarda-roupa e a parede, todo empoeirado. Fazia décadas que ele não o usava.

Desde a época em que começara a se encontrar com Cedrico como amigo, e isso lhe rendia quase três anos já. Parou com tudo, com a inspiração, com as letras, músicas e tudo mais. Não que faltasse idéias novas, muito pelo contrário, ele fazia mais pelo dinheiro, somado ao pequeno prazer de ser famoso durante o colegial. Até que ele gostava de tocar nas horas vagas...

Draco piscou firme, revirando esses momentos com o violão. Continuou a caminhar pelo corredor do apartamento em direção à sala, depois à porta que ficava no caminho para a faculdade.

Tantos momentos, tantas cenas guardadas, tantos sentimentos... Por que não uma nova canção?

O problema era o horário, justo agora que ele estava indo para a faculdade? Se continuasse assim... Chegaria atrasado!

Draco deu um suspiro, pensando na idéia de escrever uma nova música, ou... Ir para a escola. Mas o seu coração palpitava com violência no peito, escrever suas idéias no papel era a mesma coisa que reviver alguns momentos, e isso seria doloroso. Doloroso demais.

Porém, foi como se o lápis e sua mão fossem imãs. Ele sentou-se à escrivaninha do quarto, puxou um papel e começou a fazer alguns esboços. Rabisco daquilo, frases novas daqui, o tempo passou que ele nem acreditou.

Deu uma boa olhada, e descobriu que a música podia se chamar Cedrico. No entanto, ele não o faria porque as pessoas descobririam o seu sentimento por um cara do mesmo sexo, ainda mais com tanto lirismo na música. Ele releu algumas outras vezes, e sentiu as lágrimas brotarem nos olhos.

Não queria que ela fosse triste, porque os seus momentos com Cedrico não tinham sido tristes. Tentou consertar algumas coisas e foi descobrindo uma infinidade de caminhos para construir essa nova canção.

Daria mais trabalho do que ele imaginava, e faltar um dia na faculdade seria pouco para finalizá-la.

02.06.07

Era sábado à noite, as gotas de água deslizando pelas vidraças e a areia molhada denunciavam que uma chuva rápida havia passado ainda naquela noite pelas praias do litoral, na região toda.

- Isso me lembra as festas da escola – disse Hermione com um copo vermelho nas mãos, com bebidas de teor alcoólico – Eram exatamente assim, cheia de jovens, bebendo, fumando e se beijando.

Harry deu um sorriso com a mão em sua cintura, e a beijou de leve nos lábios. Ele sorriu, enquanto Bella revirava a cara.

- Vou procurar algo menos tedioso para fazer do que ver vocês dois se beijando – disse Bella de braços cruzados e ainda com a cara amarrada, desde que chegara ao local. Trouxera o seu ipod sem motivos, a música ambiente era ótima, mesmo que estivesse alta demais.

Bella passou pela sala de estar, foi até a varanda conversar com caras mais velhos, com musculosos estourando pelas camisetas. Ela chegou toda sorridente, se apresentando, como se os conhecessem.

- Ela não toma jeito, não é? – perguntou Hermione olhando para Harry.

- É – disse ele ligeiramente intrigado, vendo a garota através do vidro. Ainda não havia contado para a esposa o que a sua irmã andava fazendo pela casa, e não era somente andar com os seios de fora. Costumava passar de calcinha pela sala direto e reto, principalmente quando Harry estava assistindo esportes na televisão durante o intervalo de almoço.

Falando em almoço, era algo que Hermione não o tinha mais, ela passava tempo demais no trabalho, e por ser longe de sua casa, ela não voltava a tempo para almoçar, preferia ficar pelas bandas do trabalho, comer com o pessoal por lá e só voltar para o jantar, o que facilitava para Bella deitar semi-nua à vontade no sofá da sala de estar. Harry estava pensando seriamente em trocar o sofá da sala, depois disso.

Ficar semi-nua era pouco quando se tratava das artes que Bella vinha aprontando pela casa, ela deixava bilhetinhos românticos para Harry (sem assinar o nome, obviamente), isso poderia trazer complicações se passassem despercebidos e caíssem nas mãos de Hermione. Causaria até mesmo separação.

Harry até se pegava no ápice de seus momentos de raiva, chegava a segurar no telefone para comunicar Hermione dos acontecimentos, mas sabia que Bella não tinha onde morar, e causaria brigas entre as irmãs, isso seria infinitamente pior para a imagem de Hermione na família. Bella, previsivelmente, chegaria em casa aos prantos, dizendo que tinha sido expulsa após tomar três socos e ser humilhada publicamente – o que era mentira, óbvio. O pai de Hermione a julgaria uma egoísta, passaria a comunicação para Sicília, mãe de Hermione, e ela ligaria acabando com a moral dela. E isso seria péssimo, porque ela se sentia totalmente desamparada, sozinha, e estava assim normalmente por ter casado tão cedo.

Lembrando que Hermione ainda não tinha superado todo o discurso, xingamento de Lílian no dia do seu casamento. Não que ela não amasse Harry, mas o casamento podia ter esperado. Ele algumas vezes a pegava chorando no travesseiro, durante as noites em claro, mas ele a consolava dizendo que tudo daria certo, que eles tinham nascidos um para o outro. E isso nunca deixou de ser verdade. Hermione parecia cada vez mais calma.

Ou seja, seria melhor deixar Bella se sentir à vontade, Harry só precisava tomar cuidado (MUITO CUIDADO!), por exemplo: fechar os olhos e não sentar no sofá onde ele havia esfregado os órgãos genitais mal lavados. Ah, evitar "tocar" no mouse do computador e no cacho de bananas ao lado da escrivaninha (deduzam o que quiser, caros leitores, embora não seja tão difícil assim!).

- Harry? Você escutou o que eu falei? – riu Hermione com os seus olhos ligados aos dele – Você parece tão obcecado pela minha irmã, o que está acontecendo entre vocês?

- Ah... Não é nada, juro! – disse ele saindo de seus devaneios, tentando focar o olhar na conversa.

- Você parece distraído, meio... Diferente – resmungou Hermione cruzando os braços, deixou o copo na mesa e apoiou a cintura na mesma – Estou começando a sentir que está acontecendo alguma coisa entre vocês.

Harry revirou os olhos e a beijou de leve nos lábios, com as duas mãos em volta de sua cintura.

- Não seja boba, já conversamos sobre isso, Bella é uma criança, nós apenas temos que ficar de olho no que ela faz!

- Eu me lembro estar consciente das minhas atitudes no terceiro ano do ensino médio! – disse ela chateada.

- É como se ela fosse bêbada freqüentemente, entende? É apenas uma criança, e aliás, você era diferente de todas as outras garotas no colegial – disse Harry tentando soar como uma cantada.

- Era, é? – perguntou ela, interessada, com uma das sobrancelhas erguidas – Como?

- Você era inteligente, madura, com caráter, forte! – eram as características que ela adorava ouvir, Harry sabia muito bem, por isso não as poupavam em sua boca. Hermione sorriu, agradecida, passando os braços em volta de seu pescoço.

Os dois estavam em um momento de êxtase, somente deles, quando foram interrompidos pelas insistências de Rony atrás de Luna.

Era sábado, como já citado, Rony viera passar o final de semana na Toca como fazia sempre, porém ficava mais na rua buscando informações por Luna do que passava mesmo com a família. E cada vez que ela o chutava, mais apaixonado ele ficava, no entanto, Luna não parecia tão resistente como antigamente, ela não vinha cedendo, mas parecia que a barreira em seu coração ia despencar, muito em breve.

- Chega a ser engraçado! – sussurrou Hermione com o nariz colado ao de Harry – Eu nunca o vi tão apaixonado por uma garota antes!

- Talvez ele não saiba escolher direito – disse Harry mas não gostava de lembrar de quando os dois saiam juntos antes dele se mudar para Nova York.

Rony estava conversando com Luna no sofá, sobre as vantagens dos dois estarem namorando à distância. Propostas incluindo cartas românticas escritas por ele, telefonemas, mensagens no orkut, e tudo mais – mas Rony nunca realizaria tais atividades, ou pelo menos até agora nunca havia feito. A não ser que Luna valesse mesmo à pena.

- Rony, eu... – ia dizendo ela quando uma música começou a soar em seus ouvidos. Diferente das demais músicas que antes eram tocadas no som, esta agora parecia ao vivo.

- Se antes eu soubesse que eu teria morrido para você... – a voz de Draco soava doce enquanto ele deslizava os dedos pelas cordas do violão, concordando com a letra e a música – Teria te observado dormindo mais vezes, nos meus braços, teria decorado o seu sorriso para sempre... – ele voltou a cantar, deixando a voz aguda, para a rodinha de garotas que fazia perto dele – O passado não vai ser o mesmo, e eu sinto muito por ter estragado tudo isso. Quando percebo que morri para você, eu vejo que já estou morto há muito mais tempo sem você – as garotas pareciam arrepiadas com a canção, muito empolgadas viram-no cantar. (mistura de trechos de algumas músicas)

Hermione pareceu fascinada pela música também, deu um beliscão em Harry e brincou.

- Será que ele escreveu essa música pensando em você? – riu ela, mas Harry a censurou com o olhar, odiava tocar no assunto de quando eles (Harry & Draco) tinham ficado juntos por uma noite. Era um assunto morto, enterrado, aliás, ele não devia ter comentado com ninguém o fato de ter ficado bêbado e dividir o apartamento com Draco.

- Tento achar que não é assim tão mal... – cantou alto o suficiente para todos ouvirem – O quanto eu te amei... Porque amar foi algo celestial! – ele deu mais alguns toques, para cantar o final – Podia ter sido um doce adeus, mas... Eu fico aqui, sem saber o que fazer, cantando essa última canção!

Ele deu os últimos toques no violão e parou de tocar, sob os aplausos de diversos colegas, na maioria delas meninas. Hermione olhou para Harry, encantada também, ela deu um beijo em seu rosto.

- Ele deve estar sofrendo mesmo se a música diz sobre a vida dele – murmurou Hermione balançando ao lado de Harry.

- De novo! De novo! – gritaram as meninas em coro. Draco pegou o violão, humilde, e voltou a tocar.

Hermione viu em um perfeito ângulo por cima do ombro, Rony e Luna se beijando, de língua, ela cutucou Harry na altura do estômago. Ele desviou o olhar para o canto, vendo a cabeça de Hermione apontar naquela direção, e viu Luna enroscada nos braços de Rony.

- Foi... Foi perfeito! – ele sussurrou com os olhos brilhando de paixão.

- Foi? – gemeu Luna sorrindo, e como se de repente tivesse descido um espírito em seu corpo, ela o empurrou para longe. O que era muito estranho, porque ela correspondera ao beijo e pela expressão parecia ter gostado, mas agora o jogara contra a parede – Idiota!

Luna virou as costas, jogando os cabelos no ar para trás, saiu andando em direção à porta da frente. Rony a alcançou, com a mão em seu cotovelo.

- Por que fez isso? – murmurou ele bobo pelo beijo, mas atordoado pelo empurrão.

- Eu ainda não esqueci o que você fez comigo, você me traiu com a Lilá! – murmurou ela bem pertinho de Rony e puxou o braço de volta, irritada – Isso só foi para te humilhar, babaca!

- Luna, não, por favor... Vamos conversar – ele ficou segurando a porta, mas a garota estava correndo de volta para o carro, com as chaves na mão, prestes a ir embora.

Ele a observou, na calada da noite, o frio gelado percorrer por suas entranhas, Luna estava partindo, e ele não impediria como das outras vezes. Rony ficou para trás, com o olhar perdido, sem saber o que fazer.

- Eu estou disponível – murmurou Bella com um sorriso bobo na face, com o dedo indicador na porta, como se esperasse a noite toda pelo término do namoro entre os dois, só para ficar com o ruivo.

- Quer saber de uma coisa? – Rony bateu a porta em suas costas, Bella esticou as sobrancelhas, pedindo para continuar com a ação selvagem. Ele a empurrou contra o armário de louças, tremendo-o mas sem derrubar as peças. Rony a beijou com muita força.

Draco olhou por cima do ombro, nem um pouco arrependido por não ter beijado Bella, sabia que ela só era do tipo de garota que esfregava os seios no peitoral de qualquer rapaz, virava as costas e ia embora, atrás de outro cara. Draco soltou um suspiro.

- Isabella... Isabella... – murmurou sacudindo a cabeça.

03.06.07

Cedrico estava no trânsito, segurando o volante com firmeza, decepcionado com a política do novo governo. O que acontecia nas ruas de Nova York a esse horário? Os carros sempre estavam ali, impedindo a sua passagem, como sempre. Era irritante enfrentar aquilo todos os dias.

Mudando a estação do rádio, entediado, ouviu uma voz familiar, mas parecia tão familiar que ele sequer conseguia acreditar que aquilo era verdade.

- E... A minha filha estava escutando a sua música em uma festa – disse o locutor – Ela pediu para que você viesse tocar aqui, e fiquei feliz em saber que você aceitou o convite com prazer!

- Ah, o prazer é todo meu – disse a voz de Draco, suave, rindo.

Cedrico sentiu todas as veias do sangue congelarem. Draco. Estava. Na Rádio? Como assim? Ele parecia tão feliz, tão animado, tão alegre. Tão... Distante de lembrar tudo o que acontecera entre eles. Cadê o mesmo Draco de sempre?

E ele começou a cantar uma melodia, Cedrico sentiu as frases encaixarem no seu dia-a-dia, no seu ex-cotidiano. Draco se lembrava de todos aqueles momentos mesmo? A letra era dele? Mesmo?

Cedrico acordou do estado de transe quando estavam buzinando em sua traseira, voltou a acelerar, andando alguns quarteirões até parar atrás de outro carro, compenetrado na música que Draco estava cantando. Na letra...

- Draco... – suspirou ele – Sempre com suas surpresas!

04.06.07

Gina chegou no quarto e a babá tomava conta de seu filho, em cima da cama, ele parecia dormir profundamente. Ela o beijou na testa, angelicalmente. Era tão lindo, era mesmo filho dela.

- Ele se comportou? – perguntou a babá.

Gina vinha fazendo cursinho, aulas particulares, estudava bastante, tudo isso para acompanhar o ritmo da escola e passar de ano, no vestibular, seguir profissionalmente com uma vida digna, que não dependesse para sempre dos favores de Miguel, ou qualquer outra pessoa. Ela olhou para o envelope cheio de dinheiro em cima da cômoda, era de Harry, mandara dez mil reais, mas ela não tinha coragem de gastar o dinheiro suado de pai de seu filho.

Em suma, a babá vinha ajudando Gina em todos os horários, as duas revezavam para cuidar do bebê. Ela ajudara muito, Gina nem sabia como agradecer.

- Ele é um anjinho – respondeu a babá passando a mão pela cabeça do neném.

- Obrigada – agradeceu ela, muito encantada.

06.06.07

- Nossa... Essa música é do Draco – disse Hermione sentada em um banquinho, ao lado do balcão, vendo Harry limpar as mesas em volta. Estava em um horário de folga, aproveitava esse tempo ao lado do marido.

- Ele está mesmo fazendo sucesso! – avaliou Harry borrifando água misturada com álcool, passando um pano em seguida nas mesas – Como uma pessoa pode fazer sucesso em tão pouco tempo? Quero dizer... A música dele nem era tão famosa assim.

- Ele conversou com as pessoas certas, não é mesmo? – continuou Hermione – Além do mais, ele já foi muito famoso uma vez, agora só está continuando a carreira. Draco já apareceu em centenas de revistas, pôsteres, jornais, parou por um tempo, mas está de volta, foi fácil, não foi? É difícil admitir, mas a música dele é agradável...

Harry não concordou, amarrou a cara e continuou a limpar o lugar, Hermione conversava com ele, girando na cadeira, mesmo trabalhando.

- Vou ligar para ele! – disse Harry tirando o bolso de dentro do bolso, que estava tampado pelos cordões do avental. Ele discou um número com os dedos.

Hermione ficou tamborilando os dedos na mesa, olhando o perfil de Harry.

- Cara, uau! A sua música é muito boa, já está fazendo muito sucesso, muitas pessoas estão cantando por aqui! – disse Harry com um sorriso no rosto, parecia tão amigável com o loiro.

Ele respondeu alguma coisa por um tempo, e Harry voltou a elogiar a música, os dois riram por algum tempo. Harry desligou, virou para Hermione e murmurou.

- Ele está muito contente com o sucesso da música, e diz que a gravadora quer que ele faça um disco urgente para aproveitarem o embalo da fama!

- Aposto que nenhum cantor ficou famoso tão rápido – disse Hermione ficando em pé, dando um selinho no noivo – Bom, agora preciso ir trabalhar ou Edward Cullen vai ficar irritado comigo!

- Bom trabalho.

- Idem!

08.06.07

Luna, é claro, estava adorando ser paparicada por Rony durante esses tempos. Ela era uma garota adolescente, cheia de hormônios, e as outras garotas viviam comentando a sua falta de gosto para roupas, modelos, etc. Agora, um dos garotos mais bonitos, e famosos de Hogwarts corria como cachorro atrás dela.

Para seu próprio espanto, ela conseguia se contentar, recusar seus convites, fazendo-se de difícil. E o que mais lhe impressionava, era que isso estava dando resultados, Rony caia como apaixonado em seus braços. Ela contava com isso, porque um dia não cederia mais, e esse dia estava para chegar.

Luna levantou de seu quarto, olhou para o lado e viu o celular em cima da mesa. Fazia algum tempo que ele não ligara, tinha esquecido dela? Tinha partido para outra? Luna não suportava pensar nisso, não podia tê-lo perdido.

Houve boatos na escola de que Bella, a irmã de Hermione, tinha "ficado" com Rony durante a festa, mas ela não achava que fosse verdade, porque tinha ido embora quase meia-noite, e ele parecia desapontado demais para beijar qualquer outra pessoa. No entanto, isso eram só algumas hipóteses.

Luna pegou o celular, com discagem rápida, a voz de Rony apareceu.

- Eu... Eu sinto muito – ela murmurou – Muito mesmo por tudo, Ronald!

- Me chame de Rony! – disse do outro lado da linha, muito contente.

- O próximo vôo para Chicago é às nove horas da noite! – disse ela olhando o site da companhia aérea aberto – Você me pega no aeroporto?

- Por que não vem de ônibus? Chega mais rápido porque ele sai agora, às seis horas da noite... Ficarei muito contente em recebê-la! – murmurou contente do outro lado da linha – Ah... Luna! Como eu te amo!

- Eu também! – resmungou ela cheia de lágrimas. Estava disposta a correr atrás de Rony, fazer uma loucura de amor, se entregar a essa felicidade que estava guardada, esperando a vez deles.

Luna pegou sua bolsa Prada, trocou de roupas rapidamente, sem se importar com a combinação e saiu em disparada, passando pela sala, com as chaves do carro cintilando nas mãos.

- Aonde vai filha?

- Eu... Vou ver o amor da minha vida, papai! – disse ela alegre – Não tenho muito tempo! – ela viu no relógio todo feito de ouro.

- Por acaso, não é o Rony Weasley, não é mesmo? – perguntou a sua mãe, Vera Lovegood, aparecendo da cozinha, com uma lata de refrigerante nas mãos.

- Mãe, por favor!

Vera apontou com o indicador na direção da garota.

- Se você voltar a se encontrar com ele, eu juro... Eu juro que te expulso de casa!

- Mãe, por favor, não seja tão imbecil, eu o amo, e...

- Você o que? – perguntou ela histérica – Ele é um pobretão, não tem onde cair morto! Você viu o que aconteceu com a sua amiguinha que ficava zanzando por aqui? Terminou grávida, sem pai!

- Gina está muito feliz, mamãe. E não a ofenda, ela continua sendo a minha melhor amiga! – Luna parecia irritada, o seu pai não se pronunciava sobre, a garotinha do papai buscou ajuda com o olhar, mas ele ergueu o jornal, evitando as responsabilidades como pai.

- Eu juro que se vocês voltarem a namorar, eu vou estragar a vida dele! – murmurou Vera deixando bem claro para Luna que odiava Rony – Da outra vez, eu fiz vocês terminarem. E dessa vez, eu não vou deixar vocês chegarem perto, ou meu nome não será Vera Loony Lovegood!

Luna tinha os olhos cheios de lágrimas, e não pretendia se arriscar contra as ameaças da mãe. Até pensou em mentir, mas ela descobriria facilmente quando a filha não voltasse pela manhã do dia seguinte, por ter passado a noite na casa do namorado. E... Cedo ou tarde, ela saberia que estava com Rony. Vera o odiava mortalmente. Era uma espécie de Voldemort na vida dele. Ele sequer sonhava que Vera não gostava dele.

Luna voltou para o quarto, aos prantos, imaginando Rony esperando por ela na rodoviária, sem notícias dela.

Nota do Autor: Eca! Que música era aquela que o Draco escreveu para o Cedrico? Desculpa, sou péssimo para composição... Fui escrevendo qualquer coisa que saía da minha cabeça! Eca. Eca. Eca. Desculpem fazê-los passarem por isso, mas... Essa música vai ser importante para o fim da fanfic!

Nota do Autor (dois): Fui ver Twilight ontem (Crepúsculo), muito bom. Achei a Bella maravilhosa, e muito parecida com a Blair Waldorf de Gossip Girl. Só para vocês terem uma base da imagem da Bella na fanfic, apesar de eu descaracterizá-la totalmente, ok? Estou ciente disso! Só queria mesmo uma personagem diferente para história! Aliás, o Edward também é novo nessa história, e... Ele vai aparecer mais vezes.

Nota do Autor (três): Próximo capítulo... Será postado na segunda que vem (dia:7 de janeiro de 2009), que triste, o ano tá acabando, to ficando velho... E ANO QUE VEM POSSO ME CASAR, já faço 18 anos. Ainda mais eu que adoro escrever histórias de romance, casamentos. Anyway... Como vou viajar no Reveillon, vou deixar o capítulo para segunda... Ao invés de postar na sexta. E... Me contem como foi o Natal de vocês! Quero saber, hein. Espero que tenham um excelente 2009, que todos os seus sonhos se realizem nesse ano que vem vindo, vamos nos divertir, continuar caminhando juntos... Não somente como leitores mas como amigos, principalmente! Sucesso, paz, alegria, saúde. E lutem por qualquer sonho que tenham... Porque sonhos não podem ser medidos!

Respondendo as reviews:

Shakinha: Essa semana tava com um tempinho sobrando e passei nas suas fanfics, nossa... Realmente são muito boas, você escreve com sentimento mesmo, dá até para sentir isso. Hauhauha, voltando a essa fanfic... Bem, a Bella é chata mesmo, mala... E vai fazer de tudo para conquistar o Harry, isso é fato! E o Miguel e a Gina tendem a crescer... No próximo capítulo eles vão avançar "um passo" nesse relacionamento, e é um dos momentos mais bonitos que eu escrevi na minha fanfic inteira, ou pelo menos eu achei... O momento tinha "tensão", sabe? Estilo Sr. e Sra. Smith! XDD. E sim... a Hermione e o Edward vão trabalhar juntos na escola (embora isso não seja muito bom, sabe... Muitos juntos, eu quis dizer). Nossa, espero que você se divirta lendo os livros da Meyer, são muito bons mesmo! Sucesso para você em 2009, querida. Beijos!

Nane Curti: HHAUHAUHA, quase dormiu para fora por minha culpa! E aquela sua foto, hein? Meu... Não sei como você ainda não pousou para uma revista feminina... Impossível. Se eu fosse você entrava para o Big Brother, as pessoas iam adorar os seus peitos! Voltando... Voltando... Ainda acho que o Miguel seja "gente boa" com a Gina por deixar tudo isso acontecer... E outra, O MIGUEL AMA A GINA, isso é óbvio... E vai se tornar mais óbvio no próximo capítulo! E peça pro seu pai me trazer presentes também... Posso ajudá-lo a entrar no mercado consumidor, HEHEHE, posso ajudar com os patrocínios aqui na fanfic, só para começar, e talx. XD. Beijos! Feliz 2009!

Tathy_Chan: Ham... saiu o resultado dia 23? Ou vai sair só dia 23 de janeiro? Mande notícias, estou torcendo por você! Eu não passei em nada por enquanto, hauhauhau, mas eu não ligo, sempre quis fazer um ano de cursinho, acho chique ter pessoas de várias idades na sua sala! Enfim... Ah, apesar do Rony e da Luna estarem ganhando destaque nesse capítulo... O próximo capítulo é equilibrado, tem mais Miguel e Gina. E sim, o Rony tá caidinho pela Luna e vice-versa. HAUHAUHAHA, sim, os adolescentes adoram álcool – confesso que eu também. xD, mas socialmente só. Enfim, feliz 2009, querida. Sucesso. Beijos!

Patty Carvalho: Adorooooooooo quando a Luna despreza, pisa, xinga o Rony... Adoro, ele merece. Fez muita sacanagem com a Luna na temporada passada, mas é que as pessoas esquecem. Aos poucos a Luna vai se vingando... E aos poucos eles vão voltando até se ajeitarem, quem sabe. E... Agora vem vindo essa Bella como um furacão para destruir os casais. Mas eu gostei dela no filme... Até me arrependi de fazer uma Bella descaracterizada, devia ter feito ela como uma personagem séria, mas agora já foi... Aconteceu e ela vai continuar assim. E o Miguel e a Gina estão se entendo, eu até gosto do relacionamento deles, um cuidando do outro como se fosse pai e filha. Ele tem tanto carinho por ela... Bom, é isso. Feliz 2009, beijos, sucesso!

PRÓXIMO CAPÍTULO:

- Você nunca usa roupas? – perguntou Harry ao olhar para Bella totalmente nua.

- Não – respondeu inocente.

- Elas são bem úteis! – disse Harry.

- Eu sei, obrigada! – ela continuou a colocar o suco no copo, sem se atrapalhar pela presença do rapaz, estava ficando craque em não se intimidar mais.

- x-

- Viu o que? – Luna tentou parecer natural – Eu fazendo trabalho? Como?

- Eu vi você e aquele moleque-de-rua aos beijos na frente da escola, Luna Loony Lovegood! Como ousa? Como ousa desonrar o meu nome saindo com um aquele garoto vestido de trapos?

- O que as pessoas usam não definem o que elas são por dentro, mamãe! – retrucou Luna furiosa com o materialismo de sua mãe.

- Coisa boa que não é, filha! Pessoas assim moram em favelas, e sabe o que elas fazem nas favelas? Matam, seqüestram, dão tiros! Cresça, minha filha!