Décimo terceiro episódio.

O padrasto de Tiago.

Data: 24/06/2007.

Anteriormente no Seriado Potteriano:

Luna ligou no celular de Rony, desesperada.

- Eu sinto muito por tudo. Como eu posso enganar o meu coração dessa maneira? Eu te amo, Rony. E eu preciso te ver essa noite.

Luna pegou as chaves do carro, quando a mãe parou-a no meio da sala.

- Se você voltar a se encontrar com aquele pobretão do Weasley, eu juro que vou acabar com a vida de vocês dois! – ameaçou a sua mãe. Luna sentiu vontade de chorar.

- Você nunca usa roupas? – perguntou Harry.

- Não – respondeu Bella inocente.

- Elas são bem úteis! – disse Harry.

- Eu sei, obrigada! – ela continuou a colocar o suco no copo, sem se atrapalhar pela presença do rapaz, estava ficando craque em não se intimidar mais.

- Certo, vou fingir que não vi – disse ele virando as costas para o quarto.

- Não pode! – sussurrou ela provocante, em seus ouvidos

- Eu... Eu estou gostando de você de novo! – disse Miguel sincero, com os olhos brilhando – E... Isso complica as coisas entre a gente! Quero dizer, eu tenho namorada, e você... Bem, você tem o Tiago, tem o Harry, e...

Gina abriu a boca várias vezes para escapar algumas frases, mas nenhuma delas parecia conveniente ou completas o suficiente. Miguel quis poupá-la de pensar em qualquer coisa, e prosseguiu.

- Eu... Eu já tomei a minha decisão – respondeu firme – Eu... Eu quero optar por salvar o meu namoro!

- Tudo bem, eu vou embora! – disse Gina com a cabeça erguida.

- Você é o senhor Draco Malfoy?

- Eu mesmo! – respondeu ele pelo celular.

- Aqui é da MTV, gostaríamos de contratá-lo para cantar a música ao vivo, na televisão.

- Claro, sem problemas. Que dia?

- Você... Estava aonde, minha filha? – perguntou Vera que tinha visto Rony e Luna se beijarem na saída do colégio.

- Ela... Bem, não sei, estive na casa da Érica o tempo todo – resmungou Luna.

- Eu vi você e aquele moleque-de-rua aos beijos na frente da escola. Você não vai sair nunca mais nos finais de semana. Até o final desse ano.

- Mãe, isso é prisão domiciliar! – berrou Luna abobada com a proposta de sua mãe.

- Chame como quiser, mas as coisas serão assim daqui para frente, a não ser que você termine de uma vez por todas com ele.

De supetão, a porta se abriu, Miguel estava parado na porta, com o rosto marcado por três arranhões bem visíveis que iam do nariz, passavam pelas bochechas e terminavam no pescoço.

- Miguel? – gemeu Gina ainda com o telefone preso entre o ombro e a orelha – O que aconteceu?

- Ela... Ela foi embora – ele parou ofegante e finalizou – Para sempre!

- Mas...

Miguel andou até ela, puxou-a com as mãos para um delicioso beijo nos lábios.

24.06.07

Gina terminou de beijá-lo, sentindo cada vez mais sede por aquele carinho que encontrar nos braços de Miguel. Eles se abraçaram por alguns minutos, sentindo a respiração pesada, de cada um.

- Eu, eu te amo, Gina Weasley, e desculpa por estar aqui, dizendo isso novamente.

- Eu também – murmurou ela ainda abraçada, fechando os olhos com firmeza, tentando não falar muita coisa – É muito bom estar com você outra vez, Miguel!

- Gina? Gina? – eles escutaram um barulho de chiado.

Gina se soltou dos braços de Miguel para atender ao telefone, ele a segurou no meio do caminho, foi até o chão, pegou no telefone e atendeu.

- Gina?

- Não, é o Miguel, digo, namorado dela – respondeu ele corando de leve nas bochechas, não sabia ao certo a sua relação com Gina dali para frente, mas resolveu decidir as coisas por ela naquele momento.

Gina devolveu as bochechas vermelhas, sorrindo de volta para Miguel, achando muito fofo a atitude que ele estava tomando. Ele não parou por aí.

- Não, Gina não vai mais fechar negócio com nenhum dos apartamentos! – respondeu sorrindo.

Gina arregalou os olhos. O que isso significava? Ele estava desfazendo a negociação dos apartamentos? Como assim? Ele não tinha permissão para tanto... Gina avançou com a mão na direção de Miguel para tirar o telefone de seus ouvidos, quando ele disse.

- Gina Weasley vai morar comigo – respondeu ele para a mulher – Sim... Tchau! – e desligou o telefone com um "bip". O rapaz ergueu os olhos verdes na direção dela, Gina estremeceu, isso só podia significar uma coisa.

- Sim, eu aceito morar com você! – gargalhou ela em sua direção, beijando-o outra vez. Os dois ficaram um bom tempo se beijando.

27.06.07

Cedrico estava correndo no meio da multidão para alcançar o homem loiro à sua frente, seus cabelos cor de gema, eram lisos e penteados para trás com ajuda de uma boa camada de gel para fixação.

- Draco, Draco! – chamou ele segurando em seu ombro.

O rapaz se virou em sua direção, com os olhos em espanto.

- Cedrico, hei, cara, você por aqui! – Draco apertou a mão do rapaz, percebendo que estava na mesma altura que ele durante esses meses todos em que não se encontraram, havia crescido.

- Eu... Eu ia te pedir um autógrafo se você não estiver muito ocupado! – Cedrico viu a camiseta de Draco com a foto e o nome de sua banda.

- Não diga bobagens! – riu Draco.

- Eu vi você passando, e... Eu estou trabalhando naquele banco – o mais velho indicou a com a cabeça o estabelecimento, Draco avaliou com os olhos, concordando.

- Ótimo lugar. Foi promovido, por acaso? – avaliou Draco, vendo Cedrico muito feliz.

- Sim – comemorou sorridente – Conseguiram me mandar para um setor que mexe com a região, cuido de tudo aqui em volta.

- Certo, certo! – Draco sorriu em resposta.

- Tenho escutado sua música pelas rádios, está fazendo um ótimo sucesso – comentou Cedrico dando um sorriso de volta.

- Oh, não! – gritaram duas garotas, adolescente, na direção dos dois – Aquele é o Draco Malfoy? Não me diga... Ele. Aqui?

Os dois viraram o pescoço na direção das meninas, elas estavam revirando a bolsa procurando o celular para tirar foto. A loira entregou o celular aberto para Cedrico.

- Por favor, tira uma foto minha com ele? – ela abraçou Draco de lado, sorrindo.

O loiro não teve outra opção, a não ser sorrir, a menina um pouco mais gorda, o abraçou também, pedindo mais fotos. Terminada a seção de fotos e autógrafos para mais quatro jovens, Draco pediu para ser retirado daquela calçada.

- Conheço um restaurante ótimo, por que não vamos almoçar juntos? – convidou Cedrico – Fica tranqüilo, ele é bem reservado!

- Ótimo, vamos! – concordou Draco.

Os dois caminharam conversando sobre o cotidiano até chegarem a uma churrascaria feita por portas de vidro na entrada e por dentro era toda cheia de madeira, inclusive as escadas eram feitas de madeira com verniz.

- Um lugar lá em cima, na área de não fumantes! – disse Cedrico para o garçom que os acompanhou até uma mesa em um lugar mais discreto.

Os dois se sentaram frente a frente, conversando sobre a vida pessoal de cada um deles, como estavam as coisas, mas não tocavam em assuntos particulares, como o coração.

- Eu... Eu adorei a sua música, de verdade – avaliou Cedrico tentando não corar, mas foi impossível, Draco notou rapidamente, mas não pegou como uma indireta.

- Eh... Inspiração! – brincou.

Na verdade, foi naquele exato momento, que ele se sentiu mais à vontade na presença de Cedrico, mesmo após terem terminado. Talvez nunca mais voltassem a ter aquele relacionamento de antes, mas podiam ser bons amigos. Tinha passado por tantas coisas juntos, tantas emoções. Por que não compartilhar tudo isso agora? Uma amizade tão bonita, saudável.

Draco, é claro, tinha um fundinho de esperança em ver as coisas voltarem ao normal, mas estava cansado daquela relacionamento gangorra. Eles iam e voltavam a namorar, de modo que chegava a cansar ambos. Talvez, só amizade mesmo.

- Eu vou precisar de mais inspiração para terminar as novas canções do CD – disse Draco sério – E... Vou precisar de ajuda. Você não se importaria de me ajudar a escrever?

- Claro que não – Cedrico sorriu – Estou aqui para te ajudar!

29.06.07

Hermione chegou cansada do cabeleireiro, fechou a porta ao passar, olhou no relógio. Era bem tarde, Harry já devia ter chegado em casa, ainda mais hoje que era dia de jogar vôlei com alguns amigos do prédio.

Ela passou pelo apartamento escuro, somente iluminado pela penumbra da noite, foi o suficiente para atravessar a sala de jantar, já que o teto era todo feito de vidro. Chegou na sala de estar sem causar problemas quando ouviu um barulho de água corrente por ali. Devia ser Harry tomando banho.

Ainda sem fazer muito barulho com o salto no chão, Hermione chegou ao corredor, mas percebeu que o barulho de água não vinha do seu quarto (do seu banheiro), mas sim do quarto de visitas, ao lado. Mas por que o barulho de água estava tão alto?

Hermione passou para verificar quando viu uma fresta de luz iluminar um pedaço do quarto, aproximou ainda mais para constatar, era a irmã tomando banho, completamente nua, mas não era isso que a espantava. E sim o fato dela estar fazendo isso com a porta aberta.

- Bella? O que está acontecendo? – perguntou Hermione enraivecida, entrando pelo banheiro.

- Ei! – Bella não puxou a toalha no primeiro instante, talvez porque achava que fosse Harry, mas quando viu que era Hermione, ela se cobriu rapidamente – Não tenho privacidade mais?

- Você quer falar de privacidade com a porta aberta? Pelada? Sério? – retrucou Hermione rubra de raiva – Tem certeza disso?

- Eu... Eu esqueci! – disse com os cabelos molhados, jogados para trás.

- Não se faça de estúpida! – Hermione estava furiosa como nunca – Se eu pegar você assim, novamente, sem roupas e dando sopa pela casa, eu juro... Eu juro que você vai sair pela sacada!

- O problema não é de quem toma banho com a porta aberta e sim de quem espia – retrucou Bella achando que ainda tinha razão – Se você não confia no seu marido, o azar é seu!

- Ora, sua... – Hermione apertou as unhas contra a mão com tanta força que quase sangrou as palmas da mão. Queria dar um soco na irmã, puxar os seus cabelos com força e jogá-la várias vezes contra a parede. Mas não podia – Isso... Não vai acontecer de novo, eu garanto!

Hermione virou as costas e saiu, batendo a porta ao passar. Ela correu furiosa de volta para o quarto, soltando fumaça pelas narinas.

E se Harry tivesse chegado primeiro? Ele teria visto Bella toda nua pela porta aberta? Hermione odiava imaginar essa cena em sua cabeça, isso a enfurecia.

30.06.07

Luna escreveu uma carta cheia de coraçãozinho para o seu namorado, esborrifou algumas rachadas de perfume, e com uma letra toda delicada, fez um pedido de desculpas por ter que namorar apenas por telegramas agora que a sua mãe a trancava como uma escrava dentro do carro, tratando-a a pão e água.

- Você poderia entrar para o meu namorado? – pediu Luna para Collin, que estava visitando a sua casa freqüentemente para ouvir os desabafos da amiga.

- Sem problemas – Collin tirou a mochila de lado das costas, guardou a carta e voltou a encaixar a mochila nas costas.

Os dois se despediram com um beijo na bochecha, o garoto saiu pela porta da frente, e foi diretamente pegar o ônibus, quando no mesmo ponto, encontrou uma garota loira, sorridente, carregando materiais escolares.

- Lilá, há quanto tempo! – cumprimentou Collin surpreso – O que faz por aqui?

- Eu... Estava fazendo trabalho da faculdade na casa de uma amiga minha. Como está você, Hogwarts?

- Bem, bem, acabei de passar na casa de Luna para conversar um pouco, sabe... Tirar a tensão da véspera do vestibular.

- Luna? – perguntou Lilá com uma das sobrancelhas erguidas, interessada no assunto – Nós éramos super amigas na época da escola.

- Sério? Nunca vi vocês andando juntas... – murmurou Collin desconfiado, e seu ônibus parou, abrindo as portas para que ele entrasse – Bem, vou indo, tchau!

- Também vou nessa direção! – respondeu Lilá surpresa – Er... Bem, moro por essas bandas! – ela corou e subiu atrás de Collin dentro do ônibus, conversando com ele ainda – Então... Conversaram bastante?

- Um pouco – ele murchou os ombros – Coitada! Ela foi proibida de sair de casa pela mãe, porque ela acredita que Luna esteja saindo com Rony outra vez!

- Nossa, jura? O Rony e a Luna voltaram mesmo então? – perguntou Lilá surpresa – Quero dizer, eles se amavam durante o colegial! Que bom... Torço muito por eles!

- Ela até mandou uma carta para eu entregar ao Rony! – Collin apontou com o polegar para a mochila – Eu costumava visitar muita a Gina, éramos amigos, sabe. Agora quase não tenho tanto contato, mas assim que possível, eu passo por lá para deixar a carta à senhora Weasley!

Lilá pensou alguns segundos e disse animada.

- Ah, que coincidência, eu estou saindo com Fred, sabe... O irmão de Rony, e hoje mesmo eu vou para lá. Só vou passar em casa, tomar um banho, trocar de roupa, sabe... Adoro chegar cheirosa para o meu namorado!

- Jura? Que bom! – Collin fez pouco interesse.

- Ah, mas se quiser... Eu posso fazer esse favor para Luna, tenho certeza de que Rony receberia a carta ainda essa semana, ao invés de você ter que passar lá, e tudo mais...

- Você faria isso por mim, sério? – Collin parecia animado também – Tenho alguns trabalhos de Biologia para fazer – ele entregou a carta nas mãos de Lilá – Obrigado por fazer esse favor, e diga a Sra. Weasley que mandei um beijo a ela, certo?

- Sem problemas – riu Lilá toda bem humorada, segurando a carta nas mãos – Nem precisa comentar com a Luna, tenho certeza de que ela ficaria ainda mais surpresa se a carta chegasse o quanto antes nas mãos de Rony.

- Certo, vou dizer a ela que não entreguei para ninguém ainda.

- Isso! Surpresas sempre são bem vindas! – Lilá o beijou no rosto, fazendo Collin corar – Bom, eu vou ficando por aqui, te vejo por aí, querido.

- Ah, obrigado – agradeceu Collin outra vez – De verdade.

- Por nada, vai ser um prazer! – Lilá virou as costas e foi até o fundo do ônibus, rindo à toa. Talvez Fred fizesse bem a ela.

03.07.07

Edward Cullen se aproximou elegante, como sempre, da mesa de Hermione. Ela estava perdida no meio de tantas provas para corrigir.

- Muito trabalho? – perguntou ele puxando uma das provas para ler.

- Sim, são redações! – ela ergueu a cabeça para ele – Dos meus alunos, eles são muito inteligentes! – respondeu ela contente.

Edward sorriu enquanto rolava os olhos pelo papel, assentiu e devolveu à pilha.

- Você não vai sair para almoçar comigo hoje?

- Que horas são, afinal? – perguntou ela espantada, erguendo o braço – Céus, o tempo passou muito rápido, achei que ainda fossem umas dez horas!

- É incrível como o tempo passa quando a gente se diverte! – Edward riu, dando algumas palmadinhas educadas nas costas de Hermione.

Hermione terminou de avaliar aquela redação, separou as redações em duas pilhas: as corrigidas e as não-corrigidas. Pegou a bolsa pendurada na cadeira e saíram da sala dos professores, conversando.

- Sério, você é o diretor de escola mais novo que eu já conheci – respondeu Hermione rindo.

- Ah, não seja puxa-saco! – brincou ele – Eu já tenho quase meus trinta anos!

- Mas é sério, eu imaginava alguém bem mais velho, com cabelos grisalhos!

- Ah... Bem, é o que todos acham mesmo! – ele sacudiu os ombros rindo – Você também não parece muito mais velha, tem cara de menininha.

Hermione riu.

- Completo vinte mês que vem! – respondeu ela.

- Nossa? Jura? – fingiu espanto - Você parece ter uns vinte e sete! – brincou Edward.

Ela deu um soquinho de lado no diretor, admirada por conseguir tanta intimidade com alguém mais velho e tão experiente. Nem mesmo na época de amigos, tinha a mesma intimidade com Harry ou Rony. Tá, às vezes tinha sim!

E os dois foram caminhando, conversando, até o restaurante onde freqüentemente almoçavam todos os dias.

06.07.07

Miguel estava brincando com Tiaguinho no colo, o mais velho fazia aviãozinho com o garoto de meses nos braços. O garotinho adorava porque soltava as suas primeiras gargalhadas que animaram ainda mais o padrasto.

- Tão lindo ver vocês juntos! – comentou Gina na porta, de braços cruzados.

- Amor, você chegou! – comemorou Miguel com um sorriso no rosto.

- Faz uma meia hora! – riu Gina tirando a bolsa, colocou-a em cima da escrivaninha e deitou na cama, ao lado do namorado, aplicando um selinho em seus lábios – Vocês dois se dão muito bem.

- Eu sei, Tiaguinho é um doce de criança, não o vejo chorar!

- É porque você cuida bem dele – sussurrou Gina bem pertinho do rosto de Miguel, ela passou os dedos pelos cabelos dele, colocando alguns fios atrás da orelha.

Eles deram um beijo calmo e lento, só foram interrompidos pelas gargalhadas de Tiago que assistia os dois, deitado na cama.

- Precisamos sair em família, qualquer dia desses – comentou Gina olhando para Miguel, como se ele fosse realmente pai de Tiago.

Ma era como se fosse mesmo...

09.07.07

Hermione chegou em casa, cansada, já era bem tarde da noite, mas normalmente ela vinha por esses horários agora que a carga horário de provas, trabalhos vinha aumentando. E o vestibular da garotada estava muito perto, não daria ao luxo de burlar o trabalho, pelo contrário, daria o sangue por ele.

- É quase meia noite – comentou Harry sentado no sofá, esfregando os olhos de sono.

- Eu sei, meu amor! Eu sinto muito, me desculpe – Hermione sentou bem nos pés dele, tirou as meias e começou a massageá-los – Mas é o meu trabalho agora...

- Vou começar a ter ciúmes – resmungou ele baixinho, sonolento.

- Não seja bobo – ela tirou as botas pretas de camurça de cano alto, colocou aos pés na direção dele – Você faz massagem em mim e eu faço em você, fechado?

- Fechado! – riu Harry se mexendo para se sentar, segurou os pés de Hermione, deu uma cheirada de longe e fez uma careta – Você costuma tomar banho?

- Ah... – ela ficou corada – Estou com preguiça! Estou exausta de tanto serviço... – ela jogou os braços para trás do sofá – Acho que vou desmaiar!

- A massagem! – lembrou Harry esfregando os pés – Não tira as mãos daí!

Hermione fez um "Ops" distraído e voltou a brincar com os pés do marido. Eles deram várias gargalhadas no sofá, perdendo a noção do tempo em que ficaram ali, namorando, curtindo o momento. Eles quase não tinham tempos juntos mais. Era um entrando e o outro saindo.

Era quase duas horas da manhã quando Hermione entrou no chuveiro, Harry pensou em ir também, mas com o tempo frio, ele preferiu ficar coberto com o edredom no quarto, esperando pela esposa. Hermione, já de camisola, deitou ao lado dele na cama e deu um beijo nele de boa noite.

- Eu... Eu preciso te dizer uma coisa antes de irmos dormir – ele murmurou no escuro, mas vendo o rosto dela pela penumbra – Eu quero visitar o meu filho no final do mês.

- E que mal tem isso? Quero dizer... Você falou com uma voz cheia de medo e mistério – Hermione parecia passiva.

- Sei lá, a Gina vai estar lá, você sabe – ele estava meio incomodado por Hermione não sentir nem ao menos um pouco de ciúmes.

- E que é que tem que a Gina vai estar lá? Eu confio em você.

- Ah, certo. Obrigado – Harry sorriu – Se você quiser ir também.

- Não, obrigada, meu amor, mas eu tenho tanto trabalho – ela acariciou o rosto dele e deu um beijo em sua testa, como ela fazia constantemente quando ainda eram apenas amigos – Eu dou o maior apoio para você ir ver o seu filho! – ela deu um suspiro – Também ia se não tivesse tão ocupada.

Ele deu um selinho nela. E os dois ficaram em silêncio, Hermione se aninhou nos braços de Harry, com o edredom até seus ombros, ali ficaram trocando beijos e carícias até caírem em um sono profundo.

12.07.07

Cedrico estava saindo do trabalho, com a maleta e o seu notebook dentro, abotoou o terno no corpo para não sentir tanto frio, ao terminar de fazê-lo, viu um homem na esquina, vendendo CD's originais de música.

- Você tem o novo sucesso... De Draco Malfoy? – perguntou Cedrico tirando os dólares da carteira.

- Não, se esgotou, mas vai encontrar na banca da esquina de lá – apontou o senhor para o outro lado da praça.

- Certo. Obrigado – Cedrico deu duas palmadinhas nos ombros do rapaz e atravessou a rua assim que o sinaleiro permitiu.

Parou na banca da esquina, comprou o CD novo. Cedrico observou a meia face de Draco na capa do CD, parecia muito macabro, principalmente as luzes escuras e a facha de cabelos caindo na fecha, na frente dos olhos. Não podia negar o quanto sentia falta de Draco.

Cedrico girou a chave do carro no dedo, sabia que não devia procurá-lo, mas... Não sabia até quando podia viver com esse sentimento de ver o seu ex-namorado (e grande amor) fazer sucesso na televisão, estar rodeado de centenas de pessoas populares, enquanto ele só se afundava na vida profissional e nos negócios.

Cedrico virou para o vendedor e perguntou.

- Pode embrulhar todos os CD's do Draco.

- Como assim? Todos?

- Sim, vou levar todos!

15.07.07

- Eu sabia que podia encontrá-lo! – disse Lilá saltando na direção de Rony após uma partida árdua de vôlei. Ele estava todo suado, pingando, com a bola pendurada embaixo do sovaco.

- Que... Surpresa! – disse Rony sem reação, sendo abraçado com força por Lilá que parecia uma das fãs malucas que se jogavam em sua direção – Não achava que fosse estar por essas redondezas.

- Estive visitando uma tia aqui em Chicago, então eu me lembrei que você estudava aqui, resolvi passar e dar um "alô".

- Obrigado – sorriu Rony – Como andam as coisas em Nova York?

- Ah, muito simpáticas, estive saindo com o pessoal da escola essa semana. Sabe? O terceiro colegial que ainda ficou por lá.

- Não diga... O pessoal é bacana? Viu a Luna por lá?

- Vi, vi sim – Lilá disse virou para trás, procurando um zíper na mochila – Falando nela... Ela me pediu para entregar isso a você!

Lilá tirou uma carta modificada de dentro, entregou a Rony com a mesma letra de Luna. Havia uma foto dos dois no meio de tudo isso.

- Ela ouviu eu conversar com umas amigas que vinha para Chicago e pediu urgentemente para te entregar isso – Lilá viu ele rasgando o envelope para ler a carta, sentiu um embrulho no estômago. De repente, ela resolveu acrescentar mais informações para garantir a Rony que a carta era mesmo de Luna (mas não era) – E... Você sabe como andam as coisas para o lado dela, não é? A mãe de Luna, Vera, andou proibindo-a de ver você!

Rony terminou de rolar os olhos pela carta, olhou para Lilá com desconfiança.

- Isso é mesmo de Luna?

Lilá estendeu o celular.

- Quer mesmo que eu ligue para casa dela e pergunte? – ela colocou uma das mãos na cintura, confiante. E rezou para que Rony dissesse que não precisava da ligação.

- Não, não precisa – resmungou, convencido. Lilá quase soltou uma baforada de alívio, mas se segurou.

Rony rasgou a carta em mil pedacinhos, jogou todos eles no lixo, de uma só vez.

- E... Então, Lilá, o que quer fazer hoje à noite? – perguntou com os olhos tristes, quase cheios de lágrimas por ter tomado um "suposto" fora de Luna.

Nota do Autor: Sorry, escrevi o capítulo às pressas e estou indo viajar. Nem responder os coments, nem postar preview vai dar hoje. Sinto muito, mas o capítulo está aqui. E... Até a próxima segunda-feira (se eu chegar de viagem). Beijos, desculpa. Comentem mesmo assim, please!