Décimo oitavo episódio.

Como o planejado.

Data: 01/10/2007.

Anteriormente no Seriado Potteriano:

Harry agachou, pegou um envelope, e era a anulação de seu casamento.

- Gina... Estou voltando para Nova York! Eu e a Hermione estamos nos separando.

Cedrico e Cho se beijam no Central Park.

Miguel deita Gina na cama, todo carinhoso.

- Você quer isso?

- Eu quero – e eles se beijam.

- Por favor... Não vá! – pediu Harry.

- Eu sinto muito – Hermione também estava chorando – E não é pela Bella, acredite em mim!

- Por que? Como assim "o seu plano"? – perguntou Edward curioso.

Hermione segurou as mãos quentes de Edward com firmeza.

- Eu só quero que ele seja feliz com alguém, pelo resto de sua vida!

01.10.07

Harry pegou algumas roupas no guarda-roupa, e o seu quarto estava uma bagunça, com muitas malas espalhada por toda a cama. Bella apareceu na porta, vestindo uma roupa decente, finalmente.

- Harry?

- Bom dia! – disse ele sem dar muita importância.

Bella parou vendo o homem dobrar as suas roupas dentro das malas em cima da cama.

- Vai para algum lugar?

- Embora! – disse Harry sinceramente – Sei lá, para um hotel, qualquer lugar!

- E... Por que não fica aqui?

- Eu... Eu não suportaria ficar morando no mesmo teto que você! – respondeu grosseiro, não era uma caridade, era um confinamento – Quero que você fique aqui!

Bella merecia ouvir isso e muito pior, permaneceu calada por vários minutos, vendo-o terminar de arrumar as malas.

Harry foi puxando os zíperes das malas, e aos poucos foi levando-as até o carro, a garota ofereceu ajuda, mas ele disse que não precisava.

- O apartamento é seu, não é meu – lembrou Bella com dó de ver um homem tão forte quanto o Harry estar tão destruído, tão acabado, tão envelhecido.

- Pode ficar com o meu apartamento, eu não... Eu não faço questão! – resmungou passando pela sala – Desde que você pague o condomínio!

- Mas... Eu não tenho tanto dinheiro assim.

- Então acho melhor procurar outro lugar para morar também! – respondeu indo até o quarto, pegar a última mala. Ela era de alça, e pesada. Bella parou na porta, Harry não olhava para os olhos dela, evitava ao máximo.

Ele passou de raspão ao seu lado.

- Tchau – disse ela sabendo que não o veria novamente.

- Tchau – respondeu ele ao fechar a porta da sala.

Bella sentiu o ar ficar pesado, um silêncio fúnebre percorrer pelo lugar. Há alguns meses ali era tão agitado, três moradores andando de um lado para o outro preocupados com o trabalho, faculdade ou escola. E agora só estava ela. Sozinha, em um espaço tão grande.

Bella olhou para as fotografias de Harry e Hermione em cima do aparador, estavam tão felizes no dia do casamento, tão confiantes. E agora... Tudo estava acabado, cada um havia ido para um canto. E ela também tomaria algum rumo em sua vida.

Ela foi até o quarto, começar a fazer as suas malas.

03.10.07

Tiaguinho estava no parque, beliscando um algodão doce, Gina o segurava pelo braço, enquanto Miguel caminhava ao lado, empurrando o carrinho de bebê em volta do parque, cheio de árvores e outras crianças brincando na areia.

- Tem sido encantador – resmungou Miguel baixinho.

Gina o olhou, surpreso. Ultimamente, vinha soltando frases soltas de felicidade, alegria, como quem declamasse poemas do nada. Miguel deu um sorriso bobo nos lábios, sem olhar para a namorada.

- Esses dias – justificou interpretando a cara de Gina pelo canto de olho – Você... Tiaguinho... São pessoas magníficas na minha vida!

Gina sorriu e passou a mão desocupada pelos cabelos de Miguel, bem ao lado. Ela se derretia todas as vezes que ele revelava um de seus sentimentos ocultos. Ela se sentia tão culpada por algum motivo obscuro.

- Papai! – resmungou Tiaguinho abrindo os braços na direção de Miguel, querendo o seu colo.

- Ele... Ele já se acostumou em te chamar de pai! – riu Gina passando o filho para o colo do namorado. Ele sorriu de volta para a namorada, enquanto encaixava o filho em seu ombro, apertando-o com os braços para dar estabilidade em seu colo.

- Você tem sido muito especial para mim, Miguel – murmurou Gina a fim de dizer alguns de seus sentimentos – E... Obrigada por todo o apoio que você tem dado a mim... E ao meu filho! E... Obrigada por me ajudar a passar no vestibular!

- Que? – perguntou Miguel em choque, parando de andar.

- Sim, eu fui aceita nas universidades! – disse Gina sorridente.

- Parabéns! – Miguel a abraçou, Tiaguinho pareceu de divertir com a bagunça e grudou nos cabelos de Gina, fazendo com que os pais ficassem mais pertos – Parabéns mesmo. Você deu duro para conseguir tudo isso. – disse ele a beijando.

Gina afastou as mãos de Miguel de seus cabelos e os dois continuaram a caminhar.

- Quantas faculdades? – ele quis saber.

- Duas de três... Foi pouco, mas... Foi um ano difícil para mim – ia contando Gina – Tive que fugir de casa, cuidar de um filho, mas... Me considero vitoriosa até aqui!

- Claro... Com certeza – apoiou Miguel – Quais universidades?

- Er... Bem... – Gina rolou os olhos – Se bem que... Uma delas fica em Nova York!

Miguel parou outra vez, mas não tão feliz quanto antes, sua testa enrugada demonstrava desconfiança.

- Desculpa... Eu não pude evitar – ela deixou os ombros murcharem – É uma chance de eu voltar para casa!

- Gina... – ele a olhou bem no fundo dos olhos – Eu não posso abandonar Paris! Eu nasci aqui, eu moro aqui, eu habito aqui... E estou no meio da faculdade.

Gina caminhou até o namorado, passou as duas mãos em seu rosto, beijou-o nos lábios e murmurou.

- Fica calmo... Uma faculdade minha fica em Nova York, e a outra... Fica aqui, em Paris – ela sorriu, ele correspondeu, aliviando-se, e os dois se beijaram outra vez.

05.10.07

Cho estava sentada na mureta da escola, tomando o seu milkshake matinal. As demais garotas se perguntavam como é que ela não engordava com tantos milkshakes, era praticamente um por dia. Mas isso escondia um grande e tradicional segredo: academia. Quando não estava na escola, ou em casa dormindo, estava na academia malhando, ou paquerando caras mais velhos (sim, na academia!).

Harry estava ao seu lado, ouvindo as conversas da colega. Ele estaria com Hermione, andando pelos corredores, trocando beijos e carícias, mas como tinham terminado o noivado, eles estavam separados, e às vezes nem se esbarravam pelas multidões de alunos. Ou quando acontecia, fingiam não se conhecer.

- Sabe, HP – normalmente ela vinha chamando Harry pelas iniciais do nome e sobrenome – Eu estou saindo com um carinha lá – ela enrolava o cabelo preto na ponta dos dedos.

- Da academia?

- Antes fosse... Porque os carinhas da academia são super "hot" mas... Não, é um amigo do carinha do meu prédio! Did you understand?

- Hm, sim, entendi... Legal! – disse Harry mexendo as sobrancelhas, vendo os alunos passarem em sua frente dirigindo-se para os seus respectivos prédios.

- Ele é alto, loiro, forte... Muito sexy! – riu Cho – Bom, HP, vou procurar as minhas amigas, a K, a B, a L, a S. E se a V me procurar, diga que vou dormir na casa da W. Ok?

- Ok – resmungou Harry enjoado daquela mania de Cho de chamar as pessoas pelas iniciais – Te vejo depois da escola.

Cho puxou Harry pelo colarinho e deu um selinho em seus lábios. Ele a encarou, surpreso, admitindo que aquilo era um tipo de traição, mas não estava com a Hermione de qualquer forma.

- Não sei porque continua usando a aliança – ela sussurrou próxima ao ouvido dele – Hermione já tirou a dela há séculos.

Cho virou as costas e saiu andando, com as pernas grossas e o quadril rebolante, deixando um Harry abobado para trás. Cada dia mais gostosa...

Ele sacudiu a cabeça, afastando a oriental de seus pensamentos, estava acostumado com aquelas atitudes excêntricas de Cho, e ela não era a única garota a fazer esse tipo de coisa. Caminhou de volta para o carro.

Saindo da faculdade, ele foi direto para o médico pegar alguns exames, estava com suspeitas de estar com um problema de coração que havia descoberto em Paris quando fora visitar o filho e a mãe, Lílian.

Sentado em frente à cadeira do médico, ele obteve um resultado mais conciso, porém mais exato, confirmando ou negando os exames feitos anteriormente.

- É o seguinte – ia dizendo o médico com as duas mãos sobre a escrivaninha – Você tem o mesmo problema de coração que o seu avô, e sim, é genético.

Harry deixou um suspiro escapar, preocupado.

- E... Como vai ser a minha vida daqui para a frente, doutor?

- Hm... Problemas? Nenhum! – riu o médico – É um probleminha pequeno, com a válvula, você só precisará tomar o medicamento em dia, ter uma vida normal, saudável, fazer exercícios normalmente mas não em excesso!

Harry confirmou com a cabeça, derrotado. Não era tão fácil seguir em frente, sabendo que se tem um problema de coração, mesmo sob medicamentos.

- É normal, absolutamente normal você se sentir ruim com isso – disse o médico enquanto receitava novos remédios – Mas... Acredite, você vai ter uma vida absolutamente normal!

- Tem cura, doutor?

- Não... Nem cirurgias!

Harry piscou firme com os olhos. Seria ótimo ter alguém do seu lado justamente agora que precisava tanto de consolo.

08.10.07

Lílian e Tonks saíram para escolherem as flores do casamento dela e de Lupin, as duas estavam vendo fotografias no balcão, enquanto centenas de outras noivas estavam partindo para o contato com os ramalhetes, diretamente com as flores.

- Essas são ótimas – disse Lílian separando as fotos com a amiga do lado ajudando. Uma das atendentes do local já ia separando as fotos para trazer as flores.

- Gostei dessas vermelhas! – avaliou Tonks apontando para um buquê.

- Essas rosas são ótimas, veja! – encantou-se Lílian.

Sirius e Lupin se aproximaram, rindo das mulheres.

- Ah, amor... – Lílian, sentada, deitada na barriga do namorado em pé, perguntou – O que você acha dessas flores?

- São melhores do que aquelas azuis! – apontou Lupin.

- Mas eu não escolhi as azuis!

- Ah, certo... – Lupin concordou – Olha... Aquela mulher está segurando uma muito bonita! – Lupin apontou com a cabeça para um buquê de orquídeas – Vou lá ver qual é o modelo...

- Vou ver o modelo da vitrine! – disse Tonks indo para o caminho oposto.

Sirius sentou-se ao lado de Lílian. Ela mostrou o álbum de fotos das flores.

- É uma decisão difícil... Combinar as flores com as fitas, com as mesas e tudo mais. Céus! – Lílian sacudiu a cabeça de um lado para o outro.

- Casamento é difícil mesmo – disse Sirius olhando para o perfil da colega – E... O que você tem a me dizer sobre Harry?

- Er. Nada. Por que esse assunto? – perguntou Lílian com as mãos paradas no ar, com uma foto suspensa - Ele aceitou a idéia do casamento!

- Você sabe o que eu quero dizer – riu Sirius olhando para ela, no fundo dos olhos – Harry é mesmo filho de Tiago, Lílian? Não minta para mim, não sou idiota!

Lílian corou de leve nas bochechas, virou a cabeça para o álbum, voltando a avaliar as flores.

- Não seja estúpido, Sirius. Ele é idêntico ao pai!

- E... Por que ele não pode ser pai do irmão de Tiago?

Lílian enfureceu.

- O que você quer dizer com isso, Sirius Augusto Black? – ela estava brava com o assunto.

- Você sabe... – riu Sirius – Tiago não tinha problemas de coração, e... Bem, digamos que o irmão gêmeo de Tiago tem problemas de coração!

- Jura? – riu Lílian – Coincidência que meu filho seja filho de Tiago, não é? – ela olhou para Sirius com raiva – Mas sim, Harry é filho de Tiago, e esse assunto morre aqui!

Sirius não pareceu convencido, riu e piscou os olhos, pendendo a cabeça para trás. Lílian odiou essa atitude debochada, mas teve que disfarçar com a aproximação de Lupin trazendo um ramalhete de flores.

- Essas flores... – Lupin viu a expressão de Lílian – Você está escolhendo flores para um casamento ou para um velório?

10.08.07

Vera terminou de colocar a salada em cima da mesa, prestando atenção na televisão de plasma instalada no meio da sala nova de jantar. Não que o cômodo fosse novo, mas os móveis eram, todos tinham sido encomendados sob medida pela Sra. Lovegood cerca de uma semana atrás. Normalmente essa encomenda demoraria semanas para ficarem prontas, mas não há nada que o dinheiro não resolva.

- Pronto, o jantar está na mesa! – comentou ela sorridente, enquanto uma das empregadas trazia uma bandeja cheia de sucos naturais – Vai vir jantar, filhinha?

Ela colocou o manual da universidade no canto da mesa, seus olhos percorreram pela mesa com diversas panelas cheias e com vários aromas de comida.

- Então, filha, já decidiu qual faculdade cursar? – perguntou Xenofílio ao pegar uma garfada de batatas-fritas.

- Sinceramente não, papai – ela coçou a cabeça – Estive pensando em visitar Berkeley esse final de semana.

- Mas é muito longe de casa, meu bebê – resmungou Vera se servindo de um molho escocês.

- Eu sei que é difícil, mamãe – ela piscou firme – Mas... Eu preciso ir para uma boa universidade, você sabe!

- Não entendo, aqui na região tem ótimas universidades, é só escolher uma delas! – resmungou a sua mãe.

- Não vou limitar a minha carreira profissional por causa da distância da faculdade até a minha casa – defendeu Luna.

- Apoiado. Apoiado – disse o seu pai, do outro lado da mesa, não prestando atenção na televisão ligada – Concordo com você, filha!

Ela sorriu, radiante. E quando colocava uma garfada de macarrão enrolado na boca, um garoto de cabelos ruivos, e todo vermelho por causa de arranhões apareceu no meio do jantar.

- Luna... – disse a voz familiar de Rony pela sala.

- Que diabos... – ia perguntando a Sra. Lovegood espantada com a intrusão do jovem no meio do jantar.

- Tem uma coisa que a senhora precisa saber – disse ofegante, parando com a mão no peito.

- Saia já da minha casa! – ela ficou em pé – Cadê os seguranças?

- Eu... Eu amo a sua filha – ele disse sinceramente, desesperado – Eu... Vim aqui para dizer que farei de tudo para conquistá-la.

Vera se aproximou dele, agarrando-o pelo braço.

- Vá arranjar um bom emprego para sustentá-la!

Luna olhava tudo atentamente de seu lugar, era como se estivesse assistindo a um jogo de beisebol, com o seu time perdendo, em momento algum ficou em pé para impedir a mãe de arrastá-lo para fora.

Os seguranças apareceram, envergonhados.

- Desculpa senhora... Nós tentamos pegá-lo, mas... Ele nos amarrou com uma corda, e...

- Um assassino! – gritou Vera – Um marginal, criminoso! – berrou ela para todos apontando para Rony.

- Eu não sou nada disso! – berrou ele furioso enquanto os seguranças seguravam os seus braços nas costas – Eu... Eu amo a sua filha!

- Bêbado, nojento! – resmungou Vera – Some da minha casa!

- Mãe! – Luna tinha empurrado a cadeira para trás e estava de pé, em frente à mesa – Larguem-no! – ordenou aos seguranças.

Todos eles olharam para Vera, ela não amansou o pedido, continuou com um ar firme e arrogante.

- Fora! – apontou com o braço.

- Não! – Luna correu na direção dele – Parem... Eu quero conversar com ele!

Xenofílio também estava em pé, ao lado de Vera, o marido segurou a esposa no braço.

- Você... Você vai deixar os dois conversarem.

- Não... Ele é um delinqüente! Invadiu a nossa casa! O que você espera desse rapaz? Ainda por cima está bêbado!

- Mãe... Um segundo – implorou Luna com os olhos brilhando ao lado de Rony, todo enfurecido e preso à força pelas mãos dos seguranças – Pode ser com os seguranças!

- Eu vou junto! – Vera deu um passo na direção dos dois.

- Vera, não... Deixe os dois! – pediu Xenofílio puxando-a pelo braço, Vera pareceu contrariada. Luna agradeceu o pai com o olhar.

- Tudo bem – ela soltou com um suspiro – Com os seguranças... E dois minutos é o suficiente, depois levem esse sem teto para fora da minha casa!

Os seguranças arrastaram Rony para o jardim, ele jogou os cabelos longos para trás, tentando afastar de seus olhos já que as mãos estavam presas. Luna seguiu ao lado dos dois seguranças para o jardim escuro e bem iluminado.

- Rony... – Luna passou o dedo indicador pelo seu rosto, vendo as lágrimas arderem em seus olhos – Eu também te amo!

Ele estremeceu com essas palavras e deixou vazarem dois filetes de lágrimas de seus olhos. Luna o beijou de leve nos lábios e sentiu um hálito fresco de álcool mas parecia ser uma dose moderada.

- Mas... Esses tipos de declarações de amor não comovem a minha família, principalmente a minha mãe!

- Desculpa, eu sinto muito – disse Rony cabisbaixo, deixando o hálito alcoólico percorrer perto das narinas de Luna – Eu... Eu te amo demais e desculpa pela estupidez.

- Já conversamos sobre o nosso relacionamento – ela murmurou perto de Rony – E... Ainda é muito cedo para decidirmos se vamos ficar juntos ou não – ela deu outro selinho de leve – Eu te amo, juro!

Os seguranças puxaram Rony para trás, ele deu sacudidas de lado tentando se livrar da imobilização, mas foi inútil, eles puxaram o ruivo para trás, arrastando-o pelo caminho de pedras que serpenteava o jardim até os portões da mansão. Luna sentiu as lágrimas dos seus olhos serem varridas pelo vento fresco da noite.

E o seu coração disparava. Era dó, amor, uma mescla de sentimentos que dilaceravam o seu coração.

10.10.07

Edward estava fechando algumas médias e boletins no computador, Hermione estava bem atrás, preocupada, trabalhando. Ele percorreu até a mulher e passou a mão em seus cabelos.

- Está tudo bem?

- Está sim – confessou ela com um suspiro – Posso sair uma aula mais cedo semana que vem?

- Claro... Não tem problema, arranjaremos uma professora substituta! – sorriu Edward de um jeito tão galã que parecia ser gay – Você não mistura trabalho com a vida pessoal, acho isso incrível. Parabéns!

- Obrigada – sorriu ela de volta, passando a bolsa pelo ombro – Já estou de saída, corrigi algumas provas, está tudo certo, já posso ir!

- Vai com Deus! – Edward a beijou no rosto – Chegarei em casa mais tarde hoje, ainda tenho mais algumas médias para fechar.

Hermione acenou. Ela chegou no apartamento de Edward sem dificuldades, o trânsito estava ótimo, tirou os sapatos na entrada, arrastou até o quarto e pegou uma pequena taça de vinho para tomar até o jantar ficar pronto. A funcionária estava preparando o jantar, sempre fazia isso depois de arrumar o apartamento.

- Chegou uma correspondência para você, Hermione – disse a empregada aproximando com um envelope enorme, ela identificou com os olhos, sendo a anulação de seu casamento.

- Obrigada – Hermione deixou a taça de vinho em cima da mesa e rasgou com as unhas o envelope pardo. Puxou as folhas grampeadas e pode ver o pedido de anulação em suas mãos. Virou algumas páginas e lá estava a assinatura dela, feita há meses. E bem embaixo, estava a dele, feita há minutos.

Hermione sentiu o peito pesar de arrependimento, saudade, vontade de rasgar os papéis, mas não o fez. Harry havia assinado a anulação e o processo de separação andaria mais rápido agora. Em poucos dias, seria como se o casamento não tivesse existido.

"Não vou chorar... Não vou chorar" murmurou ela forte para si mesma, enchendo o estômago de vinho tinto.

13.10.07

Cedrico estava sentado na mesa, olhando o relógio por baixo da camisa, tinha saído direto do trabalho exaustivo para aquele restaurante, infelizmente não tivera tempo de passar em casa para trocar de roupa e tomar um banho, mas a sua acompanhante não reclamaria.

- Oi – a oriental se aproximou, no fundo piscou para o gerente Harry, e se sentou à frente do loiro – Há quanto tempo – sorriu beijando de leve os seus lábios – E... Que saudade!

- Teve um dia legal?

- Ótimo – ela colocou a alça da bolsa na cadeira e sorriu para o seu "ficante" – E como foi o seu dia?

- Nada previsível, assaltaram a nossa agência e tive que resolver alguns problemas no meu banco. Adivinha só? Não tive tempo de ir para casa e tomar um banho.

Cho sorriu, apertando a sua mão com força.

- Está tão cheiroso como se o tivesse feito – ele sorriu de volta para ela. Era tão doce – E outra... Pode tomar banho lá em casa, não me importaria!

Cedrico a beijou novamente e a encarou.

- Isso está ficando sério, não acha?

- Quanto mais sério, melhor – respondeu Cho encantada – Eu não me importaria de passar o restante da minha vida ao lado desse homem maravilhoso que está sentado na minha frente.

Cedrico sentia o coração disparar no peito, talvez não houvesse mais espaço para o seu ex-namorado Draco, nem mesmo quando ele voltasse da turnê.

- Eu te amo, Cho Chang.

Ela piscou com os olhos firmes, apertou a sua mão com força.

- Eu também te amo, Cedrico Diggory!

15.10.07

Bella puxava a mala de rodinhas pelo aeroporto, conversando com a sua irmã, bem ao seu lado. As duas estavam tão próximas que nem se lembravam dos problemas da vida, principalmente o fato de Bella ter sido o motivo de separação entre Harry e Hermione.

- Bom... É aqui! – disse Bella parando em frente a plataforma de vidro, indicou com a cabeça a multidão de pessoas que estavam sentadas na sala de espera – Obrigada por tudo, irmãzinha. Pelo aconchego, pela casa, por tudo mesmo!

- É uma pena que você esteja voltando para a Califórnia morar com os nossos pais – Hermione abraçou a irmã com muita força. Ela estava com seus cachos escorrendo pelas costas, usava um óculos de sol na cabeça, prendendo os cabelos para longe da testa, usava uma blusa preta de zíper com um decote enorme e uma saia colegial toda xadrez, quase como um estilo emo, mas um pouco animada – Se puder, volte mais vezes para me visitar.

- Agradeça Sicília – piscou Bella ao se afastar do abraço, encarando a irmã bem nos olhos. Ela tinha os mesmos olhos.

- Eu o farei – Hermione apertou as mãos da irmã – Obrigada por acabar com o meu casamento – não era uma frase irônica. Bella pareceu um pouco chateada.

- Eu achava que vocês faziam o par perfeito!

Hermione apertou as mãos dela outra vez, com maior intensidade.

- Eu o amo... E por isso fiz essa reviravolta toda, porque Harry merece construir uma família de verdade. E obrigada mais uma vez por participar do meu plano, foi exatamente como planejei!

Bella sorriu, deu um beijo na testa da irmã mais velha, acenou até virar as costas e caminhar em direção à plataforma.

- E... – Bella deu um suspiro de longe – Tudo bem, eu não vou falar mais para você voltar com ele. É uma decisão sua!

- Sim – agradeceu Hermione piscando firme com os olhos, farta daquele assunto. Ela amava Harry e não queria pensar nisso mais vezes.

Bella foi desfilando com sua saia pulando no ritmo dos passos, mas não era nada vulgar, apenas uma adolescente qualquer. Bella desceu os óculos escuros na face e deu um último "adeus" para a irmã que estava do outro lado da plataforma de vidro. Hermione sorriu, devolvendo o aceno. Sentiria falta da irmã.

18.10.07

- Estranho... Você me ligar esse horário – disse Harry sentado no sofá, abaixando o volume da televisão para ouvir melhor Gina do outro lado do telefone.

- É... Mudanças repentinas – riu Gina – E desculpa... É o fuso horário, ainda não me acostumei com tudo isso! Desculpa mesmo...

- Sem problemas, eu só estava cochilando mesmo! – Harry esfregou os dedos nos olhos – Então... Trás novidades?

- Sim, mas não sou eu quem vai falar com você – ela disse excitada do outro lado do telefone – Espera um minuto, vou passar para o Miguel!

Gina deu um sorriso barulhento ao passar o telefone para Miguel, ele recebeu com uma voz grossa e um pouco animada.

- Tudo bem, Harry?

- Opa... Tudo jóia e com você, Miguel?

- Ótimo, ótimo – repetiu empolgado – Tenho algo para falar com você sobre o Tiaguinho!

- Ah, pois não? Vocês estão precisando de ajuda?

- Não, não... Eu... – Miguel engoliu em seco antes de continuar – Eu estou querendo passar o sobrenome do Tiaguinho para o meu. Quero dizer, eu pretendo adotá-lo, principalmente agora que vou me casar com Gina e quero que ele seja o meu filho, mas preciso de sua autorização. Tudo bem para você?

Nota do Autor: Ai que tapa na cara! O coração do Harry deve estar na mão agora! Então... Acham que a Lílian está sendo sincera ou não? E... Sobre a Hermione: o mais legal que vocês só vão entender isso na quinta temporada, a explicação está somente na próxima temporada. XD. De qualquer forma... A quarta temporada está acabando, isso é triste. Porque depois só tem a quinta e a sexta é curtinha, só tem 16 capítulos + um epílogo (de despedida). Massssssss, garanto que as próximas temporadas são ainda melhores (eu pelo menos acho). São cheias de flashbacks, é uma história mais adulta, cheia de mistérios e muito confusa, assim como nossos leitores que estão crescendo... Acho que já permitem fazer esse tipo de leitura.

Próximo Capítulo:

- Você parece exausta! – resmungou Edward sentando ao lado de Hermione.

- Eu estou bem, sério – disse Hermione – Você tem mania de me proteger, mas... Não está acontecendo nada. Aliás, nunca está!

- Calma, não precisa me atirar pedras! – ele ergueu os braços como se estivesse rendido – Mas sei que tem problemas.

Hermione terminou de assinalar a nota "B" para um de seus alunos, ela olhou para Edward e sorriu.

- Obrigada por se preocupar comigo – Hermione sorriu passando a mão na mão dele – E sim, eu estou com problemas mas não quero te ocupar com essas bobagens, ok?

- Não, tudo bem, você sabe que eu sempre estive aqui – Edward sorriu – E quando se quiser se abrir comigo, estará tudo bem!

Hermione bagunçou os seus cabelos com a mão, rindo alto.

- Você é tão doce, e... Fico feliz que a gente seja amigo, sabe? Achava que amizade colorida não existia mais.

- Ah, claro que existe – ele apertou a mão dela – Nós somos assim, muito amigos!

Hermione ficou em pé de repente e deu um daqueles seus abraços apertados, repentinos, murmurou alguma coisa em seu ouvido que soou como um soluço.

Um trechinho da nova temporada:

- Ok, deixa para lá! – ela fez um gesto bobo nas mãos – Eu trago novidades! – e mostrou os dentes.

- Foi promovida? Teve um aumento de salário? – perguntou Harry esticando as sobrancelhas, esperando uma enorme surpresa.

- Não... – ela enrugou o nariz – Eu liguei para o Tio Rony – ela olhou para o filho, Tiaguinho – E ele nos convidou para almoçar na casa dos pais dele. Não é demais?

- Yes, a vovó Molly vai fazer macarronada de novo? – comemorou Tiaguinho pulando no sofá usando meias.

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- Crianças – referia-se a Hermione também, sua esposa – Cheguei!

Hermione apareceu da cozinha, em volta de seu avental branco com algumas manchas de molho.

- Meu lindo, você voltou! – ela passou os braços em volta do seu pescoço e o beijou – E... Como foi? Ganhou o campeonato?

Ele escondia as duas mãos nas costas e trouxe um troféu dourado, ela aplaudiu e o beijou novamente.

- Parabéns meu namorado inteligente, perfeito! – Hermione sorriu, animada. Estava com o cabelo em volta de um coque muito bem feito. Estava fazendo sua especialidade, strognoff de carne/frango/camarão – O jantar está quase pronto, meu amor!

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- Ei... – Harry cutucou Rony na costela – Eu trouxe o videogame de Tiaguinho.

- Caraca, vamos jogar! – eles ainda pareciam adolescentes, correram para sala e foram instalar o Nintendo Wii – Eu sempre quis ter um desse! – Rony admirava a caixa com vários jogos legais.

No meio de uma partida de tênis, Hermione e Gina se aproximaram batendo palmas dos dois "crianções" estarem tomando o espaço da molecada na sala.

- Muito bem – disse Hermione de braços cruzados – Vocês dois hein...

- Quem ganhar vai jogar contra mim! – apressou em dizer Gina, caindo no sofá, rindo.

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O garotinho caminhou em silêncio pelo corredor vazio, escutou o pai gritar no escritório para a mãe. Scorpion abriu a porta do quarto, e a mãe gritou também.

- SAIA JÁ DAQUI, DRACO!

- Não é o papai. Sou eu! – ele disse temeroso. Fechou a porta ao passar, e partiu seu coração ver a mãe com a cabeça enfiada entre os travesseiros, chorando como fazia sempre que eles brigavam. Entenda por sempre, quase toda semana.

Scorpion subiu na cama e sentou ao lado dela.

- Mãe, se você não ama o meu pai, não precisa se casar com ele!

Pansy ergueu o rosto dos travesseiros, encarando o rostinho angelical do filho, ela passou as mãos em seu rosto, dizendo.

- É complicado, são coisas de adultos e crianças não devem se meter.

Nota do Autor (dois): Para quem queria o Scorpion na fanfic... Aí está ele! =D

Respodendo as reviews:

Shakinha: Ah... Cedrico e Cho já virou o novo casal da fanfic, as pessoas estão gostando. Que bom! E meu... o Rony na quinta temporada é outro cara. Te juro, calma que está chegando.. Você vai pagar muito pau para ele ainda. Você vai querer ter um marido que nem ele, hauhuauhauha! É sério! E a história do Harry e da Hermione acabou (ainda tem mais na 5ª temporada, mas é passageiro!). Hm? Sirius passando a perna em Tiago? Será? Hein? Hein? Hein? Saberemos em breve! Que bom que vc vai continuar lendo minha fanfic mesmo com TV à cabo. EAE ta gostando de One Tree Hill? Mto bo né? Me conta dps, beijos!

Marycena: Cada capítulo que passa pega mais fogo ainda, XD. Essa história de casamento Miguel-Gina vai deixar o Harry sem fôlego uns três capítulos. E bem... o Sirius pode estar tanto sendo "desconfiado" como... Pode estar certo, veremos em breve o que ele vai aprontar para descobrir isso! E parabéns, você reparou muito bem no que anda acontecendo... o Sirius estava mesmo com a pulga atrás da orelha desde o capítulo re-retrasado. Beijos, até o próximo!

TathyChan: Ahhhhh, xDDD. O Miguel sente que ta tudo acabando diante dele... a Gina tá praticamente indo embora, ele sente que não vai conseguir segurá-la por muito tempo mais. E ele não quer perdê-la porque... Ele a ama de verdade. E sobre a Bella estragar o casamento da Hermione, você só vai descobrir no capítulo 04 da 5ª temporada... Falando nele, eu acabei de digitá-lo. Inclusive, a cena do Scorpio aí em cima é do 4º capítulo. Bom, é isso. Obrigado pelo parabéns, xD. Beijos, até o próximo!

Nane Curti: Ah, não ta conseguindo mandar mais reviews? O que houve? Ta sem net? O ff não ta funcionando? Qualquer coisa manda e-mail. E... Eu to na minha humilde residência, não estou nem na Alemanha, nem na Turquia, nem em Paris (aliás, nunca sai do Brasil). HAUHAUHA, acordei seu pai é? Que bom... Pq 3 horas da manhã não é horário de ver ler fanfic minha... Tem que ler de dia, quando não estiver com sono! XDD. Brincs... Te adoro, beijos, até o próximo!