Capítulo XI – Welcome
-Bella, não querendo ser chata, mas você é muito frágil.
Ela estava repetindo informações que eu já sabia, já tinha trinta minutos que eu havia feito minha pergunta e ela mudava de assunto. Qual era o grande mistério?
-Sério Alice? – Enfatizei fazendo com que o sarcasmo se desatacasse. – Acho que só hoje escutei isso umas... Quinze vezes, no mínimo. – Ela estava hiperativa me arrumando. Quando ficava nervosa desfazia algo que já tinha feito e refazia, inúmeras vezes. – Mas isso não responde minha pergunta.
-Qual era ela mesmo? – A vítima da vez foi meu cabelo. Ela já tinha feito uns cinco penteados diferentes. E me enrolando de novo desfez o rabo-de-cavalo.
Claro que ela se lembrava qual era a pergunta, vampiros não tinham perda de memória – vampiros poderiam ter Ausaimer? Acho que não, eles nunca ficavam doentes.
-Quem é o nosso visitante e por que ele é "necessário"?
Ela suspirou derrotada e puxou todas as mechas de meu cabelo em um alto rabo-de-cavalo. Ela estava até sendo razoável. Não me enfiou nenhuma roupa "tchans!". Apenas uma simples calça jeans clara e uma blusa azul simples, sem grandes detalhes, junto ao casaco preto. Ela ainda conseguiu arranjar-me uns all stars pretos do meu tamanho.
-Bella, sei que pedir isso até vai te fazer feliz, mas me prometa que vai grudar em Edward. – Ela apertou a mandíbula com raiva e em segundos colocou seu rosto a centímetros do meu. – E, por mais improvável que seja, se ele sumir, não desgrude de mim!
Era óbvio que o alarme em sua voz era real, mas não consegui segurar uma risada. Aquilo não parecia uma tortura. Prender-me a Edward e Alice era quase um paraíso. Sair para investigar sabe lá quem era ainda mais empolgante!
Mas pensar nesses dois em perigo era quase torturante. Precisava pensar positivo, eles eram habilidosos, sabiam o que estavam fazendo. Então por que eu tinha essa maldita sensação de que algo ia dar errado? Tirando o fato de que nada de normal aconteceu hoje.
-Eu prometo Alice, me condeno à vossa prisão. – Falei brincando, mas ela continuou encarando-me séria, procurando quanto do que eu disse era sincero. Eu era uma má mentirosa, então ela não demorou muito para perceber o deboche.
-Sério Bella, nós ainda não sabemos como esse visitante é. – Ela afastou-se de mim e foi até o imenso espelho que tinha no quarto. Começou a ajeitar o cabelo, deixou-o ainda mais espetado!
-Então não deveria ao menos estar colocando medo em minha cabeça dizendo o quão perigoso ele é? – Ela mordeu o lábio inferior como se segurasse para não dizer nada. Eu iria conhecê-lo de qualquer jeito ela bem que poderia apressar as coisas para mim.
Ela suspirou de novo e calçou suas sandálias, tão rápido que duvidei que já estivesse mesmo pronta. E então em segundos pôs-se ao meu lado de novo.
-Bella ele é um Cullen, assim como o Edward e, provavelmente... – Os olhos dela brilharam e ela abriu um imenso sorriso. Que criança mais meiga. – Como eu serei em alguns dias!
-Que bom Alice! – Não pude esconder o entusiasmo em minha voz, assim como ela. Isso era ótimo, ela esqueceu tudo, ganhar uma família deveria deixá-la louca de alegria.
-Sim, ótimo. – Ela segurou sua alegria, e voltou ao real assunto. – Mas ele é diferente de nós. Não tem a mesma criação. – Ela esperou minha reação, mas eu somente continuei a encará-la. – Digo, devido à sua dieta.
-Ah. – Claro, ele não tinha a mesma criação deles, como sou lerda. Ele bebe sangue humano. – Mas todos os Cullen são vegetarianos.
-Ele ainda não está completamente adaptado. Ele escapa às vezes, sabe? – Ela tentou gesticular com as mãos para explicar. – Podemos confiar nele, mas temos medo. O seu cheiro é realmente muito bom. Especialmente para Edward.
-Eu sei. – Foi isso que o manteve longe de mim durante toda a vida. Tudo bem, parte dela.
Alice era esperta, não podia ler mentes como Edward, mas conseguiu ver até onde essa conversa levava meus pensamentos.
-Mas ele conseguiu. – Ela abriu um sorriso caloroso para tentar me confortar.
O que era bobeira, não havia nada para confortar nesse pobre e frágil corpo. Eu estava completamente feliz ao lado deles.
-Então eu poderei conversar com ele?
-Lógico, só não queremos que fiquem sozinhos. Temos medo que ele fuja do controle, as coisas normalmente acontecem muito rápido. – Na velocidade deles tudo acontecia rápido demais. Chegava a ser quase invisível.
Alice conseguiu se arrumar em cinco minutos e estar mais produzida que eu – pessoa a qual ela demorou trinta minutos para arrumar. Ela era prática quando se tratava dela – tirando o fato que ela estava linda, perfeita. Como uma boneca de porcelana.
Vestia um vestido preto fino e leve, indo até a metade da coxa, dando-lhe mais liberdade, combinando com lindas sandálias pretas de tiras. Daria inveja em qualquer um.
Alguém bateu na porta, suavemente, apenas duas vezes, para verificar se já estávamos vestidas. Depois de meia hora se não estivéssemos vestidas seriamos consideradas rainhas da vaidade. Quer dizer "nós" não, apenas Alice.
-Com licença. – A voz de veludo soou como sinos seguidos por algumas reclamações de Jake. Ele estava simplesmente perfeito. Ainda mais. As roupas de Alice eram mesmo incríveis, ela tinha um gosto mais que perfeito.
Pra dizer a verdade eu preferia vê-lo de terno. Não sei por que, mas eu sempre quis vê-lo de terno. Talvez se eu subornasse Alice...
Prestei atenção na roupa dele, era "simples" assim como a de Alice. Algo mais "liberal", que não o prendesse muito na hora de agir. Apenas uma calça aparentemente cara – talvez não só na aparecia – com um suéter azul. Ficavam perfeitos naquele corpo escultural. Talvez até um saco de lixo ficasse perfeito naquele corpo.
O que Jake vestia estava mais parecido com um terno, algo que o estava incomodando muito.
-Sério sua anã! Pra que essa roupa toda? Na hora h elas vão pro saco mesmo! – Ele tentava manter a voz baixa, algo que para alguém de seu tamanho parecia impossível. O sorriso cínico no rosto de Alice não o ajudava.
-A coisa funciona assim cãozinho: - Ela fingiu uma voz de durona, coisa que com certeza não combinavam com um corpo tão pequeno e um rosto tão delicado. – Eu escolho as roupas, você as veste e não reclama. É simples entendeu? – Ela ajeitou a roupa amassada de Jake enquanto ele fazia cara de desacreditado, por um instante parecia mesmo um cão que acabara de levar uma baita bronca. – E tem mais. – Ela apoiou seu polegar na ponta de seu nariz. – Você até que fica ajeitadinho assim cão.
-Acho melhor você não me provocar sanguessuga, eu posso me confundir na hora de matar alguém. – Ele deu um sorriso malicioso afastando o dedo de Alice de seu rosto.
-Quanto tempo Alice? – Edward que até agora só encarava a situação com um sorriso bobo no rosto perguntou mais sério. Queria pedir para que ele viesse ficar ao meu lado, mas não julguei ser um bom momento.
-Alguns segundos. – Jake enrijeceu ao lado dela. O novo Cullen estava vindo.
Edward veio até mim e enlaçou minha cintura. Estava começando a gostar do filho caçula.
Em segundos Alice e Jake já não estavam no quarto, fazendo com Edward me puxasse pela cintura e me levasse até a sala numa velocidade impossível – de dar mesmo medo.
-Tão injusto. – Falei arfando. Isso só fez com que ele abrisse um imenso sorriso malicioso.
Não houve som algum, não para mim. Sem barulho de carros, sem passos pesados ou apressados. Mas ainda assim veio o barulho de batidas na porta.
Vi Alice abrir um sorriso no canto da boca, o que será que ela viu?
Ela abriu a porta despreocupada – numa máscara tranqüila. Não pude ver direito o garoto do outro lado da porta, mas sua sombra era imensa.
-Você deve ser Emmet Cullen. – Ela disse demonstrando a empolgação guardada por de trás da máscara. Ela o puxou para dentro.
Por um instante pensei que não era um vampiro, mas um urso, to imenso que chegava a assustar. Ele era incrivelmente forte e com um imenso sorriso no rosto. Meus olhos não conseguiam evitar de seguir cada movimento dele.
-Sim, e você deve ser a nossa mais nova Cullen. A sem memória, certo? – Ele não teve medo de tocar no assunto, e isso não pareceu incomodar ela.
-Quase, sou Alice. – Ela esticou a mão minúscula para cumprimentá-lo. E foi surpreendida com um enorme abraço. Podia jurar que ela iria corar a qualquer momento, ficaria mais vermelha que pimentão.
-Muito prazer mana! – Edward tentou colocar-se um pouco mais a frente de mim, Jake tentou fazer o mesmo.
Ele soltou-a e observou o sorriso sem graça dela. Ele parecia estar se divertindo.
-Emmet este é Jacob. – Edward apresentou-o. Jake apenas acenou para o imenso vampiro.
Emmet apenas imitou o gesto e pôs-se a olhar para mim.
-Muito prazer. – Ele abriu um sorriso mostrando todos os dentes. Ele era incrivelmente lindo, assim como Edward e James, mas sua "brutalidade" espantava isso. Seus olhos ainda eram de um tom meio avermelhado.
Era um instinto natural, que todo ser humano tinha, sentir-se ameaçado pela perfeição desses vampiros, instinto que em mim estava ausente. Me pergunto por que tive vontade de me esconder atrás de Jake e Edward.
Continuei imóvel e Emmet continuou a esperar pela minha apresentação. Devido a falta de fala ele abriu um imenso sorriso malicioso.
Tive a sensação de que esse sorriso iria rasgar suas bochechas.
-Devido a sua reação, presumo que você seja Bella. – Tudo que eu consegui fazer foi balançar a cabeça para cima e para baixo mecanicamente, o que o fez gargalhas, feito um urso. Ótimo, começar a usar metáforas sem sentido era um péssimo sinal. – Então você é a deliciosa refeição sobre duas pernas que corajosamente se apaixonou pelo meu irmãozinho?
Eu devo estar perdendo toda a lucidez que me resta.
Bella, acalme-se, o único que pode ler mentes é Edward. Ele responder minha metáfora com outra metáfora foi apenas pura coincidência. Agora pare de tremer e formule uma resposta!
-E você é o filho rebelde e descontrolado que embarcou na família Cullen recentemente, estou certa?
Fiquei em duvida se ele entendeu uma única palavra minha. Ele ficou calado durante algum tempo. Parecia confuso, quase desacreditado.
Eu devia ter cutucado alguma ferida antiga. Magoado aquele brutamonte aparentemente sem sentimentos.
Então ele virou-se para Edward. Provavelmente perguntando algo para ele.
-Não tão estranha assim, só acostumada com coisas bizarras. – Edward respondeu e apertou ainda mais minha cintura.
-Que criança estranha. – Emmet disse ainda me encarando. – Ainda estou esperando seus berros. – Ele disse olhando para mim, esperando mesmo que eu fosse berrar.
-Desapontado? – Eu perguntei sarcasticamente. Ele era divertido.
-Nem imagina o quanto. – Ele respondeu fazendo beicinho como uma criança. – Então, quando partimos? – Ele pareceu incrivelmente empolgado, ansioso para brigar.
-Emmet, antes disso precisamos saber para onde iremos. – Alice pulou até alcançar seus ombros, em seguida puxou seu rosto para encarar seus olhos. – Que tal nos contar tudo que sabe?
-Você é mesmo uma recém-nascida. – Ele disse tentando soltar os dedos dela de seu rosto. – Ainda é incrivelmente forte, ainda mais que eu. – Pareceu impossível, alguém tão pequena como Alice ser mais forte do que ele.
Ela abriu um sorriso doce para ele e foi sentar-se no braço do sofá. Jake seguiu-a e sentou-se no sofá.
Edward me puxou até uma cadeira que estava "jogada" no quanto da sala. Levantou-a e sentou-se me puxando para seu colo.
Emmet sentindo-se a vontade sentou-se no chão da sala e começou a nos contar.
-Por coincidência há seis anos, eu estava passando por essa minúscula cidade com um grupo de nômades. Não faço idéia porque eles estavam aqui, mas tinha Volturi para tudo que é canto.
-Que tipo? – Edward perguntou com a voz gélida.
-Eles mandaram assassinos. Se eles queriam capturar Alice eles deveriam ter mandado alguém mais especializado, os que eles mandaram eram inexperientes. Caçavam onde bem entendiam e faziam o que queriam. Eu fui o único do grupo que sobreviveu. – Não havia dor alguma em sua voz. – Aparentemente eles estão de volta, no mesmo local de antes. Mas dessa vez, apenas dois assassinos. Os mesmos de seis anos atrás.
-Ou seja, se Alice foi morta pelos Volturi, eles são os responsáveis. – Jake disse sem nenhum entusiasmo.
-Exato. Agora podemos ir la comprar briga com eles? – Ele lançou seu olhar pidão para todos na sala.
-Claro. – Edward e Alice disseram juntos com a voz incrivelmente gelada.
-Vamos lá tocar um terror neles!
Fim do capítulo onze.
Bom dia pessoas! Não, eu não abandonei a fic, não eu não morri. Meu computador chegou enfim, mas as aulas de exame e recuperação estão tomando todo meu tempo. A propósito esse capítulo foi escrito na aula de exame de Matemática. Ai se o Wagnão – professor pelo qual chamamos carinhosamente de waginão – descobre. Ele me mata. Enfim, a fic está chegando em sua parte mais emocionante e ao final também. Espero que continuem gostando até o fim! Vou tentar postar o mais rápido possível, portanto não me abandonem ok?! ;-;
Beijos.
Melanie Stryders.
Respostas:
.Dakotta.: Você deve ser muito comédia, eu vivo caindo, meu pai diz que eu nunca presto atenção nas coisas, por isso to sempre esbarrando em tudo ou batendo todos os membros do meu corpo. Mal sabe ele que eu puxei isso dele. A investigação ainda não começou, mas o Emmet apareceu. Ah! Sobre a fic que eu fui intimidada a ler, estou amando! Poste mais logo viu?!
Samara 'Marcia' McDowell: É uma boa pergunta! Eu não sei, acho que na minha cabeça, quando a Alice morreu a Bella tava distraída demais, duvido até que ela se lembre como foi ficar bêbada, as memórias daquela época não são muito fixas na cabeça dela. Mas eu precisava mostrar como ela estava desatenta na época. Que bom que está gostando, apesar do vício. Meu pc finalmente voltou, apesar de que eu ando sem tempo por causa das provas. Mas tentarei postar mais cedo!
Sol Swan Cullen: É, outro dia eu sonhei com isso. O Edward e a Alice torturando os queridos amiguinhos da escola de Bella. Eu amei, quem sabe eu poste como um especial. Espero que goste desse capítulo, e desculpe a demora.
Katy J. Cullen: Que bom que gostou, desculpe a demora. Espero que continue gostando desse também.
TyranDF: É, eu pretendo não ficar bêbada tão cedo, mesmo porque as minhas amigas me matariam. Eu sou tipo a pirralha da turma, se elas me pegam bebendo me matam. [u.u] Ficou bem vago mesmo, mas eu não tinha como fazer muito estrago, acabei me conformando. Desculpa a demora, eu ainda estou surpresa como quando eu conseguia postar todo dia, hoje parece impossível. Mas vou tentar MESMO ir mais rápido dessa vez. Beijos. :*
Bah Mary Cullen: É a Bella bêbada ficou muito estranha. Infelizmente enrolei mais um pouco com a aparição de Emmet nesse capítulo e os compromissos serão só no próximo. Desculpe e espero que goste.
Julliet desappear: Eu queria fazer a Bella bem boba enquanto ela estivesse bêbada, mas vou deixar isso para quando ela for beber com a Alice e o Edward. Sobre o ben e o ken, eu também fiquei triste de não colocar eles. Mas eu dei uma ajeitadinha neles nesse capítulo. Espero que goste!
Helena Cullen: Não esqueci não! Só ando sem tempo, mas ta ai o novo capítulo, espero que goste!
Jane Alves: Pois bem você acertou! O Emmet é a visita. Eu também não imagino a Bella bêbada – apesar de ter escrito – a idéia surgiu quando eu li a cena que a Meyer tirou do New Moon, cena que a Bella estava mesmo drogada. Mas eu queria deixá-la mesmo bêbada perto do Edward e da Alice, então me aguarde. [:x] Desculpe pela demora, mas o tempo ta mesmo curto. Espero que goste.
