Sakura
Capitulo 02: Memórias, Preocupações e Mentiras
Fazia uma semana desde que Yoh e Anna tinham partido. Hana chorava mais do que o normal, e sempre estava agarrado aos presentes que seus pais deixaram para ele. Toda vez que Tamao e Ryu tentavam segurar Hana ele chorava. Dava para ver que Hana estava com saudades de seus pais. Tamao e Ryu estavam desesperados, e era só a primeira semana. Como seria se Yoh e Anna não voltassem por seis anos? Keiko tinha avisado que iria visitá-los em um mês para ajudá-los, assim que terminasse de fazer um serviço.
Alem de Hana, Tamao e Ryu tinham mais um problema: Os amigos de Yoh.
Yoh e Anna não tinham contado a eles sobre a volta de Hao ou sobre o plano deles de irem atrás deles. Nenhum deles sabia que Yoh e Anna estavam, no momento, em algum lugar do mundo atrás de Hao. Nem mesmo Manta sabia disso. Tamao e Ryu teriam que contar a verdade na próxima visita deles.
-Ah... Hana-sama... Por Favor... Não chore... – A garota de cabelos rosa tentava acalmar Hana pela terceira vez naquele dia. Doía ver o bebê chorando tanto. Antes de Yoh e Anna irem, Hana era um bebê sorridente, e gostava da companhia de Tamao, mas agora... Agora Hana parecia querer distancia da jovem. Ele queria sua mãe e seu pai, ninguém mais – Não chore... Mamãe e Papai estão fora por um tempo... Mas eles vão voltar... Eu prometo...
O bebê pareceu entender o que Tamao tinha dito e parou de chorar. Tamao sorriu e colocou o bebê no chão, o olhando caminhar ate o sofá, onde estava o head-fone e a o lenço de seus pais.
-Às vezes esqueço que aquele bebê já pode andar... – Comentou Ponchi, surgindo do lado de Tamao.
-Hana-sama começou a andar duas semanas antes de Yoh-sama e Anna-sama partirem... – A garota se virou e foi ate a cozinha, onde Ryu estava cozinhando – Precisa de ajuda Ryu-san?
-Precisa não Tamao! – respondeu o homem, cortando o tomate – Como esta o patrãozinho?
-Hana-sama ainda chora toda vez que tento fazer algo que Yoh-sama ou Anna-sama faziam com ele... – os olhos da jovem estavam tristes – Ele sente muita falta deles... Eu odeio vê-lo chorando... Sinto como se a culpa fosse toda minha...
-Você sabe que não é sua culpa Tamao... A única pessoa culpada por isso é o Hao... – Ryu levantou a faca e desceu com força – Como ele ainda está vivo?! Nós o matamos! Eu estava lá! Eu vi! E agora ele quer usar o patrãozinho para seu plano...!
Os olhos de Tamao se encheram de água.
-Mas... Eu nem consigo segurar Hana-sama sem fazê-lo chorar... – a jovem começou a chorar – Ele esta sofrendo tanto... Eu prometi a Yoh-sama e a Anna-sama que cuidaria do filho deles enquanto eles estão fora mas... Mas...
-Como assim "enquanto eles estão fora"?! uma voz de trás dos dois perguntou indignada. Tamao e Ryu se viraram e se depararam com Horo-Horo, Lyserg, Chocolove, Ren, Jun, Pirika e Manta. Horo-Horo parecia furioso, enquanto o resto surpreso.
Atrás deles, Hana veio andando. A atenção de todos se direcionou ao bebê. Ele caminhou até perto de Pirika, e depois caiu sentado no chão.
-Ahhhh!!! – Pirika exclamou, pegando o bebê no colo. – Você já consegue andar Hana-chan?!
O bebê apenas a olhou, e depois olhou em sua volta, como se tivesse procurando por alguém.
-O que você quis dizer com "enquanto eles estão fora"? Onde estão o Yoh e a Anna?! – O ainu estava ficando irritando.
-Horo-Horo-kun... Fica calmo... – O inglês tentou acalmar o amigo, mas foi em vão.
-Não! Onde eles estão?! E por que você disse que Hana está sofrendo?! Por que isso?! - gritou Horo-Horo novamente. Logo depois Hana começou a chorar.
-Nii-san!!! – advertiu – Você fez Hana-chan chorar!
O ainu olhou para baixo com vergonha, depois olhou para o pequeno xamã loiro chorando no colo de sua irmã. Se aproximou dos dois e tentou acalmar o bebê, que nem Pirika fazia.
-Não adianta... – seus olhos se encheram de lagrimas. Tamao não agüentava ver Hana daquela maneira... O ver chorar e saber que não podia fazer nada para ajudá-lo... Saber que estava falhando a missão que Yoh e Anna a tinham deixado... Isso também trazia lagrimas a seus olhos. – Hana-sama sempre chorar... Ele... Ele sente falta de seus pais... E não podemos fazer nada... Hana-sama continuara a chorar até Yoh e Anna voltarem...
Todos se entreolharam, e Ren, se aproximou de Tamao, colocou uma mão em seu ombro para acalmá-la e perguntou:
- O que houve com Yoh e com a Anna?
Tamao e Ryu levaram todos para sala, e lá explicaram o que aconteceu. Explicaram sobre Hao, sobre o que ele tinha dito e o porque de Yoh e Anna não terem contado para eles a verdade antes de partirem.
-Quer dizer... Então ele ainda está vivo... – Chocolove parecia que ainda não tinha entendido direito o que tinha acontecido.
-Mas... Nós o matamos! Enquanto descansávamos, os Gandharas, Mikihisa-san, Jun-san, você Tamao-san e Anna-san chegaram! Os Gandharas tinham os elementares com eles... E o Silva, Kalim nos deixaram passar em lutar... E os outros... Com os elementares e a judá de todos foi fácil... – relembrando todos os acontecimentos do combate lendário. Mikihisa, Jun e alguns dos Gandharas ficaram para trás lutando contra os oficiantes enquanto os guerreiros seguiam em frente. Quando chegaram onde Hao estava, ele estava começando a levantar – Hao ainda não estava acostumado com o enorme poder do Grande Espírito... Durante a batalha, ele perdeu o controle... E todos juntos o atacamos... Ele simplesmente desapareceu!
-Eu lembro... Ele sumiu, não tinha nada restante... Goldva então nos perguntou quem seria o próximo Shaman King... – O chinês estava pensativo, verificando se tinham deixado algo passar.
-E decidimos na Sati... – completou Horo-Horo. – Porque sem ela não teríamos conseguido... Quando ela acordou ela realizou um desejo de cada um de nós.
-Eu pedi para poder ter a chance de falar com meus pais pelo menos uma vez... Lógico, eu não sabia que a Anna-san era uma itako e podia ter chamado os espíritos deles...
-Eu pedi para que pudesse ter uma are para fazer minha plantação de Fuki.
-Eu pedi para poder trazer Redseb, Seyrarm e o pai deles de volta... Ainda me sinto responsável por ter-los causado tanta dor... Mas não podiam trazer o pai deles de volta porque ele já estava dentro do Grande Espírito, e seria errado trazê-lo de volta para ressuscitá-lo quando ele já esta descansando em paz.
-Eu pedi para forte. E o Yoh...
-Patrão Yoh pediu para que o tal poder que a patroa Anna tinha desaparecesse... – Ryu completou.
-Então como ele pode estar vivo?! – gritou Horokeu irritado.
-Não importa como... O que importa é que ele está vivo... – os olhos de Ren se direcionaram ao bebê que dormia chão – E está atrás do Hana.
-Nossa... – era a primeira vez que Manta tinha dito alguma coisa desde que entraram na cada – Hana deve ser mais poderoso do que imaginávamos...
-O que você quer dizer com isso Manta? – o comediante perguntou.
-Bem... Vocês todos são muito poderosos... Mas Hao nunca se importou em usá-los para alguma coisa... Talvez fosse porque ele tivesse o Espírito de Fogo do lado dele, mas mesmo assim ele nunca se deu tanto trabalho para tentar trazer vocês para o lado dele... Com o Hana ele pretende esperar seis anos, e ira se arriscar em lutas contra o Yoh e a Anna...
-Isso significa que ele pode estar planejando algo muito grande... – continuou Lyserg – Algo para o próximo Shaman Fight talvez...
-E ele não tem mais o Espírito de Fogo... Um aliado poderoso para o próximo Shaman Fight seria perfeito...
Foi então que todos se deram conta do plano de Hao.
-Faz uma semana... – a jovem estava abraçando seus joelhos. Atrás dela estava uma barraca, e a sua frente uma fogueira queimava. Seus olhos estavam concentrados na fogueira, seus pés estavam sujos, seus cabelos meio bagunçados e seu rosto cansado. Seu marido se aproximava dela, carregando lenha. Sua condição não era melhor que a dela. Atrás dele, o espírito de um samurai o acompanhava.
-Verdade... – se ajoelhou e começou a colocar mais lenha na fogueira, aumentando o fogo – Provavelmente em alguns meses iremos perder a noção do tempo.
-Não pretendo levar meses nessa procura. – Anna levantou seu olhos e olhou para seu marido – Quero encontrá-lo, matá-lo e voltar para casa. Quero voltar a tempo de poder ouvir as primeiras palavras de Hana...
-Sim... Eu também quero ouvir as primeiras palavras de Hana... – Yoh se sentou ao lado de sua esposa, passou um braço em volta dela e a trouxe mais para perto, tentando aquecê-la mais – Quero ouvir nosso Hana dizendo a primeira palavra dele... "papa".
-E quem disse que a primeira palavra dele será "papa"? – perguntou se afastando de seu marido para poder encará-lo.
-Eu disse! – respondeu sorrindo e apontando para si mesmo.
-Bem, eu digo que a primeira palavra dele será "mama".
-Por que seria "mama"? – perguntou curioso, Yoh realmente não via nenhuma razão para a primeira palavra de seu filho ser "mama"
-Não sei... – começou sarcástica – Talvez porque EU que o carreguei na minha barriga por nove meses. E EU que o dei leite...
-Verdade – interrompeu – Mas fui EU que o segurei primeiro. E EU que sempre arrumo o quarto dele quando ele vai dormir, e EU que preparo o canto onde ele brinca, EU faço as mamadeiras, troco as fraudas, vou verificar nele a noite...
-Isso não é verdade Yoh, eu também troco as fraudas e sempre vou com vocês à noite para checar nele. – Anna já estava começando a ficar irritada.
-Hum... Yoh-dono...? – chamou Amidamaru, aparecendo atrás de seu mestre.
-Sim Maru? – perguntou, desviando sua atenção da discussão.
-E se tudo isso for uma armadilha? – o espírito parecia preocupado – E se na verdade nós estivermos fazendo exatamente o que o Hao quer?
-Nós já consideramos isso Amidamaru. – a itako que respondeu.
-C-como?
-Sabemos que tudo pode ser uma armadilha, mas não podemos arriscar. Não podemos deixar que Hao machuque o nosso filho. – o garoto sorriu – Anna que considerou isso na verdade.
-Outro motivo para a primeira palavra dele ser "Mama"! – Anna olhou seu marido de um jeito provocante.
-Ei!
O espírito do samurai sorriu enquanto via o casal discutindo. Toda a noite os dois faziam a mesma coisa: discutiam sobre Hana. Na noite anterior eles discutiram sobre o que deveriam fazer quando voltassem. Yoh dizia que ele devia cumprir a promessa que fez, de ver o festival de Sakura e depois ter um piquenique em família, só ele, Hana e Anna. Anna achava que isso podia esperar, e que a primeira coisa que deviam fazer era contar a Hana o porquê eles estavam longe por tanto tempo. Yoh achava que isso podia esperar, por que contar uma coisa tão triste e violenta numa época tão feliz?
Mas não importava o quanto eles discutiam, Amidamaru sabia que aquilo só mostrava o quanto eles amavam e sentiam falta do pequeno Hana.
Ele mesmo também sentia falta do pequeno. Depois de passar um tempo com Hana, era impossível não adorá-lo. O samurai ainda tinha na cabeça as memórias de Hana. Quando o bebê o olhava e ria... Ele também se lembrava de quando tentava falar com o pequeno e este sorria por ouvir algo tão estranho e tão diferente quanto a voz de um espírito. Hana também muitas vezes levantava as mãos para ele, mas, infelizmente, Amidamaru é um espírito, e não podia segurar a mão do bebê que nem seus faziam. Amidamaru também sentia falta do garoto... E ele estava decidido a proteger Hana, que nem ele fez com Yoh.
O samurai também se lembrava do dia em que conheceu Anna... Logo depois que Manta foi embora do hospital, Yoh e Anna começaram a discutir. Anna estava dando bronca em Yoh por quere protegê-la toda a hora e de tudo. Yoh dizia que ela deveria agradecê-lo por se importar tanto com ela. Anna deu um tapa em Yoh. Ela comentou algo sobre treino e uma promessa, que depois Amidamaru descobriu que foi uma promessa que Yoh fez a Anna quando eles se conheceram. Yoh ainda tinha lagrimas nos olhos. Anna se aproximou dos dois, pegou as chaves da pousadas que estavam em cima da mesa de cabeceira, e, para a surpresa do samurai, beijou a bochecha vermelha de Yoh. Nenhum dos dois corou ou pareceu surpreso pela ação repentina. Na verdade, parecia que estavam acostumados a tais demonstrações de afeto. Yoh apenas sorriu e a observou sair do quarto enquanto dizia "Melhoras... Boa Noite Yoh...". E ele respondeu com um "Boa Noite Anna". O samurai jamais irá esquecer o que Yoh disse logo depois dela ir embora, com o maior sorriso que ele já tinha visto... "Eu nunca a vi tão contente... Eu estou tão feliz que ela veio Maru! Você não sabe o quanto eu a amo..."
Até hoje Amidamaru não entende o que aconteceu naquele hospital ou a relação entre os dois. Mas ele tem certeza que, o que no inicio parecia ódio e rancor, na verdade é demonstração de carinho, preocupação e, mais importante, amor. Não importa o que, o amor que Yoh e Anna sentem um pelo outro, e o amor que ambos sentem pelo seu filho, jamais irá acabar.
Voltando das memórias para o mundo real, Amidamaru olhou novamente para o casal e corou a visão. A sua frente Yoh abraçava a cintura de Anna, a trazendo bem perto de si. Anna o puxava pelo pescoço. Os dois se beijavam com paixão. Amidamaru não conseguia ver como da discussão sobre qual seria a primeira palavra de Hana se tornou naquele beijo apaixonado. Não era a primeira vez que ele via uma cena assim, quando a Anna devolveu o oráculo para Yoh, ele a agradeceu e logo depois ambos tiveram um momento como esse. Às vezes o samurai se perguntava se era tão difícil para os dois acharem um quarto e fazerem aquilo em privacidade.
"É melhor deixá-los sozinhos..." pensou Amidamaru se retirando.
Yoh e Anna se afastaram depois de um tempo. Yoh a olhou sorrindo, enquanto a itako olhava seu marido sem nenhuma expressão no rosto. Lógico, Yoh sabia que não era isso que Anna estava sentindo. Ele a conhecia tão bem a ponto de conseguir ver através de seu olhar em branco.
-Algo está te preocupando... O que houve? – sua mão repousou no rosto dela, enquanto ele a olhava preocupado.
-Não é nada... – respondeu, virando o rosto, agora corada.
-Não minta... O que foi?
-Eu... Eu confio na Tamao e no Ryu mas... Mas...
-Mas ele estaria bem melhor com a verdadeira família dele... Eu sei... – comentou, abraçando sua esposa com força e fechando os olhos, segurando as lagrimas.
-Eu gostaria que Matamune pudesse ficar lá também... – a itako também estava lutando contra as lagrimas – Eu confio minha vida nele... Mas...
-Depois do combate final Matamune foi dar sua volta ao redor do mundo... Você o chamou durante a noite para ele nos ajudar a derrotar o Hao... Agora ele está sei lá onde. – informou.
-Você lembra quando descobrimos que eu estava grávida? – Anna agora estava com sua cabeça repousada no peito de seu marido.
-Sim... Você ficou grávida durante aqueles três meses de treinamento do Chô Senji Ryakketsu... No inicio de dezembro, antes das batalhas começarem... – Um sorriso agora estava no rosto do garoto enquanto relembrava um dos dias mais felizes de sua vida
-Você estava em pânico quando comecei a passar mal... Pediu imediatamente para Faust me examinar. – Anna agora segurava uma risada ao se lembrar de quanto engraçado era ver Yoh em pânico.
-Eu lembro que quando fui para o inferno, Yohken me perguntou se eu tinha deixado descendentes... Eu fiquei tão vermelho – soltou uma risada – Na época só Amidamaru, Faust e a nossa família sabia sobre o bebê...
-Eu já era parte da família, né? Logo depois daquilo Mikihisa nos contou sobre Hao e acabou descobrindo o nosso segredinho... Depois a família disse que tínhamos que nos casar o mais rápido possível.
-Eu me lembro daquele dia... O nosso casamento foi muito simples...
-Sim, eu gostaria de ter tido mais tempo para planejar o casamento perfeito. Mas aquele também estava bom.
-Eu também me lembro do dia em que descobri que era a outra metade do Hao... – naquele momento, a voz de Yoh ficou mais triste, e seu olhar também.
Anna se afastou com raiva. Estava cansada daquilo. Levantou sua mão esquerda e deu um tapa no rosto de seu marido.
-Chega Yoh! Você não é a outra metade do imbecil do Hao! – gritou com raiva, lagrimas descendo de seus olhos. – A maior prova disso é o nosso filho! Ele é meu filho com você! Não me filho com você e Hao! Meu filho com você e só você!!!
-Eu sei disso... – sorriu tristemente.
-Eu sempre odiei seu irmão. – sua voz estava mais calma, mais ainda guardava muito ódio – Eu me lembro... Eu me lembro de o quanto deprimido você ficou quando descobriu que era irmão do Hao. Primeiro te veio uma sensação de culpa. Culpa por todas as vidas que Hao tirou. Você se achava culpado por tudo aquilo... Até pensou em se entregar para os X-Laws para que eles te matassem...
Yoh olhou assustado para Anna. Ele nunca tinha contado para ela nada sobre aquilo. Nada sobre o quanto deprimido ele estava ou sobre se entregar para os X-Laws. Como ela sabia? Ela lia mentes? Ah... Era verdade. Ela lia mentes. Yoh às vezes se esquecia disso. Mas ela não lê mais. Graças a Sati, a Shaman Queen, Anna não sofre mais com aquela maldição... Ele sempre seria grato a Sati por isso.
-Depois você tentava me enganar e enganar os seus amigos... Seus amigos buscavam ajuda e suporte no seu sorriso, aquilo os ajudava a lutar... Então... Você se sentia obrigado a sorrir mesmo estando miserável... Você queria ajudar seus amigos... Mas ao mesmo tempo ano queria que eles descobrissem que você estava sofrendo... Tantos sorrisos falsos você deu naquela época... Nenhum de seus sorrisos era verdadeiro... – os olhos de Anna ficavam mais e mais tristes cada vez que se lembrava mais e mais daquela época – Você chorava a noite e não queria contar para ninguém o que sentia... Ficava se fechando... Você se afastou de todos... Se afastou de mim...
-Anna... Eu... – começou, mas foi interrompido.
-Depois você não sabia se seria um bom pai. Sentimentos de magoa contra seu próprio pai se formaram, e muitas incertezas formaram em sua cabeça. Se ele realmente te amava. Se ele queria acabar com você junto com o Hao. Ficou se perguntando se eu e o nosso futuro filho seríamos mais felizes com o Hao. Você ficou inseguro, achando que não era nada alem de uma parte fraca e insignificante do Hao. Depois começou a acreditar que não tinha chance de se tornar o Shaman King, que iria me decepciona. Ninguém mais tinha confiança em você e você sabia disso. Nem seus amigos ou sua família. Você achava que eu era uma daquelas pessoas. E aos poucos ficou com medo que eu te deixasse pelo imbecil do seu irmão. "Ele é mais forte. Mais bonito. Mais corajoso. Mais parecido com ela. Ele é o original". Era o que você pensava. T
Os olhos de Yoh se encheram de culpa. Sim, teve uma época que Yoh não tinha mais certeza de nada. Uma época em que ninguém acreditava nele, e que ele acreditava que Anna também não o queria mais. Foi a pior fase de sua vida. Sentir como se estivesse sozinho. Ele jamais queria se sentir aquilo de novo... E ele sabia que não iria. Agora ele tinha certeza de que Anna jamais o deixaria. E a maior prova do amor eterno entre os dois era seu lindo filho, Hana.
-Eu me sentia inútil. – isso chamou a atenção do jovem. – Eu sabia que você estava sofrendo e deprimido, mas não conseguia me aproximar de você o bastante para te ajudar. Provavelmente foi assim que você sentiu quando estava tentando se aproximar de mim depois do nosso primeiro encontro... Eu queria tanto te ajudar... Então decidi que iria ficar repetindo que você seria o Shaman King e se casaria comigo. Você desistiu do Shaman Fight e estava ainda mais para baixo... Então eu fui te ajudando... Te fazia companhia e repeti novamente que eu era apaixonada por você... E sua confiança voltou aos poucos... Até o dia em que devolvi o oráculo para você... Ali você voltou a ser o mesmo Yoh de sempre...
Yoh sorriu enquanto se lembrava daquele dia. Sim, naquele dia Anna o havia salvado. Era incrível como Anna sabia tanto dele... Pode ser que era com a ajuda do reishi, mas... A maioria era Anna. Anna conseguia vê-lo por baixo de seu disfarce. Nisso ambos eram muito parecidos... Anna se escondia atrás de camadas de gelo, se afastava de todos e agia friamente para que todos a temessem, enquanto Yoh fingia estar sempre contente para que ninguém se preocupasse. Ambos escondiam seus verdadeiros sentimentos.
-Eu odiava tanto Hao... O seu jeito alegre, descuidado, preguiçoso... Eu não agüentava te ver sofrendo tanto... Não agüentava... Ele fez aquilo com você... Ele era responsável por aquilo! – Anna fechou os olhos com força para segurar a raiva – Mas... Agora o que ele fez... Ameaçar fazer algo com o nosso filho...! Eu o odeio mais que nunca! Mais do que odiei qualquer outra pessoa! Mais do que odeie meus pai...
Yoh se levantou e abraçou Anna com força. Ele sabia como Anna se sentia. Ele também não agüentava isso... Queria tanto voltar para casa e ter sua família como devia ser. Ele, Anna e Hana...
-Está tudo bem...
-Eu nunca irei perdoá-lo Yoh! Nunca!
-Eu sei... – Yoh repetiu, trazendo sua esposa para mais perto de si e beijando a testa dela. – Mas para voltarmos temos que derrotá-lo... Vamos dormir agora... Já sabemos onde ele está, tudo que precisamos fazer é dormir e amanha iremos atrás dele...
Com isso, Yoh conduziu Anna até a tenda. Os dois deitaram na tenda. Anna de costas para Yoh, e Yoh abraçando Anna pela cintura. Era assim que sempre dormiam.
-Boa Noite Yoh... Eu te amo...
-Boa Noite Anna... Eu sei... Eu também te amo...
Com isso ambos fecharam seus olhos, quase prontos para dormir, mas antes tinham que dizer mais uma coisa:
-Boa Noite Hana.
Deitado observando as estrelas. Era assim que o Supre Onmyôji Asakura Hao se encontrava no momento. Um sorriso despreocupado estava no seu rosto. Era estranho ter que viajar sem o Espírito de Fogo, ele tinha que admitir. Mas felizmente ele era um xamã poderoso, e sempre conseguia o que queria.
Hao se surpreendeu quando descobriu que Yoh e Anna tinham vindo atrás dele. Mas não podia deixar de achar meio divertido. Já tinham batalhado uma vez. Seu irmãozinho ainda era fraco, e sua esposa também. Ambos estavam nervosos porque ele tinha envolvido o Hana no meio da confusão. Eles precisam morrer mais algumas vezes para se tornarem poderosos o suficiente para derrotá-lo. Um poder que ele só viu uma pessoa portar... E essa pessoa era seu sobrinho.
Hao se lembra de quando descobriu que ia se tornar tio. Como ele Yoh nunca tiveram muito tempo sozinho, ele nunca conseguiu ler algo sobre Hana na mente de seu irmão. Na noite em que ele dormiu no alojamento dos cinco guerreiros, antes da batalha na praia. Ele e seu irmão estavam no mesmo quarto. No meio da noite, Yoh se levantou e saiu do quarto. Hao achou estranho e se levantou e olhou para onde seu irmãozinho estava indo... O quarto da Anna.
Hao se sentiu estranho espionando Yoh. Por um momento ele pensou que estava na casa de sua família, e que ele estava prestes a descobrir um segredo de seu irmãozinho e dedurar para a mamãe. Era engraçado imaginar isso, mas era assim que ele se sentia. Como um irmão mais velho espionando seu irmão mais novo. E quando estava lá, ele ouviu o segredo. Yoh e Anna estavam conversando sobre um bebê. Não só um bebê, o bebê deles! Aquilo pegou Hao de surpresa. Era a primeira vez que ele teria um sobrinho. Uma idéia divertida... E ainda mais imaginar que o inocente Yoh deixou Anna grávida com a idade de 14, 15 anos! Nossa...
Lógico, na época tal informação não fazia diferença para ele. Não faria diferença se Yoh e Anna tivessem um filho ou não. Em sua mente, ele iria ser o Shaman King. Achava que os cinco guerreiros nem teriam tempo de chegar até ele a tempo. Mas ele não tinha calculado uma coisa: O poder do Grande Espírito.
O Grande Espírito é feito de toda a sabedoria, todas as almas e o maior poder do universo. Para uma pessoa tão poderosa quanto ele conseguir se acostumar com tal poder demora no mínimo dois dias. Logo depois de receber o Grande Espírito... É difícil de explicar a sensação. É como se fosse um ultimo teste para ver se você pode ou não ser o Shaman King. É muito poder e muita sabedoria que é recebida de uma vez só. E ele teve que lutar com tal poder alguns minutos depois de ter-lo recebido. Estava claro que ele não iria conseguir vencer. Ele teve sorte de ter ao menos sobrevivido. Hao estava esperando demais de si mesmo. Não era o mesmo de receber o Espírito de Fogo, foi o que ele conclui quando acordou na praia, 5 dias depois de Sati ter se acostumado com o Grande Espírito.
O Espírito de Fogo. Hao foi idiota em achar que o Grande Espírito era que nem o Espírito de Fogo. Ele conseguiu o espírito de Fogo 500 anos atrás. Controlar o Espírito de Fogo é bem fácil, na verdade... Mais fácil do que controlar espíritos humanos ou espíritos como Matamune, Ohachiyo que tem vontade própria. Não, o Espírito do Fogo obedece ao seu mestre, no exato momento em que você se torna seu mestre, ele se torna leal. E se você tem poder suficiente para controlá-lo, que nem os cinco guerreiros têm, é possível lutar com ele em minutos... Porem o Grande Espírito é diferente.
O Espírito de Fogo... Ele se lembra do porque escolheu o Espírito de Fogo entre todos os outros elementares... Foi por causa de sua mãe. Asano Ha, sua mãe que morreu quando ele tinha apenas seis anos. Morreu queimada. Os humanos a amarraram na casa e queimaram... Hao ainda se lembrava dos gritos desesperados de sua mãe... De quanto ela gritava pedindo para que ele fugisse... Seus olhos estavam arregalados enquanto observava sua mãe. Ela o olhou e abriu um sorriso... Pronunciou seu nome e morreu.
Naquele dia seu ser se encheu de ódio. Chamas de ódio. Ele fugiu e depois de uns dias se encontrou com Ohachyo. Depois descobriu sobre o Shaman Fight, e enquanto treinava no inferno descobriu sobre os elementares: Espírito da Chuva, Espírito da Terra, Espírito do Vento, Espírito do Trovão e Espírito do Fogo. Hao decidiu roubar um deles para si. E qual mais perfeito do que o Espírito do Fogo? Ele mataria os humanos com o fogo... O fogo que eles usaram para matar sua mãe seria usado para morte deles.
Depois do combate Final Hao acordou na praia em que estava acontecendo o Shaman Fight. Não tinha mais ninguém ali. Ele assumiu que já tinha se passado no mínimo 5 dias desde que a Shaman Queen se acostumou com o poder do Grande Espírito. Provavelmente ninguém sabia que ele estava vivo. Nem seus servos. Mas e daí? Eles não serviam para nada mesmo. Eram inúteis... A única a qual ele tinha uma afeição era Opacho, mas Hao já previa que Yoh arrumou uma família para ele. Então o que fazer?Ele teria que esperar até o próximo Shaman Fight, roubar o Espírito do Fogo novamente, que iria retornar ao Grande Espírito assim que Lyserg morresse, e se tornar o Shaman King. Ele teria que treinar mais 500 anos no inferno...
Então ele se lembrou. Yoh e Anna teriam um filho. No inicio isso não tinha nenhuma utilidade para ele, mas agora... Por que morrer agora? Dava para esperar...
Então com um tempo, Hao foi ganhando mais poder enquanto esperado o mês de agosto chegar. Quando finalmente chegou, ele foi para Tokyo, e ficou espionando o casal. Até o dia em que Hana finalmente nasceu. Ele sabia que o pequeno guardaria um grande poder, mas... O poder dele era bem maior do que ele esperava! Isso seria de muita utilidade para ele... Mas não enquanto Hana fosse um bebê, não... Hao iria esperar seu querido sobrinho crescer, para poder por seu plano em ação. Ele observeu a rotina do casal por um tempo, e decidiu que iria conhecer seu sobrinho. Hao tentou fazer a visita antes, mas eles saíram para uma viagem a Izumo. Quando retornaram, ele viu seu sobrinho de perto pela primeira vez. Hao tinha que admitir que seu sobrinho é um dos bebês mais lindos que ele já tinha visto nos seus 1016 anos de vida. Não estava em seus planos Yoh e Anna o descobrirem ou o seguirem... Mas ele podia usar isso a sua vantagem... Definitivamente isso podia lhe dar vantagem...
Um mês se passou desde que Yoh e Anna foram embora. Hana estava cada vez pior. A maior parte do tempo ele chorava. Keiko apareceu para tentar ajudar Tamao e Ryu, mas a verdade era que nem ela conseguia acalmar o pequeno xamã.
-Pronto... – Keiko apareceu descendo as escadas. – Hana finalmente dormiu.
-Eu... Eu não entendo... Antes Hana adorava passar tempo com a gente... – Tamao estava a beira de lagrimas. Ela não estava agüentando mais. Ela se sentia como se tivesse traído Yoh e Anna. Ela queria tanto ajudar o pequeno Hana, mas ele não queria nem chegar perto dela.
-Meu neto sente falta de seus pais... Lembro que quando Yoh tinha 7 anos ele conheceu Mikihisa... Depois quando Mikihisa foi embora... Ele ficou muito triste... – os olhos da miko entristeceram ao se lembrar daquilo – Depois Yoh só viu Mikihisa no Shaman Fight, quando ele contou que ele e Hao... Você sabe... Mas naquela época, Yoh já não referia para a ele como "pai".
-Deve ser difícil para o patrãozinho ficar longe dos pais dele... – Comentou Ryu.
-Mas o que podemos fazer Ryu-san?! – perguntou Tamao com lagrimas saltando de seus olhos – Não temos idéia de quando Yoh-sama e Anna-sama irão voltar! E nesse tempo, Hana nem nos deixar tocar nele!!!
-Acalma-se Tamao... – Keiko abraçou a garota, que chorava desesperada – Nós iremos arranjar uma solução...
Mais uma semana passou, e Yoh e Anna ainda não tinham voltado. Hana continuava na mesma, e não largava o presente que os pais deram. No momento, Keiko estava cozinhando, Ryu estava no mercado e Tamao estava sentada no sofá observando Hana, que estava sentado no chão, em cima de vários cobertores e com almofadas em voltar, do jeito que Yoh fazia.
-muh... – um som foi ouvido da boca do pequeno, chamando a atenção de Tamao e Keiko.
-O que disse Hana...? – perguntou Tamao surpresa.
-Puh... – Os olhos de Hana se encheram de lagrimas enquanto levantava o lenço que Anna o tinha dado em uma mão, e os head-fones de Yoh na outra mão – Muhwa...Puhwa... Mawa... Paaaa... Mamaaaa... Papa... – o bebê começou a chorar e levantou o lenço – MAMA!!!!!! – levantou os headfones – PAPA!!! MAMA!!! PAPA!!!
Keiko arregalou seus olhos. As primeiras palavras de Hana. Ele conseguiu falar duas palavras de uma vez... Ele era realmente um garoto esperto. Mas... Ele estava chorando... Ele sabia que aqueles itens pertenciam a seus pais... E ele queria seus pais de volta... Hana estava sofrendo tanto longe de seus pais.
-Não. Hana... – disse Tamao, se abaixando para ficar mais perto da altura do pequeno – Eu... – apontou para si mesma – Sou mama.
Keiko olhou surpresa para Tamao, mas depois entendeu o que Tamao queria fazer.
Hana balançou a cabeça com força e mais lagrimas saíram de seus olhos. Ele levantou o lenço novamente.
-MAMAA!!! PAAAPA!!!
-Hana... Acalma-se... Eu... Eu sou sua... – Tamao tentava acalmar o bebê. Mas ele não ouvia.
-PAPAAA!!!! – gritou novamente – MAAAMA!!!!!
-Hana... – a garota estava ficando mais e mais desesperada. Como ela iria conseguir acalmar o garoto? Como iria convencê-lo de que ela era sua mae? – Mama.
-PAPA!!! – gritou o bebê levantando os headfones, depois levantou o lenço – MAMA!!
-NÃO!!! –Gritou Tamao finalmente, surpreendo Keiko e Ryu, que estava entrando na casa - EU SOU "MAMA" HANA!
-MAMA! PAPA! – o bebê chorava mais e mais.
-QUIETO! – Tamao agora tinha um olhar gelado. Ela sabia que Anna, na verdade, era uma mãe super protetora, doce e jamais gritaria com seu filho. Anna era uma mãe amável e adorava segurar Hana no colo e sorrir para ele. Mas Tamao jamais conseguiria ser assim com Hana... Hana não permita que Tamao fizesse isso... Então ela teria que ser a Anna que os outros conheciam. Uma garota fria, brigona, mandona, sem muita paciência.
O bebê chorou mais. Tamao pegou Hana no colo, e tirou o lenço e os headfones de sua mão. Ryu apareceu na porta naquele momento. Keiko observava a garota de cabelos rosa subir as escadas segurando seu neto que chorava sem parar.
-Eu quero tudo que lembre Yoh-sama e Anna-sama embora. – ordenou Tamao das escadas – Fotos, pertences, tudo! Coloque tudo deles dentro de uma caixa e guarde em um lugar onde Hana-sama não irá encontrar. – os olhos de Tamao repousaram no pequeno, que ainda chorava – Vamos ver se assim Hana-sama consegue esquecê-los por um tempo... Não quero que ele sofra mais do que já sofreu...
Sakura, Capitulo 02: Memória, Preocupações e Mentiras
Espero que todos tenham gostado desse capitulo. Novamente irei dizer para que prestem atenção em todos os detalhes desse capitulo. Sobre Tamao... Eu não entendo como ela chegou a conclusão que mentir para Hana era a melhor opção, então resolvi fazer que ela decidiu isso porque estava em desespero.
Adorei a quantidade de reviews que recebi, espero receber o mesmo numero ou mais. D
s2asakura annas2: Que bom que você amou a fic! Eu tambem adoro escreve-la. D Não demorei nem um mês para escrever esse capitulo... Por favor, mande Mande outro review com comentários, partes preferidas, partes que não gostou!!! olhos brilham Ok...?
Suprema Onmyôji no Kami Sama Isa: Consegui o nome certo? Sei que esta faltando o "Jr." Mas não senti vontade de coloca-lo. XD Que bom que você adorou!! Espero que tenha adorado esse tambem... Tem um espaço so do Hao-sama. D Mas você viu tanto spoiler que duvido que tenha se surpreendido com algo. Não irei contar no que você precisa prestar atenção, descubre SOZINHA!! D O Horo-Horo não é inútil!!! Ele vaia aprecer muito na fic! Mande outro review!
LsAsk: Favoritos? olhos brilham serio mesmo? brilham mais AHHHHH!!! OBRIGADA!!! abraça Yay! Colocou nos favoritos! Muito obrigada!!! Espero não ter demorado nesse capitulo... Mande outro review com comentários, partes preferidas, partes que não gostou, etc... D
bOrboleta Aly: Outra pessoa que amou minha fic!! Estou tão feliz!!! D Espero que não tenha demorado muito... Por favor, mande outro review!!! Eu não me senti segura com o final desse capitulo, pode me dizer o que achou?
Chibi Anne: Interessante? Jura? Yay!! Minha fic esta interessante!! Muito obrigada!!! Muito obrigada!!! Que bom que gostou!!! Aqui está o capitulo, mande outro review ok... Esse é o ultimo capitulo com Hana bebê!!
Para aqueles leram e não deixaram reviews... DEIXEM REVIEWS...!!! Faz parte do programa "Deixe a fanfic writes feliz"!!! Só deixe um review e ficamos feliz!!! Não custa nada. D
