Sakura
Capitulo 04: Hana
Tokio, Japão. Uma cidade grande e movimentada. Pessoas em Tokio estão sempre com muita pressa. Sem perder tempo, elas andam tão rápido que já nem percebem a respiração visivel por causa do inverno saindo de suas bocas. Não percebiam o homem tentando chamar a atenção deles para dentro de seu novo mercado. Não percebiam o gatinho abandonado no lixo ou a folha caindo devido a estação do ano. Todos estavam com pressa, ignorando tudo ao seu redor. Todos menos uma pessoa.
O garoto de seis anos andava calmamente pelas ruas da cidade. Ele não via motivo para ter pressa, mesmo sabendo que ainda teria que andar 30 minutos até chegar em sua casa. Alem disso, ele já estava atrasado; Então por que correr? Ele já sabia que ia chegar atrasado, alguns minutos a mais não faria diferença. O pior que lhe poderia acontecer seria uma bronca e um tapa de sua querida, amavel, doce e gentil mãe.
Hana fez uma careta com o pensamento. Ele sabia que apelar para o lado sensivel e emocional de sua mãe não iria ajudar. Talvez o motivo de não funcionar seja que sua mãe não tem um lado sensilvel... Muito menos emoções. Certo, emoções ela tinha. Hana sabia, infelizmente, que sua mãe era o tipo de mulher que se irritava facilmente por qualquer motivo. Ele aprendeu pelo jeito difícil: Experiencia.
Não adiantava chamá-la de doce, amavel, querida ou "a melhor mãe do mundo". Ela não tinha dó do garoto. Nada daquilo a afetava. A tendencia era deixá-la ainda mais irritada. Irritação era uma emoção, né? Se não fosse por isso, Hana acharia que sua mãe não era nada além de um corpo sem alma. Mas infelizmente, para Hana, sua mãe tinha emoções. Era verdade, sua mãe lhe dava muito medo.
Soltou um grande suspiro e viu sua própria respiração saindo de sua boca. O pequeno xamã adorava quando estava frio o bastante para fazer isso. Hana respirava bem fundo, e segurava o ar por um tempo para deixá-lo quente. Depois ele soltava tudo de uma vez, e assistia a fumaça ir para frente rápido e logo em seguida subir lentamente para o céu, até ficar da mesma temperatura que o ar do lado de fora e desaparecer na frente do garoto.
-Mas a mamãe é tão malvada... – disse para si mesmo, depois de assistir o ar subir. Sempre achou que sua mãe era cruel. Ele ainda se lembrava quando, a alguns meses atras, procurou no armario de sua mãe algum uniforme. Qualquer um serveria, ele só queria prova de que sua mãe, nas horas vagas, trabalhava em algum lugar torturando pessoas. Podia ser qualquer tipo de uniforme, desde um uniforme preto com um capuz até um uniforme de enfermeira, aquelas que sempre davam as injeções nas crianças.
Não que Hana tivesse medo de injeções. Comparado com o treinamento de sua mãe, as injeções eram só algo que o fazia perder tempo. Mas ele sabia que varia crianças odiavam injeções. Sempre que ia ao médico, tinha uma delas chorando porque não queria tomar nenhuma vacina. Um bando de bebês chorões na opinião de Hana. Eles não aguentariam um dia vivendo com a mãe dele. Mas sempre que eles iam no hospital, ela parecia sorrir. Era como, de uma maneira estranha e sinistra, ela gostasse do som do choro de crianças.
-Isso explicaria muito. – murmurou – Eu não acredito que não achei nada.
Fez outra careta ao se lembrar novamente daquele dia. Sua mãe o tinha pego, e depois da explicação do garoto ela triplicou o treino. O pior foi que ela nem pareceu ofendida com o que ele tinha dito. O treino durou da manhã do dia seguinte, um domingo, até depois do jantar.
Hana detestava treino. Ele gostava de ser um xamã, mas não gostava de treinar. Na verdade, ele não sabia o porquê precisava treinar. Ele não precisava ganhar o Shaman Fight, já que este terminou antes mesmo de nascer, e o próximo só seria daqui a mais 500 anos. Ele não precisava derrotar o seu gemêo do mau que nem o garoto do seu livro preferido, o qual tinha que ler escondido, já que era filho único. Hana também não corria nenhum risco de vida. Então por que treinar tanto? Hana gostaria de poder passar a tarde brincando ao invés de treinar.
Hana também gostaria de ter uma mais doce. Uma que aceitaria seus desenho com
um sorriso e agradeceria, ao invés de pegá-lo, guardar numa gaveta velha e dizer para não faze-la perder o tempo dela. Uma mãe que iria deixá-lo brincar a tarde e que o abraçasse e o buscasse na escola. Uma mãe que se importasse mais com ele. Hana queria uma mãe. Ele queria uma mãe igual a mãe do livro dele. A que se casou com o garoto e teve um filho, e o abraçava e era gentil com o filho dela. Hana queria aquela mulher como mãe.
-Pensando bem... – Hana virou-se para o relógio de uma loja e abriu um sorriso. Se ele demorasse mais um pouco, quando chegasse nop balneario sua mãe seria forçada a pular treinamento porque estaria muito frio e muito tarde.
Com seu plano em mente, Hana começou a andar mais devagar. Estava ciente de que iria levar uma bronca quando chegasse em casa, mas já estava acostumado. Não era a primeira vez que tinha chegado em casa de próposito para não ter treino. E agora que os guerreiros estavam no balneario sua mãe não podia perder muito tempo dando bronca nele.
-Garoto! Isso, você com a tinta no cabelo e na roupa! – Hana virou-se sem paciência para o homem que o tinha chamado. Talvez fosse errado para ele ficar irritado por algo tão pequeno como só comentar a tinta que tinha sido derrubada nele no final da aula, mas foi o suficiente para deixar o garoto irritado. Fora que tinha sido muito rude.
-O que você quer? – perguntou, tentando ser o menos grosso possivel.
-Você quer vir para o meu mercadinho?
Hana já ia se virar e continuar andando quando se lembrou de uma coisa: Não tinha almoçado. Tinha ficado de castigo durante o recreio, por isso o dinheiro ainda estava com ele. Provavelmente quando sua mãe fosse checar sua mochila ela iria ver o dinheiro e iria saber que ele ficou de castigo. Hana não gostava de mentir, mas não dizer nada sobre algo que não foi perguntado não é mentira. E seria errado de sua mãe assumir que ele tinha ficado de castigo se não tivesse provas. Ele também estava com fome. Hana precisava se livrar do dinheiro, assim não teria prova de que ele não comeu, sua mãe não iria perguntar se ele ficou de castigo na escola e ele não teria que dizer que ficou de castigo e não iria apanhar.
Fora que comprar algo para comer iria atrasa-lo ainda mais para o treinamento.
-Claro. – Hana respondeu, abrindo um sorriso. O homem logo o guiou para dentro da loja.
Aquele era um mercado muito comum. Parecia mais uma padaria do que um mercado. As estantes eram cheias de biscoitos, doces, pães e nos fundos uma geladeira onde tinha diferentes coisas para beber e alguns sorvetes.
Não demorou muito para Hana achar algo que o interessava. Um pouco mais para o meio do mercado tinha uma estante, e no topo, bem no alto, tinha algo que o pequeno garoto adorava: Meropan.
Hana adorava aquele pão doce, e para sua sorte, sempre era barato de comprar. Correu para o lugar onde se econtrava os pães, mas fez uma careta quando notou que não alcansava a sacola.
Quem passasse pelo mercado veria um pequeno garoto loiro com tinta rosa no cabelo e na roupa pulando, tentando pegar a ponta da sacola plástica.
-Aqui... – disse uma voz masculina. Logo depois, alguém pegou a sacola cheia de pães doces para Hana e o entregou.
-Ah... Arigato... – respondeu baixinho. Logo depois olhou para cima para ver o rosto do homem. Ele era alto, tinha cabelos cumpridos e castanhos. Suas roupas eram muito estranhas, Hana notou. Ele tinha brincos com estrelas, e tinha um sorriso gentil, mas ao mesmo tempo triste. Seus olhos eram tristes, mas ao mesmo tempo eram bondosos e também parecia que tinha um pouco de maldade. Maldade que na verdade era solidão e dor. Hana também notou que o homem tinha muitos segredos. Segredos, Planos, Sonhos e um desejo por vingança e por companhia. Uma companhia que fosse parecida com uma que ele teve muito tempo atrás.
Piscou os olhos rapidamente. Odiava quando coisas assim aconteciam.
-Sem problemas. – disse o homem, ainda sorrindo para o jovem – Precisa de mais alguma coisa?
-Ah... Sim... – Hana disse, e depois apontou para as geladeiras – Eu preciso comprar algo ali.
-Certo. – o homem seguiu em frente deixando Hana para trás. O garoto estava surpreso que o homem iria ajudá-lo, mas não questionou. Correu para se juntar ao homem.
-Do que você precisa? – perguntou, olhando para o garoto.
-Eu preciso de qualquer coisa para beber que não seja tão cara. – disse, com as mãos encostadas no vidro gelado da porta da geladeira, olhando cada produto com atenção.
-Eles tem um pequeno cartuxo de leite. – respondeu o homem. Hana fechou os olhos com nojo, afastou um pouco sua cabeça do vidro, a virou levemente de lado e para baixo, enquanto subia o ombro e mostrou a lingua. O homem não pode deixar de rir da careta que o garoto fez.
-Eu não gosto muito de leite puro... Só se tiver muito açucar...
-Você gosta de coisas doces pelo visto. – comentou sorrindo.
-Sim! Mas minha mãe não gosta que eu coma muito açucar. – disse – Mas é a única coisa que eu posso pagar.
-Tudo bem. Se afaste. – Hana fez isso e o homem pegou o pequeno cartuxo de leite e entregou ao garoto, que correu ao caixa para pagar por suas coisas.
Hana não viu um sorriso maldoso aparecendo nos lábios do homem, que o seguiu até o caixa e para fora da loja.
-Mas me diga, por que você está andando sozinho pelas ruas de Tokio? – perguntou o homem, seguindo o garoto, que agora estava carregando as comprar.
-Voltando da escola. – respondeu.O homem abriu um sorriso com a resposta simples do garoto. Não podia deixar de sorri quando se tratava de uma criança com o um coração puro como o dele.
-Por que seus pais não... – mas sua fala foi interrompida por um miado. Hana também ouviu e parou no meio do caminho. Quando ouviram um segundo miado, ele conseguiu indentificar de onde o miado vinha. Hana correu até a lata de lixo de um beco escuro, tirou uma caixa que se encontrava no topo de tudo e a abriu, revelando um gatinho muito pequeno, provavelmente não passava de dois meses.
-Por que será que tem um gatinho aqui... ? – Hana se prguntou, examinando o gatinho, que agora na luz, ficava olhando ao seu redor.
-Alguém o abandonou, provavelmente. – respondou o homem, se aproximando de Hana e do gato.
Hana não respondeu. Ao invés disso, ele tirou de sua bolsa plástica o cartuxo de leite e ragou a parte de cima, formando uma combuca cheia de leite.
-Você vai dar o seu leite para o gato? – perguntou o homem surpreso. Era primeira vez que via alguém se dando o trabalho de ajudar um gato indefeso e que precisava de ajuda. Não... Ele Hana não foi o primeiro. O homem também já tinha feito aquilo.
-Claro! Ele precisa mais do leite que eu. Eu só comprei para enganar minha mãe. – respondeu, empurrando o leite para o gato, e abrindo um sorriso quando o viu tomando o leite – Além disso, eu não posso simplesmente deixá-lo aqui quando sei que ele está em dor e posso fazer algo.
-Mas só dar comida para ele não irá muito ajudá-lo. Em pouco tempo sozinho ele pode acabar morrendo.
-Eu sei. – disse triste – Mas não posso levá-lo comigo. Mamãe me mataria. - abriu um sorriso sem graça – A gente vai abrir um balneario, por isso não podemos ter animais. Foi isso que ela disse.
-E o que você vai fazer?
-Tem um lugar aqui perto que eles cuidam de animais e dão casas para eles. Acho que posso levá-lo até lá. E como ele ainda é filhote vão adotá-lo rápido.
O homem abriu um sorriso e se abaixou para observar o gatinho. Depois que o gato terminou, ele se aproximou de Hana e começou a pedir carinho. O garoto abriu um sorriso e o pegou no colo, logo se dirigindo para o tal lugar onde cuidariam do gatinho.
O homem o seguia. A verdade era que estava interessado no que Hana faria. O garoto era mais interessante do que tinha imaginado. E também queria saber mais sobre a vida dele. Saber sobre sua família, sobre seu pai e sobre sua vida escolar. Faria todas as perguntas logo depois de deixar o gato com os veterinarios.
-Você se importa se eu perguntar por que você tem tinta no cabelo? – perguntou curioso.
-Uns garotos da escola jogaram no meu cabelo. – respondeu – Eles disseram que agora eu podia me dizer um Asakura.
-Você é um Asakura? – por algum motivo, Hana achou que o homem não parecia tão surpreso como queria.
-Hai. Meu nome é Asakura Hana. – disse, ignorando o tom do homem – Todos implicam comigo por ser um Asakura e por um ser xamã.
-Ser xamã é difícil. Os humanos normais não conseguem entender.
-Você também é xamã? – perguntou surpreso.
-Sim. Mas continue Hana.
-Bem... Eu sempre me meto em confusão. Os alunos não gostam de mim. Eu não tenho muitos amigos. Ou nenhum amigo. Quando eles tentam fazer alguma coisa, eu fico zangado e acabo entrando numa briga. Mas na hora que a professora aparece eles colocam a culpa em mim. E é bem mais facíl colocar a culpa no xamã, que não se parece com a mãe e não tem um pai.
-Mas isso não é justo. – diz o homem. Ele sabia como o garoto se sentia. Muitas vezes também tinha sido excluido por ser diferente. Por isso ele odiava humanos normais. A verdade era que ouvindo isso ele pode se identificar com o pequeno Hana, e queria fazer algo para ajudá-lo. Hana parecia uma versão dele quando criança, só que com cabelos amarelos.
-Não precisa me dizer isso. – disse bufando – Mas ela não me ouve. Então fazer o que?
-Você disse que não tem pai e não se parece com sua família? – perguntou, ignorando o que o garoto tinha dito.
-Sim... – respondeu, olhando para baixo e vendo o gatinho olhando para ele – Minha mãe tem cabelos rosas e não se parece nenhum um pouco comigo ou o resto da família. Mas ela foi casada nos Asakura. Mas o resto da minha família... Eu não pareço nenhum um pouco com eles. Minha família inteira tem cabelos escuros e eu não.
-E o seu pai? Ele morreu?
-Eu não tenho idéia. – respondeu, abrindo um sorriso sem graça e olhando para cima – Ninguém me diz nada sobre ele. Eu só sei o seu nome porque tive que implorar para minha avó. Eu também perguntei se ele tinha cabelos como os meus, e ela disse que não. Eu só sei que ele não mora no balneario.
-E as crianças implicam com isso também imagino. – comentou.
-É ali. – acenou com a cabeça e ambos foram na direção do veterinário. O homem abriu a porta e fez deu espaço para o garoto entrar. Depois o seguiu. O veterinário atendeu os dois e levou o gatinho para dentro, para poder examiná-lo. Depois de garantir que estava tudo bem com o gato, o homem e Hana foram embora.
-Então, as crianças implicam com você por causa disso? – perguntou novamente.
-Sim. – respondeu olhando para baixo.
-Deve ser difícil.
-E é. – respondeu. Hana então retirou seu Mero Pan da sacola e começou a comer. Mas seus olhos não estavam mais alegres e brincalhões como antes. – Eles... – retirou o Mero pan da boca – Eles vivem dizendo que sou adotado. Ou que não pertenço a minha família. Que minha mãe me achou no lixo ou que meus verdadeiros pais fugiram de casa e me deixaram com a minha mãe de agora.
-Mas e as mães das crianças? Elas não fazem nada para impedir?– perguntou o homem curioso.
-Impedir? – Hana sentiu vontade de rir. Ele deu uma outra mordida em seu Mero Pan – não. – disse com a boca cheia – Quando teve uma reunião entre os pais da escola, todos ficaram surpresos quando viram minha mãe.
-O cabelo rosa?
-Não. Era algo sobre ela ser muito nova. Ela chegou em casa e começou a falar com o tio Ryu como era um absurdo o que falaram sobre ela ser muito nova para ser minha mãe. Foi algo assim. – disse, dando outra mordida no Mero Pan – Eu não estava prestando muita atenção. Com ela fora eu pude comer doces antes da hora de dormir e assistir TV ao mesmo tempo. – sorriu feliz quando se lembrou de como tinha sido ótimo ficar sentando em frente da TV até tarde e comendo diferentes doces. – Mas ela ficava repetindo tantas vezes sobre o que aconteceu que dava para saber isso.
-Por causa da idade?
-Ela tem 19 anos. – respondeu – As mães ficavam conversando entre elas mesmas, sobre como ela me teve jovem. E depois quando descobriram sobre meu pai elas começaram a achar que talvez meu pai e minha mãe nunca se casaram e eu fui algum tipo de erro. – Hana olhou tristemente para o chão – E depois descobriram que eu sou xamã e isso foi a gota que fez o copo derramar. Elas então não queriam que os filhos se aproximassem de mim. E até hoje eu ainda as ouço cochichando sobre mim quando eu passo por elas.
-E isso não irrita a sua mãe?
-Irritar? Ela não liga muito para essas coisas. Mas ela fica chateada comigo quando eu faço algo que ela acha errado. – fez uma careta quando se lembra dos diferentes castigos – Ela é muito cruel.
O homem riu.
-É sério! – disse olhando para os homens – Ela é muito cruel! Muito malvada! Ela me da muito medo.
-Sim, a sua mãe de verdade realmente pode ser assustadora. – disse para si mesmo.
-Disse algo? – perguntou olhando para o homem.
-Nada. – respondeu sorrindo – Por favor, continue.
-As vezes quando ela está me dando bronca, ela sempre diz a mesma coisa – respirou fundo antes de fazer uma voz feminina – "Você não é um garoto normal, Hana. Você é um xamã! Você é muito preguiçoso, tem que ser mais sério! Que tipo de adulto você vai se tornar se continuar assim? O que o seu pai acharia se soubesse da maneira que você é? Eu tenho certeza que ele ficaria muito desapontado."
-Ela deve dizer a mesma coisa varias vezes para você já saber tudo.
-Sim.
-Você se preocupa com o que seu pai pensa?
-hum... Quando eu era criança eu queria saber tudo sobre ele. – respondeu, mordendo o último pedaço de Mero Pan – Mas hoje em dia nem tanto. Eu quase nunca penso nele. Mas me deixa triste quando ela diz essas coisas. Eu me pergunto a mesma coisa... E... Pela maneira que ela fala parece que...
-Eu tenho certeza que seu pai não é esse tipo de homem. – interrompeu.
-Como pode ter certeza? – perguntou olhando para o homem.
-Confie em mim. – respondeu sorrindo. E depois olhou para frente – Parece que chegamos na sua casa.
-Ah... – olhou para frente e viu o futuro Balneario Funbari. – Verdade... – e olhou para baixo triste.
-Algo errado, pequeno Hana? – perguntou, se abaixando para poder ficar da altura do garoto.
-É que... Obrigado por me acompanhar.
-Você está agindo como se fosse um adeus. – disse o homem estranhando.
-E não é? – perguntou surpreso.
-Lógico que não. – o homem sorriu – Em breve nos encontraremos de novo, e teremos muitas coisas para conversar.
-E você irá me contar sobre você também... né? Né?- perguntou o garoto sorrindo.
-Claro. Iremos passar muito tempo juntos. Somos amigos. – e com aquelas duas palavras, os olhos do garoto loiro brilharam de alegria. Era seu primeiro amigo. O sorriso que tomou os labios do garoto fizeram o homem sentir um calor dentro de si. Não importava o que, era bom ver um garoto de coração tão puro quanto o dele sorrindo.
-Certo! E... Qual é o seu nome? – perguntou curioso.
-Meu nome é Hao.
Sakura, Capitulo 04: Hana, terminado.
Desculpa pela demora. Tive muitas coisas que atrasaram esse capitulo. Na verdade, esse e o proximo capitulo eram para ser um só. Mas como fazia dois meses que eu não atualizava, e eu só estava nessa parte (que era o inicio) decidi dividir e ficar com essa metade.
AVISO: Eu só começo a escrever um capitulo quando eu receber três reviews positivos!
Respondendo reviews:
Mafe Ly: Obrigada! Eu adoro ouvir isso. XD Espero que tenha gostado desse mini capitulo que saiu diferente do que imaginava. uu Por favor, mande outro review!
Suprema Omnyoji no Kami sama Isah: Isah, seu nick é cumprido. Eu sei que fiz uma Tamao malvada, mas... Faze-la má é bem mais divertido do que fazer ela malvada. Quem disse que meu FUTURO noivo é seu sobrinho? uu E não irei te dar spoilers. Daqui a pouco escrevo aquela fic que você pediu. Claro que você tem que amar YohXAnna. Uu YohXAnna é o melhor casal do universo! YOHXANNA 4 EVER!! DDDDDDDDD Eu? Fazer algo com o Hana? Por que acha isso? Eu NUNCA faria algo de ruim com o Hana-chan! Juro! E... Por favor, troque o Salame por outra coisa. Odeio salama. XD Em geral, obrigada pelo review.
PS: Obrigada por me avisar dos erros. Tentei melhorar nesse mas eu não tenho mais correção.
Artemys Ichihara: As coisas para a Tamao só vão ficar pior no proximo capitul. XD Tadinha? Sinceramente, ela merece por tratar meu Hana de forma tão cruel. Mas calma, eu não irei pegar tão pesado com ela. Você ficou muito tempo sentada esperado, não? XD Desculpa a demora.
Lawliet-chan: Obrigada por me avisar dos erros. Na verdade, naquele capitulo eu estava concertando aquela parte quando o word deu um erro. E, eu preguiçosa do jeito que sou, apenas apertei crtl+z e deixei daquela maneira mesmo, sem checar. Tive outros erros de português e obrigada por me avisar. Mesmo não lendo esse review, ainda agradeço.
