Nossa, eu me empolguei na hora de escrever e mil palavras a mais surgiram! talvez seja esta a sensação de alguém que escreva historias como um hobby, e me esforçarei para ter mais vezes assim, e perdão pela demora, mas a disputa entre eu e minha mãe pelo nootbook está bem difícil, como dois metapods lutando! (kkk)
Por uma fração de segundo, ambos os lados estavam em silêncio. Ambos se encaravam, sem Bryan a reconhecer, mesmo olhando diretamente aos olhos dela. Respirando fundo, Nicolle finalmente conseguiu falar.
"Deveriam ter colocado você em uma cela menor, muito espaço desperdiçado." Nicolle disse, tom de voz ao mais grave que pode.
"Deveriam colocar vocês seria a frase correta!" Bryan disse, retrucando a frase anterior, sem desconfiar de absolutamente nada.
"Não contaria muito com isso."
"Não prenderam a todos nós, e quando chegarem quero ver você ter essa marra."
"Deixa ele quieto!" May falou em um tom de voz alto, seu rosto ficando vermelho de raiva.
"Quem vai ficar calada é você, a não ser que aceite levar uma surra." Era a vez de Maxie se aproximar da cela de May.
"Vai fazer o que, atirar em mim?"
"Sinceramente gostaria, mais não te daria esse golpe de misericórdia. Certamente veneno seria melhor, a faria morrer lentamente."
" E quem é você pra decidir como eu morro?! Não tem esse direito!"
Os dois se encararam por um momento, olhares afiados trocados um contra o outro. Até que Maxie respondeu a frase anterior.
"Eu sou o pesadelo da sua vida, e se não quiser algo pior é melhor calar essa boca."
"Fale isso novamente na frente de um colega meu e verá o que acontece com você!"
"Aquele idiota ruivo? Nem se preocupe com isso, já estão sendo caçados, para se salvarem precisariam sair do continente, vai contar com aquele criminoso pra te salvar?"Maxie forçou um riso. "Patético. Aliás, vocês não tinham terminado tudo?Ouvi dizer que ele ameaçou você de morte..."
"Não te devo satisfação alguma."
"Aquele ruivo deve gostar muito de você, pois eu já teria atirado."
As próximas horas foram apenas entre troca de olhares, com uma ou outra conversa paralela por ambas as partes. Bryan e May, que estavam em celas separadas apenas por barras de aço, eram os que mais desprezavam os guardas, nem sequer imaginaram que seriam Nicolle e Maxie disfarçados. A troca de turno de guardas aconteceu as onze da noite, e os dois disfarçados seguiram para o dormitório, através de corredores estreitos e câmeras de vigilância por todo lugar, chegaram a um quarto estreito com duas camas, uma mesa ao fundo e um banheiro. Logo, ambos retiraram as boinas que escondiam o cabelo, e os óculos escuros que escondiam os olhos.
"Disfarçou muito bem." Maxie disse, enquanto tirava as botas.
"Quanto tempo nós vamos ficar assim?"
"Se dermos sorte, uma semana."
"Não da pra ser mais rápido não?"
"Tem outra opção?"
"..."
"Isso me soa como um não."
"Vou ignorar esse sarcasmo por enquanto, mas quando tudo isso acabar pode apostar que vou lembrar disso."
As celas eram gélidas como seus ocupantes. Cada um a sua maneira, todos ficaram com raiva, senão com ódio, dos guardas que os vigiaram durante as horas que se passaram. Em especial a Bryan e May, que não falaram mais nada desde que os guardas haviam se retirado.
"Vocês dois, não desanimem!"Archie falou de sua cela. "Quanto mais eles fizerem isso, pior vai ser o contra-ataque que daremos!"
"Mas... e se o que aquele guarda disse for verdade? E se aqueles dois tiverem fugido mesmo?" May falou como se estivessem falando em um enterro.
"Se eu conheço minha irmã. Ela vai explodir esse lugar assim que descobrirem isso!" Bryan entrou na conversa, tentando animar a companheira. "E aquele cara ruivo, pelo que vi em batalha, não me preocuparia em serem pegos, me preocuparia com aqueles que estivessem perseguindo ele!"
Um breve sorriso surgiu sobre o rosto de May, e analisou o que seu colega havia falado. Apenas pelo modo como a garota havia se comportado contra Maxie em batalha, e mais ainda pela súbita vitoria de ultima hora, não duvidaria que seu Staraptor jogasse facilmente um homem no ar. Mas o mesmo ela não poderia dizer de Maxie. Há dez anos, ela poderia facilmente dizer que Maxie se importava com ela, mesmo que escondesse isso. As inúmeras vezes em que saíram juntos para alguma atividade, ou até mesmo quando era ela que ia visitá-lo na sede da equipe magma, May nunca se arrependeu. Mas agora, depois de tanto tempo sem contato e, principalmente depois de uma briga intensa que separou os dois, ela duvidaria que ele se comportasse da mesma maneira, a observa-se com carinho e que a cada vez que a menina voltasse chorando por quaisquer motivos, ele estaria lá para confortá-la e a fazer se sentir melhor. Agora ela tinha vinte e três anos, e ele quarenta e cinco. Ela sabia que teria de se defender como conseguia, sem a ajuda dele.
"Você tem razão Bryan, precisamos acreditar que eles virão, no momento certo." Respondeu may, apesar de não acreditar no que acabará de dizer.
"Escutem." Steven afirmou, enquanto jogava para trás os densos cabelos prateados, e, apesar de seu olhar cansado, com um leve sorriso no rosto. "Por mais que pareça impossível, temos que acreditar que aqueles dois virão. E may..." Steven direcionou seu olhar para a jovem, olhando seriamente. "Eu também não gosto muito daquele ruivo, mas ele é nossa única chance de escapar desses caras. Não estou dizendo pra acreditar, mas para ao menos, ter esperança de resgate. Enquanto isso, resistiremos aqui, até a nossa ultima gota de sangue, até o ultimo átomo de oxigênio em nossos pulmões, até a nossa ultima batida no coração. Não podemos desistir sabendo que há muitas pessoas em risco, e que dependem de nós."
"Falou bonito baixinho, falou bonito." Archie mencionou sentado sobre a cama instalada em sua cela, braços cruzados.
"Archie, eu não sou baixinho cara, vai querer criar confusão aqui?"
Mesmo após as palavras de Steven, May continuava a acreditar que, Maxie não apareceria, e sim apenas a irmã de Bryan. O homem que ela havia conhecido após o incidente de Groudon, e que agia de forma paternal com ela, havia desaparecido sobre a escuridão do líder da equipe magma, e May sabia que seria impossível que Maxie se comportasse assim novamente. Ela tinha que acreditar que o homem que outrora ela tanto adorava, estava morto.
A semana passava rapidamente para ambos os lados. Foi no quinto dia, que o líder da organização Cyber vem visitar seus prisioneiros, Maxie e Nicolle haviam entrado na sala não havia nem meia hora.
"O que você quer seu desgraçado?!" Archie disse, olhando diretamente para o homem de cabelos verdes.
"Acho que finalmente posso contar-lhes o motivo de vocês estarem aqui, meus caros impacientes." Ivan falou, e prontamente se virou para confrontar os dois vigias disfarçados. "Imagino que eles não devem ter dado nenhuma surpresa, estou correto?"
"Sim senhor." Respondeu Maxie.
"Ótimo." Ivan continuou. "Primeiramente, saibam que meu objetivo não é matar vocês, por enquanto."
"Por enquanto?!" Bryan falou.
"Sim. Vocês são treinadores poderosos, seria uma pena se eu me livro-se de pessoas competentes... Mais ainda faltam dois para este grupo de peões ficar completo.
"Não lidamos com Tauros ou Miltanks para nos chamar de peões, reveja esta frase." May disse, procurando de alguma maneira um desafio.
"Haha... seu sarcasmo pode funcionar com aquele líder magma, porem comigo não. Vocês são peões em meu tabuleiro, e eu os manipulo a minha livre vontade, vocês seguem as minhas ordens, e aqueles que são mortos apenas perdem utilidade perante o inimigo. Os que faltam a mim, seriam como meu cavalos se comparar-lhes ao tabuleiro. Eu deixei escapar duas das melhores peças."
"E porque duas das melhores?Já não tem o suficiente?" Steven falou em voz baixa.
"Em um jogo meu caro, tem que se obter tudo, se quiser vencer. Aqueles dois são, como vocês devem estar informados, donos de uma força digna da liga, já foram campeões em Sinnoh, Hoenn e Unova, o homem, despertou uma fera lendária e quase colocou Hoenn sobre a ira do fogo, alem de ter muito conhecimento sobre vários assuntos, a garota parou Kyurem, a grande besta de gelo de Unova, juntamente com seu irmão, além de ter acabado com a ira do grande lendário Giratina, o controlador da anti-matéria. Esses dois facilmente poderiam destruir continentes inteiros, sob o incentivo certo."
"Minha irmã nunca se juntaria a alguém como você, ela não se juntou ao crime antes, por qual motivo faria isso agora?!" Bryan ficou vermelho, ódio foi ouvido em sua voz de maneira desigual.
"Vejamos então. Até onde eu tenho informações, seu pai e você foram seqüestrados quando você tinha apenas um ano de idade. Ela perdeu a mãe com seis anos de idade e foi praticamente adotada pela campeã de Sinnoh, Cynthia, seu pai sofreu de amnésia por inúmeras pancadas na cabeça e foi parar na região de Unova com você após o seqüestro, e se estabeleceram na cidade de Castelia, posteriormente se mudaram para Opelucid quando você completou sete anos. Por causa disto vocês só ficaram sabendo que eram irmãos quando encontraram Celebi, e voltaram no passado por acidente. Estou certo?"
"Sim, está tudo certo."
"Quanto ao ruivinho, até onde tenho meu conhecimento, mais sofreu do que ajudou vocês dois." Ivan se virou, olhando agora para May e Archie. "Archie o conheceu na cidade natal dele, e praticamente cresceram juntos. Após quase matá-lo na faculdade vocês ficaram com bronca um do outro, após ele conseguir toda a sua herança você o atacou novamente, e se tornaram inimigos jurados. Foi apenas quando você o salvou, o achando com a perna fraturada em um buraco com mais de cinco metros no qual havia uma entrada para uma caverna, que ele havia ficado por quase duas semanas com muito pouco alimento, que a amizade retornou. Todas as informações estão certas?"
"Você sabe demais." Archie virou-se de costas, preferindo contar quantos tons de cinza haviam na parede do que olhar o líder da organização.
"E você, senhorita Haruka, se tornaram próximos depois que ele foi junto a você no baile que o pai do campeão e líder da maior empresa tecnológica de hoenn havia feito. Você inclusive fugiu de casa uma vez que seu pai a proibiu de vê-lo, e todo o continente a procurou. Quando vocês dois brigaram e você o ofendeu a ponto de ele colocar uma arma na sua cabeça, ele foi pra Johto por uma década e você viajou para Kalos por três anos, e retornou com a promessa de nunca mais confiar em qualquer criminoso que não fosse o Archie. Ele retornou quatro anos depois com a promessa de que ninguém saberia seu paradeiro, e de nunca mais gostar de ninguém, salvo os seus próprios Pokémon. Isso me parece verídico senhorita Haruka, melhor dizendo, senhorita May?"
"Infelizmente, está tudo certo."
"Ótimo. Imagino que, como sei o que vocês passaram, seria mais do que justo eu lhes contar o que eu pretendo com vocês. É simples. Vocês controlarão os Pokémon responsáveis pela dominação desse continente, que, se não me engano são Groudon, Kyogre e o meu favorito, Rayquaza. A força que vocês possuem irão fazer os lendários obedecerem aos seus comandos.
"E quem em Sá consciência faria isso?" Steven afirmou, tão irritado com a afirmação anterior.
"Concordo com você meu sábio campeão. Nos últimos anos eu andei pessoalmente envolvido com a técnica de, como poderia dizer, hipnotizar as pessoas, ou algo parecido. Atráves de seu psicológico, e com a ajuda de meus Pokémon mais competentes, eu pude realizar o inovador ato de fazer uma pessoa obedecer a qualquer ordem cegamente, não importa o quão difícil seja, como sabem,o amor leva a tristeza, a tristeza leva a raiva, e a raiva leva ao ódio. Um exemplo. Através desta minha nova técnica, um treinador com anos de experiência poderia matar o próprio Pokémon, o mais importante de sua forte equipe, e não sentiria nada, pelo contrario, se sentiria satisfeito por obedecer uma ordem e aguardaria a próxima ansiosamente. Isso seria apenas manipulação psicológica meus caros.
"E por que você não nos mata antes? Prefiro morrer ao invés de servir como marionete!" May falou, já irritada, agarrando-se sobre as grossas barras de aço que as separavam de Ivan, que zombou dela com um simples sorriso sarcástico.
"É como eu disse meus caros hospedes, não tenho todas as peças necessárias para se começar esse jogo, mas é apenas questão de tempo para eu as adquirir...preciso ir agora, vou ver se acho estes dois pelos satélites. Boa estadia!" Dito isso, Ivan se retirou, deixando todos na sala irritados.
"Mas como ele sabia de tudo isso?!" Archie falou, socando a parede com tamanha força a qual May se impressionou pela parede não ter cedido.
"Bryan, o que ele disse é mesmo verdade?" Steven perguntou, sentando-se sobre a cama, procurando se acalmar.
"Sim, quando nos encontramos, o Staraptor dela queria comer o meu larvesta, e cheguei bem a tempo, pois o pássaro dela já estava cercando meu precioso Pokémon. Viajamos juntos por Unova enquanto eu e ela vencíamos os ginásios, e acabamos nos enfrentando na final da liga. Ela venceu usando o mesmo truque que usou contra o Flygon do Maxie. Alguns meses depois fomos explorar uma caverna formada pela queda de um meteoro e descobrimos Kyurem, até hoje acho estranho que o Pokémon usou telepatia e nos perguntou se queríamos uma batalha. Foi a batalha mais intensa que eu já tive na minha vida."
"Foi parecido com a vez em que capturei groudon, foi incrível. O traje que o Maxie tinha me dado já não estava funcionando direito, tava um calor intenso, ai eu cheguei em um lugar cheio de rubis e groudon me deixou descer, Lá incrivelmente estava mais fresco, foi quando groudon reverteu pra forma primal e comecei a batalha."
"O que aconteceu depois May?" Bryan perguntou, um pouco mais calmo.
"Depois que eu peguei ele, coloquei ele pra fora da pokeball e ele me agradeceu por deixar ele livre. Eu sai da caverna e uma luz verde surgiu, ela se expandiu e foi até o céu, depois caiu partículas verdes por todo o continente, eu adorei."
"Deve ter sido legal." Bryan afirmou.
"Eu queria voltar a ter dez anos novamente, isso seria legal..." May falou baixinho,sentindo-se suas pupilas fecharem-se lentamente, seu corpo pesado, e quando menos percebeu, havia adormecido.
Maxie e Nicolle entraram no quarto por volta das onze e meia da noite. Ambos olharam um para o outro como se quisessem gritar, mas apenas a troca de olhares foi suficiente. Quando ambos estavam deitados nas duas camas que havia no pequeno cômodo, começaram um pequeno dialogo.
"Você viu o que aquele cara disse? Ele quer deixar todo mundo como zumbis!"
"Estou pensando em outra coisa agora." Maxie afirmou, olhando para o teto, com seu olhar vazio como se estivesse em outro lugar.
"E o que seria?"
"Você deve ter observado o que aqueles dois falaram, nos defenderam mesmo não sabendo que estávamos lá."
"Ah, você ta pensando na May?"
"Não esperava que ela ainda se importasse com o passado, não da maneira que eu observei."
"Sabe, se ela já ate fugiu de casa por sua causa, ela se importava muito com você, e pra você estar aqui, também se importa com ela. Vai admite, você ainda adora aquela garota apesar de tudo." Nicolle falou de maneira tão relaxada, como se brincasse com as palavras.
"Eu sempre a tratei como se fosse minha própria filha... Ela havia falado uma vez ao pai dela, que eu dei mais atenção a ela em três anos do que ele em treze, o pai dela me odeia por causa de tudo o que acontecia comigo, ela sempre sorria para mim, e me fazia sentir-me melhor."
"E por isso você gostava dela, apesar dos crimes e das ações erradas que você fez, ela enxergava apenas como você era realmente, sem ser o líder da equipe, é isso?"
"Sabe, você tem capacidade de adivinhar sentimentos garota, isso é assustadoramente impressionante."
"Obrigado." Ela respondeu, e logo em seguida, apagou as luzes.
No dia seguinte, enquanto vagavam pelos corredores, Maxie falava a fuga que iriam tentar colocar em pratica.
"Então é isso. Usaremos a desculpa de que aquele desgraçado do Ivan mandou se livrar deles, ninguém vai desconfiar, e deixaremos eles na cidade de Fortree, de lá eles mesmos seguirão para Sootopolis, não tem erro, apenas precisamos tirar eles daqui."
"Muito bem, vamos depois do almoço."
Os dois entraram na sala em silencio. Todos ainda estavam dormindo, o que deu tempo de ambos planejarem melhor uma rota de fuga. Por volta das onze da manhã, todos despertaram, um a um. Quando todos estavam totalmente acordados, Maxie falou para que todos pudessem ouvir adequadamente.
"Muito bem, nosso chefe pediu a nós dois pessoalmente, que os levasse para fora, ele preparou algo especial para cada um de vocês.
"E se não quisermos ir?" May respondeu, logo em seguida Nicolle falou.
"Vocês vão gostar, ao menos iremos sair desta monotonia diária em que estamos presenciando ultimamente."
Nicolle foi até o painel ao lado da porta, e, ao inserir o código, todas as celas tiveram suas portas destrancadas. Mas, quando todos estavam pela primeira vez fora daquele ambiente desde o inicio da semana, Maxie e Nicolle mostraram as armas, e todos ficaram em silencio.
"Se tentarem alguma gracinha, tenham certeza de que estarão com uma bala em seus corpos antes que consigam quinhentos metros da gente." Maxie disse, olhando cada um como se estivesse preparado para apertar o gatilho naquele mesmo instante.
Tudo estava correndo bem. Maxie ia na frente, se certificando de que o caminho estava seguro, e Nicolle andava logo atrás de Maxie. Apesar de todos estarem preparados para uma tentativa de fuga, Steven logo falou, mesmo que baixinho, que os corredores eram estreitos demais para que todos corressem ao mesmo tempo sem o perigo de levar um tiro, e considerou também a hipótese de que se perdessem pelos corredores, que eram incrivelmente parecidos. Depois de longos vinte minutos andando por entre as passagens, que chegaram até a superfície.
"Agh, o sol! Bem que poderia estar chovendo para variar um pouco!" Archie disse em voz alta, colocando seu braço esquerdo sobre o rosto, cobrindo-lhe os olhos.
"Finalmente vocês apareceram!" Ivan apareceu pela porta, surpreendendo a todos. "Vocês dois, Maxie e Nicolle, já podem tirar as boinas e colocarem os óculos, não precisam mais disfarçar.
Archie, Steven, May e Bryan ficam em estado de choque. Como os dois poderiam ter enganado até mesmo aqueles que os conheciam incrivelmente bem? Quando os dois retiraram o acessório e retiraram os óculos escuros para colocar seus óculos normais, todos olharam para os dois, especialmente May e Bryan, que ficaram surpresos.
"Como descobriu seu desgraçado?!" Maxie gritou, seus olhos vermelhos irradiando o fogo da sua voz.
"Nenhum operário meu, tem sotaque de Cianwood em Johto, ou Celestic em Sinnoh."
"Droga, quase perfeito." Nicolle disse, enquanto retirava de seu cinto uma pokeball.
"Vocês quatro, corram pra floresta, nós vamos atrasar ele!" Maxie disse, e todos começaram a corrida.
"Hoje, não, peguem eles!"Ivan também falou, e quatro soldados começaram a perseguição.
Todos corriam o maximo que podiam. A vida deles próprios e de inúmeras pessoas dependia de que eles pudessem se livrar dos quatro soldados que os perseguiam pela floresta de pinheiros, coberta de neve do inicio de inverno. May e Bryan corriam, mas não enxergavam direito o que surgia a sua frente. Duas pessoas que conheciam bem, estavam logo a frente deles, e não foram capazes de descobrir quem eram de verdade. Mas antes que pudessem falar qualquer coisa, os quatro ouviram um tiro acertar a neve logo antes do bem de Steven, que quase tropeçou pela súbita parada.
"Vamos logo, senão vão nos acertar!"Archie gritou, e todos recomeçaram a corrida.
Maxie e Nicolle estavam usando Chatot e mightyena para deter o Seviper de Ivan, quando ouviram o ecoar do tiro vindo da floresta. Foi quando Maxie se virou para a garota.
"Vá pra floresta se livrar daqueles caras, eu distraio ele."
"Tem certeza?"
"Tenho, agora vá!"
Nicolle retornou seu chatot, que estava exausto da batalha e liberou seu Staraptor, imediatamente montou sobre o pássaro marrom e levantou vôo, indo na direção de onde o barulho de tiro havia vindo. Logo ela achou dois guardas cercando os quatro ameaçando atirar caso alguém tentasse correr novamente. Antes que alguém notasse, um borrão marrom brilhando em azul desceu dos céus para encontrar os dois soldados, e joga-los contra os troncos das arvores próximas, que desmaiaram com o impacto. Logo o borrão foi novamente para cima, e quando perdeu velocidade todos viram que era Nicolle montada no Staraptor, que acabará de usar o golpe Brave Bird. Nicolle pegou uma das pokeballs e jogou para Steven.
"Steven, essa pokeball é do seu metagross, tele transporte todos agora!" Nicolle gritou de cima, e Steven fez um aceno com a cabeça, demonstrando que entendeu a ordem. Nicolle então retornou voando para ajudar Maxie.
"Rapido Steven!" May disse, que estava bem atrás, junto com Bryan.
"Muito bem." Steven disse, liberando seu metagross. "Metagross, agora, teletransporte pra longe daqui!"
Tudo parecia certo, quando os outros dois guardas surgiram por trás e agarraram May e Bryan quando metagross estava prestes a tele portar. Não deu tempo de Steven cancelar o tele transporte pois, no segundo seguinte, já estavam em Lilycove.
"Staraptor, Steel Wing!"
"Flygon, Fire Punch!"
"Droga, seviper!"
"Agora, vamos embora!" Maxie disse, fazendo sinal para Nicolle começar a correr também. Os dois correram o suficiente para seus Pokémon ficarem ao lado deles, e, em seguida montaram sobre os mesmos, e voaram rapidamente para o mais longe que poderiam. Algumas horas mais tarde, os dois estavam sobrevoando a cidade de Mossdep, quando conversaram um pouco. Dez minutos depois chegaram a Sootopolis, e pousaram em frente ao centro Pokémon.
"Finalmente, o Staraptor está exausto." Nicolle disse, acariciando as penas do Pokémon, que chiou levemente, em sinal de agradecimento, encostando sua cabeça sobre o braço de sua treinadora.
"O flygon também está bem cansado, mas ao menos batalhou muito, o treinamento deu resultados, não é seu dragãozinho danado?" Maxie olhou para o pokémon, que apoiou sua cabeça sobre o ombro de Maxie, e começou a lamber seu rosto, provocando cócegas.
"Vamos dar uma passada rápida no centro Pokémon e chegamos lá pelas sete." Nicolle disse, enquanto entrava no centro Pokémon. "Você vem?"
"Logo atrás."
Aonde estão nos levando?!" May tentou se soltar, mas o guarda foi mais forte, e estava cansada por conta da perseguição. Ao guarda abrir as grandes portas de aço que haviam no final do corredor, revelou-se uma sala diferente das demais. Um tapete vermelho escuro enfeitava o chão, uma lareira de cor cinzenta queimava seu fogo intensamente, o fogo dançando em movimentos hipnóticos, parede cuidadosamente pintada em azul cobalto, com símbolos dourados, teto negro como a noite estrelada vista sobre o topo da maior montanha de e May foram deixados lá, em seguida os dois guardas deixaram o ambiente.
"O que acha que isso é?" Bryan perguntou, olhando cuidadosamente o local, em busca de alguma câmera ou armadilha.
"Coisa boa não é, isso eu garanto." May respondeu, também avaliando o local com cuidado.
"Pelo visto conseguiram trazer de volta a parte que eu precisava do meu plano... ótimo." Ivan disse, entrando na sala, surpreendendo aos dois jovens.
"O que?" Bryan perguntou, logo complementando. "Mas que plano?"
"Creio que não havia explicado direito em nosso encontro anterior. Estes dois que se infiltraram em minha organização e quase levaram vocês dois, são meus verdadeiros alvos. Estes dois tem mais ódio e raiva guardados que todos os outros juntos, e vocês vão trazê-los para cá, para que eu possa iniciar o processo de, digamos, corromper as mentes deles, por assim dizer."
"E quem disse que vamos fazer isso?!" May disse, se contendo para não dar um soco na cara de Ivan.
"Não precisam fazer nada, quando os dois perceberem que não estão lá, voltarão correndo para libertá-los... ah, o amor... Um sentimento tão estúpido... mas é como eu disse, o amor leva a tristeza, a tristeza gera a raiva, e a raiva cria o ódio. Quando o ódio é criado, é difícil esquecer. Até lá, vocês ficarão em celas especiais, guardas, podem levar." Dito isso, Ivan se retirou, enquanto os dois se dirigiam a uma outra sala.
Nicolle e Maxie chegaram as sete e meia da noite no esconderijo parcialmente queimado. Quando abriram a porta, Steven e Archie vieram ao encontro dos dois.
"Vocês dois, são muito malucos para fazerem o que fizeram... e eu agradeço por sua loucura!" Archie disse, levantando Maxie no ar, deixando o mesmo sem folego.
"Ar...archie... pelo amor de tudo que é sagrado... me solta!"
"Oh, perdão."
"Onde estão os outros dois?" Nicolle perguntou, enquanto se dirigiam novamente a sala de reuniões.
"Ah..." Steven nem sequer terminou a frase.
"Steven, fala logo, desembucha!" Maxie disse, sentando-se em uma das cadeiras que haviam resistido ao fogo.
"Dois guardas agarraram os dois pra fora do tele porte no ultimo segundo, não consegui fazer nada." Steven procurou não manter contato visual com os dois, que pareciam em chamas de tanta raiva. Os dois se levantaram e imediatamente se dirigiram a porta.
"Onde vocês vão?!" Archie perguntou, querendo ir atrás.
"Estes dois vão estar aqui ainda hoje, ou nós mesmos arrebentamos aquele lugar."Maxie virou apenas a cabeça, e Steven viu apenas seu olhar determinado a cumprir o que acabará de dizer.
"Mas vocês não vão conseguir se disfarçar novamente!"Steven avisou.
"E quem disse que vamos nos disfarçar?" Nicolle também virou sua cabeça, levantando um sorriso irônico e ao mesmo tempo, malicioso. Antes que Archie e Steven pudessem fazer algo a respeito, ambos já haviam sumido de seus campos de visão, e partindo com uma grande fúria dentro de suas almas.
"E agora Bryan?"Disse May, que continuou. "Eles vão cair feito magikarps nessa armadilha, e não podemos nem avisar!" Ela bateu contra a parede de vidro temperado que os separava do lado externo.
"Vamos ter apenas que esperar May, não podemos fazer nada, principalmente presos deste jeito." Bryan retrucou sentado sobre a cama que havia naquela cela diferente das demais.
"Você não está com raiva?"
"Estou sim, mas aprendi com a minha Irma a ser ao menos, um pouco mais paciente, e guardar a raiva, até que eu tenha uma katana para cortar a cabeça daquele cara."
"Katana?"
"É uma espada que eu gosto de treinar no tempo livre. Bem afiada e fácil de usar, como dizem os mais velhos, é uma mão na roda."
"Sua irmã treina esse troço também?"
"Ela prefere aquelas espadas de aço que parecem medievais, mas ela maneja uma katana como se fosse pauzinhos de macarrão."
"Entendi."
Um estrondo foi ouvido ao longe pelos dois, que imediatamente interromperam a conversa. Através do vidro, puderam enxergar fumaça e vários guardas correndo. Não deram dois minutos e viram guardas voando em direção a parede, como se fossem feitos de plástico, e mais um Hyper Beam indo em direção a parede, com intensidade anormal. Os dois ouviram gritos ao fundo, alguns eles conseguiram descrever as falas.
"Manda teu Tyranitar usar Hyper Beam novamente! Hoje nós faremos estragos neste lugar ridículo!"
"Se seu Charizard usar Fire Blast de novo, terei o imenso prazer de acompanhar."
"Charizard, você ouviu, Fire Blast!" Nicolle gritou enquanto apontava para outro canto da sala, que já estava com danos consideráveis.
"Tyranitar, acompanhe seu ritmo, Hyper Beam na lareira!"
Os dois Pokémon causaram estragos suficientes para deixar uma casa em pedaços em questão de segundos,e deixaram a sala toda em chamas, mas não acharam Bryan e May, que estavam na cela especial, projetada para agüentar danos de nível critico. Os dois então viram quando Ivan entrou na sala.
"Cadê eles seu desgraçado!" Nicolle disse, já preparando para ordenar a charizard um novo ataque, porem Ivan colocou as mãos para o alto, na intenção de cancelar o movimento.
"Calminha vocês dois, estou desarmado, sem pokémons ou armas." Ivan sorriu ironicamente, o que provocou o grito de ambos os Pokémon rocha e fogo, que apenas esperavam para mandar Ivan contra a parede como uma pedra arremessada no ar.
"Fala logo onde eles estão, ou você vai aprender a voar!" Maxie disse em tom anormal de voz, ressaltados pelo fogo que se espalhou pela sala.
"Certamente, se eu morrer, a cela que lês estão logo ali." Ivan apontou e olhou, revelando os dois, assustados com tamanha força presenciada em tão pouco tempo, e logo, Ivan continuou. "Se eu sofre quaisquer danos, a cela vai liberar gás toxico que mataria facilmente dez humanos adultos em questão de minutos, conhecem o veneno conhecido popularmente como Cianureto?"
"Você não faria isso..."
"Ah, meu caro, eu faria sim. E não é apenas este que está na mistura. Eu consegui retirar o gás do Pokémon venenoso Weezing, e, além disso, como eu sou bondoso, tem gás do sono desenvolvido através do pó do sono de vileplume, para eles dormirem sabendo que morreriam num piscar de olhos."
"O que quer que a gente faça, atire no próprio Pokémon? Falta mais o que?" Nicolle respondeu, nervosa tentando manter um tom de ironia, mas que por dentro desejaria ter uma arma com apenas uma bala.
"A primeira escolha de vocês agora, é decidirem se me matam, e conseqüentemente aqueles dois, ou retornam seus Pokémon, e vejam o que acontece depois.
Os dois ficaram tão nervosos que até mesmo May e Bryan perceberam o quanto eles gostariam de escolher a primeira opção, se as vidas dos dois também não estivessem envolvidas. Os dois, relutantes, retornaram seus Pokémon.
"Ótimo." Ivan puxou um controle de sua jaqueta negra. "E vocês dois, se tentarem fugir, saibam que tem mais guardas esperando para atirar no corredor que ainda não foi destruído." Ivan apertou o botão, e a parede de vidro que havia sofrido apenas pequenos arranhões, sumiu sobre o chão. Logo os dois foram correndo para Nicolle e Maxie, os abraçando fortemente.
"Não acredito eu vocês voltaram aqui depois de conseguirem sair uma vez." May disse, lagrimas escorrendo de seus olhos, ignorando o fato de ela e Maxie terem brigado há anos.
"Mas que poder é esse que você mostrou agora?"Bryan perguntou, fazendo com que Nicolle levantasse um leve sorriso.
"A segunda escolha de vocês, é escolher entre eles ficarem aqui e se tronarem parte do meu plano, e vocês sairão intactos, ou vocês dois trocam de lugar com eles, e eles sairão daqui sem sofrer absolutamente nada.
Por um momento, Nicolle e Maxie trocaram olhares, o que já dizia tudo. Ambos se afastaram de May e Bryan, e disseram juntos ao vilão.
"Nós trocamos."
"Não, vocês dois não podem!" May disse, junto a Bryan, que se segurava para não soltar uma lagrima sequer.
"Não se preocupa Bryan, não viu o que eu acabei de fazer?" Nicolle disse, sorrindo.
"May, das inúmeras vezes que pensei comigo mesmo que não conseguiria te dizer isto, está é a mais inconveniente, mas eu sinto muito pelo que aconteceram entre nós dois, nunca me esqueci de nada que passamos juntos, apenas saiba disto." Maxie tirou do bolso do casaco o velho laço de cabeça que May havia lhe dado quando criança, e entregou a ela. "Quando eu voltar, vou pegar isso de volta. É uma promessa, eu vou voltar."
Os dois se viraram e encaram ao homem de cabelo verde, que tinha como fundo as chamas, e ele deu um leve sorriso. "Vocês dois fizeram uma decisão. Guardas retirem os dois jovens de nossa sede, não quero um arranhão em nenhum deles!" Ivan falou, e os dois foram puxados para fora da sala, com o pensamento de que os dois voltariam, da mesma maneira nas quais haviam entrado. Eles se iludiam, pois não aceitavam a possibilidade deles nunca mais retornarem da maneira como eram.
Acredito que eu tenha me empolgado mesmo com este capitulo, um pouco de ação e emoção ao mesmo tempo era o que me faltavam nestes últimos tempos (kkk) Perdão pela demora novamente e.. obrigado pelas 150 visualizações! significa muito!
obs: esse é o link de um desenho ( não considero fanart por que é feito pelo paint, não sei mexer com programas de edição) dos personagens Bryan e Nick, exclusivos até então desta fanfic aqui.
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Ashgiratina
