Nota da Autora: Nhaaai, agradeço a todas as reviews da - jaque masen lovegood . , Lepi-Chan eda Kaitlin-B. Thanks! Bom, vamos à fic :D

Disclaimer: Harry Potter não me pertence (E quem não sabe disso? xD). Essa fic não tem fins lucrativos nnV

Boa leitura, amores :)


Suco de Morango com Bolinhas de Tutti Frutti

Capítulo Um.

O ano era 1999. Depois da Guerra, uma luz no fim do túnel. Depois, principalmente, que o Lorde das Trevas fora derrotado pelo Garoto Que Sobreviveu. Bem que nós poderíamos dizer que ele ficou ainda mais popular no mundo bruxo, casou-se com sua segunda (e único amor de sua vida) namorada e foi feliz, e que seus melhores amigos se casaram e todo mundo agradeceu a ele por ter feito tudo aquilo.

Mas se não fosse a nova diretora da escola, Minerva McGonagall, eles NUNCA teriam terminado a escola. Não estaríamos aqui e teria aquele final clichê de que todos foram felizes para sempre. Aí que nossa pequena estória começa.

Na plataforma 9 ¾, que levava para o "Expresso Hogwarts", encontrava-se o famoso "Trio Maravilhoso", composto por: Harry Potter, de cabelos negros despenteados e um par de olhos verde-esmeralda, Ronald Weasley, ruivo e com vivos orbes azuis, e Hermione Granger, de cabelos fofos e castanhos, além dos olhos da mesma cor. Além deles, outros estavam na plataforma, indo para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

– Queria ter ido logo para a Academia de Aurores! – Ron começou, emburrado.

– Foi boa a decisão da diretora McGonagall ter continuado com Hogwarts... – Hermione respondeu, segurando a mão do namorado.

– É verdade. – Harry comentou, sorrindo.

Depois da Guerra, muitos se questionavam se Hogwarts ia continuar ou não. Os conselheiros da escola ponderaram muito, e decidiram que tinha que o ser, porque muitos alunos iam sair prejudicados. Então nomearam a professora de Transfiguração como a nova diretora, e a sua primeira providência foi mandar cartas a todos os antigos alunos para voltarem e completar os anos escolares, principalmente aqueles que vieram depois de 1993.

– Fazer o quê se nós não terminamos ano passado?

– O correto seria que nós não fizemos. Agora, ficaremos na classe da sua irmã, Ron. – Hermione complementou, com aquele ar sabe-tudo.

Não muito longe dali, uma garota ruiva e uma loira viam de longe os três. A primeira tinha os cabelos lisos e levemente ondulados, e os orbes castanhos-chocolates. Já a outra ostentava um par de olhos azuis puxando para o cinza, além dos cabelos serem louro-claro e aparentavam estarem sujos. Essas eram Ginevra Weasley e Luna Lovegood, respectivamente.

– Nem acredito que eles estarão no mesmo ano que nós! – A corvinal exclamou, sonhadora.

– Nem eu... – Ginny comentara, tristonha. Ela segurava um pingente de anjo, um presente que Harry dera quando estavam namorando.

Era difícil verem a pequena Weasley chorar, mais exatamente, raro. Mas depois daquilo, ela chorou muito, pois um ano de guerras pode mudar o sentimento de alguém.

– Olha, Ginny, ele não quer vê-la assim... – Luna falou, pondo a mão no ombro da amiga. – O Harry só quer o seu bem e a sua segurança.

– Mas a Guerra contra o Você sabe Quem já aconteceu! Apesar disso tudo, ele ainda acha que sou uma mocinha indefesa? – A ruiva exclamou, raivosa. Depois se entristeceu mais. – Sério, ver o Harry não irá me fazer bem, mesmo que eu ainda goste dele.

– Sabe, acho que está com um zonzóbulo embaralhando os seus pensamentos! – Disse a loira, dando pequenos risos.

As duas riram, enquanto entravam no trem. Devo acrescentar que, depois disso, os outros três entraram, se despedindo de Molly, Arthur e Xenófilio. Uma garota, que subiu no vagão anterior, tinha os cabelos negros e olhos castanho-claro, ficando imediatamente azul-marinho quando viu Luna entrando. Essa era Mariana Jacob, uma velha amiga da corvinal, e são da mesma casa.

"Nem acredito que ela não me viu..." Pensou, passando pelos corredores e vendo as alunos secundaristas correndo para arranjarem lugares. Passou para o vagão onde o trio, Ginny e Luna passaram. Mas, quando batera na porta, um braço a puxou violentamente para trás.

– Olha só quem está aqui. – Uma voz lembrando a metamorfomaga de ser muito esganiçada falou, venenosa. – Talvez não se lembre de mim, mas me lembro muito bem de você, sua vaca.

Logo Mariana raciocinou e viu quem estava falando: Astoria Greengrass, uma pessoa não lá muito agradável. A garota tinha orbes verde-escuros e cabelos louros-dourados.

– Greengrass, eu me lembro de você. Mas não tenho culpa se o Daniel não quis sair com você. – Sibilou, irônica. Os seus cabelos ficaram vermelho-intenso.

– Daniel Walden? Lógico. Ele achou que eu era muito difícil e aceitou sair contigo por ser fraca.

– Não mesmo. – Mariana se desvencilhou de Astoria e apontou a varinha para a sonserina. – Quem diria que o Daniel não sairia com Astoria Greengrass, à garota mais bonita da Sonserina? Afinal, você se dói porque ele era o seu ex, certo?

A garota de cabelos dourados ia mandar um feitiço quando Hermione e Ron, que passavam por lá, apareceram.

– Greengrass volte para o seu lugar. Sabe que é proibido lançar feitiços enquanto estão em movimentos. – Hermione falou, séria.

– Ou vamos ter que falar com a diretora quando chegarmos. – Terminou o ruivo, no mesmo tom.

A sonserina fez sua melhor cara de desdém para a corvinal a sua frente, que tinha baixado a varinha. Saiu de lá, sem antes esbarrar – de propósito – na metamorfomaga.

Mariana olhou para os dois monitores.

– Me desculpem pela confusão... – Falou, já andando.

– Hei, eu conheço você. – Luna, que saiu da cabine naquele instante, disse sonhadora.

– Oi Luna! – A outra retribuiu. – Sou eu, a Mary.

– Mary?

– Mariana Jacob, Luna! – Ela responde, um pouco impaciente e brincalhona. – Sua melhor amiga desde 1992? Quando meu cabelo ficou vermelho-rubi e eu morria de medo do Chapéu Seletor?

Como se tivessem ligado um monte de estrelinhas brilhantes na cabeça da avoada, ela pulou em cima de Mary, a qual corou com aquele abraço.

– MÁRI! Que bom te ver!

– Também é muito bom te ver, Loonie... – Confessou, sendo sincera.

– Bom, melhor você ficar aqui, pois ainda temos que ver todos os outros vagões. Vamos, Ron! – Hermione falou, tirando o ar sério para um mais casual.

Depois que os dois grifinórios saíram, Luna e Mariana foram para a cabine onde estavam Ginny e Harry.

– Oi Ginevra. – A garota de cabelos negros falou, com um pequeno sorriso no rosto moreno.

– Ah, olá Mariana. – Ao contrário do que a corvinal pensava, bem que Ginevra a reconheceu rapidamente.

– Que bom que a reconheceu, Ginny... Mas, Mary, o que aconteceu com você? – A loira perguntou, visivelmente curiosa.

– Vou contar resumidamente... Quando eclodiu a Guerra, e que os Comensais invadiram a escola e tornaram a Sonserina um quartel, eu tive que voltar para o Brasil, já que não era mais considerada uma estudante por ser mestiça. Minha mãe veio para cá, e tive que ficar na casa de uma tia.

– Entendo... – Ginevra responde, sem emoção.

Depois disso, os quatro garotos conversaram a viagem inteira, até chegar em Hogwarts. Quando desceram da estação, várias carruagens estavam esperando os alunos.

– Nossa! Quero ir naquela ali! – Mariana disse, indo a uma carruagem perto de outra já ocupada.

Os outros três entenderam, já que podiam ver a alegria da corvinal: um testrálio cinza-chumbo puxava a carruagem.

– Não sabia que conseguia ver um testrálio... – Ginny comentou, dando um sorriso fraco.

– É... Testrálios cinzas são raros.– Mary fala sem emoção. E em seguida, abriu um sorriso. – Vamos?

Já no saguão, Mariana estava mais calada. Luna e Ginevra conversavam animadas, até notarem que a outra corvinal estava muito quieta. Isto é, até a loira, pois a Weasley não se importava muito de saber.

Mary e Ginny nunca tiveram uma boa relação, só se cumprimentavam por educação. Até no ápice do sexto ano delas duas, que Luna começou a se afastar de Mariana.

A metamorfomaga estava triste. Seu cabelo, antes negro e sedoso, estava azul-arroxeado e opaco. Chorara muito, já que não sabia o por quê de Luna estar falando menos com ela.

"O que eu fiz? Será que eu a chamei de Lunática sem eu saber?"Pensava, enquanto olhava a lua crescente. Até que ouvira vozes, uma delas sendo por Luna.

Ginny, eu acho que você e o Harry fazem um ótimo casal!

Sei, eu penso que aquele ditado "quando você pára de pensar no algo, ele acontece" está certo. E tudo começou porque ele me beijou quando ganhamos aquela partida!

As duas meninas riam quando Mariana saiu de lá furiosa.

Oi Mary! Estava contando a ela sobre meu namoro com Harry!

Ah, sim, claro. Divirtam-se... – Dissera, zangada.

Depois de ter ido para as escadas e para a porta – um quadro de uma bruxa em trajes azuis – falou a senha, "coruja de Atena", correu direto para o dormitório do 6º ano, chorando outra vez. Ficou lá em sua cama até uma outra voz, sendo de alguém muito conhecido, a chamar.

Mary? O que aconteceu?

Luna, você está se afastando de mim? – Mariana perguntou, séria.

Não. Sabe, a Ginny começou a pedir conselhos meus, mas não me afastei de você. O que acontece? – Responde a loira, em tom preocupado.

O que acontece com você, isso que eu quero saber. – Ela disse, irritada. – Tudo bem que a Weasley começou a pedir conselhos, mas TODA vez que ela me vê conversando contigo, lá vai a Luna falar com ela sobre o Harry Potter. Que saco! Parece perseguição, que ela quer que eu me separe de você!

A corvinal de cabelos loiros e brincos de beterraba riram, deixando a outra mais furiosa.

Tá rindo do que?

Mary, por mais que eu converse com ela, sempre você vai ser minha melhor amiga. Olha, não é só do Harry... – Respondera a garota. – E não é perseguição...

Só parece. – A metamorfa falou, triste. – Tá, vou tratar de esquecer isso. Amigas até a Lua?

Até a Lua. – Lovegood terminou, dando o dedo mindinho para Mariana, a qual cruzou com o seu.

Lembrava disso como se fosse ontem. Até que notou uma mão a sua frente:

– Mariana? Terra chamando Mariana! Alô! – Nada menos que Ginny havia despertado de seus devaneios. – Melhor a gente ir logo para o Salão Principal, antes que a diretora inicie o discurso!

– Tudo bem. – Ela diz, sem-graça.

– Aconteceu alguma coisa? – Luna perguntou, brevemente sem o tom sonhador.

Mariana meneou a cabeça, significando um "não".


No Salão Principal, todos estavam em suas mesas, enquanto conversavam sobre as suas férias até virem quem adentrava o Salão: Draco Malfoy, Pansy Parkinson e Blaise Zabini e Astoria Greengrass.

– Não acredito que a Greengrass está com eles! – Uma terceiranista falou, pasma.

– Também, ela é namorada do Malfoy, meio óbvio não? – Um outro secundarista disse, surpreso.

"Nossa, a Astoria namorada daquele Malfoy? Me impressionou agora!" Pensou, vingativa. Mariana também percebera que Ginny os olhava irritada, e que seu irmão estava dizendo alguma coisa a Harry e Hermione. Para quebrar os comentários, Minerva bateu sua colher suavemente na taça metálica, o que fez todos os alunos prestarem atenção.

– Olá novamente, alunos de Hogwarts. – Iniciou, olhando serenamente para eles. – O ano que se passou fora conturbado, mas após a derrota d'Aquele que Não deve Ser Nomeado, a paz foi restaurada. A escola estava passando por sérios perigos, e não só me refiro àqueles da Guerra: ameaçava ser fechada para sempre. Mas os conselheiros ponderaram, e preferiram então que eu continuasse com Hogwarts a deixar vários alunos de completar os anos escolares. Então aos que começam hoje o último ano e aos novos que ingressarão aqui, bem-vindos!

Todos aplaudiram, e em seguida, surgiram os pratos. Comeram, e logo após, foram direcionados para suas casas. Quando eles chegaram a Torre da Corvinal, os alunos adentraram o Salão Comunal, e Mariana subiu direto para o dormitório do 7º ano.

– Há quanto tempo que não via essa cama! – Proferiu, pulando nas cobertas e lençóis azul-marinho.

– Na verdade, há quanto tempo que não te via... – Luna disse, deitando na cama ao lado.

A metamorfomaga olhou para ela, e sentou-se na cama.

– Loonie, sabe, senti sua falta também. Mas vi que você ria e conversava com a Ginevra, e eu me senti excluída.

– Mas você não precisa. – A loira falou. – Eu sei que você e Ginny não têm uma relação cheia de borboletas coloridas, mas vocês podem ter, você pode tentar. Só porque vocês duas são colegas, é que não podem ignorar a existência uma da outra.

– Lembra daquele dia, que eu te vi conversando com ela? Tá, ela não anda com o trio, mas tipo, irritava toda vez a Weasley querer falar com você quando eu estou perto. – Mary disse, cansada. – E aí, foi só ela namorar o Potter que...

– Que eu fui andar com ela. Mas ainda conversava contigo. – Lovegood falou, sem perder a calma. – Mary, agora Ginny também é minha melhor amiga. Só que eu nunca te esqueci. Simples como aquele zonzóbulo tentando entrar aqui dentro. – Continuou, olhando para a janela. – Sabia que eles são atraídos por pó de fada mordente?

"Meio difícil ter fadas mordentes... A não ser que você esteja do lado da Floresta Proibida".Pensara, dando risinhos.

– Olha, tenta vai. A Ginny mudou. – Começara a loira.

– Acho que ela nem vai aceitar... Toda ruiva se irrita fácil. Principalmente a Weasley.

– Só se você ficar enrolando. Conversa com ela. – Luna terminara, deitando-se novamente em sua cama. – Boa noite.

– Boa noite. – Repetira Mariana, deitando-se.

Aquela ia ser uma longa noite.

Continua...


Notinha: Tudo bem, confesso, capítulo meio fraquinho, mas no próximo vai ter mais coisas! Também digo que estou adorando fazer essa fanfic... Sei lá, é tão bom n-n! Aguardem surpresas :D

Beeijos!

Hinata Weasley