Disclaimer: Harry Potter e seus pitis não me pertencem. Aquela moça loira e rica que o criou agradece a aceitação desse fato T-T'
Nota da Autora: Antes, bilhões de desculpas por não ter atualizado o.O' (começo de aulas é o INFERNO na Terra, saca ¬¬'). Presentinho da Autora: Seis e Sete aki n-n
Boa Leitura :D
Suco de Morango com Bolinhas de Tutti Frutti
Capítulo Seis.
Claro que toda aquela euforia de ter ido ao vilarejo de Hogsmeade não durou para sempre. Logo depois veio a semana normal de aulas – que os professores resolveram incrementar falando sobre os Níveis Intensamente Exaustivos de Magia – para nós íntimos, NIEM's.
Mas na verdade, não queremos falar sobre isso. Não, para encurtar, vamos nos centrar em outra coisa.
Nesse momento, as três garotas estavam numa parte mais afastada da biblioteca, arrumando dois pequenos pergaminhos, os quais seriam destinados ao resto do Clube. Eles estavam simbolizados em vermelho (para o Trio) e em verde (para a doninha, o buldogue e o Blaise).
– Agora só falta ir ao corujão, e depois disso, que comece o jogo! – Mary falou, indo para o corredor, seguida de Ginny e Loonie.
Astoria estava numa sala vazia, com o tal livro em mãos, quando uma garota (a mesma que a seguia) aparecera, com duas sacolas vermelho-escuras.
– Você as trouxe?
– Exatamente como me disse. – A outra respondeu, entregando as duas sacolas.
Na primeira sacola havia uma caixa de madeira clara e do tamanho de uma caixa de sapatos normal, mas dentro dela, ao passo que a loira de orbes verdes abrira, era toda revestida de um veludo ônix, e estava um frasco de vidro. O seu corpo afunilava no gargalo, e a tampa deste assemelhava-se a um trapézio de superfície plana. Já na segunda, havia vários ingredientes para poções.
– Helen, provavelmente não sabe o por quê de você ter saqueado o armário do professor Slughorn. – A garota disse, com um sorriso maléfico.
– Não. Só penso que você quer destruir a escola.
– Quase, mas também é por isso. – Ela falou, em tom irônico. – Na verdade, vamos tornar dessa escola o inferno particular de Pansy Parkinson. Aí, é claro, ela vai aprender que mexer comigo não é uma atitude lá muito inteligente.
– Então, vamos concretizar? – Helen sugerira, com um tom levemente desanimado.
– Não, ainda não. Soube que daqui a algumas semanas ela vai estar fora... Sabe como é, passar o natal com os pais dela, que novidade. É nessa hora que vamos agir. – Astoria rebate, sorrindo.
Ela mal podia esperar para começar a sua vingança.
Depois de uma (tediosa, monótona e sem-graça) aula de História da Magia, Pansy sempre saía acompanhada de Blaise, Draco e os outros garotos. Não que ela não tivesse colegas femininas – o mais próximo de amiga que ela consegue aceitar – porém a cautela vinha em primeiro lugar, e a garota de cabelos negros suspeitava que Astoria, ao invés de fazer escândalos, ficava na dela, aprontando silenciosamente, e a loira não falava mais com o sonserino de orbes azul-acinzentadas.
– Pansy, está estranha. – Goyle comentou, ao lado dela e mais afastado de Blaise e Draco.
– Não estou. – Ela dissera, olhando de canto.
– Está. Ontem, a Reynolds queria falar com você, mas evitou-há o dia inteiro!
– Porque ela queria conversar sobre a Greengrass de novo. E, sinceramente, não quero que me perguntem como eu fiquei naquele estado... Deplorável. Além do mais, a Reynolds é a maior fofoqueira.
– Mas você não tem provas de que ela seja desse jeito... – O garoto comentou, e a menina revirou os olhos. Decididamente Goyle não percebia algo bem embaixo de seu nariz.
– E como você acha que a escola inteira ficou sabendo que o Draco terminou com a Astoria? A Vivian Reynolds tem contatos com as chatas grifinórias. Só ela vender a informação.
– Vocês, garotas, são mais espertas do que eu pensava.
– Goyle, quando é que você não pensa em algo óbvio? – Pansy questionou-o retoricamente, entrando na sala de Feitiços.
Harry e Ginny estavam andando atrás de Ron e Hermione quando a ruiva parou num canto, puxando o moreno junto.
– Gin, o que está fazendo?
– Meu amor... – Ela começou, ainda indecisa. – Queria que passasse mais tempo comigo.
O garoto olhou para Ginevra com uma cara confusa.
– Gin, eu passei o tempo com você lá em Hogsmeade. Fomos na Dedosdemel, no Três Vassouras...
– Harry, você não entendeu. – Ginny rebateu, e dera um selinho no moreno. – Quando eu digo que eu quero que passe mais tempo comigo, eu quis dizer apenas eu. A gente não namora quando estamos com Ron e Mione, ou com a Mary e a Loonie.
– Quando nós formos lá para sua casa, teremos todo o tempo que quiser, Gin. Só não me puxe para os cantos da escola, tudo bem?
Os dois riram da situação. Por parte de Harry, era engraçado, ao contrário da ruiva, que com aquilo só buscava alguma explicação (desculpa esfarrapada é muito cedo) para sentir o vazio, e encontrou ali: sem tempo para namorar o seu herói.
À noite, quando Pansy saía de seu quarto, a mesma coruja bege com manchas marrons entrou pela janela, deixando cair o pergaminho marcado com o verde. Ela correu os olhos para ele, e tomou um grande susto.
Foi para o Salão Comunal encontrando Draco e Blaise conversando sobre alguma coisa que se relacionava ao quesito "garotas".
– Ainda bem que estão aí! – Disse, chegando perto deles.
– O que... – O negro ficou com uma cara incrédula.
– Antes que pergunte, isso que aconteceu. – A morena falou, entregando o pergaminho verde, endereçado a eles três.
Draco abriu-o, e aquilo se revelou ser uma carta parecida com a que recebera.
Olá meus senhores.
Decerto que minha coruja devem ter entregado este pergaminho. E, para acrescentar, vocês iam acabar mesmo sabendo que os três foram selecionados para o Clube.
Só que, avisando onde e quando me encontrar, nossa primeira reunião será depois do Natal, exatamente dia 27 de dezembro, às nove horas da noite, na Sala Precisa.
Não se atrasem.
Camaleão.
– Só alguém imbecil para ter uma idéia dessas... – Falou Blaise, rindo.
– Uma idéia do quê? – Astoria perguntou, entrando no Salão.
Como sempre, o loiro de orbes azuis a ignorou, e aproveitando o descuido de Pansy, pegou o pergaminho.
– Que carta é essa, Parkinson? Deve ser de algum admirador secreto... – A loira falou, correndo os olhos pelo pergaminho.
A sonserina de orbes ônix ficou com medo dela descobrir, mas qual foi a sua surpresa quando a garota soltou o pergaminho, decepcionada.
– Pelo jeito, Greengrass, já satisfez sua curiosidade. – Blaise meteu-se no meio, disfarçando a irritação.
– Que curiosidade? Esse pergaminho aí não tem nada, só uma frase confusa. – Falara, se dirigindo ao corredor que levava aos dormitórios.
Os três – já que o Malfoy prestou atenção nessa parte – viram um "P.S" embaixo do texto.
OS: Veritas Semper Una Est. Isso está escrito através de um feitiço protetor que eu criei. Logo, vocês são os únicos ao ver o que está escrito realmente nessa carta, para evitar olhares curiosos. Aliás, significa "A verdade não precisa de publicidade".
"Ele é inteligente até pra isso..." Pensou o loiro.
– Acho que tá na hora do jantar. Vamos! – Zabini dissera, indo para a escada.
– Você não vai lá com ele? – Draco perguntou a Pansy.
– Vou. Mas só se você for.
O garoto revirou os olhos. E foi junto com a morena.
24 de Dezembro.
Na véspera de natal as coisas não foram diferentes. Exceto por não haver nem Ginny, Luna, Mary, Harry, Hermione e Ron. Todos foram para a casa dos dois irmãos ruivos passar a véspera e o Natal.
– Hei, Ginny, quando seus irmãos vêm? – Perguntou Mary, curiosa.
– Bem, tirando o Carlinhos, acho que todos vêm para o almoço. – Respondeu a ruiva, descendo as escadas estreitas.
– Ah... Hei, vamos fazer guerra de neve! – A metamorfa falara, com os cabelos ficando azul-marinho e ondulando, além dos olhos estarem bem claros.
– Só nós duas?
– Nessas horas que o Trio aparece para nos salvar! E a Luna, quando ela acordar...
Elas riram, indo para a sala e se sentando no sofá.
– A Loonie dorme assim? – Ginny questionou, ainda dando pequenas risadas.
– Na verdade, não. Mas geralmente, quando nada envolve professores e provas, ela consegue dormir até quase metade do dia!
– Nossa! Ela sonha bastante... – A ruiva de orbes chocolates comentou, sorrindo.
Ouviram passos na cozinha, e foram para lá. Era a senhora Weasley, com Harry e os outros, com algumas sacolas. Uma delas, a qual Mariana e Ginevra viram claramente, tinha vários rolos de lã vermelho-escura e azul-claro. Considerava-se praticamente uma tradição Molly fazer suéteres para os membros da família.
– Olá meninas, desculpe se saímos sem avisar... – A matriarca diz.
– Não se preocupe, mãe. A gente vai lá em cima chamar a Loonie, tá? – Ginny disse, dando um beijo em Molly, que sorriu ternamente.
– A gente já volta, senhora Weasley. – A corvinal falou, seguindo-a.
Tão logo chegaram – já que o quarto de Ginevra era o último virando à esquerda – observaram a loira de orbes grandes dormindo calmamente, e chegaram perto dela, balançando-a levemente.
– Luna... Luna acorda, já são nove e meia! – A ruivinha murmurou, baixa.
– Já sei, Ginny. – Mary disse, dando uma piscadela. Chegou bem perto do ouvido de Luna e fez um barulho muito parecido com um pássaro cantando baixo.
Ela acordou devagar, abrindo os olhos azuis e sorrindo fracamente, como se estivesse vendo uma miragem.
– Nossa, eu sonhei que caçava várias fadas mordentes e elas cantavam para mim... Que horas são?
– Loonie, não se preocupe com isso. – As duas disseram, em uníssono. Logo após, Ginny continuou. – Vá se trocar e é bem provável que a gente monte a árvore agora!
– Oba! A gente vai poder usar aquelas borboletas fluorescentes da Tasmânia... – Ela proferiu, indo se trocar.
Mary e Ginny trocaram um olhar como "a Luna é a Luna mesmo!" E esperaram. Quando a loira apareceu, as três estudantes se dirigiram à porta. Harry estava do lado da mesma, sendo surpreendido pelas três meninas.
– Harry, você não vai ajudar à senhora Weasley? – Lovegood indagou, sonhadora.
– Eu já ajudei, é que eu preciso conversar com a Ginevra sozinho. – Ele responde, frisando bem a última palavra.
– Tudo bem... – Mary disse, casual. Depois pegou no pulso da loira levemente. – Vamos Loonie.
Em seguida, os dois entraram no quarto da ruiva, sentando-se na cama da mesma. Eles se olharam por alguns minutos sem falar nada, até que não tiveram escolha: um deles deveria dizer algo naquela hora.
– Sobre o que quer conversar, Harry? – A grifinória insinuou, ainda meio estranha por ele tê-la chamado de Ginevra.
– Gin foi difícil... E só vou falar se você me escutar primeiro. – O garoto falou, com os orbes verdes brilhando como nunca.
– OK.
Respirou fundo, tentando achar as palavras em sua mente. Sabia que o que estava preste a fazer seria a maior besteira da sua vida, afinal aquele amor não tinha morrido, não?
– Olha, Ginny, eu quero dar um tempo.
Ela o olhou, totalmente chocada com aquela frase.
No andar de baixo, Molly e os garotos ajudavam a montar a árvore de Natal, que era um pinheiro gigante magicamente reduzido para o tamanho de um sintético – os mesmos quais os trouxas usam – além de colocarem as bolas coloridas e os enfeites bruxos. Somente faltava um único item.
– Cadê a estrela? – Hermione perguntou, indecisa.
– Ela quebrou quando eu taquei um balaço na janela no verão passado. – Ron redargüiu, sorrindo amarelo.
– Então foi você, mocinho? – Molly disse, com os olhos castanhos estreitando-se. – Seu pai irá saber disso, Ronald.
– Ah, mãe! – Ele insinuou, fazendo um bico que, ao ver da namorada, era deveras fofo.
– Eu acho que aquela loja que vende enfeites de Natal no Beco ainda deve estar aberta... – Hermione disse, olhando para a matriarca.
– Pode ser, Hermione. Alguém terá que ir comigo lá.
– Eu vou. – Mariana proferiu, voluntariamente. – Já terminei de arrumar parte dos presentes. A Loonie termina a outra parte.
A mãe de Ron ficou um pouco pensativa. Virou-se para a loira.
– Luna, você terminaria de arrumar os presentes enquanto eu e Mariana vamos até o Beco Diagonal?
– Sim senhora Weasley. Eu termino. – Redargüiu, feliz.
– Então vamos. – Molly dissera. – Mary... Você já aparatou antes?
– Não sozinha. Tenho um certo receio de deixar uma parte do corpo.
A senhora baixinha segurou fortemente a mão da corvinal, e com um volteio da varinha, aparatou, o qual a menina sentiu um fisgado engraçado na barriga, bem como se estivesse sentindo-se esticada. Em seguida, as duas estavam à frente do Caldeirão Furado.
– Viu? Não é tão difícil.
– Mas que é esquisito, isso sim. – Ela falou, meio tonta.
Elas duas entraram, cumprimentando o barman e indo diretamente aos fundos. Depois de terem batido nos tijolos do muro, a passagem abrira, revelando vários bruxos andando de lá para cá com variadas sacolas coloridas e presentes com papel brilhante embalados.
– Nossa... Aqui estava tão cheio assim quando vocês vieram para cá?
– Sim, e pelo jeito aumentou o movimento. – Molly murmurou alto o suficiente para a metamorfa ouvir. – Venha por aqui.
As duas bruxas esgueiravam-se pelos outros bruxos, misturando-se. Mariana e a matriarca conseguiram chegar até a loja de número 85, a qual a fachada tinha uma vitrine mostrando vários pisca-piscas de fadas que se mexiam, e cada uma tinha uma aura de tonalidade diferente, além das mais variadas – e estranhas – estrelas para se pôr na árvore.
– Boas tarde, senhoritas. Vejo que se interessaram muito nas nossas novas estrelas. – O bruxo, que aparentava ter por volta dos trinta anos falou, afável. – Querem que eu mostre os modelos novos?
– Claro, senhor... – A ruiva disse, tentando completar a frase.
– Garret. – Ele proferiu, sorrindo.
– Senhor Garret. – Mariana diz, olhando-o. – Ah, sim, você pode nos mostrar as estrelas?
– Venham por aqui.
Enquanto elas iam para a estante dos enfeites, Molly a parou a alguns poucos passos de Garret.
– Mary, pode passar naquela última loja, a 93?
– Sim, senhora. – Ela falou, meio surpresa.
– Oh, querida, é lá que Fred e George trabalham. Entregue isto a eles, por favor? – Molly diz, dando uma pequena carta.
– Tudo bem. Estou indo! – Mary redargüira, saindo da loja.
Já que a senhora bruxa ia cuidar dos assuntos "natalinos" a garota fora até a loja de número 93, a qual era a última do Beco. Surpreendeu-se quando viram as duas vitrines: uma delas tinha vários objetos que piscavam e pulavam, e na outra tinha alguns ainda mais estranhos. "Carambolas, eles devem vender de tudo aqui" Pensou, olhando a placa em laranja-berrante escrito "Gemialidades Weasley".
Entrando, Mariana pode perceber que a loja dos gêmeos era grande, apesar dos mais variados kits, logros e brincadeiras nas prateleiras brancas. No balcão, ela não viu ninguém, podendo assim deixar a carta sem problemas.
– Olá! Tem alguém aí? – Proferira, em voz alta. – Fred, George, sua mãe deixou isto para vocês dois! – Terminara, colocando a carta no balcão. – To indo...
Ao se virar, um jovem ruivo de belos olhos azuis apareceu, chamando a atenção da metamorfomaga.
– Quem é você? – Ele perguntou, visivelmente em tom de travessura, mas os olhos demonstravam certa seriedade.
– Mariana Jacob. Amiga da... sua irmã Ginny. A senhora Weasley deixou isso. – Ela falou, empurrando o pequeno pedaço de papel.
O jovem de vinte anos pegou o pequeno pergaminho, lendo-o rapidamente.
– George? – Um outro ruivo saíra do fundo da loja. Apesar dos cabelos aparentemente mais curtos, era totalmente idêntico ao outro.
– Mamãe nos pediu para que pudéssemos ir à ceia. A amiga da Gin que nos trouxe. – O gêmeo falou, brincalhão. – E que a gente não trouxesse nada que explodisse, estourasse, quebrasse ou até destruísse a casa inteira!
– Ah, mas aí não tem graça! – Fred rebatera, rindo espontaneamente.
– Olha, sem querer interromper o diálogo, mas eu preciso ir, a senhora Weasley está me esperando lá naquela loja de enfeites. – Mary falou, desconfortável. – Tchau ah... Vocês.
Todavia, quando se virou para sair, nem viu os sorrisinhos dos dois.
Continua...
:: Ouvindo Every Breath You Take - The Police ::
Nota: Então, eu não expliquei uma coisinha: pois bem, o capítulo sete é uma "continuação" do seis, ou seja, indiretamente (ou não n.~) esse capítulo tem duas partes (principalmente pelo fato de que a conversa de Harry e Ginny é mostrada no próximo hihihihihi! Tá, e antes que me matem, eu já estou fazendo o oitavo capítulo XD!
Ah, e pra quem captou a idéia da "Propaganda é a alma do negócio" leiam Sobre Frases e Cores *-* (DMPP só lembrando ). Tá completa e a capa, no meu profile :D
E as reviews estarão devidamente respondidas no próximo capítulo, flores da minha manhã *.*
Beeeijos!
Hinata Weasley
