Disclaimer: Só a Mary me pertence. O Harry e Cia e todos os seus amigos pertencem à Joanne Kathleen Rowling. (Entende o K. agora? XD)
Notinha: Nah, fiz três capítulos hohohohoh lol! E recebi já SEIS reviews mimimimi *.*! Puts, to feliz pacaramba :D! E claro, as reviews serão respondidas no final do cap Treze :D
Boa Leitura :D
Suco de Morango com Bolinhas de Tutti Frutti.
Capítulo Onze.
No dia seguinte, no dormitório da Grifinória, Ginny ainda estava em sua cama, direcionando seu olhar para a janela. Logo, se lembrou que daqui a menos de um mês, a escola ia para Hogsmead por conta do Dia dos Namorados!
Que ridículo... Ela estaria no meio de vários casais, e encalhada... "Decididamente, estou ficando maluca! Desde quando eu me preocupo com isso?" Pensara, indo preguiçosamente para o banheiro.
Tomou rapidamente um banho, vestiu seu uniforme às pressas e colocou os sapatos. Secou os cabelos de forma que ficassem ondulados. Pegou uma presilha de flores amarelas e prendeu somente à parte de cima.
– Ginny? Venha logo, senão vai se atrasar... – Murmurou a si de frente ao espelho do banheiro, fazendo uma imitação quase-perfeita de Hermione. "Como se eu me atrasar fosse algo estranho e raro..." Disse a si ironicamente.
Desceu as escadas para o Salão Comunal, levando sua mochila numa das mãos e seu trabalho de Poções na outra.
– Mary? Você tá bem? – Luna perguntou pela enésima vez, na mesa da Corvinal.
– Eu tô, Luna. – Ela responde, sorrindo. Mas o cabelo continuava com o mesmo tom opaco de ontem.
– É como se você escondesse um enorme Segredelho no cabelo. – A garota avoada disse, olhando para o céu azul criado por magia do Salão.
– Olha só, e-eu vou primeiro para a Adivinhação. Tchau! – Falou, saindo apressada.
Ginny, nesta hora, entrou no Salão e viu a metamorfomaga com os cabelos mudados para um verde-oliva estranho correr para o corredor. Olhou para Luna, que devolveu o mesmo olhar confusa. "O que está acontecendo nessa escola, hein?" Uma voz na mente da ruivinha questionou, desconfiada.
Do outro lado, Blaise e Draco estavam conversando sem muito lá o que fazer. Até que o negro começou a observar demais a mesa da Corvinal.
– O que você está fazendo? – O loiro perguntara de súbito, assustando-o.
– Nada de mais, Drake. Acho que aquela lunática ta olhando para um dos animais estranhos que ela mesma cria!
– Acho que você ta olhando aquela "lunática" que cria animais estranhos! – Malfoy dissera, divertido. – Aliás, isto atiçou minha curiosidade...
– Curiosidade no quê? – Falou espantado.
– Ora, ora, Zabini, você mesmo não se dizia "o pegador" há um ano antes? Aposto que sua mudança repentina tem a ver com a garota ali sentada na mesa dos corvinais...
– Malfoy, que absurdo!
O sonserino se impressionou com a resposta de Blaise. Não exatamente impressionar, mas surpreso. Geralmente o garoto de pele escura diz algo em tom de ironia, só que ultimamente ele, segundo Draco, andava muito santo.
– Eu que o diga, já que você, senhor Ex-Namorado da Garota mais Linda da Sonserina. – Zabini disse, indireto.
Agora quem ficou tenso foi a doninh... Quero dizer, o Malfoy. Instantaneamente, veio à cena do corredor, ele por cima de Ginevra, e querendo algo mais.
– O que quer dizer com isso? – Sibilou, ficando sério.
– Ora, Ora, Malfoy, aquela ruivinha ali adora brigar com você, aposto mesmo que é Tensão Sexual Não-Resolvida.
– Affe, você acha mesmo que eu tenho essa porra de Tensão sei lá o quê? – Draco disse, percebendo que perdeu um pouco do tom. – Meus desejos de copular estão bem-resolvidos, pra sua informação.
– Para quem fala dormindo o nome de um Weasley, até mesmo que estão otimamente resolvidos! – Blaise replicou, falando mais baixo dessa vez.
E Draco cuspiu todo o suco de abóbora na cara de Goyle, fazendo todos da mesa Sonserina rirem escandalosamente. O lindo mini–Malfoy tinha essa dificuldade absurda de não calar a boca enquanto dorme. "NÃO ACREDITO QUE DIZ O NOME DE UMA TRAIDORA DO SANGUE!" A voz irritante de Lúcio povoou sua mente, berrando furiosa.
– Vou sair daqui! Vejo-te na aula de Adivinhação, seu estúpido! – O garoto de orbes azul-acinzentados repeliu, irritado por aquela ousadia.
"A Trewlaney está cada vez mais perita nesse negócio de ver coisas do futuro em lenços, xícaras, bolas de cristal... Jesus!" Pensou Mariana, entediada.
Luna prestava atenção na aula devotadamente, e isso Mary não considerava o normal dela. "Só falta a Loonie querer fazer Adivimagia na faculdade! Aí sim estarei perdida!" Refletiu. Até que a voz estridente e esganiçada de Sibila cortou seus pensamentos.
– SENHORITA JACOB!
– Sim? – Ela falou, assustada.
– Repetirei a pergunta só mais uma vez. – Isso denunciava o mau-humor da professora. – Há certos objetos que guardam memórias e sentimentos de antepassados distantes, muitas vezes relacionados aos bruxos como "elementos" de clarividência ou profecia. Como eles são chamados?
Mariana ficou ainda mais pasma com aquela pergunta. Parecia que até em Hogwarts sua "maldição" estava a perseguindo! Resolveu encarar o sentimento de calmaria, já que percebia seu cabelo tomar um tom de verde-azulado, sinal de tensão.
– Professora... – Começou, vendo que ela esperava uma resposta incorreta. – Eles são chamados de Objetos do Tempo. Eles são sinais de profecias, não de clarividência, mas são raros e muitas vezes ligados a maldições, geralmente nascidos de um ancestral de uma mesma família. Passa-se por gerações, e essas tem de protegê-lo para que não caiam em mãos erradas.
Todos ficaram impressionados inclusive a própria professora. Mary conseguiu controlar seu sentimento e seu cabelo estava negro de novo.
– Dez pontos para a Corvinal, senhorita Jacob. – Sibila dissera, tomada por um sentimento de orgulho pela aluna. – Pelo jeito sabe tanto sobre eles, que até me corrigiu!
– Sinto muito. – Corou, e seu cabelo ficou acaju.
– Não, não sinta! Vamos conversar depois da aula, senhorita!
"Ai QUE CARALHO!" Mentalizou, baixando os olhos. "Devia ter mentido, mas meu cabelo me denuncia!".
Ginny, depois das aulas de Poções, foi conversar com Hermione, apenas para saber como Harry estava – apesar de ter sentido amor por ele, agora o considerava como um irmão, e nem isso ele mesmo considerava!
– Ginny, o Harry está muito mudado. – A castanha responde, um pouco entristecida. – Só preocupa com o Quadribol e os estudos! Alguma coisa aconteceu com ele!
– Mas aconteceu: nós terminamos! – Ginevra disse, não lá muito surpresa.
– Sim, disto eu sabia porque ele nos contou... Mas eu acho que Harry está arrasado.
"Eu não acho, tá mais para rabugento".Completa a Weasley em pensamentos.
– Ginny, na dúvida, melhor deixarmos Harry se acalmar. Até Ron acha estranho o jeito dele de lidar com isso! – Hermione dissera, preocupada com o amigo.
– É. Tchau Mione. – Ginevra respondera, indo para o quinto andar.
Chegando lá, deu de cara com a pessoa que menos queria ver: Malfoy. Só que o mesmo nem a provocou, passando direto por ela. "Nossa, tá estressado, senhor Doninha?" Mentaliza, dando uma risadinha. Mas seus risos param quando vêem a cena: Astoria estava beijando um setimanista lufa-lufa, só que parecia que ela estava querendo comê-lo (sem duplos sentidos, por favor!).
Mudou a direção repentinamente, já que ela entendeu a fúria do loiro: não queria ver seu ex simplesmente se pegando com qualquer uma no corredor, apesar de mais e mais perguntas povoarem sua cabeça.
No corredor, Luna esperava Mary sair da sala de Adivinhação, e no meio-tempo, Ginevra aparecera, cansada, mas sorrindo ternamente.
– Ginny! Tomou o caminho mais longo?
– Se... Soubesse... Porquê, você ficaria... pasma. – Fala, arfando. Logo respirou fundo e contou até vinte. – Cadê a Mariana?
– Estou aqui. – A corvinal falou, e a ruiva olhou para ela e se assustara: os cabelos estavam brancos e os olhos em cinza-chumbo.
– Por Merlin, Mary! – Luna falou, também impressionada. – O que aconteceu com você?
– A professora... Ela quis conversar comigo no final da aula e... – Mary contava o ocorrido, um pouco chocada pelo que fez.
As duas bruxas estavam sozinhas na sala cheia de incensos e velas coloridas, dando um aspecto mal-iluminado à sala de Adivinhação.
– Então senhorita Jacob... – Sibila começou, olhando profundamente nos olhos azuis da metamorfa. – Como sabe tanto sobre os Objetos do Tempo?
– Ah, eu pesquisei. – Seu cabelo ficou verde-azulado.
– Pela cor do cabelo, senhorita, eu vejo que está mentindo. Por que não me diz a verdade?
– Mas eu estou dizendo! – Mary disse, convicta. – Eu pesquisei sobre os Objetos do Tempo no verão passado, mas deixei de lado para eu estudar Medibruxaria.
– Hum, medibruxaria. – Sibila disse, ponderando um pouco. – Me diga uma coisa... Você tem aversão a sangue?
– Não. Mas não entendo aonde quer chegar com isso.
– Bom, Mariana, parece-me que seu futuro é bem nebuloso. – Sibila disse, olhando para a aluna com os orbes ávidos de curiosidade. – Desde que entrou nessa escola, eu senti que tinha uma grande missão a cumprir.
– Grande... Missão? – Repetira, apreensiva.
– Sim, certamente. Sabe, o seu conhecimento para uma corvinal até é demasiado grande. Eu acho que a senhorita esconde mais do que os seus olhos podem me dizer.
Mary levantou-se de supetão e pegara suas coisas.
– Professora, me desculpe se serei rude, mas tenho de ser sincera. – Disse categoricamente, irritada pela invasão de privacidade. – Não escondo nenhum segredo, não tenho missão nenhuma pra fazer, e nem sei se vou viver amanhã para contar histórias. E não entendi a alusão de eu fazer Medicina Bruxa com o fato de eu "ter" alguma coisa a cumprir, e sinceramente, não quero nem saber! Então guarde as perguntas para outro aluno!
– Senhorita Jacob, me desculpe se fui intrometida, mas percebo uma aura de mistério em sua volta. E pelo jeito, seu futuro acabou de mudar. – Trewlaney dissera, sorrindo lunática.
– Quer saber de uma coisa, professora? – Mary dissera, olhando colérica para a bruxa. – NÃO ME CONTE!
Fechou a porta com força, e em seguida, seus cabelos embranqueceram e seus olhos, do azul foram para o cinza-chumbo.
– Mary, isso foi... Impressionante. – Ginny disse, depois de ouvir tudo. Luna estava com a mesma reação.
– Louco não? Quem diria, eu ter um futuro nebuloso! – Mariana respondeu, gesticulando nervosamente. – E o que tem a ver Medicina com "grande missão a cumprir", hein?
– Mary, ela pode estar certa. – Luna disse, em um tom indefinido. – Ela tem a clarividência muito alta, como diz a Parvati.
– Vocês não vão acreditar nela, vão? Além do mais, eu não escondo nada. – Estranhamente as outras duas olharam para o cabelo de Mary, vendo que ele ficou cor-de-palha. – Quê?
– Seu cabelo. – As duas replicaram, juntas.
– Só fica assim quando tô indignada... – Mentiu de novo. – Vamos para a aula de Herbologia logo!
Ginevra e Luna se entreolharam.
Depois daquele beijo desentupidor-de-pia, Astoria saía das aulas de Runas Antigas (já que não queria ver o próprio ex nem pintado de prata) com um sorrisinho. "Adorei a fúria do meu Draco... Ai, eu estou adorando me vingar!" Pensou, indo direto para a sala vazia, onde guardava todo os seus pertences.
– Ah, a Helen me serviu de perfeita isca. – Disse, fechando a porta. – Victoria e Wallace também. Mas o problema é que aquela idiota da Jacob pega todos as minhas cartas! Que saco!
Ela ouviu uns barulhos estranhos, um murmúrio repetindo o sobrenome de Mariana. Astoria ficou tensa.
– Quem está aí?
– Jaaaaacoooob. – A voz, que Astoria reconheceu sendo de uma mulher repetira.
– Não sou a idiota da Mariana, sou Astoria Greengrass! – A loira disse, ofendida.
De repente, a sala tremeu inteira e a voz parou. A sonserina foi para o armário, onde guardava o livro, e viu que na capa formou-se o título Vindicare.
– Esse é o nome do livro? – Murmura a si. – Mas por que ela tava dizendo o nome da metamorfodiota?
Depois da aula de Herbologia, Mary ainda estava apreensiva. Chamou-as para conversar num canto do corredor.
– Mary...? – Ginny dissera, duvidosa.
– Olha só, vamos ter que reunir vocês de novo. Daqui a quinze dias. – Ela falou, apressadamente. – Eu tenho um plano pra pegar o cara que fez tudo aquilo.
– Aquilo o quê? – Luna perguntou, sonhadora.
– Com a Helen, o Wallace e Victoria. – Mariana continuou. – Temos de pará-lo o mais rápido possível!
– Mas você vai contar tudo? – A ruivinha questiona. – Por que a gente ia entender, mas como? Primeiro você fica toda tensa, segundo pede ajuda até do Malfoy, do Zabini e da Parkinson, e terceiro, a professora Trewlaney diz que seu futuro é nebuloso! Acho mesmo que você está escondendo alguma coisa, Mariana!
– Luna... – Mary disse, temerosa. – Você também acha isso?
– Acho sim. – Ela replicou, sem o tom sonhador. – Ma, sabe, eu não sei se te conheço de verdade.
– Claro que me conhece, Loonie! – A corvinal dissera, e seu cabelo ficou um lilás opaco. Os olhos ficaram verde-esmeralda, igual aos de Harry, e deixou cair às lágrimas. – Não escondi nada de você!
Mariana sentiu uma pontada na cabeça, e tudo começou a girar e girar. Sentia-se mais pesada, e como se uma lufada de vento batesse contra seu corpo.
– MARY! – Ouvia Ginny e Luna gritarem, mas tudo que a garota viu foi escuridão.
Continua...
:: Ouvindo Kate Perry - Hot'n'Cold ::
N/A 2: Os próximos "um capítulo e meio" serão algo como "lembrancinhas" da Maryzita, e claro, já vou dizendo, para a felicidade de vocês, que depois da visão, eu adorarei dar um pirulito pra quem acertar o que ela vai fazer com o Draco e a Ginny,hahaha (dica: o Harry nem vai gostar XD) e a Luna e o Blaise hohohohoho \o/
Beeeijos!
Hinata Weasley
